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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Feng Shui no carro: para criar ambiente tranquilo no automóvel




Horas e horas dentro do carro, transito caótico e muitos transtornos. Essa é a realidade não mais restrita aos grandes centros. A alternativa é minimizar os impactos. 

Pensando nisso, a Ford trabalhou em algumas dicas para ajudar os motoristas a criar um ambiente mais agradável e inspirador em seus carros, utilizando as técnicas do Feng Shui, a arte chinesa de harmonização de ambientes, criada há mais de três mil anos.

Seguindo as práticas do Feng Shui (Feng = vento e Shui = Vento), que significa saúde e bem-estar da mente, do corpo e do espírito, é necessário utilizar o “baguá”, um mapa que orienta a fluidez da energia, o “chi”. O baguá pode ser aplicado em qualquer ambiente: quarto, sala, escritório e, até mesmo, no carro.

O baguá cobre nove áreas da vida: carreira, fama, conhecimento, criatividade, ajuda dos amigos, viagem, finanças, saúde e relacionamento. Escolas tradicionais do Feng Shui usam uma bússola para orientar o baguá, mas em muitas aplicações ocidentais a porta de entrada está na área relacionada ao conhecimento, carreira ou ajuda dos amigos. A partir dela, fica mais fácil visualizar o restante do espaço.

Em um veículo, muitos praticantes consideram o motor como o símbolo da área profissional ou da fonte de energia. (veja na imagem acima)

Catherine Hilker, especialista em Feng Shui de Detroit, gosta de aplicar uma forma mais intuitiva de Feng Shui. “Prefiro simplesmente prestar atenção nos cômodos que as pessoas passam mais tempo para ter certeza de que elas se cercaram com o tipo de vibração que procuram. Você pode fazer o mesmo com o carro”, diz.

Algumas dicas de Feng Shui para você aplicar no seu carro:

· O inimigo número 1 do Feng Shui é a bagunça – não importa onde você esteja. A principal ação para transformar a energia é se livrar da bagunça, seja em casa, no carro ou no escritório. Com o tempo, ela cria barreiras de energia, produzindo tensão e depressão. Bagunça são coisas que não gostamos, que não tem utilidade, itens quebrados, esquecidos etc. Livre-se da bagunça imediatamente.

· Quando você tem uma conexão com alguma coisa, você cuida melhor dela. Dar um nome para o seu carro é um modo de encorajar e fortalecer essa relação. Também é interessante usar adesivos e personalizações.

· Faça uso de potencializadores de energia, coisas que promovam o bem-estar dos sentidos. Naturalmente, não se deve usar algo que distraia a atenção enquanto estiver dirigindo. Podem ser pequenos sinos, um óleo essencial harmonizador, um estimulante para despertar ou um antibacteriano para uma limpeza rápida.

· As cores no Feng Shui são muito importantes. Escolha um carro na cor que equilibre a sua personalidade. Pessoas impetuosas, por exemplo, podem escolher uma cor do elemento água, como preto, para se acalmar (e talvez evitar multas). Pessoas tranquilas podem escolher cores do elemento fogo ou madeira, como vermelho e verde, para aumentar a disposição.

· Usar símbolos também é importante no Feng Shui. Um pequeno objeto – como uma estátua, uma medalha ou uma imagem – pode servir como lembrete para dirigir com segurança, ser gentil ou reduzir o estresse. Não precisa, necessariamente, ficar visível, o importante é que tenha um significado e que o motorista lembre-se que está lá.

Fonte: bemzen - estilo de vida - uol (reprodução com pesquisa)

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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Salmo XXXVIII: “Com a proteção de Deus o Universo opera Milagres”




1. Ó Senhor, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.

2. Porque as tuas flechas se cravaram em mim, e a tua mão sobre mim desceu.

3. Não há coisa sã na minha carne, por causa da tua cólera; nem há paz em meus ossos, por causa do meu pecado.

4. Pois já as minhas iniquidade ultrapassam a minha cabeça; como carga pesada são demais para as minhas forças.

5. As minhas chagas cheiram mal e estão corruptas, por causa da minha loucura.

6. Estou encurvado, estou muito abatido, ando lamentando todo o dia.

7. Porque as minhas ilhargas estão cheias de ardor, e não há coisa sã na minha carne.

8. Estou fraco e mui quebrantado; tenho rugido pela inquietação do meu coração.

9. Senhor, diante de ti está todo o meu desejo, e o meu gemido não te é oculto.

10. O meu coração dá voltas, a minha força me falta; quanto à luz dos meus olhos, ela me deixou.

11. Os meus amigos e os meus companheiros estão ao longe da minha chaga; e os meus parentes se põem à distância.

12. Também os que buscam a minha vida me armam laços e os que procuram o meu mal falam coisas que danificam, e imaginam astúcias todo o dia.

13. Mas eu, como surdo, não ouvia, e era como mudo, que não abre a boca.

14. Assim eu sou como homem que não ouve, e em cuja boca não há reprovação.

15. Porque em ti, Senhor, espero; tu, Senhor meu Deus, me ouvirás.

16. Porque dizia eu: Ouve-me, para que não se alegrem de mim. Quando escorrega o meu pé, eles se engrandecem contra mim.

17. Porque estou prestes a coxear; a minha dor está constantemente perante mim.

18. Porque eu declararei a minha iniqüidade; afligir-me-ei por causa do meu pecado.

19. Mas os meus inimigos estão vivos e são fortes, e os que sem causa me odeiam se multiplicam.

20. Os que dão mal pelo bem são meus adversários, porquanto eu sigo o que é bom.

21. Não me desampares, Senhor, meu Deus, não te alongues de mim.

22. Apressa-te em meu auxílio, Senhor, minha salvação.



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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Oração do Dia de Nossa Senhora das Graças




   Nossa Senhora da Medalha Milagrosa    é uma invocação especial pela qual é conhecida a Virgem Maria, também invocada com a mesma intenção sob o nome de Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças. Ela é venerada pela Igreja Católica, sua principal Igreja é o Santuário da Medalha Milagrosa e está relacionada a duas aparições da Virgem a Santa Catarina Labouré, então uma noviça das Irmãs da Caridade em Paris, França, no século XIX.

Aparições

A primeira aparição aconteceu na noite da festa de São Vicente de Paulo, 19 de Julho, quando a Madre Superiora de Catarina pregou às noviças sobre as virtudes de seu santo fundador, dando a cada uma um fragmento de sua sobrepeliz. Catarina então orou devotamente ao santo patrono para que ela pudesse ver com seus próprios olhos a Mãe de Deus, e convenceu-se de que seria atendida naquela mesma noite.

Indo ao leito, adormeceu, e antes que tivesse passado muito tempo foi despertada por uma luz brilhante e uma voz infantil que dizia: "Irmã Labouré, vem à capela; Santa Maria te aguarda". Mas ela replicou: "Seremos descobertas!". A voz angélica respondeu: "Não te preocupes, já é tarde, todos dormem... vem, estou à tua espera". Catarina então levantou-se depressa e dirigiu-se à capela, que estava aberta e toda iluminada. Ajoelhou-se junto ao altar e logo viu a Virgem sentada na cadeira da superiora, rodeada por um esplendor de luz. A voz continuou: "A santíssima Maria deseja falar-te". Catarina adiantou-se e ajoelhou-se aos pés da Virgem, colocando suas mãos sobre seu regaço, e Maria lhe disse:

"Deus deseja te encarregar de uma missão. Tu encontrarás oposição, mas não temas, terás a graça de poder fazer todo o necessário. Conta tudo a teu confessor. Os tempos estão difíceis para a França e para o mundo. Vai ao pé do altar, graças serão derramadas sobre todos, grandes e pequenos, e especialmente sobre os que as buscarem. Terás a proteção de Deus e de São Vicente, e meus olhos estarão sempre sobre ti. Haverá muitas perseguições, a cruz será tratada com desprezo, será derrubada e o sangue correrá". Depois de falar por mais algum tempo, a Virgem desapareceu.

Catarina continuou sua rotina junto das Irmãs da Caridade até o Advento. Em 27 de novembro de 1830, no final da tarde, Catarina dirigiu-se à capela com as outras irmãs para as orações vespertinas. Erguendo seus olhos para o altar, ela viu novamente a Virgem sobre um grande globo, segurando um globo menor onde estava inscrita a palavra "França". Ela explicou que o globo simbolizava todo o mundo, mas especialmente a França, e os tempos seriam duros para os pobres e para os refugiados das muitas guerras da época.

Então a visão modificou-se e Maria apareceu com os braços estendidos e dedos ornados por anéis que irradiavam luz coloridos e raios de luz brancos e rodeada por uma frase que dizia: "Oh Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Desta vez a Virgem deu instruções diretas: "Faz cunhar uma medalha onde apareça minha imagem como a vês agora. Todos os que a usarem receberão grandes graças". 

Catarina perguntou por que alguns anéis não irradiavam luz, e soube que era pelas graças que não eram pedidas. Então Maria voltou-lhe as costas e mostrou como deveria ser o desenho a ser impresso no verso da medalha. Catarina também perguntou como deveria proceder para que a ordem fosse cumprida. A Virgem disse que ela procurasse a ajuda de seu confessor, o padre Jean Marie Aladel.

De início o padre Jean não acreditou no que Catarina lhe contou, mas depois de dois anos de cuidadosa observação do proceder de Catarina ele finalmente dirigiu-se ao arcebispo, que ordenou a cunhagem de duas mil medalhas, ocorrida em 20 de junho de 1832. 

Desde então a devoção a esta medalha, sob a invocação de Santa Maria da Medalha Milagrosa, não cessou de crescer. Catarina nunca divulgou as aparições, salvo pouco antes da morte, autorizada pela própria Maria Imaculada.

Invocação

A própria medalha contém as palavras por que a Santa Mãe de Deus quis ser invocada:

"Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós."

Essa inscrição já sintetiza boa parte da mensagem que a Virgem Mãe revelou: a Imaculada Conceição, pela primeira vez objeto de revelação particular, em 1858 ratificada em Lourdes, e transformada em dogma pelo papa Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus, e a mediação da Mãe de Deus junto ao seu Divino Filho. 

