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segunda-feira, 28 de julho de 2014

O Xamã :: Contatos com o além e auto-cura



O xamã (a palavra é de origem tungusiana) não é o mesmo que curandeiro, feiticeiro ou mágico, encontráveis em todos os grupos primitivos até os tempos de hoje. É, na verdade, um tipo especial de indivíduo que sobrevive entre alguns caçadores do Norte da Sibéria e entre os esquimós, e que deixou vestígios na Austrália e na África.

É um homem que combina funções e habilidades que no mundo contemporâneo se divorciaram umas das ou­tras; é simultaneamente sacerdote, médico e artista. Con­forme pode ser comprovado pela arte dos xamãs atuais, muitas das mais antigas pinturas rupestres franco-cantábricas são "xamanistas" — isto é, produzidas por xamãs e derivadas de sua maneira de pensar. Para compreender essas pinturas é necessária, portanto, uma explicação mais precisa do que é o xamã.

Entre vários povos primitivos, xamã e curandeiro pre­enchem funções idênticas e usam idênticas técnicas psico­lógicas, mas cada qual tem caráter e mentalidade comple­tamente diferentes. O curandeiro surge em todos os grupos primitivos, quase sem exceção. Sua função é, antes e aci­ma de tudo, a de médico, mas possui também posição fim; portanto dentro do grupo. Frequentemente se encontra no pólo oposto ao do chefe. Às vezes ambas as funções são exercidas pelo mesmo indivíduo. Na maioria dos casos, seu papel ultrapassa o do médico e se aproxima do exer­cido pelo pastor ou sacerdote — ou pelo psicólogo de hoje.

O xamã também desempenha as funções de padre e médico, mas, ao contrário do curandeiro, age sempre em estado de transe auto-induzido. Quando conjura espíri­tos ou faz tentativas de cura, jamais opera em estado de inteira lucidez e, sim, em êxtase. Encontram-se, portanto, em relação ao xamã, fenômenos psíquicos, tais como tele­patia, clarividência, desaparecimentos e reaparecimentos misteriosos etc. Para o curandeiro, essas atividades per­tencem mais ao reino da mistificação. São exercidas a fim de sublinhar o efeito da sugestão sobre o auditório. O xamã, por outro lado, experimenta todos êsses fenômenos psicológicos com grande intensidade, em sua própria pes­soa. No curandeiro é possível perceber um inconfundível desejo de poder. O xamã, porém, é uma personalidade mais complexa. Em vários casos, torna-se o que é, não por von­tade própria, mas porque é forçado, impelido pelo sen­timento de que é essa a sua vocação. O xamã exerce grande influência sôbre os que o rodeiam, e sua função social é sem dúvida a de lhes controlar e preservar o equilíbrio psicológico, mas desempenha-a, não em busca de poder, mas como resultado de seu próprio desenvol­vimento psicológico.

As diferenças psicológicas entre curandeiro e xamã são encontradas no decurso dos acontecimentos que os levam a adotar suas respectivas funções, nas diferenças entre suas personalidades, em sua atitude em relação ao mundo que os rodeia e nas diferentes técnicas que usam para influir sobre o meio. Finalmente, há o fato de que o xamã é muitas vezes um artista em atividade — cantor, dan­çarino, decorador ou ensaiados —, funções que o curandeiro não desempenha. O xamã com frequência assume involuntariamente seus deveres. Parece estar sob pressão, de que só escapará tornando-se xamã. Narrativas sibe­rianas tornam bem claro que o futuro xamã não sente nenhum desejo consciente para exercer tal ofício, mas é forçado a isso "pelos espíritos" e finalmente acede, para não perecer. O jovem xamã em formação é um homem doente. Sofre de perturbações psicóticas ou epiléticas, além de ser fisicamente enfermo. Apesar de frequentes tentativas para fugir às exigências que sobre ele fazem os espíritos, não o consegue, o que lhe agrava cada vez mais a condição doentia. Encontra-se, então, num dilema que só pode solucionar morrendo ou assumindo o ofício de xamã.

