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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Por que Deus se esconde de nós?



Por que, Deus? Por que o Senhor fica lá tão longe? Por que o Senhor se esconde nas nossas horas difíceis (Sl 10,1)? Por quanto tempo, Senhor, vai esquecer-me para sempre? Vai esconder Seu rosto de mim por quanto tempo (Sl 13,1). Não esconda tua face de mim (Sl 27,9). Por que o Senhor esconde Sua face e esquece nossa miséria e a opressão que cai sobre nós (Sl 44,24)? Por que o Senhor me rejeita e esconde Seu rosto de mim (Sl 88,14)? Por que me trata como inimigo e esconde Seu rosto de mim (Jó 13,24)? 

Os poemas e canções do povo hebreu abordavam com enorme freqüência o silêncio de Deus. Nada está oculto aos seus olhos, mas Ele está oculto aos nossos (Lc 8,17). Um dia eu verei a Sua face, mas agora nada está claro. Moisés quis antecipar esta hora e acabar com esse jogo de esconde-esconde e Deus lhe disse que ele, Moisés, não suportaria tal visão. Pediria para morrer (Ex 33,20). Nada mais dramático e exigente. 

Leremos na mesma Bíblia que alguns patriarcas como Jacó e reis como Salomão afirmaram ter visto Deus. Noutros casos, fala-se do anjo do Senhor. Leremos também que Deus não é visível e que ninguém jamais O viu. Que afirmação prevalecerá? É possível alguém ver Deus? É possível que olhos humanos vejam quem não tem corpo, nem rosto nem aparência com nada do que se conhece? Paulo diz que experimentou algo que ele não saberia descrever. Chamou aquilo de visita ao terceiro céu. Só Paulo pode saber do que estava falando. Usou de símbolos e paráfrases. Não sabia se o que viu era no corpo ou fora do corpo (2 Cor 12,1). Só sabia que foi tão bom que ele gostaria de estar lá e não aqui. Morrer seria lucro, depois do que experimentou. Não ousou dizer que viu Deus, mas foi algo fora do comum. O Deus que ele nunca vira lhe dera um sinal e o sinal fora suficientemente forte para querer morrer. Estava vivo porque ainda precisavam dele, mas não queria mais estar por aqui. Se aquilo era céu, então ele queria mais daquilo. 

Os três videntes que presenciaram Jesus transfigurado, primeiro tiveram medo porque nunca tinham visto um brilho tão grande numa pessoa, depois entenderam do que se tratava e quiseram ficar lá. Jesus é que os mandou de volta pedindo que não contassem a ninguém até depois de sua ida para o Pai (Mc 9,1-10). Significativamente, diz a tradição que Pedro foi o primeiro papa, Tiago o primeiro mártir e João o apóstolo que mais tempo viveu. Não sabemos qual foi o critério de Jesus ao escolher os três, mas aquilo os confirmou, mesmo tendo cometido suas falhas pessoais. Os dois pensaram em lugares de destaque no Reino (Mt 20,21-23); Pedro jurou não conhecer Jesus (Mt 26,74). 

Os que experimentaram o consolo e receberam algum sinal claro de Deus, mostram isso na sua vida. Mudam totalmente. Quando é encontro verdadeiro, seu viver é o Cristo (Gl 2,20). É diferente dos que berram a plenos pulmões e vociferam seu encontro com Deus. 


Estão sempre cheios de acusações e preconceitos contra quem não viu o que eles viram. Eles viram a luz e o resto está nas trevas. É um tipo de loucura que não tem nada a ver com fé. Os fanáticos não se dão conta do ridículo que é seu comportamento. Se tivessem mesmo encontrado o Deus misericordioso, como garantem que encontraram, não atacariam tanto os que pensam diferente. Até porque Jesus dá o primeiro exemplo de acolhimento. 

Os que se fecham no seu grupo e acham que só eles foram chamados, mostram que não viram nem ouviram o que dizem que ouviram. Depois que eles acharam ninguém mais tem que achar nada. Dêem ouvidos e ponto final, porque a sã doutrina é a deles. 

Bem mais santos e humildes são os que admitem que Deus está oculto e não é visível. Por isso, Paulo descreve sua experiência e tem o cuidado de dizer que não sabe bem o que se passou. Mais tarde, noutra carta, ele fala do prêmio que espera pelo bom combate que fez (2 Tm 4,7). Sua hora se avizinhava e ele espera ir ver o que tanto quis ver. Mas não, Paulo não tece a coragem de dizer que viu Deus. Sua vida era Jesus e quem vê Jesus já sabe como é Deus (Jó 14,8-14). Filipe dissera: Mostra-nos o Pai e isso basta. Jesus respondeu que o oposto é que era verdade: Basta que me olhem e verão o Pai, porque o Pai e eu somos um (Jo 10,30; Jo 1,18; Jo 8,19). 

Encontrar Jesus é o começo da visão beatifica. Mesmo que nunca o tenhamos visto com os nossos olhos, sentir amor por Ele, penitenciar-se dos erros passados por causa Dele, querer o bem de todos por causa Dele, não cair no fanatismo por causa Dele, superar os fechamentos por causa Dele, aceitar ouvir os outros e admirar os outros que Ele abençoou, é já o começo do céu. Jesus é muito claro a esse respeito. 

Muita gente que falou e vociferou, cantou e disse, com mansidão estudada, o nome Dele e fez discípulos e curou e expulsou demônios, pode não entrar no céu nem ter a visão beatifica de Deus (Mt 721-23) porque não viu o que deveria ter visto: os pobres e sofredores ao seu redor (Mt 25,32-46). Quem vai ver o Deus oculto é quem cuidou dos pobres e sofredores. Quem só pregou bonito e fez seguidores não está garantido.(Mt 7,21). 