Usar essa invocação, portanto, significa acreditar que a Virgem das virgens é a Medianeira Imaculada. A maior imagem de Nossa Senhora das Graças está situada em Irati (PR), e possui 22 metros de altura.


Simbolismo da Medalha Milagrosa

- A serpente: Maria aparece esmagando a cabeça da serpente. A mulher que esmaga a cabeça da serpente, que é o demônio, já estava predita na Bíblia, no livro do Gênesis: "Porei inimizade entre ti e a mulher... Ela te esmagará a cabeça e tu procurarás, em vão, morder-lhe o calcanhar". 

Deus declara iniciada a luta entre o bem e o mal. Essa luta é vencida por Jesus Cristo, o "novo Adão", juntamente com Maria, a co-redentora, a "nova Eva". É em Maria que se cumpre essa sentença de Deus: a mulher finalmente esmaga a cabeça da serpente, para que não mais a morte pudesse escravizar os homens.

- Os raios: Simbolizam as graças que Nossa Senhora derrama sobre os seus devotos. A Santa Igreja, por isso, a chama Tesoureira de Deus.

- As 12 estrelas: Correspondem aos doze apóstolos e representam a Igreja. Simbolizam as 12 tribos de Israel. Maria Santíssima também é saudada como "Estrela do Mar" na oração Ave, Stella Maris.

- O coração cercado de espinhos: É o Sagrado Coração de Jesus. Foi Maria quem o formou em seu ventre. Nosso Senhor prometeu a Santa Margarida Maria Alacoque a graça da vida eterna aos devotos do seu Sagrado Coração, que simboliza o seu infinito e ilimitado Amor.

- O coração transpassado por uma espada: É o Imaculado Coração de Maria, inseparável ao de Jesus: mesmo nas horas difíceis de Sua Paixão e Morte na Cruz, Ela estava lá, compartilhando da Sua dor, sendo a nossa co-redentora.

- O "M": Significa Maria. Esse "M" sustenta o travessão e a Cruz, que representam o calvário. Essa simbologia indica a íntima ligação de Maria e Jesus na história da salvação.

- O travessão e a Cruz: Simbolizam o calvário. Para a doutrina católica, a Santa Missa é a perpetuação do sacrifício do Calvário, portanto, ressaltam a importância do Sacrifício Eucarístico na vida do cristão.

Oração

Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expôr, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada). 

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. 

Amém.

Oração da Medalha Milagrosa

Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, do poder ilimitado que vos deu o vosso Divino Filho sobre o seu coração adorável. Cheio de confiança na vossa intercessão, venho implorar o vosso auxílio. Tendes, em vossas mãos, a fonte de todas as graças que brotam do coração amantíssimo de Jesus Cristo; abri-a em meu favor, concedendo-me a graça que ardentemente vos peço. Não quero ser o único por vós rejeitado, sois minha Mãe, sois a soberana do coração de vosso Divino Filho.

Sim, ó Virgem Santa, não esqueçais as tristezas dessa terra; lançai um olhar de vontade aos que estão no sofrimento, aos que não cessam de provar o cálice das amarguras da vida. Tende piedade dos que se amam e que estão separados pela discórdia, pela doença, pelo cárcere, exílio ou morte. Tende piedade dos que choram, dos que suplicam, e dai a todos o conforto, a esperança e a paz! Atendei, pois, à minha humilde súplica e alcançai-me as graças que agora fervorosamente vos peço por intermédio de vossa santa Medalha Milagrosa!

Amém.

Oração para pedir uma graça à Nossa Senhora das Graças

Maria conhece todas as nossas necessidades, mágoas, tristezas, misérias e esperanças. Interessa-se por cada um de seus filhos, roga por cada um com tanto ardor como se não tivera outro”. (Serva de Deus, Madre Maria José de Jesus)

Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo- nos de vossos pés para vos expôr, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos.

Rezar 3 Ave Marias.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. 

Amém.

Fonte: com informações da Wikipédia e sites católicos de oração

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domingo, 26 de novembro de 2017

Zélio de Moraes, sobre o trabalho dos Exús




Zélio de Morais
© Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade
A transcrição a seguir é parte da entrevista gravada com o médium Zélio Fernandino de Morais no dia 22 de outubro de 1970, que faz algumas referências aos Exus.

Pergunta: Sr. Zélio, é sobre o trabalho dos Exús. Existem tendas que dão consultas com Exús em dias especiais além das consultas normais de Pretos Velhos e Caboclos. Como o Sr. vê isso?

Zélio: Eu sei disto, que há muitas tendas que trabalham com Exús, eu não gosto porque é muito fácil se manifestar com Exú, qualquer pessoa médium, um mal médium se manifesta com Exú, basta ter um espírito atrasado; ou também fingindo um espírito, por isso não gosto e fujo disto, na minha tenda não se trabalha com Exú por qualquer motivo.

(Nesta pergunta, quando o Sr. Zélio diz “na minha tenda não se trabalha com Exú por qualquer motivo”, pode-se notar então que o trabalho do Exú é um trabalho “especial” e que não está aí para ser mistificado, por isso deve-se ter respeito e preservá-lo.)

Pergunta: Mas o Sr. não considera o Exú um espírito trabalhador como todos os outros Orixás?

Zélio: Depois de despertado, porque o Exú é um espírito admitido nas trevas, depois de despertado, que ele dá um passo no caminho da regeneração é fácil ele trabalhar em benefício dos outros. Assim eu acredito no trabalho do Exú.

(Nesta pergunta, quando o Sr. Zélio diz “depois de despertado, que ele dá um passo no caminho da regeneração é fácil ele trabalhar em benefício dos outros”, pode-se notar que estas almas pretendem um local melhor, pretendem uma posição melhor e para isto escolheram o trabalho da caridade nas casas de Umbanda.)

Pergunta: Não haverá casos em que outros Orixás vibrando em outras linhas não possam resolver de imediato alguns problemas de filhos e, não seria o Exú aí o mais indicado para resolver, por estar mais perto materialmente, por estar mais aceito nos trabalhos materiais?

Zélio: O nosso chefe, “o Caboclo das Sete Encruzilhadas” nos ensinou assim, isto faz 60 anos, que o Exú é um trabalhador. Como na polícia tem soldado, o chefe de polícia não prende, o delegado não prende, quem prende são os soldados, cumprem ordens dos maiorais, então o Exú é um espírito que se encosta na falange, que aproveita para fazer o bem, porque cada passo para o bem que eles fazem vai aumentando a sua luz, de maneira, que é despertado e vai trabalhar, que dizer, vai pegar, vai seduzir este espírito que está obsedando alguém, então este Exú vai evoluir. É assim que o Caboclo das Sete Encruzilhadas nos ensinava.

Pergunta: De que modo o Exú é um auxiliar e não um empregado do Orixá ou vice-versa?

Zélio: Eu não digo empregado, mas é um espírito que tende a melhorar, então para ele melhorar ele vai fazer a caridade junto com as falanges, correndo em benefício daqueles que estão obsidiados, despertando e ajudando a despertar o espírito para afasta-lo do mal que ele estava fazendo, então ele se torna um auxiliar dos Orixás. 

(Nestas últimas duas perguntas - acima transcritas - ele deixa bem claro que os Exús são a "polícia espiritual" das casas de Umbanda e que trabalham ligados às falanges das Sete Linhas de Umbanda que trabalham nos Templos.) 

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O pequeno livro do Budismo ॐ Dalai-Lama




Sua Santidade o Dalai-Lama: Palavras de Sabedoria

“Somos os criadores de nossa própria felicidade e de nosso sofrimento, pois todas as coisas têm origem na mente. Sendo assim, precisamos assumir a responsabilidade por tudo aquilo de bom ou de ruim que experimentamos.    

Este livro contém a essência do budismo e oferece conselhos para a pratica da sabedoria em nossas vidas diárias nas palavras de Sua Santidade, o Dalai-lama. Seus pensamentos inspiradores ajudam a melhorar nosso estado de espírito e a descobrir uma profunda paz interior”. 


Renuka Singh, a Editora
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“Minha esperança é que você, leitor, se sensibilizar com o que está escrito aqui, vai procurar sem compromisso em seu dia a dia e, movido pela noção de responsabilidade pelos outros, fará o possível para ajudá-los. Mesmo com pequenos gestos. De acordo com seus próprios recursos e reconhecendo as limitações de suas circunstâncias, você fará o que puder. E se em alguns dias suas ações forem mais compassivas do que em outros, aceite este fato como normal”.  


Sua Santidade, o Dalai-Lama ©
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A essência de toda vida espiritual é a emoção que existe dentro de você, é sua atitude para com os outros. Se a sua motivação é pura e sincera, todo o resto vem por si. Você pode desenvolver essa atitude correta para com seus semelhantes baseando-se na bondade, no amor, no respeito e sobretudo na clara percepção da singularidade de cada ser humano”.

O poder de cura do espírito segue naturalmente o caminho do espírito. Não reside entre as paredes dos prédios luxuosos, nem no ouro que cobre as imagens, nem na seda com que se modelam as roupas, nem mesmo no papel dos documentos sagrados, mas vive na inefável substância da mente e no coração dos homens. Devemos sublimar os instintos de nosso coração e purificar nossos pensamentos”.

Se a pessoa tem uma base espiritual estável, não se deixará dominar pela sedução da tecnologia ou pela insanidade que é o desejo desenfreado de adquirir bens materiais. Essa pessoa saberá encontrar o equilíbrio sem querer demais e sabendo valorizar o que já tem. O perigo constante é abrir a porta para a ganância, um de nossos inimigos mais incansáveis. É ai que se deve por em prática o verdadeiro trabalho da mente”.

Quando conseguirmos criar um ambiente espiritual através de rituais e obediência a certas regras, estes procedimentos tem um poderoso efeito sobre nossas vidas. Se nos falta a dimensão interior necessária para a desejada experiência espiritual, então os ritos tornam-se meras formalidades, artifícios externos. Perdem o sentido e transformam-se em hábitos dispensáveis, servindo apenas como passatempo”.

