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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Saudação aos Orixás e às Entidades de Umbanda



Para cada Orixá e Linha de Umbanda, fazemos uma saudação verbal específica, saudando a entidade, demonstrando assim nosso respeito. 

Só não se preocupe em lembrar de tudo, pois à todos os Orixás ou entidades, que trabalham na Umbanda, basta dizer Saravá! (salve) ou na Quimbanda, se você quiser também pode dizer Sarabumba!

OxaláÊpa Babá Oxalá! ~ Oxalá Babá!

BaianosSalve a Bahia, Saravá Baianos!

BoiadeiroÊ Boi! Arrobaché Boiadeiro!

CabocloOkê Caboclo!

Cigano –  Optcha! ~ Arriba! ~  Saravá Ciganos!

Crianças - Oni Ibejada! ~  Erê! ~  Saravá Erê!

ExúLaroiê Exú, Emojibá! ~  Sarabumba!

Exú MirimLarôie Exú Mirim!

IansãEparrei Oyá! ~  Saravá Iansã!

IemanjáOdoiá! ~ Odociá! ~  Saravá Mãe Iemanjá!

Ifá Agô-Ifá!

Malandros - Boa noite! ~ Salve malandragem!

MarinheiroTrunfê! ~ Trunfá! ~ Salve a Marinha! ~ Saravá Marujada!

Nanã de BuruquêSaluba Nanã! Saravá Nanã Burukê!

OgumOgunhê Patakori! ~ Saravá Pai Ogum!

Omolu/ObaluaêAtotô Babá! ~ Atotô Abaluaiê!

OssaimEô Eô Ossaim!

OxóssiOkê Odé! ~ Okê Arô! Okê Oxóssi!

OxumAyê yê Ô mamãe Oxum! Saravá Mamãe Oxum!

Oxum MaréArrobobôi Oxumaré!

Pomba-GiraLarôie Bombogira! Saravá Pombagira!

Povo do Oriente - Ori!~ Salve o Povo do Oriente!

Preto VelhoAdorêi as almas! ~ Saravá!

XangôKaô Ô Cabecile Obá! Saravá Xangô!

Se alguém lembrar de mais alguma, por favor, não se acanhe e poste nos cometários. O espaço é nosso!
 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Onde Estão os Valores Morais da Sociedade Contemporânea?




Onde se Encontram os Valores Morais da Sociedade Contemporânea?
por Jorge Hessen - http://jorgehessen.net/

Os países lutam para ter ou manter o controle de matérias primas, fontes de energia, terras, bacias fluviais, passagens marítimas e outros recursos ambientais básicos. 

Nessa luta, surgem conflitos que tendem a aumentar à medida que os recursos escasseiam e aumenta a competição por eles.

Estamos na iminência de desastres ecológicos de consequências imprevisíveis, em face da rota de colisão do homem com a Natureza. Nos EUA, os furacões vão estremecendo as estruturas da sociedade americana; no Japão, tsunamis e terremotos desencadearam o pavor no povo nipônico; no Chile, o vulcão cuspiu sua força incandescente; no Rio de Janeiro e no Nordeste brasileiro, as tempestades destruíram milhares de vidas e bens.

Na época de Kardec existia cerca de 1,5 bilhão de habitantes na Terra e estima-se que atingiremos, pelo menos, 11 bilhões daqui a poucas dezenas de anos. Daqui a três anos haverá cerca de 600 milhões de bocas a mais para se alimentar. A Fome já castiga mais de 1 bilhão de pessoas. Para os Espíritos, “a Terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as necessidades, é que ele a emprega no supérfluo o que poderia ser empregado no necessário”.(1) A questão é que, em uma sociedade consumista, poucos se contentam com o necessário, por isso não há distinção entre consumismo e materialismo. Na questão 799 de O Livro dos Espíritos, Kardec indaga: “de que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?”. A resposta é categórica: “Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade (...)”.(2)

Neste mundo contraditório, temos o cinismo de divulgar a paz produzindo as ogivas de guerra; ansiamos resolver os enigmas sociais intensificando a edificação das penitenciárias, bordeis e motéis. Cerca de 100 milhões de pessoas passaram à condição de pobreza extrema devido à recessão mundial resultante da crise financeira internacional de 2009. A cada cinco segundos morre uma criança na Terra em consequência da desnutrição. Segundo dados do UNICEF (3), 55% das mortes de crianças no mundo estão associadas à falta de comida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima existirem 100 milhões de crianças vivendo nas ruas do mundo subdesenvolvido ou em desenvolvimento, das quais mais de 10 milhões vivem no Brasil.

Onze anos se passaram neste novo milênio, porém o resultado da larga arena de lutas fratricidas do século XX ainda ecoa nos vagidos de cada criança que renasce. As atuais teorias sociais permanecem em sua trajetória equivocada, tangendo não raro a linha tenebrosa do extremismo. É urgente que novas propostas teóricas interpretem a paz social em termos de valores mais transcendentes. Tais teses comprovarão a assertiva dos Espíritos e do Evangelho de que os bens materiais não trazem felicidade.

Tempos de combates sinistros, desde os primeiros anos do século XX, a guerra se instalou com caráter permanente em quase todas as regiões do planeta. Todos os pactos de segurança da paz oriundos das convenções internacionais após a I Guerra Mundial, não foram senão fenômenos da própria guerra, que culminaram com o apogeu da II Guerra Mundial. A Europa e o Oriente constituem ainda hoje um campo vasto de agressão e terrorismo. Por isso, “a América recebeu o cetro da civilização e da cultura, na orientação dos povos porvindouros. Nos campos exuberantes do continente americano estão plantadas as sementes de luz da árvore maravilhosa da civilização do futuro”, segundo Emmanuel.(4)


Onde se encontram os valores morais da sociedade contemporânea? Muitas religiões estão amordaçadas pelas injunções de ordem econômica e política. Somente a Doutrina dos Espíritos tem efetuado o esforço hercúleo de sustentar acesa a luz da crença nas plagas iluminadas da razão, da cultura e do direito. Embora, seja “o esforço do Espiritismo quase superior às suas próprias forças, mas o mundo não está à disposição dos ditadores terrestres. Jesus é o seu único diretor no plano das realidades imortais.”(5)

