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quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Anunciação: O Arcanjo Gabriel e Nossa Senhora



Texto do Beato Tiago de Varazze*

A Anunciação, também conhecida como Anunciação da Virgem Maria, é a celebração cristã do anúncio feito pelo Arcanjo Gabriel para a Virgem Maria, de que ela seria a mãe de Jesus Cristo. Mesmo virgem, Maria concebeu uma criança, o Cristo.

Através do anjo, São Gabriel, foi anunciada a Encarnação do Verbo à Virgem Maria. Esse importante momento da História da Redenção é apresentado pelas belas e profundas palavras da piedade medieval, eternizadas na Legenda Áurea (ou Legenda Dourada).

Essa importante obra, composta na Idade Média pelo bem-aventurado Tiago de Varazze (arcebispo de Gênova, oriundo da ordem dominicana, 1226-1298), expressa muito bem a inteligência privilegiada e os dotes literários e devocionais do autor; foi ela responsável pela alimentação espiritual de numerosas almas no decorrer de vários séculos.

Anunciação

A Anunciação do Senhor é assim chamada porque no dia agora comemorado um anjo anunciou a vinda do Filho de Deus na carne. Por três razões convinha que a encarnação do Filho de Deus fosse precedida por um anúncio, que foi feito pelo anjo:

1) Para que a ordem da reparação correspondesse à ordem da prevaricação. Assim como o diabo tentou a mulher para levá-la à dúvida, da dúvida ao consentimento, e do consentimento à queda, o anjo anunciou à Virgem para estimular sua fé e levá-la da fé ao consentimento e do consentimento à concepção do Filho de Deus.

2) Por causa do ministério do anjo, porque sendo o anjo ministro e escravo do Altíssimo, e tendo a bem-aventurada Virgem sido escolhida para mãe de Deus, era sumamente conveniente que o ministro servisse à senhora e era justo que a Anunciação fosse feita à bem-aventurada Virgem pelo ministério de um anjo.

3) Para reparar a queda do anjo. Se a Encarnação não teve como único objetivo reparar a queda do homem, mas também reparar a ruína do anjo, os anjos não deveriam ser dela excluídos. Como a mulher não está excluída do conhecimento do mistério da Encarnação e da Ressurreição, o mesmo deveria ser do conhecimento do mensageiro angélico. Por isso Deus anunciou ambos os mistérios à mulher por intermédio de um anjo: a Encarnação à Virgem Maria, e a Ressurreição a Maria Madalena.

A bem-aventurada Virgem ficou dos três aos quatorze anos de idade no Templo, junto com outras virgens, e fez voto de castidade até que Deus dispusesse de outro modo. Conforme está detalhadamente relatado na história da natividade da bem-aventurada Maria, José tomou-a como esposa após ter recebido uma revelação divina e após seu ramo ter florescido. A fim de tomar providências para seu casamento, José foi a Belém, onde nascera, enquanto Maria retornava para a casa de seus pais, em Nazaré, nome que significa "flor". Comenta São Bernardo: "a flor quis nascer de uma flor, em uma flor, e na estação das flores".

Foi lá, portanto, que o anjo apareceu a ela e a saudou dizendo: "Salve, cheia de graça, o Senhor está contigo, bendita entre as mulheres". São Bernardo explica: "o exemplo de São Gabriel e o movimento de São João - Batista - convidam-nos a saudar Maria, para nosso benefício".

Mas convém agora buscar os motivos pelos quais o Senhor desejou que sua mãe se casasse. São Bernardo dá três razões: "foi preciso que Maria se casasse com José porque assim o mistério ficava oculto aos demônios, porque o esposo comprovava a virgindade dela,e porque o pudor e a reputação da Virgem ficavam resguardados". A isso podemos acrescentar outras razões:

4) Para fazer com que fosse apagada a desonra nas mulheres de qualquer condição, solteiras, casadas e viúvas, tríplice condição pela qual a própria Virgem passou.

5) Para que pudesse receber serviços de seu esposo.

6) Para ser uma prova da importância do casamento.

7) Para estabelecer para o filho a genealogia do marido.

Por isso o anjo disse: "Salve, cheia de graça". São Bernardo, explicando tais palavras, diz que "a graça da divindade está em seu seio, a graça da caridade em seu coração, a graça da afabilidade em sua boca, a graça da misericórdia e da generosidade em suas mãos". E acrescenta que "Ela é verdadeiramente cheia de graça, pois de sua plenitude todos os cativos recebem redenção; os doentes, cura; os tristes, consolação; os pecadores, perdão; os justos, graça; os anjos, alegria; enfim, toda a Trindade, glória; o Filho do homem, a natureza humana". "O Senhor está contigo" - explica São Bernardo - significa que "contigo está o Senhor enquanto Pai, que gerou Aquele que concebeste, enquanto Espírito Santo, do qual concebeu, enquanto Filho, que se revestiu de tua carne". Bendita entre as mulheres significa que: "acima de todas as mulheres, porque sereis mãe e virgem, e mãe de Deus".

As mulheres estavam sujeitas a uma tríplice maldição: a da desonra, a da maldição, e a do suplício. A da desonra atingia as que não concebiam, e assim Raquel dizia: "O Senhor me tirou do opróbrio em que estive"; a do pecado recaía nas que concebiam, daí o salmo dizer que "fui concebido em iniqüidade"; a do suplício afligia as parturientes, conforme está no Gênesis: "terás filhos com dor". Somente a Virgem Maria é bendita entre todas as mulheres, pois sua virgindade está unida à fecundidade, sua fecundidade à santidade na concepção e sua santidade à alegria no parto. Ela é cheia de graça, pelo que diz São Bernardo, por quatro razões que fulguravam em seu espírito a devoção da humildade, o respeito ao pudor, a grandeza da fé e o martírio do seu coração.

O anjo acrescentou: "o Senhor está contigo" por quatro razões, que do Céu resplandeceram em sua pessoa, ainda conforme São Bernardo: a santificação de Maria, a saudação angélica, a vinda do Espírito Santo, a Encarnação do Filho de Deus. Disse também: "Bendita entre as mulheres" por quatro outros privilégios que, segundo São Bernardo, resplandeceram em sua carne: rainha das virgens (virgindade absoluta), fecundidade sem corrupção, gravidez sem incômodos, e parto sem dor.

"Ao ouvir tais palavras do anjo, ficou perturbada e refletiu sobre o significado daquela saudação". Ao ouvir o elogio, a Virgem ponderou sobre ele; afetada na sua modéstia, ficou calada; tocada no seu pudor, pensou com prudência o que significava aquela saudação. Ela ficou perturbada pelas palavras do anjo, não pela sua aparição, porque a bem-aventurada Virgem vira anjos com freqüência, porém nunca os tinha ouvido falar daquele jeito. Pedro de Ravena comentou: "a anjo era de aparência doce mas de palavras impressionantes, daí ela o ter visto com júbilo e ouvido com apreensão". Segundo São Bernardo, "a perturbação que ela sentiu foi resultado de seu pudor virginal, e se ela não ficou mais perturbada isso deveu-se à força de alma, que a levou a calar e refletir, dando prova de prudência e discrição".

E então o anjo tranqüilizou-a, dizendo: "não temas, Maria, tu encontraste a graça junto ao Senhor". São Bernardo comenta: "encontrou graça de Deus, a paz dos homens, a destruição da morte, a reparação da vida". "Eis que tu conceberás e darás à luz um menino a quem chamarás Jesus isto é, Salvador, pois Ele salvará o povo de seus pecados. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo". Diz São Bernardo que "isso significa que aquele que é grande como Deus será também grande homem grande doutor, grande profeta". Então Maria perguntou ao anjo: "Como será isso possível, se não conheço homem?", isto é, se não me proponho a conhecer? Ela foi virgem de espírito, de carne e de intenção.