Em termos correntes, sofre de uma psicose progressiva, que o compele a adotar uma atitude mental e um modo de agir estabelecidos pela tradição, ou então perecer. A psicose pode ser tão séria que chegue realmente a destruí-]o, se não for curado a tempo. O processo de cura considerado uma forma de morte e renascimento. O xamã em potencial pressente como o espírito o dilacera, consome e mata. Durante a cura, sente as diversas partes de seu corpo reunirem-se novamente e vê restaurar-se sua personalidade. A psicose de que sofrem tais pessoas deve ter longa história. Em data muito remota, os homens já devem ter descoberto meios de curá-la e devem ter dado a esses meios certas formas tradicionais. 

Em contraste com o curandeiro, que assume sua profissão como indi­víduo saudável, ávido de poder, o xamã, a principio, surge como inválido, que precisa atravessar determinado pro­cesso de desenvolvimento antes de curar-se. As suas fun­ções sociais desenvolvem-se, por assim dizer, como um auxiliar desse processo de cura. E são essas funções sociais, naturalmente, que o tornam tão significativo para o grupo ao qual presta assistência. 


A cura, que se trans­forma num transe prolongado, se bem que frequentemente interrompido, é incorporada à tradição religiosa local. Nesse estado de inconsciência, o xamã vê mentalmente imagens, e a tradicional cosmologia de sua comunidade, sua mitologia, assume em seu espírito uma nova forma artística e poética. Determinadas formas e estilos podem ser atribuídos à influência do xamanismo, e certos mé­todos e técnicas, tais como o drama, a dança, a recitação de odes e o uso de máscaras, provavelmente se originaram, em grande parte, do processo de auto-cura a que o xamã em potencial teve de se submeter.

Os membros da tribo consideram-no alguém que, em transe, pode separar a "alma" do corpo pela força de sua vontade e viajar para o "outro mundo" ou para o "além", onde cria (num plano psicológico) pré-requisitos neces­sários à ocorrência de fatos no mundo real. O xamanismo, como técnica e como atitude mental, deve ter-se de­senvolvido num tempo em que o homem não mais se sentia unido à natureza numa entidade orgânica, e se tornara consciente de uma existência física e mental in­dependente. Vigorosas experiências psíquicas começaram a surgir, não como acidente pessoal, mas como projeções de espíritos estranhos, invisíveis ao comum dos mortais, e que se supunha haverem tomado posse do corpo do xamã. Em terminologia antropológica, os xamãs são clas­sificados como “sacerdotes frenéticos". 

O fenômeno do frenesi só ocorre no estágio do desenvolvimento humano em que o indivíduo não se encontra ainda inteiramente cônscio do efeito de seus próprios processos mentais. O conceito de uma alma capaz de se separar do corpo, continuar a viver depois da morte e mais tarde ser no­vamente dotada de um corpo é de fundamental significa­ção no surgimento do xamanismo. Tanto os homens como os animais dispunham de uma alma, sujeita às mesmas leis que regiam a separação e a reencarnação. A magia dos povos caçadores primitivos, que é de origem muito an­tiga, baseia-se inteiramente na idéia de que a alma dos animais pode ser aprisionada e morta. Segue-se daí que os animais podiam ser mortos pelos mesmos meios.

A fim de garantir o êxito de suas expedições de caça, o xamã transporta-se, ou mais exatamente, manda sua alma para outro mundo, enquanto "seu corpo fica como morto". Ali, ou ele caça espíritos de animais, ou negocia com a "senhora dos animais", espírito a quem toda a fauna deve submissão. Desenhos, poemas e danças, tudo serve ao xamã como meio para descrever sua viagem ao além. O segredo da magia propiciatória da caça consiste na mímica. A expedição bem sucedida é mentalmente visualizada, com antecipação, pelo xamã, e representada com tal convicção que quando os caçadores partem nem sequer concebem a possibilidade de um fracasso. Ao per­seguirem e abaterem a presa, estão dotados da segurança dos sonâmbulos. O xamã tem o poder de afastar doenças e acidentes, tanto quanto possível, através de influência sobre a atitude psicológica do paciente. Essa influência,exercida sobre o bem-estar de seus companheiros de tribo, consiste em despertar entre eles sentimentos de autocon­fiança, ou a absoluta convicção em seu imediato sucesso.