Deus não é visível. Mas quem vê a dor do outro e faz alguma coisa por ele tem mais chance de ver o Senhor. Toda contemplação começa por aí! Depois podemos até nos ocultar nos mosteiros, ou numa ilha, desde que não seja fuga! Mas o Deus que se esconde de nós está lá no meio dos pobres e sofredores (Mt 10,42). Um simples copo de água pode ser o começo da chance de conhecê-lo. O soldado romano Cornélio foi escolhido e chamado a conhecer Jesus porque foi para com os pobres (At 10,1-23). 

Fonte: www.padrezezinhoscj.com

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sábado, 26 de abril de 2014

EVANGELII GAUDIUM :: Quem não serve aos pobres não serve a Deus




EXORTAÇÃO APOSTÓLICA
EVANGELII GAUDIUM
DO SANTO PADRE

FRANCISCO
AO EPISCOPADO, AO CLERO
ÀS PESSOAS CONSAGRADAS
E AOS FIÉIS LEIGOS
SOBRE
O ANÚNCIO DO EVANGELHO
NO MUNDO ATUAL


...Alguns desafios do mundo atual

52. A humanidade vive, neste momento, uma viragem histórica, que podemos constatar nos progressos que se verificam em vários campos. São louváveis os sucessos que contribuem para o bem-estar das pessoas, por exemplo, no âmbito da saúde, da educação e da comunicação. Todavia não podemos esquecer que a maior parte dos homens e mulheres do nosso tempo vive o seu dia a dia precariamente, com funestas consequências. Aumentam algumas doenças. O medo e o desespero apoderam-se do coração de inúmeras pessoas, mesmo nos chamados países ricos. 

A alegria de viver frequentemente se desvanece; crescem a falta de respeito e a violência, a desigualdade social torna-se cada vez mais patente. É preciso lutar para viver, e muitas vezes viver com pouca dignidade. Esta mudança de época foi causada pelos enormes saltos qualitativos, quantitativos, velozes e acumulados que se verificam no progresso científico, nas inovações tecnológicas e nas suas rápidas aplicações em diversos âmbitos da natureza e da vida. Estamos na era do conhecimento e da informação, fonte de novas formas dum poder muitas vezes anônimo.

Não a uma economia da exclusão

53. Assim como o mandamento «não matar» põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, assim também hoje devemos dizer «não a uma economia da exclusão e da desigualdade social». Esta economia mata. Não é possível que a morte por enregelamento dum idoso sem abrigo não seja notícia, enquanto o é a descida de dois pontos na Bolsa. Isto é exclusão. Não se pode tolerar mais o facto de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que passam fome. Isto é desigualdade social. Hoje, tudo entra no jogo da competitividade e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco. 

Em consequência desta situação, grandes massas da população vêem-se excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem perspectivas, num beco sem saída. O ser humano é considerado, em si mesmo, como um bem de consumo que se pode usar e depois lançar fora. Assim teve início a cultura do «descartável», que aliás chega a ser promovida. Já não se trata simplesmente do fenómeno de exploração e opressão, mas duma realidade nova: com a exclusão, fere-se, na própria raiz, a pertença à sociedade onde se vive, pois quem vive nas favelas, na periferia ou sem poder já não está nela, mas fora. Os excluídos não são «explorados», mas resíduos, «sobras».

54. Neste contexto, alguns defendem ainda as teorias da «trickle-down» que pressupõem que todo o crescimento econômico, favorecido pelo livre mercado, consegue por si mesmo produzir maior equidade e inclusão social no mundo. Esta opinião, que nunca foi confirmada pelos fatos, exprime uma confiança vaga e ingenua na bondade daqueles que detêm o poder econômico e nos mecanismos sacralizados do sistema econômico reinante. Entretanto, os excluídos continuam a esperar. 

Para se poder apoiar um estilo de vida que exclui os outros ou mesmo entusiasmar-se com este ideal egoísta, desenvolveu-se uma globalização da indiferença. Quase sem nos dar conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios, já não choramos à vista do drama dos outros, nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse uma responsabilidade de outrem, que não nos incumbe. A cultura do bem-estar anestesia-nos, a ponto de perdermos a serenidade se o mercado oferece algo que ainda não compramos, enquanto todas estas vidas ceifadas por falta de possibilidades nos parecem um mero espetáculo que não nos incomoda de forma alguma.


Não à nova idolatria do dinheiro

55. Uma das causas desta situação está na relação estabelecida com o dinheiro, porque aceitamos pacificamente o seu domínio sobre nós e as nossas sociedades. A crise financeira que atravessamos faz-nos esquecer que, na sua origem, há uma crise antropológica profunda: a negação da primazia do ser humano. Criamos novos ídolos. A adoração do antigo bezerro de ouro (cf. Ex 32, 1-35) encontrou uma nova e cruel versão no fetichismo do dinheiro e na ditadura duma economia sem rosto e sem um objetivo verdadeiramente humano. A crise mundial, que investe as finanças e a economia, põe a descoberto os seus próprios desequilíbrios e sobretudo a grave carência duma orientação antropológica que reduz o ser humano apenas a uma das suas necessidades: o consumo.

56. Enquanto os lucros de poucos crescem exponencialmente, os da maioria situam-se cada vez mais longe do bem-estar daquela minoria feliz. Tal desequilíbrio provém de ideologias que defendem a autonomia absoluta dos mercados e a especulação financeira. Por isso, negam o direito de controle dos Estados, encarregados de velar pela tutela do bem comum. Instaura-se uma nova tirania invisível, às vezes virtual, que impõe, de forma unilateral e implacável, as suas leis e as suas regras. Além disso, a dívida e os respectivos juros afastam os países das possibilidades viáveis da sua economia, e os cidadãos do seu real poder de compra. A tudo isto vem juntar-se uma corrupção ramificada e uma evasão fiscal egoísta, que assumiram dimensões mundiais. A ambição do poder e do ter não conhece limites. Neste sistema que tende a fagocitar tudo para aumentar os benefícios, qualquer realidade que seja frágil, como o meio ambiente, fica indefesa face aos interesses do mercado divinizado, transformados em regra absoluta.

