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segunda-feira, 18 de abril de 2022

André Luiz: 'A Prece de Eusébio'


"Senhor da vida,

Abençoa-nos o propósito

De penetrar o caminho da Luz!…


Somos Teus filhos,

Ainda escravos de círculos restritos,

Mas a sede do Infinito

Dilacera-nos os véus do ser.


Herdeiros da imortalidade,

Buscamos-Te as fontes eternas,

Esperando, confiantes, em Tua misericórdia.


De nós mesmos, Senhor, nada podemos.

Sem Ti, somos frondes decepadas

Que o fogo da experiência

Tortura ou transforma…


Unidos, no entanto, ao Teu Amor,

Somos continuadores gloriosos

De Tua Criação Interminável.


Somos alguns milhares

Neste campo terrestre;

E, antes de tudo,

Louvamos-Te a grandeza

Que não nos oprime a pequenez…


Dilata-nos a percepção diante da vida,

Abre-nos os olhos

Enevoados pelo sono da ilusão,

Para que divisemos Tua glória sem fim!…


Desperta-nos docemente o ouvido,

A fim de percebermos o cântico

De tua sublime eternidade.


Abençoa as sementes de sabedoria

Que os teus mensageiros esparziram

No campo de nossas almas;

Fecunda-nos o solo interior,

Para que os divinos germens não pereçam.


Sabemos, Pai,

Que o suor do trabalho

E a lágrima da redenção

Constituem adubo generoso

À floração de nossas sementeiras;


Todavia,

Sem Tua bênção,

O suor enlanguesce

E a lágrima desespera…


Sem Tua mão compassiva,

Os vermes das paixões

E as tempestades de nossos vícios

Podem arruinar-nos a lavoura incipiente…


Acorda-nos, Senhor da Vida,

Para a luz da oportunidade presente;

Fortalece-nos as mãos,

Para que os atritos da luta não as inutilizem;


Guia-nos os pés para o supremo bem;

Reveste-nos o coração

Com a Tua serenidade paternal,

Robustecendo-nos a resistência!


Poderoso Senhor,

Ampara-nos a fragilidade,

Corrige-nos os erros,

Esclarece-nos a ignorância,

Acolhe-nos em Teu amoroso regaço.


Cumpram-se, Pai Amado,

Os Teus desígnios soberanos,

Agora e sempre.

Assim seja."


Chico Xavier e André Luiz
Trecho do livro: 'No Mundo Maior'
Capítulo 01: 'Entre dois Planos'



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Prece do Educador

"Senhor,  Que eu possa me debruçar sobre cada criança, e sobre cada jovem, com a reverência que deve animar minha alma diante de toda criatura tua!  Que eu respeite em cada ser humano de que me aproximar, o sagrado direito de ele próprio construir seu ser e escolher seu pensar!  Que eu não deseje me apoderar do espírito de ninguém, imprimindo-lhe meus caprichos e meus desejos pessoais, nem exigindo qualquer recompensa por aquilo que devo lhe dar de alma para alma!  Que eu saiba acender o impulso do progresso, encontrando o fio condutor de desenvolvimento de cada um, dando-lhes o que eles já possuem e não sabem, fazendo-os surpreenderem-se consigo mesmos!  Que eu me impregne de infinita paciência, de inquebrantável perseverança e de suprema força interior para me manter sempre sob o meu próprio domínio, sem deixar flutuar meu espírito ao sabor das circunstâncias! Mas que minha segurança não seja dogmatismo e inflexibilidade e que minha serenidade não seja mormaço espiritual!  Que eu passe por todos, sem nenhuma arrogância e sem pretensão à verdade absoluta, mas que deixe em cada um, uma marca inesquecível por ter transmitido alguma centelha de verdade e todo o meu amor!" - Dora Incontri

"Senhor,

Que eu possa me debruçar sobre cada criança, e sobre cada jovem, com a reverência que deve animar minha alma diante de toda criatura tua!

Que eu respeite em cada ser humano de que me aproximar, o sagrado direito de ele próprio construir seu ser e escolher seu pensar!

Que eu não deseje me apoderar do espírito de ninguém, imprimindo-lhe meus caprichos e meus desejos pessoais, nem exigindo qualquer recompensa por aquilo que devo lhe dar de alma para alma!

Que eu saiba acender o impulso do progresso, encontrando o fio condutor de desenvolvimento de cada um, dando-lhes o que eles já possuem e não sabem, fazendo-os surpreenderem-se consigo mesmos!

Que eu me impregne de infinita paciência, de inquebrantável perseverança e de suprema força interior para me manter sempre sob o meu próprio domínio, sem deixar flutuar meu espírito ao sabor das circunstâncias! Mas que minha segurança não seja dogmatismo e inflexibilidade e que minha serenidade não seja mormaço espiritual!

Que eu passe por todos, sem nenhuma arrogância e sem pretensão à verdade absoluta, mas que deixe em cada um, uma marca inesquecível por ter transmitido alguma centelha de verdade e todo o meu amor!"


Prece extraída do livro 'A Educação Segundo o Espiritismo', de Dora Incontri - 2ª edição - Maio de 1998


sábado, 11 de dezembro de 2021

Emmanuel: 'Louvor do Natal' - Psicografia de Chico Xavier

"Senhor Jesus!  Quando vieste ao mundo, numerosos conquistadores haviam passado, cimentando reinos de pedra com sangue e lágrimas.  Na retaguarda dos carros de ouro e púrpura, em que lhes fulgia a vitória, alastravam-se, como rastros da morte, a degradação e a pilhagem, a maldição do solo envilecido e o choro das vítimas indefesas.  Levantavam-se, poderosos, em palácios fortificados e faziam leis de baraço e cutelo, para serem, logo após, esquecidos no rol dos carrascos da Humanidade.  Entretanto, Senhor, nasceste nas palhas e permaneceste lembrado para sempre.  Ninguém sabe até hoje quais tenham sido os tratadores de animais que te ofertaram esburacada manta por leito simples, e ignora-se quem foi o benfeitor que te arrancou ao desconforto da estrebaria para o clima do lar.  Cresceste sem nada pedir que não fosse o culto à verdadeira fraternidade.  Escolheste vilarejos anônimos para a moldura de tua palavra sublime… Buscaste para companheiros de tua obra homens rudes, cujas mãos calejadas não lhes favoreciam os voos do pensamento. E conversaste com a multidão, sem propaganda condicionada.  No entanto, ninguém conhece o nome das crianças que te pousaram nos joelhos amigos, nem das mães fatigadas a quem te dirigiste na via pública!  A História, que homenageava Júlio César, discutia Horácio, enaltecia Tibério, comentava Virgílio e admirava Mecenas, não te quis conhecer em pessoa, ao lado de tua revelação, mas o povo te guardou a presença divina e as personagens de tua epopeia chamam-se “o cego Bartimeu”, “o homem de mão mirrada”, “o servo do centurião”, “o mancebo rico”, “a mulher cananeia”, “o gago de Decápolis”, “a sogra de Pedro”, “Lázaro, o irmão de Marta e Maria”…  Ainda assim, Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem assessores e sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo hoje quanto ontem, chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que exemplificaste, para que surjam, na Terra, sem dissensão e sem violência, o trabalho e a riqueza, a tranquilidade e a alegria, como bênção de todos.  É por isso que, emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em prece:  — Salve, Cristo! os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam!…" - Chico Xavier e Emmanuel

"Senhor Jesus!

Quando vieste ao mundo, numerosos conquistadores haviam passado, cimentando reinos de pedra com sangue e lágrimas.

Na retaguarda dos carros de ouro e púrpura, em que lhes fulgia a vitória, alastravam-se, como rastros da morte, a degradação e a pilhagem, a maldição do solo envilecido e o choro das vítimas indefesas.

Levantavam-se, poderosos, em palácios fortificados e faziam leis de baraço e cutelo, para serem, logo após, esquecidos no rol dos carrascos da Humanidade.

Entretanto, Senhor, nasceste nas palhas e permaneceste lembrado para sempre.

Ninguém sabe até hoje quais tenham sido os tratadores de animais que te ofertaram esburacada manta por leito simples, e ignora-se quem foi o benfeitor que te arrancou ao desconforto da estrebaria para o clima do lar.