Muita atenção se tem dado, com razão, ao papel social do xamã como mágico, sacerdote e médico. Suas realiza­ções artísticas, porém, talvez sejam mais importantes, senão do ponto de vista social, pelo menos do individual. São logicamente vitais para a compreensão das pinturas rupestres. Todo o processo de se tornar e agir como xamã é essencialmente um processo de criação artística. Para começar, um inválido cura-se desenvolvendo as habilida­des artísticas latentes. Em seguida, sua eficácia social consiste em repetir o processo à vontade, em ocasiões específicas. Principia caindo em transe, para o que usa diversos meios, geralmente o som repetido e monótono de um tambor, acompanhado de movimentos de dança. Perdendo consciência, dá expressão à sua mente criativa subconsciente.

O xamã pode representar vividamente a cosmologia da comunidade aos que o rodeiam. Parece também que, em transe, é capaz de transferir com mais facilidade aos doentes físicos e mentais o poder de curar que adquiriu. Nesse estado cria imagens mentais e acredita achar-se em comunicação com os espíritos, visualizando a mudança de seu plano de consciência como uma '`viagem para o além". Os “espíritos" ou a "viagem" nunca são concebi­dos como manifestações de seu ser pessoal. A "comunica­ção com os espíritos" parece ser uma ativação de re­giões da consciência que ele não consegue pôr em jogo em estado normal. Isto é, evidentemente, uma técnica psí­quica, provavelmente de origem muito recuada, ainda a ser redescoberta pelos psicólogos de hoje, e que aparentemente é remédio muito antigo para estados depres­sivos de espírito.

Nossos conhecimentos do xamanismo são em geral ba­seados em narrativas oriundas da Sibéria e da América do Norte, mas, uma vez que se defina o xamã como al­guém que só pode agir em transe, o fenômeno torna-se muito mais geral. Parece ocorrer em quase todas as re­giões onde sobreviveram, até há bem pouco, culturas caçadoras primitivas: entre os esquimós, os lapões do Norte da Escandinávia, na América do Sul e do Norte, em várias partes da África e no Extremo Noroeste da Austrália.

Fonte: A Arte Pré-Histórica e Primitiva, Andréas Lommel, diretor do Museu de Etnologia de Munique, Livraria José Olympio Editora.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

24 de Julho :: Santa Cristina



Cristina viveu na época das terríveis perseguições aos cristãos.  Com apenas 11 anos, declarou ao pai sua fé no cristianismo.  

O pai, que era oficial romano, transtornado, resolveu trancar a menina em uma torre, repleta de imagens de deuses romanos.  

Cristina, porém, desmontou as imagens e deu os pedaços aos pobres, para que fossem vendidos e com isso o povo pudesse comprar comida.

Seu pai ficou irado com sua atitude e entregou a filha aos juízes romanos.  Estes, impuseram uma surra à menina e a jogaram em uma cela.  Conta-se que três anjos vieram e cuidaram de suas feridas.  

Os algozes, enfurecidos, amarraram uma pedra ao pescoço da menina e a jogaram em um rio.  Milagrosamente, a pedra flutuou.  Seu, pai, desesperado por saber que a menina sofreria muito mais, morreu subitamente.  E foi isso mesmo que aconteceu: Cristina sofreu as mais terríveis torturas, mas só morreu ao golpe da espada.

Santificando minha vida:

Cristina viveu em uma época onde a perseguição impedia a livre prática religiosa.  Ainda hoje, vemos praticantes de diversas religiões serem perseguidos - alguns agressivamente, outros nem tanto, mas que sofrem o mesmo tipo de discriminação.  O que eu faço quanto a isso?  Estimulo a perseguição e o preconceito ou procuro entender as diferenças religiosas?