Como um aprendiz espiritual, você deve estar preparado para enfrentar as dificuldades que estão associadas a toda busca espiritual genuína e estar determinado a persistir em seus esforços e sua vontade. Você deve tentar prever os obstáculos que forçosamente encontrará ao longo do caminho e compreender que a chave para a prática bem-sucedida é nunca abandonar sua determinação”.

As pessoas deveriam praticar a espiritualidade com a mesma motivação da criança que está absorta brincando. Ela está tão encantada e envolvida com o que está fazendo que nunca fica satisfeita ou cansada. Essa deve ser sua atitude mental quando estiver praticando o darma”.

O beneficio mais importante da paciência consiste em sua ação como um antídoto poderoso ao mal da raiva, a maior ameaça a nossa paz interior e, conseqüentemente, à nossa felicidade. A paciência é o melhor de que dispomos para nos defendermos inteiramente dos efeitos destrutivos da raiva. Pense bem: a riqueza não protege ninguém da raiva. Nem a educação por mais talentosa e inteligente que a pessoa seja. A lei, muito menos, pode ser de qualquer ajuda. E a fama é inútil. Só a proteção interior do autocontrole paciente evita que experimentemos o tumulto das emoções e pensamentos negativos”.

A mente pode e deve transformar-se para melhor. Pode livrar-se das impurezas que a contaminam e levar-se ao nível mais elevado. Todos começamos com as mesmas aptidões, mas algumas pessoas as desenvolvem, outras não. Nós nos acostumamos com facilidade à preguiça da mente, sobretudo porque muitas vezes esta preguiça se esconde sob a aparência de atividade: corremos de um lado para outro, fazemos cálculos e damos telefonemas. No entanto, tudo isso ocupa apenas os níveis mais toscos e elementares da mente. E oculta o que existe de essencial em nós”.

A culpa é um sentimento incompatível com nosso pensamento, pois acreditamos que somos parte de uma ação, mas não somos inteiramente responsáveis por ela. Somos apenas parte do fator que contribuiu para a ação. Entretanto, em alguns casos, devemos sentir arrependimento, deliberadamente assumir responsabilidades, lamentar o ocorrido e nunca cometer aquele erro outra vez”.

Nossas vidas são condicionadas pelo karma e são caracterizadas por sucessivos ciclos de problemas. Um problema começa, termina e logo tem início um outro problema”.

Karma é uma palavra sânscrita que significa “ação”. Designa uma força ativa, significando que o resultado dos acontecimentos futuros pode ser influenciado por nossas ações. Supor que karma é uma espécie de energia independente que predestina o curso de toda a nossa vida é incorreto. Quem cria o karma? Nós mesmos. O que pensamos, dizemos, fazemos, desejamos e omitimos cria o karma. Não podemos, portanto, sacudir os ombros sempre que nos defrontamos com o sofrimento inevitável. Dizer que todo o infortúnio é mero resultado do karma equivale a dizer que somos totalmente impotentes diante da vida. Se isso fosse verdade, não haveria motivo para ter qualquer esperança”.
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Ori! Saravá o povo do Oriente!
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Bibliografia:

Palavras de Sabedoria, Por Dalai-Lama

Este pequeno livro contém ensinamentos essenciais sobre o budismo, e foi escrito pelo Dalai-Lama, um dos maiores líderes espirituais de nosso tempo.

Estas lições associam a sabedoria antiga à compreensão dos problemas da vida moderna e nos estimulam a refletir sobre a importância do amor, da compaixão e da necessidade da responsabilidade individual. 

Compre agora por um preço que cabe no seu bolso!

Copyright © Sua Santidade, o Dalai-Lama 1999.
Copyright da tradução © Sua Santidade o Dalai-Lama 2001
Todos os direitos reservados, no Brasil, por Editora Sextante (GMT Editores Ltda.)

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Dia da Consciência Negra: Santo e Orixá



O dia 20 de novembro faz menção à consciência negra, a fim de ressaltar as dificuldades que os negros passam há séculos. A escolha da data foi em homenagem a Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, em consequência de sua morte. Zumbi foi morto por ser traído por Antônio Soares, um de seus capitães.

O Dia da Consciência Negra surgiu para lembrar o quanto os negros sofreram, desde a colonização do Brasil, suas lutas, suas conquistas. Mas também serve para homenagear àqueles que lutaram pelos direitos da raça e seus principais feitos.

Na data são realizados congressos e reuniões discutindo-se a história de preconceito racial que sofreram, a inferioridade da classe no meio social, as dificuldades encontradas no mercado de trabalho, a marginalização e discriminação, tratando-se também de temas como beleza negra, moda, conquistas, etc.

Homenageando adata segue a música "Santo e Orixá", de Paulo César Pinheiro, interpretada por Glória Bonfim. Além da grande influência na música; a sociologia, a política, a religião e a gastronomia, entre várias outras áreas, foram profundamente influenciadas pela cultura negra. Este é um dia de comemorar e mostrar profundo apreço pela cultura afro-brasileira. Axé!


Santo e Orixá

Santa Rita,
Foi chamar Santa Teresa
Pra por um fim nessa tristeza
Que tomou conta desse mundo de ilusão

Santa Clara,
Já falou com Santa Helena
Que pela dor que a gente pena
Ela tem pena desse nosso coração

São Vicente
Foi buscar São Cipriano
Que ele desmancha desengano
Desesperança, desamor, desilusão

São Gonçalo
Convocou São Malaquias
Pra resgatar nossa alegria
Senão pra gente a vida não vai ter razão

É muita mágoa
Nem mesmo o mar tem tanta água
Pouco prazer pra muita lágrima
Haja milagre pra tristeza se acabar

É muito pranto,
Tem povo triste em todo canto
É muita dor pra pouco santo
E o santo vira dois
É santo, é orixá

Janaina
Já botou Iansã de frente
Pra arrebentar essa corrente
Com o raio ardente e o vendaval da sua mão

Xangô velho
Viu Obá no seu terreiro
Mandou chamar Ogum guerreiro
Que tem a lança pra matar esse dragão

Foi Ossanha
Que chamou Nanã senhora
Que é pra mandar o mal embora
Que o mundo já virou o inferno do cristão

Foi Oxóssi
Que falou pra Oxum do Rio
Que pra vencer o desafio
Tem que lutar senão não tem mais jeito não

É muito peso,
Muito desdém muito desprezo
Precisa ter pavio aceso
Pro lampião do coração não se apagar

É muito espanto,
É muito ebó, muito quebranto
Precisa muito pai-de-santo
Fazendo muito encanto pra ninguém chorar


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domingo, 19 de novembro de 2017

Perfumar a casa para o seu bem-estar




A casa limpa, arrumada e perfumada, é uma das formas de conquistar bem–estar e cultivar a tão sonhada paz de espírito no aconchego do lar. Por muito tempo, comprar bombas de aerozol nos supermercado era o principal meio de colocar fragrância no ar, ou acender velas e incensos perfumados que nem sempre surtiam o efeito desejado.

As coisas começaram a mudar na onda da terapia alternativa com o uso de óleos essenciais, muitas vezes fabricados artesanalmente em casa e em farmácias de manipulação ou por grandes industrias de cosméticos e perfumarias que tem se esmerado em busca de odores extraídos de plantas exóticas da Amazônia.

Os odores são os mais diferentes e para todos os gostos; amadeirados, cítricos, florais, e até mesmo essência que imita o cheiro do mar, como o óleo essencial Aromaknaut e aqueles com cheiro de frutas como; pitanga, cupuaçu, descorbertos pela natura.

Alguns aromaterapeutas consideram que o aumento da popularidade dessa forma de perfumar o ambiente deve – se a vontade dos habitantes das grandes cidades de trazer para dentro de casa o contato com a natureza. 

Nova profissão tem surgido no rastro desse retorno à origem da vida, cosmetologistas, aromatizadores e osmologos, todos empenhados em colocar o cheiro da alma nos ambientes.


Apesar de que a maioria dos óleos perfumados promete apenas o bem estar, muitas pessoas alimentam a esperança, base das no estudo da aromaterapia (técnica da medicina alternativa que prevê o tratamento de diversos males com aromas) de obter mudanças comportamentais.

Essas pessoas esperam que ao perfumarem a casa consigam melhorar estados de cansaço, ansiedade e stress. Para conseguir o efeito desejado nesse caso, é necessário usar óleos essenciais puros, concentrados

O que faz a diferença em favor desses óleos é sua forma de extração das plantas e seu processamento que conservam substâncias mais complexas que estimulam regiões do cérebro, responsáveis pela saúde de parte do corpo humano. Os perfumes sintéticos não possuem esse efeito terapêutico, segundo alguns neurologistas.

Apesar de tudo alguns especialistas alertam que esses aromas não devem substituir os remédios, mas ao mesmo tempo é sabido pelo senso comum que alguns cheiros evocam sensações que de fato beneficiam a alma. A lavanda pospõe a reputação de calmante enquanto o aroma da bergamota é associado a favorecer a energia e a vitalidade.

Essas referências permitem escolher o melhor cheiro para cada cômodo da casa. No quarto, aconselha – se o cheirinho de sândalo para facilitar o descanso, as forma de distribuir esses cheiros são variadas, podem ser usados aromatizadores elétricos, velas, vidros de spray, pétalas de flores secas ou jogadas sobre pequenas pedras de cerâmica.

Fonte: Extraído da revista ISTOÉ/1705-5/06/2002 (reprodução)


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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Encarando os desafios da transição planetária




Mensagem de Alfred Schutz psicografada na FEESP (por Generosa Barcelos):

"Filhos e Filhas deste Plano Físico, é com muita Alegria que a nossa mensagem se propaga para que haja uma compreensão mais ampla dos tempos que vivemos na atualidade. A transição planetária também acontece no nosso plano espiritual, então, há filas de espíritos querendo uma última chance para que possam ter merecimento para viver numa Terra regenerada! Queridos, vocês não tem ideia o quanto vale a pena estar encarnado, pois muitos de vocês se não estivessem no corpo abatendo seus karmas, provavelmente, já estariam em translado para um Planeta mais primitivo. 

