Translate

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Oração ao Caboclo Ventania



Ó grandioso Caboclo Ventania!

Antigo espírito do bem, lança tuas flechas de luz em minha direção, cubra-me com tua proteção.

Renove minhas energias, elevando sempre meu coração ao ápice da bondade, que soube a sua energia, eu aprenda a perdoar mais, esquecendo-me verdadeiramente minhas mágoas.

Arrebata a minha alma, para que somente amor eu consiga dar.

Vem espírito superior do vento e do tempo.

Grande mestre do sopro, divino carrega-me em teus braços, daí-me a força que preciso, para continuar o que aqui vim fazer, e nunca me esquecer dos teus ensinamentos.

Oh… espírito benfazejo, sopra em minha direção, que meus instintos me façam nunca se acovardar, diante dos obstáculos que a vontade de continuar
não adormeça em meu coração, pois dela preciso para espalhar a fé, a confiança, o otimismo, e a felicidade de uma encarnação.

Desliga-me de todas as minhas decepções com o fervor de teu sopro, o mal não me alcançará.

Aqueles á quem me querer mal não terão êxito.

Pois eu que sou teu filho entrego-me a vós para que assim eu leve o amor ao coração de todos que passarem por mim.

Vem espírito da brandura, circula este sopro de amor em volta de mim, promove-me cura neste instante.

Lava meu interior, e que nele nasça a força da tua humildade, para que eu possa espalhar a verdade e o conforto de uma palavra amiga, até o dia de minha partida.

Em nome do Mestre maior da Terra, meu Jesus amado, vós que sois um Mensageiro Celestial esteja em mim hoje e sempre. Êpa-hê Caboclo!

Saravá Yansã, Saravá Xangô!

Autor: Mago Cigano - fonte: http://povodearuanda.wordpress.com/2007/09/10/caboclos


História do Caboclo Ventania

Conto essa história narrada pelo próprio espirito de caboclo Ventania; nome hoje usado por ele em alguns de seus médiuns. Viveu em sua última encarnação como índio sherokee ou (cherokee), em uma vila as margens de um rio que em cherokee se dava o nome de Tanasi; que pela expressão fonética certa, em inglês, assim o traduziu por Tenessee, em uma extensão de terra que iria até o rio Ocanuofee.

Suas mulheres indias cuidavam da lavoura, plantação de milho e aboboras, eram bordadeiras por excelência e tinham o respeito de seus homens que as cultuavam como deusas. Os indios por sua vez cuidavam da caça de ursos, da pesca, da espiritualidade e da cura. Muito inteleigentes tinham por habilidade natural entender e ou aprender rapidamente diversas linguas de outras tribos, ou mesmo quando da invasão dos europeus as terras americanas (ingleses, franceses e holandeses).

Ventania era caçador e Shaman de sua tribo, pois aos homens fortes em enfrentar ursos e bisontes ou bisons (uma espécie de Búfalos). Acreditavam eles que os deuses davam a estes caçadores força espiritual para praticar tal bravura. Os Shamans cherokeses ou yroqueses cuidavam de doenças e passavam a receita vinda de seus ancestrais a suas mulheres para manipula-las, pois acreditavam que as mulheres assim como o dom de dar a luz, ao manipular uma receita daria também a energia de cura a quem estava enfermo.

Conversavam com es Espíritos e os consultavam para tudo o que faziam, portanto em uma vida primitiva já tinham a essência espiritual em suas veias. Ventania nos conta que eles já faziam em formas de desenhos suas poesias, amavam a natureza como todo índio em qualquer nação, esta encarnação se deu há 700 anos atrás.

Seu desencarne se deu quando, na disputa por seu amor, a tribo tinha por hábito quando uma índia era pretendida por dois ou mais índios, eles a disputavam em luta. O perdedor, ou entendia e se convencia da derrota ou pedia para ser morto pelo vencedor, e foi oque aconteceu. A índia em questão iria ser disputada por ele e outro índio que tinha o nome de chuva vermelha por ser muito rápido com flechas, as quais em suas pontas eram colocadas em chamas, daí o nome de chuva vermelha.

Ao perder a luta Chuva Vermelha disse que não o mataria; pois o respeitava pelas inúmeras curas e pelas inúmeras caças que Ventania já havia feito para a aldeia. Porém, Ventania inconformado com a derrota, pediu que o matasse pois o mundo seria ruim para ele sem a moça. E foi o que aconteceu: com uma machadada na cabeça ele desencarnou.

Devido a ter pedido sua morte o mesmo se encontrou por longos anos no Umbral, onde somente quando encontrou-se com Balthazar é que este, como mensageiro do Espaço, o levou para esferas de evolução onde hoje ele trabalha como Espírito de Luz. O nome Ventania foi escolhido por ser mais parecido como Raio de Vento, que ele teve em sua encarnação terrena.

Raio de Vento devido a velocidade com que caçava búfalos e veados. Este é o Caboclo Ventania que conhecemos e adimiramos...

Oferendas para o Caboclo Ventania:

Vinho tinto suave suco de milho.

Comida: Tudo a base de milho, abóboras, camarão Rosa, peixes.

Pedras: cascalhos, basaltos , quartzo verde. Flores: Girassol, rosas amarelas

Dia de comemoração a Ventania: 21/02

Seu amuleto: sempre a base de pedras ou algo de couro.

Sua imagem: Usa ele um cocar que vai até os pés,com calça de couro de urso,tem em média 1,80 cm de altura,cabelos lisos bem compridos castanhos escuros,pele vermelha cristalina,olhar acolhedor. asim ele se apresenta as muitas pessoas que o vê no astral, onde a narrrativa é sempre a mesma.

Na Terra Ventania trabalha com desobsessão, cura e aconselhamento.

Fonte: http://centrocabocloventania.blogspot.com/2008/10/ventania-quem-esse-espirito.html



Você também pode se interessar por:

A reza é uma prática religiosa muito antiga, que acompanha o ser humano em todos os caminhos por onde anda. 


A prece veio de tempos passados, pois em todo lugar existe um modo de adotar os deuses, e há milênios já se faziam orações para eles. 


Em cada coração há lugar para uma oração. Portanto, devemos sempre procurar, dentro de nós, o momento certo para rezar. 


