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quinta-feira, 30 de abril de 2009

§ Boa Sorte e Fortuna aos Trabalhadores §


Hoje, véspera do dia internacional do trabalhador, a site RuaDasFlores.com envia a todos votos de boa fortuna. Que o trabalho frutifique e dê o devido retorno aqueles que tanto produzem, criam, trabalham para garantir seu sustento e desenvolvimento material neste planeta. É hora de colher o que plantamos! Que as vibrações energéticas advindas do Oriente, simbolizados na imagem através de Shiva e Ganesha, possam nos prover com fertilidade, poder, prosperidade espiritual e material. Quem planta colhe, quem trabalha recebe a devida paga por seus esforços, terrenos e espirituais. Om Namah Shivaya. Saravá!


quarta-feira, 29 de abril de 2009

união e purificação





"Unir a mais firme resistência ao mal com a maior benevolência para com o malfeitor. Não existe outro modo de purificar o mundo."

Gandhi

terça-feira, 28 de abril de 2009

Que eu não perca... Reflexão (Chico Xavier)




"Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...

Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia...

Que eu não perca a VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ e o BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.

Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...

Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente."

Chico Xavier


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Erga sua cabeça e siga em frente!





"NÃO desanime, não pare no primeiro degrau da ascensão.

Se a dúvida o assaltar, se a tristeza bater a sua porta, se a calúnia o ferir, erga sua cabeça corajosamente e contemple o céu iluminado e tranquilo.

Embora recoberto de nuvens, você sabe que elas passarão, e o céu voltará a brilhar.

Siga à frente, que todas as nuvens da existência também hão de passar e voltará a brilhar o sol da alegria."

Torres Pastorino - Minutos de Sabedoria

domingo, 26 de abril de 2009

"Mens sana in corpore sano"



"INTERPRETE corretamente a frase de Juvenal: 'mente sã - corpo são.'

Não é a mente que depende da saúde do corpo.

Ao contrário, é o corpo sadio que depende da mente sadia.

Quando o espírito está perfeitamente equilibrando, não há enfermidades que nos ataquem.

Cuide de sua mente, para que a saúde se reflita em todo o seu corpo."

Torres Pastorino - Minutos de Sabedoria
_______


Juvenal (em latim: Decimus Iunius Iuvenalis) foi um poeta romano do fim do primeiro século e começo do segundo, autor do livro 'As Sátiras'. Ele é a fonte de, além desta, muitas máximas da filosofia bastante difundidas, incluindo:

- As pessoas comuns - em vez de cuidar de sua liberdade - estão apenas interessadas em "pão e circo" ('panem et circenses' - alimentação e entretenimento).

- Uma pessoa (realmente boa) é uma "ave rara" ( 'avis rara em terris nigroque simillima cycno' - Uma ave rara na terra é semelhante a um cisne preto).

- Quem pode ser confiável com poder? - "Quem guardará os guardiões?" ou "Quem vigia os vigilantes?" ('Quis custodiet ipsos custodes').

"The Satires of Decimus Junius Juvenalis" (Londres, 1711)

sábado, 25 de abril de 2009

PAI NOSSO - Chico Xavier



O mineiro Francisco Cândido Xavier psicografou este lindo Pai Nosso, ditado pelo Espírito José Silvério Horta (Monsenhor Horta), em uma das reuniões da Comunhão Espírita Cristã de Uberaba - MG. 

O vídeo foi editado e musicado pelo usuário do YouTube: sonekka, em 2007. Vale a pena assistir, ouvir e meditar, a gente sente um alívio enorme após ter contato com este belo audiovisual:





"Pai Nosso, que estás nos Céus
Na luz dos sóis infinitos,
Pai de todos os aflitos
Neste mundo de escarcéus.
Santificado, Senhor,
Seja o Teu nome sublime,
Que em todo Universo exprime
Concórdia, ternura e amor.
Venha ao nosso coração,
O teu reino de bondade,
De paz e de claridade
Na estrada redenção.
Cumpre-se o teu mandamento
Que não vacila e nem erra.
Nos Céus, como em toda a Terra
De luta e de sofrimento.
Evita-nos todo o mal,
Dá-nos o pão no caminho,
Feito de luz, no carinho
Do pão espiritual.
Perdoa-nos, meu Senhor,
Os débitos tenebrosos,
De passados escabrosos,
De iniquidade e de dor.
Auxilia-nos também,
Nos sentimentos cristãos,
A amar aos nossos irmãos
Que vivem longe do bem.
Com a proteção de Jesus
Livra a nossa alma do erro,
Neste mundo de desterro,
Distante da vossa luz.
Que a nossa ideal igreja,
Seja o altar da Caridade,
Onde se faça a vontade
Do vosso amor …
Assim seja."

Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, ditada pelo EspíritoMonsenhor José Silvério Horta, constante do livro Parnaso de Além-Tímulo (12ª Ed. – FEB).

terça-feira, 21 de abril de 2009

T.E.O. - 2º aniversário


Parabéns a Tenda de Umbanda Estrela do Oriente, a seus médiuns, colaboradores e dirigentes, pelos 2 anos de relevantes serviços espirituais prestados a comunidade carioca. Sarvá! Ogum-nhê!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Oração Nossa



Encontrei no YouTube esta bela edição da Oração Nossa, de Chico Xavier, que o usuário danfofinho disponibilizou. É uma linda mensagem espirita psicografada e narrada por Chico Xavier!


"Senhor,
ensina-nos a orar sem esquecer o trabalho,
a dar sem olhar a quem,
a servir sem perguntar até quando,
a sofrer sem magoar seja a quem for,
a progredir sem perder a simplicidade,
a semear o bem sem pensar nos resultados,
a desculpar sem condições,
a marchar para a frente sem contar os obstáculos,
a ver sem malícia,
a escutar sem corromper os assuntos,
a falar sem ferir,
a compreender o próximo sem exigir entendimento,
a respeitar os semelhantes sem reclamar consideração,
a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever
sem cobrar taxas de reconhecimento.

Senhor,
fortalece em nós a paciência para com as dificuldades
dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros
para com as nossas próprias dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo
que não desejamos para nós.
Auxilia-nos sobretudo a reconhecer que a nossa
felicidade mais alta será invariavelmente
aquela de cumprir os desígnios, onde e
como queiras, hoje, agora e sempre.

Amém."


sábado, 18 de abril de 2009

Dalai-Lama, palavras de sabedoria - As bênçãos

"As bênçãos, por si só, não são o bastante. Devem vir de dentro. Sem nosso empenho, é impossível recebê-las."

Sua Santidade, o Dalai-Lama - Palavras de Sabedoria - pg.108

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Benefícios do chá de hibisco e flores de abril



Hoje nosso tema é o Hibisco, tão divulgado na mídia nacional devido as propriedades medicinais de seu chá. Hibiscus L. é um gênero botânico, com cerca de 300 espécies, inserido na família das Malvaceae, com flores e folhas exuberantes. Devido à nova taxonomia pela filogenética (APG), muitas espécies estão migrando para outros gêneros, como por exemplo, o Hibiscus esculentus L. agora é Abelmoschus esculentus (L.) Moench (quiabo).

O cultivo, tanto ornamental como econômico, está disseminado nas regiões subtropicais e tropicais, cuidando para não sofrerem com geadas e temperaturas baixas constantes. Hibiscus significa Ísis (deusa egípcia), em grego. A planta tem origem africana e asiática. É um arbusto perene de cerca de 2 a 3 metros de altura, floresce anualmente, as flores têm diversas cores e os cálices são vermelhos e carnosos. O Hibisco é rico em vitamina A e B1, sais minerais, aminoácidos, óleos essenciais, proteínas, flavonóides, fitoesteróides, ferro, cálcio, magnésio, mucilagem, entre outros.

O chá de hibisco também é popularmente conhecido como Água de Jamaica ou Água da Jamaica, é consumida principalmente em países latinos. Produzida com flores de Hibiscus sabdariffa, popularmente conhecido como hibisco, vinagreira, graxa-de-estudante, quiabo-roxo, cururu-azedo, pode ser servido frio, quando é chamado de Água de Jamaica ou pode ser servido quente, conhecido como "chá de hibisco". O chá de hibisco, segundo matéria da abril.com, emagrece 5kg em um mês quando a bebida é ingerida quatro vezes ao dia e aliada a dieta.

Preparo: É feito como o chá, só esquentar a água em um bule e, depois, preparar a infusão das folhas do hibisco (secas). Não pode ficar com uma coloração muito avermelhada nem tão límpida, mas tem que se assemelhar a um suco de morango ou amora. É uma bebida refrescante e muito consumida em dias quentes.

Crenças populares: A água da jamaica era utilizada como forma de se afastar maus-olhados e afastar insetos indesejados como baratas, mosquitos e pernilongos. Antigamente muitas tribos acreditavam que a água de jamaica trazia a imortalidade pra quem bebesse e então eram feitos muitos rituais com base nessa crença.