Não a um dinheiro que governa em vez de servir

57. Por detrás desta atitude, escondem-se a rejeição da ética e a recusa de Deus. Para a ética, olha-se habitualmente com um certo desprezo sarcástico; é considerada contraproducente, demasiado humana, porque relativiza o dinheiro e o poder. É sentida como uma ameaça, porque condena a manipulação e degradação da pessoa. Em última instância, a ética leva a Deus que espera uma resposta comprometida que está fora das categorias do mercado. Para estas, se absolutizadas, Deus é incontrolável, não manipulável e até mesmo perigoso, na medida em que chama o ser humano à sua plena realização e à independência de qualquer tipo de escravidão. A ética – uma ética não ideologizada – permite criar um equilíbrio e uma ordem social mais humana. Neste sentido, animo os peritos financeiros e os governantes dos vários países a considerarem as palavras dum sábio da antiguidade: «Não fazer os pobres participar dos seus próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida. Não são nossos, mas deles, os bens que aferrolhamos».[55]

58. Uma reforma financeira que tivesse em conta a ética exigiria uma vigorosa mudança de atitudes por parte dos dirigentes políticos, a quem exorto a enfrentar este desafio com determinação e clarividência, sem esquecer naturalmente a especificidade de cada contexto. O dinheiro deve servir, e não governar! O Papa ama a todos, ricos e pobres, mas tem a obrigação, em nome de Cristo, de lembrar que os ricos devem ajudar os pobres, respeitá-los e promovê-los. Exorto-vos a uma solidariedade desinteressada e a um regresso da economia e das finanças a uma ética propícia ao ser humano.

Não à desigualdade social que gera violência

59. Hoje, em muitas partes, reclama-se maior segurança. Mas, enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos será impossível desarreigar a violência. Acusam-se da violência os pobres e as populações mais pobres, mas, sem igualdade de oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou mais tarde, há de provocar a explosão. Quando a sociedade – local, nacional ou mundial – abandona na periferia uma parte de si mesma, não há programas políticos, nem forças da ordem ou serviços secretos que possam garantir indefinidamente a tranquilidade. 

Isto não acontece apenas porque a desigualdade social provoca a reação violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e econômico é injusto na sua raiz. Assim como o bem tende a difundir-se, assim também o mal consentido, que é a injustiça, tende a expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por mais sólido que pareça. Se cada acção tem consequências, um mal embrenhado nas estruturas duma sociedade sempre contém um potencial de dissolução e de morte. É o mal cristalizado nas estruturas sociais injustas, a partir do qual não podemos esperar um futuro melhor. Estamos longe do chamado «fim da história», já que as condições dum desenvolvimento sustentável e pacífico ainda não estão adequadamente implantadas e realizadas.

60. Os mecanismos da economia atual promovem uma exacerbação do consumo, mas sabe-se que o consumismo desenfreado, aliado à desigualdade social, é duplamente daninho para o tecido social. Assim, mais cedo ou mais tarde, a desigualdade social gera uma violência que as corridas armamentistas não resolvem nem poderão resolver jamais. Servem apenas para tentar enganar aqueles que reclamam maior segurança, como se hoje não se soubesse que as armas e a repressão violenta, mais do que dar solução, criam novos e piores conflitos. Alguns comprazem-se simplesmente em culpar, dos próprios males, os pobres e os países pobres, com generalizações indevidas, e pretendem encontrar a solução numa «educação» que os tranquilize e transforme em seres domesticados e inofensivos. Isto torna-se ainda mais irritante, quando os excluídos veem crescer este câncer social que é a corrupção profundamente radicada em muitos países – nos seus Governos, empresários e instituições – seja qual for a ideologia política dos governantes. 
...

fonte /

"In this context, some people continue to defend trickle-down theories which assume that economic growth, encouraged by a free market, will inevitably succeed in bringing about greater justice and inclusiveness in the world,” 
~Pope Francis wrote

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Ogum ⚔️ São Jorge



I. MEU SÃO JORGE! OGUM-NHÊ!

"SANTO PADROEIRO DA INGLATERRA, PORTUGAL E GRÉCIA – COMO JORGE DE CAPADÓCIA, E DO RIO DE JANEIRO, ONDE É REVERENCIADO NO DIA 23 DE ABRIL.

UM SANTO HOMEM JUSTAMENTE VENERADO POR TODOS, MAS CUJOS ATOS SÃO CONHECIDOS SOMENTE POR DEUS;

PEDIMOS PARA ABATER A BESTA QUE HABITA AS PROFUNDEZAS DO NOSSO INTIMO, PERMITINDO-NOS VIVER UMA SANTA VIDA E MERECER A GRAÇA DE UMA BOA MORTE, NA PAZ DE DEUS, AMÉM!"

II. A SÃO JORGE

"Ó Deus, que nos alegrais com os méritos e as orações de vosso mártir São Jorge, concedei-nos, benignamente, que, implorando os vossos benefícios por sua intercessão, os obtenhamos pelo efeito de vossa graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo que convosco vive e reina pelos séculos dos séculos. Vós me protegestes, ó Deus, contra conspiração dos malignos e da multidão dos que praticam a iniquidade. Aleluia, aleluia. Ouvi ó Deus a minha oração, assim vos imploro, livrai a minha alma do temor do inimigo. Amém!"

III. ORAÇÃO A SÃO JORGE

"São Jorge, cavaleiro corajoso, abri os meus caminhos, ajudai-me a conseguir um bom emprego; fazei com que eu seja bem quisto por todos: superiores, colegas e subordinados.