No entanto Maria interroga; ora, quem interroga tem dúvida. Por que então ela não foi, como Zacarias, castigada pela mudez? A esse respeito Pedro de Ravena dá quatro razões:

Quem conhece os pecadores considera não apenas as palavras, mas o fundo de seus corações, julga não o que disseram, mas o que sentiam. A causa que os levou a interrogar foi diferente, e o que esperavam não eram a mesma coisa. Maria acreditou no que ia contra natureza, Zacarias duvidou pela natureza. Ela quis saber como as coisas aconteceriam, ele negou serem possíveis as coisas que Deus queria fazer. Ele, apesar de existirem exemplos anteriores, não teve fé; ela, sem tais exemplos, a teve. Ela ficou admirada de uma virgem dar à luz, ele contestou a concepção. Portanto ela não duvida do fato, mas apenas indaga sobre seu modo e suas circunstâncias, porque como há três modos de concepção - o natural, o espiritual e o maravilhoso - ela se pergunta sob qual deles conceberia.

E o anjo respondeu: "o Espírito Santo virá sobre ti, e Ele mesmo te fará conceber".

Diz-se que Cristo foi concebido do Espírito Santo por quatro razões:

1) Mostrar que é pela inefável caridade divina que o Verbo de Deus se fez carne, conforme diz João: "Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho único". Esta explicação nos é dada pelo Mestre das Sentenças.

2) Mostrar que foi uma graça concedida sem que para isso houvesse algum merecimento por parte dos homens. Essa razão é dada por Santo Agostinho.

3) Mostrar que foi por poder e obra do Espírito Santo que Ele foi concebido. Essa explicação é da autoria de Ambrósio.

4) Hugo de São Victor diz que o motivo da concepção natural é o amor do marido pela esposa, e da esposa pelo marido: "ocorreu o mesmo com a Virgem, pois o amor que ela tinha ao Espírito Santo ardia singularmente em seu coração, enquanto o amor do Espírito Santo a ela operava maravilhas em seu corpo".

"E a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra". Segundo a Glosa, isso quer dizer que a sombra é naturalmente formada por um corpo colocado no caminho da luz, e como a Virgem, por sua natureza humana, não podia receber a plenitude da divindade, "a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra" significa que nela a luz incorpórea da divindade assumiu a humanidade do corpo a fim de que Deus pudesse sofrer. São Bernardo parece aceitar esta explicação quando diz: "Como Deus é espírito e como na verdade somos o corpo de sua sombra, Ele veio entre nós para que por meio da carne vivificada víssemos o Verbo na carne, o sol na nuvem, a luz na lâmpada, a vela no castiçal". São Bernardo, ainda comentando a mesma passagem, afirma:

É como se o anjo dissesse que o modo pelo qual tu conceberás Cristo do Espírito Santo será ocultado pela sombra do poder de Deus em seu asilo mais secreto, para que seja conhecido apenas por Ele e por ti. É como se o anjo dissesse: "Por que me perguntas o que saberás por experiência própria? Tu saberás, saberás, felizmente saberás, mas por intermédio daquele que ao mesmo tempo será teu professor e teu autor. Fui enviado para anunciar a concepção virginal, não para criá-la". Aquela frase pode ainda indicar que ele a cobrirá com sua sombra, isto é, extinguirá o ardor do vício.

"Eis que tua prima Isabel concebeu um filho na velhice". O anjo disse isso para contar que ocorrera uma grande novidade na vizinhança. Segundo São Bernardo, a concepção de Isabel foi anunciada a Maria por quatro motivos. O primeiro, aumentar sua alegria; o segundo, aperfeiçoar seu conhecimento; o terceiro; melhorar sua doutrina; o quarto, possibilitar sua misericórdia.

Sobre tudo isso, São Jerônimo disse:

A gravidez da prima estéril foi anunciada a Maria para que um milagre somado a outro milagre juntasse alegria a uma outra alegria. Ou então, porque era conveniente que a Virgem soubesse pela boca de um anjo, e não pela de um homem, a novidade que devia estar sendo divulgada por toda parte, a fim de que a mãe de Deus não ficasse afastada das coisas de seu filho, não permanecesse na ignorância de acontecimentos tão próximos. Ou ainda, porque sabendo da vinda tanto do Salvador quanto do Precursor, sabendo do momento e do encadeamento dos fatos, poderia posteriormente revelar a verdade a escritores e pregadores do evangelho. Ou, por fim, para que conhecendo a gravidez de sua prima já idosa, a jovem a pudesse ajudar, e permitir ao pequeno profeta João prestar homenagem ao Senhor, ocorrendo, diante de um milagre, um milagre ainda mais admirável.

Mais adiante São Bernardo acrescentou: "Ó Virgem, respondei logo. Ó minha senhora, dizei uma palavra e recebei a Palavra, proferi uma palavra e recebei a palavra divina, dizei uma palavra transitória e recebei a eterna. Levantai-vos, correi, abri. Levantai-vos para demonstrar vossa fé, correi para mostrar vossa devoção, abri para exibir uma marca de vosso consentimento".

Então Maria, estendendo as mãos e erguendo os olhos para o Céu, disse: "Eis aqui a escrava do Senhor, que se faça comigo segundo tua palavra". São Bernardo explica: "Conta-se que uns receberam o Verbo de Deus no ouvido, outros na boca, outros na mão. Quanto a Maria, recebeu-a no ouvido pela saudação angélica, no coração pela fé, na boca pela confissão, na mão pelo tato, no ventre pela Encarnação, no seio pelo sustento, nos braços pela oferenda". "Que se faça comigo segundo tua palavra". São Bernardo continua: "Que ele seja feito em mim não como palavra vazia e declamatória, nem como alegoria, nem como sonho imaginário, mas como inspiração silenciosa, personalidade encarnada que habita corporalmente em minhas entranhas". Imediatamente o Filho de Deus foi concebido no seu ventre como Deus perfeito, homem perfeito e, desde o primeiro dia de sua concepção, tinha a mesma sabedoria e o mesmo poder de quando alcançou a idade de trinta anos.

"Então Maria partiu, foi para a casa de Isabel nas montanhas, e ao ouvir sua saudação João [Batista] estremeceu no ventre da mãe". Diz a Glosa que como ele não podia fazê-lo com a língua, demonstrou por movimento sua alegria e começou assim sua função de Precursor. Ela ajudou sua prima durante três meses, até o nascimento de São João [Batista], que ela ergueu com suas mãos, como se lê no Livro dos Justos. Ao longo tempos Deus sempre realiza nesse dia grande número de maravilhas, contadas por um poeta nos belos versos:

Salve, dia festivo, remédio de nossos males,
No qual o anjo foi enviado, Cristo crucificado,
Adão criado e caído no pecado,
Abel ofertou dízimo generoso, e foi morto pelo irmão invejoso,
Melquisedeque ofereceu sacrifício, Isaac subiu ao altar,
O bem-aventurado Batista foi decapitado,
Pedro chorou, e Tiago sob Herodes pereceu.
Muitos santos ressuscitaram com Cristo,
O bom ladrão foi por Cristo perdoado.

Amém.

O lírio com as palavras "Ave Maria"

Um nobre e rico soldado, tendo renunciado à vida no mundo secular ingressou na Ordem Cisterciense, mas como não era letrado os monges não ousaram colocar tão nobre personagem entre os irmãos leigos, e então deram-lhe um mestre, esperando que aprendesse algo para poder assim continuar entre eles. No entanto, o mestre não foi capaz de lhe ensinar nada além de duas palavras, Ave Maria, as quais ele memorizou com tal amor que as repetia a todo instante, onde quer que estivesse, seja o que for que estivesse fazendo. Depois de morrer foi sepultado, e em seu túmulo nasceu um magnífico lírio, em cujas folhas estavam escritas em letras douradas as palavras Ave Maria. Todos correram a contemplar tão grande espetáculo, e tirando a terra do túmulo viram que a raiz do lírio partia da boca do morto. Entenderam então que com tal prodígio Deus quis honrar quem tinha tanta devoção ao pronunciar aquelas duas palavras.