- Aproveitando o tema da postagem de hoje indicamos as flores da época, as mais belas florações do mês de abril (flores de outono), para enfeitar e perfumar nossos lares, jardins e eventos:


  • angélica
  • áster
  • azaléia
  • camélia
  • cáspia
  • catléia
  • gipsofila (mosquitinho)
  • hortênsia
  • margarida
  • orquídes
  • papoula
  • petúnia


  • quinta-feira, 16 de abril de 2009

    Jesus vive!

    "Dois dos discípulos iam para Emaús...
    Jesus aproximou-se e caminhava com eles... 
    Mas não o reconheceram..."
    (Lc 24,13-35)

    Ambos conheciam Jesus muito bem. Por que não o reconheceram na estrada?
    Isso nos lembra que a ressureição de Jesus não foi uma volta à vida anterior.

    O ressuscitado está vivo, mas não pode ser visto, tocado ou reconhecido senão por quem Ele quer e quando quer; já não faz parte deste mundo, pode ser reconhecido apenas pela fé, pela capacidade de conhecimento que Deus cria em nós.

    ORAÇÃO

    "Senhor, creio que estais vivo, sempre conosco. 
    Acredito, mesmo sem O ver nem sentir. 
    Acredito viver assim, simplesmente confiando em Vós, como quem se deixa guiar pela mão, na cerração ou no escuro. 
    Não vos peço sentimentos, mas convicção e comprometimento convosco. 
    Segurai-me pela mão, aumentai minha fé e meu amor, e nada será difícil. 
    É somente isso que vos peço. 
    Assim seja!"

    Fonte: Revista de Aparecida-nº85-abril de 2009

    quarta-feira, 15 de abril de 2009

    Oração A Cristo Rei Oxalá



    "Ó Cristo Jesus, eu Vos reconheço como Rei Universal. Tudo o que foi feito, para Vós foi criado. Exercei sobre mim todas as Vossas prerrogativas. 

    Renovo as minhas promessas do batismo, meu primeiro amassí, renunciando a toda espécie de maldade e renovando meus votos em viver como bom cristão. 

    E mui particularmente empenhar-me-ei em fazer prevalecer por todos os meios a meu alcance os direitos de Deus e de Vossa Verdadeira Vontade.

    Divino e Sagrado Coração de Jesus, ofereço-Vos as minhas pobres ações para alcançar que todos os corações reconheçam a Vossa Realeza Sagrada, e que por este modo o Reino da Vossa Paz se estabeleça em todo o mundo. Prometo continar firme, sem esmorecer, com boa vontade levando ao mundo inteiro a Bandeira de Oxalá! Assim Seja."


    terça-feira, 14 de abril de 2009

    Oração ao Melhor Amigo




    Senhor, 

    Vós me conheceis e me amais pessoalmente, não sou apenas um número para Vós, sabeis o meu nome. Cuidais de mim, Vós me levais na Palma da Mão, no Colo, sem me esquecer nenhum momento. 

    Alegro-me com isso e agradeço Vosso Amor que não mereço. Ajudai-me a Vos pagar pelo menos um pouco tanto Amor; não permitais que Vos desagrade ou abandone.

    Assim seja.

    segunda-feira, 13 de abril de 2009

    S. Hermenegildo - Hino Nacional - Ano Novo Tailandês

    Santo Hermenegildo (ca. 564 – Tarragona, 13 de Abril de 585) era filho do rei visigodo Leovigildo, e irmão de Recaredo. Educado no arianismo imperante entre os visigodos da Península Ibérica de então (ao contrário da população hispano-romana, que era maioritariamente católica), a sua conversão ao catolicismo fê-lo enfrentar o seu pai e causou uma contenda militar, a qual terminaria na sua captura e execução. Foi canonizado em 1585 como mártir da Igreja Católica; é o patrono dos convertidos, e celebra-se no aniversário da sua morte, a 13 de Abril.

    Ainda em tenra idade Hermenegildo e o seu irmão mais novo Recaredo foram associados ao trono de seu pai. Com 15 anos casou-se com a princesa franca Ingunda, filha de Sigeberto I e de Brunilda, numa tentativa de aproximar as relações iniciadas pelo primeiro casamento do seu pai. Nomeado governador da Bética, a influência da sua esposa e do bispo cristão Leandro de Sevilha levaram-no a converter-se rapidamente.

    Uma conversão na família real mais imediata não estava isenta, porém, de problemas sucessórios, e as suspeitosas relações de Hermenegildo com o governador da província bizantina da Hispânia foram aumentando a tensão entre pai e filho; os conflitos que perduravam entre arianos e católicos viram-se agravados pela intransigência da nova esposa de Leovigildo, Gosvinta. Nesse mesmo ano o conflito degenerou em luta armada, que duraria até 584. Hermenegildo, que contava com o apoio dos bizantinos, viu-se em inferioridade táctica quando aqueles concluíram uma aliança com Leovigildo pela soma de 30.000 solidi de ouro; em 583 foi cercado em Sevilha, onde resistiu por mais de um ano, embora devesse fugir mais tarde para Córdova. Foi nesse cidade que foi capturado pelas forças de seu pai e foi mandado a ferros para Tarragona. Ingunda escapou para o norte de África e pediu asilo ao imperador Maurício de Bizâncio, mas faleceu durante a viagem; o filho de ambos, Atanagildo, foi entregue, por ordem do imperador, à sua avó materna.

    Embora não se conservem relatos independentes dos factos, os Diálogos de Gregório I asseveram que Hermenegildo rejeitou a oferta de perdão do seu pai por fidelidade à fé católica, e que em consequência disso foi decapitado no Domingo de Páscoa de 585. A pedido de Filipe II de Espanha o Papa Sisto V canonizou Hermenegildo no milésimo aniversário da sua morte.

    Oração

    Concedei-me, Senhor ser sempre muito fiel a Vossa Santa Doutrina, e concedei-me pela intercessão de Santo Hermenegildo, vosso fiel servidor, a Graça que vos peço (fazer o pedido). Por Cristo Senhor, assim seja. Santo Hermenegildo, rogai por mim.

    Rezar: 1 Pai-nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai

    Imagem: Triunfo de Santo Hermenegildo (1654), por Francisco de Herrera - Site dos Santos
    • O Hino Nacional Brasileiro tem letra de Joaquim Osório Duque Estrada (1870 - 1927) e música de Francisco Manuel da Silva (1795 - 1865). A primeira letra, produzida quando Dom Pedro I abdicou do trono, foi de autoria de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, sendo cantada pela primeira vez, juntamente com a execução do hino, no cais do Largo do Paço (ex-Cais Pharoux, atual Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro), a 13 de abril de 1831.

      O Songkran (em tailandês: สงกรานต์ Songkran, o sânscrito "passar ou mover-se para"), também chamado de Ano-Novo Tailandês começa oficialmente a ser celebrado no primeiro dia da quinta lua crescente e dura três dias - geralmente de 13 a 15 de abril. Hoje é dia de deixar para trás o que não deu certo e renovar as energias e esperanças para o novo ano. Esse também, é considerado o tempo de visitar a família, fazer faxina na casa, orar nos templos budistas. A tradição, pede além isso que se libertem pássaros engaiolados e/ou peixes em cativeiro.

      Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre

    domingo, 12 de abril de 2009

    A PÁSCOA CRISTÃ E SEUS FUNDAMENTOS

    A Ressurreição de Cristo é o principal fundamento, é a primeira, a mais importante Verdade da fé cristã. Com a proclamação da Ressurreição de Jesus Cristo, os Apóstolos iniciaram suas pregações. Assim como na morte de Cristo na Cruz foi realizada a remição dos pecados, com a Sua Ressurreição nos foi dada a vida eterna. É por isso que a Ressurreição de Cristo é fonte da alegria constante, incessante júbilo, alcançando seu ápice na Páscoa Cristã.

    Provavelmente não existe uma única pessoa no mundo que não tenha ouvido falar a respeito da morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Mas, naquele tempo, quando estes fatos foram amplamente conhecidos, sua essência espiritual e seu sentido interior surgem como mistério da sabedoria de Deus. Os maiores cérebros humanos, com impotência inclinaram-se perante esse mistério. Na Páscoa recordamos os principais acontecimentos ligados à Ressurreição do Redentor. Segundo o Evangelho, Jesus Cristo morreu na Cruz na Sexta-feira, perto das 3 horas após o almoço, na véspera da páscoa hebraica. Naquela mesma noite, José de Arimatéia, um homem rico e honrado, juntamente com Nicodemus tiraram o corpo de Cristo da Cruz, ungiram-No com substâncias aromáticas, envolveram com linho (O Santo Sudário), conforme as tradições judaicas e sepultaram numa gruta de pedra. Essa gruta foi cortada por José para seu próprio sepultamento, mas por amor a Jesus ele cedeu-a. A referida gruta encontra-se no jardim de José, perto do Morro do Calvário, onde Cristo foi crucificado. A entrada da gruta, onde eles sepultaram o corpo de Jesus, foi fechada com uma enorme pedra. O sepultamento foi feito rapidamente e não conforme as leis da época, isso porque nessa mesma noite iniciava-se a celebração da páscoa hebraica.

