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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

UMBANDA :: Mensagem aos Jovens





por Zilméia de Moraes

O mais importante é que tenham pureza em seus corações, consciência das dificuldades que os esperam num caminho que sempre é árduo, no qual, muitas vezes, sua fé será testada. 

Procurem ter sabedoria para se desviarem dos falsos mestres: aqueles que mistificam os ensinamentos da verdadeira Umbanda na busca de interesses escusos ou simplesmente por uma questão de vaidade, aqueles que oferecem conhecimento e sabedoria como coisas fáceis de serem conquistadas, como se houvessem atalhos para o crescimento pessoal e espiritual. 

Lembrem-se que na Umbanda, assim como na vida, as coisas devem ser aprendidas num longo e muitas vezes penoso caminhar. Tudo tem seu tempo e sua hora. O sucesso rápido de hoje pode significar o fracasso de amanhã. 

Para se construir algo que permaneça firme, principalmente se quisermos que continue a crescer, sempre necessitaremos de bases sólidas. Quanto mais fortes melhor. Devem ainda ter sempre em mente que a Umbanda foi, é, e sempre será baseada na simplicidade, na humildade e na caridade. 

Estes são os verdadeiros ensinamentos da Umbanda, dos quais vocês nunca deverão se afastar. Usem seus corações como guias. Façam suas orações pedindo aos seus mestres espirituais a orientação necessária nos momentos de dúvidas, sobre quais caminhos trilhar e como proceder diante das dificuldades e mesmo das facilidades que a vida nos dá, uma vez que o caminho mais fácil nem sempre será aquele que nos fará mais feliz. 

Tenham fé em Deus, em Oxalá, em nossos guias e protetores espirituais. Sejam humildes e caridosos, pois esta é própria razão de ser da Umbanda.

Que Deus os abençoe."
- Mãe Zilméia

domingo, 20 de novembro de 2016

Dia da Consciência Negra



"O dia 20 de novembro faz menção à consciência negra, a fim de ressaltar as dificuldades que os negros passam há séculos.

A escolha da data foi em homenagem a Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, em consequência de sua morte. Zumbi foi morto por ser traído por Antônio Soares, um de seus capitães.

A localização do quilombo ficava onde é hoje o estado de Alagoas, na Serra da Barriga.

O Quilombo dos Palmares foi levantado para abrigar escravos fugitivos, pois muitos não suportavam viver tendo que aguentar maus tratos e castigos de seus feitores, como permanecerem amarrados aos troncos, sob sol ou chuva, sem água e sofrendo com açoites e chicotadas. O local abrigou uma população de mais de vinte mil habitantes.

Ao longo da história, os negros não foram tratados com respeito, passando por grandes sofrimentos. Pelo contrário, foram escravizados para prestar serviços pesados aos homens brancos, tendo que viver em condições desumanas, amontoados dentro de senzalas.

Muitas vezes suas mulheres e filhas serviam de escravas sexuais para os patrões e seus filhos, feitores e capitães do mato, que depois as abandonavam.

As casas dos escravos eram de chão batido, não tinham móveis nem utensílios para cozinhar. As esposas dos barões é quem lhes concedia alguns objetos, para diminuir as dificuldades de suas vidas. Nem mesmo estando doentes eram tratados de forma diferente, com respeito e dignidade. Ficavam sem remédios e sem atendimento médico, motivo pelo qual inventaram medicamentos com ervas naturais, ações aprendidas com os índios durante o período de colonização.


Algumas leis foram criadas para defender os direitos dos negros, pois muitas pessoas não concordavam com a escravização. A Lei do Ventre Livre foi a primeira delas, criada em 1871, concedendo liberdade aos filhos dos escravos nascidos após a lei. No ano de 1885, criaram a Lei dos Sexagenários, dando liberdade aos escravos com mais de sessenta anos de idade.

Porém, com a Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, foi que os escravos conquistaram definitivamente sua liberdade.