Efeito protetor da saudação a Maria

Um cavaleiro, cujo castelo ficava junto a uma estrada, espoliava sem piedade os transeuntes, mas cotidianamente saudava a Virgem Mãe de Deus, e nunca se passava um dia sem que ele realizasse a saudação. Certo dia um santo religioso passou por ali e o cavaleiro mandou que o espoliassem, mas o santo homem rogou aos assaltantes que o conduzissem até seu senhor porque tinha certos segredos a lhe comunicar. Levado diante do guerreiro, pediu-lhe que reunisse todas as pessoas da sua família e de seu castelo para lhes pregar a palavra de Deus.

Quando todos estavam reunidos, o religioso disse: "Não estão todos aqui: ainda falta alguém". Como lhe assegurassem de que todos já estavam ali, ele insistiu: "Olhem bem, e verão que falta alguém". Então um deles percebeu que o camareiro não viera. O religioso disse: "Sim, é ele quem está faltando". Logo mandaram buscá-lo, mas ao ver o homem de Deus ele virava os olhos de forma horrível, agitava a cabeça como louco e não ousava aproximar-se. O santo homem falou: "Eu te conjuro, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, a nos dizer quem és e a revelar diante de todos o motivo de ter vindo aqui". E o camareiro respondeu:

Ai de mim! É por ter sido conjurado e forçado que revelo que não sou um homem, mas um demônio que tomou o aspecto humano, permanecendo assim catorze anos sob este senhor. Nosso príncipe mandou­me aqui para observar com atenção o dia em que ele não viesse a recitar a saudação à sua Maria, a fim de então me apoderar dele e estrangulá-lo sem demora, pois morrendo sob o efeito de suas ações más ele seria nosso. Mas como todos os dias ele dizia a saudação, não pude exercer poder sobre ele. Dia após dia eu o vigio com cuidado, e ele não passou sequer um dia sem saudá-la.

Ouvindo isso, o cavaleiro foi tomado de grande pavor, jogou-se aos pés do homem de Deus, pediu perdão, e a partir desse dia mudou seu modo de viver. O santo homem disse ao demônio: "Eu te ordeno, demônio, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, sai daqui e nunca mais vá a um lugar onde alguém invoque a gloriosa mãe de Deus". Imediatamente o demônio desapareceu, e com respeito e gratidão o cavaleiro deixou o santo homem partir.

* Tiago de Varazze foi um religioso italiano, nasceu na atual Varazze (então chamada Viraggio e, em latim, Voragine), perto de Génova, em 1230 e fez sua passagem em 12 de julho de 1298. Ingressou nos Dominicanos, em 1244, foi ordenado arcebispo, em 1292, ficando famoso pela sua piedade, pela sua dedicação ao estudo e por ter sido um grande orador, professor e hagiologista.


AVE MARIA MATER DEI, ORA PRO NOBIS ~ ODOYÁ!

terça-feira, 28 de junho de 2011

A felicidade não tem segredo



Por mais que nos deixemos levar pela maré da sociedade, somos seres pertencentes à natureza, o devir que é nossa realidade. Ser feliz é inerente ao ser humano, todos chegamos ao mundo igual. O passar dos anos é que nos muda, afasta da igualdade, da unicidade que temos em espírito, com o Planeta e com o divino. Cuidar da saúde é cuidar do altar, do veículo do qual dispõe nossa alma neste mundo. Amar a família é fundamental, a família precisa ser unida, para isso é só usar a cabeça e não se deixar enganar ou seviciar pelo establishment.

Ao passo que nascemos igual, inocentes, sem religião ou idioma definido, chegamos nus a este mundo, vamos nos ‘desenvolvendo’ e esta evolução na matéria causa grande sofrimento ao espírito. Ter boa vontade, esquecer amarguras, amar ao próximo como a si próprio, são passos importantes para que a centelha divina, da essência da natureza humana, jamais seja extinta de nosso interior, da ligação entre corpo e alma.

Levando uma vida digna e boa, praticando boas ações sem alarde ou cobrança, mantendo a serenidade da mente, temos uma fórmula simples para um dia merecermos também uma boa morte, um lugar na morada de Deus. Na parte material, indispensável para vida em sociedade, jamais pare exercer uma atividade produtiva para o conjunto, o corpo da humanidade. Produzindo, fazendo um trabalho físico ou intelectual, exercendo uma profissão ou criando em momentos de ócio. Mesmo que o retorno material pareça pouco, se a obra é em nome do conjunto o espírito também se beneficia. Através da não resistência, porém mantendo o movimento, a tão sonhada e merecida remuneração virá, de uma forma ou de outra, tenha certeza disso.

Não fique se remoendo por erros que possa ter cometido no passado, crie consciência e busque sempre fazer a coisa certa. Quando erramos a natureza se encarrega de nos fazer pagar pelos erros cometidos, a Lei do Carma é imutável, acredite. Esqueça o passado, a natureza já se encarregou dele, se preocupe em viver sua vida. Uma dica boa é evitar perder muito tempo em festas, noitadas ou diversões efêmeras, sejam elas quais forem. Celebrar, até com pequenos excessos, pode ser permitido, desde que não haja abuso. Tudo que é em excesso faz mal não só ao corpo, como também traz angústia ao espírito.

Se os seus horários de atividade remunerada forem diurnos, acorde cedo, renda graças a Deus por mais um dia e viva-o como se fosse único, pois é! Todo dia é único, o ser humano de hoje é diferente daquele que viveu ontem. Perceba que cada coisa jamais é a mesma, dia após dia perde e conquista algo mesmo que não guerdemos memória disso. Se você trabalha de noite, aproveite a noite da mesma forma que aproveitaria o dia.

Deixar-se abater por críticas pode ser uma fraqueza fatal, ainda mais quando a crítica vem de alguém que amamos. A crítica em demasia acaba isolando quem tem por hábito proferi-la. A crítica fere e magoa seu objeto. Uma forma eficaz para se defender da crítica vil, aquela que machuca, pois é maquiavelicamente dirigida a algum ponto considerado fraco, é simplesmente atitude mental positiva. A verdade liberta, e ela diz que vale o que você pensa de você mesm@ - ‘O que eu penso de mim, é problema meu’ - o que os outros pensam de você é problema deles e não seu. Não se preocupe, se ocupe.

Lamento quando alguém se torne frustrado por não ter se transformado em um empresário de sucesso, quando ao bem da realidade, estabelecida pela sociedade, a maioria dos ditos ‘homens e mulheres de sucesso’ tiveram muito de mão beijada, inclusive posições sociais. Quando não de berço, a riqueza material é transmitida por afinidade, pessoas bem vistas por outros em melhor colocação social, acabam se beneficiando, sendo beneficiadas.

Se você é duro, pobre, depende de ajuda financeira de amigos e parentes, bolsa família, programas sociais, bicos; todos honestos e dignos, apesar de modestos e algumas vezes constrangedores, pergunto: Existe algum problema aí!? Nenhum, entenda que és abençoado por Deus, todos somos.

O dinheiro pode trazer alegrias, talvez, quem sabe aos que sabem usar sem ganância, com desprendimento material. Por outro lado pode ser um grande tormento na vida e nas famílias daqueles que pensam ser a riqueza a coisa mais importante do mundo, um fator que faz de uma pessoa melhor que outra, isso em realidade não existe, é craca derivada do preconceito.

Lembrem-se da Lei do Carma. Os que usurpam da riqueza comum estão indo de encontro ao equilíbrio natural, quando se chocam podem trazer conseqüências imprevisíveis, geralmente graves, gatilho de grandes estragos. Os que praticam o Dharma, por sua vez, vão ao encontro da natureza e através dela vão chegar até Deus. Vale a pena ser do bem, pode acreditar.

Todo mundo passa por uma série de acidentes na vida, doenças, machucados, feridas, maus momentos... Estes acontecimentos negativos marcam profundamente a alma de pessoas amarguradas e que tem dificuldade em aceitar as coisas como elas são, de maneira natural, livre de tabus ou preconceitos. Quem exerce a grata aceitação encara estas más fases como testes, provas que passamos na vida para poder evoluir; também sente dor, sofre... entretanto deixa fluir e rapidamente volta ao ponto de equilíbrio. Dor e sofrimento são coisas que dão e passam, nada dura pra sempre.