Os Benfeitores, que guiam os destinos da Humanidade, se movimentam a favor do restabelecimento da verdade e da paz, a caminho de uma nova era. Emmanuel faz menção sobre “uma nova reunião da comunidade das potências angélicas do sistema solar (da qual é Jesus um dos membros divinos) e que planejam reunirem-se, novamente, pela terceira vez, na atmosfera terrestre (desde que o Cristo recebeu a sagrada missão de abraçar e redimir a nossa Humanidade), deliberando novamente sobre os destinos da Terra. Que resultará dessa reunião dos espíritos superiores? Deus o sabe. Nas grandes transições do século que passa, aguardemos o seu amor e a sua misericórdia.”(6)

Não desconsideramos, nessas reflexões, a rejeição que padecem os excluídos da sociedade, porquanto a ganância pelo dinheiro atinge patamares surrealistas. Estarrece-nos a avidez dos adolescentes pelo sexo, quase sempre remetidos aos pântanos da indigência moral. Hoje em dia, as pessoas vacilam em sair às ruas, defronte dos assaltos e sequestros relâmpagos que têm ocorrido a todo o momento. São ocasiões de muita inquietude e de grande volubilidade emocional.

Ainda sofremos os ressaibos amargosos dos contrastes de uma suprema tecnologia no campo da informática, das telecomunicações, da genética, das viagens espaciais, dos supersônicos, dos raios laser, do mesmo modo em que ainda temos que coexistir com a febre amarela, a tuberculose, a aids, e com todos os tipos de droga (cocaína, heroína, skanc, ecstasy, o crack, oxi etc).

Nesse cenário fatídico, a mensagem do Cristo é um elixir poderoso, o mais confiável para a redenção social, que haverá de entranhar em todas as consciências humanas, como um dia penetrou no altruísmo de Vicente de Paulo, na solidariedade de irmã Dulce, na amabilidade de Francisco de Assis, na suprema ternura de Teresa de Calcutá, na humildade de Chico Xavier.

Aprendamos a dilatar a misericórdia sem pieguismos, desenvolver generosidade que começa no procedimento de dar coisas, para culminar no dom de doarmo-nos, decididamente, ao próximo. Fazer algo de bom, e que ninguém saiba, especialmente por um desafeto qualquer. Nesse desempenho, podermos enunciar o sereno brado como o fez o Convertido de Damasco: "Já não sou quem vive, mas o Cristo é quem vive em mim..." (7)

Para Emmanuel, “as revelações do além-túmulo descerão às almas, como orvalho imaterial, preludiando a paz e a luz de uma nova era. Numerosas transformações são aguardadas e o Espiritismo esclarecerá os corações, renovando a personalidade espiritual das criaturas para o futuro qu e se aproxima.”(8) “Então, perguntar-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? - Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? - E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? - O Rei lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes.”(9)

Jorge Hessen


Referência bibliográfica:

(3) O Fundo das Nações Unidas para a Infância (em inglês United Nations Children's Fund – UNICEF) é uma agência das Nações Unidas que tem como objectivo promover a defesa dos direitos das crianças, ajudar a dar resposta às suas necessidades básicas e contribuir para o seu pleno desenvolvimento.
(4) Xavier, Francisco Cândido. A Caminho da Luz, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 1976
(5) idem
(6) idem
(7) Galatas.2, 20
(8) Xavier, Francisco Cândido. A Caminho da Luz, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 1976



domingo, 28 de agosto de 2011

Santo Agostinho ☧ 28 de Agosto



Aurélio Agostinho, nasceu, no dia 13 de Novembro de 354, na cidade de Tagaste, hoje região da Argélia, na África. Fez sua passagem para o mundo espiritual em Hipona, no dia 28 de agosto de 430. 

Foi o primogênito de Patrício, um pequeno proprietário de terras, pagão. Sua mãe, ao contrário, era uma devota cristã, que agora celebramos como Santa Mônica, no dia 27 de Agosto. Mônica procurou criar o filho no seguimento de Cristo. Não foi uma tarefa fácil. Aliás, ela até adiou o seu batismo, receando que ele o profanasse. 

Mas a exemplo do provérbio que diz que "a luz não pode ficar oculta", ela entendeu que Agostinho era essa luz.

Aos dezesseis anos de idade, na exuberância da adolescência, foi estudar fora de casa. Na oportunidade, envolveu-se com a heresia maniqueísta e também passou a conviver com uma moça cartaginense, que lhe deu, em 372, um filho, Adeodato. Assim era Agostinho, um rapaz inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos da mãe e dos cristãos. Possuidor de uma inteligência rara, depois da fase de desmandos da juventude centrou-se nos estudos e formou-se, brilhantemente, em retórica. Excelente escritor dedicou-se à poesia e à filosofia.

Procurando maior sucesso, Agostinho foi para Roma, onde abriu uma escola de retórica. Foi convidado para ser professor dessa matéria e de gramática em Milão. O motivo que o levou a aceitar o trabalho em Milão era poder estar perto do agora santo bispo Ambrósio, poeta e orador, por quem Agostinho tinha enorme admiração. Assim, passou a assistir aos seus sermões. 

Primeiro, seu interesse era só pelo conteúdo literário da pregação; depois, pelo conteúdo filosófico e doutrinário. Aos poucos, a pregação de Ambrósio tocou seu coração e ele se converteu, passando a combater a heresia maniqueísta e outras que surgiram. Foi batizado, junto com o filho Adeodato, pelo próprio bispo Ambrósio, na Páscoa do ano de 387. Portanto, com trinta e três e quinze anos de idade, respectivamente.

Nessa época, Agostinho passou por uma grande provação: seu filho morreu. Era um menino muito inteligente, a quem dedicava muita atenção e afeto. Decidiu, pois, voltar com a mãe para sua terra natal, a África, mas Mônica também veio a falecer, no porto de Óstia, não muito distante de Roma. 

Depois do sepultamento da mãe, Agostinho prosseguiu a viagem, chegando a Tagaste em 388. Lá, decidiu-se pela vida religiosa e, ao lado de alguns amigos, fundou uma comunidade monástica, cujas Regras escritas por ele deram, depois, origem a várias Ordens, femininas e masculinas. Porém o então bispo de Hipona decidiu que "a luz não devia ficar oculta" e convidou Agostinho para acompanhá-lo em suas pregações, pois já estava velho e doente. Para tanto ele consagrou Agostinho sacerdote e, logo após a sua morte, em 397, Agostinho foi aclamado pelo povo como novo bispo de Hipona.