Que a paz e o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no meu serviço; velai por mim e por meus familiares; protegei-nos sempre, abrindo e iluminando os nossos caminhos, ajudando-nos também a transmitirmos paz, amor e amizade entre todos os que nos cercam.

São Jorge Guerreiro, protegei-nos e abençoai-nos. Assim seja!"

IV. PODEROSAS ORAÇÕES A SÃO JORGE

"Chagas abertas, Sagrado Coração, todo amor e bondade, o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, no meu corpo se derramem hoje e sempre.

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos, tendo pés, não me alcancem, tendo mãos, não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, e nem pensamentos eles possam ter para me fazer o mal.

Armas de fogo meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se rebentem, sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo protege-me e defende-me com o poder de tua Divina Graça e a Virgem de Nazaré me cubra com o sagrado e divino manto, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições; Deus, com sua Divina Misericórdia e grande poder seja o meu defensor contra a maldade e perseguição de meus inimigos.

Oh! Glorioso São Jorge, em nome de Deus, em nome da Virgem de Nazaré, e em nome da falange do Divino Espírito Santo, estendei-me o vosso escudo e vossas poderosas armas, defendendo-me com vossa força e vossa grandeza, do poder de meus inimigos carnais e espirituais, e de todas as suas más influencias e que debaixo das patas do vosso fiel ginete, meus inimigos fiquem humildes e obedientes a vós, sem se atreverem a ter um olhar sequer, que me possa prejudicar.

Assim seja, com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

Amém!




Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se quebrem sem ao meu corpo, amarrar.

São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos. ajuda-me a conseguir um bom emprego; faze com que eu seja bem quisto por todos: superiores, colegas e subordinados. que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração , no meu lar e no meu serviço; vela por mim e pelos meus , protegendo-nos sempre , abrindo e iluminando os nossos caminhos , ajudando-nos também a transmitirmos paz, amor e harmonia a todos que nos cercam. Amém."


Rezar 1 Pai-Nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória ao Pai

Uma corrente pela paz e prosperidade é realizada todo 3º domingo do mês, fazendo esta oração.

V. ORAÇÃO COM A ESPADA DE OGUM EM PUNHO

"Oh! Glorioso Guerreiro São Jorge, eu te suplico confiante que serei atendido, neste momento difícil da minha vida, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, com Vossa Espada de Luta, venha cortar todo mal e principalmente (faz o pedido).

Com a força do teu poder de defesa, eu me coloco na proteção do teu escudo, para combater o bom combate contra todo mal ou influência negativa que estiver em meu caminho. 

Amém.

São Jorge Cavaleiro, guiai-me. São Jorge Guerreiro, defendei-me. São Jorge Mártir, protegei-me."

Observação: Todo devoto de São Jorge deve empunhar a espada sempre que rezar esta oração.




Lenda de Ogum :: Segundo a tradição do Candomblé

Ogum dá ao homem o segredo do ferro:

Na Terra criada por Obatalá, em Ifé, os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole. Por isso o trabalho exigia grande esforço. Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa. Era necessário plantar uma área maior.

Os orixás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área de lavoura. Ossain, o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno. Mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido. Do mesmo modo que Ossain, todos os outros Orixás tentaram, um por um, e fracassaram na tarefa de limpar o terreno para o plantio. Ogun, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então. Quando todos os outros Orixás tinham fracassado, Ogun pegou seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno. Os Orixás, admirados, perguntaram a Ogun de que material era feito tão resistente facão. Ogun respondeu que era o ferro, um segredo recebido de Orunmilá. Os Orixás invejaram Ogun pelos benefícios que o ferro trazia, não só à agricultura, como à caça e até mesmo à guerra.

Por muito tempo os Orixás importunaram Ogun para saber do segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para si. Os Orixás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca do que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente. Ogun aceitou a proposta. Os humanos também vieram a Ogun pedir-lhe o conhecimento do ferro. E Ogun lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram sua lança de ferro. Mas, apesar de Ogun ter aceitado o comendo dos Orixás, antes de mais nada ele era um caçador. Certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada.

Quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho. Os Orixás não gostaram de ver seu líder naquele estado. Eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado. Ogun se decepcionou com os Orixás, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja, eles o fizeram rei e agora dizem que não era digno de governá-los. Então Ogun banhou-se, vestiu-se com folhas de palmeira desfiadas, pegou suas armas e partiu. Num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da arvore de Acoco e lá permaneceu. Os humanos que receberam de Ogun o segredo do ferro não o esqueceram. Todo mês de dezembro, celebravam a festa de Uidê Ogun. Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ogun. Ogun é o senhor do ferro para sempre.

Lenda 31 do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi




Ogum torna-se o rei de Irê:

Quando Odudua reinava em Ifé, mandou seu filho Ogum guerrear e conquistar os reinos vizinhos. Ogum destruiu muitas cidades e trouxe para Ifé muitos escravos e riquezas, aumentando de maneira fabulosa o império de seu pai. Um dia, Ogun lançou-se contra a cidade de Irê, cujo povo o odiava muito. Ogum destruiu tudo, cortou a cabeça do rei de Irê e a colocou num saco para dá-la a seu pai. Alguns conselheiros de Odudua souberam do presente que Ogum trazia para o rei seu pai. Os conselheiros disseram a Odudua que Ogum desejava a morte do próprio pai para usurpar-lhe a coroa. Todos sabem que um rei deve ver a cabeça decaptada de outro rei. Ogum não conhecia esse tabu. Odudua imediatamente enviou uma delegação para encontrar Ogum fora dos portões da cidade. Após muitas explicações, Ogum concordou em entregara cabeça do rei de Irê aos mensageiros de Odudua. O perigo havia acabado. Ogum fora encontrado antes de chegar ao palácio de seu pai. Como Odudua queria recompensar o seu filho mais querido, presenteou Ogum com o reino de Irê e todos os prisioneiros e riquezas conquistadas naquela guerra.