Cresceste sem nada pedir que não fosse o culto à verdadeira fraternidade.

Escolheste vilarejos anônimos para a moldura de tua palavra sublime… Buscaste para companheiros de tua obra homens rudes, cujas mãos calejadas não lhes favoreciam os voos do pensamento. E conversaste com a multidão, sem propaganda condicionada.

No entanto, ninguém conhece o nome das crianças que te pousaram nos joelhos amigos, nem das mães fatigadas a quem te dirigiste na via pública!

A História, que homenageava Júlio César, discutia Horácio, enaltecia Tibério, comentava Virgílio e admirava Mecenas, não te quis conhecer em pessoa, ao lado de tua revelação, mas o povo te guardou a presença divina e as personagens de tua epopeia chamam-se “o cego Bartimeu”, “o homem de mão mirrada”, “o servo do centurião”, “o mancebo rico”, “a mulher cananeia”, “o gago de Decápolis”, “a sogra de Pedro”, “Lázaro, o irmão de Marta e Maria”…

Ainda assim, Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem assessores e sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo hoje quanto ontem, chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que exemplificaste, para que surjam, na Terra, sem dissensão e sem violência, o trabalho e a riqueza, a tranquilidade e a alegria, como bênção de todos.

É por isso que, emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em prece:

— Salve, Cristo! os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam!…"



Francisco Cândido Xavier e Emmanuel
Reunião pública de 18 de Dezembro de 1959
Do livro 'Religião dos Espíritos' - FEB Editora - Cap. 90




quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Oração à Estrela do Natal, por Alma Eros. Psicografia: Chico Xavier

 Oração à Estrela Divina


"Estrela do Natal,  Que iluminaste a Grande Noite,  Indicando a Manjedoura Sublime,  Torna a resplandecer, por misericórdia  No céu da consciência dos homens  — Pastores dos interesses de Deus,  Na terra maternal.    Dissipa a escuridão da meia-noite,  Rasga a visão dos cumes radiosos,  Para que os vales terrestres sejam menos sombrios!  Ordena a teus raios salvadores  Que revelem  Os lares angustiados,  Os corações doridos,  As mansardas sem pão,  Os templos sem fé,  Os campos ao abandono!…    Descortina a senda  Que reconduz ao Mestre da Verdade  E descerra, aos olhos dos novos discípulos,  Os antros do ódio e da separação,  As cavernas do egoísmo,  Os espinheiros do orgulho,  Os venenosos poços da vaidade,  Ocultos em si mesmos,  Para que se libertem de todo o mal  E te ouçam o chamamento bendito e silencioso,  A simplicidade edificante  Que renovará o mundo para a felicidade eterna.    Estrela do Natal,  Não te detenhas sobre as nossas úlceras,  Não nos fixes a miséria multissecular,  Desfaze as sombras espessas  De nossa ignorância viciosa  E arrebata-nos à compreensão  Do Senhor da Vida,  Do Condutor Divino,  Do Príncipe da Paz.    Esclarece-nos a alma conturbada  E guia-nos, fraterna,  A bênção do reinicio  Na manjedoura singela  Do bem que retifica todas as faltas,  Balsamizando feridas,  Santificando esperanças,  A fim de que nos façamos, de novo,  Humildes caminheiros de tua luz  Ao encontro sublime de Jesus —  — O Cristo vivo, augusto e perenal,  Para o reinado da bondade humana,  Sob a paz verdadeira e soberana  Pelo Amor Imortal!"    Francisco Cândido Xavier e Alma Eros, do livro 'Relicário de Luz' - FEB Editora

"Estrela do Natal,

Que iluminaste a Grande Noite,

Indicando a Manjedoura Sublime,

Torna a resplandecer, por misericórdia

No céu da consciência dos homens

— Pastores dos interesses de Deus,

Na terra maternal.


Dissipa a escuridão da meia-noite,

Rasga a visão dos cumes radiosos,

Para que os vales terrestres sejam menos sombrios!

Ordena a teus raios salvadores

Que revelem

Os lares angustiados,

Os corações doridos,

As mansardas sem pão,

Os templos sem fé,

Os campos ao abandono!…


Descortina a senda

Que reconduz ao Mestre da Verdade

E descerra, aos olhos dos novos discípulos,

Os antros do ódio e da separação,

As cavernas do egoísmo,

Os espinheiros do orgulho,

Os venenosos poços da vaidade,

Ocultos em si mesmos,

Para que se libertem de todo o mal

E te ouçam o chamamento bendito e silencioso,

A simplicidade edificante

Que renovará o mundo para a felicidade eterna.


Estrela do Natal,

Não te detenhas sobre as nossas úlceras,

Não nos fixes a miséria multissecular,

Desfaze as sombras espessas

De nossa ignorância viciosa

E arrebata-nos à compreensão

Do Senhor da Vida,

Do Condutor Divino,

Do Príncipe da Paz.


Esclarece-nos a alma conturbada

E guia-nos, fraterna,

A bênção do reinicio

Na manjedoura singela

Do bem que retifica todas as faltas,

Balsamizando feridas,

Santificando esperanças,

A fim de que nos façamos, de novo,

Humildes caminheiros de tua luz

Ao encontro sublime de Jesus —

— O Cristo vivo, augusto e perenal,

Para o reinado da bondade humana,

Sob a paz verdadeira e soberana

Pelo Amor Imortal!"


Francisco Cândido Xavier e Alma Eros
Do livro 'Relicário de Luz' - FEB Editora
Por Chico Xavier e Espíritos Diversos
Capítulo 96: 'Oração à Estrela Divina'




terça-feira, 30 de novembro de 2021

Chico e Maria Dolores: 'Dezembro' (Pai-nosso Espírita)

"Estamos às portas de Dezembro!  Dezembro é o mês grácil que nos traz o Natal, e nos abre a porta do Dois Mil.  Pedimos, assim, aos nossos irmãos, para saudarmos dezembro com a nossa prece tradicional:     Pai Nosso que estais nos Céus,  Santificado seja o vosso nome,  Venha a nós o vosso Reino,  Seja feita a vossa Vontade,  Assim na Terra, como no mar e nos Céus;  O pão nosso de cada dia dai-nos hoje, Senhor,  Perdoai as nossas dívidas e faltas  Como perdoamos aos nossos devedores,  E não nos deixeis cair em tentação  E livrai-nos do mal,  Livrai-nos de todos os males,  Assim seja.     Com Jesus e por Jesus.  Deus nos abençoe!" - Chico Xavier, Maria Dolores e Jesus

"Estamos às portas de Dezembro!

Dezembro é o mês grácil que nos traz o Natal, e nos abre a porta do Dois Mil.

Pedimos, assim, aos nossos irmãos, para saudarmos dezembro com a nossa prece tradicional:

 

Pai Nosso que estais nos Céus,

Santificado seja o vosso nome,

Venha a nós o vosso Reino,

Seja feita a vossa Vontade,

Assim na Terra, como no mar e nos Céus;

O pão nosso de cada dia dai-nos hoje, Senhor,

Perdoai as nossas dívidas e faltas

Como perdoamos aos nossos devedores,

E não nos deixeis cair em tentação

E livrai-nos do mal,

Livrai-nos de todos os males,

Assim seja.

 

Com Jesus e por Jesus.

Deus nos abençoe!"