Enquanto vocês sofrem com seus pequenos problemas egoístas, há uma convocação do Plano Espiritual para que saiam do marasmo agora mesmo! Eu tenho presenciado na Equipe na qual trabalho em minha Colônia as prestações de contas dos recém desencarnados e, infelizmente, vejo grande parte dos recém desencarnados, sendo notificados que farão parte de uma humanidade primitiva! 

A Boa Notícia que vos trago é que se houver mudança a curto prazo, faremos a nossa parte em acelerar o seus processos evolutivos, ou seja, ajudaremos na melhora da postura e da qualidade de vida de cada um. Conforme já disse, não venho com respostas prontas, típicas dos autores encarnados que vendem livros de autoajuda. Queremos um compromisso firme e decidido, aonde vocês façam a sua parte para se livrarem do sentimento de culpa, ressentimento, autopunição e dos pensamentos viciados e repetitivos! A divisão de tarefas vem com a distribuição das responsabilidades.

Quem se esforçar obterá ajuda, quem ficar parado ou querer apenas se vitimizar, ficará em sintonia com os desencarnados involuídos. Não prometemos facilidades ou favores, pois as promessas feitas sem um acordo entre partes conscientes e ativas, é um pacto maligno na qual se paga com a Alma. A terra está no início das dores, já que as bases que sustentam a civilização materialista precisam ruir! A percepção de progresso sempre baseado na mentira e numa certa encenação entre as pessoas, precisa sofrer uma mudança de paradigmas.


A atual humanidade é um jogo com dados viciados que só mudará com conflitos e crises significativas. Caiam na real, os atuais detentores do Poder cairão com muita violência, mas eles são bastante agressivos, agindo na surdina em prejuízo do coletividade! 

Seria fácil, eu lhes falar para rezarem pela Paz para que a violência seja atenuada, mas quero que vocês se preparem para a reconstrução porque a humanidade com seu materialismo será abalado, inexoravelmente! Se antecipem em atitudes da Terra regenerada, sendo tolerantes, humildes, misericordiosos e simples.

Sejam mais objetivos e não usem modos de agir teatrais num espetáculo triste em querer mostrar aquilo que não são! Parecer e não Ser, eis a fenomenologia da espiritualidade inferior. 

O Poder Político das ditas democracias sofrem infiltração do narcotráfico, indústria de armas e farmacêutica sempre a fabricar novas doenças! Afinal de contas, o Estado Islâmico faz ataques com armas modernas fabricadas nos países desenvolvidos!

Uma onda de barbárie medieval se abaterá sobre as Nações mais desenvolvidas. O Brasil passará a próxima década apurando a corrupção que devastará a classe política em geral. As Nações Unidas do Hemisfério Sul já são uma realidade no Plano Espiritual e, caberá ao Brasil a sua Liderança! Não fujam dos problemas, aprendam a resolvê-los sem tanto drama e com mais ânimo.

O recado de hoje é simples: quem encarar com disposição suas carências existenciais terá milhares de dádivas com karmas atenuados no futuro. Uma nova era será composta por homens e mulheres que saibam inovar diante dos desafios. 

Recebam o abraço deste sociólogo no Plano Espiritual que lhes quer Bem, 



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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Dicionário de Umbanda



 GLOSSÁRIO DE UMBANDA 
Significado de palavras e termos usados em Umbanda e Candomblé

 A

ABAÇÁ - Templo, tenda, terreiro de Umbanda.
ABACÊ (ABÁ) - Cozinheira que prepara as comidas de Santo, no culto Gegê. Cozinheira(o) que conhece e prepara as comidas dos Orixás. Cozinheira do culto.
ABADÁ - É o nome dado a uma túnica larga e de mangas compridas, usada nos terreiros pelos homens.
ABALÁ - Comida muito semelhante ao acarajé.
ABAÔ - Quer dizer um iniciando do sexo masculino, desenvolvendo-se mediunicamente no terreiro de Umbanda.
ABARÁ - Comida dos pretos africanos como seja bolo de feijão, que vem enrolando em folha de bananeira.
ABEDÊ - É o leque de Oxum, quando feito de latão.
ABÔ dos AXÉS - Água contendo ervas maceradas, não cozidas, e sangue de animas sacrificados no terreiro de Candomblé. (na Umbanda não se utiliza sangue nos rituais).
ABRIR A GIRA - Significa o início ou abertura dos trabalhos nos terreiros de Umbanda.
ABROQUE - É um manto usando somente pelas mulheres durante uma sessão.
ACAÇÁ - Comida originária da África, com aparência de bolo de angu de arroz.
ACARAJÉ - Comida de santo feita na base de feijão fradinho com pimenta malagueta e outros temperos. Comida de Iansã.
ACENDE CANDEIA - Planta muito utilizada para banhos conhecida também como Candeia-Mucerengue.
ACHOCHÔ - Nome dado à uma comida de Oxossi.
ADARRUM - É o toque feito seguidamente pelos atabaques quando da invocação dos protetores para incorporarem nos mediuns.
ADEJÁ (ADJÁ) - É uma campainha (sino) usada nas cerimônias de terreiro. Sino de alumínio ou cobre de três bocas.
AGÔ - Significa pedir licença ou permissão, em outros momentos em que este termo traduz perdão e proteção pelo que se está fazendo.
AGURÊ - Toque em ritmo muito lento para chamar Iansã.
AGODÔ (OGODÔ) - Uma qualidade de Xangô.
AGONJÚ (AGANJU) - Um dos doze nomes de Xangô conhecidos no Brasil.
AIA - Toalha branca para uso em terreiro.
AIOCÁ - Referente a Iemanjá e ao fundo do mar. Ver AIUKÁ.
AIUKÁ - Fundo do mar. Também se diz os domínios de Iemanjá (Rainha do Aiuká).
AJUCÁ - É a festa da Cabocla Jurema entre os capangueiros. Nessa festa há defumações no terreiro, bebidas e comidas, tudo com a finalidade de duplicar a proteção no terreiro e gerar mais fartura nas casas dos filhos de fé.
ALDEIA - Povoado de índios. Tratando-se de terreiros, esta palavra quer dizer a moradia dos espíritos de caboclos na Aruanda.
ALGUIDAR - Bacia de barro usada para entregas, ascender velas, deposito de banhos, entrega de comidas e defumação. Vasilha de barro onde se coloca comida votiva.
AMACI (AMASSI) - Batismo na Umbanda. Líquido preparado com o suco de diversas plantas, não cozidas, e que tem muita aplicação na firmeza de cabeça dos médiuns. O principal banho para a o ritual da "lavagem de cabeça". (ritual equivalente a raspagem de cabeça no Candomblé e ao batismo na Igreja Católica).
AMACI-NI-ORY - Líquido preparado de folhas sagradas, maceradas em água. É destinado a banhar a cabeça dos médiuns. Cerimonia da lavagem (feitura) de cabeça dos médiuns.
AMALÁ - Comida de Santo. Também se denomina a todo ritual que o umbandista ao manipular alimento deve dispensar atenção, amor e especial carinho, fazendo por completo a Homenagem ao Orixá. "Dar de comer ao Santo".
AMOLOCÔ - Comida de Oxum.
AMPARO - Chicote sagrado usado especialmente para afastar espíritos atrasados e maléficos.
ANGOMBA - É a designação para um segundo atabaque.
APARELHO - Médium. Designa a pessoa que serve de suporte para a “descida” da entidade do médium.
ARAUANà- Dança ritual africanista para quebrar demandas e trazer alegrias.
ARIAXÉ - Banho preparado com ervas e folhas. Esse banho consta mais de 21 diferentes espécies de vegetais. Preparado somente pelo próprio chefe de terreiro.
ARIMBÁ - Pote de barro para guardar o azeite-de-dendê.
ARIPÓ - Panela muito semelhante ao alguidar de barro.
ARUANDA - Céu, Paraíso, Nirvana ou Firmamento significam a mesma coisa, isto é, a moradia daquele que é Criador de todos os mundos e de todas as coisas. Plano Espiritual Elevado.
ARUÊ - Saudação a Exu (Aruê- Exu ou Laroiê Exu} - termo também usado para espíritos desencarnados.
ASSENTAMENTO DE ORIXÁ - E o lugar no pegi onde é colocada a representação de Orixá, ou do seu fetiche, ponto riscado, etc.
ASSENTO - Termo utilizado para um local preparado para um Orixá ou Exu. Santuário exclusivo.
AXÉ - Força invisível, mágica e sagrada. É a força mágica do terreiro representada pelo segredo composto de diversos objetos pertencentes as linhas e falanges. Força bendita e divina. Poder que emana dos Orixás.
AXEXÊ - Cerimônia fúnebre iorubana. Semelhança com a missa de 7º dia católica.
AXOGUM - Nome dado ao encarregado de sacrificar animas quando não é feito pelo Chefe do Terreiro. Muito comum nos cultos de candomblé nagô.
AZÊ - Capuz de palha. Ornamento da roupa de Omulú.
AZEITE-DE-DENDÊ - Óleo baiano extraído do dendezeiro, sendo muito utilizado na culinária dos Orixás.