Se existem pessoas com sucesso comercial, existem também aquelas com sucesso espiritual, pessoas espirituosas, felizes por natureza. Existem coisas que dinheiro e posição social não compram e podemos conquistar muitas delas. A simples contemplação da natureza, uma caminhada ao ar-livre, respirar, beber um copo d’água, amor à vida, é tudo alegria verdadeira. Alegria para o corpo e para alma.

Se você ainda está preso a dogmas de fé milenares, pense que tudo evoluiu com o passar dos séculos. Deus é o mesmo mas a visão que temos dele hoje é muito mais ampla e ensina muito mais que aquela de milênios atrás. O segredo está na pureza dos pensamentos, é aí que entramos em sintonia com o Espírito Santo. Se você cria resistência, vê problema em tudo, acha que sabe mais que os outros mas não ensina a eles o que sabe por mesquinharia, se você compete com os outros como se a vida fosse um jogo e seres humanos peças de tabuleiro, então nem perca mais do seu ‘precioso tempo’ lendo meus blogs.

A generosidade é tudo! Na Era em que vivemos, da Informação, temos a obrigação de compartilhar o que sabemos. Se ninguém sabe tudo, todos juntos sabem. Se é relevante para você um blog sobre efemeridades, saiba que para seu espírito é importante você também se alimentar de filosofia, ética, pensamentos elevados que transcendem este mundo esta realidade perceptível que apesar de supervalorizada, faz parte de um pequeno espectro da realidade Universal.


Sei que é duro, para maioria, ver alguns se beneficiando de trânsitos aparentemente fáceis, entretanto temporários, no contexto social. Riquezas crescendo infinitamente nas mãos de poucos milhares de pessoas ao redor do Planeta, enquanto muitos morrem de fome, sede, ou se perdem no caminho das trevas, pode trazer revolta, indignação, ódio, sentimento de vingança. Cuidado! Não se deixe levar pelas trevas, sentimentos negativos são nocivos à humanidade, fazem as trevas se aproximarem.

Pare de pensar de formas deturpadas, tipo: 'Se eu tivesse capital pra investir...', 'Se eu tivesse a sorte dos playboyzinhos...', 'Quem me dera ter uns 50 mil pra começar a vida...', 'Se eu tivesse casa própria...' As coisas são o que são, como são e como devem ser... Ei! Acorda, viver de 'se' não existe, o 'se' não 'é'! Coloca uma letra 'r' depois deste 'se' e seja. Ser é poder! Coloque sua vida e também sua morte nas mãos de Deus e seja o que Ele quiser, siga em frente! Eleve seu pensamento às alturas pra que Ele te ajude a retirar a venda negra da ignorância dos seus olhos para que depois você O ajude a fazer o mesmo com mais e mais pessoas. Pare de ver dificuldade em tudo! Acorde! O sapato que serve em um sempre vai apertar em outro e você não tem nada a ver com isso. Chega de se lamentar, de invejar, de pensar negativo. Pense positivamente, tenha atitude mental límpida, veja de forma clara as coisas que tudo vai aparecer de forma cristalina em sua vida.

Se você quer mesmo um mundo melhor, este mundo melhor não é só para você, é para todos, e o mais legal de tudo é que todos somos um. Se a Terra é um grão de areia no espaço, não existe distância entre nós, segundo a física quântica somos junto com a Terra, seus reinos e toda vida que ela transporta pelo espaço, um único ser. Todos e tudo está mesmo interligado.

Ao preocupar-se com o futuro, pare pense e se ocupe com o futuro, porque o futuro nada mais é que a criança. Nossos filhos, sobrinhos, afilhados, os bebês, as criancinhas, eles são o futuro. Encaminhe, sirva de exemplo, de farol, guie os que ainda não foram contaminados pelas pragas sociais pela senda do bem, pelo caminho da luz, compartilhe conhecimento, seja amigável, elimine a parte ruim e transmita a vibração positiva.

Existem pais que tiram da própria boca para dar aos filhos, e no reino animal do qual fazemos parte, esta é a natureza. Só predadores primitivos não alimentam suas crias antes deles próprios. Ensinar a viver no mundo material é importante pois para que as novas gerações possam mudar o mundo precisam estar unidas, fazer a maioria indissolúvel que faz valer sua voz. Se o poder mental desencadeia o processo, é o amor que traz energia e vontade pra seguir em frente. Ame para receber amor, não critique, não magoe, não fira, sob pena de receber de volta o que semeou.

Semeamos o bem, colhemos um bem melhor ainda, semeamos o mal e da mesma forma teremos uma safra. Lembre-se sempre, amigo de verdade não cobra amigo porque o amigo vai saber o que deve ou não. Amigo não manda em amigo, jamais usa de autoritarismo e sim mostra o caminho, mostra o exemplo. Amigo jamais critica, porque a crítica fere, ofende. Quem ama dá sem nada cobrar em troca, como o amor que Deus tem por nós. Vale o exemplo! Olha que exemplo lindo o Criador nos deu, um Planeta maravilhoso para vivermos, e o que estamos fazendo dele? Dilapidado-o? Alguém acha que isso é bom?

Se um dia você precisar procure amigos de verdade, familiares ou não. Saiba distinguir quem compete com você de quem soma com você e juntos somem com outros e assim por diante... Aqui você tem gente que te ama, vamos juntos construir hoje uma amanhã melhor para todos. Deixe o egísmo de lado, esqueça o hedonismo como filosofia de vida. Todos temos direito também de aproveitar os prazeres da vida, e quantos mais tiverem prazer pela vida mais prazer você também vai sentir.

Se você souber amar as pessoas jamais será esquecido em um asilo ou será mal tratado na idade avançada ou estará só em seu leito de morte. Se amar será também amado se respeitar também será respeitado. Não seja duro com você mesmo, não seja dura com você mesma. Isole não só os que criticam, procure antes se isolar dos hipócritas, deixa pra lá que eles sempre vem junto com a maioria.

Esteja junto de sua família, dos que te querem bem de verdade sem demagogia ou só pra fazer a social. Espero que se lembrem sempre destas palavras, contamos com você! Se precisar conte com a gente também. Uma mão lava a outra e o mundo gira sem parar... Na eterna mudança a lei do mundo é que os fenômenos se repetem, é verdade, mas não se repete o mesmo fenômeno: o Sol de hoje é sempre o Sol, mas não é aquele de ontem. Os seres viventes são sempre classificáveis em espécies, mas os seres que vivem hoje não são mais aqueles do passado.

Comece a amar hoje e continue a amar amanhã, assim sempre que a tristeza lhe visitar alguém também vai te amar. A felicidade não tem fim, nós é que nos afastamos dela por, ou por medo da tristeza ou receio da decepção. Tristeza e decepção só acontece na vida de quem aceita estes sentimentos menores como realidade. A realidade é outra e nela só existe a dor física. A dor mental, psicológica, não faz parte da nossa natureza, nós a colocamos pra dentro em algum momento da vida e ficamos desesperados para nos livrar do que nada mais é que um fantasma imaginário. Se estiver destruído se reconstrua, se estiver firme continue assim, mas antes de tudo, desprograme-se! Aceite a vida como ela é porque ela está em contante mutação. Somos todos irmãos e irmãs, somos um, vagando pelo espaço em busca do que já temos dentro de nós mesmos. Não se preocupe, viva, seja feliz!

"O mesmo homem não pode atravessar o mesmo rio, porque o homem de ontem não é o mesmo homem, nem o rio de ontem é o mesmo do hoje" ~Heráclito

Ontem já era, amanhã é um novo dia, a hora é agora, a vida é agora, é hora de despertar!

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domingo, 26 de junho de 2011

Por que os livros espíritas são tão caros?