    Os sacerdotes e escribas foram até Pilatos e pediram sua autorização para colocar soldados romanos para guardarem o túmulo. Foi colocado um lacre na pedra que fechava a entrada do sepulcro. Tudo isto foi feito como precaução, pois eles se temiam as predições de Cristo, nais quais Ele dizia que ressuscitaria no terceiro dia. Onde esteve o Senhor e Sua alma após Sua morte? Conforme a crença da Igreja, Ele desceu ao inferno junto com Seu sermão salvador e retirou de lá aqueles que acreditavam Nele (Evangelho 1 Ped. 3:19). No terceiro dia após Sua morte, no Domingo, de manhã cedo, quando ainda estava escuro e os guardas se encontravam de ronda, em seu posto na sepultura lacrada, foi quando Jesus Cristo Ressuscitou dos mortos. O mistério da Ressurreição, assim como o mistério da encarnação, - são inconcebíveis. Com a frágil mente humana, nós entendemos esse acontecimento da seguinte maneira: que no momento da Ressurreição a alma do Filho de Deus voltou ao Seu corpo, e em conseqüência o corpo reviveu e ficou imortal, vivificado e espiritualizado. Depois disto, o Cristo ressuscitado deixou a caverna sem derrubar a pedra e sem violar o lacre. Os guardas não viram o que aconteceu na caverna, e após a Ressurreição de Cristo continuavam vigiando o túmulo vazio. Em seguida aconteceu um terremoto, e então um Anjo de Deus desceu do céu, afastou a pedra da entrada do túmulo e sentou-se sobre ela. Ele tinha a aparência de um raio e sua roupa era alva como a neve. Os guardas, assustados com o Anjo, fugiram.

    Nem as esposas dos produtores de mirra, nem os discípulos de Cristo, sabiam de nada do acontecido. Como o sepultamento de Cristo foi feito rapidamente, as esposas dos produtores de mirra combinaram que iriam ao túmulo no dia seguinte ao dos festejos da páscoa hebraica, ou seja, no Domingo, e terminariam a unção do corpo do Salvador com aromas e bálsamos de oliva e canhamo. Elas inclusive não tinham conhecimento dos guardas romanos nem do selo. Quando a aurora começava a surgir, Maria Madalena, "outra" Maria, Salomé e algumas outras mulheres honradas foram até o túmulo levando a mirra perfumada. Pelo caminho, elas refletiam perplexas: "Quem irá retirar a pedra do túmulo?" - pois, conforme explica o Evangelho, a pedra era imensa. A primeira que se aproximou do sepulcro foi Maria Madalena. Vendo a sepultura vazia, ela correu para trás até aos discípulos Pedro e João e contou-lhes a respeito do desaparecimento do corpo do Mestre. Um pouco mais tarde chegaram ao túmulo outras portadoras de mirra. Elas viram um jovem vestido de branco sentado do lado direito do túmulo, o qual lhes disse: "Não se assustem, posto que sei que vocês procuram pelo Cristo crucificado. Ele Ressuscitou. Andem e digam aos discípulos Dele que eles O verão na Galiléia." - Emocionadas com a notícia inesperada, elas apressaram-se para ir ter com os discípulos.

    Entretanto os Apóstolos Pedro e João, tendo ouvido de Maria sobre o acontecido, vieram correndo à caverna: Porém, tendo encontrado ali apenas a mortalha e o tecido o qual estava na cabeça dé Jesus, voltaram perplexos para casa. Depois disso Maria Madalena voltou ao local do sepultamento de Cristo e começou a chorar. Nesse momento ela viu na sepultura dois Anjos vestidos de branco, os quais estavam sentados - um à cabeceira, outro aos pés, de onde estivere deitado o corpo de Jesus. Os Anjos perguntaram-lhe: "Por que você está chorando?." Após ter respondido aos Anjos, Maria voltou-se e viu Jesus Cristo, mas não o reconheceu. Pensando que se tratava de um jardineiro, ela perguntou: "Meu senhor, se você O retirou (Jesus Cristo) então diga onde O colocou e eu O pegarei." Então, o Senhor disse para ela: "Maria!." Ao ouvir a voz conhecida e tendo se voltado para Ele, ela reconheceu a Cristo e gritou: "Mestre" e jogou-se a Seus pés. Mas o Senhor não permitiu que ela O tocasse, mas ordenou que fosse ter com os discípulos e lhes contasse sobre o milagre da Ressurreição.

    Nessa mesma manhã os guardas chegaram até aos sumo-sacerdotes e lhes relataram a respeito da aparição do Anjo e da sepultura vazia. Essa notícia deixou as autoridades judaicas muito agitadas: Cumpriram-se seus pressentimentos inquietantes. Agora para eles antes de mais nada, era necessário preocupar-se para que o povo não acreditasse na Ressurreição de Cristo. Tendo reunido o conselho, eles deram muito dinheiro aos soldados ordenando que propagassem e espalhassem o rumor dizendo que os discípulos de Jesus à noite, na hora em que os guardas dormiam, roubaram Seu corpo. Assim fizeram todos os guardas, e o boato sobre o roubo do corpo do Salvador se manteve por longo tempo entre o povo, e até hoje é chamado o dicha mentira.

    No primeiro dia de Sua Ressurreição, o Senhor apareceu algumas vezes aos seus discípulos, os quais se escondiam individualmente ou em pequenos grupos em diversos lugares de Jerusalém. De acordo com as tradições da Igreja, Cristo primeiramente apareceu à Sua Mãe e com isto consolou Sua aflição materna. Depois, o Senhor apareceu às outras esposas dos feitores de mirra, lhes dizendo: "Alegrem-se!" Elas, por sua vez, se apressaram em dividir esta alegria com outros Apóstolos. Nesse mesmo dia o Senhor apareceu ainda para o Apóstolo Pedro e a dois discípulos - Lucas e Cléofas que estavam a caminho de Emaús. À noite Ele apareceu para todos os Apóstolos, os quais estavam reunidos para condenar os boatos sobre Sua Ressurreição. Com medo dos judeus, eles se trancaram em uma das casas de Jerusalém (pela tradição na sala onde aconteceu a Santa Ceia e onde sete semanas após a Páscoa o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos).

    Depois de uma semana, o Senhor novamente apareceu aos Apóstolos, incluindo Tomé, o qual estava ausente na primeira aparição do Salvador. Para dispersar as dúvidas de Tomé a respeito de Sua Ressurreição, o Senhor permitiu que ele tocasse Suas chagas, e Tomé, agora convencido, caiu aos Seus pés, exclamando: "Meu Senhor e meu Deus!" Conforme narram os evangelistas, durante o período de quarenta dias após Sua Ressurreição, o Senhor ainda apareceu algumas vezes aos Apóstolos, conversou com eles e dava-lhes as últimas instruções. Um pouco antes da Sua Ascensão o Senhor apareceu para mais de cinqüenta crentes. No quadragésimo dia após Sua Ressurreição o Senhor Jesus Cristo, na presença dos Apóstolos subiu aos céus e desde então Ele está sentado à "direita" de Seu pai. Os Apóstolos, encorajados com a Ressurreição do Salvador e Sua gloriosa Ascensão, voltaram à Jerusalém para aguardar a descida do Espírito Santo sobre eles, conforme lhes prometeu o Senhor.

    Conexão entre a páscoa do Antigo Testamento e a Páscoa do Novo Testamento

    Conforme sabemos, o tempo antigo era um período de preparação do povo hebreu para o advento do Messias. Por esta razão, alguns acontecimentos na vida do povo hebreu e especialmente as profecias dos profetas, referiam-se à vinda de Jesus Cristo e a chegada do Novo Testamento. O Antigo Testamento, através das palavras do Santo Apóstolo Paulo era o portador da criança para Cristo e "sombra de futuras bênçãos" (Gal. 3:24; Heb. 10:1).