O grande problema dessa libertação foi que os escravos não sabiam realizar outro tipo de trabalho, continuando nas casas de seus patrões, mesmo estando libertos. Com isso, a tão esperada liberdade não chegou por completo.

As oportunidades de vida que tiveram eram limitadas apenas aos trabalhos pesados, como não haviam estudado e não aprenderam outros ofícios além dos braçais, porém, alguns conseguiram emprego no comércio.
O dia da consciência negra surgiu para lembrar o quanto os negros sofreram, desde a colonização do Brasil, suas lutas, suas conquistas. Mas também serve para homenagear àqueles que lutaram pelos direitos da raça e seus principais feitos.

Na data são realizados congressos e reuniões discutindo-se a história de preconceito racial que sofreram, a inferioridade da classe no meio social, as dificuldades encontradas no mercado de trabalho, a marginalização e discriminação, tratando-se também de temas como beleza negra, moda, conquistas, etc."

domingo, 6 de novembro de 2016

Chá de papoula e suas propriedades

Papoula, nome científico: Papaver rhoeas

Descrição


Planta da família das Papaveraceae, também conhecida como Borboleta; dormideira; dormideira-silvestre; papoula-das-searas; papoula-dos-cereais; papoula-ordinária; papoula-solitária; papoula-vermelha. Dessa planta se extrai o ópio, é uma flor vermelha e muito bonita, que desabrocha em hastes brilhantes. A sua família pertence a dormideira, qual partilha as propriedades narcóticas.

Origem e Habitat

Nativa da Europa, a papoula-comum foi introduzida no Brasil como ornamental. Por ser uma planta que não necessita de muitos cuidados, é comum ser encontrada em campos de cereais, não raro em abundância. E como tomam o lugar de outras plantas e retiram os sais minerais do solo, é considerada erva daninha pelos agricultores. A fama negativa da papoula-comum aumenta com o fato de, por ser venenosa, provocar a morte de animais que a ingerem. Nas pétalas das flores encontram-se traços de morfina, o que as torna levemente narcóticas.

Princípios ativos

Alcaloides e rhoeadine.

Propriedades medicinais

Antiespasmódica, emoliente, hipnótica, peitoral, sedativa, narcótica, sudorífera.

Indicações

As pétalas da papoula-comum são consideradas emolientes, levemente calmantes e sudoríferas, sendo recomendadas nos casos de afecções das vias respiratórias, como catarros, tosse, coqueluche, bronquite, bem como nas febres eruptivas, excitação nervosa e insônia. Suas sementes, esmagadas com mel, conciliam o sono.

Modo de usar

- pétalas secas, por infusão: asma, antiespasmódica, emoliente, hipnótica, peitoral, sedativa, tosse;

- sementes secas, amassadas com mel: conciliar o sono.

- xarope

Posologia

Contra os catarros dos brônquios, beba o líquido à noite, antes de deitar. Nos casos de excitação e insônia, beba-o em duas vezes, uma a tarde e outra a noite. 

Contra-índicação

Recomenda-se seguir à risca as doses indicadas, para que não ocorram distúrbios orgânicos. 

Modo de usar

Emprega-se sob forma de infusão 2 a 3 gramas (cerca de 7 pétalas) em meia xícara de água fervente, deixando em infusão por cerca de 10 minutos, na dose de duas a três xícaras por dia. Lavagem com a mistura de óleo de oliva e tisana para estancar a diarreia.

O xarope pode ser feito com a infusão preparada com 170 ml de água e 10 g de pétalas secas. O preparo é igual ao citado anteriormente, devendo ser coado em seguida. Acrescente 340 g de açúcar mascavo e misture até adquirir consistência de xarope. Consuma entre duas e quatro colheres de sobremesa antes de dormir.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Omolu e Obaluaê





Em termos mais estritos, Obaluaê seria a forma mais jovem do Orixá Xapanã, enquanto Omolu a sua forma velha. Como porém, Xapanã, no início da formação dos cultos afro brasileiros era proibido tocar em seu nome fora dos terreiros, não devendo ser mencionado, pois poderia atrair suposta doença inesperada.