Tenho recebido emails com insistentes propagandas para vendas de seminários pagos, congressos pagos, livros espíritas caros e quejandos. Recorri ao Evangelho Segundo o Espiritismo e constatei no Capítulo XXVI - "Dar de Graça o que de graça receber", quando Kardec cita o trecho de Mateus : "E entrou Jesus no Templo de Deus e lançava fora todos os que vendiam e compravam no Templo; e pôs por terra as mesas dos banqueiros e as cadeiras dos que vendiam pombas. E lhes disse: escrito está! A minha casa será chamada de casa de ORAÇÃO, mas vós a tendes feito covil de ladrões." No item 6 do capítulo Kardec ainda comenta: "Jesus expulsou os vendilhões do Templo. Com isso, condenou o trafico das coisas santas sob qualquer forma que seja. Deus não vende nem sua benção, nem o seu perdão, nem a entrada no Reino do Céu; assim, o homem não tem o direito de se fazer pagar.

Certa vez , após fazer comentários sobre livros espíritas que são vendidos a preços altos, um confrade nos retrucou: “os livros espíritas não são caros. O povo brasileiro é que ganha pouco.”(!?) Em seguida outra ouvinte argumentou: “Os livros espíritas devem ser vendidos a preço de mercado.” Explicamos aos interlocutores que o livro espírita deveria ser vendido a preço MUITO abaixo de mercado, SIM! Até porque vendê-lo barato não significaria desvalorizar a nossa doutrina e, muitíssimo menos estaríamos propondo ostentação de uma humildade aparente.

Um livro de preço mais acessível a todos vai despertar o interesse pela leitura, sem dúvida nenhuma. Em verdade, os espíritas assalariados ou até mesmo DESEMPREGADOS não têm acessos aos bons livros de André Luiz , por exemplo. Por essa razão, os menos afortunados não adquiriram cultura de ler, pois os livros sempre lhe foram negados pelo famigerado mercado. É inaceitável a velha cantilena de que se o livro for gratuito mesmo assim o espírita pobre não se interessará em lê-lo.
Um outro argumentou: “Há muitas bibliotecas espíritas disponibilizando livros para empréstimo, a custo zero, no entanto vivem às moscas. Basta pesquisar, no Brasil inteiro.” Embora, aparentemente correta a opinião ela não se sustenta em si, até porque não há pesquisa para sua comprovação - portanto - argumento falsíssimo.

Em verdade, os livros espíritas podem ser escritos de algumas maneiras: psicografados (quando são ditados pelos espíritos através de médiuns), intuídos (quando o autor se vale da intuição), fruto de pesquisa (quando o autor recorre às fontes e tece seus comentários), etc... Cada tipo de livro e autor buscam abordar o Espiritismo por certos aspectos, seja filosófico, moral (religioso) ou científico, a fim de que todos os campos da literatura sejam preenchidos e estudados à luz da Doutrina Espirita. As Obras da Codificação (Pentateuco kardeciano) nos explicam e auxiliam a vivenciar o Espiritismo Cristão e norteiam nossos caminhos como seguidores do Cristo. A apropriação do conhecimento doutrinário deve ser obtida obrigatoriamente através dos livros publicados por Allan Kardec e das obras literárias complementares que estão disponíveis em diversos títulos que permitem ao leitor avançar no conhecimento da Terceira Revelação. São livros para estudos, dos mais simples aos mais avançados, e livros para reflexão, que nos fazem repensar nosso modo de viver e a forma de construirmos uma vida mais equilibrada.


Os romances já consagrados (sérios), são muito populares entre os leitores, e narram a vivência do Espiritismo no dia-a-dia, não só em histórias e crônicas contadas por espíritos que as vivenciaram, mas também com histórias desenvolvidas por autores sob boas inspirações. Nos livros romanceados, existem aqueles que trazem temas destinados aos jovens e abordam assuntos específicos dos conflitos da adolescência, para que os mesmos se interessem pela literatura espírita. Há os livros infantis, escritos sempre de maneira simples e divertida, contendo ilustrações atrativas, com histórias de fácil compreensão e assimilação que propõem introduzir a criança ao Espiritismo cristão.

Em verdade, a literatura espírita é riquíssima e bastante ampla. Através dela podemos encontrar as respostas a todos nossos questionamentos pessoais, além de perceber que o mundo espiritual está muito mais presente em nosso cotidiano do que imaginamos. Por tudo isso, vale aqui algumas considerações , a propósito de como o livro espírita tem chegado ao leitor e este ao livro.

O que e como fazer a respeito da comercialização dos princípios espíritas através dos livros, sem contradizer com o compromisso doutrinário que deve favorecer o diálogo com o povo, especialmente os menos favorecidos materialmente?

Não vão nossas palavras destinadas àqueles que revertem os lucros do livro espírita em prol das comprovadas obras assistenciais (creches, asilos, hospitais etc...), mas para editoras que industrializam livros espíritas a preços escorchantes, excluindo os espíritas menos aquinhoados do nosso País.

Não cremos que o materialismo esteja sendo cada dia mais desmoralizado, como sói acreditar alguns "espíritas" (ora! a ganância ao lucro é atitude materialista indiscutivelmente). A rigor, os livros espíritas, que poderiam ajudar a população a se espiritualizar, estão cada vez mais inacessíveis e estão tornando-se artigo de luxo. Não estamos exagerando , não!!Existem publicações de livros confeccionados ricamente com capas duras e douradas, desenhadas, charmosas , que custam “o olho da cara”! (como dizia minha avó paterna). Obviamente, essas relíquias são destinados aos endinheirados. Mas, e os livros – digamos - mais populares? Até mesmo esses têm preços bastante impopulares.

O Brasil está entre os sete países com maior desigualdade social do Planeta.

Na "Pátria do Evangelho" há uma multidão de brasileiros sedenta de conhecimento espírita começando a se interessar pelos livros. Parte desse contingente ou está DESEMPREGADA, ou é assalariada, trabalhadora honesta que pega no batente de sol a sol, e mal consegue recursos financeiros para transporte, aluguel, água , luz, remédios e até para comer a fim de sobreviver com dignidade. Será que nossos confrades menos favorecidos materialmente permanecerão no Espiritismo quando se sentirem aviltados nos seus bolsos em face da exploração comercial do livro?
Há pessoas que se deixam enganar com muita facilidade e acabam acreditando que “tudo tem que ser bem caro” e defendem essa idéia porque os conceitos espíritas têm muita qualidade. (pasmem!) Essa é uma opinião e como toda opinião pode ser respeitada! Porém não necessariamente aceita, por ser uma troça para confrades que sobrevivem de salários.

Sabe-se que Chico Xavier, ao doar suas produções psicográficas, durante a sua missão do livro , o fez pensando nos trabalhos em prol dos carentes e não para manter grupos de elite fechados em seus insofreáveis pendores de exploração comercial das coisas divinas.

O médium mineiro , logo quando começou a psicografar e ao saber e ver seus livros sendo vendidos , exclamou: - Que ótimo! Mas, eu ainda acho que devíamos é pagar as pessoas para lerem os livros que psicografo.

Não creio que o Chico tenha se exagerado, nessa espontânea manifestação, até porque, ciente do valor do conteúdo dos livros e como instrumento dos espíritos que publicou, ele quis mostrar que não psicografava para ganhar dinheiro e sim pelo bem que os livros fariam às pessoas de TODAS AS CLASSES SOCIAIS.

Creio que o livro espírita , se não pode ser gratuito (em face do custo de produção pelo menos que seja baratinho) isso é uma estratégia verdadeiramente cristã, principalmente em época de Internet que tem democratizado o acesso aos livros por qualquer pessoa, graças a Deus!