    A ocorrência mais significativa na história do povo Judeu foi a libertação da escravidão egípcia nos tempos do profeta Moisés, a 1.500 anos antes de Cristo. Esta libertação passou a ser comemorada como a festa nacional da páscoa dos judeus, juntamente com outros acontecimentos, em conexão com a libertação do Egito: a morte, pelo Anjo, dos primogênitos egípcios e a graça das crianças judias em cujas casas eram feitos sinais de sangue do cordeiro de páscoa (daí a palavra "Páscoa" - "passar perto;") o milagre da passagem pelo Mar Vermelho e aniquilaço das tropas egípcias que perseguiam os israelitas; e então o recebimento da Lei (os Dez Mandamentos) no monte Sinai, pelo povo judeu. Foi quando o povo hebreu passou a ser considerado como o povo de Deus. Desde aquele tempo, os judeus festejando a páscoa e seguindo os costumes dos seus antepassados, com orações e cerimônias simbólicas fazem oferendas, mas eles fazem com o cordeiro pascal.

    Na a coincidência significativa da morte e Ressurreição do Nosso Senhor Jesus Cristo com os festejos da páscoa dos hebreus, é preciso notar a indicação de Deus na ligação interior profunda entre estes dois acontecimentos, a respeito dos quais o Santo Apóstolo Paulo escreve detalhadamente em sua epístola aos Hebreus. Confrontaremos a seguir os acontecimentos paralelos das duas Páscoas.

    - Páscoa do Antigo Testamento

    O empenho do cordeiro sem defeito de Páscoa a salvação dos primogênitos israelitas com o sangue dele (Gen. 12).

    A passagem milagrosa dos israelitas no Mar Vermelho e a salvação da escravidão egípcia (Exo.14:22).

    A legislação no Monte Sinai no 50o dia após a saída do Egito e a conclusão da aliança com Deus (Exo. 19).

    O saborear milagroso do maná enviado pôr Deus (Exo. 16:14).

    A peregrinação de 40 anos pelo deserto e as diversas provações, as quais reforçaram nos israelitas a fé em Deus. A colocação da serpente de bronze. O hebreu que a olhasse era salvo de ser mordido pôr serpentes venenosas (Num. 21:9).

    A entrada dos hebreus na terra prometida por nova Ter- seus pais.

    - Páscoa do Novo Testamento

    A crucificação do Cordeiro de Deus, por Cujo Sangue os primogênitos do Novo Testamento (cristãos) são salvos (1 Ped. 1:19).

    O batismo na água e a salvação do domínio do demônio (1 Cor. 10:1-2; veja também em Romanos o 6o e 7o capítulos).

    A vinda do Céu do Espírito Santo sobre os Apóstolos no 50o dia após a Páscoa e a instituição do Novo Testamento (Ato. 2).

    O saborear do pão Celestial - Corpo e Sangue de Cristo na Liturgia (Joã. 6o capítulo).

    Provações e dificuldades da vida que cada cristão tem de suportar. Livramento e salvação do remordimento da serpente espiritual, demônio, através da força da Cruz (Joa. 3:14).

    A promessa de novos céus e uma nova Terra, onde habitará a verdade (2 Ped. 3:13).


    Nós podemos ver nestas comparações de acontecimentos pascais que os da páscoa do Antigo Testamento anteciparam as grandes mudanças espirituais as quais seriam concretizadas na vida dos homens após a Ressurreição do nosso Salvador. Eis porque os Apóstolos, comemorando a Páscoa do Novo Testamento afirmavam: "Nossa Páscoa - Cristo, foi sacrificado por nós!" (1 Cor.5:7).

    Profecias a respeito da Ressurreição de Cristo

    Muitos profetas do Antigo Testamento se pronunciam a respeito da Ressurreição do Messias. Dentre eles, deve-se destacar aqueles que profetizavam que o Messias seria não somente um homem, mas também Deus e por conseguinte, será imortal por Sua divina natureza. Vejamos, por exemplo: Salmos: 2, 44 e 109; Gen. 9:6; Jer.23:5; Miq. 5:2; Mal. 3:1. Também profecias a respeito do Reino Eterno foram feitas, por exemplo: Gen. 49:10; 2 Sam 7:13; Salm 131:11; Ezeq 7; Dan 7:13; pois, o Eterno Reino espiritual se supõe ao Rei imortal.

    Entre as profecias corretas sobre a Ressurreição de Cristo, a mais clara vem a ser a de Isaias, 700 anos antes de Cristo, que ocupa todo o capítulo 53 de seu livro. O profeta Isaias, o qual escrevendo o sofrimento de Cristo com tantos detalhes, como se estivesse presente aos pés da Cruz, termina sua narração com as seguintes palavras:

    "A Ele foi destinado o túmulo com os malfeitores, mas Ele foi sepultado num túmulo de alguém rico, pois não cometeu pecado, e não havia mentira em seus olhos. Mas Deus achou apropriado entregá-lo ao sofrimento. Porém quando Sua alma trouxer o sacrifício da conciliação, Ele verá eterna a futura geração. E a vontade de Deus será cumprida pela mão Dele com êxito. Na proeza de Sua alma Ele vai olhar com benevolência. Através de Seu conhecimento, Ele, o Justo, Meu Servo, absolve a muitos e levará seus pecados sobre Sí. Por isso Eu Lhe darei parte entre os grandes e Ele irá dividir o prêmio com os fortes."

    As palavras finais desta profecia falam diretamente que o Messias, após Seus sofrimentos de salvação e morte, Ressuscitará e será glorificado pelo Deus Pai.

    A respeito da Ressurreição de Cristo, o rei Daví também fez profecias no salmo 15, em nome de Cristo, onde diz: "Ponho sempre o Senhor diante dos olhos; pois que Ele está à minha direita, não vacilarei. Por isso Meu coração se alegra e Minha alma exulta. Até Meu corpo descansará seguro. Porque Tu não abandonarás Minha alma na habitação dos mortos, nem permitirás que Teu Santo conheça a corrupção. Tu Me ensinarás o caminho da vida; há abundância de alegria junto de Tí e delícias eternas à Tua direita" (Salm 15:8-11. Veja também Ato 2:25 e 13:35).

    Desta maneira, os profetas estabeleceram ao seu povo o fundamento da fé concernente a chegada e Ressurreição do Messias. Eis porque os Apóstolos propagavam com tanto sucesso a fé na ressurreição de Cristo, entre o povo hebreu, a despeito dos obstáculos colocados pelos chefes religiosos da nação hebraica.

    Os Frutos Espirituais Da Ressurreição De Cristo

    "Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão" (1 Cor. 15:22). Estas palavras apostólicas dizem não apenas sobre a ressurreição física das pessoas, mas em primeiro lugar, sobre o renascimento da alma. Assim como a morte se dá de duas maneiras - espiritual e física, assim também é a ressurreição - espiritual e física. A morte de Adão, como resultado de prejuízo moral, passou para todas as pessoas. A Ressurreição de Cristo apareceu como o início de nossa ressurreição espiritual, o despertar da tendência espiritual dentro de nós, e também o renascimento moral. Com referência a esta ressurreição espiritual dos crentes, Deus disse: "Vem a hora, e já está aí, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão" (Joã 5:25).

    Em vista disto, na iminência da ressurreição de todos os mortos, deve-se diferenciar a ressurreição temporária daqueles mortos os quais o Senhor Jesus Cristo e Seus discípulos ressuscitavam, conforme o Evangelho e os Livros dos Apóstolos. Por exemplo: a ressurreição da filha de Náira, do filho da viúva de Nain e de Lázaro, o qual já estava no caixão há quatro dias, e outros. Aquelas eram as ressuscitações temporárias tanto que, após um determinado tempo os ressuscitados novamente morreram, assim como todas as pessoas. Porém, a ressurreição universal dos mortos será eterna na qual as almas das pessoas se unirão para sempre com seus corpos. - Diante da ressurreição universal, as pessoas justas e corretas se erguerão transformadas, inspiradas e imortais. O primeiro ressuscitado com este corpo renovado e inspirado foi o Senhor Jesus Cristo, a quem o Apóstolo chama de "Primícia dos que morreram" (1 Cor. 15:20). Então, no Reino de Seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça (Mat. 13:43).

    A festa da Páscoa cristã é celebrada pelos cristãos ortodoxos com imensa alegria porque eles, nos dias da Páscoa, mais do que em outras épocas, sentem a força do renascimento da Ressurreição de Cristo - cuja força destitui o domínio das trevas, libertou as almas do inferno, abriu as portas para o Paraíso, venceu os laços da morte, derramou vida e luz nas almas dos crentes. É admirável ainda, que a alegria da Páscoa se dissemina para uma quantidade tão grande de pessoas - não apenas nos que crêem profundamente mas também naqueles mais afastados de Deus. Na Páscoa o mundo todo, e parece que até a natureza sem alma, se alegram pela vitória da vida perante a morte.