Clique aqui e adquira agora mesmo, direto na livraria.

domingo, 30 de maio de 2010

Oração a Zé Pelintra



"Salve Deus Pai criador de todo o Universo.

Salve Oxalá Força Divina do Amor, exemplo vivo de abnegação e carinho.

Bendito seja o Senhor do Bonfim.

Salve Zé Pelintra, mensageiro de Luz, guia e protetor de todos aqueles que em nome de Jesus Cristo, praticam a caridade.

Dai-nos Zé Pelintra, o sentimento suave que se chama misericórdia,

Dai-nos o bom conselho,

Dai-nos apoio, instrução espiritual que necessitamos,

Para dar aos nossos inimigos,

O amor e a misericórdia, que lhe devemos pelo amor de Nosso Senhor Jesus Cristo,

Para que todos os homens sejam felizes na terra, e possam viver sem amarguras, sem lágrimas e sem ódios.

Tomai-nos Zé Pelintra sob vossa proteção, desviai-nos dos espíritos atrasados e obsessores, enviados por nossos inimigos encarnados e desencarnados e pelo poder das trevas.

Iluminai nosso espírito, nossa alma, nossa inteligência e nosso coração abrazando-nos na chama do vosso amor por nosso Pai Oxalá.

Valei-nos Zé Pelintra nesta necessidade, concede-nos a graça do vosso auxílio junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo em favor deste pedido (faz-se o pedido).

E que Deus nosso Senhor em sua infinita misericórdia, nos cubra de bênçãos e aumente a vossa luz e vossa força.

Para que mais e mais possa espalhar sobre a terra a caridade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Obs: reza-se 1 Pai-nosso, 1 Ave-Maria, 1 Salve-Rainha, oferecendo a Zé Pelintra ou como novena às sextas-feiras, com uma vela (vermelha) acesa para ele.

Saravá Seu Zé Pelintra!"

Fonte: internet: Autoria desconhecida

sábado, 29 de maio de 2010

7 Orações para Ogum

Oração a Ogum por virtude e proteção

"O fogo é vosso elemento natural e é com ele que transformais as nossas vidas e nosso íntimo. 


Renovai as nossas almas, forjai-as para que estejamos prontos para vivermos a verdadeira felicidade, purificai-nos e tirai de nós os ímpetos e os vícios, até que só a luz resplandeça.

Só assim nos tornaremos verdadeiros soldados da luz.

Protegei-nos com vosso escudo sagrado de todo ataque das trevas. E que vossa espada de fogo seja sempre a nossa espada para que as forças do mal não tenham poder sobre nós.

Imbuídos do vosso poder imenso, jamais cairemos, e todo mal que em nós estiver, será retirado. Fazei vir a nós vossas milícias sagradas para que as nossas súplicas sejam atendidas. Assim seja!"

Fonte: internet: Oração inspirada pelo espírito de Vovó Cambinda 25/07/1998 - Templo de Umbanda Anjo


Oração a Ogum para abençoar a caminhada e vencer demanda

"Salve Ogum, guerreiro de Oxalá.

Orixá que abençoa seus filhos e os filhos de seus filhos.
Pai destemido, Senhor da espada de fogo que corta todas as demandas e conduz aos que ama aos caminhos da prosperidade.

Que em meus caminhos, possa eu, filho seu merecer as vossas Bençãos: a espada que me encoraja, o escudo que me defende e a bandeira que me protege.

Meu Pai Ogum
Não me deixe cair
Não deixe tombar.
PATACURI OGUM
OGUM NHÊ."

Fonte: internet . Autoria desconhecida


Oração a Ogum para abrir os caminhos e ser vencedor

"Pai, que minhas palavras e pensamentos cheguem até vós, em forma de prece, e que sejam ouvidas. Que esta prece corra mundo e universo, e chegue até os necessitados em forma de conforto para as suas dores. Que corra os quatro cantos da Terra e chegue aos ouvidos dos meus inimigos, em forma de brado de advertência de um filho de Ogum, que sou e nada temo, pois sei que a covardia não muda o destino.

Ogum, padroeiro dos agricultores e lavradores, fazei com que minhas ações sejam sempre férteis como o trigo que cresce e alimenta a humanidade, nas suas ceias espirituais, para que todos saibam que sou teu filho.

Ogum, senhor das estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, que eu seja sempre um fiel caminheiro seguidor do teu exército, e que nas minhas caminhadas só haja vitórias. Que, mesmo quando aparentemente derrotado, eu seja um vitorioso, pois nós, os vossos filhos conhecemos a luta, como esta que travo agora, embora sabendo que é só o começo, mas tendo o Senhor como meu pai, minha vitória será certa.

Ogum, meu grande pai e protetor, fazei com que o meu dia de amanhã seja tão bom como o de ontem e hoje, que minhas estradas sejam sempre abertas, que eu trabalhe para que no meu jardim só haja flores, que meus pensamentos sejam sempre bons e que aqueles que me procuram consigam sempre remédios para seus males.

Ogum, vencedor de demandas, que todos aqueles que cruzarem a minha estrada, cruzem com o propósito de engrandecer cada vez mais a Ordem dos Cavaleiros de Ogum. Pai, daí luz aos meus inimigos, pois eles me perseguem porque vivem nas trevas, e na realidade só perseguem a luz que vós me destes.

Senhor, livrai-me das pragas, das doenças, das pestes, dos olhos-grandes, da inveja, das mentiras e da vaidade que só leva a destruição. E que todos aqueles que ouvirem esta prece, e também aqueles que a tiverem em seu poder, estejam livres das maldades do mundo.

Ogum Iê

Saravá Ogum!"

Fonte: Orações Umbandistas de todos os tempos/Compilação de Ernesto Santana:Ed Pallas, 2004


Oração para ter a proteção de Ogum

"Ogum Rogai por Nós. Nunca ficara sem resposta àquele que nele crer…Ogunhe meu Pai!

Eu andarei vestido e armado com as armas de Ogum para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso OGUM, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

Que assim seja, amém!"

Fonte: internet . Autora: Renata de Oxossi



Oração a Ogum pelo dom da evolução espiritual e material

"Eu pedi a Ogum. Eu pedi a Ogum, para retirar os meus vícios.

Ogum disse: Não! Eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles.