* Jorge Hessen, nascido no Rio de Janeiro a 18/08/1951, Servidor Publico Federal, residente em Brasília desde 1972. Formado em Estudos Sociais com ênfase em Geografia e Bacharel e Licenciado em História pela UnB. Escritor livros publicados: Luz na Mente publicada pela Edicel, Praeiro, um Peregrino nas Terras do Pantanal publicado pela Ed do Jornal Diário de Cuiabá/MT, Anuário Histórico Espírita 2002, uma coletânea de diversos autores e trabalhos históricos de todo o Brasil, coordenado pelo Centro de Documentação Histórica da União das Sociedades Espíritas de São Paulo - USE. Articulista com textos publicados na Revista Reformador da FEB, O Espírita de Brasília, O Imortal, Revista Internacional do Espiritismo, O Médium de Juiz de Fora, Brasília Espírita, Mato Grosso Espírita, Jornal União da Federação Espírita do DF. Artigos publicados na WEB da Federação Espírita Espanhola, l'Encyclopédie Spirite. Revista eletrônica O Consolador, da Espiritismogi.com.br, Panorama Espírita, Garanhuns Espírita e outros portais. http://jorgehessen.net


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Xangô ✡ São João Batista ✡ 24 de junho


Xangô é sincretizado com São Jerônimo, São Pedro e São João Batista. Seu poder se manifesta na pedreira, é o Senhor da justiça. 

Seu símbolo é o machado de duas faces, significando que o machado tanto protege seus filhos das injustiças como os punem quando as cometem, bem como, a Estrela de 6 pontas cujo símbolo é em si o poder equilibrador do Universo.

A Lenda de Xangô
Segundo a mitologia ancestral do Candomblé

Quando Deus Criou os Estados exteriores da Criação, o Primeiro foi o vazio (Exu), o Segundo estado foi o Espaço em si mesmo (Oxalá) e o Quarto Estado da Criação exterior foi o equilíbiro de tudo e de todos (Xangô). Como em Olorum (Zambi), não se pode dizer quem foi o primeiro a ser exteiorizado, nós umbandistas preferimos amá-los e ponto final.

Tudo trata-se de ângulos de visões religiosas, pois o poder de Olorum que equilibra todo o Universo que faz par com o estado purificador (Kali-yê), é chamado de Xangô na religião umbandista, ou seja, na Umbanda não o adoramos como um deus com características humanas, mas sim, como o poder equilibrador de Olorum manifestado em seu exterior.

Cor: marrom e vermelho.

Saudação: Kao-Kabelecilie-Obá

quarta-feira, 22 de junho de 2011

São Thomas More † Padroeiro dos Políticos e Governantes

"Ó Deus, Pai de Misericórdia, fazei que eu confirme, com meu testemunho, minha fé em Vós. Que eu dê um testemunho alegre, bem-humorado, simples e firme. Que eu mostre, com meus atos, aquilo que eu professo com minhas palavras. Amém!" ~São Thomas More


No dia de hoje os católicos saúdam São João Fisher, bispo de Rochester, e São Thomas More, ex-lorde chanceler do Reino da Inglaterra, eles foram decapitados porque se opuseram ao divórcio de Henrique VIII e não aceitaram o ato pelo qual aquele monarca rompeu com o Papado.

S. Sir Thomas More é conhecido popularmente também como São Thomas Morus ou Tomás Moro. Ele nasceu em Londres, no dia 7 de Fevereiro de 1478 e desencarnou na mesma cidade, em 6 de Julho de 1535. Thomas More foi estadista, diplomata, escritor, advogado, legislador e ocupou vários cargos públicos, entre eles o de Chanceler do Reino de Henrique VIII da Inglaterra.

More via no divórcio uma matéria da jurisdição do papado, e a posição do Papa Clemente VII era claramente contra o divórcio em razão da doutrina sobre a indissolubilidade do matrimônio. Além disso ele era contrário as Reformas Protestantes, fatos que o levaram a renunciar ao seu cargo de Chanceler do Reino em 16 de maio de 1532, o que provocou desconfiança na Corte e em Henrique VIII.

More foi convocado, excepcionalmente, para fazer o juramento em 17 de abril de 1534, e, perante sua recusa, foi preso na Torre de Londres, juntamente com o Cardeal e Bispo de Rochester John Fisher, tendo ali escrito o "Dialogue of Comfort against Tribulation". A sua decisão foi manter o silêncio sobre o assunto. Pressionado pelo rei e por amigos da corte, More decidiu não enumerar as razões pelas quais não prestaria o juramento.

Inconformado com o silêncio de More, o rei determinou o seu julgamento, sendo condenado à morte, e posteriormente executado em Tower Hill a 6 de Julho. Nem no cárcere nem na hora da execução perdeu a serenidade e o bom humor e, diante das próprias dificuldades reagia com ironia.

Pela sentença o réu era condenado "a ser suspenso pelo pescoço" e cair em terra ainda vivo. Depois seria esquartejado e decapitado. Em atenção à importância do condenado o rei, "por clemência", reduziu a pena a "simples decapitação". Ao tomar conhecimento disto, Tomás comentou: "Não permita Deus que o rei tenha semelhantes clemências com os meus amigos." No momento da execução suplicou aos presentes que orassem pelo monarca e disse que "morria como bom servidor do rei, mas de Deus primeiro."

A sua cabeça foi exposta na ponte de Londres durante um mês, foi posteriormente recolhida por sua filha, Margaret Roper. A execução de Thomas More na Torre de Londres, no dia 6 de julho de 1535 "antes das nove horas", ordenada por Henrique VIII, foi considerada uma das mais graves e injustas sentenças aplicadas pelo Estado contra um homem de honra, consequência de uma atitude despótica e de vingança pessoal do rei. Ele está sepultando na Capela Real de São Pedro ad Vincula.

É geralmente considerado como um dos grandes humanistas do Renascimento. Foi canonizado como santo da Igreja Católica em 9 de Maio de 1935 e sua festa litúrgica acontece no dia 22 de junho.

Em 2000, São Thomas More foi declarado "Patrono dos Estadistas e Políticos" pelo Papa João Paulo II. Em seu discurso, o Santo Padre falou:

"Esta harmonia do natural com o sobrenatural é talvez o elemento que melhor define a personalidade do grande estadista inglês: viveu a sua intensa vida pública com humildade simples, caracterizada pelo proverbial bom humor que sempre manteve, mesmo na iminência da morte.

Esta foi a meta a que o levou a sua paixão pela verdade. O homem não pode separar-se de Deus, nem a política da moral: eis a luz que iluminou a sua consciência. Como disse uma vez
: "O homem é criatura de Deus, e por isso os direitos humanos têm a sua origem n'Ele, baseiam-se no desígnio da criação e entram no plano da Redenção. Poder-se-ia dizer, com uma expressão audaz, que os direitos do homem são também direitos de Deus" (Discurso, 7 de abril de 1998).

É precisamente na defesa dos direitos da consciência que brilha com luz mais intensa o exemplo de Tomás Moro. Pode-se dizer que viveu de modo singular o valor de uma consciência moral que é "testemunho do próprio Deus, cuja voz e juízo penetram no íntimo do homem até às raízes da sua alma" (Carta enc. Veritatis splendor, 58), embora, no âmbito da acção contra os hereges, tenha sofrido dos limites da cultura de então."

A iniciativa partiu de vários Chefes de Estado e contou também com o apoio do então Primeiro-Ministro português, António Guterres.

Lord Alton, um ilustre parlamentar britânico, declarou na época que: "com o passar do tempo os apelos de Thomas More tornam-se mais oportunos e significativos. Ele é particularmente forte como o símbolo do que Sua Santidade, João Paulo II, chamou "Unidade de Vida" e, noutra frase, o Santo Padre diz-nos para sermos sinais de contradição".

Na opinião do parlamentar inglês, Thomas More "não quebrou a ligação entre o público e o privado. Mas, no nosso tempo, a vida política é com frequência marcada pelo proveito pessoal e vantagens. Os que nela participam defendem a sua carreira em vez de causas. A política para Thomas More nunca foi um assunto para tirar vantagens pessoais ou para acumular poder pessoal. Pelo contrário, foi enraizada no seu profundo desejo de servir".

Reflexão/Oração escrita pelo santo quando prisioneiro na Torre de Londres*:

Dá-me a tua graça, Senhor.