    Ofícios De Páscoa

    Não existe missa mais iluminada e radiante do que a da Páscoa Ortodoxa. A missa da Páscoa inicia-se com a procissão ao redor da Igreja, com velas acesas nas mãos de todos os fiéis e com o cântico: "Tua Ressurreição, Ó Cristo Salvador; Os Anjos cantam nos Céus: e Concede a nós na terra Te glorificar com o coração puro." Essa procissão relembra o cortejo das mulheres que foram ao túmulo do Salvador, pela manhã bem cedinho para ungir com mirra Seu Corpo Sagrado. Tendo contornado a Igreja, a procissão detêm-se diante das portas principais fechadas e o sacerdote inicia as Matinais exclamando: "Salve Santíssima, consubstancial criadora da vida e indivisível Trindade...." Em seguida, todos os sacerdotes e diáconos (como o anjo que anunciou a Ressurreição de Cristo), cantam por três vezes: "Cristo ressuscitou dos mortos, repara a morte com a morte, e àqueles que estão no túmulo a vida é dada." O canto dos sacerdotes é seguido pelo côro. Então, o sacerdote mais velho proclama as palavras proféticas do salmo: "Que Deus ressuscite e disperse Seus inimigos." As palavras finais de cada verso são seguidas pelo canto alegre do côro "Cristo ressuscitou." Em seguida os sacerdotes e diáconos repetem o início do troparion: Cristo ressuscitou dos mortos, repara a morte com a morte, e o côro termina: "e àqueles que estão no túmulo a vida é dada. Nesse instante as portas da Igreja são abertas, todos entram e inicia-se a grandiosa ladainha (pequenos pedidos) com o cântico: "Senhor, tem piedade"; em seguida canta-se os cânones de Páscoa: é "dia da Ressurreição," composto por São João de Damascus.

    Durante esses cânticos, os sacerdotes repetidamente incensam o templo inteiro e fazem saudação aos fiéis com as palavras: "Cristo ressuscitou!," à qual todos respondem com vigor: Em verdade ressuscitou." Ao final da Matinal é lido o sermão inspirador de São João Chrisóstomo, o qual inicia-se com as palavras: "Quem quer que seja devoto..."

    As habituais "Horas" não são lidas; elas são substituídas por cânticos de hinos de Páscoa. A Liturgia inicia-se logo após a "Zaútrinia." Em lugar dos Salmos habituais, são cantados antífonas especiais (pequenas preces com versos); em lugar do cântico da Trindade, é cantado "Tantos quantos foram batizados em Cristo. O Evangelho lido é a respeito do nascimento imortal do Filho de Deus de Deus Pai e da Divindade de Jesus Cristo, Verbo de Deus (Joã. 1:1-17), o qual Ele provou através de Sua Gloriosa Ressurreição. Quando são vários sacerdotes que estão presente no ofício, o Evangelho é lido em vários idiomas; isto significa que os Apóstolos pregavam a várias nações a respeito da Ressurreição, em seu idioma nativo.

    Em lugar do cântico usual glorificando a Virgem Maria, é cantado:

    "O Anjo proclamava à Abençoada: Virgem, Pura, alegra-Te! E novamente eu digo: Alegra-Te! Teu Filho ergueu-se do túmulo no terceiro dia após a morte e ressuscitou os mortos: povo, alegre-se!"

    Seja glorificada, seja glorificada, Nova Jerusalém (Igreja de Cristo), pois sobre você brilhou a Glória de Deus: celebra e festeja Sion (Igreja de Cristo)! E Tu, Pura, alegra-Te com a Ressurreição dAquele que nasceu de Tí!

    Após, é feita a consagração do "Artos" (Pão bento). Este é um Pão especial, onde é representada a Ressurreição de Cristo. No seguimento do ofício o "Artos" é partido em pedaços e distribuído entre os crentes em memória à aparição do Cristo ressuscitado aos Apóstolos Lucas e Cleópas (os quais O reconheceram após Ele Ter partido o pão). No primeiro dia da Santa Páscoa são benzidos ovos, queijo e manteiga, e também panetones, com os quais os crentes terminam com o jejum. No dia da Santa Páscoa, os cristãos ortodoxos se cumprimentam entre sí com beijo fraterno com as palavras: "Cristo ressuscitou" e fazem troca de ovos vermelhos, os quais simboliza a Ressurreição. Durante todos os dias da Semana da Páscoa, as portas do Altar permanecem abertas como sinal de que a Ressurreição de Cristo abriu a todas pessoas a entrada para o Céu. Começando com o primeiro dia da Santa Páscoa até a Vesperal da Santíssima Trindade (durante 50 dias) não se deve fazer reverências ou saudações até o chão.

    Cânone de Páscoa

    1º cântico

    Eirmos: É o dia da Ressurreição! Fiquemos radiantes, homens! Páscoa! A Páscoa de Deus! Pois Cristo nosso Deus nos trouxe da morte para a vida e da terra para o Céu, enquanto cantamos hinos de triunfo!

    Refrão: Cristo ressuscitou dos mortos (antes de cada troparion).

    Purifiquemos nossos sentimentos e veremos Cristo, iluminado pela luz inacessível da Ressurreição, e ouviremos claramente Dele: "Alegrem-se!" enquanto cantamos hinos de triunfo.

    Refrão: Cristo ressuscitou dos mortos.

    Os Céus dignamente se alegrarão, o universo estará feliz, e o mundo inteiro, visível e invisível, estará em festa, pois Cristo, nossa eterna felicidade, se ergueu - alegria eterna!

    3º cântico

    Eirmos: Venham, bebamos da nova bebida, que não brotou milagrosamente de uma pedra árida, mas da fonte incorruptível - o Túmulo de Cristo, em Quem nos sustentamos (Exo. 17:6).

    Refrão: Cristo ressuscitou dos mortos.

    Agora tudo encheu-se de luz - o céu e a terra, e lugares mais ocultos; que toda criação celebre a Ressurreição de Cristo, na Qual nos afirmamos.

    Ontem eu fui sepultado conTigo, Oh Cristo, e hoje eu me ergo conTigo ressuscitado; ontem eu fui crucificado conTigo. Glorifica-me. Oh Salvador, em Teu Reino (Rom. 6:3-4).

    4º cântico

    Eirmos: Possa o divino profeta Habacuc colocar-se conosco em guarda e nos mostrar o Anjo iluminado dizendo claramente: hoje a salvação veio ao mundo, pois Cristo ressuscitou como Onipotente (Hab. 2:1, Is. 9:6).

    Refrão: Cristo Ressuscitou dos mortos.

    Nossa Páscoa - Cristo se revelou como do sexo masculino, como filho do ventre da Virgem. Ele é chamado de Cordeiro - como oferenda para alimento - como Purificador do mal e como Deus verdadeiro - proclamado perfeito (Exo. 12:5).

    Cristo, nossa Corôa abençoada - como um cordeiro novo, voluntariamente Se sacrificou por todos na Páscoa purificadora, e novamente resplandeceu, Sol magnífico da verdade.

    Davi, o antepassado de nosso Divino Deus, dançava com todas as suas forças diante da Arca do Senhor; e nós, povo abençoado de Deus, vendo a execução dos protótipos, nos alegremos divinamente, pois Cristo ressuscitou, como Onipotente! (2 Sam. 6:14).

    5º cântico

    Eirmos: Vamos nos erguer no profundo amanhecer e em lugar da mirra, oferecer um hino ao Senhor, e veremos a Cristo - Sol da verdade, instrutor da vida para todos.

    Refrão: Cristo ressuscitou dos mortos.

    Tendo visto a Sua infinita misericórdia, Oh Cristo, aqueles mantidos nas cadeias do inferno, alegremente apressaram-se para a luz, glorificando a Páscoa eterna!

    Com lanternas nas mãos, vamos ao encontro de Cristo, saído do túmulo como um noivo, e com fileira de Anjos celebrando, celebremos a Páscoa do Deus da Salvação.

    6º cântico

    Eirmos: Tu desceste, Oh Cristo, às profundezas ocultas da terra e destruíste as eternas barreiras que mantinham os prisioneiros cativos, e no terceiro dia, tal qual Jonas saiu do ventre da baleia, saíste do túmulo (Jon. 2:11).

    Refrão: Cristo ressuscitou dos mortos.

    Tendo mantido o lacre da Virgem intacto com Teu nascimento, Oh! Cristo, Tu Te ergueste do túmulo sem violar o lacre, e nos abriste as portas do Paraíso.

    Oh, meu Salvador, como Deus, Sacrifício indestrutível! Voluntariamente Se oferecendo ao Pai, Tu, Te ergueste do túmulo, ressuscitaste junto a Adão.

    Kondaquion

    Não obstante que Tu desceste ao túmulo, Oh Imortal, entretanto Tu exterminaste o povo do inferno, e Te elevaste novamente como vencedor, Oh, Cristo, nosso Senhor, dizendo às mulheres que portavam a mirra: alegrem-se! E dando paz aos Seus Apóstolos, e oferecendo Ressurreição aos arruinados.