 B

BABÁ - Termo que entra em grande número de palavras, com diferentes significados. No sentido de pai, compõe o nome de diferentes sacerdotes como: Babalorixá - Babaojê - Babalaô - Babalossain... Chefe feminino nos templos de umbanda (Mãe de Santo);
BABALAÔ - Guardião que possui a chave do mistério. Pai-de-Santo. Chefe de terreiro. (baba = pai - laô = completo, tudo = "um pai para tudo"). Títulos de Orixá nos candomblés.
BABALORIXÁ - Chefe masculino de terreiro; Sacerdote de Candomblé; ou de Umbanda (a Umbanda também usa = Babalaô). Denominado popularmente “Pai-de-santo”. Pessoa que dirige todos os trabalhos no Terreiro (administrativo e sacerdotal). Orienta a vida espiritual dos médiuns, filhos de fé e assistência do Terreiro.
BABUGEM - Restos de comidas e bebidas que sobram no terreiro.
BACURO DE PEMBA - Filho de Santo.
BAIXAR - Termo que quer dizer incorporação das Entidades/Orixás nos médiuns. Esse termo designa que toda entidade que vem do Céu (Plano Astral Superior), ou seja, da Aruanda, baixe das alturas para a Terra.
BALANGANDà- Enfeites e ornamentos. Podem também ser amuletos.
BALÊ - Casa dos Espíritos mortos (desencarnados).
BAMBA - Temível, valente.
BANDA - Termo utilizado para designar a linha espiritual a qual pertence determinada Entidade. Lugar de origem de entidade.
BANHO DE DESCARREGO - Banho preparado com ervas sagradas, de acordo com o Orixá de cada indivíduo, para purificar o perispirito e afastar vibrações negativas. (Obs.: É tomado, após o banho de asseio, apenas do pescoço para baixo, só na parte da frente do corpo).
BARRACÃO - Termo usado pelos leigos para designar o local da prática ritual. Terreiro.
BASTÃO-DE-OGUM - Espécie vegetal de espada-de-São-Jorge.
BATER-CABEÇA - Reverenciar. Ritual que quer dizer cumprimentar respeitosamente e humildemente. Abaixar-se aos pés do Congá (altar) ou de uma Entidade tocando com a testa ou cabeça no chão. Representa respeito e humildade.
BATER PARA O SANTO - Tocar os atabaques com o ritmo peculiar a determinado Orixá.
BEJA - Cerveja branca.
BENTINHO - Escapulário que traz pendurado no pescoço e contém orações, rezas e figuras de santos. Patuá.
BETULÉ - Machado feito de pedra e  bambu para  Xangô.
BILONGO - Amuleto muito usado por caçadores para proteção
BOLAR NO SANTO - Início incompleto de transe que ocorre com os médiuns sem preparo ou iniciantes. Animismo.
BOMBO-GIRA - O mesmo que Pomba-Gira. Denominação de Pomba-Gira em Congo. Exu mulher.
BORÍ - Ato cerimonial no qual o filho de santo oferece sua cabeça ao Orixá. Cabeça.
BOTAR NA MESA - Atendimento ao consulente através de oráculo. Baixar cartas (Tarot).
BURRO - Termo usado pelos exus incorporados para designar o médium. Calunga Grande - Mar - Oceano. 



 C

CABAÇA - Vasilha feita do fruto maduro do cabaceiro depois de retirado o miolo. Utilizado também como moringa de bebida (água) e para fazer cuias de chimarrão.
CABAIA - Assim é denominado uma túnica de mangas largas utilizada por médiuns e/ou cambones.
CABEÇA-FEITA - Médium que já passou pelo ritual do Amaci. Denominação do médium desenvolvido, já cruzado no Terreiro, com seu Orixá de Pai-de-cabeça definido.
CAIR NO SANTO - Transe mediúnico de quem ainda não está preparado para incorporar.
CALUNGA PEQUENA - Cemitério
CALUNGA GRANDE - Oceano, mar.
CAMBONO (CAMBONE) - Auxiliar de Médiuns de Incorporação e o Servidor dos Orixás. O cambone é o médium que auxilia o consulente (leigo) a entender as Entidades. Auxiliar de culto.
CAMOLETE - Lenço branco de tamanho grande colocado na cabeça dos médiuns durante alguns rituais. Pano-de-cabeça.
CAMUCITÊ - Nome dado ao altar, Congá - Pegi.
CANJIRA - Lugar onde são realizadas danças religiosas. Curimba no meio do Terreiro.
CANZUÁ (CAZUÁ de QUIMBÉ) - Designações no Candomblé para o Terreiro - casa de culto - tenda espiritual - local.
CAPANGUEIRO - Termo usado no sentido de companheiro (Umbanda). Comprador de diamantes em pequenas porções. Denominação dada ao capanga, pequeno avental com o qual os diretores ou grandes iniciados do Toré participam do ritual de cura ou culto ameríndio, comum no Nordeste brasileiro.
CARICÓ - Templo, Terreiro.
CARREGADO - Pessoa que está com vibrações espirituais maléficas causadoras de sintomas como mal-estar, medo sem causa, etc.
CARURUTO - Charuto.
CATERETÊ - Designação de um ritual espírita do Estado do Maranhão
CATULÁ - Anular um trabalho de magia negra.
CAVALO - Médium dos Guias de Umbanda. Pessoa que serve de suporte para os orixás ou entidades.
CENTRO - terreiro, tenda de Umbanda, cazuá.
CHEFE DE CABEÇA - É um dos nomes como é designado o Guia-Chefe do médium de terreiro que tenha sido desenvolvido e cruzado no mesmo. Pai de cabeça.
COISA FEITA - Quer dizer trabalho feito para levar o mal a alguém, despacho maléfico, feitiço, bruxaria.
COITÉ (COETÊ) - Fruto do coitezeiro - seco ou partido com o meio pintado por dentro e por fora (cuia). Alguns usam coco, outros cabaça.
CONGÁ (Gongá ou Congar) - A palavra gongá é de origem banto, é utilizada no ritual de Umbanda para denominar o "altar sagrado" do Terreiro. Este altar é composto de imagens de santos católicos, caboclos, pretos-velhos e outras.
COMPADRE - Designação para Exu.
CORPO FECHADO - Nenhum espírito maléfico pode incorporar no médium, ou nenhum espírito pode trazer o mal a pessoa que tem o corpo fechado.
CORREDOR DE GIRAS - Freqüentador que passa por vários terreiros, sem ter firmado compromisso espiritual com nenhum deles.
CREDO-EM-CRUZ - Creio na cruz. Interjeição que traduz espanto, admiração ou repulsa.
CURIAR - Comer ou beber.
CURIAU - Comida de Santo, despacho.
CURIMAR - Cantar. Entoar pontos cantados.
CURIMBA - Dança do Orixá ou Entidade no meio do Terreiro. Conjunto de instrumentos musicais do terreiro. Os instrumentos que compõe a curimba: atabaques, tambor, agogôs, chocalhos, berimbau, violões, etc. Curimba é a orquestra de um terreiro.
CURIMBAR - Dançar cantando.
CURUMIM - Do tupi Kurumí - menino.


 D

DAR FIRMEZA AO TERREIRO - Riscar ponto na porteira, sob o altar, defumar, cantar pontos, etc. São feitas antes de uma sessão, para afastar ou impedir a entrada de más influências espirituais.
DAR PASSAGEM - Ato do orixá ou guia deixar o médium para que outra entidade nele se incorpore.
DAR PASSES - Axé da entidade transmitido através do médium incorporado. Emitir vibrações que anulem as más influências e mazelas sofridas pelos consulentes através de feitiço, olho gordo, inveja, etc. Abrir os caminhos do consulente através do Axé do Orixá.
DECÁ - Bracelete ritual que o filho-de-santo recebe após sete anos de sua primeira saída da camarinha no Candomblé.
DEMANDA - Desentendimento.
DANDÁ - Vegetal, espécie de capim, que exsuda um odor, muito usado em trabalhos, como banho e defumações em ritual de Umbanda.
DANDALUNDA - Outro nome dado a Janaína, Iemanjá, ou Mãe Dandá.
DAR COMIDA AO SANTO - Entrega, agrado, oferecimento de alimentos aos Orixás com o objetivo de receber Axé em troca. (Ver Amalá).
DESCARGA - Ação para afastar do corpo de alguém, ou de um ambiente, vibrações negativas ou maléficas por meio de: banhos, passes, defumação, queima ou pólvora e etc.
DESCARREGAR - Livrar alguém de vibrações maléficas ou negativas.
DESCARREGO - O mesmo que descarregar. Despachar restos de vela, pontas de charuto e demais sobras do trabalho da entidade em local adequado.
DESCER (DESCIDA) - Ato de orixá ou entidade incorporar. Quando as Entidades Espirituais vão incorporar no médium.
DESENCARNAR - Ato do espírito da pessoa deixar o corpo – morrer.
DESENVOLVIMENTO - Treino do iniciado nos trabalhos espirituais visando seu aperfeiçoamento mediúnico e pessoal. Aprendizado dos iniciados para melhoria de sua capacidade mediúnica; com a finalidade de incorporação de entidades.
DESMACHE - Espécie de muleta usada em alguns terreiros como instrumento de Xangô
DESMANCHAR TRABALHOS - É tornar livre uma pessoa dos efeitos de trabalho de enfeitiçamento, como também beneficiar alguém que tenha sido vítima de magia negra.
DESPACHAR - Entregar ao Orixá o que é do Orixá. Despachar também é um termo usado para tudo que é sagrado, seja comida de santo, seja qualquer objeto sacro seja entregue num local adequado a cada Orixá.
DESPACHO - Trabalho entregue para anular um feitiço, desmanchar trabalhos de magia negra.
DIA DE OBRIGAÇÃO - É o dia de sessão quando os médiuns e os consulentes observam certos atos do ritual umbandista e cumprem tudo quanto lhes é determinado pelos Guias.
DILONGA - Prato que representa uma das ferramentas, ou melhor, um dos utensílios de Ogum.
DOBALÊ - É assim chamada a saudação dos médiuns que possuem guias femininos.
DOLOGUM (DILOGUM) - Guia com 16 fios.