Que eu não dê valor nenhum às coisas do mundo
E fixe apenas em Ti meu pensamento,
Sem dar ouvidos às vozes mutáveis dos homens.
Que eu me satisfaça com minha solidão
E não deseje companhias terrenas.
Que pouco a pouco me desapegue completamente do mundo
E desate dos cuidados do mundo todo e qualquer pensamento.
Que nem as fantasias do mundo possam dar-me prazer.
Que pense em Deus com alegria,
E com dor peça a sua ajuda.
Que em Deus eu procure meu conforto e meu apoio,
E que todos os meus esforços sejam dirigidos ao seu Amor.
Que eu reconheça minha pouca valia e mesquinhez,
E docilmente me humilhe sob a poderosa mão de Deus.
Que me arrependa dos pecados cometidos
E acolha docilmente a adversidade para expiá-los.
Que aceite sofrer aqui meu Purgatório,
Encontrando contentamento nas aflições.
Que eu caminhe pela via estreita que conduz à vida
E carregue a cruz com Cristo.
Que eu não esqueça as coisas supremas
E tenha sempre diante dos olhos a minha morte,
Que sempre está ali ao lado.
Que pense na morte com familiaridade.
Que tenha diante dos olhos e da mente o eterno fogo do Inferno.
Que peça perdão antes da vinda do divino Juiz.
Que pense incessantemente na Paixão que Cristo sofreu por mim.
Que incessantemente lhe agradeça seus benefícios.
Que recupere o tempo perdido
E me abstenha de palavras vãs
E fuja das risadas fúteis e das alegrias tolas.
Que do lazer não necessário eu me afaste para sempre,
Assim como das riquezas terrenas, dos amigos, da liberdade, da vida, de tudo.
Que eu pense que meus maiores inimigos são meus melhores amigos.
Os irmãos de José não poderiam ter-lhe feito, com o amor e a bondade,
Tão grande bem como aquele que lhe fizeram com a hostilidade e a inveja.

Estas reflexões deveriam ser mais estimadas e apreciadas do que todos os tesouros de todos os príncipes cristãos e pagãos que fossem reunidos e sintetizados num feixe só.

Rezar: Pai Nosso ~ Ave Maria ~ Credo

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo Deus onipotente em três Pessoas iguais e coeternas ─ tem misericórdia de mim, que do fundo de minha miséria e insignificância pecadora reconheço humildemente, perante tua Majestade, ter levado minha vida no pecado, desde a infância até hoje.

(Na infância, neste e naquele ponto. Depois da infância, neste e naquele ponto. E assim por diante, em todas as idades posteriores).

Agora, Senhor bom e misericordioso, que me deste a graça de conhecer meus pecados, concede-me também a graça de arrepender-me, não só de palavra, mas de coração, através da dor de uma amarga contrição, e afastar-me deles para sempre.

E perdoa-me também as culpas que minha mente, ofuscada pelos interesses terrenos, por más inclinações e maus hábitos, por minha insuficiência, é incapaz de reconhecer como pecados. Ilumina meu coração, Senhor misericordioso, e dá-me a graça da cognição e da sabedoria. Perdoa-me aqueles pecados que esqueci por negligência, e traze-os à minha mente a fim de que possa claramente reconhecê-los.

Deus glorioso fazei que por tua graça, de ora em diante não mais dê valor às coisas terrenas e ponha e fixe em Ti meu coração, de modo a poder dizer com o Apóstolo São Paulo: Mundus mihi crucifixus est et ego mundo. Mihi vivere Christus est, et mori lucrum. Cupio dissolvi et esse cum Christo.

*"Orações da Torre", apud "Humanidades" – Universidade de Brasília, janeiro/março 1983, vol. 1, nº 2, pp. 63 ss

Fonte/Referência: Internet: (acessado em 22 de junho de 2011)

QUE SÃO TOMÁS MORO, NO DIA DE HOJE E EM TODOS OS OUTROS DIAS, ILUMINE A CABEÇA E A ALMA DOS POLÍTICOS E GOVERNANTES. JUNTO COM SÃO JOÃO FISCHER, INTERCEDA JUNTO A SANTÍSSIMA TRINDADE  PARA QUE OS POLÍTICOS E GOVERNANTES TENHAM A OBRIGAÇÃO MORAL E ESPIRITUAL EM EXERCER O PODER DE MANEIRA DIGNA, COMO NOS ENSINOU O MESTRE JESUS. QUE A CONSCIÊNCIA ASSIM ILUMINADA OS GUIE.

QUE AS AÇÕES, ATOS, ATITUDES DOS POLÍTICOS E GOVERNANTES SEJAM AQUELAS PELAS QUAIS ESPERA QUEM LHES CONFIA O PODER ATRAVÉS VOTO, QUE A JUSTIÇA SOCIAL, A FRATERNIDADE E A LIBERDDE LHES SIRVAM DE NORTE. QUE ENTENDAM A CORRUPÇÃO COMO FERRAMENTA MALIGNA, PERVERSA, INSUSTENTÁVEL, DESTRUTIVA E ANTI-DEMOCRÁTICA, AFASTANDO DESTA MANEIRA AS TREVAS DO MEIO POLÍTICO.

SE TODO PODER EMANA DE DEUS E EM NOME DE DEUS DEVE SER EXERCIDO, DA MESMA FORMA OS POLÍTICOS ENTENDAM QUE O PODER QUE LHES É CONFIADO, ATRAVÉS DO VOTO, SAGRADO, QUE EMANA DO POVO E CONFIA UM PODER QUE EM NOME DO POVO DEVE SER EXERCIDO. EM NOME DA ÉTICA, EM NOME DE DEUS, ARCANJOS, ANJOS E TODOS OS SANTOS, ASSIM ESPERO E QUE ASSIM SEJA!

(RSSJ - 22/06/2011)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

MARCHEM CADA VEZ MAIS!

por Ricardo Barreira*

Ver o brilho nos olhos de um jovem querendo mudanças, não tem preço.

"Para o yoruba o verbo mais importante é realizar. Um homem vem ao Planeta Terra para realizar, para fazer algo, para deixar sua marca e sua lembrança. É assim que ele será recordado por sua descendência, através de suas realizações. A expressão Axé, em suma significa isto: Força realizadora."

E Axé é o que não faltou nesta galera. Muito mais que a legalização da maconha, os jovens armados de um megafone, faixas, cartazes e principalmente muita sede de mudanças, protestaram. Marcharam e protestaram.

Entre o calor das gargantas infladas pelos discursos, muitos deles dignos de grandes líderes, pediram mais dignidade na saúde e na educação. Repudiaram o valor da passagem de ônibus e a falta de segurança. Protestaram contra muitas feridas sociais, desigualdades e preconceitos. Protestaram até contra o valor abusivo, segundo eles, da Skol litrão. Mostraram com a alegria e o entusiasmo dos caras pintada, de forma pacífica e organizada, conscientização politica e mobilização social.

Entre congressos, seminários, fóruns e outros, tenho comigo que nada é tão valioso como ir às ruas e se manifestar publicamente. Viva a liberdade de expressão. Oxalá todos os jovens tenham esta coragem. Oxalá todos os adultos tenham o desprendimento de aprender com seus filhos.

Parabéns, galera da Marcha da Liberdade em Bauru. Marchem, cada vez mais. Axé!


Leia mais em: http://www.ricardobarreira.com.br/2011/06/marcha-da-liberdade.html

*Ricardo Barreira é Babalorixá da Aldeia Tupiniquim; Pres. da Federação Estadual de Umbanda e Candomblé de São Paulo e Fundador do Instituto Sócio Cultural Umbanda Fest.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

São Ranieri de Pisa :: 17 de Junho

Santo Ranieri de Pisa
Santo Ranieri era músico e tocava lira em Pisa, quando se converteu graças às orações de Santo Alberto da Córsega. Depois de viver algum tempo recolhido, como solitário, partiu em peregrinação à Terra Santa. Retornando a Pisa e ingressando no Mosteiro de São Guido, transformou-se em pouco tempo no apóstolo e diretor espiritual de Pisa. Possuía o dom dos milagres, lia segredos nos corações, expulsava demônios, realizava curas e conversões. Depois de falecido, continuou operando prodígios por meio da água benzida com sua oração ou colocada sobre sua sepultura.