Francisco Cândido Xavier e Maria Dolores
Do livro 'Chico Xavier, coração missionário'. Lição 24: Dezembro


Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, na noite de 27.11.1999, em reunião pública do Grupo Espírita da Prece em Uberaba - MG. Nota: Veja em que ocasião essa prece foi dita pela primeira vez, numa mensagem muitíssimo interessante de Maria Dolores, recebida no Grupo Espírita da Prece em 29/08/1998 e intitulada: 'Somos todos viajores para a Luz', conto espírita publicado na postagem anterior do blog. Img: Pixabay







quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Emanuel: 'Prece da União com Jesus' (Psicografia de Chico Xavier)

"Senhor Jesus, concedeste-nos o abençoado caminho da união contigo, desde a manjedoura iluminada até a ressurreição divina, com passagem pela cruz do trabalho e da renunciação, da fé viva e do testemunho santificante. 2 Viajores que somos na estrada redentora que a tua misericórdia nos desdobra, no campo da vida eterna, rogamos-te, ainda, luz para as nossas sombras, certeza para as nossas dúvidas, esclarecimento às nossas hesitações!  Auxilia-nos a aceitar o roteiro que teu amor infinito nos traça a benefício da paz e da felicidade de nós mesmos…  Que o sacrifício seja para nós uma bênção, a luta uma escola de aperfeiçoamento sublime, o serviço a oportunidade salvadora, o obstáculo o ensinamento maior, o sofrimento um mestre sábio e eficaz; que as nossas dores sejam emissárias de alegrias, que os espinhos da estrada permaneçam adornados de flores para os nossos corações e que os percalços e lágrimas da senda constituam renovadas esperanças para nossa alma sequiosa de tua luz!…  Assim te suplicamos, porque a nossa união é alegria para os tristes, vitória para os vencidos, consolo para os desesperados, sementeira de imperecível ventura para quantos prosseguem à retaguarda, aspirando a um mundo melhor!…  Desse modo, Senhor, agradecendo-te a caridade divina da paz com que nos felicitas a alma, neste dia de abençoada luz, esperamos que o teu amor viva em nós infinitamente e que a tua misericórdia nos acompanhe, em todos os passos da redenção espiritual, convictos, quanto estamos, de que em ti encontramos o Caminho, a Verdade e a Vida com eterna libertação.  Cumpra-se em nós a tua vontade, hoje e sempre."  -  Francisco Cândido Xavier e Emmanuel

"Senhor Jesus, concedeste-nos o abençoado caminho da união contigo, desde a manjedoura iluminada até a ressurreição divina, com passagem pela cruz do trabalho e da renunciação, da fé viva e do testemunho santificante. 2 Viajores que somos na estrada redentora que a tua misericórdia nos desdobra, no campo da vida eterna, rogamos-te, ainda, luz para as nossas sombras, certeza para as nossas dúvidas, esclarecimento às nossas hesitações!

Auxilia-nos a aceitar o roteiro que teu amor infinito nos traça a benefício da paz e da felicidade de nós mesmos…

Que o sacrifício seja para nós uma bênção, a luta uma escola de aperfeiçoamento sublime, o serviço a oportunidade salvadora, o obstáculo o ensinamento maior, o sofrimento um mestre sábio e eficaz; que as nossas dores sejam emissárias de alegrias, que os espinhos da estrada permaneçam adornados de flores para os nossos corações e que os percalços e lágrimas da senda constituam renovadas esperanças para nossa alma sequiosa de tua luz!…

Assim te suplicamos, porque a nossa união é alegria para os tristes, vitória para os vencidos, consolo para os desesperados, sementeira de imperecível ventura para quantos prosseguem à retaguarda, aspirando a um mundo melhor!…

Desse modo, Senhor, agradecendo-te a caridade divina da paz com que nos felicitas a alma, neste dia de abençoada luz, esperamos que o teu amor viva em nós infinitamente e que a tua misericórdia nos acompanhe, em todos os passos da redenção espiritual, convictos, quanto estamos, de que em ti encontramos o Caminho, a Verdade e a Vida com eterna libertação.

Cumpra-se em nós a tua vontade, hoje e sempre."


Francisco Cândido Xavier e Emmanuel
'Prece da União' - Lição 30 do livro 'Cartas do Coração'


Citação parcial do. livro para estudo (e oração), de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais. Para adquirir o livro 'Cartas do Coração' siga o link abaixo, ou procure na sua livraria preferida. Imagem: Pixabay (CC0)







sábado, 16 de outubro de 2021

Prece Espírita: 'Ante os Outros', ditada por Meimei a Chico Xavier

"Senhor!…  Ensina-nos a compreender a importância dos outros.  Em verdade, recolhemos de alguns as dificuldades e os problemas, no entanto, de inúmeros outros obtemos as alegrias e as bênçãos que nos enobrecem a vida.  Entre alguns outros, surpreendemos os adversários gratuitos que, por vezes, buscam entravar nos os passos; faze-nos entender, porém, que entre muitos outros, encontramos os amigos e os benfeitores, os companheiros de ideal e trabalho, os que colaboram conosco, em nossas realizações, e os que nos aliviam nas tribulações do caminho.  De alguns, temos a censura, mas de outros, procedem os estímulos ao desempenho das tarefas que nos confiaste. Alguns nos inclinam ao pessimismo, entretanto, outros muitos nos estendem cooperação e esperança, encorajamento e carinho.  Das mãos de alguns, recebemos obstáculos que nos alarmam por momentos, no entanto, de muitos outros recebemos consolo e incentivo, apreço e aprovação para muito tempo nas trilhas do cotidiano.  Quando a nuvem da provação nos alcance, induze-nos a buscar, com humildade, o socorro dos corações que se nos fazem doadores da paz e da segurança de que todos necessitamos para viver, segundo os teus desígnios.  Senhor, haja o que houver da parte de alguns para que se nos enfraqueçam as energias na estrada do próprio aperfeiçoamento, auxilia-nos a procurar o concurso dos outros com a aceitação de nossa pequenez, para que não nos faltem as oportunidades de serviço e aprimoramento, aprendizado e renovação, hoje e sempre.  Assim seja." - Chico Xavier e Meimei
Imagem: Wikiversity/Richard Foster (CC-BY-SA-2.0) - Legendas: Ronald Stresser - Trecho do livro 'Deus aguarda', de Chico Xavier


"Senhor!…

Ensina-nos a compreender a importância dos outros.

Em verdade, recolhemos de alguns as dificuldades e os problemas, no entanto, de inúmeros outros obtemos as alegrias e as bênçãos que nos enobrecem a vida.

Entre alguns outros, surpreendemos os adversários gratuitos que, por vezes, buscam entravar nossos passos; faze-nos entender, porém, que entre muitos outros, encontramos os amigos e os benfeitores, os companheiros de ideal e trabalho, os que colaboram conosco, em nossas realizações, e os que nos aliviam nas tribulações do caminho.

De alguns, temos a censura, mas de outros, procedem os estímulos ao desempenho das tarefas que nos confiaste. Alguns nos inclinam ao pessimismo, entretanto, outros muitos nos estendem cooperação e esperança, encorajamento e carinho.

Das mãos de alguns, recebemos obstáculos que nos alarmam por momentos, no entanto, de muitos outros recebemos consolo e incentivo, apreço e aprovação para muito tempo nas trilhas do cotidiano.

Quando a nuvem da provação nos alcance, induze-nos a buscar, com humildade, o socorro dos corações que se nos fazem doadores da paz e da segurança de que todos necessitamos para viver, segundo os teus desígnios.

Senhor, haja o que houver da parte de alguns para que se nos enfraqueçam as energias na estrada do próprio aperfeiçoamento, auxilia-nos a procurar o concurso dos outros com a aceitação de nossa pequenez, para que não nos faltem as oportunidades de serviço e aprimoramento, aprendizado e renovação, hoje e sempre.

Assim seja."


Chico Xavier e Meimei, in 'Deus Aguarda'
Lição número 2, oração espírita, 'Ante os outros'


Citação parcial para estudo (oração e meditação), de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais. Para adquirir o livro na íntegra siga o link abaixo ou procure na livraria da sua preferência ... Imagem: Wikiversity/RS







sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Prece de Chico Xavier

Foto: Ronald Sanson Stresser Junior

"Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo eu sabendo que as rosas não falam.

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre.

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa ...

Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas ...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.

Que eu não perca a VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim ...

Que eu não perca a LUZ e o BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão meus olhos ...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos.

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.

Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu.

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos ...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma ...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia.

Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente, que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada  um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois: A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR!"


