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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Dia da Consciência Negra: Santo e Orixá



O dia 20 de novembro faz menção à consciência negra, a fim de ressaltar as dificuldades que os negros passam há séculos. A escolha da data foi em homenagem a Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, em consequência de sua morte. Zumbi foi morto por ser traído por Antônio Soares, um de seus capitães.

O Dia da Consciência Negra surgiu para lembrar o quanto os negros sofreram, desde a colonização do Brasil, suas lutas, suas conquistas. Mas também serve para homenagear àqueles que lutaram pelos direitos da raça e seus principais feitos.

Na data são realizados congressos e reuniões discutindo-se a história de preconceito racial que sofreram, a inferioridade da classe no meio social, as dificuldades encontradas no mercado de trabalho, a marginalização e discriminação, tratando-se também de temas como beleza negra, moda, conquistas, etc.

Homenageando adata segue a música "Santo e Orixá", de Paulo César Pinheiro, interpretada por Glória Bonfim. Além da grande influência na música; a sociologia, a política, a religião e a gastronomia, entre várias outras áreas, foram profundamente influenciadas pela cultura negra. Este é um dia de comemorar e mostrar profundo apreço pela cultura afro-brasileira. Axé!


Santo e Orixá

Santa Rita,
Foi chamar Santa Teresa
Pra por um fim nessa tristeza
Que tomou conta desse mundo de ilusão

Santa Clara,
Já falou com Santa Helena
Que pela dor que a gente pena
Ela tem pena desse nosso coração

São Vicente
Foi buscar São Cipriano
Que ele desmancha desengano
Desesperança, desamor, desilusão

São Gonçalo
Convocou São Malaquias
Pra resgatar nossa alegria
Senão pra gente a vida não vai ter razão

É muita mágoa
Nem mesmo o mar tem tanta água
Pouco prazer pra muita lágrima
Haja milagre pra tristeza se acabar

É muito pranto,
Tem povo triste em todo canto
É muita dor pra pouco santo
E o santo vira dois
É santo, é orixá

Janaina
Já botou Iansã de frente
Pra arrebentar essa corrente
Com o raio ardente e o vendaval da sua mão

Xangô velho
Viu Obá no seu terreiro
Mandou chamar Ogum guerreiro
Que tem a lança pra matar esse dragão

Foi Ossanha
Que chamou Nanã senhora
Que é pra mandar o mal embora
Que o mundo já virou o inferno do cristão

Foi Oxóssi
Que falou pra Oxum do Rio
Que pra vencer o desafio
Tem que lutar senão não tem mais jeito não

É muito peso,
Muito desdém muito desprezo
Precisa ter pavio aceso
Pro lampião do coração não se apagar

É muito espanto,
É muito ebó, muito quebranto
Precisa muito pai-de-santo
Fazendo muito encanto pra ninguém chorar


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