    Ikos: As portadoras de mirra solteiras que anteciparam a aurora e buscaram, como aqueles que procuram o dia, seu Sol, Aquele que era antes do sol e que uma vez esteve no túmulo. E elas gritaram reciprocamente: Amigos, venham, vamos ungir com aromas Seu Corpo Vivificante e sepultado - a Carne Que ergueu Adão, e Que agora está no túmulo. Vamos, apressemo-nos, vamos venerar; e vamos levar a mirra como um presente a Ele, que está enrolado, mas ainda não enfaixado, e sim na mortalha (sudário). E vamos chorar e clamar: Levanta-Te, Oh! Senhor, Que ofereceu a Ressurreição aos caídos.

    Tendo contemplado a Ressurreição de Cristo, vamos adorar o Sagrado Senhor Jesus, o único Impecável. Nós veneramos Tua Cruz, Oh! Cristo, e Sua Santíssima Ressurreição nós louvamos e glorificamos; por Tua habilidade, nosso Deus, só conhecemos a Tí; nós chamamos por Teu nome. Oh, venham, todos fiéis, vamos venerar.

    Sagrada Ressurreição de Cristo. Através da Cruz, a alegria chegou para o mundo todo. Eterno louvor ao Senhor, vamos glorificar Sua Ressurreição. Pela Cruz, Ele destruiu a morte pela morte. (repetir 3 vezes).

    Jesus, tendo se erguido do túmulo, conforme Ele profetizou, nos deu a vida eterna e grande misericórdia. (repetir 3 vezes).

    7º cântico

    Eirmos: Ele, Que salvou as crianças da fornalha, se fez homem, sofreu, como um mortal, e através do Seu sofrimento, vestiu a mortalidade com a graça da imortalidade. O único Deus dos homens, Abençoado e Glorioso.

    Refrão: Cristo ressuscitou dos mortos.

    As mulheres sábias e devotas Te seguiam com a mirra; mas Aquele que elas procuravam com lágrimas como morto, elas reverenciaram com alegria, como ao Deus vivo, e contaram aos Teus discípulos, Oh! Cristo, as boas notícias da Páscoa mística.

    Nós celebramos a mortificação da morte, a destruição do inferno, o início de outra vida, a vida eterna e saltamos de alegria e glorificamos o Responsável por tudo, o único Deus dos homens, Abençoado e Glorioso (Ose. 13:14).

    Pela verdade a santíssima e supremas festa é esta noite de salvação radiante de Luz, o prenúncio do dia brilhante da Ressurreição, na qual a Luz Eterna brilhou do Túmulo materialmente, para todos.

    8º cântico

    Eirmos: Este é o Dia escolhido, o único, o primeiro dos sábados - a festa das festas e o triunfo dos triunfos; neste dia bendizemos Cristo para sempre!

    Refrão: Cristo ressuscitou dos mortos.

    Vinde ao dia glorificado da Ressurreição, compartilhemos do fruto do novo vinho, divina felicidade, Reino de Cristo, glorificando-O, como Deus, para sempre.

    Lança o teu olhar, Oh! Sion, e olha ao teu redor: Eis que se estenderam as tuas crianças, como luzes divinas do norte, sul, leste, do mar e do levante, Abençoando em Tí Cristo, para sempre (Isa. 60:4).

    Pai, Todo Poderoso, e Palavra e Espírito - Único Ser em três Unidades, Altíssimo e Divino! Em Tí nós fomos batizados e iremos Te glorificas para todo o sempre.

    9º cântico

    Eirmos: Brilha, brilha, nova Jerusalém; pois a Glória do Senhor brilhou sobre tí; festeja e alegra-te agora, Oh! Sion. E Tu, a Pura Mãe de Jesus, alegra-Te pela ascensão Dele, a Quem deste a Luz (Isa. 60:1).

    Refrão: Cristo ressuscitou dos mortos.

    Oh, como é divina, dócil e maravilhosa a Tua palavra, Oh Cristo! Tu prometeste estar conosco até o fim do mundo. Tendo esta esperança de apoio, nós, crentes, nos alegramos (Mat. 28:20).

    Oh, Páscoa, Magnífica e Sagrada, Oh, Cristo! Força e palavra de Deus! Permita a nós nos unirmos completamente a Tí no dia infinito do Teu Reino (Cor. 5:7; 13:12).

    Refrão1: Glorificai, Oh, minha alma, Cristo o doador da vida, Aquele que se ergueu do Túmulo no 3o dia. Brilha, brilha, nova Jerusalém; pois a Glória do Senhor brilhou sobre tí; festeja e alegra-te agora, Oh! Sion. E Tu, a Pura Mãe de Jesus, alegra-Te pela ascensão Dele, a Quem deste a Luz.

    Refrão 2: Glorificai, Oh, minha alma, Cristo o doador da vida, Aquele que se ergueu do Túmulo no 3o dia.

    Refrão 3: Cristo na Nova Páscoa, a Vítima viva sacrificada, o Cordeiro de Deus Que tirou os pecados do mundo.

    Troparion: Oh Divina, Oh Querida, Oh doce Voz! Tú, oh Cristo, nos prometeste fielmente estar conosco até o fim do mundo. E nos apoiando firmemente nesta promessa como uma ancora de esperança, nós os devotados nos alegramos.

    Refrão 4: O Anjo gritou para Aquela que é cheia de Graça: Alegra-Te, Virgem Pura! E de novo eu digo: Alegra-Te! Teu Filho ressuscitou do Túmulo no 3o dia e ressuscitou os mortos. Alegra-se, povo! (repetir novamente: "Oh Divina, Oh Querida").

    Refrão 5: Rugindo majestosamente, como o Leão de Judá, Tu adormeceste, e Tu ergueste os mortos de todos os tempos passados. (repetir novamente: "Oh Divina, Oh Querida."..).

    Refrão 6: Maria Madalena correu ao sepulcro e viu Cristo e falou com Ele como se fosse jardineiro.

    Troparion: Oh, Páscoa Grande e Sagrada, Cristo! Oh, Sabedoria, Palavra e Povo de Deus! Permita que possamos com a máxima perfeição, partilhar de Tí no Dia infinito do Teu Reino.

    Refrão 7: O Anjo resplandecente falou às mulheres: Parem com as lágrimas, pois Cristo ressuscitou.

    Refrão 8: Povo, alegre-se, pois Cristo ressuscitou, pisou na morte e ressuscitou os mortos.

    Refrão 9: Hoje toda humanidade está feliz e alegra-se, pois Cristo ressuscitou e o inferno foi vencido.

    Refrão 10: Hoje o Mestre conquistou o inferno e ergueu os prisioneiros dos tempos, os quais estavam presos num amargo cativeiro.

    Refrão 11: Alegra-Te, Oh Virgem! Alegra-Te, Oh Abençoada! Alegra-Te, Oh Gloriosa! Pois Teu Filho ressuscitou do Túmulo no 3o dia. "Katabasia": Brilha, brilha, nova Jerusalém; pois a Glória do Senhor brilhou sobre tí; festeja e alegra-te agora, Oh! Sion. E Tu, a Pura Mãe de Jesus, alegra-Te pela ascensão Dele, a Quem deste a Luz.

    Nota:

    A respeito do Milagre da Ressurreição de Cristo dos mortos, há o testemunho do fogo abençoado, o qual se acende todos os anos na noite de Páscoa em Jerusalém, no Templo da Ressurreição de Cristo, o qual foi construído no local do sepultamento e Ressurreição do Salvador. A origem deste fogo é inexplicável. Quando o fogo abençoado surge, ele não queima podendo ser passado pelo rosto. Apenas após algum tempo ele adquire a temperatura normal de fogo. O Patriarca Ortodoxo de Jerusalém (ou seu substituto), após receber o fogo, acende velas com ele e imediatamente as distribui entre os muitos crentes que se encontram no Templo. O fogo abençoado causa uma enorme impressão em todos os presentes e os torna felizes. É magnífico também notar que o fogo abençoado desce apenas para os ortodoxos e sempre na Páscoa Ortodoxa. Representantes de outras religiões, os quais também oram Nesse Templo, não recebem o fogo.

    A páscoa dos hebreus é celebrada no 14o dia do mês lunar de Nissan. Esse dia sempre acontece na primavera, na lua cheia. A Páscoa Cristã é estreitamente conectada com a páscoa dos judeus. O Primeiro Concílio Ecumênico tendo se reunido em Nicéia no ano 325, decretou que a Páscoa Cristã fosse celebrada no Domingo, no equinócio primaveril, e obrigatoriamente após a páscoa dos judeus. De acordo com essa ordenação do Concílio e com cálculos astronômicos, os estudiosos alexandrinos desenvolveram um sistema para calcular a Páscoa Cristã para cada ano. Assim, surgiu a "Pascoalha," - tabela dos dias da Páscoa para muitos anos adiante. Alterações dos dias de Páscoa se repetem a cada 532 anos (indiction). De acordo com a "Pascoalha," a Páscoa Cristã que acontece mais cedo, acontece no dia 22 de março pelo estilo antigo (4 de abril pelo novo estilo), e a mais tardia - 25 de abril (estilo antigo), 8 de maio (novo estilo), com o movimento da Páscoa, movimentam-se também o Grande Jejum e a celebração da Entrada do Senhor em Jerusalém (Domingo de Ramos), que acontece uma semana antes da Páscoa; a Ascensão de Cristo (no 40o dia após a Páscoa) e a Santíssima Trindade (no 50o dia após a Páscoa). De acordo com a "Pascoalha," a Páscoa em 1.999 foi no dia 11 de abril; no ano 2.000 ocorrerá em 30 de abril; em 2.001 - 15 de abril; 2.002 - 5 de maio.