Francisco Cândido Xavier


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terça-feira, 10 de agosto de 2021

Prece Espírita: 'Evocação a Jesus'

"Jesus, Senhor e Mestre, que dirigis o movimento de espiritualização que se opera no mundo todo, tende vossas vistas voltadas sobre todos os que imploram a vossa assistência; incluí para que os Mensageiros de Deus e com especialidade a plêiade que constitui o Espírito de Verdade, o Espírito Consolador, orientem-nos no Caminho do Bem, e nos proporcionem alívio nos sofrimentos e consolação nas nossas aflições; que eles sejam para nós um arrimo, um amparo, e nos defendam de todo o mal.  Senhor, protegei aqueles que desejarem se iniciar na vossa doutrina e dai-lhes a luz do entendimento para a boa compreensão da vossa palavra. Que a vossa Paz seja sobre nós." - Allan Kardec

"Jesus, Senhor e Mestre, que dirigis o movimento de espiritualização que se opera no mundo todo, tende vossas vistas voltadas sobre todos os que imploram a vossa assistência; incluí para que os Mensageiros de Deus e com especialidade a plêiade que constitui o Espírito de Verdade, o Espírito Consolador, orientem-nos no Caminho do Bem, e nos proporcionem alívio nos sofrimentos e consolação nas nossas aflições; que eles sejam para nós um arrimo, um amparo, e nos defendam de todo o mal.

Senhor, protegei aqueles que desejarem se iniciar na vossa doutrina e dai-lhes a luz do entendimento para a boa compreensão da vossa palavra.

Que a vossa Paz seja sobre nós."


Prece de Evocação a Jesus II


"Jesus, vela por nós para que guardemos a unidade, de espírito, cerca-nos com a tua proteção e que ela se constitua muralha intransponível aos elementos adversos.

Pedimos que solicites a divina misericórdia para todos os Espíritos que sofrem, tanto encarnados como desencarnados, que se acham em nosso derredor. Tira-lhes o desânimo, dá-lhes coragem, fé e esperanças num futuro melhor, cerca-os dos Bons Espíritos, teus Prepostos, perdoa-lhes as faltas e anima-os a prosseguirem no bom caminho, a cultivarem o perdão, o auxílio ao próximo.

Jesus, que as tuas bênçãos desçam sobre nós."


Leia 'O Evangelho Segundo o Espiritismo', por Allan Kardec (.pdf)


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terça-feira, 3 de agosto de 2021

'Oração Espírita aos Anjos Guardiões', por Allan Kardec

"Espíritos sábios e benevolentes, mensageiros de Deus, cuja missão é assistir aos homens e conduzi-los pelo bom caminho. Amparai-me nas provas desta vida; dai-me a força de sofrê-las sem lamentações; desviai de mim os maus pensamentos, e fazei que eu não dê acesso a nenhum dos maus Espíritos que tentariam induzir-me ao mal.  Esclarecei a minha consciência sobre os meus próprios defeitos, e tirai-me dos olhos o véu do orgulho, que poderia impedir-me de percebê-los e de confessá-los a mim mesmo.  Vós, sobretudo, meu Anjo Guardião, que velais mais particularmente por mim, e vós todos, Espíritos Protetores, que vos interessais por mim, fazei que eu me torne digno da vossa benevolência. Vós conheceis as minhas necessidades; que elas sejam satisfeitas segundo a vontade de Deus.  Meu Deus, permite que os Bons Espíritos que me assistem possam ajudar-me, quando me achar em dificuldades, e amparar-me nas minhas vacilações. Senhor, que eles me inspirem a fé, a esperança e a caridade, que sejam para mim um apoio, uma esperança e uma prova da Vossa misericórdia. Fazei, enfim, que eu neles encontre a força que me faltar nas provas da vida, e para resistir às sugestões do mal, a fé que salva e o amor que consola.  Espíritos amados, Anjos Guardiões, vós, a quem Deus na sua infinita misericórdia, permite velarem pelos homens, sede o nosso amparo nas provas desta vida terrena.  Dai-nos a força, a coragem e a resignação; inspirai-nos na senda do bem, detendo-nos no declive do mal; que vossa doce influência impregne as nossas almas; fazei que sintamos a presença, ao nosso lado, de um amigo devoto, que assista os nossos sofrimentos e participe das nossas alegrias.  E vós, meu Anjo Bom, nunca me abandoneis. Necessito de toda a vossa proteção, para suportar com fé e amor as provas que Deus quiser enviar-me." - Allan Kardec
Crédito da Imagem: KELLEPICS / 930 images / Pixabay

Oração aos Anjos Guardiões

 

"Espíritos sábios e benevolentes, mensageiros de Deus, cuja missão é assistir aos homens e conduzi-los pelo bom caminho. Amparai-me nas provas desta vida; dai-me a força de sofrê-las sem lamentações; desviai de mim os maus pensamentos, e fazei que eu não dê acesso a nenhum dos maus Espíritos que tentariam induzir-me ao mal.

Esclarecei a minha consciência sobre os meus próprios defeitos, e tirai-me dos olhos o véu do orgulho, que poderia impedir-me de percebê-los e de confessá-los a mim mesmo.

Vós, sobretudo, meu Anjo Guardião, que velais mais particularmente por mim, e vós todos, Espíritos Protetores, que vos interessais por mim, fazei que eu me torne digno da vossa benevolência. Vós conheceis as minhas necessidades; que elas sejam satisfeitas segundo a vontade de Deus.

Meu Deus, permite que os Bons Espíritos que me assistem possam ajudar-me, quando me achar em dificuldades, e amparar-me nas minhas vacilações. Senhor, que eles me inspirem a fé, a esperança e a caridade, que sejam para mim um apoio, uma esperança e uma prova da Vossa misericórdia. Fazei, enfim, que eu neles encontre a força que me faltar nas provas da vida, e para resistir às sugestões do mal, a fé que salva e o amor que consola.

Espíritos amados, Anjos Guardiões, vós, a quem Deus na sua infinita misericórdia, permite velarem pelos homens, sede o nosso amparo nas provas desta vida terrena.

Dai-nos a força, a coragem e a resignação; inspirai-nos na senda do bem, detendo-nos no declive do mal; que vossa doce influência impregne as nossas almas; fazei que sintamos a presença, ao nosso lado, de um amigo devoto, que assista os nossos sofrimentos e participe das nossas alegrias.

E vós, meu Anjo Bom, nunca me abandoneis. Necessito de toda a vossa proteção, para suportar com fé e amor as provas que Deus quiser enviar-me."


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"Espíritos sábios e benevolentes, mensageiros de Deus, cuja missão é assistir aos homens e conduzi-los pelo bom caminho. Amparai-me nas provas desta vida; dai-me a força de sofrê-las sem lamentações; desviai de mim os maus pensamentos, e fazei que eu não dê acesso a nenhum dos maus Espíritos que tentariam induzir-me ao mal.  Esclarecei a minha consciência sobre os meus próprios defeitos, e tirai-me dos olhos o véu do orgulho, que poderia impedir-me de percebê-los e de confessá-los a mim mesmo.  Vós, sobretudo, meu Anjo Guardião, que velais mais particularmente por mim, e vós todos, Espíritos Protetores, que vos interessais por mim, fazei que eu me torne digno da vossa benevolência. Vós conheceis as minhas necessidades; que elas sejam satisfeitas segundo a vontade de Deus..." - O Evangelho segundo e Espiritismo (Prece aos Anjos Guardiões)



sábado, 17 de julho de 2021

Emmanuel: 'Prece do Servidor' (Prece na voz de Chico Xavier)

"Senhor, ensina-nos a trilhar a luminosa estrada do auxílio!  Dá-nos força para destruir a pesada fortaleza de nossos próprios erros, coragem para abrir o caminho da libertação de nós mesmos e recurso para desobstruir o coração, em favor de nossos semelhantes, entregando-lhes, enfim, os tesouros de amor que nos confiaste!…  Que, por onde passemos, a dor se faça menos angustiosa, a ignorância menos agressiva, o ódio menos cruel, a treva menos densa, o desânimo menos sombrio, a incompreensão menos destruidora…  Se não possuímos, ainda, bens positivos com que possamos enriquecer a jornada terrestre, ajuda-nos a diminuir os males que nos rodeiam…  Que, em Teu Nome, distribuamos fraternidade e renovação, usando, com alegria, os dons sublimes e invisíveis do silêncio, da compreensão e da renúncia!…  Senhor, que nos ensinaste, sem palavras, as supremas lições da simplicidade da Manjedoura e do sacrifício na Cruz, indicando-nos, assim, o roteiro da construção especial e da ressurreição divina, orienta-nos o passo incerto e ampara-nos os propósitos santificantes para que a Tua Vontade, misericordiosa e justa, se faça em nós, por nós e para nós, hoje e sempre, onde estivermos. Assim seja."    Chico Xavier e Emmanuel, em 'Nosso Livro' (Autores Espirituais Diversos)

"Senhor, ensina-nos a trilhar a luminosa estrada do auxílio!