Eu pedi a Ogum , para fazer meu filho aleijado se tornar completo.

Ogum disse: Não! Seu espírito é completo, seu corpo é apenas temporário.

Eu pedi a Ogum para me dar paciência.

Ogum disse, Não! Paciência é um subproduto das tribulações; Ela não é dada, é aprendida.

Eu pedi a Ogum para me dar felicidade.

Ogum disse: Não! Eu dou bênçãos; Felicidade depende de você.

Eu pedi a Ogum para me livrar da dor.

Ogum disse: Não! Sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de mim.

Eu pedi a Ogum para fazer meu espírito crescer.

Ogum disse: Não! Você deve crescer em si próprio! Mas eu te podarei para que dês frutos.

Eu pedi a Ogum todas as coisas que me fariam apreciar a vida.

Ogum disse: Não! Eu te darei a vida, para que você aprecie todas as coisas.

Eu pedi a Ogum para me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama.

Ogum disse: . Ahhhh, finalmente você entendeu a idéia. Muita Luz!"

Fonte: internet . Autora: Renata de Oxossi

Oração para pedir a benção protetora de Ogum

"Orixá, protetor, Deus das lutas por um ideal. Abençoai-me, dai-me forças, fé e esperança.

Senhor Ogum, deus das guerras e das demandas, livrai-me dos empecilhos e dos meus inimigos.

Abençoai-me neste instante e sempre para que as forças do mal não me atinjam.

Ogum Iê, Cavaleiro Andante dos caminhos que percorremos.

Patacori! Ogum Iê!

Ogum meu Pai, vencedor de demandas.

Ogum Saravá Ogum!

E que assim seja!"

Fonte: internet: Autoria desconhecida


Oração a Ogum vencedor de demanda

"Ogum, meu Pai – Vencedor de demanda, poderoso guardião das Leis, chamá-lo de Pai é honra, esperança, é vida. Vós sois meu aliado no combate às minhas inferioridades. Mensageiro de Oxalá – Filho de Olorun. Senhor, Vós sois o domador dos sentimentos espúrios, depurai com Vossa espada e lança, minha consciente e inconsciente baixeza de caráter.

Ogum, irmão, amigo e companheiro, continuai em Vossa ronda e na perseguição aos defeitos que nos assaltam a cada instante.

Ogum, glorioso Orixá, reinai com Vossa falange de milhões de guerreiros vermelhos e mostrai por piedade o bom caminho para o nosso coração, consciência e espírito.

Despedaçai, Ogum, os monstros que habitam nosso ser, expulsai-os da cidadela inferior.

Ogum, Senhor da noite e do dia e de mãe de todas as horas boas e más,
livrai-nos da tentação e apontai o caminho do nosso Eu.

Vencedor contigo, descasaremos na paz e na Glória de Olorun.

Ogumnhê Ogum. Glória a Olorun!"

Fonte: internet. Autoria desconhecida


Não-Pensamento do Dia




"A Terra é bela. Se você começar a viver a sua beleza, desfrutando de seus prazeres sem culpa em seu coração, você está no paraíso. Se você condenar tudo, toda a alegria pequena, se você se tornar um condenador, um envenenador, a mesma terra se transforma em um inferno - só para você. Depende de você, onde você mora, é de sua própria transformação interior. Não é uma mudança de lugar, é uma mudança de espaço interior." OSHO

"No-Thought for the Day: The earth is beautiful. If you start living its beauty, enjoying its joys with no guilt in your heart, you are in paradise. If you condemn everything, every small joy, if you become a condemner, a poisoner, then the same earth turns into a hell — only for you. It depends on you, where you live, it is your own inner transformation. It is not a change of place, it is a change of inner space." OSHO

Recomendado para você

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Oração da Umbanda



Eu sou forte, eu sou forte, eu sou forte.

Tenho Obatalá acima de mim, Oxalá dentro de mim.

A minha direita os Pretos-Velhos,

A minha esquerda os Caboclos,

A minha frente as Crianças,

As minhas costas o meu Anjo Protetor.

Em torno de mim as Santas Almas do Cruzeiro Divino,

Que me fecham o corpo físico e o corpo astral,

A toda má influencia e a todo mal.

Assim seja. Graças a Deus.

Fonte: Autor desconhecido

quinta-feira, 27 de maio de 2010

5 Orações a Oxalá

"Oxalá! Divina manifestação do Bem,
Senhor da perfeita Sabedoria e do Bendito Amor,
Ó! Vós que recebei o poder do supremo Doador para tudo e todos.
Protegei-nos das ciladas ilusórias do mundo enganador,
Despertai-nos para a realidade da vida imortal,
Sois a imaculada irradiação do Altíssimo,
Vosso nome é só maravilhoso e compassivo, que nos guia; com ternura e esperança, para a Aruanda, Cidade de Luz.

Ai de nós empedernidos, na mais grosseira materialidade,
Afogados em sentimentos inferiores,
Rogamos contritos pela salvação da nossa consciência.
Junto a Vós, trilharemos por caminhos iluminados,
Porque sois a divina pureza, acolhedora e misericordiosa.
Santo Nome, envolvei-nos em sentimentos fraternos de real amor, a fim de chegarmos até Vós,
Oxalá ! Tende pena de nós, tende compaixão…

Êpa, êpa, Babá Oxalá ..."

Fonte-web:http://fotolog.terra.com.br/oxaguian1:7

"Aos espíritos da Terra, eu peço humildemente
que eu tenha abundância para o meu destino;

Aos espíritos da Água, eu peço humildemente
que eu tenha equilíbrio emocional para o meu coração e tenha tranquilidade espiritual;

Aos espíritos do Fogo, eu peço humildemente
que eu tenha sempre coragem, persistência, tolerância, força e iniciativa física;

Aos espíritos do Ar, eu peço humildemente que eu saiba compreender os ensinamentos do dia-a-dia, que eu saiba me comunicar com os outros à minha volta e que eu possa entender as palavras da minha intuição.

E tudo isso só é possível, porque Oxalá é Grande e Senhor dos Senhores!"

Fonte-web:http://br.groups.yahoo.com/group/filhosdepemba/message/1285

"Ó poderoso Pai Oxalá, o maior dos Orixás, aspiração suprema dos desejos dos nossos corações, encaminhamos até a sua claridade, clareando todos os nossos passos no amanhecer de cada dia.