Oração da Santa Cristina: 

Sede para todos nós, ó Deus Altíssimo, exemplo de fidelidade e de espírito resoluto para que possamos imitar a vida de Santa Cristina, que sofreu e morreu professando a fé católica. Dai-nos, por sua intercessão, a Graça que ousamos pedir. Por Cristo Senhor Nosso, amém. Santa Cristina, rogai por nós. Nossa Senhora, Mãe de Deus, rogai por nós.

Devoção: 

A Jesus Cristo, mesmo que lhe custasse aos piores sofrimentos e a morte.

Padroeiro: 

De Bolsena

Outros Santos do dia: 

São Bóris (padroeiro de Moscou); Luísa de Sabóia, Amulfo, Blátmaco, Calcedônio, (márts.)Declano (bispo); Eufrásia, Fgna, Fantino, Fego, Gerburga (ab,); Meneu e Capitão (márts.); Mercúrio e Efrém (márts.); Niceta e Aquilina (márts.); Nicolau, Pavácio (bispo); Rurício (bispo); Sigolena (ab.); Ursícino (bispo).

Fontes: amaivos | Santo ProtetorSt. Joseph Melkite Catholic Church


terça-feira, 22 de julho de 2014

Felicidade sem medo



"As pessoas felizes não tem as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A essência da felicidade é não ter medo"



segunda-feira, 21 de julho de 2014

#Frases :: Leia, reflita, compartilhe...




  • A grandeza do mar
Cada fracasso ensina ao homem... Aquilo que ele precisa aprender
  • A escolha é sua
Pondere bastante ao se decidir, pois é você que vai carregar o peso das escolhas que fizer.
  • Tem que começar de novo sim
O dia de hoje se apresenta cheio de possibilidades como presente único, aproveite-o, cresça e apareça.
  • Você tem valor !
Deus fez você com um valor incalculável e único. Portanto, não permita que ninguém diminua seu valor.
  • Abra a janela do seu quarto
O brilho dos nossos dias depende unicamente de nós. Da nossa humildade, da nossa paciência, do nosso modo de ser
  • Talvez
Talvez a vontade de abandonar tudo torne-se a minha companheira. Mas ao invés de fugir, irei correr atrás do que almejo.
  • Você pode dizer isso
Eu te digo que o nosso Deus é Deus das causas impossíveis, quando as nossas condições terminam, aí é a hora dele agir então peça com fé
  • A montanha da vida
Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.
  • Viver ou Apenas Existir?
Quem cai, mas consegue se erguer, esse é vencedor. Quem enfrenta todas as batalhas de cabeça erguida, vencerá todas as guerras
  • Avance sempre
Se você não conseguir fazer uma coisa grandiosa hoje, faça alguma coisa pequena. Pequenos riachos acabam convertendo-se em grandes rios.
  • Solidão
Estar sozinho pode ser uma escolha, uma consequência ou apenas uma fase. Mas lembre-se que temos um Deus que está conosco em qualquer situação da vida
  • Valorize-se mais
Você pode muito, é capaz de muito. E ao doar-se, recebe muito mais do que dá
  • Sempre se preocupando com a vida alheia e se esquecendo da própria
O pensamento negativo, a inveja, a cobiça, o individualismo não levam NINGUÉM A LUGAR ALGUM
  • Determinação
As oportunidades surgem diariamente é preciso dirigi-las aos objetivos que nós definimos com disciplina, confiança, fé e compromisso
  • Como você se trata?
É preciso que nos amamos e nos encorajamos da mesma maneira se fomos amados e encorajados em crianças
  • Não se deixe vencer, não seja igual, seja diferente
Acredite, seu valor está em você mesmo. Não se deixe vencer, não seja igual, seja diferente.
  • A decisão
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer, antes que o relógio marque meia-noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
  • A verdadeira amizade
A verdadeira amizade deve ser cultivada e cuidada como um tesouro, algo que não nos pode ser tirado, e que levaremos conosco eternamente.
  • A escolha é sua
Nossas atitudes produzirão efeitos como consequência, Se plantamos sementes de flores, colheremos flores, se plantamos espinheiros, colheremos espinhos
  • A Existência da vida
Quando se sentir triste, olhe para trás, e veja quantas coisas boas você construiu.
  • Alegria
Abandonemos o habito de dizer que tudo vai mais ou menos
  • 10 sugestões
Não reviva o passado ele já passou. Concentre-se no que se passa na tua vida e seja feliz agora.
  • Prepare se!
Eu me amo, me aceito e luto para que cada dia seja o meu melhor dia". E esse dia é hoje!
  • Tentar vale a pena
E se virássemos o lado arranhado do disco da nossa vida e nos déssemos o direito de tocá-la num ritmo novo...
  • Amar a vida
Acredite: amar a vida é tornar-se maior que todos os problemas.