Dá-nos força para destruir a pesada fortaleza de nossos próprios erros, coragem para abrir o caminho da libertação de nós mesmos e recurso para desobstruir o coração, em favor de nossos semelhantes, entregando-lhes, enfim, os tesouros de amor que nos confiaste!…

Que, por onde passemos, a dor se faça menos angustiosa, a ignorância menos agressiva, o ódio menos cruel, a treva menos densa, o desânimo menos sombrio, a incompreensão menos destruidora…

Se não possuímos, ainda, bens positivos com que possamos enriquecer a jornada terrestre, ajuda-nos a diminuir os males que nos rodeiam…

Que, em Teu Nome, distribuamos fraternidade e renovação, usando, com alegria, os dons sublimes e invisíveis do silêncio, da compreensão e da renúncia!…

Senhor, que nos ensinaste, sem palavras, as supremas lições da simplicidade da Manjedoura e do sacrifício na Cruz, indicando-nos, assim, o roteiro da construção especial e da ressurreição divina, orienta-nos o passo incerto e ampara-nos os propósitos santificantes para que a Tua Vontade, misericordiosa e justa, se faça em nós, por nós e para nós, hoje e sempre, onde estivermos. Assim seja."


Chico Xavier e Emmanuel, em 'Nosso Livro' (Autores Espirituais Diversos)


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Citação parcial para estudo, e divulgação da obra, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.




quinta-feira, 15 de julho de 2021

Emmanuel: 'Oração por Auxílio'

"Senhor!  Auxilia-nos para o bem que nos destinas,  mas também para extinguir o mal que ainda carregamos.     Auxilia-nos não só a crer,  mas também a realizarmos o melhor.    Auxilia-nos a praticar aceitação,  mas também a exercermos o discernimento.    Auxilia-nos a usar a paciência,  mas também a livrar-nos da inércia.    Auxilia-nos a trabalhar,  mas também a servirmos sem reclamação.    Auxilia-nos a estender o amor que nos ensinaste,  mas também a cultivar o amor, sem criarmos problemas para ninguém." - Chico Xavier e Emmanuel
Imagem: Majgot/Pixabay - Legendas: Ronald Sanson Stresser Junior


"Senhor!

Auxilia-nos para o bem que nos destinas,

mas também para extinguir o mal que ainda carregamos. 


Auxilia-nos não só a crer,

mas também a realizarmos o melhor.


Auxilia-nos a praticar aceitação,

mas também a exercermos o discernimento.


Auxilia-nos a usar a paciência,

mas também a livrar-nos da inércia.


Auxilia-nos a trabalhar,

mas também a servirmos sem reclamação.


Auxilia-nos a estender o amor que nos ensinaste,

mas também a cultivar o amor, sem criarmos problemas para ninguém."


Chico Xavier e Emmanuel, em 'Joia' (Cap. 1: Oração por Auxílio)


'Joia'

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por Francisco Cândido Xavier e Emmanuel (Espírito)


"Simples, estas páginas mostram-nos, na sua grandeza, como o Evangelho do Cristo pode ser vivido em diversas situações da vida moderna. Preciosas, refletem, na sua simplicidade, a gema gloriosa que Jesus nos legou, com Seus ensinos, nos dias valiosos de dois mil anos atrás."


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sexta-feira, 9 de julho de 2021

'Oração do servo imperfeito', por Chico Xavier e Albino Teixeira

"Senhor!…  Dura é a pedra, entretanto, com a tua sabedoria, temo-la empregada em obras de segurança.  Violento é o fogo, todavia, sob a tua inspiração, foi ele posto em disciplina, em auxílio da inteligência.  Agressiva é a lâmina, no entanto, ao influxo de teu amparo, vemo-la piedosa, na caridade da cirurgia.  Enfermiço é o pântano, contudo, sob tua benevolência, encontramo-lo convertido em celeiro de flores.  Eu também trago comigo a dureza da pedra, a violência do fogo, a agressividade da lâmina e a enfermidade do charco, mas com a tua bênção de amor, posso desfrutar o privilégio de cooperar na construção do teu Reino!…  Para isso, porém, Senhor, concede-me, por acréscimo de misericórdia, a felicidade de trabalhar e ensina-me a receber o dom de servir." Chico Xavier e Albino Teixeira
Texto: Chico Xavier e Albino Teixeira - Imagem de Ronald Sanson Stresser Junior por Pixabay

"Senhor!…

Dura é a pedra, entretanto, com a tua sabedoria, temo-la empregada em obras de segurança.

Violento é o fogo, todavia, sob a tua inspiração, foi ele posto em disciplina, em auxílio da inteligência.

Agressiva é a lâmina, no entanto, ao influxo de teu amparo, vemo-la piedosa, na caridade da cirurgia.

Enfermiço é o pântano, contudo, sob tua benevolência, encontramo-lo convertido em celeiro de flores.

Eu também trago comigo a dureza da pedra, a violência do fogo, a agressividade da lâmina e a enfermidade do charco, mas com a tua bênção de amor, posso desfrutar o privilégio de cooperar na construção do teu Reino!…

Para isso, porém, Senhor, concede-me, por acréscimo de misericórdia, a felicidade de trabalhar e ensina-me a receber o dom de servir."


Chico Xavier e Albino Teixeira, em 'Caminho Espírita'


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terça-feira, 6 de julho de 2021

Emmanuel: 'Prece' (do Pai-Nosso)

"Nosso Pai que estás em toda a parte,  Santificado seja o teu nome, no louvor de todas as criaturas;  Venha a nós o teu reino de amor e sabedoria;  Seja feita a tua vontade, acima dos nossos desejos,  Tanto na Terra, quanto nos Círculos espirituais;  O pão nosso do corpo e da mente dá-nos hoje;  Perdoa as nossas dívidas, ensinando-nos a perdoar aos nossos devedores com esquecimento de todo o mal;  Não permitas que venhamos a cair sob os golpes da tentação de nossa própria inferioridade;  Livra-nos do mal que ainda reside em nós mesmos;  Porque só em Ti brilha a luz eterna do reino e do poder, da glória e da paz, da justiça e do amor para sempre." Chico Xavier e Emmanuel
Adesivo Decorativo Para Parede e Porta - Oração Pai-Nosso

"Nosso Pai que estás em toda a parte,

Santificado seja o teu nome, no louvor de todas as criaturas;

Venha a nós o teu reino de amor e sabedoria;

Seja feita a tua vontade, acima dos nossos desejos,

Tanto na Terra, quanto nos Círculos espirituais;

O pão nosso do corpo e da mente dá-nos hoje;

Perdoa as nossas dívidas, ensinando-nos a perdoar aos nossos devedores com esquecimento de todo o mal;

Não permitas que venhamos a cair sob os golpes da tentação de nossa própria inferioridade;

Livra-nos do mal que ainda reside em nós mesmos;

Porque só em Ti brilha a luz eterna do reino e do poder, da glória e da paz, da justiça e do amor para sempre."