 E

EBAME (EBAMI) - Filha de Santo com mais de 7 anos.
EBI - Serpente que é representada por um ferro retorcido, fazendo parte da ferramenta de Xangô, colocada junto com o machado.
EBIANGÔ - Planta muito usada pelos negros em amuletos e que é tida como portadora de virtudes mágicas, como por exemplo, afastar espíritos maléficos.
EBIRI - Símbolo de Oxumaré.
EBÔ - Despacho. Presente para Exu. Oferta que se oferece em encruzilhadas ou em qualquer outro local.
EBÓ - Líquido com vários vegetais não fermentados, sendo preparado para diversos casos: Banhos, banhos para a cabeça, limpeza de ambiente, etc.. Cada ebó tem um preparo diferente para cada situação diferente. Antes de ser usado, é benzido por um Guia.
EBOMIM - Designação do médium feminino quando conta mais de 7 anos desenvolvimento.
EGUNGUN - Materialização de encarnados. Aparição. Evocação de Ancestrais e Espíritos Protetores.
EGUN - Nome genérico dos espíritos dos mortos (desencarnados).
EGUNS - Espíritos desencarnados. Almas.
EJILÉ - Pomba que é destinada ao sacrifício com a finalidade de ser empregada em algum trabalho.
EKEDI (EQUÉDE) - São as auxiliares femininas das Mães-Pequenas. Ekedis não incorporam, mas tem autoridade sobre as Entidades como uma Mãe Pequena.
ELEDÁ - Anjo da Guarda.
ELEGBÁ - Espírito Maléfico. Entidade que trabalha somente com Magia Negra.
ENCANTADO - Ser que não morreu, foi arrebatada.
ENCOSTO - Espírito de pessoas mortas. Que se junta a uma pessoa viva, conscientemente ou não, prejudicando-a com suas vibrações negativas.
ENCRUZA - É o cruzamento dos caminhos, vias férreas, ruas, etc. Habitat de Exu.
ENCRUZAR (CRUZAR) - Ritual umbandista no início de um período ou sessão, consistindo em fazer uma cruz com a pemba na nuca, na palma da mão, na testa do médium e na sola do pé. Isso fecharia o corpo do médium e protegeria, fortificaria sua mediunidade e ajuda também a estabelecer uma ligação mais firme com os Guias Espirituais. No encruzamento dos médiuns é entonado um canto próprio para a ocasião
ENDÁ - Diz-se a coroa imaterial que acompanha o médium em desenvolvimento após a iniciação. Sinônimo de aura. Também é como os antigos chamavam os Babalorixás de Umbanda quando visitavam um outro terreiro e os ogãs puxavam a cantiga: "Saravá o Endá, Saravá Oxalá a coroa do Babá"
ENFORCADO - Ver espírito obsessor. Quiumba.
ENGIRA - O mesmo que gira – trabalho – sessão.
ENGOMA - Conjunto de instrumentos musicais usados no Terreiro. Atabaques.
ENTIDADES - Seres espirituais na Umbanda.
ERÊ - Espírito infantil. Criança.
ERÓ - Segredos e ensinamentos revelados aos médiuns e iniciados no terreiro em seu desenvolvimento.
ERUEXIM - Rabo de cavalo, espécie de espanador usado por Iansã
ESPIRITISMO DE LINHA - Designação dada a Umbanda e as sessões no terreiro.
ESPIRITISMO DE MESA - Sessão espírita Kardecista. Designação dada a Umbanda nas sessões de cura por médicos incorporados.
ESPÍRITO DE LUZ - Espírito com alto grau de evolução, superior e puro.
ESPÍRITOS OBSESSORES - Espíritos com muito pouco ou mesmo nenhum desenvolvimento, são entidades que se apossam das pessoas, fazendo-as sentirem doentes e prejudicando-as em todos os sentidos.
EXÊS - Partes dos animais sacrificados para serem oferecidos aos Orixás.



 F

FALANGE - O mesmo que legião, conjunto de seres espirituais que trabalham dentro de uma mesma corrente (linha). Subdivisão das linhas de umbanda, cada uma com suas funções definidas e dirigidas por um “chefe” – espírito superior. Falange em Umbanda significa a subdivisão de Linhas onde cada falange é composta de um número incalculável de espíritos orientados por um Guia chefe da mesma.
FALANGEIRO - Espírito pertencente a uma determinada Falange.
FAZER MESA - Abrir a sessão, abrir a gira.
FAZER OSSÊ - Cerimonia semanal, no Candomblé, que consiste no oferecimento de alimento e/ou bebida preferida dos Orixás.
FECHAR A GIRA - Encerrar uma sessão ou uma cerimônia em que tenha havido formação de corrente vibratória. Encerrar os trabalhos no terreiro.
FECHAR A TRONQUEIRA - Ato de defumar e cruzar o terreiro - os quatro cantos do terreiro - evitando que espíritos perturbadores ou zombeteiros atrapalhem o culto.
FEITO - É o médium masculino desenvolvido dentro do terreiro.
FEITO DE SANTO - Iniciação do desenvolvimento de um médium.
FEITA(O) NO SANTO - Médium que teve o cerimonial de firmeza de cabeça por haver completado seu desenvolvimento mediúnico.
FILHO(A) DE FÉ - Designação do médium iniciante ou não. Denominação para adeptos da Umbanda.
FILHO OU FILHA DE SANTO - Médium que se submeteu a doutrina e todo ritual.
FIRMA - Peça central da guia utilizada pelos iniciados pendurada no pescoço durante as sessões, é colocada no ponto no qual a guia de proteção é amarrada/fechada.
FIRMAR - Concentrar-se para a incorporação.
FIRMAR ANJO DA GUARDA - Fortalecer por meio de rituais especiais e oferendas de comida votivas e orixá patrono do médium.
FIRMAR PORTEIRA - Riscar a entrada do templo, um ponto especial para protegê-lo de más influências ou fazer defumação na entrada. É a segurança para os trabalhos da sessão que será realizada.
FIRMAR PONTO - Cantar coletivamente o ponto (cântico) determinado pela entidade que vai dirigir os trabalhos para conseguir uma concentração da corrente espiritual. O Ponto Firmado pode ser apenas cantado como também riscado ou a combinação de ambos. Significa também quando o Guia dá seu ponto cantado e/ou riscado, como prova de identidade.
FIRMEZA - O mesmo que segurança, conjunto de objetos com força mística (axé); que enterrados no chão protegem um terreiro e constituem sua base espiritual.
FORÇA ESPIRITUAL - Poderes e conhecimento que um médium tem quando em transe e quando as entidades que o protege têm. Grande poder, são fortes e importante no mundo astral.
FUNDAMENTOS - Leis de Umbanda, suas crenças.
FUNDANGA - Pólvora. 


 G

GANGA - A palavra Ganga, na realidade "Nganga" palavra de origem Kimbundo significa mágico, feiticeiro ou vidente. Para os Angola-congolenses seria a denominação do chefe supremo, seria o mesmo que Tata ou o Grande Alufá. O nome Ganga denomina os chefes dos antigos terreiros cabindas.
GANZÁ - Instrumento musical.
GARRAFADA - Bebida preparada com a maceração de ervas em aguardente ou água.
GIRA - Sessão espírita com cânticos e danças para cultuar as entidades e Orixás. Corrente espiritual. Caminho.
CONGÁ (GONGÁ ou CONGAR) - Altar no qual os Santos católicos são sincretizados com os Orixás africanos. Altar principal de um Terreiro de Umbanda.
GUIA - Colar ritualístico especial para cada entidade, feito com miçangas de cristal e/ou de porcelana, da cor especial do Orixá ou Entidade Espiritual que representa e identifica.. GUIA Pode também significar o próprio Orixá, ou uma entidade espiritual, espírito superior. Alguns são os guias protetores do templo, outros do médium. Geralmente o guia do terreiro incorpora no dirigente espiritual do terreiro.
GUIA DE CABEÇA (GUIA DE FRENTE)- Orixá ou entidade principal do médium, seu protetor. Pai de cabeça.


 H

HALO - Luminosidade que envolve um espírito de grande elevação. Aura. Auréola circular presente na cabeça de imagens de Santos e Anjos.
HOMEM DAS ENCRUZILHADAS (HOMEM DA RUA) - Exú.
HUMAITÁ - Do tupi-guarani: Hu = negro, ma = agora, itá = pedra – “a pedra agora é negra”. Relativo a Ogum, sua morada/reino.
HUMULUCU - Comida Africana feita de feijão fradinho, azeite-de-dendê e diversos temperos. Também conhecida como Omolocum.


  

IJEXÁ - Ritual africano. Os adeptos do Ijexá temem os mortos (eguns) e apressam-se em expulsá-los dos terreiros.
INCORPORAR - Entrar em transe, “receber” a entidade.
IORUBÁS (YORUBÁS) - Negros africanos que falam a linguagem Nagô.
IR PARA A RODA - Uma frase que traduz o desenvolvimento da mediunidade na corrente.
ITÁ DE XANGÔ - Pedra caída junto com o raio. Pedra de Xangô.


 J

JABONAN - Assim chamada a auxiliar da Babá.
JACULATÓRIA - Oração curta. Reza resumida e fervorosa.
JACUTÁ - Denominação de altar. Casa do santo. No Candomblé é um título dado a Xangô que significa "lutar com as pedras". Esse nome também se refere ao 5º dia da semana Yorubá, no qual Xangô é cultuado.
JESUS - Oxalá.
JIBONAN - Designação do fiscal de trabalhos do terreiro.
JUNTÓ (AJUNTÓ) - Conjunto de forças dos Orixás.
JUREMA - Uma das caboclas de Oxossi, chefe de falange. Local onde todos os caboclos ficam espiritualmente. A Jurema é a cidade, o lugar, do mundo espiritual conhecido por Juremá.
JUREMÁ - Na Umbanda os Caboclos vem de Aruanda, no Catimbó eles vem do Juremá. O Juremá como no nosso mundo real, é composto de aldeias, cidades e estados ou reinados. Nestes estados e cidades moram os encantados, mestres e caboclos.



 K

KANZUÁ (CANZOÁ ou CANZUÁ) - Vem do Kimbundo e significa literalmente cabana (cabaninha). No Brasil quer dizer Terreiro, salão, onde são realizadas as cerimônias, rituais afro-brasileiros, esta denominação é geralmente utilizada em terreiros bantos.
KAÔ - Saudação de Xangô. Salve! Viva!
KARDECISMO - Um dos pontos básicos em que se fundamentam todas as teorias espiritualistas. Decodificação do Espiritismo por Alan Kardec, de onde se origina o nome Kardecismo.
KARMA (CARMA) - Do sânscrito कर्म, transl. Karmam, e em pali, Kamma, "ação". É um termo milenar de uso religioso dentro das doutrinas budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pela Teosofia, pelo Espiritismo e por um subgrupo significativo do movimento New Age. A palavra expressa um conjunto de ações dos homens e suas consequências. É a conseqüência de vidas passadas, as quais dirigem a presente e organizam as futuras encarnações.
KAURIS - Búzios, utilizados no jogo do delogum. Outrora também serviram de dinheiro na Africa.
KIBANDA ou KIMBANDA - Ver Quimbanda.
KIUMBA (QUIUMBA) - Espírito maléfico e obsessor. Espírito atrasado e sem nenhuma luz. Zombeteiro. Encosto.