fonte: web:http://www.catequisar.com.br/mensagem/pgs/reflexao.htm

sábado, 19 de julho de 2014

19 de julho :: Santo Arsenio



Arsênio, que pertencia a uma nobre e tradicional família de senadores, nasceu no ano 354, em Roma. Segundo os registros, ele foi ordenado sacerdote, pessoalmente, pelo papa Damaso. Em 383, o próprio imperador Teodosio convidou-o para cuidar da educação e formação de seus filhos Arcádio e Honório, em Constantinopla. Arsênio permaneceu na Corte por onze anos, até 394. Enfim, conseguiu a exoneração do cargo e retirou-se para o deserto no Egito.

O mundo católico passava por muitas transformações. Nos séculos anteriores, o martírio, a morte pela fé na palavra de Cristo, era o melhor exemplo para a salvação da alma. A partir do século IV, a "morte em vida" passou a ser o sacrifício mais perfeito para a purificação, com o aparecimento dos eremitas no Oriente. Eram cristãos e isolavam-se no deserto, em oração e penitência, numa vida solitária e contemplativa, como forma de servir a Deus.

No início, sozinhos, depois se organizavam em pequenas comunidades. Havia apenas uma regra acética, para fixar o período de jejum e oração, mas que mantinha uma rígida separação, inclusive de convivência entre eles mesmos.
Arsênio tornou-se um deles. O seu refúgio, no deserto egípcio da Alexandria, era dos mais procurados pelos cristãos, que buscavam, na sabedoria e santidade de alguns ermitas, conselhos e paz para as aflições da alma, mesmo que para tanto tivessem de fazer longas e cansativas peregrinações.

A antiga tradição diz que ele não gostava muito de interromper seu exílio voluntário para atender aos que o procuravam. Mas, para não usufruir o egoísmo da solidão total, decidiu juntar-se aos eremitas de Scete, também no deserto da Alexandria, os quais já viviam parcialmente em comunidade, para não se isolarem totalmente dos demais seres humanos.

Mas a paz e a tranquilidade daqueles religiosos findaram com a invasão de uma tribo das redondezas. Arsênio, então, abandonou o local. Entre 434 e 450, viveu isolado, só nos últimos anos aceitando a companhia de uns poucos discípulos. Ele acabou recebendo de Deus o dom das lágrimas. Em oração ou penitência, quando se emocionava com o Evangelho, caia em prantos. Morreu em Troc, perto de Menfis, em 450.

A importância de santo Arsênio na história da Igreja prende-se à importância da época em que nasceu e viveu. Foi um dos mais conhecidos eremitas do Egito, sendo considerado um dos "Padres do deserto". O seu legado chegou-nos por meio de uma crônica biográfica e de suas sábias máximas, escritas por Daniel de Pharan, um dos seus discípulos. Além de um retrato estampando sua bela figura de homem alto e astuto, feito pelo mesmo discípulo.

Fonte da história do Santo: (Site das Irmãs Paulinas) http://bit.ly/1wGl5NB - Acessado em 19/07/2014 - 23h23

Senhor, por intercessão de Santo Arsenio, peço-Vos a graça da piedade filial. Quero abandonar-me em Vossas mãos poderosas e confiar-Vos minha família, meu trabalho, minhas dificuldades e projetos. Amém.