Vida e Milagres:

A cidade de Pisa era, nos séculos XI e XII, um importante pólo comercial marítimo da Itália, que contribuía também no combate aos piratas sarracenos. Assim paralelamente ao burburinho dos negócios, a vida mundana da corte era exuberante e tentadora, principalmente para os mais jovens.

Foi nesta época, no ano 1118, que Ranieri Scacceri nasceu em Pisa. Era filho único de Gandulfo e Emengarda, ambos de famílias tradicionais de nobres mercadores riquíssimos. A sua educação foi confiada ao Bispo de Kinzica, para que recebesse boa formação religiosa e para os negócios. Porém, Ranieri, mostrando forte inclinação artística, preferiu estudar lira e canto. E para desgosto dos pais e do Bispo, seu tutor, ele se entregou à vida fútil e desregrada, apreciando as festas da corte onde se apresentava. Com isto tornou-se uma figura popular e conhecida na cidade de Pisa.

Aos dezenove anos de idade, impressionado com a vida miserável dos pobres da cidade e percebendo a inutilidade de sua vida, decidiu mudar. Contribuiu para isto o encontro que teve com o eremita Alberto da Córsega, que o estimulou a voltar para a vida de valores cristãos e à serviço de Deus. Foi assim que Ranieri ingressou no Mosteiro de São Vito em Pisa, apenas como irmão leigo.

Catedral de Pisa
Depois de viver, até os vinte e três anos de idade, recolhido como solitário, doou toda sua fortuna aos pobres e necessitados e partiu em peregrinação à Terra Santa. Alí permaneceu por quase catorze anos. Viajou por todos os lugares santos de Jerusalém, Acri e outras cidades da Palestina, conduzindo a sua existência pelo caminho da santidade. Foi nesta ocasião que sua virtude taumaturgica para com os pobres passou a se manifestar. Vestido com roupas pobres, vivendo só de esmolas, Ranieri lia segredos nos corações, expulsava demônios, relizava curas e conversões.

Já com fama de santidade, em 1154, retornou à Pisa e ao mosteiro de Mosteiro de São Vito, mas sempre como irmão leigo. Em pouco tempo, se tornou o apóstolo e diretor espiritual dos monges e dos habitantes da cidade. Segundo os registros da Igreja, os seus prodígios ocorriam através do pão e da água benzidos, os quais distribuía à todos os aflitos que o solicitavam, o que lhe valeu o apelido de "Ranieri d'água".

Depois de sete anos do seu regresso da longa peregrinação, Ranieri morreu no dia 17 de junho de 1161. E desde então os milagres continuaram a ocorrer por sua intercessão, através da água benzida com sua oração ou colocada sobre sua sepultura.

Canonizado pelo Papa Alexandre III, São Ranieri de Pisa foi proclamado padroeiro dos viajantes e da cidade de Pisa. A Catedral desta cidade conserva suas relíquias que são veneradas no dia de sua morte.

Oração:

A sepultura com os ossos de São Ranieri de Pisa
Deus, nosso Pai, preservai em nós a sede de verdade, mas tornai-nos humildes para reconhecer nossas falhas, nossos erros, nossos defeitos. Enchei-nos de desejos de felicidade, mas desatai nossas mãos para realizar o bem.

Confirmai em nós a certeza de que somos filhos queridos e amados por vós, mas tornai-nos obreiros do vosso Reino. Nosso coração tem sede de vós, mas busquemos a água viva que brota da fraternidade e da retidão da vida.

Senhor, que a vossa Palavra, como a chuva, fecunde nossa aridez espiritual e multiplique nossos gestos de bondade. Que vosso amor nos faça viver
e nos sacie a sede de paz e justiça. Que vos procuremos sem cessar e vos procurando encontremos o caminho da concórdia e da solidariedade entre os homens. Que assim seja.

São Ranieri de Pisa, rogai por nós!

Fonte: Edições Paulinas – Assoc. Senhor Jesus / Imagens: Google Images

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Magia Negra - Faz parte da Umbanda?





Muito se fala de magia negra mas poucas pessoas sabe esclarecer sobre esse tema. Veja o esclarecimento que o Pai Guimarães dá... Umbanda é paz, amor, caridade e religiosidade.



Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=jnspaJU_CgY




terça-feira, 7 de junho de 2011

Lançamento Literário :: Wlad, os prisioneiros do destino

Chega ao mercado editorial uma nova opção de leitura para os apreciadores de livros espiritualistas. “Wlad, os prisioneiros do destino” de Lara Orlow, lançado pelo Clube de Autores.

Estimando-se 2,5 milhões de brasileiros adeptos ou interessados em temas Espiritualistas e considerando uma época onde filmes como “Chico Xavier” e “Nosso Lar” tornam-se campeões de bilheteria, “Wlad” é uma opção agradável e surpreendente.

“Wlad, os prisioneiros do destino” é ambientado na Hungria da Idade Média, tem como personagem principal Wlad, o maior líder cigano da época, que empreendeu uma jornada épica, atravessando toda a Europa com seu clã, com a finalidade de encontrar um local seguro e livre de preconceitos, onde pudessem fixar moradia. Enquanto acontecem magias transcendentais, perseguições religiosas, traições cruéis e paixões arrebatadoras, planos obscuros são traçados no mundo espiritual e somente a união de todo o grupo poderá salvá-los de tornarem-se prisioneiros do destino.

Vale a pena conferir!

RESENHA
, da autora

Seus olhos penetrantes eram capazes de atrair qualquer ser, fosse deste mundo ou não. Era de um tal magnetismo que era quase impossível resistir ao seu encanto. As pessoas lhe seguiam, não só por seus ideais revolucionários mas também por sua personalidade inigualável. Seu nome era Wlad!

Um jovem cigano, nascido na Hungria, durante o século XV ao final de um rigoroso inverno, filho de Zolrac, o líder do maior clã cigano da idade média. Ainda em tenra idade herdou de seu pai a responsabilidade de guiar seu povo a um novo destino.

Tirá-los da clandestinidade, extinguir a mendicância, suprí-los para sua grande jornada, ensinar os mais jovens o amor às suas origens e tradições, lutar contra a descriminação, inserir-se socialmente, e, o mais importante, mantê-los unidos: essas eram suas metas.

Para dar início aos seus planos, era importante fugir do leste europeu, onde os ciganos eram escravizados e seguir para algum país além-mar que ainda não conhecesse o povo cigano. Para tal era necessário empreender uma longa jornada e contar, não só com sua sorte, mas também com o auxílio da magia. A travessia seria longa, mas os espíritos ancestrais os guiariam.

Wlad, apesar de jovem, era vigoroso, astuto e cativante, em sua alma havia uma marca ambígua que atrairia para si fiéis seguidores e odiosos inimigos. Sua audácia era tamanha, que o levou ao representante máximo da religião dominante na Europa medieval: Sua Santidade, o Papa. Com uma retórica impecável conseguiu um salvo-conduto que permitiria ao seu povo uma travessia segura e confiante.

O que o jovem cigano não imaginava é que apesar de tanta dedicação para com os seus, sua empreitada acabaria por provocar a ira dos nobres, resultando na perseguição que os levaria ao desfecho final da maior tragédia ocorrida com o povo cigano. A perseguição do Tribunal do Santo Oficio – A Inquisição.

Será que Rosana, a feiticeira, seria capaz de proteger todo o clã da nobre maldade européia medieval, escondendo-os sob o manto negro de Sarpa, o Senhor dos Senhores?

Magia e mistério, sonho e fantasia, ficção e realidade.
A saga do maior líder cigano do século XV.
Amor, magia e traição.

O livro encontra-se à venda no site Clube de Autores e na loja virtual da Livraria Cultura.

Autor: ORLOW, LARA
Editora: LARA ORLOW
Assunto: RELIGIÕES - ESPIRITISMO
Valor R$ 38,90
ISBN-13: 9788591015108
Brochura - 21 x 14 cm 1ª Edição - 2009
Número de páginas: 310
Peso: 400 gramas