Que a luz, a eterna luz que o senhor derramou e derrama todos os dias, cubra a cabeça daqueles que a ti estão ligados numa corrente de fé e num só pensamento elevamos as nossas preces.

Oxalá nosso Pai, dai-nos a graça de chorarmos sinceramente nossas faltas cometidas, e com espírito de humildade, nos purificarmos através da fé e da caridade. Que nós consigamos limpar a morada dos nossos corações, desterrando tudo que é mundano, vício, ódio e, maldade, na certeza de que com toda esta humildade alcançaremos o Senhor.

Pai Oxalá, sabeis que a razão humana é fraca, e pode enganar-nos, mas a verdadeira fé não pode ser enganada.

Obrigado Pai Oxalá por tudo que o Senhor nos deu e nos dá. Esperamos todos unidos, que o senhor nos escolha para sermos mais alguns dos vossos íntimos amigos.

Assim seja!"

Fonte-web:http://www.tendacaxana.com.br/index.php?cont=31&id=6

"Salve Oxalá, força divina do amor, exemplo vivo de abnegação e carinho! Nós vos rogamos, ó bondoso Mestre, a Vossa protecção para que, possamos sentir em nossos corações, cada vez mais viva, e chama do nosso amor por Deus e por todas as suas criaturas. Derramai Vossa bênção por sobre todos nós e especialmente por sobre aqueles que se encontram recolhidos às casas de saúde, manicômios e penitenciárias, por sobre todos os que nascem neste momento e, ainda, muito especialmente pelos que desencarnaram e se dirigem, já em espírito, ao mundo invisível, para o ajuste de contas.

Protecção ó Pai Oxalá!...Força e protecção para todos os que palmilham o caminho do bem, e misericórdia para os que vivem no mal e para o mal, esquecidos de si próprios.

Assim Seja!"

Fonte-web:http://amigosdapraia.org/oracoes/anteriores/anteriores.htm

"Nosso Pai Bondoso e Misericordioso. Babá Okê, cacubeká... Meu Pai das Colinas, olhai por nós. Assim como criastes todos os Orixás, Oxalá-Lufã, Oxalá-Guiã, Deus eterno e criador do Universo Celeste. Dai-nos a vossa bênção. Ó Divino Mestre, deixai-nos apoiar em vosso cajado de esperança. Alá, Babá, Orun... Alá, Orixá... Para que vosso Manto Sagrado possa proteger-nos com vossas bênçãos e benevolências. Orixá Babá... Olorun Ifé... Exê Eú pá Babá... Axé Babá!"

Fonte-web:http://br.geocities.com/orixaobaluaie/oracao.htm

terça-feira, 25 de maio de 2010

Volta Caboclo - Oração para chamar de volta seu Caboclo




Vem das tuas verdes matas para o recesso da minha mediunidade sau­dosa dos teus benditos fluídos!

Vem incensar minh'alma com o aro­ma da tua presença querida, fa­zen­do ecoar em meus ouvidos aten­tos, o “quiô” da tua vibração!

Vem trazer-me o calor das tuas pa­lavras fluentes, traduzidas na so­no­­ri­dade das folhas das palmeiras quan­do se espanam no ar.

Quero, contigo, apanhar as fo­lhas da Jurema para adornar todo o meu Juremá, Cruzar meu caminho com galhos de arruda e enfeitar minha gira com ramos de guiné.

Vem! Traz o teu arco forte e a tua flecha certeira. Vamos, numa só vi­bração, penetrar no seio da mata virgem, procurar o inimigo que lá se esconde e desarmá-lo, à pujança do teu braço forte!

Volta, Caboclo! Coloca em minha fronte o teu belo cocar… e entrosa em mim, tua essência pura de aromá­ticos jardins, contida em tão pequeno frasco!
Como podes usar-me, tu, enviado bendito das falanges superiores, para cumprimento da tua missão? A que sacrifícios se submete a tua aura, pois, sendo tão grande, consegue incorpo­rar-se num tão diminuto ser! Mesmo sabendo-me o mais insignificante dos teus médiuns, rogo-te, com ânsias deses­peradas na voz e uma saudade torturante em meu cora­ção: “Volta ao teu reino de Luz onde impera a verda­deira caridade! Volta ao teu pégi de amor onde te aguar­dam, ansiosos, os teus filhos de fé e o teu mo­desto apa­relho receptor.

As ondas vibráteis da minha me­diu­nidade que­rem voltar a funcionar ao toque das tuas abençoadas mãos. Teu re­gresso será uma festa emo­cio­nal onde as lágrimas mal contidas se confun­di­rão com o sorriso de algu­mas cria­turas que não sabem chorar.

Teu ponto riscado iluminado es­tá teu ponto cantado, entoado num só diapasão de voz, te abrirá ao nosso meio, para aconchego dos que reco­nhe­cem em ti, um trabalhador no cam­po sublime da caridade!

Teu assobio atrairá a atenção da­queles que ainda te crêem em missão no Alto e de pronto, estarás entre nós, numa vibração harmoniosa que a todos envolverá.

Volta Caboclo!


Agradecer ao Lula? Por quê?

O Brasil melhorou com Lula? Com os militares também houve esta melhora... o fato é que quem acabou com a inflação e fez o real não foi Lula. O ridículo é que não podemos crescer mais que 5% a.a. por não termos infra-estrutura que comporte este crescimento maior.

Devemos agradecer isto ao Lula? Não queremos aqui uma Cuba ou Venezuela. Agradecer por quê? Por não podermos crescer mais que estes míseros 5 por cento? Por estradas esburacadas? Sistema de saúde sucateado? Por Dilma ter brecado a equiparação dos terreiros a igreja? Eu não agradeço e quero ele fora, Dilma nunca! Pronto, falei!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Origem, tipo e aplicações dos Salmos





"A autoria da maioria dos salmos é atribuída ao rei Davi, o qual teria escrito pelo menos 73 poemas. Asafe é considerado o autor de 12 salmos. Os filhos de Corá escreveram uns nove e o rei Salomão ao menos dois. Hemã, com os filhos de Corá, bem como Etã e Moisés, escreveram no mínimo um cada. Todavia, 51 salmos seriam tidos de autoria anônima.