Chico Xavier e Emmanuel
Fonte: Reformador, março de 1948, p. 68


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terça-feira, 15 de junho de 2021

Coletânea de Preces Espíritas: pelos que já não são da Terra

 'O Evangelho Segundo o Espiritismo', por Allan Kardec
IV. PRECES PELOS QUE JÁ NÃO SÃO DA TERRA

"PRECE — Digna-te, ó meu Deus, de acolher, benévolo, a prece que te dirijo pelo Espírito N… Faze-lhe entrever as claridades divinas e torna-lhe fácil o caminho da felicidade eterna. Permite que os bons Espíritos lhe levem as minhas palavras e o meu pensamento.  Tu, que tão caro me eras neste mundo, escuta a minha voz, que te chama para te oferecer novo penhor da minha afeição. Permitiu Deus que te libertasses antes de mim e eu disso me não poderia queixar sem egoísmo, porquanto fora querer-te sujeito ainda às penas e sofrimentos da vida. Espero, pois, resignado, o momento de nos reunirmos de novo no mundo mais venturoso no qual me precedeste.  Sei que é apenas temporária a nossa separação e que, por mais longa que me possa parecer, a sua duração nada é em face da ditosa eternidade que Deus promete aos seus escolhidos. Que a sua bondade me preserve de fazer o que quer que retarde esse desejado instante e me poupe assim à dor de te não encontrar, ao sair do meu cativeiro terreno.  Oh! quão doce e consoladora é a certeza de que não há entre nós mais do que um véu material que te oculta às minhas vistas! de que podes estar aqui, ao meu lado, a me ver e ouvir como outrora, senão ainda melhor do que outrora; de que não me esqueces, do mesmo modo que eu te não esqueço; de que os nossos pensamentos constantemente se entrecruzam e que o teu sempre me acompanha e ampara.  Que a paz do Senhor seja contigo." O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
Imagem de Adriano Gadini por Pixabay


POR ALGUÉM QUE ACABA DE MORRER

"59. PREFÁCIO  As preces pelos Espíritos que acabam de deixar a Terra não objetivam, unicamente, dar-lhes um testemunho de simpatia: também têm por efeito auxiliar-lhes o desprendimento e, desse modo, abreviar-lhes a perturbação que sempre se segue à separação, tornando-lhes mais calmo o despertar. Ainda aí, porém, como em qualquer outra circunstância, a eficácia está na sinceridade do pensamento e não na quantidade das palavras que se profiram mais ou menos pomposamente e em que, amiúde, nenhuma parte toma o coração. As preces que deste se elevam ressoam em torno do Espírito, cujas ideias ainda estão confusas, como as vozes amigas que nos fazem despertar do sono. (capítulo XXVII, n.° 10.)


60. PRECE — Onipotente Deus, que a tua misericórdia se derrame sobre a alma de N…, a quem acabaste de chamar da Terra. Possam ser-lhe contadas as provas que aqui sofreu, bem como ter suavizadas e encurtadas as penas que ainda haja de suportar na Espiritualidade!

Bons Espíritos que o viestes receber e tu, particularmente, seu anjo guardião, ajudai-o a despojar-se da matéria; dai-lhe luz e a consciência de si mesmo, a fim de que saia presto da perturbação inerente à passagem da vida corpórea para a vida espiritual. Inspirai-lhe o arrependimento das faltas que haja cometido e o desejo de obter permissão para as reparar, a fim de acelerar o seu avanço rumo à vida eterna bem-aventurada.

N…, acabas de entrar no mundo dos Espíritos e, no entanto, presente aqui te achas entre nós; tu nos vês e ouves, por isso que de menos do que havia, entre ti e nós, só há o corpo perecível que vens de abandonar e que em breve estará reduzido a pó.

Despiste o envoltório grosseiro, sujeito a vicissitudes e à morte, e conservaste apenas o envoltório etéreo, imperecível e inacessível aos sofrimentos. Já não vives pelo corpo; vives da vida dos Espíritos, vida essa isenta das misérias que afligem a Humanidade.

Já não tens diante de ti o véu que as nossas vistas oculta os esplendores da vida no Além. Podes, doravante, contemplar novas maravilhas, ao passo que nós ainda continuamos mergulhados em trevas.

Vais, em plena liberdade, percorrer o espaço e visitar os mundos, enquanto nós rastejaremos penosamente na Terra, à qual se conserva preso o nosso corpo material, semelhante, para nós, a pesado fardo.

Diante de ti, vai desenrolar-se o panorama do Infinito e, em face de tanta grandeza, compreenderás a vacuidade dos nossos desejos terrestres, das nossas ambições mundanas e dos gozos fúteis com que os homens tanto se deleitam.

A morte, para os homens, mais não é do que uma separação material de alguns instantes. Do exílio onde ainda nos retém a vontade de Deus, bem assim os deveres que nos correm neste mundo, acompanhar-te-emos pelo pensamento, até que nos seja permitido juntar-nos a ti, como tu te reuniste aos que te precederam.

Não podemos ir onde te achas, mas tu podes vir ter conosco. Vem, pois, aos que te amam e que tu amaste; ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são caros; protege-os, como puderes; suaviza-lhes os pesares, fazendo-lhes perceber, pelo pensamento, que és mais ditoso agora e dando-lhes a consoladora certeza de que um dia estareis todos reunidos num mundo melhor.

Nesse, onde te encontras, devem extinguir-se todos os ressentimentos. Que a eles, daqui em diante, sejas inacessível, a bem da tua felicidade futura! Perdoa, portanto, aos que hajam incorrido em falta para contigo, como eles te perdoam as que tenhas cometido para com eles.


NOTA — Podem acrescentar-se a esta prece, que se aplica a todos, algumas palavras especiais, conforme as circunstâncias particulares de família ou de relações, bem como a posição social que ocupava o defunto.

Se trata-se de uma criança, ensina-nos o Espiritismo que não está ali um Espírito de Criação recente, mas um que já viveu e que pode, mesmo, já ser muito adiantado. Se foi curta a sua última existência, é que não devia passar de uma completação de prova, ou constituir uma prova para os pais. (capítulo V, n.° 21.)


61. OUTRA ¹ — Senhor Onipotente, que a tua misericórdia se estenda sobre os nossos irmãos que acabam de deixar a Terra! Que a tua luz brilhe para eles! Tira-os das trevas; abre-lhes os olhos e os ouvidos! Que os bons Espíritos os cerquem e lhes façam ouvir palavras de paz e de esperança!

Senhor, ainda que muito indignos, ousamos implorar a tua misericordiosa indulgência para este irmão nosso que acaba de ser chamado do exílio. Faze que o seu regresso seja o do filho pródigo. Esquece, ó meu Deus, as faltas que haja cometido, para te lembrares somente do bem que haja praticado. Imutável é a tua justiça, nós o sabemos; mas, imenso é o teu amor. Suplicamos-te que abrandes aquela, na fonte de bondade que emana do teu seio.

Brilhe a luz para os teus olhos, irmão que vens de deixar a Terra! Que os bons Espíritos de ti se aproximem, te cerquem e ajudem a romper as cadeias terrenas! Compreende e vê a grandeza do nosso Senhor: submete-te, sem queixumes, a sua justiça, porém, não desesperes nunca da sua misericórdia. Irmão! que um sério retrospecto do teu passado te abra as portas do futuro, fazendo-te perceber as faltas que deixas para trás e o trabalho cuja execução te incumbe para as reparares! Que Deus te perdoe e que os bons Espíritos te amparem e animem. Por ti orarão os teus irmãos da Terra e pedem que por eles ores.


PELAS PESSOAS A QUEM TIVEMOS AFEIÇÃO ²

62. PREFÁCIO  Que horrenda é a ideia do Nada! Quão de lastimar são os que acreditam que no vácuo se perde, sem encontrar eco que lhe responda, a voz do amigo que chora o seu amigo! Jamais conheceram as puras e santas afeições os que pensam que tudo morre com o corpo; que o gênio, que com a sua vasta inteligência iluminou o mundo; é uma combinação de matéria, que, qual sopro, se extingue para sempre; que do mais querido ente, de um pai, de uma mãe, ou de um filho adorado não restará senão um pouco de pó que o vento irremediavelmente dispersará.

Como pode um homem de coração conservar-se frio a essa ideia? Como não o gela de terror a ideia de um aniquilamento absoluto e não lhe faz, ao menos, desejar que não seja assim? Se até hoje não lhe foi suficiente a razão para afastar de seu espírito quaisquer dúvidas, aí está o Espiritismo a dissipar toda incerteza com relação ao futuro, por meio das provas materiais que dá da sobrevivência da alma e da existência dos seres de além-túmulo. Tanto assim é que por toda a parte essas provas são colhidas com júbilo; a confiança renasce, pois que o homem doravante sabe que a vida terrestre é apenas uma breve passagem conducente a melhor vida; que seus trabalhos neste mundo não lhe ficam perdidos e que as mais santas afeições não se despedaçam sem mais esperanças. (capítulo IV, n.° 18; capítulo V, n.° 21.)