Por trinta e quatro anos Agostinho foi bispo daquela diocese, considerado o pai dos pobres, um homem de alta espiritualidade e um grande defensor da doutrina de Cristo. Na verdade, foi definido como o mais profundo e importante filósofo e teólogo do seu tempo. Sua obra iluminou quase todos os pensadores dos séculos seguintes. Escreveu livros importantíssimos, entre eles sua autobiografia, "Confissões", e "Cidade de Deus".

Agostinho é uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente. Em seus primeiros anos, Agostinho foi fortemente influenciado pelo maniqueísmo e pelo neoplatonismo de Plotino, mas depois de tornar-se cristão (387), ele desenvolveu a sua própria abordagem sobre filosofia e teologia e uma variedade de métodos e perspectivas diferentes. 

Ele aprofundou o conceito de pecado original dos padres anteriores e, quando o Império Romano do Ocidente começou a se desintegrar, desenvolveu o conceito de Igreja como a cidade espiritual de Deus (em um livro de mesmo nome), distinta da cidade material do homem. Seu pensamento influenciou profundamente a visão do homem medieval. A Igreja se identificou com o conceito de "Cidade de Deus" de Agostinho, e também a comunidade que era devota de Deus.

Depois de uma grave enfermidade, morreu amargurado, aos setenta e seis anos de idade, em 28 de Agosto de 430, pois os bárbaros haviam invadido sua cidade episcopal. Em 725, o seu corpo foi transladado para Pavia, Itália, sendo guardado na igreja São Pedro do Céu de Ouro, próximo do local de sua conversão. Santo Agostinho recebeu o honroso título de doutor da Igreja e é celebrado no dia de sua passagem para o plano espiritual.

Fonte/Referência bibliogáfica: Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_de_Hipona


Oração de Santo Agostinho II

"Tarde vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, Tarde vos amei!
Eis que habitáveis dentro de mim, e eu lá fora procurando-vos!
Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes. Estáveis comigo, e eu não estava convosco!
Retinha-me longe de Vós aquilo que não existia se não existisse em Vós. Porém, chamastes-me com uma voz tão forte que rompestes a minha surdez!
Brilhastes, cintilantes, e logo afugentastes a minha cegueira!
Exalastes perfume: Respirei-o suspirando por Vós. Tocastes-me e ardi no desejo de Vossa paz!
Só na grandeza de Vossa misericórdia coloco toda a minha esperança. Dai-me o que me ordenais, e ordenai-me o que quiserdes.

Que assim seja!"

Oração de Santo Agostinho III

"Diante de Vós, Senhor, apresentamos o fardo dos nossos crimes e simultaneamente as feridas que por causa deles recebemos.

Se pensarmos no mal que fizemos, é bem pouco o mal que sofremos e muito maior o que merecemos. Foi grave o que ousamos cometer e leve o que agora sofremos. Sentimos que é dura a pena do pecado e no entanto não nos decidimos deixar a ocasião dele. 

A nossa fraqueza geme esmagada sob o peso dos castigos com que nos punis justamente, e a nossa maldade não quer se desfazer dos seus caprichos. O espírito anda atormentado, mas a cerviz não se verga.

A nossa vida suspira no meio das dores e não nos corrigimos.

Se contemporizardes conosco, não nos emendamos, e se tirais de nós vingança, gritamos que não podemos. Se nos castigais, sabemos declarar que somos réus, mas se afastais por um pouco a Vossa ira, esquecemos logo o que deploramos.

Se levantardes a mão, logo prometemos a emenda, se retirais a espada, já nos esquecemos da promessa. Se nos feris, gritamos que nos perdoeis, se nos perdoais logo entramos de Vos provocar. Tendes-nos aqui, Senhor, diante de Vós, confessamos os nossos pecados; se Vos não amerceais de nós, aniquilar-nos-á a Vossa justiça.

Concedei-nos Pai onipotente, o que sem merecimento algum de nossa parte Vos pedimos, Vós que nos tirastes do nada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Amém."

Fonte: Apostolado Sociedade Católica: Oração de Santo Agostinho: http://www.sociedadecatolica.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=151


Algumas Frases e Pensamentos atribuídos a Santo Agostinho

"Se dois amigos pedirem para você julgar uma disputa, não aceite, pois você irá perder um amigo. Porém, se dois estranhos pedirem a mesma coisa, aceite, pois você irá ganhar um amigo."

"Milagres não são contrários à natureza, mas apenas contrários ao que entendemos sobre a natureza."

"Certamente estamos na mesma categoria das bestas; toda ação da vida animal diz respeito a buscar o prazer e evitar a dor."

"Se você acredita no que lhe agrada nos evangelhos e rejeita o que não gosta, não é nos evangelhos que você crê, mas em você."

"Ter fé é acreditar nas coisas que você não vê; a recompensa por essa fé é ver aquilo em que você acredita."

"A pessoa que tem caridade no coração tem sempre qualquer coisa para dar."

"A confissão das más ações é o passo inicial para a prática de boas ações."

"A verdadeira medida do amor é não ter medida."

"Orgulho não é grandeza, mas inchaço. E o que está inchado parece grande, mas não é sadio."

"O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios."

"O supérfluo dos ricos é propriedade dos pobres."

"Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser."

"Há pessoas que desejam saber só por saber, e isso é curiosidade; outras, para alcançarem fama, e isso é vaidade; outras, para enriquecerem com a sua ciência, e isso é um negócio torpe; outras, para serem edificadas, e isso é prudência; outras, para edificarem os outros, e isso é caridade."

"Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos."

"Nem o futuro nem o presente existem. Nem se pode dizer que o tempos são três  passado, presente e futuro. Talvez fosse melhor dizer que os tempos são: o presente do passado; o presente do presente; o presente do futuro. E estes estão na alma; não os vejo alhures. O presente do passado é a memória, o presente do presente é a percepção, o presente do futuro é a expectativa."

"Um Sábio da Antigüidade vos disse: Conhece-te a ti mesmo!"
E VIVA SANTO AGOSTINHO, O APÓSTOLO DA INTELIGÊNCIA!!!