Assim Ogum tornou-se o Onirê, o rei de Irê.

Lenda 32 do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi




Ogum livra um pobre de seus exploradores:

Um pobre homem peregrinava por toda parte, trabalhando ora numa, ora noutra plantação. Mas os donos da terra sempre o despediam e se apoderavam de tudo o que ele construía. Um dia esse homem foi a um babalawo, que o mandou fazer um ebó na mata. Ele juntou o material e foi fazer o despacho, mas acabou fazendo tal barulho que Ogum, o dono da mata, foi ver o que ocorria. O homem, então, deu-se conta da presença de Ogune caiu a seus pés, implorando seu perdão por invadir a mata. Ofereceu-lhe todas as coisas boas que ali estavam. Ogum aceitou e satisfez-se com o ebó. Depois conversou com o peregrino, que lhe contou por que estava naquele lugar proibido. Falou-lhe de todos os seus infortúnios. Ogum mandou que ele desfiasse folhas de dendezeiro, mariwo, e as colocasse nas portas das casas de seus amigos, marcando assim cada casa a ser respeitada, pois naquela noite Ogum destruiria a cidade de onde vinha o peregrino. Seria destruído até o chão. E assim se fez.

Ogum destruiu tudo, menos as casas protegidas pelo mariwo.

Lenda 43 do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi




Ogum chama a Morte para ajudá-lo numa aposta com Xangô:

Ogum e Xangô nunca se reconciliaram. Vez por outra digladiavam-se nas mais absurdas querelas. Por pura satisfação do espírito belicoso dos dois. Eram, os dois, magníficos guerreiros. Certa vez Ogum propôs a Xangô uma trégua em suas lutas, pelo menos até que a próxima lua chegasse.

Xangô fez alguns gracejos, Ogum revidou, mas decidiram-se por uma aposta, continuando assim sua disputa permanente. Ogum propôs que ambos fossem a praia e recolhessem o maior número de búzios que conseguissem. Quem juntasse mais, ganharia. e quem perdesse daria ao vencedor o fruto da coleta. Puseram-se de acordo.

Ogum deixou Xangô e seguiu para a casa de Oiá, solicitando-lhe que pedisse a Iku que fosse à praia no horário que tinha combinado com Xangô. Oiá aquiesceu, mas exigiu uma quantia em ouro como pagamento, que recebeu prontamente. Na manhã seguinte, Ogum e Xangô apresentaram-se na praia e imediatamente o enfrentamento começou. Cada um ia pegando os búzios que achava. Vez por outra se entreolhavam. Xangô cantarolava sotaques jocosos contra Ogum. Ogum, calado, continuava a coleta. Oque Xangô não percebeu foi a aproximação de Iku. Ao erguer os olhos, o guerreiro deparou com a morte, que riu de seu espanto. Xangô soltou o saco da coleta, fugindo amedrontado e escondendo-se de Iku. À noite Ogum procurou Xangô, mostrando seu espólio. Xangô, envergonhado, abaixou a cabeça e entregou ao guerreiro o fruto de sua coleta.

Lenda 44 do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi




Ogum = São Jorge (23 de abril)

COR: vermelha e branca

AMALÁ: 14 velas branca e vermelha ou 7 brancas e 7 vermelhas, cerveja branca em coité, 7 charutos, peixe de escama e de água doce, ou camarão seco, amendoins e frutas, de preferência, dentre elas, uma manga (melhor a espada), fitas vermelha e branca. Local de entrega, uma campina.

ERVAS: (Banho de descarrego): Aroeira – Pata de Vaca – Carqueja Losna – Comigo Ninguém Pode* – Folhas de Romã – Espada de S. Jorge – Flecha de Ogum – Cinco Folhas – Macaé – Folhas de Jurubeba. (*não usar em banhos, pois provoca irritação da pele)


Reflexão :: "A Maleta"

Um homem morreu, e ao se dar conta, viu que Deus se aproximava e tinha uma maleta com Ele.
E Deus disse:

- Bem, filho, hora de irmos.

O homem assombrado perguntou:

- Já? Tão rápido? Eu tinha muitos planos..
- Sinto muito, mas é o momento de sua partida.
- O que tem na maleta? Perguntou o homem.

E Deus respondeu:

- Os seus pertences!!!
- Meus pertences? Minhas coisas, minha roupa, meu dinheiro?

Deus respondeu:

- Esses nunca foram seus, eram da terra.
- Então são as minhas recordações?
- Elas nunca foram suas, elas eram do tempo.
- Meus talentos?
- Esses não pertenciam a você, eram das circunstâncias.
- Então são meus amigos, meus familiares?
- Sinto muito, eles nunca pertenceram a você, eles eram do caminho.
- Minha mulher e meus filhos?
- Eles nunca lhe pertenceram, eram de seu coração.
- É o meu corpo.
- Nunca foi seu, ele era do pó.
- Então é a minha alma.
- Não! Essa é minha.

Então, o homem cheio de medo, tomou a maleta de Deus e ao abri-la se deu conta de que estava vazia... Com uma lágrima de desamparo brotando em seus olhos, o homem disse:

- Nunca tive nada?
- É assim, cada um dos momentos que você viveu foram seus. A vida é só um momento... Um momento só seu!

Por isso, enquanto estiver no tempo, desfrute-o em sua totalidade. Que nada do que você acredita que lhe pertence o detenha... Viva o agora! Viva sua vida!
E não se esqueça de SER FELIZ, é o único que realmente vale a pena!
As coisas materiais e todo o resto pelo que você luta fica aqui. VOCÊ NÃO LEVA NADA!
Valorize àqueles que valorizam você, não perca tempo com alguém que não tem tempo para você.

domingo, 6 de abril de 2014

Jesus é um nome de origem pagã?