63. PRECE — Digna-te, ó meu Deus, de acolher, benévolo, a prece que te dirijo pelo Espírito N… Faze-lhe entrever as claridades divinas e torna-lhe fácil o caminho da felicidade eterna. Permite que os bons Espíritos lhe levem as minhas palavras e o meu pensamento.

Tu, que tão caro me eras neste mundo, escuta a minha voz, que te chama para te oferecer novo penhor da minha afeição. Permitiu Deus que te libertasses antes de mim e eu disso me não poderia queixar sem egoísmo, porquanto fora querer-te sujeito ainda às penas e sofrimentos da vida. Espero, pois, resignado, o momento de nos reunirmos de novo no mundo mais venturoso no qual me precedeste.

Sei que é apenas temporária a nossa separação e que, por mais longa que me possa parecer, a sua duração nada é em face da ditosa eternidade que Deus promete aos seus escolhidos. Que a sua bondade me preserve de fazer o que quer que retarde esse desejado instante e me poupe assim à dor de te não encontrar, ao sair do meu cativeiro terreno.

Oh! quão doce e consoladora é a certeza de que não há entre nós mais do que um véu material que te oculta às minhas vistas! de que podes estar aqui, ao meu lado, a me ver e ouvir como outrora, senão ainda melhor do que outrora; de que não me esqueces, do mesmo modo que eu te não esqueço; de que os nossos pensamentos constantemente se entrecruzam e que o teu sempre me acompanha e ampara.

Que a paz do Senhor seja contigo.


PELAS ALMAS SOFREDORAS QUE PEDEM PRECES

64. PREFÁCIO  Para se compreender o alívio que a prece pode proporcionar aos Espíritos sofredores, faz-se preciso saber de que maneira ela atua, conforme atrás ficou explicado. (capítulo XXVII, n.° 9, 18 e seguintes.) Aquele que se ache compenetrado dessa verdade ora com mais fervor, pela certeza que tem de não orar em vão.


65. PRECE — Deus clemente e misericordioso, que a tua bondade se estenda por sobre todos os Espíritos que se recomendam às nossas preces e particularmente sobre a alma de N…

Bons Espíritos, que tendes por única ocupação fazer o bem, intercedei comigo pelo alívio deles. Fazei que lhes brilhe diante dos olhos um raio de esperança e que a luz divina os esclareça acerca das imperfeições que os conservam distantes da morada dos bem-aventurados. Abri-lhes o coração ao arrependimento e ao desejo de se depurarem, para que se lhes acelere o adiantamento. Fazei-lhes compreender que, por seus esforços, podem eles encurtar a duração de suas provas.

Que Deus, em sua bondade, lhes dê a força de perseverarem nas boas resoluções!

Possam essas palavras repassadas de benevolência suavizar-lhes as penas, mostrando-lhes que há na Terra seres que deles se compadecem e lhes desejam toda a felicidade.


66. OUTRA — Nós te pedimos, Senhor, que espalhes as graças do teu amor e da tua misericórdia por todos os que sofrem, quer no espaço como Espíritos errantes, quer entre nós como encarnados. Tem piedade das nossas fraquezas. Falíveis nos fizeste, mas dando-nos capacidade para resistir ao mal e vencê-lo. Que a tua misericórdia se estenda sobre todos os que não hão podido resistir aos seus maus pendores e que ainda se deixam arrastar por maus caminhos. Que os bons Espíritos os cerquem; que a tua luz lhes brilhe aos olhos e que, atraídos pelo calor vivificante dessa luz, eles venham prosternar-se a teus pés, humildes, arrependidos e submissos.

Pedimos-te, igualmente, Pai de misericórdia, por aqueles dos nossos irmãos que não tiveram forças para suportar suas provas terrenas. Tu, Senhor, nos deste um fardo a carregar e só aos teus pés temos de o depor. Grande, porém, é a nossa fraqueza e a coragem nos falta algumas vezes no curso da jornada. Compadece-te desses servos indolentes que abandonaram antes da hora o trabalho. Que a tua justiça os poupe, e consente que os bons Espíritos lhes levem alívio, consolações e esperanças no futuro. A perspectiva do perdão fortalece a alma; mostra-a, Senhor, aos culpados que desesperam e, sustentados por essa esperança, eles haurirão forças na grandeza mesma de suas faltas e de seus sofrimentos, a fim de resgatarem o passado e se prepararem a conquistar o futuro.


POR UM INIMIGO QUE MORREU

67. PREFÁCIO  A caridade para com os nossos inimigos deve acompanhá-los ao além-túmulo. Precisamos ponderar que o mal que eles nos fizeram foi para nós uma prova, que há de ter sido propícia ao nosso adiantamento, se a soubemos aproveitar. Pode ter-nos sido, mesmo, de maior proveito do que as aflições puramente materiais, pelo fato de nos haver facultado juntar, à coragem e à resignação, a caridade e o esquecimento das ofensas. (capítulo X, n.° 6; capítulo XII, n.° 5 e 6.)


68. PRECE — Senhor, foi do teu agrado chamar, antes da minha, a alma de N… Perdoo-lhe o mal que me fez e as más intenções que nutriu com referência a mim. Possa ele ter pesar disso, agora que já não alimenta as ilusões deste mundo.

Que a tua misericórdia, meu Deus, desça sobre ele e afaste de mim a ideia de me alegrar com a sua morte. Se incorri em faltas para com ele, que mas perdoe, como eu esqueço as que cometeu para comigo.


POR UM CRIMINOSO

69. PREFÁCIO  Se a eficácia das preces fosse proporcional à extensão delas, as mais longas deveriam ficar reservadas para os mais culpados, porque mais lhes são elas necessárias do que àqueles que santamente viveram. Recusá-las aos criminosos é faltar com a caridade e desconhecer a misericórdia de Deus; julgá-las inúteis, quando um homem haja praticado tal ou qual erro, fora prejulgar a justiça do Altíssimo. (capítulo XI, n.° 14.)


70. PRECE — Senhor, Deus de misericórdia, não repilas esse criminoso que acaba de deixar a Terra. A justiça dos homens o castigou, mas não o isentou da tua, se o remorso não lhe penetrou o coração.

Tira-lhe dos olhos a venda que lhe oculta a gravidade de suas faltas. Possa o seu arrependimento merecer de ti acolhimento benévolo e abrandar os sofrimentos de sua alma! Possam também as nossas preces e a intercessão dos bons Espíritos levar-lhe esperança e consolação; inspirar-lhe o desejo de reparar suas ações más numa nova existência e dar-lhe forças para não sucumbir nas novas lutas em que se empenhar!

Senhor, tem piedade dele!


POR UM SUICIDA

71. PREFÁCIO  Jamais tem o homem o direito de dispor da sua vida, porquanto só a Deus cabe retirá-lo do cativeiro quando o julgue oportuno. Todavia, a justiça divina pode abrandar-lhe os rigores, de acordo com as circunstâncias, reservando, porém, toda a severidade para com aquele que se quis subtrair às provas da vida. O suicida é qual prisioneiro que se evade da prisão, antes de cumprida a pena; quando preso de novo, é mais severamente tratado. O mesmo se dá com o suicida que julga escapar às misérias do presente e mergulha em misérias maiores. (capítulo V, n.° 14 e seguintes.)


72. PRECE — Sabemos, ó meu Deus, qual a sorte que espera os que violam a tua lei, abreviando voluntariamente seus dias; mas, também sabemos que infinita é a tua misericórdia. Digna-te, pois, de estendê-la sobre a alma de N… Possam as nossas preces e a tua comiseração abrandar a acerbidade dos sofrimentos que ele está experimentando, por não haver tido a coragem de aguardar o fim de suas provas.

Bons Espíritos, que tendes por missão assistir os infelizes, tomai-o sob a vossa proteção; inspirai-lhe o pesar da falta que cometeu. Que a vossa assistência lhe dê forças para suportar com mais resignação as novas provas por que haja de passar, a fim de repará-la. Afastai dele os maus Espíritos, capazes de o impelirem novamente para o mal e prolongar-lhe os sofrimentos, fazendo-o perder o fruto de suas futuras provas.