Oração de Santo Agostinho para as almas

"Dulcíssimo Jesus meu, que para redimir ao mundo quisestes nascer, ser circuncidado, desprezado pelos judeus, entregado com o beijo de Judas, atado com cordas, levado ao suplício, como inocente cordeiro; apresentado ante Anás, Caifás, Pilatos e Herodes; cuspido e acusado com falsos testemunhos; esbofeteado, carregado de opróbrios, despedaçado com açoites, coroado de espinhos, golpeado com a cana, coberto o rosto com uma púrpura por zombaria; desnudado afrontosamente, cravado na cruz e levantado nela, posto entre ladrões, como um deles, dando-vos a beber fel e vinagre e ferido o Coração com a lança. 

Livrai, Senhor, por tantas e tantas acerbadíssimas dores que haveis padecido por nós, as almas do purgatório das penas em que estão; levando-as a descansar na vossa Santíssima Glória, e salvai-nos, pelos méritos de vossa Sagrada Paixão e por vossa morte de cruz, das penas do inferno para que sejamos dignos de entrar na posse daquele Reino, onde levastes ao bom ladrão, que foi crucificado convosco.

Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. 

Amém!"

Oração a Santo Agostinho, para alcançar a salvação

"Socorrei-me, Senhor e vida minha, a fim de que não venha a morrer na minha maldade. Se não me criásseis, não existiria; criastes-me, passei a existir; se não me dirigirdes, cessarei de existir.

Não foram encantos ou méritos meus que vos compeliram a dar-me o ser, senão a vossa infinita munificência. Suplico-Vos, pois, que aquele mesmo amor que Vos compeliu à minha criação, possa igualmente compelir-Vos a reger-me; porquanto, que aproveita haver-Vos o vosso amor compelido a criar-me, se eu morrer na minha miséria, privado da direção de vossa destra?

Obrigue-Vos, Senhor, a salvar-me essa mesma clemência que Vos levou a tirar do nada o que jazia no nada; vença-Vos em libertar-me a caridade que Vos venceu em criar-me, pois não é hoje menor este vosso atributo do que era então.

A caridade sois Vós mesmos, que sempre sois e não mudais. Não se Vos encurtou a mão, que não possais salvar-me; nem se Vos endureceu o ouvido, que não mais Vos seja dado ouvir-me.

Amém!"

Oração ao Divino Espírito Santo, composta por Santo Agostinho

"Divino amor, ó vínculo sagrado que unis o Pai e o Filho, Espírito onipotente, fiel consolador dos aflitos, penetrai nos abismos profundos de meu coração e fazei aí brilhar vossa resplandecente luz.

Derramai vosso doce orvalho sobre esta terra deserta, a fim de fazer cessar sua longa aridez.

Enviai os dardos celestes de vosso amor até o santuário de minha alma, de modo que nela penetrando acendam chamas ardentes que consumam todas as minhas fraquezas, minhas negligências e meus langores.

Vinde, vinde doce Consolador das almas desoladas, refúgio no perigo e protetor na aflição desamparada.
Vinde, Vós que lavais as almas de suas sordícies e que curais suas chagas.
Vinde, força dos fracos, apoio daqueles que caem.
Vinde, doutor dos humildes e vencedor dos orgulhosos.
Vinde, pai dos órfãos, esperança dos pobres, tesouro dos que estão na indigência.
Vinde, estrela dos navegantes, porto seguro dos náufragos.
Vinde, força dos vivos e salvação dos moribundos.
Vinde, ó Espírito Santo, vinde e tende piedade de mim. Tornai minha alma simples, dócil e fiel, e condescendei com minha fraqueza. Condescendei com tanta bondade, que minha pequenez ache graça diante de vossa grandeza infinita, minha impotência diante de vossa força, minhas ofensas diante da multidão de vossas misericórdias. 

Amém!"

sábado, 27 de agosto de 2011

Santa Mônica ☧ 27 de Agosto



Santa Mônica de Hipona - 331 / ✝387 - é uma considerada santa cristã e mãe de santo Agostinho de Hipona. A sua festa se realiza em 27 de agosto.

Foi modelo de esposa e de mãe. Conseguiu, com suas orações e seu bom exemplo, converter o marido, que lhe era infiel, não acreditava em Deus e tinha gênio muito difícil.


Conseguiu também despertar seu filho - antes foi adepto da heresia maniquéia e teve vida devassa - para a Fé, que, mais tarde transformou-o no grande Santo Agostinho, bispo de Hipona e Doutor da Igreja Católica.

Segundo conta a lenda, Mônica casou-se aos dezessete ou dezoito anos de idade, com Patrício, o casal ocupava uma posição social avantajada, mas memso assim ela não era feliz no casamento. Seu marido lhe era infiel  e isso atingia diretamente seu ideal, cristão, de boa esposa e mãe. Apesar disso, Mônica jamais teria criado qualquer discórdia por este motivo. Converteu-se ao cristianismo com 33 anos de idade, e desde então passou a dedicar-se de corpó e alma a conversão do filho, Agostinho.

Santo Agostinho considerava sua mãe como a "intermediária" entre ele e Deus. Durante a adolescência de Agostinho até ao seu batismo, Mônica vivia chorando e lamentando a vida de abusos materiais do filho, e orava fervorosamente para que ele encontrasse a verdadeira "fé".

Agostinho atribuiu a um sonho de sua mãe seu passo definitivo à "confirmação" de sua vocação religiosa, assim Mônica tornou-se a responsável pelo destino cristão do filho. A partir disso o filho vê a mãe de forma santificada, mas reconhece o fardo feminino que ela carrega, já que nos primórdios da Igreja Católica, a mulher era vista entre dois extremos, o da exaltação e da condenação, devido à face maniqueísta desta religião. A parte "boa" do sexo feminino era representada por Maria e a parte "ruim", que se entrega à tentação, representada por Eva. Foi dessa forma que Mônica foi vista por seu filho e pela Igreja Católica.

Santa Mônica teria desencarnado aos 56 anos de idade - em 387 d.C. - mesmo ano da conversão de seu filho ao cristianismo. Seus restos mortais foram encontrados em 1430 e transferido para Roma, onde mais tarde foi erguida uma igreja em sua homenagem. Mônica foi canonizada não por ter operado milagres ou por ser mártir, mas sim por seu amoroso trabalho na conversão de seu filho, ensinado-lhe as condutas cristãs, a moral, pudor e mansidão, mostrando a intervenção feminina - através da oração e da fé - no seio da família, meio pelo qual levou a vida religiosa ao filho.