Alguns grupos de judeus messiânicos e seus simpatizantes dizem que estão restaurando o verdadeiro nome judaico do Messias, ou seja, YESHUA, em detrimento do nome JESUS que consideram um nome originado do paganismo greco-romano.

Os adeptos do "Movimento do Nome Sagrado", principalmente os pertencentes aos "Testemunhas de Ierrochua", "Testemunhas de Yehôshua” (e de outras seitas variantes: “Yehushua”, “Yahoshua”, “Yahushua” “Yaohushua”, etc.), afirmam que o nome Jesus é de origem pagã e significa "deus-cavalo" (ye= deus + sus= cavalo [pois SUS em hebraico significa “cavalo”) ou “deus-porco” (ye= deus + sus= porco), ensinado erradamente que a palavra SUS é grega e significa “porco”, enquanto outros ensinam que é a palavra latina para “porco”.

Vale ressaltar que a palavra grega para “porco” é: χοιρος (Khoiros) e em latim: porcus, suínus. Outros comparam o nome JESUS com Esus, deus mitológico dos celtas, que aparece segurando serpentes com cabeça de carneiro. Aí ensinam que o “J” veio de Júpiter (principal divindade dos romanos) + “Esus” (divindade da mitologia nórdica), formando a palavra JESUS! (???) Então concluem precipitadamente que os cristãos adoram a serpente ao invés do Cordeiro de Deus.

Ainda outros grupos ensinam que foi Jerônimo quem criou o nome JESUS que, combinado com algumas palavras latinas, daria o misterioso número da besta, ou seja, 666, e chamam a isso de "conspiração romana" (daqui a pouco vão dizer que é uma conspiração dos iluminatti!).

Além do mais, todos eles ensinam que nome próprio não se traduz e não se deve mudar a sua pronúncia quando vertido para outro idioma. Será?

Há até aqueles que dão ao Nome JESUS a sua derivação de ZEUS (principal divindade dos gregos), que prefixando o Nome com a letra "J" de "Júpiter" (seu nome latino), e aí fazem um malabarismo dos diabos (literalmente) e chegam à seguinte conclusão: JE-ZEUS→JEZUS=JESUS (outros: JE-ZEUS-ESUS= JESUS - ou outra variante). Ainda: ZEUS+IO (ZEUS e ÍSIS). Arre!

Neste site da Congregação Cristã do Brasil Livres (http://gideoes-ccb.forumeiros.com/t183-o-sus-do-nome-je-sus-e-deus-porco-dos-romanos-latim), o autor faz um apanhado destas blasfêmias e as usa como se fosse verdade (apresenta várias “origens” para o Nome, onde são discordantes entre si), e desonestamente não cita os autores, mas sei que um deles é um tal Robespierre que tem vários vídeos sensacionalistas na rede, onde fala os maiores absurdos com ar de erudição e um falso conhecimento dos idiomas e mitologias antigas.

Como vimos, não há consenso entre eles, e cada seita (ou herege) usa a imaginação para dar uma suposta origem ao Nome JESUS, mostrando com isso a falsidade de suas alegações fictícias, renegando, com isso, “o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” Vide o texto completo acima de 2ª Pedro 2:1-3.

E o pior é que muitos seguirão suas seus ensinos heréticos e, como a mentira tem pernas curtas, mas tem andar ligeiro, centenas de sites têm reproduzido essas mentiras, fazendo com que o Caminho da Verdade seja infamado e difamado, pois como vimos, as pseudo-origens do Nome JESUS são verdadeiras blasfêmias contra o Filho do Deus Vivo.


Vale ressaltar que a palavra SUS em alguns idiomas tem significados distintos:

SUS em espanhol = seus, teus
SUS em cebuano e tagalo = Poxa! Caramba!
SUŠ em croata = túnel
SUS em francês = adição, acréscimo
SUS EM Hmong = almoço
SUS em polonês = saltar, pular
SUS em romeno = para cima, encima
SUS em turco = calar-se, calar a boca

Como foi dito acima, a palavra SUS existe em português (sem falar no “Sistema Único de Saúde”) é uma “expressão para infundir ânimo; eia, coragem; ora sus”.
Ex.: Sus! não desanime agora, filho! (Dicionário Houaiss)

A palavra “porco” em latim é: porcum, porcus, suinus;
A palavra “porco” em hebraico é חֲזִיר (HHAZIR);
A palavra “porco” em grego é: χοίρος (KHOIROS).

Há algumas palavras em hebraico que levam a sílaba סוס (SUS) sem que tenham qualquer raiz com a palavra סוס (SUS) = cavalo:

ביסוס (BISUS) = estabelecimento
היסוס (HISUS) = dúvida, hesitação
לוקסוס (LUKSUS) = luxo; luxuoso
ריסוס (RISUS) = aerossol, borrifo
תסוס (TASUS) = fermentação, fermentar

Agora, compare:

בי (BI) = em mim; por favor;
ביסוס (BISUS) não significa EM MIM O CAVALO, POR FAVOR CAVALO, mas: ESTABELECIMENTO.

היא (HI’) = ela
היסוס (HISUS) não significa ELA É CAVALO, mas: DÚVIDA, HESITAÇÃO;

לוק (LUK) = Luk, Lok, Lucas
לוקסוס (LUKSUS) = não significa LUCAS É CAVALO, mas: LUXO; LUXUOSO

ריס (RIS) = pestana
ריסוס (RISUS) = não significa PESTANA DE CAVALO, mas: AEROSSOL, BORRIFO

תס (TAS) = poupado
תסוס (TASUS) = não significa CAVALO POUPADO, mas: FERMENTAÇÃO, FERMENTAR.

Assim sendo, essa ideia de que o nome JESUS tenha derivação da palavra “cavalo” em hebraico ou de “porco” em latim é uma invenção diabólica. Mais cavalo é quem pega um nome transliterado de um idioma, separar-lhe as sílabas e lhe dá o significado em outro idioma. Essa é somente uma amostra da falta de inteligência desses seguidores dos falsos profetas satanistas dos últimos dias que constantemente blasfemam o Nome do Filho de Deus.