 L

LAÇAR O COBRERO - É assim chamada a oração que se escreve com tinta em volta do "cobrero" para fins curativos.
LÁGRIMAS DE NOSSA SENHORA - Além do capim e da miçanga, assim também são conhecidas as contas de semente dessa planta para confecção de terços, guias e outros objetos. Bastante comuns nas guias de Pretos e Pretas velhos.
LANCATÉ DE VOVÔ - É o mesmo nome por que é conhecida a igreja Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador - Bahia.
LAVAGEM DE CABEÇA - A lavagem de cabeça é feita derramando-se o Amaci (banho preparado especialmente para essa cerimônia) sobre a cabeça do médium, enquanto se entoa um ponto de caboclo. A confirmação do Guia de Cabeça verifica-se após a lavagem de cabeça, quando o Guia incorpora e risca seu ponto em frente ao Congá.
LEGIÃO - Exercício de seres espirituais, o mesmo que falange. Conjunto de seres espirituais de grande evolução, conjunto de espíritos elementares (exus) em evolução.
LEI DE UMBANDA - A crença da Umbanda e seus rituais.
LINHA - Faixa de vibração, dentro da corrente vibratória espiritual. Um Orixá também chamado protetor e que é chefe dos seres que vibram e atuam nessa faixa. Conjunto de falanges e que se subdivide uma faixa vibratória. Conjunto de representações (corporal, dança, cores, símbolos) e rituais (comidas, bebidas, dia da semana), etc.; de cada Orixá ou entidade. Conjunto de cerimônias rituais de determinado tipo. Ex. linha de Umbanda, linha branca, etc. União das falanges, sendo que cada um tem seu chefe.
LINHA BRANCA - Linha de Guias que não cruzam com a linha da esquerda.
LINHA CRUZADA - Ritual com influência de duas ou mais procedências. É quando se unem duas ou mais linhas com o fim de tornar mais forte um trabalho no terreiro. Normalmente esse cruzamento se dá com um guia da direita com um da esquerda.
LINHA DAS ALMAS - Corrente vibratória que congrega espíritos evoluídos.
LINHA DE CURA - Ritual que se ocupa mais com a cura física e espiritual do adepto.
LINHA DO ORIENTE - Congrega espíritos que viveram em povos do Oriente.
 - Em Yorubá significa partir. Neste caso partir tem o sentido de desincorporar, ir para o além, se referindo mesmo a "cantar pra subir", o ato de o Orixá ou Entidade subirem.


 M

MACAIA - Folhas sagradas. Local das matas onde se reúnem os terreiros.
MACAIO - Coisa ruim e sem nenhum valor.
MACUMBA - Termo antigo que se denominava aos cultos dos escravos nas senzalas. Candomblé, depois esse termo passou a ser vulgar e passou a nomear rituais de magia como o feitiço ou culto de feiticeiros. Antigo instrumento musical usado outrora nos terreiros afro-brasileiros. Nome (pejorativo) com que os leigos denominam “despacho” de rua e os rituais de Umbanda, Quimbanda e demais cultos afro-brasileiros.
MACUMBADO - enfeitiçado
MADRINHA - O mesmo que Mãe de Santo, Babá.
MÃE D´ÁGUA - Iemanjá.
MÃE de SANTO - Médium feminino chefe ou dirigente de terreiro, Madrinha, Babá.
MÃE PEQUENA - Médium feminina desenvolvida e que substitui a Mãe de Santo. Auxiliar das iniciadas (iaôs) durante o seu desenvolvimento mediúnico.
MALEME (MALEIME ou MALEMBE) - Pedido de socorro, de clemencia, de auxílio ou ajuda, de misericórdia. Podem vir em forma de canticos ou preces pedindo perdão. Pedido de perdão.
MANDINGA - Feitiço, encantamento, também praga rogada em voz alta.
MANIFESTAÇÃO - Quando o corpo do médium é tomado por um Guia. Conhecido também como transe mediúnico, incorporação.
MARACÁ - Do tupi mbaraká - chocalho usado em solenidades.
MARAFA (MARAFO) - Aguardente, cachaça. Bebida de Exú.
MATÉRIA - Corpo, parte material do homem, a mais afastada da pureza espiritual.
MAU OLHADO - Quebranto, feitiço. Doença ou mal estar causado por um olhar mau, invejado.
MÉDIUM - Pessoa que tem a Faculdade Especial de servir de intermediário entre o mundo físico e espiritual. Termo do Espiritismo, adotado pela Umbanda.
MESA BRANCA - Trabalhos no terreiro quando há incorporação apenas de médicos e enfermeiras.
MEISINHA - Despacho, mandinga, trabalho.
MIRONGA - Feitiço, segredo, feitiço feito pelos Espíritos Nagôs. Mistério.
MISTIFICAÇÃO - É o mais importante dos casos do falso espiritismo, pois constitui um recurso muito empregado por falsos médiuns, ou pessoas de má fé, com a vã finalidade de auferirem vantagens pecuniárias e aumentarem sua fama e sua vaidade.
MUCAMBA - O mesmo que cambone.
MUZAMBÊ - Forte, vigoroso.



 N

NAGÔ - Nome dado aos escravos originários do Sudão, na África. Considera-se Nagô como a religião do antigo reino de Yorubá.
NIFÉ - Fé, crença na língua Yorubá.
NOMINA - Oração que é guardada num saquinho e pendurada no pescoço como amuleto para proteção. Patuá.
NURIMBA - Bondade, amor e caridade.


 O

OBASSABÁ - O mesmo que abençoar, benzer.
OBASSALÉA - O mesmo que obassabá.
OBATALÁ - Céu. Abóbada celeste. Deus
OBÍ - Fruto de uma palmeira africana (Cola acuminata, Schott. & Endl. – STER-CULIACEAE) aclimatada no Brasil. Usada no Candomblé e na Umbanda, onde serve de oferenda para os Orixás e é usado nas práticas divinatórias, cortado em pedaços.
OBRIGAÇÕES - Festas em homenagem aos Guias ou Orixás. São também as determinações feitas aos médiuns ou consulentes pelos Guias com o objetivo de auxilio ou como parte de um ritual do desenvolvimento mediúnico.
OBSEDIAR - Perseguir. Ação pela qual os espíritos perturbados que prejudicam as pessoas levando a situações econômicas difíceis, loucura, etc.
OBSSESSOR - Espírito perturbador ou zombeteiro (quiumba) que prejudica as pessoas.
ODÉ - Oxossi. Oxossi mais velho.
ODÔ, IÁ - Saudação de Iemanjá
OFà- Médium responsável pela colheita e seleção das ervas nos rituais.
OGà- Auxiliar nas sessões do terreiro. Ogã pode ser um protetor de Terreiro ou como um Chefe das Curimbas. Ambos tem o mesmo grau hierárquico. Na Umbanda, os Ogãs são naturalmente e normalmente os tocadores de atabaques.
OIÁ - Outro nome conhecido por Iansã
OKÊ - Saudação aos Caboclos. Diz-se assim : Okê Caboclo! Okê Oxossi.
OLHO-DE-BOI - Semente de Tucumã, gozando de propriedades protetoras contra cargas negativas como feitiços, mau-olhado, inveja. Tem muitas utilidades no terreiro, desde patuás até guia (colar).
OLHO GRANDE - Mau Olhado, inveja, malefício, quebranto.
OLORUM - Deus Supremo. Entidade suprema, força maior, que está acima de todos os Orixás (Zambi).
OMOLOCÔ - Culto de origem angolense.
OPELÊ DE IFÁ - Rosário deito de pequenos búzios e que é utilizado para ler o futuro.
ORAÇÃO FORTE - Patuá que consiste em uma oração escrita em pequeno pedaço de papel, que a pessoa preserva em seu poder, quer guardado no bolso, ou dentro de um pano em forma de saquinho pendurado no pescoço a fim de proteger-se ou livrá-la de todos os males.
ORI - Cabeça.
ORIXÁ - Divindades africanas que representam as forças do Universo Infinito. Espírito puro. Santo.
ORIXÁ DE CABEÇA - Orixá principal do médium.
ORIXÁ DE FRENTE - O mesmo que orixá de cabeça.
OTÁ - pedra ritual, elemento e objeto sagrado e secreto do culto.