A ti, cuja desdita motiva as nossas preces, nos dirigimos também, para te exprimir o desejo de que a nossa comiseração te diminua o amargor e te faça nascer no íntimo a esperança de melhor porvir! Nas tuas mãos está ele; confia na bondade de Deus, cujo seio se abre a todos os arrependimentos e só se conserva fechado aos corações endurecidos.


PELOS ESPÍRITOS PENITENTES

73. PREFÁCIO  Fora injusto incluir na categoria dos Espíritos maus os sofredores e penitentes, que pedem preces. Podem eles ter sido maus, porém, já não o são, desde que reconhecem suas faltas e as deploram; são apenas infelizes. Já alguns começam mesmo a gozar de relativa felicidade.


74. PRECE — Deus de misericórdia, que aceitas o arrependimento sincero do pecador, encarnado ou desencarnado, aqui está um Espírito que se há comprazido no mal, porém, que reconhece seus erros e entra no bom caminho. Digna-te, ó meu Deus, de recebê-lo como filho pródigo e de lhe perdoar.

Bons Espíritos, doravante ele deseja ouvir a vossa voz, que até hoje desatendeu; permiti-lhe que entreveja a felicidade dos eleitos do Senhor, a fim de que persista no desejo de purificar-se para alcançá-la. Amparai-o em suas boas resoluções e dai-lhe forças para resistir aos seus maus instintos.

Espírito de N… nós te felicitamos pela mudança que em ti se operou e agradecemos aos bons Espíritos que te ajudaram.

Se te comprazias outrora em fazer o mal, é que não compreendias quão doce é o gozo de fazer o bem; também te sentias por demais baixo para esperar consegui-lo. Mas, do momento em que puseste o pé no bom caminho, uma luz nova brilhou aos teus olhos; começaste a gozar de uma felicidade que desconhecias e a esperança te entrou no coração. É que Deus ouve sempre a prece do pecador que se arrepende; não repele a nenhum dos que o buscam.

Para entrares de novo e completamente na sua graça, esforça-te daqui por diante não só para não mais praticares o mal, senão que para fazeres o bem e, sobretudo, reparares o mal que fizeste; terás então satisfeito à justiça de Deus;  cada uma das boas ações que praticares apagará uma das tuas faltas passadas.

Já está dado o primeiro passo; agora, quanto mais avançares no caminho, tanto mais fácil e agradável ele te parecerá. Persevera, pois, e um dia terás a glória de ser contado entre os Espíritos bons e os bem-aventurados.


PELOS ESPÍRITOS ENDURECIDOS

75. PREFÁCIO  Os maus Espíritos são aqueles que ainda não foram tocados de arrependimento; que se deleitam no mal e nenhum pesar por isso sentem; que são insensíveis às reprimendas, repelem a prece e muitas vezes blasfemam do nome de Deus. São essas almas endurecidas que, após a morte, se vingam nos homens dos sofrimentos que suportam, e perseguem com o seu ódio aqueles a quem odiaram durante a vida, quer obsidiando-os, quer exercendo sobre eles qualquer influência funesta. (capítulo X, n.° 6; capítulo XII, n.° 5 e 6.)

Duas categorias há bem distintas de Espíritos perversos: a dos que são francamente maus e a dos hipócritas. Infinitamente mais fácil é reconduzir ao bem os primeiros do que os segundos; aqueles, as mais das vezes, são naturezas brutas e grosseiras, como se nota entre os homens; praticam o mal mais por instinto do que por cálculo e não procuram passar por melhores do que são; há neles, entretanto, um gérmen latente que é preciso fazer desabrochar, o que se consegue quase sempre por meio da perseverança, da firmeza aliada à benevolência, dos conselhos, do raciocínio e da prece. Através da mediunidade, a dificuldade que eles encontram para escrever o nome de Deus n é sinal de um temor instintivo, de uma voz íntima da consciência que lhes diz serem indignos de faze-lo. Nesse ponto estão a pique de converter-se e tudo se pode esperar deles: basta se lhes encontre o ponto vulnerável do coração.

Os Espíritos hipócritas quase sempre são muito inteligentes, mas nenhuma fibra sensível possuem no coração; nada os toca; simulam todos os bons sentimentos para captar a confiança, e felizes se sentem quando encontram tolos que os aceitam como santos Espíritos, pois que possível se lhes torna governá-los à vontade. O nome de Deus, longe de lhes inspirar o menor temor, serve-lhes de máscara para encobrirem suas torpezas. No mundo invisível, como no mundo visível, os hipócritas são os seres mais perigosos, porque atuam na sombra, sem que ninguém disso desconfie; têm apenas as aparências da fé, mas fé sincera, jamais.


76. PRECE. — Senhor, digna-te de lançar um olhar de bondade sobre os Espíritos imperfeitos, que ainda se encontram na treva da ignorância e te desconhecem, particularmente sobre N…

Bons Espíritos, ajudai-nos a fazer-lhe compreender que, induzindo os homens ao mal, obsidiando-os e atormentando-os, ele prolonga os seus próprios sofrimentos; fazei que o exemplo da felicidade de que gozais lhe seja um encorajamento.

Espírito que ainda te comprazes no mal, vem ouvir a prece que por ti fazemos; ela te há de provar que desejamos o teu bem, conquanto faças o mal.

És infeliz, pois não se pode ser feliz fazendo o mal; por que então te conservarás no sofrimento quando de ti depende evitá-lo? Olha os bons Espíritos que te cercam; vê quão ditosos são e se te não seria mais agradável fruir da mesma felicidade.

Dirás que te é impossível; porém, nada é impossível àquele que quer, porquanto Deus te deu, como a todas as suas criaturas, a liberdade de escolher entre o bem e o mal, isto é, entre a felicidade e a infelicidade, e ninguém se acha condenado a praticar o mal. Assim como tens vontade de faze-lo, também podes ter a de fazer o bem e de ser feliz.

Volve para Deus o teu olhar; dirige-lhe por um instante o teu pensamento e um raio da divina luz virá iluminar-te. Dize conosco estas simples palavras: Meu Deus; eu me arrependo, perdoa-me. Tenta arrepender-te e fazer o bem, em vez de fazer o mal, e verás que logo a sua misericórdia descerá sobre ti, que um bem-estar indizível substituirá as angústias que experimentas.

Desde que hajas dado um passo no bom caminho, o resto deste te parecerá fácil de percorrer. Compreenderás então quanto tempo perdeste de felicidade por culpa tua; mas, um futuro radioso e pleno de esperança se abrirá diante de ti e te fará esquecer o teu miserável passado, prenhe de perturbação e de torturas morais, que seriam para ti o inferno, se houvessem de durar eternamente. Dia virá em que essas torturas serão tais que a qualquer preço quererás fazê-las cessar; porém, quanto mais te demorares, tanto mais difícil será isso.

Não creias que permanecerás sempre no estado que te achas; não, que isso é impossível; duas perspectivas tens diante de ti: a de sofreres muitíssimo mais do que tens sofrido até agora e a de seres ditoso como os bons Espíritos que te rodeiam: a primeira será inevitável, se persistires na tua obstinação, quando um simples esforço da tua vontade bastará para te tirar da má situação em que te encontras. Apressa-te, pois, visto que cada dia de demora é um dia perdido para a tua felicidade.

Bons Espíritos, fazei que estas palavras ecoem nessa alma ainda atrasada, a fim de que a ajudem a aproximar-se de Deus. Nós vo-lo pedimos em nome de Jesus-Cristo, que tão grande poder teve sobre os maus Espíritos."


1- Esta prece foi publicada na Revista Espírita de maio de 1863, no artigo referente ao Sr. Philibert Viennois.

2- Esta prece foi ditada a um médium de Bordeaux, na ocasião em que passava pela sua casa o féretro de um desconhecido.

NOTA: Atualmente esse tipo de comunicação mediúnica se obtêm preferencialmente pela psicofonia, mas nos primeiros tempos do Espiritismo era necessário que fosse utilizada a psicografia para não se perder o conteúdo das comunicações recebidas.


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