O período em que os salmos foram compostos varia muito, representando um lapso temporal de aproximadamente um milênio, desde a data aproximada de 1440 a.c, quando houve o êxodo dos Israelitas do Egito até o cativeiro babilônico, sendo que muitas vezes esses poemas permitem traçar um paralelo com os acontecimentos históricos, principalmente com a vida de Davi, quando, por exemplo, havia fugido da perseguição promovida pelo rei Saul ou quanto ao arrependimento pelo seu pecado com Bate-Seba.

Poemas de louvor, os salmos foram inicialmente transmitidos através da tradição oral e a fixação por escrito teve lugar sobretudo através do movimento de recolha das tradições israelitas, iniciado no exílio babilônico pelo profeta Ezequiel (séculos VII-VI a.C.). Como tal, muitos destes textos serão muito anteriores, sendo bastante difícil a sua crítica do ponto de vista literário estrito. Ainda assim, tendo em conta a comparação com a literatura poética coeva do Egito, da Assíria e da Babilônia, pode-se afirmar que estes poemas de Israel são um dos expoentes da poesia universal.

Os salmos, em termos de conteúdo, possuem estrutura coerente, o que também pode ser observado em passagens do Antigo Testamento e em obras literárias do Oriente Médio da Antiguidade.

Tal como em outras tradições culturais, também a poesia hebraica andava estreitamente associada à música. Assim, embora não seja de se excluir para os salmos a possível recitação em forma de leitura, "todavia, dado o seu gênero literário, com razão são designados em hebraico pelo termo Tehillim, isto é, «cânticos de louvor», e, em grego Psalmói, ou seja, «cânticos acompanhados ao som do saltério».

De fato, todos os salmos possuem um certo caráter musical, que determina o modo como devem ser executados. E assim, mesmo quando o salmo é recitado sem canto, ou até individualmente ou em silêncio, a sua recitação terá de conservar este caráter musical.

Os salmos acabaram por constituir um hinário litúrgico para uso no templo de Jerusalem, do qual transitaram quer para a sinagoga judaica, quer para as liturgias cristãs.

Na Igreja Católica, os 150 salmos formam o núcleo da oração cotidiana: a chamada Liturgia das Horas, também conhecida por Oficio Divino e cuja organização remonta a São Bento de Núrsia. A oração conhecida por rosário, com as suas 150 Ave-Marias, formou-se por analogia com os 150 salmos do Ofício.

Vários salmos são considerados pelos teólogos como proféticos ou messiânicos, pois referem-se à vinda do Cristo e, por isso, existem muitas citações de versos dos salmistas no Novo Testamento com o propósito de provar o cumprimento das profecias na pessoa de Jesus.

O Salmo 150 constituiria uma doxologia, ou arremate de louvor do livro.

Variações entre as traduções

O livro dos Salmos chegou até nós em suas versões grega (Septuaginta) e hebraica. A versão grega deste livro, como de toda a bíblia, foi utilizada pelos cristãos convertidos e por São Jeronimo na confecção de sua edição "Vulgata", tradução latina dos livros inspirados. Na Reforma Protestante é que se buscou os manuscritos originais hebraicos para fazer novas traduções e foi constatada a diferença que havia entre as duas traduções: as versões, apesar de terem o texto completo, diferem na numeração de capítulos e versículos.

Versículos

A versão grega costuma apresentar, na maioria dos salmos, um versículo de introdução, em que são atribuídas autorias e apontados instrumentos que deveriam ser utilizados ao se cantar os textos. Este versículo faz com que a versão hebraica tenha, nesses casos, um versículo a menos, uma vez que essas informações não são consideradas inspiradas por essa versão.

Capítulos

Veja a tabela abaixo:


Aplicação

No Judaísmo e no Protestantismo, a numeração usada sempre foi a hebraica.

A Igreja Católica, considerando oficial a tradução da "Vulgata", por muito tempo usou a numeração grega em suas bíblias. Porém, estudiosos consideram essa numeração errada, uma vez que certos salmos, que parecem ser um só, estão separados, enquanto outros, de assuntos bem diferentes, estão juntos. 

Vendo que a Vulgata era falha ao se basear somente num texto (Septuaginta), e no ínterim de novas descobertas das Escrituras (Manuscritos do Mar Morto), a Igreja permitiu a tradução das Escrituras diretamente dos originais (Constituição Dogmática Dei Verbum) e promoveu uma nova tradução e revisão da Bíblia (Neovulgata), que, desta vez, trouxe a numeração dos salmos a partir da versão hebraica, mas não resolveu a questão dos versículos introdutórios. 

A despeito desta nova tradução católica, é possível encontrar bíblias católicas que ainda se baseiam na Vulgata, por seu tradicionalismo, como é o caso da bíblia da Editora Ave Maria.

Tipos de Salmos

Os Salmos são classificados em:

a) Salmos de Louvor;
b) Salmos de Ação de Graças;
c) Salmos de Lamentação e Súplica;
d) Salmos de Sapiência.

Realizamos uma outra classificação com o objetivo prático de consulta, a saber:

1. Salmos de Louvor
2. Salmos da Realeza
3. Salmos da Realeza de Deus
4. Salmos de Ação de Graças
5. Salmos de Lamentação e Súplica
6. Salmos de Confiança
7. Salmos de Vigília
8. Salmos Didáticos ou de Sabedoria

✑ Salmos de Louvor


Esses Salmos foram compostos para cerimônias litúrgicas. Eram cantados por ocasião das solenidades de Israel. Possuem caráter comunitário que se manifesta pelo uso do diálogo, coro, refrão, aclamação. Seus elementos característicos são: invocação a Deus, convite ao louvor, motivos laudatórios (que encerram louvor), bênçãos e orações.

Sob a forma de hinos, os Salmos de Louvor celebram a soberania do Criador e do Deus da aliança. Dividem-se da seguinte forma:

Hinos ao Criador - Salmos 8, 19, 33 e 104
Hinos ao Senhor da história - Salmos 65, 113, 114, 117, 135, 136, 145 e 150
Hinos históricos - Salmos 78, 105 e 106
Hinos litúrgicos* - Salmos 124 e 132
Cânticos de peregrinação** - Salmos 120-134
Cânticos de Sião*** - Salmos 46, 48, 76, 84 e 122

(*) - Eram saudados em grandes solenidades, como a procissão da arca da aliança.
(**) - Exaltam Jerusalém e o Templo.
(***) - Os poemas trazem a mensagem da esperança de plenitude: a vinda do Messias e do reino definitivo de Deus.