Nas viagens mediterrâneas de Agostinho, Mônica confortou os marinheiros, eles oravam a ela pedindo uma chegada a salvo em seu porto de destino. - "Era ela que, nos riscos dos mares, incutia coragem aos próprios marinheiros que costumavam animar os inexperientes navegadores do abismo, quando se perturbam: prometia-lhes a chegada a salvamento, porque Vós, em visão, lho havíeis prometido" ( Santo Agostinho ~ Confissões, p. 131) -, e pacientemente aguardou até o último momento a conversão de seu filho amado: "respondeu-me ... que esperava ver em Cristo que, antes de partir desta vida me havia de ver fiel católico" (Santo Agostinho - Confissões, p. 132).


Oração à Santa Mônica

"Ó Esposa e Mãe exemplar, Santa Mônica:


Tu que experimentastes as alegrias e as dificuldades da vida conjugal;
Tu que conseguiste levar à fé teu esposo Patrício, homem de caráter desregrado e irascível;
Tu que chorastes tanto e oraste dia e noite por teu filho Agostinho e não o abandonaste mesmo quando te enganou e fugiu de ti.

Intercede por nós, ó grande Santa, para que saibamos transmitir a fé em nossa família; para que amemos sempre e realizemos a paz.

Ajuda-nos a gerar nossos filhos também à vida da Graça; conforta-nos nos momentos de tristeza e alcaça-nos da Santíssima Virgem, Mãe de Jesus e Mãe nossa, a verdadeira paz e a Vida Feliz, que assim seja.


Santa Mônica, rogai por nós.


Amém!"

Oração à Santa Mônica e Santo Agostinho
Para pedir a conversão de um filho(a)

"Ó Santa Mônica, que pela oração e pelas lágrimas, alcançastes de Deus a conversão de vosso filho transviado, depois santo, Santo Agostinho, olhai para o meu coração, amargurado pelo comportamento de meu filho desobediente, rebelde e inconformado, que tantos dissabores causou ao meu coração e a toda a família. 

Que vossas orações se juntem com as minhas, para comover o bom Deus, a fim que ele faça meu filho(a) entrar em si e voltar ao bom caminho.

Santa Mônica, fazei que o Pai do céu chame de volta à casa paterna o filho pródigo. Dai-me esta alegria e eu serei agradecido(a).

Santo Agostinho, rogai por nós.

Santa Mônica, atendei-me.

Que assim seja!"

Fontes/Referências:
www.ricardocosta.com/pub/stamon.ht - www.sintoniasaintgermain.com.br/santas.html -  www.quiosqueazul.com.br/2009/08/santa-monica-santo-agostinho.html

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A Gênese: os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo



A Gênese, Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo - La Genése, les Miracles et les Preditions selon le Spiritisme - ou simplesmente 'A Gênese', é uma obra clássica da literatura espírita, e foi publicada originalmente em 6 de janeiro de 1868.

Nesta obra, Allan Kardec aborda diversas questões de ordem filosófica e científica, como a criação do Universo, a formação dos mundos, o surgimento do espírito, segundo a compreensão espírita da realidade.

No livro Kardec procura estudar os milagres como fenômenos naturais, descrevendo os feitos extraordinários de Jesus Cristo e mostrando, seguindo sua ótica e de seus guias, o que teria realmente acontecido. Ele também se aprofunda no estudo do processo espiritual e físico da criação da Terra e do Universo, de acordo com a visão científica de seu tempo.
Epígrafe: "A Doutrina Espírita é a resultante do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência está chamada a constituir a Gênese segundo as leis da Natureza. Deus prova Sua Grandeza e Seu Poder pela imutabilidade de Suas Leis, e não pela sua suspensão. Para Deus, o passado e o futuro são o presente".
O presente resumo da Gênese de Allan Kardec é oferecido aos estudantes da Doutrina Espírita, objetivando facilitar a apreensão dos conceitos básicos minuciosamente expostos no livro original. Desta forma, não tem a pretensão de substituir a obra de Kardec, mas apenas prestar um auxílio ao estudante, reproduzindo os conceitos de forma resumida, destacando termos e expressões básicas. As transcrições de trechos de frases originais foram feitas "entre aspas".

Joel Matias - Blumenau, dezembro de 1.992


SINOPSE DOS CAPÍTULOS

1. Caráter da Revelação Espírita

Revelar = "tirar o véu - fazer conhecer o que era secreto ou ignorado; descobrir" A revelação tem por característica a verdade. Se for desmentida por fatos, deixa de ter origem Divina, pois Deus não se engana nem mente.

2. Deus

Existência de Deus - Da natureza divina - A Providência - A visão de Deus.
Existência de Deus - Deus é a causa primária de todas as coisas, a origem de tudo o que existe.

3. O Bem e o Mal

Sendo Deus infinitamente sábio, justo e bom, é evidente que o mal existente não pode Nele ter sido originado. Por outro lado, se existisse um Satanás - personificação eterna do mal -, não podendo ser igual, seria inferior a Deus, logo, teria sido criado por Ele, o que implicaria na negação da bondade infinita do Criador.

4. Papel da Ciência na Gênese

A religião era preponderante na história dos povos antigos, de tal modo que os primeiros livros sagrados continham toda a ciência e as leis civis da época. Sendo imperfeitos seus meios de observação, também incompletas eram as teorias sobre a criação. O desenvolvimento das ciências proporcionou ao homem os dados necessários ao surgimento de uma Gênese positiva e, de certo modo, experimental.

5. Uranografia Geral

"O espaço é infinito". Nossa razão se recusaria a aceitar um limite no espaço além do qual nada existisse. Mais lógico se nos afigura avançar em pensamento eternamente pelo espaço. Entretanto, mesmo que o fizéssemos por séculos a fio, em qualquer direção, na realidade nem um passo estaríamos avançando.

6. Esboço Geológico da Terra

A perfuração de poços, minas e pedreiras, facultou a observação dos terrenos estratificados, o que permitiu à Geologia estudar a origem do globo terrestre como também dos seres que o habitam.

7. Teorias sobre a formação da Terra

Teoria de Buffon: Um cometa teria se chocado com o Sol, causando a projeção de fragmentos incandescentes no espaço, originando assim os planetas, que mantiveram o movimento no sentido do choque primitivo, no plano da eclíptica. Com o resfriamento contínuo, a Terra acabaria por se congelar totalmente em 93 mil anos.

8. Revoluções do Globo

As revoluções gerais ocorreram durante as fases de consolidação da crosta terrestre; são os períodos geológicos que se sucederam de forma lenta e gradual, exceto o período diluviano que transcorreu de forma repentina.