Assim, a expressão Omolu é a que mais se popularizou e acabou sendo confundida não apenas com a forma mais velha do Orixá, mas com sua essência genérica em si. Esta distinção se aproxima da que existe entre as formas básicas de Oxalá: Oxalá (o Crucificado), Oxaguiã a forma jovem e Oxalufã a forma mais velha. 

A figura de Omolu-Obaluaê, assim como seus mitos, é completamente cercada de mistérios e dogmas indevassáveis. Em termos gerais, a essa figura é atribuído o controle sobre todas as doenças, especialmente as epidêmicas. Faria parte da essência básica vibratória do Orixá tanto o poder de causar a doença como o de possibilitar a cura do mesmo mal que criou. 


A diferença entre Omolu e Obaluaê

Em algumas narrativas mais tradicionalistas tentam apontar-se que o conceito original da divindade se referia ao Deus da varíola, tal visão porém, nos parece uma evidente limitação. A varíola não seria a única doença sob seu controle, simplesmente pôr ser a epidemia mais devastadora e perigosa que conheciam os habitantes da comunidade original africana, onde surgiu Omolu-Obaluaê, o Daomé. 

Assim, sombrio e grave como Iroco, Oxumarê (seus irmãos) e Nanã (sua Mãe), Omolu-Obaluaê é uma criatura da cultura Jeje, posteriormente assimilada pelos Iorubás. 

Enquanto os Orixás Iorubanos são extrovertidos, de têmpera passional, alegres, humanos e cheios de pequenas falhas que os identificam com os seres humanos, as figuras Daomeanas estão mais associadas a uma visão religiosa em que o distanciamento entre Deuses e seres humanos se estruturou de uma maneira bem ampla e complexa. Quando havia aproximação, havia de se temer, pois alguma tragédia estaria para acontecer, pois os Orixás do Daomé eram austeros no comportamento mitológico, graves e conseqüentes em suas ameaças. 

A visão de Omolu-Obaluaê para os antigos Daomeanos era a do castigo. Se um ser humano faltava com ele ou um filho-de-santo seu fosse ameaçado, o Orixá castigariia com violência e determinação, sendo difícil uma negociação ou um aplacar, mais prováveis nos Orixás Iorubás.

Na Umbanda a diferença entre esses Orixás se coloca de forma mais prática. São vistos como Tronos de Deus que subsistem e se manifestam na natureza e na vida através das energias que irradiam. 

As energias se diferem primeiramente pelo ponto de força. Os dois são representados pela terra, porém a terra de Omolu é mais seca, fazendo contraponto a imensidão do oceano de Iemanjá, ele representa o todo componente de terra firme dos continentes. A terra de Obaluaê já tem ligação com as margens de lagos e pântanos, águas paradas ligadas Nanã. Assim a terra propensa a germinação, ao crescimento de folhas, plantas, árvores, havendo ligada a vibração a Obaluaê.

Na Umbanda, Omolu é estabilizador, mais concreto, absorvedor estando no polo negativo da mãe Iemanjá que é positivo. Obaluaê é evoluidor, expansivo, irradiador estando no polo positivo da mãe Nanã que é negativo. 

Omolu formata a linha em que trabalham os Exús, já Obaluaê formata junto a Oxalá a linha em que trabalham os Pretos Velhos.

Omolu atua nos seres humanos pelo chacra básico, enquanto Obaluaê está presente pelo chacra esplênico.

Para muitos umbandistas a vela que se acende para Omolu é preta ou roxa, já para Obaluaê é violeta.

Por: Fernando Ribeiro
Referencias. Luis Antonio Modesto / Rubens Saraceni/ Pierre Verger
Fonte: UTHiS: A diferença entre Omolu e Obaluaê

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