✑ Salmos da Realeza


Esses Salmos glorificam os monarcas da dinastia de Davi como representantes de Deus.

Salmos 2, 18, 20, 21, 45, 72, 89, 101, 110 e 132

✑ Salmos da Realeza de Deus


Celebram a sabedoria universal de Deus, como Rei por excelência.

Salmos 47, 93, 96-99

✑ Salmos de Ação de Graças


Nas cerimonias litúrgicas os fiéis, acompanhados de parentes e amigos, ofereciam a Deus a ação de graças pelos favores alcançados. Esses Salmos caracterizam-se pela invocação, convite à ação de graças, retrospecto sobre a aflição, relato da intervenção de Deus como salvador, anúncio do sacrifício de ação de graças, orações e promessa de louvor. Apresentam caráter individual e coletivo.

Individual - Salmos 9, 18, 30, 32, 34, 40, 41, 66, 92, 107, 116, 118 e 138

Coletivo - Salmos 66, 124 e 129


✑ Salmos de Lamentação e Súplica


Caracterizam-se pela lamentação, acompanhada de oração sobre o tema do perigo de vida, a opressão do inimigo, ou de outra circunstância aflitiva pessoal. Dividem-se, pela natureza, em individual e coletivo.

Individual - Salmos 5, 6, 7, 10, 13, 17, 22, 25, 26, 28, 31, 35, 36, 38, 39, 42, 43, 51, 54-57, 59, 61, 63, 64, 69, 70, 71, 86, 88, 94, 102, 109, 120, 130, 140-143

Coletivo - Salmos 12, 14, 44, 58, 60, 74, 77, 79, 80, 83, 85, 90, 94, 108, 123, 137

✑ Salmos de Confiança


Caracterizam-se também por lamentações, mas com um forte conteúdo na confiança no Deus altíssimo. Dividem-se, por sua natureza, em individual e coletivo.

Individual - Salmos 3, 4, 11, 16, 23, 27, 62, 63, 91, 121, 129 e 131

Coletivo - Salmos 46, 123, 125 e 126

✑ Salmos de Vigília


Eram utilizados para a véspera de grandes solenidades litúrgicas.

Salmos 5, 17, 27, 30, 57, 63 e 143

✑ Salmos Didáticos ou de Sabedoria


Caracterizam-se pelas formas estilística e temática.

Estilística: Reflexões, provérbios, preceitos, comparações e ilustrações tomadas da natureza, perguntas retóricas, advertências e exortações com a finalidade de instruir os mais ignorantes e estimular os menos fervorosos.

Temática: Estudo da lei como fonte de bênção e felicidade, a meditação dos ministérios da fé, a confiança pessoal em Deus, o valor da justiça como sinônimo de vida espiritual, o homem justo como modelo, a antítese entre justos e ímpios, a retribuição divina.

Os Salmos Didáticos estão classificados em:

Salmos alfabéticos (37, 111, 112, 119 e 145)
Salmos histórico-didáticos (78, 105 e 106)
Salmos litúrgico-didáticos (15, 25 e 134)
Salmos de exortação profética (14, 50, 52, 53, 75, 81 e 82)
Salmos sobre retribuição (37, 43, 49, 73 e 91)
Salmos de instrução ou sabedoria (1, 37, 49, 73, 112, 119, 127 e 133)

✑ Salmos Proféticos

Alguns salmos são considerados proféticos ou messiânicos pela Teologia cristã, pois apontam para a vinda do Messias, sendo com freqüência citados no Novo Testamento da Bíblia com o objetivo de identificar Jesus Cristo como o cumpridor da promessa.

No Salmo 2, que fala do reinado do Ungido de Deus, verificam-se algumas citações no livro de Atos e na Epístola aos Hebreus.

Já o Salmo 8 que fala da glória divina e da dignidade do Filho do Homem é citado no Evangelho de Mateus, bem como em algumas epístolas de Paulo.

Por sua vez, o Salmo 16 é uma referência à ressurreição de Cristo em seu verso 10, quando Davi assim profetiza:

"Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção."

Por sua vez, o Salmo 22 fala do sofrimento e da vitória do Messias que se entende cumprido na crucificação de Jesus, principalmente devido aos versos 7 e 18 que, respectivamente, coincidem com a zombaria experimentada durante o martírio e a repartição das vestes pelos soldados.

Todos esses salmos foram proferidos pelo rei Davi, que teria governado Israel um milênio antes do ministério de Jesus.

Importante destacar que tais salmos referem-se à numeração da Bíblia protestante, o que deve ser observado pelo leitor ao consultar a Bíblia católica, cujo conteúdo é o mesmo.

SALMO 151 - O Salmo Apócrifo


Este Salmo apócrifo foi encontrado na antiga versão grega, bem como, com algumas variações, em versão siríaca.


1a – Salmo de Davi. Ação de graças de Davi após combater Golias:

1b – Eu era o menor entre meus irmãos, o mais novo da casa de meu pai. Ao conduzir o rebanho de meu pai para o pasto, encontrei um leão e um urso: matei-os e despedacei-os.

2a – Por minhas mãos construí uma flauta, meus dedos fizeram uma harpa.

2b – Os montes nada testemunharam, as colinas nada proclamaram; entretanto, as árvores exaltaram as minhas palavras e o rebanho [exaltou] os meus feitos.

3a – Quem anunciará a meu Senhor?

3b – Quem proclamará, quem divulgará, quem anunciará os feitos do Senhor de todas as coisas? Deus viu, escutou e ouviu a tudo.

4 - Ele enviou seu mensageiro para ungir-me, enviou Samuel para tornar-me grande. Ele me tirou do meio do rebanho de meu pai e ungiu-me com o seu óleo.

5a – Meus irmãos eram belos e altos, mas o Senhor não os preferiu.

5b – Ele me retirou de trás do rebanho, ungiu-me com o santo óleo, fez de mim o condutor de seu Povo, o rei dos filhos da sua aliança.