E isso já estava previsto na Palavra de Deus:

"Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição." (2 Pedro 2:1)


PORQUE O NOME JESUS NÃO TEM ORIGEM PAGÃ:

1º. Agora vejamos a insustentabilidade da teoria do nome JESUS ter origem no paganismo greco-romano:

O nome JESUS ou IESUS é uma transliteração do nome grego Ιησους (IĒSUS, I=J) conforme consta no Novo Testamento grego e na Septuaginta (tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego). A Septuaginta (ou Versão dos Setenta = LXX) foi uma tradução feita em etapas entre o III e I século a.C., por “setenta e dois rabinos (seis de cada uma das doze tribos)” que, “segundo a história, teriam completado a tradução em setenta e dois dias.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Septuaginta). Estes setenta e dois anciãos foram levados a Alexandria, no Egito, diretamente de Jerusalém, exclusivamente para esta tarefa a pedido do rei macedônio Ptolomeu II Filadelfo.

O nome em hebraico de Josué, servidor de Moisés, aparece em duas formas nas Escrituras Sagradas do Antigo Testamento hebraico/aramaico:
1- יהושע "Yehōshua"(*1) (Êxodo 17:10, 13, etc.); Yehoshua Bin-Nun (Josué filho de Nun): Êx 33:11; Num. 11:28; 14:6, 30, 38; Jos. 24:29; Jz 2:8 etc.;

2- ישוע "Yēshūa" = Yēshūa Bin-Nūn (Josué filho de Nun): Ne. 8:17. Esta é a forma aramaica simplificada do nome de Josué após o cativeiro babilônico.

Da mesma forma o nome do sumo sacerdote Josua (ou Josué), filho de Josadaque, o sumo sacerdote, tem tanto a forma hebraica de Yehoshua (Ageu 1:1, 14; 2:2, 4; Zac. 3:1, 8, 9; 6:11;), quanto a aramaica de Yeshua (Esd. 3:2; 5:2; Ne 9:5; 12:26). Nos dois casos, a transliteração para o grego, feita pelos rabinos judeus, foi Ιησους (IĒSUS), somente com duas exceções.

Além destes dois com o nome expandido de Josué, ou seja, Yehoshua, houve um bete-semita e uma porta da cidade de Judá também com este nome: 1Sam 6:18; 2Reis 23:8.

Também, além de Josué, houve outros israelitas com o nome simplificado de ישוע (YESHUA):

1- Jesua, um levita chefe da sua família, um dos vinte e quatro escolhidos para cuidar da Casa do SENHOR (1Crôn. 24:11);
2- Jesua, um dos seis levitas que estavam sob as ordens de Coré (2Crôn. 31:15);
3- Josua, da família sacerdotal, que estava entre os ex-cativos que vieram com Zorobabel (Esdras 2:2; 36; Ne 12:1)
4- Josua-Joabe (Esdras 2:6; 3:2)
5- Jesua, filho de Azanias, (Ne 10:9)
6- Jesua, nome de uma aldeia de Judá (Ne 11:26) 7- Jesua, filho de Cadmiel; (Ne 12:24)

Em todos estes casos, os rabinos judeus, tradutores da Septuaginta, verteram ambas as formas YEHOSHUA e YESHUA para uma única forma grega: Ιησους / ΙΗΣΟΥΣ (IĒSOUS = IĒSUS), somente com duas exceções: 1Crônicas 7:27, onde Yehoshua é vertido por Ιησουε (IĒSOUE = IĒSUÉ), assim como Yeshua (Josua-Joabe) é também vertido por Ιησουε (IĒSOUE = IĒSUÉ) em Esdras 2:6.





Há também compostos:

1- אלישוע = Elisua (’Elishua‛ = meu Deus é salvação) - 2 Samuel 5:15; 1 Crônicas 14:5); na LXX: Ελισους (Elisous, Elisus - 2Sa 5:15) e Ελισαε (Elisae - 1Cr 14:5).
2- אבישוע = Abisua (’Avishua‛ = meu pai é salvação - 1 Crônicas 5:30, 31, 6:35; 8:4; Esdras 7:5 ); na LXX: Αβισου (Abisou, Abisu - 1Cr. 5:30, 31, 6:35); Αβισουε (Abisoue, Abisue - 1Cr. 8:4; Esd 7:5; 1Esd 8:2).

A correta transliteração do nome hebraico ישוע (YESHUA) para o...

1. grego é: Ιησους ( IÊSOUS, IÊSUS) - pela regra gramatical grega nomes próprios masculinos terminados com vogal tem o acréscimo do Sigma (S). Ex.: PauloS, SauloS, TheofiloS, TimotheoS, IsaiaS, etc. Destaque em letra maiúscula.

2. latim é: IESVS (IESUS), JESUS (pela regra gramatical latina nomes próprios masculinos terminam com S ou VS (US), a não ser que a última letra seja uma consoante. Ex.: ClaudiUS, DemetiUS, PaulUS, TertiUS, PetrUS, etc.). Destaque em letras maiúsculas.



sábado, 5 de abril de 2014

SARAVÁ SEO OGUM ONIRÉ!!!

Ogum Oniré é o título de Ogum filho de Oniré, quando passou a reinar em Ire, Oni = senhor, Ire = aldeia., o dono de Iré, primeiro filho de Odúduwà. 

Oniré é um Ogum antigo que desapareceu debaixo da terra. Usa também contas verdes. Guerreiro impulsivo é o cortador de cabeças, ligado à morte e aos antepassados; orgulhoso, muito impaciente, arrebatado, não pensa antes de agir, mas acalma-se rapidamente. 