9. Gênese Orgânica

O estudo das camadas geológicas revela que cada espécie animal e vegetal surgiu simultaneamente em vários pontos do globo, bastante afastados uns dos outros, o que atestaria a previdência divina, garantindo condições de sobrevivência apesar das vicissitudes a que estavam então sujeitas.

10. Gênese Espiritual

Decorre do princípio: "Todo efeito tendo uma causa, todo efeito inteligente há de ter uma causa inteligente". As ações humanas denotam um princípio inteligente, que é corolário da existência de Deus, pois não é concebível à Soberana Inteligência a reinar eternamente sobre a matéria bruta. Sendo Deus soberanamente justo e bom, criou seres inteligentes não para lançá-los ao sofrimento e em seguida ao nada, mas para serem eternos, sobrevivendo a matéria e mantendo sua individualidade.

11. Gênese Mosaica

Neste capítulo é comparada a teoria da constituição do Universo, baseada em dados da Ciência e do Espiritismo, com o texto da Gênese de Moisés.

12. Caracteres dos Milagres

Do latim miraculu, milagre significa: algo que supostamente aconteceu e não tem explicação à luz da ciência da época - fato inexplicável - algo que ninguém acredita ser possível. "Um ato do poder divino contrário às leis da Natureza, conhecidas". Para a religião, o milagre tem origem sobrenatural, é inexplicável, insólito, isolado, excepcional. Se uma pessoa estiver aparentemente morta, com vitalidade latente e a Ciência ou uma ação magnética conseguir reanimá-la, para o leigo ocorre um milagre, mas para pessoas esclarecidas trata-se de um fenômeno natural.

13. Os Fluídos

Os fenômenos materiais tidos vulgarmente como milagrosos, foram explicados pela Ciência, tendo em vista as leis que regem a matéria. Quanto aos fenômenos "em que prepondera o elemento espiritual" - não explicáveis unicamente pelas leis da Natureza - encontram explicação nas "leis que regem a vida espiritual".

14. Os Milagres do Evangelho

Jesus foi um mensageiro direto do Criador, um Messias divino; suas virtudes situavam-se em nível muito acima das possibilidades da humanidade terrestre; não estava sujeito às fraquezas do corpo, pois o dominava completamente; seu perispírito foi "tirado da parte mais quintessenciada dos fluídos terrestres".

15. As Predições segundo o Espiritismo

Há muitos casos de predições que se realizaram. O Espiritismo vem mostrar que também este fenômeno ocorre segundo as leis naturais.

16. Predições do Evangelho

Quando ensinava nas sinagogas de sua terra natal - diante do espanto e incredulidade de seus concidadãos - disse Jesus: "Um profeta só não é honrado em sua terra e na sua casa". Com efeito, tanto os sacerdotes e fariseus e mesmo seus parentes próximos não o entendiam, tachando-o de louco.

17. São Chegados os Tempos

Nosso globo está - como todos os outros - sujeito à lei do progresso; progredindo "fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem" e - de modo paralelo - "moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam"; quando a Humanidade se torna "madura para subir um degrau, pode dizer-se que são chegados os tempos marcados por Deus".


Mensagem de Emmanuel sobre Kardec

Lembrando o Codificador da Doutrina Espírita é imperioso estejamos alerta em nossos deveres fundamentais. Convençamos-nos de que é necessário:
Sentir Kardec;
Estudar Kardec;
Anotar Kardec;
Meditar Kardec;
Analisar Kardec;
Comentar Kardec;
Interpretar Kardec;
Cultivar Kardec;
Ensinar Kardec e
Divulgar Kardec.
Que é preciso cristianizar a humanidade é afirmação que não padece dúvida; entretanto, cristianizar, na Doutrina Espírita, é raciocinar com a verdade e construir com o bem de todos, para que, em nome de Jesus, não venhamos a fazer sobre a Terra mais um sistema de fanatismo e de negação.


Agora - se assim desejar - você pode ler gratuitamente o livro "A Gênese: os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo", ou ainda adquirir um exemplar clicando aqui.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Canto para Iansã com as Bençãos de Xangô



O Babalorixá e cantor Carlos Buby - que realiza um trabalho sem precedentes na Umbanda - igual a muitos de nós nasceu em berço católico, no interior de Alagoas. Aos sete anos, mudou-se com sua família para São Paulo. Despertou para a música ainda jovem e em 1967 ganhou o primeiro e terceiro lugar do I Festival Colegial da Música Popular Brasileira, com duas músicas que foram em seguida censuradas pelo regime de exceção.

Profundo pesquisador dos fenômenos naturais, Carlos Buby fundou o Templo Guaracy em 1973 e desde então dirige os 14 templos existentes no Brasil, na Europa (Portugal, França, Áustria, Suíça, Belgica) e na América do Norte (Califórnia, Nova Iorque, Washington e Canadá). Ao longo desses anos, ele desenvolveu um elaborado modelo cosmogónico baseado na tradição afro-brasileira, que traz luz na compreensão da dinámica da Vida na Terra.

Recentemente consolidou os principios que deram origem a Filosofia Guaracyana, usando uma abordagem humanista, universal, apolítica e não-religiosa.

Para gravação da música 'Canto para Iansã com as Bençãos de Xangô', Buby formou um coral com 12 filhos de Xangô, representando os 12 Ministros deste Orixá, para cantar em louvor à Iansã. É uma música maravilhosa, ponto de Umbanda inédito, que toca a alma, alegra o espírito.

Segundo Ricardo Barreira - Babalorixá da Aldeia Tupiniquim, Pres. da Federação Estadual de Umbanda e Candomblé de SP, Fundador do Instituto Umbanda Fest e Articulista Político - "A emoção de assistir e ter cantado junto para a gravação desta música é algo que não é possível descrever, mas agora está eternizada com este vídeo."

Veja, escute, sinta a energia de mais este presente que o Pai Carlos Buby entrega de corpo e alma ao povo brasileiro. Saravá Umbanda!



Fonte/Referência:
http://www.youtube.com/user/CarlosBuby
http://www.ricardobarreira.com.br/2011/08/canto-para-iansa-com-as-bencaos-de.html
http://cantodoaprendiz.wordpress.com/2010/08/04/carlos-buby-templo-guaracy

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Salmo XXXII: “Fé é fonte de alegria”

Leia e recite o salmo 32 para viver em harmonia com todos ao seu redor, ter bom senso, força e ânimo para evitar repetir erros, pedir e alcançar o perdão dos pecados, a justiça e a proteção divina. Este salmo também é indicado para empresários que desejam, justamente, alcançar bons resultados em seus negócios.

1. Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.

2. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui a iniqüidade, e em cujo espírito não há dolo.

3. Enquanto guardei silêncio, consumiram-se os meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo.

4. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. (Selá)

5. Confessei-te o meu pecado, e a minha iniqüidade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado. (Selá)

6. Pelo que todo aquele que é piedoso ore a ti, a tempo de te poder achar; no trasbordar de muitas águas, e estas a ele não chegarão.

7. Tu és o meu esconderijo; preservas-me da angústia; de alegres cânticos de livramento me cercas. (Selá)

8. Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; aconselhar-te-ei, tendo-te sob a minha vista.

9. Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio; de outra forma não se sujeitarão.

10. O ímpio tem muitas dores, mas aquele que confia no Senhor, a misericórdia o cerca.

11. Alegrai-vos no Senhor, e regozijai-vos, vós justos; e cantai de júbilo, todos vós que sois retos de coração.



Fonte: Bíblia Sagrada - Livro: Salmos - Salmo 32 - Imagem: (internet) Salmo 32 - Vídeo: Salmo 32 - por  - YouTube

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sábado, 20 de agosto de 2011

'Linha do Oriente' e 'Os Ciganos na Umbanda' ҉ Dica de Leitura

Lurdes de Campos Vieira | Alberto Marsicano
Editora: Madras

Esta obra preenche uma lacuna existente até o momento, pois discorre a respeito da Linha do Oriente na Umbanda, cujos horizontes são muito mais amplos do que se possa imaginar. Esse Oriente não se refere ao espaço geográfico, mas ao Oriente de Luz, ou Círculo Luminoso do Grande Oriente, que se encontra no plano astral.

A Linha do Oriente comporta, além dos chamados orientais, as correntes dos celtas, romanos, xamãs, maias, egípcios antigos, entre outras. A Linha do Oriente, ou dos Mestres do Oriente, é parte da herança da Umbanda, com elementos de um passado comum, berço de todas as magias e alicerce básico das religiões. Ela abrigou as diversas entidades que não se encaixavam nas matrizes indígena, portuguesa e africana, formadoras do povo brasileiro, mas que mantiveram grande afinidade com os conceitos religiosos de suas encarnações e foram preparadas para atuar como guias luminosos.

Os falangeiros da Linha do Oriente têm como símbolo o Sol, que é também um dos símbolos de Oxalá, que surge no Leste ou Oriente, e são grandes mestres do Ocultismo. Suas cores são o amarelo dourado - do Sol resplandecente, cor da eternidade, que significa elevação espiritual, sabedoria, essência divina - e o rosa da alvorada.

Alberto Marsicano | Lurdes de Campos Vieira
Editora: Madras

Assim como ocorre nas demais linhas, legiões e falanges que atuam na Umbanda, também os espíritos ciganos estão a serviço do mundo astral, sustentados por seus hierarcas, que são espíritos antigos e evoluídos de seu povo. 

Essa linha ou corrente cigana é ampliada com o acolhimento de espíritos ciganos ou de espíritos não ciganos, mas que possuem afinidade com esse povo e são merecedores de trabalhar no contexto espiritual.

Embora não tenham tido seu alicerce espiritual na Umbanda, são detentores de uma riquíssima tradição magística, conhecem os mistérios da Mãe Natureza e manifestam-se na incorporação há bastante tempo, em rituais próprios. Eles sempre reverenciam e atendem aos Sagrados Orixás.

Conheça a tradição cigana e a atuação desse povo na Umbanda, que vem para trabalhar, com seus cantos alegres, danças e rituais mágicos, em uma belíssima missão de luz e caridade. (Acompanha CD)

Fonte: Livraria Saraiva 

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Vulcano, o Ferreiro dos Deuses



Agô Pai Ogum! Ogunhê! Saravá os Grandes Mestres Alquimistas!

Der Parnaß - detalhe - de Andrea Mantegna
No inventário do Museu do Louvre
Vulcano - Hefesto na mitologia grega - do latin: Vulcanus - era o deus romano do fogo, filho de Júpiter e de Juno ou ainda, segundo alguns mitólogos, somente de Juno com o auxílio do Vento.

Foi lançado aos mares devido à vergonha de sua mãe pela sua disformidade, foi, porém, recolhido por Tetis e Eurínome, filhas do Oceanus. Noutras versões, a sua fealdade era tal mesmo recém-nascido, que Júpiter o teria lançado do Monte olimpo abaixo. A esse facto de deveria a sua deformidade, pois Vulcano era coxo.

Sua figura era representada como um ferreiro. Era ele quem forjava os raios, atributo de Júpiter. Este deus, o mais feio de todos, era o marido de Vénus - a Afrodite grega -, a deusa da beleza e do amor, que, aliás, lhe era tremendamente infiel.

No entanto, Vulcano forjou armas especiais para Eneias, filho de Vénus de Anquises de Tróia e para Aquiles quando este havia emprestado para Pátroclo,que por sua vez a perdeu para Heitor.

Em certa altura, Vulcano preparou uma rede com que armadilhou a cama onde Vénus e Marte mantinham uma relação adúltera. Deste modo o deus ferreiro conseguiu demonstrar a infidelidade da sua esposa, que no entanto foi perdoada por Júpiter.

O deus pertence à fase mais antiga da religião romana: Varro citou-o no "Maximi Annales", lembrando que o rei Tito Tácio havia dedicado altares para uma série de divindades, entre as quais Vulcano é mencionado.

Vulcanália

O festival de Vulcano, a Vulcanalia, era comemorado na Roma antiga em 23 de agosto de cada ano, quando o calor do verão aumentava o risco de incêndios nas culturas e celeiros. Durante o festival eram feitas fogueiras em honra do deus, nas quais peixes vivos ou pequenos animais eram lançados como um sacrifício, segundo a crença da época, para serem consumidos por Vulcano no lugar dos seres humanos.

Está registrado que durante a Vulcanalia o povo romano costumava pendurar suas roupas e tecidos sob o sol. Este hábito refletiria uma conexão teológica entre Vulcano e o Sol divinizado.
Outro costume observado neste dia exigia que a pessoa deveria começar a trabalhar à luz de uma vela, provavelmente para propiciar um uso benéfico de fogo pelo deus.