6 - Enfrentei o filisteu, que amaldiçoou-me por seus ídolos.

7 - Arranquei-lhe a espada, cortei-lhe a cabeça, e lavei a afronta aos filhos de Israel."

(Fonte: wikipedia - http://www.jornaldosamigos.com.br/os_salmos.htm#louvor)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A Medicina Popular em seus aspectos gerais



por Maria Thereza Lemos de Arruda Camargo

Quem já não apelou aos santos de devoção para pedir socorro? Quem nunca tomou um chá feito com folhinhas lá do quintal ou, mesmo, de um potinho guardado no fundo de uma prateleira da cozinha, antes mesmo de ir ao médico? Quem já não rezou pedindo algum tipo de cura?

Agora, saindo daquele estado de levitação a que nos conduziu o conferencista, vamos colocar os pés no chão e caminharmos juntos pelos caminhos da ciência, para analisarmos os fatos que dão consistência à medicina popular.

Embora possamos estar diante de fatos subjetivos que animam essa medicina, ao analisá-los, nada nos impede de aplicarmos métodos objetivos, que nos permitam compreender os motivos que dão sentido à permanência de procedimentos, que num primeiro momento nos parecem incompatíveis com o pensamento médico científico..

Será o ato de somar fatos concretos passíveis de serem analisados sob a luz da ciência, com os elementos subjetivos que fazem parte da cosmovisão médica daqueles que aderem a essa medicina que vamos discutir neste Simpósio.

Primeiramente, é importante que fique bastante claro o que se entende por medicina popular, visto que as definições, muitas vezes apressadas, não retratam com precisão essa realidade com a qual as sociedades contemporâneas, convivem com certa harmonia.

Heranças de uma medicina ancestral, fazem com que os brasileiros mantenham incorporados em seu patrimônio cultural, procedimentos médicos que lembram aqueles adotados por nossos antepassados mais próximos e com os quais convivemos e aprendemos. Na sucessão das gerações tais procedimentos vão sendo repetidos ao mesmo tempo que vão se adequando às realidades histórias com as quais vão convivendo.

São essas reminiscências que vão fornecer subsídios de real valor para as ciências médicas e farmacêuticas; porém, isso será possível quando trabalhadas sistematicamente com os informantes certos, através de critérios metodológicos perfeitamente ajustados aos interesses da pesquisa.

Uma perfeita definição de medicina popular se faz necessário, para que possam ser traçados planos de trabalho. Precisamos saber com precisão de que estamos tratando.

(1) Primeiramente, deve-se entender a medicina popular como sistema médico, visto englobar um conjunto de procedimentos que vão desde os métodos próprios de diagnóstico até as diferentes formas de terapias.

(2) Não se deve, pois, confundir, medicina popular com terapia popular. As terapias populares se confundem nas sociedades modernas por existirem aquelas improvisadas e adotadas por "leigos" que, por imitação, preparam remédios ditados por curiosos que se dizem entendidos de plantas medicinais. Muitas vezes são receitas repetidas dentro da família, que vão sendo passadas de gerações a gerações e que o tempo vai se incumbindo de deformá-las. Devemos lembrar que as realidades com as quais nossos antepassados conviviam não são as mesmas com as quais nós, hoje , convivemos. São receitas indicadas para patologias mal definidas, como dor de barriga, dor na boca do estômago, dor nas urinas, etc

(3) A medicina popular na realidade compreende um corpo de conhecimentos e de práticas médicas que se desenvolve através de uma dinâmica própria, com base no conhecimento empírico, segundo os diferentes contextos sócio-culturais onde ela possa estar inserida.

(4) As diferenças desses contextos culturais podem estar em peculiaridades que vão sobrevivendo às gerações e que são próprias de grupos de indivíduos que se articulam em campos semânticos próprios dentro de um mesmo grupo social, em permanente contato com outros grupos, tanto nas sociedades urbanas como rurais. Exemplos são os curadores vinculados a diferentes credos religiosos promovendo curas, coabitando o mesmo espaço nas sociedades contemporâneas, ao lado, também, do sistema médico oficial com programas de saúde ao alcance de todos.

(5) Observa-se que a medicina popular no Brasil, de uma forma ou de outra, está sempre vinculada a diferentes sistemas religiosos. Temos, o catolicismo, o pentecostalismo, o espiritismo e os sistemas religiosos afro-brasileiros, principalmente, propondo curas.

(6) A urbanização da medicina rural tem trazido problemas decorrentes da desinformação, principalmente nos grandes centros industrializados, onde há grande especulação no comércio de plantas medicinais, podendo, assim ser comercializado um material sem controle, tanto na qualidade como na validade. Dúvidas quanto a procedência e a legitimação da espécie vendida, são constantes, ou seja, se ela é realmente a planta que o comprador procura, e se ela procede de fontes confiáveis. Os nomes vulgares confundem tanto os consumidores como os vendedores, pois os nomes variam de uma região para outra, mesmo se tratando de uma mesma espécie botânica. Devem ser considerados, ainda, os modismos que se infiltram nas sociedades através da mídia, levando aos adeptos da medicina natural, muitas vezes mal compreendida, receitas mágicas. São preparados à base de plantas que servem para emagrecer, para rejuvenecer ou para o controle de doenças como diabetes, hipertensão arterial, impotência sexual, depressão, etc

(7) Assim, nesses ambientes tão cheios de controvérsias, torna-se difícil estabelecer planos de pesquisa que envolvam as plantas usadas na medicina popular. Porém, é em meio a essa aparente confusão que se deve saber separar aqueles que realmente detêm os conhecimentos das práticas médicas ditas populares. Tais conhecimentos são aqueles passados de geração a geração e que poderão se transformar nos elementos básicos para o desenvolvimento dos estudos das plantas medicinais. Os detentores desses conhecimentos são os curandeiros, raizeiros, benzedores, etc. que, em permanente contato com as plantas medicinais , sabem reconhecê-las, manipulá-las e indicar as doses terapêuticas corretas para as doenças por eles determinadas, através de técnicas próprias de diagnóstico

(8) Através da medicina popular será possível resgatar as experiências humanas com as plantas medicinais que poderão estar direcionadas às investigações científicas dos princípios ativos de interesse para as Ciências Farmacêuticas. Os procedimentos metodológicos a serem aplicados visam uma melhor compreensão quanto aos papéis que as plantas desempenham na medicina popular. 