    A Ressurreição de Cristo foi testemunhada por Anjos e Apóstolos: Mat. 28:5-7, Mar. 16:5-7; Luc. 24:4-7. 1Cor. 15:15; Seus inimigos Mat. 28:11-15, e mais de tudo - por aquele mar de milagres, os quais aconteciam e continuam acontecendo em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.

    Missionary Leaflet # P04 - Copyright (c) 2000 and Published by Holy Protection Russian Orthodox Church 2049 Argyle Ave. Los Angeles, California 90068 - Editor: Bishop Alexander (Mileant)- (pasha_p.doc, 03-30-2000) - Traduzido por Olga Dandolo - texto editado por Ronald Stresser Jr em 12/04/2009

    Homilia de São João Crisostomo

    Quem tiver piedade e amor a Deus, regozige-se nesta gloriosa e brilhante festa. Quem for servo bom, entre e alegre-se no gozo de seu Senhor. Quem suportou a fadiga do jejum, receba agora a recompensa; quem trabalhou desde a primeira hora, receba hoje o seu justo salário. Quem veio após a terceira hora, festeje com gratidão. Quem chegou após a sexta hora, entre sem hesitar, porque não será renegado. Quem atrasou-se até a nona hora, venha sem receio e medo. Quem chegou somente na décima primeira hora, não tenha medo por causa de sua demora, porque o Senhor é generoso. Acolhe o ultimo como o primeiro; remunera o operário da décima primeira hora como o da primeira; cobre um com sua misecórdia e outro com sua graça. é generoso com um e ao outro concede; aceita as obras e abençoa a intenção, recompensa o trabalho e louva a boa vontade.

    Entrai pois todos no gozo de nosso Senhor. Primeiros e ultimos, recebei a recompensa; ricos e pobres, alegrai-vos juntos; justos e pecadores, honrai este dia; os que jejuaram e os que não jejuaram, regozijai-vos uns com os outros; a mesa é farta; saciai-vos á vontade; o vitelo é gordo, que ninguém se retire com fome; participem todos do banquete da fé, que todos recebam a riqueza da graça; que ninguém se constranja da pobreza, porque o reino universal foi proclamado; que ninguém chore por causa de seus pecados, porque o perdão jorrou do tumulo. Que ninguém tema a morte, porque a morte do Salvador nos libertou a todos. O salvador destruiu a morte, quando a ela se submeteu; despojou o inferno quando nele desceu. o inferno tocou seu corpo e foi aniquilado. Foi isto que profetizou Izaias, exclamando: o inferno ficou aflito ao encontrar-te; aflito, pois foi arruinado; aflito e menosprezado; foi executado e menosprezado; aflito pois foi subjugado. Agarrou um corpo e encontrou um Deus; apossou-se da terra e achou-se diante do céu. Pegou o que viu, e caiu naquilo que não viu. Onde está o teu aguilhão, ó morte! Onde está a tua vitória, ó inferno? Cristo ressuscitou e foste arrazado; Cristo ressuscitou, e os demonios foram vencidos; Cristo ressuscitou e os anjos rejubilam-se; Cristo ressuscitou e a vida foi restituida; Cristo ressuscitou e não ficou mais nenhum morto no tumulo, porque Cristo pela sua ressureição dos mortos tornou-se primaz dentre os mortos. A êle a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Assim seja!

    Cristo ressuscitou! : )

    sábado, 11 de abril de 2009

    SÁBADO DE ALELUIA

    O Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, é o dia que antecede a Páscoa no calendário do Cristianismo. Nas Filipinas, nação notoriamente católica, chama-se a este dia Sábado Negro. O Sábado de Aleluia é o último dia da Semana Santa.

    Na tradição católica, é costume os altares serem desnudados, pois como na Sexta-Feira Santa é celebrada a Eucaristia. Os únicos rituais são os que fazem parte da Liturgia das Horas. Além da Eucaristia, é vedada também a celebração de qualquer outro sacramento, menos a Confissão. São permitidas exéquias, mas sem celebração de missa. A distribuição da comunhão só é permitida sob a forma de viático, isto é, em caso de morte.

    Muitas das igrejas anglicanas seguem estes mesmos preceitos. Já a Igreja Ortodoxa, bem como os ritos católicos orientais, seguem as suas próprias tradições e possuem terminologia própria para estes dias e respectivas tradições e celebrações. Como é de esperar, apesar de a Páscoa e os dias relacionados serem importantes para todas as tradições cristãs, do Mormonismo ao Catolicismo, as celebrações variam grandemente.

    Antes de 1970, os católicos romanos deviam praticar um jejum limitado: por exemplo, abstinência de carne de gado, mas consumo de quantidades limitadas de peixe, etc. Em alguns lugares, a manhã do Sábado de Aleluia é dedicada à "Celebração das Dores de Maria", onde se recorda a "hora da Mãe", sem missa.

    É no Sábado de Aleluia que se faz a tradicional Malhação de Judas, representando a morte de Judas Iscariotes.

    No Sábado Santo, é celebrada a Vigília pascal depois do anoitecer, dando início à Páscoa.

    Sábado: remonta à Criação, passa pelo Êxodo e vai até ao fim do Apocalipse.

    ORAÇÃO

    Sagrado Coração de Jesus, São Francisco de Assis;
    sabemos, Cristo, que amanhã Vosso Pai te glorificará novamente;
    pois é o Domingo da Ressurreição;
    No qual se prova que a morte é passageira e a vida é eterna.

    Acreditamos na ressurreição pela luz da fé, e pelos milagres vividos, que tem a finalidade de acreditarmos em Ti Filho do Homem

    Assim seja.

    sexta-feira, 10 de abril de 2009

    Sexta-feira Santa - Paixão de Cristo



    A Sexta-feira Santa, ou Sexta-feira da Paixão, é a Sexta-feira antes do Domingo de Páscoa. É a data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.

    Segundo a tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu no domingo seguinte ao dia 14 de Nisã, no calendário hebraico. A mesma tradição refere ser esse o terceiro dia desde a morte. Assim, contando a partir do domingo, e sabendo que o costume judaico, tal como o romano, contava o primeiro e o último dia, chega-se à sexta-feira como dia da morte de Cristo.

    A Sexta-feira Santa é um feriado móvel que serve de referência para outras datas. É calculado como sendo a primeira Sexta-feira de lua cheia após o equinócio de outono no hemisfério sul ou o equinócio de primavera no hemisfério norte, podendo ocorrer entre 22 de março e 25 de abril.

    Na Igreja Católica, este dia pertence ao Tríduo pascal, o mais importante período do ano litúrgico. A Igreja celebra e contempla a paixão e morte de Cristo, pelo que é um dos raros dias em que não se celebra, em absoluto, a Eucaristia.

    Por ser um dia em que se contempla de modo especial Cristo crucificado, as regras litúrgicas prescrevem que neste dia e no seguinte (Sábado Santo) se venere o crucifixo com o gesto da genuflexão, ou seja, de joelhos.

    A Igreja exorta os fiéis a que neste dia observem alguns sinais de penitência, em respeito e veneração pela morte de Cristo. Assim, convida-os à prática do jejum e da abstinência da carne.

    Exercícios piedosos, como a Via Sacra e o Rosário, são também recomendados como forma de assinalar este dia especialmente importante para a fé cristã.

    "Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse: 'Tudo está consumado' ." Evangelho (J0 18,1-19,42)

    O vinagre misturado com água era bebida normal dos soldados. Foi por dó que o ofereceram a Jesus, para aplacar sua sede. O suplício da cruz chegava ao fim. Conscientemente Jesus aceitou a morte, pois fizera tudo que devia, vivera plenamente nossa vida humana. Colocou tudo nas mãos do Pai, num gesto final de obediência, aceitação, entrega e súplica. Foi uma atitude filial de amor total.

    ORAÇÃO
    Senhor, contemplando Vossa morte na cruz, na maior humilhação, reconheço que sois o Filho de Deus (Mc 15,39). Creio que Sois meu Salvador, que me podeis transformar e fazer participante de vossa vida divina. Por vossa vida e morteeu vos peço, fazei que vos seja fiel para sempre, que me entregue todo a Vós como Vos entregastes todo por mim. Ponho em Vós minha confiança. Asim seja.