 P

PADÊ - Despacho para Exú no início das sessões ou festas, constando alimentos, bebidas, velas, flores e outras oferendas, a fim de que os mesmos afastem as perturbações nas cerimonias.
PADRINHO - pai-de-santo, Chefe de Terreiro.
PAI-DE-SANTO - Zelador do Santo, Chefe de Gira, Chefe de Mesa, Chefe do Terreiro. Médium e conhecedor perfeito de todos os detalhes para o bom andamento de uma sessão.
PALINÓ - Cântico ou poema em louvor a Iemanjá
PÃO BENTO - Pão ázimo ou qualquer outro tipo de pão, ao qual se dota de forças mágicas. É utilizado em inúmeros trabalhos para diversas finalidades. Há trabalhos com pão e vela benta para se localizar num rio ou no mar o corpo de uma pessoa afogada, por exemplo.
PARAMENTO(s) - Roupas e objetos utilizados em cerimônias do ritual religioso.
PATUÁ - PA = erradicar doenças, antídoto, TU = propiciar, WA = viver, existir (viver, sem doenças). Amuleto que é colocado num saquitel (pedaço de pano costurado em forma de saquinho) e é pendurado no pescoço, ou se prende na roupa de uso.
PAXORÔ - Instrumento simbólico de Oxalá usado pelos pais-de-santo em trabalhos.
PEDRA-DE-RAIO - Meteorito, Fetiche de Xangô , itá.
PEJI - altar, congar.
PEMBA - Espécie de giz em forma cônico-arredondada, em diversas cores, como sejam : branco, vermelho, amarelo, rosa, roxo, azul, marrom, verde e preto, servindo para riscar pontos e outras determinações ordenadas pelos Guias, sendo que conforme a cor trabalhada com pemba, pode se identificar a Linha a que pertence a Entidade, ou a Linha que trabalhará naquele ponto. Pedra de giz usada para traçar desenhos mágico-religiosos e de caráter invocatório, frequentemente empregados nos ritos de Umbanda.
PERNA DE CALÇA - Significa homem na linguagem de Exu e Pretos-velhos.
PIPOCA - comida de Omulu/Obaluaê. Grão de milho arrebentado na areia quente para ser utilizado em descarrego. Descarrego de Pipoca.
PIRIGUAIA - Variedade de búzio.
PITO - Cachimbo ou cigarro de palha usado pelos Pretos-velhos.
PONTEIRO - Pequeno punhal utilizado em magias e diversos rituais.
PONTOS CANTADOS (MANTRAS DE UMBANDA) - Letra e melodia de cântico sagrado, diferente para cada entidade. É uma prece evocativa cantada que tem por finalidade atrair as entidades espirituais, homenageá-las. Quando chegam e despedi-las quando devem partir. Assim os pontos podem ser apenas de louvor ou cantados com finalidades rituais durante determinadas cerimônias. Os pontos cantados na Umbanda são preces e a invocação das falanges e Linhas, chamando-as ao convívio das reuniões e no auxilio dos que buscam caridade. Assim, como toda a religião tem seus canticos, a Umbanda usa seus pontos cantados, dos quais, não se deve abusar. Esses hinos representam e atraem forças das Falanges, para trabalhos de descarrego e desenvolvimento mediúnico. Pontos cantados não devem ser deturpados, ou modificados, para que sua força não se altere, uma vez alterado o efeito não será o mesmo, podendo até ser prejudicial.
PONTOS RISCADOS - Desenho formado por um conjunto de sinais cabalísticos, que riscado com pemba ajuda a chamar a entidade ao mundo terreno. Quando riscado pelo médium incorporado identifica a entidade. São identificação dos Guias. Cada Guia e cada Orixá tem seu ponto riscado. Os pontos são riscados com pemba. Mas o ponto não se resume apenas a identificação de um guia, linha, falange ou Orixá; ele pode fechar o corpo de um médium, pois a escrita sagrada se utiliza de magia para que qualquer espírito perturbado não se aproxime.
PORTEIRA - Entrada do Terreiro / Templo.
POVO DA ENCRUZA (POVO DE RUA) - Exús.
PRECEITO - Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.
PUXAR O PONTO - Iniciar um cântico. É geralmente feito por um Ogã.


 Q

QUARÔ - Flor chamada Resedá possuidora de notáveis virtudes mágicas e grandemente empregada em banhos e defumações.
QUEBRANTO - Mau olhado, feitiço, coisa feita. Normalmente atinge mais crianças pagãs, mas pode atingir também crianças batizadas e adultos. O quebranto é cortado com benzimento.
QUEBRAR DEMANDA (QUEBRAR AS FORÇAS) - É anular, desmanchar o efeito de um trabalho para prejudicar ou perturbar uma pessoa.
QUEBRAR PRECEITO - Desrespeitar as regras e hábitos estabelecidos no ritual do desenvolvimento ou dos trabalhos.
QUIMBANDA - Linha de esquerda que com a Umbanda forma o equilíbrio. Linha espiritual na qual trabalham os Exus e Pomba-giras. clique e saiba mais.
QUIUMBA - Espírito atrasadíssimo, obsessor e pertubador. Zombeteiro. São ainda mistificadores, fazendo-se passar por espíritos mais elevados. Chamados também “rabos de encruza”.
QUIZILA (QUEZILA ou QUEZíLIA) - Tabu, implicância, interdição, indisposição em relação a algo ou alguém, conjunto de proibições. Aversão, antipatia, repugnância, alergia a alguma coisa. 


 R

RAÚRA - Cambone. Auxiliar nos trabalhos do Terreiro.
RECEBER O SANTO - Incorporar. Entrar em estado de transe com o Guia ou Orixá
REDENTOR - Jesus Cristo
REINOS - Uma das divisões dos mundos espirituais. Domínios dos Orixás. Alguns exemplos : Juremá, Pedreiras, Fundo do Mar, Humaitá, etc
RESPONSO - Oração em latim para determinado santo para se conseguir uma graça.
RISCAR PONTO - Fazer desenhos de sinais cabalísticos que representam determinadas entidades espirituais e que possuem poderes de chamamento das mesmas ou lhe servem de identificação.
ROÇA - Terreiro, centro.
RONKÓ - Quarto onde estão os assentamentos dos Orixás.



 S

SACUDIMENTO - Ato de realizar limpeza, lavagem e varredura do terreiro e/ou seus filhos. Descarrego.
SAÍDA de YAÔ - Cerimônia de iniciação do filho-de-santo no Candomblé ou no culto Omolokô.
SAL (GROSSO) - Empregado sob diversas modalidades nos Terreiros, principalmente como elemento em banho fixador de determinada energia. Também empregado como elemento para descarrego do local quando colocado com um copo de água atrás da porta, absorvendo assim as energias que por ali passam. É erroneamente empregado como banho de descarrego, para tal deve-se utilizar apenas as ervas do Pai-de-cabeça do usuário deste.
SALUBÁ (SALUBÃ) - Saudação de Nanã
SAMBORE - Também vem do Cabula e do Omolokô, samba = pular com alegria, ou seja, momento de grande energia onde as sambas do Cabula e do Omolokô pulavam com alegria. "Sambore, pemba de angola" - quando risca o ponto, canta o ponto para a firmeza dos trabalhos.
SANTERIA - Nome da religião de origem caribenha irmã do Candomblé. Também conhecida por: Regla de Ocha, La Regla Lucumi ou simplesmente Lukumi.
SARABUMBA - Salve, o mesmo que Aruê.
SARAVÁ - Saudação umbandista que corresponde a Salve! Viva!
SEREIA DO MAR - Janaína, princesa d´água. Pode representar também como Yemanjá dentro de um contexto.
SINCRETISMO - Fusão de diferentes cultos ou doutrinas religiosas, com reinterpretarão de seus elementos. Fenômeno de identificação/coligação dos Orixás com os Santos Católicos.


 T

TRONQUEIRA - Local destinado para ser feita a segurança primeira do terreiro, localiza-se de frente para a rua, do lado esquerdo de quem entra.
TUIA - O mesmo que Fundango, Pólvora.
TUMBA - É uma palavra congo-angolesa [Kimbundu] que significa parente ou pessoa íntima. Dic.: sepultura, campa, jazigo, sepulcro.


 U

UMBANDA (AUMBANDAN) - Manifestação do Espírito para a caridade. Religião brasileira fundada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas em 1908. Definição no dicionário Michaelis: "sf. (quimbundo umbanda) 1 Folc. Primeiramente designava o chefe das macumbas cariocas, mas passou a designar a própria cerimônia. É culto religioso e mágico e atualmente até sincretizado com o catolicismo romano e o espiritismo. 2 Magia branca praticada com finalidade construtiva, cura, orientação moral dos transviados etc. 3 Cerimônia religiosa. 4 O mesmo que quimbanda". 5 Outra definição interessante encontra-se na origem da palavra Umbanda no alfabeto Adâmico; no qual: Aum = "Divindade Suprema" + Ban = "conjunto ou sistema" + Dan = "regra ou lei", formando: "CONJUNTO DAS LEIS DIVINAS".
UMBANDISTA - Praticante, crente, seguidor da Umbanda.
UMBRAL - Estado ou local por onde passam a maioria dos humanos após a morte, lá os desencarnados experimentam sofrimentos "físicos" e morais, como a sensação da necrose do corpo e a vergonha de se ver incapaz de ocultar suas fraquezas e desejos mais íntimos dos olhares curiosos e/ou inquisidores de outros espíritos. Região interdimensional destinada ao esgotamento dos resíduos mentais no processo em que a alma abandona o corpo após sua morte. O Purgatório.


 V

VIRAR NO SANTO - Entrar em transe. Incorporar.
VODUN (VOODOO, VODU ou VUDU) - Também conhecido por "Sèvis Gine" ou "Serviço Africano", é uma religião originada na África Ocidental que se tornou conhecida no Novo Mundo através dos escravos vindos da Africa. O Vodun da África Ocidental é a forma original da religião que se desdobrou no Vodou Haitiano, Voodoo da Louisiana e Candomblé Jejê no Brasil. Na Quimbanda é conhecida e trabalhada pelos Exús, principalmente os Caveiras.


 X

XANGÔ (SHANGO ou SANGO, na origem Yorubá) - Orixá da justiça. é sincretizado com São Jerônimo, São Pedro, São João Batista, cujo poder se manifesta na pedreira. Seu símbolo é o machado de duas faces; significando que o machado tanto protege seus filhos das injustiças como os pune quando as cometem, bem como a estrela de 6 pontas cujo símbolo é em si o poder equilibrador do universo.

 Y

YALAORIXÁ (IALORIXÁ) - Mãe de Santo.
YAÔ (IAÔ) - Médium feminino no primeiro grau de desenvolvimento do Terreiro.
YANSà(YANSAN, IANSà ou INHAÇÃ) - Santa Bárbará. Senhora dos ventos, raios e tempestades. No Candomblé, onde também é chamada de Oyá, é representada com um alfange e uma cauda de animal nas mãos, e com um chifre de búfalo na cintura.
YEMANJÁ (IEMANJÁ) - Orixá sincretizada com Maria mãe de Jesus. Senhora da calunga grande (mar). Mãe das Águas. Nossa Senhora dos Navegantes. Nsa. Sra da Glória.


 Z

ZAMBI (NZAMBI) O Deus supremo na Umbanda. O Criador nos candomblés de Nação Angola, equivalente à Olorun do Candomblé Ketu. Zambi é o princípio e o fim de tudo.


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