Os estudos dessa medicina devem estar voltados, também, às peculiaridades quanto aos papéis das plantas nos processos de cura, próprios dos grupos sociais que se articulam dentro do mesmo espaço, tanto nas sociedade rurais como urbanas contemporâneas. Excluem-se daí as práticas médicas próprias de grupos étnicos isolados ou em relações interétnicas, trabalho que cabe a estudiosos, cujos interesses estão voltados exclusivamente, a esses grupos de indivíduos

(9) Por meio, também, dos sistemas taxonômicos elaborados pelos grupos, que classificam as plantas segundo suas propriedades terapêuticas, será possível traçar sua relação com a organização simbólica dos rituais de cura, uma vez que eles se vinculam a credos religiosos, o elemento primordial que garantirá a eficácia das terapias adotadas, visto serem os curadores dotados de poderes de cura, segundo são suas crenças religiosas, contando, principalmente, com o poder da fé

(10) Em razão do vínculo da medicina popular com os diferentes credos religiosos, as plantas nestes contextos desempenham basicamente dois papéis, que embora possam ser analisados separadamente, eles são interdependentes: papel sacral e papel terapêutico. O primeiro, tendo seu papel na organização simbólica do ritual de cura e o segundo, cumprindo seu papel terapêutico conforme são os princípios ativos e as atividades biológicas próprias de cada planta. Devemos lembrar, que, devido às idéias religiosas que envolvem a medicina popular, ela em seu todo, se prende a um universo sacralizado, controlador das forças sobrenaturais. Assim, a etiologia se baseia, principalmente, em princípios de ordem sobrenatural, podendo ser a causadora das doenças a negligência religiosa, a crença nas forças sobrenaturais causando doenças, os feitiços, as pragas, os trabalhos "negativos" provocados por terceiros, a mediunidade não desenvolvida e, ainda, as doenças kármicas. Os simbolismos que envolvem as plantas medicinais empregadas em rituais de cura poderão, também, serem melhor explicados quando analisados sob a ótica da Psicanálise, visto que a eficácia das terapêuticas aplicadas vai depender da convicção religiosa de cada indivíduo, que admite serem os curadores dotados de poderes sobrenaturais capazes de impregnar as plantas de força mágica ou o axé que garantirá a eficácia do medicamento. A cosmovisão médica do homem em seu meio sócio-cultural é a chave para se compreender e interpretar os quadros nosológicos que envolvem corpo e mente e as terapias adotadas e que, geralmente fogem ao entendimento médico científico. Exemplos estão nas denominações das doenças, tais como doença de macaco, mal-de-sete-dias, espinhela caída, mal-de-bofe, mau-olhado. Através de uma correlação nosológica a partir do histórico apresentado pelo paciente, será possível estabelecer comparações que permitam ao médico dar sua interpretação e diagnóstico. Exemplo de síndrome policarencial, característico da doença de macaco, apresentando um estado de depauperamento, geralmente ocorrendo em crianças bem novas.

(11) A terapêutica na medicina popular é, geralmente, sintomática. A partir das queixas o curador vai indicar os remédios certos. As plantas não estão só nas preparações de garrafadas, em bebidas rituais, em chás, mas também em banhos e defumações através das plantas cremadas em cigarros, charutos, cachimbos e incensórios. Assim, a medicina popular através de seus legítimos donos do saber médico, poderá emprestar ao saber científico os reais valores de muitas plantas que ainda estão a espera de pesquisas, hoje de grande interesse para a as Ciências Farmacêuticas.Sabemos da importância da Fitoterapia nos programas de saúde, quando dirigidos, principalmente, aos países do terceiro mundo, visando o barateamento dos medicamentos.Existem muitas discussões neste sentido.

(12) Porém, os estudos das plantas medicinais direcionados à Fitoterapia, vem, ainda, a exigir muita reflexão, visto que muitos são os senões relativos aos produtos fitoterápicos, sua industrialização, divulgação e distribuição.

A própria mídia se incumbe de divulgar esses produtos, quando industrializados, apresentando, inclusive, as indicações terapêuticas e maneiras de usá-los, poupando ao interessado, a ida ao médico, facilitando a auto-medicação.

Outro fator importante é o controle de qualidade e a divulgação dos efeitos colaterais, interações medicamentosas e reações adversas, que podem advir com o consumo de tais produtos, que dificilmente o consumidor conhece e, possivelmente, nem mesmo quem os produz, devido à falta de procedimentos relacionados á experimentação clínica. Neste sentido, sabemos que as pesquisas de plantas medicinais até chegar á liberação para consumo, requer muitos anos e grandes somas.

De outro lado, devemos refletir sobre o produto fitoterápico em si. Se perguntarmos sobre a origem do produto, vamos deparar com situações embaraçosas, pois, muitas vezes são oriundos de laboratórios pouco idôneos. A vigilância sanitária volta e meia se depara com situações que exigem o rigor de tirar do mercado todos aqueles de qualidade duvidosa.

Primeiramente, reflitamos sobre uma realidade que nos conduz ao papel da ciência de teorizar suas conquistas. No campo da quimiotaxonomia o cientista determina as estruturas químicas de princípios ativos das plantas de interesse medicinal, cujas atividades biológicas já foram investigadas.

Os resultados conduzem à síntese, permitindo que a industria farmacêutica elabore medicamentos, não necessitando mais da planta que deu origem àquela estrutura química. Mas, em se tratando de medicamentos fitoterápicos, cuja matéria prima são as plantas na sua totalidade, essa verdade absoluta conquistada em laboratório, torna-se relativa, visto que a matéria prima do medicamento tem procedências variadas. As diferentes partidas de medicamentos produzidos com uma mesma espécie botânica, nunca serão iguais, visto que fatores de ordem ecológica interferem na produção de princípios ativos.

Ao lidarmos com vegetais precisamos nos ater aos processos dinâmicos de desenvolvimento que os envolvem. Eles nascem, crescem e morrem, pois estão continuamente se modificando durante o ciclo da vida. Assim, os vegetais nunca serão iguais, pois é a dinâmica do processo de desenvolvimento que as faz diferentes, mesmo em se tratando da mesma espécie botânica...