    Fonte: Revista de Aparecida-nº85-abril de 2009 / Wikipédia / Imagem: Corbis

    quinta-feira, 9 de abril de 2009

    Oração da Quinta-feira Santa

    Conhecida pelos antigos como poderosíssima oração para fechamento do corpo e proteção contra feitiços, bruxaria, armas brancas e armas de fogo, inimigos visíveis e ocultos. Essa centenária oração acompanha gerações protegendo aqueles que amam o Cristo e confiam que Ele nos protege de todo o mal, restabelecendo o equilíbrio, a justiça e a verdade divinos. Antes de orar afirme para você mesma(o): "Eu confio em Deus!"

    Oração de Nosso Senhor Jesus Cristo:

    Na Quinta-feira Santa, encontrou Judas com Jesus,

    Judas perguntou a Jesus:
    "- O que temes ?"
    Jesus disse:
    "- Não temo o peso da cruz, porque nela fui crucificado."
    Por isto nós dizemos:
    "Morra a pólvora, morra o chumbo, morram todos os estandartes de fogo. Se puxar por faca virará em armação de algodão. Se puxar por espada dobrará desde a ponta até o cabo. Se puxar por arma de fogo correrá água desde o cano até o fecho, assim como correu leite de Nossa Senhora Maria Santíssima, na Boca de seu Bendito Filho para mamar. Atire na minha cabeça que atira na cabeça de Jesus Cristo. Atire no meu peito que atira no peito de Maria Santíssima. Atire nos meus braços que atira nos braços da Santa Cruz, onde Cristo expirou por nós os pecadores.
    Rezo a cruz (+ fazer o Sinal da Cruz), cruz eu rezo, rezo a cruz (+ fazer o Sinal da Cruz),cruz eu rezo, rezo a cruz (+ fazer o Sinal da Cruz), Cruz eu rezo.
    Assim como o Santo Padre não pode dizer sua Santíssima Missa sem a Santa Pedra D'Ara, assim todos meus inimigos e todos os feiticeiros e feiticeiras, não poderão comer e nem beber e nem dormir e não terão sossego enquanto comigo não fizerem as pazes e não terão poder e nem ânimo de me fazer mal nenhum.
    Amém."


    Oração da Quinta-feira Santa:


    A Bíblia não comanda essa celebração, mas a Igreja a faz em sinal de louvor pelo sacrifício de Cristo e pela sua lição de humildade dada na última ceia. É um dia para preparar o seu coração para o Tríduo Pascal, quando se comemora a paixão, morte e ressurreição de Cristo. Por isso oramos:

    "Ó Pai, estamos reunidos para a Santa Ceia, na qual o vosso filho único, ao entregar-se à morte, deu à sua Igreja um novo e eterno sacrifício, como banquete do seu amor. 

    Concedei-nos, por mistério tão excelso, chegar à plenitude da caridade e da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém."



    quarta-feira, 8 de abril de 2009

    Quarta-feira Santa




    "Enquanto comiam, Jesus disse: '...um de vós vai me trair'. Ficaram muito tristes e começaram a perguntar: Senhor, serei eu?" 
    Evangelho (Mt 26,14-25)


    Ficaram tristes porque Jesus ia ser traído. Tristes porque Jesus parecia estar duvidando de todos, mas tristes também, ou até amedrontados, porque pelo menos um pouco tinham aprendido a não confiar em si. Eu também tenho de ter esse medo de ser infiel, de renegar e abandonar Jesus. Para continuar fiel, preciso pedir sempre que ele me ajude; por mim nada posso garantir.

    ORAÇÃO

    Jesus, já aprendi que Vos posso abandonar um pouco ou até de uma vez. Não quero confiar em minha força, porque tenho mais é fraqueza. Por isso Vos peço: ajudai-me a rezar sempre, a sempre pedir Vossa ajuda para Vos continuar fiel. Dai-me clareza para ver o que devo fazer, dai-me prudência para agir na hora certa, dai-me força para fazer sem medo o que é certo do jeito certo. Assim seja

    HISTÓRICO

    A quarta-feira santa em alguns lugares é conhecida como quarta-feira de trevas. Neste dia recordamos a triste história daquele que foi Apóstolo de Cristo: Judas. Assim o conta São Mateus no seu evangelho: Um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes e disse-lhes: «Quanto me dareis, se eu vo-lo entregar?» Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata. E, a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.

    Porque recorda a Igreja este acontecimento? Para que nos possamos convencer de que todos podemos comportar-nos como Judas. Para que peçamos ao Senhor que, da nossa parte, não haja traições, nem afastamentos, nem abandonos. Não somente pelas consequências negativas que isso poderia trazer às nossas vidas pessoais, o que já seria muito; mas porque poderíamos arrastar outros, que necessitam da ajuda do nosso bom exemplo, do nosso ânimo, da nossa amizade.

    Em alguns lugares da América, as imagens de Cristo crucificado mostram uma chaga profunda na face esquerda do Senhor. E contam que essa chaga representa o beijo de Judas. Tão grande é a dor que os nossos pecados causam a Jesus! Digamos-lhe que desejamos ser-lhe fiéis: que não queremos vendê-lo – como Judas – por trinta moedas, por uma ninharia, que isso são todos os pecados: a soberba, a inveja, a impureza, o ódio, o ressentimento... 


    Quando uma tentação ameaça atirar-nos para o chão, pensemos que não vale a pena trocar a felicidade dos filhos de Deus, que é o que somos, por um prazer que logo acaba e deixa o gosto amargo da derrota e da infidelidade.

    Temos de sentir o peso da Igreja e de toda a humanidade. Não é admirável saber que qualquer de nós pode ter influência no mundo inteiro? No lugar onde estamos, realizando bem o nosso trabalho, cuidando da família, servindo os amigos, podemos ajudar a felicidade de tantas pessoas. Como escreve São Josemaria Escrivá, com o cumprimento dos nossos deveres cristãos, temos de ser como a pedra caída no lago. – Produz, com o teu exemplo e com a tua palavra um primeiro círculo... e este, outro... e outro, e outro... Até chegar aos lugares mais remotos.

    Vamos a pedir ao Senhor que não o atraiçoemos mais; que saibamos afastar, com a sua graça, as tentações que o demónio nos apresenta, enganando-nos. Temos de dizer que não, decididamente, a tudo o que nos afaste de Deus. Assim não se repetirá na nossa vida a desgraçada história de Judas.

    E se nos sentirmos débeis, corramos ao Santo Sacramento da Penitência! Ali nos espera o Senhor, como o pai da parábola do filho pródigo, para nos dar um abraço e oferecer-nos a sua amizade. Continuamente sai ao nosso encontro, ainda que tenhamos caído baixo, muito baixo. Sempre é tempo de voltar a Deus! Não reajamos com desânimo, nem com pessimismo. Não pensemos: que vou fazer eu, se sou um cúmulo de misérias? Maior é a misericórdia de Deus! Que vou fazer eu, se caio uma e outra vez pela minha debilidade? Maior é o poder de Deus, para nos levantar das nossas quedas!

    Grandes foram os pecados de Judas e de Pedro. Os dois atraiçoaram o Mestre: um entregando-o nas mãos dos perseguidores, outro negando-o por três vezes. E, no entanto, que diferente reacção teve cada um! Para os dois guardava o Senhor torrentes de misericórdia.

    Pedro arrependeu-se, chorou o seu pecado, pediu perdão, e foi confirmado por Cristo na fé e no amor; com o tempo, chegaria a dar a sua vida por Nosso Senhor. Judas, pelo contrário, não confiou na misericórdia de Cristo. Até ao último momento teve abertas as portas do perdão de Deus, mas não quis entrar por elas através da penitência.

    Na sua primeira encíclica, João Paulo II fala do direito de Cristo a encontrar-se com cada um de nós naquele momento chave da vida da alma, que é o momento da conversão e do perdão (Redemptor hominis, 20). Não privemos Jesus desse direito! Não tiremos a Deus Pai a alegria de nos dar o abraço de boas-vindas! Não contristemos o Espírito Santo, que deseja devolver às almas a vida sobrenatural!Peçamos a Santa Maria, Esperança dos cristãos, que não permita que desanimemos com os nossos equívocos e pecados, talvez repetidos. Que nos alcance do seu Filho a graça da conversão, o desejo eficaz de recorrer – humildes e contritos – à Confissão, sacramento da misericórdia divina, começando e recomeçando sempre que seja preciso.
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    Fonte: Revista de Aparecida-nº85-abril de 2009 / JUV. MARIANA VICENTINA DE ALFERRAREDE - http://jmvalferrarede.blogspot.com/