Lenda de Ogum Oniré 

Ogum lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduwà, seu pai, rei de Ifé. Ogum continuou suas guerras. Durante uma delas, ele tomou Irê. Antigamente, esta cidade era formada por sete aldeias. Por isto chamam-no, ainda hoje, Ogum Mejejê Lodê Irê - "Ogum das sete partes de Irê". 

Ogum matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. Ele é saudado como Ogum Onirê! - "Ogum Rei de Irê!"; entretanto, ele foi autorizado a usar apenas uma pequena coroa, "akorô". Daí ser chamado, também, de Ogum Alakorô - "Ogum dono da pequena coroa". 

Após instalar seu filho no trono de Irê, Ogum voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade, no dia de sua chegada, celebrava-se uma cerimônia, na qual todo mundo devia guardar silêncio completo. 

Ogum tinha fome e sede. Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam vazias. O silêncio geral pareceu-lhe sinal de desprezo. Ogum, cuja paciência é curta, encolerizou-se. 

Quebrou as jarras com golpes de espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado, apareceu, finalmente, o filho de Ogum e ofereceu-lhe seus pratos prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma. 

Ogum, arrependido e calmo, lamentou seus atos de violência, e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá.
Na religião do batuque, o orixá Ogum é o dono do ferro e de todos os seus derivados, como armas e ferramentas. Também é dono da bebida alcoólica e é considerado o senhor da guerra. É esposo de Iansã, que o traiu com Xangô após embebedá-lo com uma bebida denominada atã.

Por ser o dono do "obé" (faca), sem ele não tem como outros orixás serem feitos. Qualquer sacerdote de orixá tem que ter Ogum em seus assentamentos, pois este é o dono do axé das facas. Por ser dono das armas, é invocado para vencer demandas.

Pela mesma razão é o protetor dos policiais e dos soldados. Na Nação Ijexá são cultuados Ogum Avagã, Ogum Onire e Ogum Adjolá. Este último é um guerreiro guardião que trabalha na beira da água a mando de Oxum, Iemanjá e Oxalá. Ogun Avagã tem seu assentamento junto a Bára e Oyá.

Na Nação Nagô são cultuados Ogun Wari, Alagbede, Olode, Alé, Ògúnjà, Meje, Onire, Soroke.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Fofoca :: As Três Peneiras de Sócrates



Um dia, alguém aflita veio falar com Sócrates (o filósofo grego):

- Sócrates, você viu o que seu amigo fez? Vou contar-lhe.

- Um momento - interrompeu o filósofo - você já passou isso que tem a me dizer por Três Peneiras?

- Três Peneiras? - perguntou a pessoa admirada - Sim meu caro, Três Peneiras... a primeira é a verdade. Você verificou se tudo que tem a me dizer é verdadeiro?

- Não, eu ouvir dizer e…

- Bem, mas você deve ter examinado tudo com a segunda peneira, a da bondade. Já que isso que você quer me dizer comprovadamente não é verdadeiro, pelo menos é bom?

Gaguejando, a pessoa respondeu:

- Não, pelo contrario…

Continuou Sócrates...

 - Então vamos aplicar também a terceira peneira e perguntar se é necessário contar-me isso que tanto te aflige.

- Bem, necessário propriamente não é…

Sorriu o filósofo:

- Se o que você tem a me contar não é verdadeiro, nem bom, nem necessário, esqueça e não nos incomodemos mais com isso!

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Êxodo 20:16: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.” - Palavras do próprio Deus, quando ditava os mandamentos.
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Quem da ouvido a fofoca tira conclusões sobre coisas que não sabe se é verdade. A verdade é que fofoqueiro tanto é quem faz quanto quem escuta fofoca. A cabeça não foi feita só pra usar chapéu! Devemos usar a inteligência que Deus nos deu, o que nos diferencia dos animais, dando ouvido apenas a fatores que venham para edificar.

Aplicando as três peneiras, automaticamente, você vai se prevenir das consequências nefastas que a maledicência possa causar, dando um “chega para lá” nos fofoqueiros de plantão. Seja determinado e não se deixe contaminar. Lembre-se que a verdade e a franqueza são indispensáveis, serão sempre suas aliadas contra qualquer fofoca.




terça-feira, 1 de abril de 2014

1º de abril :: Mentiras Cansativas

por Oscar C. E. Quiroga, via Facebook


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"O dia da mentira é, antes de tudo, uma blasfémia, dedicar um dia ao ano para venerá-la é desnecessário, todo dia nossa humanidade mente. 

Em segundo lugar, o dia da mentira é uma blasfêmia com raízes discriminatórias, pois depois de a reforma gregoriana do calendário, em 1564, ter sido instituída e o início do ano determinado para o dia 1 de janeiro, aqueles de maior conhecimento mofavam dos que ignoravam a reforma e continuavam celebrando o início do ano nas festividades que culminavam no dia 1 de abril. 

Nem a mentira nem a zombaria merecem respeito ou veneração para que um dia seja celebrado todos os anos, o dia de hoje é um vestígio de discriminação e falta de respeito do humano para com o humano. 

Dito isso, que é de natureza cultural, passemos ao que importa, que é de natureza cósmica. 

Se por ventura te sentires com mais cansaço do que o normal e com vontade de te dedicar a algo que te brinde com prazer, deves saber que isso também é necessário. 

Também deves saber que não é necessário correr sistematicamente atrás do prazer e da sensualidade, mas que é absolutamente propício reservares um momento para isso, sem culpa, sem remorso, sem a sensação de cometeres pecados."

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"Uma mentira pode salvar seu presente, mas condena seu futuro" ~Buda

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Dia da mentira 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Cartões-postais do dia 1º de abril
Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no dia da mentira, também conhecido como dia das mentiras, dia das petas, dia dos tolos (de abril) ou dia dos bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França.

Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fools' Day, "Dia dos Tolos (de abril)"; na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, literalmente "peixe de abril".

No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.