Vulcano para os Alquimistas

A Forja de Vulcano, de Diego Velázquez
Museu do Prado
Vulcano dos Alquimistas é o patrono da Alquimia, também conhecido por ser um símbolo da arte hermética. Além de ser importante na religião egípcia, grega e romana, foi introduzido pelo médico e alquimista Paracelso - nascido Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim - na Alquimia.

Para Paracelso, Vulcano era sinônimo tanto do alquimista/médico, quanto da manipulação do fogo; aquecimento e destilação de propriedades da natureza para a medicina, bem como o poder transformador e potencial criativo bloqueado dentro do ser, o maior homem invisível ou anthropos, o adormecido dentro.

A Alquimia é uma arte e Vulcano - o governador de fogo - é o artista dentro dela. Paracelso escreveu que:

"Aquele que é Vulcano tem o poder da arte... Todas as coisas foram criadas em estado inacabado, nada está acabado, mas Vulcano deve trazer todas as coisas para a sua conclusão. Tudo está em primeiro criado na sua materia prima, seu material original; Vulcano vem sobre este, e desenvolve-o em sua substância final... 

Deus criou o ferro, mas não o que pode ser feito dele. Ele ordenou o incêndio, e Vulcano, que é o senhor do fogo, para fazer o resto... Disto se segue que o ferro deve ser limpo de suas impurezas antes que possa ser forjado. Este processo é Alquimia, seu fundador é o Vulcano. O que é conseguido através do fogo é a Alquimia, inclusive no forno ou no fogão da cozinha. E aquele que governa o fogo é Vulcano, mesmo que seja um cozinheiro ou um homem que cuida do fogão."


Paracelso também escreveu:

"Nada foi criado como ultima materia - em seu estado final. Tudo está em primeiro criado na sua prima materia, seu material original; sobre o qual Vulcano vem, e pela arte da Alquimia desenvolve-o em sua substância final. A Alquimia é uma arte, necessária e indispensável... É uma arte, e Vulcano é seu artista. Ele, que é um Vulcano domina esta arte, quem não é uma Vulcano nada pode fazer ou avançar nela."

O alquimista elisabetano, Sir Francis Bacon, no entanto, era cético quanto ao alistamento na alquimia da divindade romana como símbolo alquimista verdadeiro, como afirmou em "The Advancement of Learning", de 1605:

Abandonando a Minerva e sabedoria, eles jogam o tribunal para o ferreiro coberto de fuligem Vulcano, seus potes e panelas,

Paracelso
No entanto, os alquimistas da escola de Paracelso, como Gerard Dorn, Batista Jan van Helmont e Arthur Dee, cada um reconheceu o deus romano da forja e forno, como simbologia da arte. Van Helmont, especificamente, descreveu alquimia como arte de Vulcano, enquanto Arthur Dee, em seu "Arca Arcarnum" escreveu:

Embora eu seja constrangido a morrer e ser enterrado, no entanto, Vulcano cuidadosamente me dá o nascimento.

O deus romano e Paracelso - que associou a divindade à alquimia - foram citados nada menos que três vezes, por Sir Thomas Browne em "The Garden of Cyrus", de 1658. Ele escreveu, primeramente, em suas linhas de abertura:

Vulcano, que deu flechas até a Apolo e Diana, de acordo com a teologia dos gentios na obra do quarto dia, não pode passar por nenhuma apreensão cega da criação do Sol e da Lua

Em segundo lugar, no contexto da mitologia grega clássica, em que Vulcano constrói e lança uma rede invisível, a fim de seduzir Vênus, sua esposa em flagrante com o amante Marte. Browne, com humor, afirma:

Aquela famosa rede de Vulcano, que pegou Marte e Vênus, provocou risos inextinguíveis nos céus, já que os próprios deuses não podiam percebê-la, não devemos nos intrometer nela.

O mito clássico de Vênus e Marte, presos pela invenção de Vulcano, é também um exemplo menos conhecido da "fixação" e da união dos opostos na opus alquímica.

E, finalmente, há a apoteose, da opus alquímica literária, na qual são entregues seu três fatores, para determinar a verdade, ou seja, a razão, autoridade e experiência; Vulcano aqui representa o demiurgo ou "homem superior" que, não muito diferente dos gnósticos, "Homens de Luz", usa o seu artesanato e habilidades para ajudar, iluminar e libertar o Homem Espiritual interior.

Verdades planas e flexíveis são vencidas por cada martelada, mas Vulcano e seu suor o forjam por inteiro, para trabalhar fora de sua armadura de Aquiles.

Nos tempos modernos, o psicólogo suíço Carl Jung, interpretou Vulcano como aquele que:

"...acende a roda de fogo da essência na alma quando ela se quebra "da parte de Deus, de onde vem o desejo e o pecado, que são a ira de Deus" CW 12 215.

O tesouro dos tesouros
aos alquimistas de Paracelso
A adoção pelos alquimistas, da figura mítica de Vulcano, pode ser interpretada em vários níveis. Na menor escala de interpretação, Vulcano representa o demiurgo da esperteza amoral, que cegamente ganha poder sobre a Natureza, sem integridade; este nível mundano antecipa o nascimento da Revolução Industrial do século 18. 

As atividades de extração de carvão das minas para abastecer fornos colossais, para a fabricação de aço e ferro em larga escala, e para o desenvolvimento da ferrovia e dos trens a vapor, em toda a Europa e América do Norte, são decididamente atividades ligadas a Vulcano, e de muitas maneiras, o "negócio" geral da ética protestante do trabalho e da sociedade ocidental industrializada, é fortemente refletida nesta figura arquetípica. A um nível superior de interpretação, Vulcano é transformado para se tornar um apóstolo inspirado, o visionário capaz de liberar a humanidade das amarras das trevas e da ignorância.

O poder transformador da Vulcano, o "Homem Superior", e a figura antroposófica dos alquimistas, é hoje transferida para os aspectos negativos de uma figura demiurga; ninguém menos que o homem moderno, tecnológico, que, divorciado de Deus forja seu próprio destino, independente de religião, Amor Divino ou considerações teológicas, para um admirável mundo novo ou utopia.

Fonte/Referência bibliográfica:
Jolande Jacobi ed. Paracelsus Selected Writings, 1951, Princeton - http://www.reference.com/

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