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domingo, 3 de outubro de 2021

Adsumus, Sancte Spiritus - Oração de Invocação ao Espírito Santo

 "Oração de invocação ao Espírito Santo para uma assembleia eclesial de governo ou discernimento (ou seja, sinodal). Cada sessão do Concílio Vaticano II começou com a oração 'Adsumus Sancte Spiritus'. Para o Sínodo 2021-2023, propomos usar esta versão simplificada, para que qualquer grupo ou assembleia litúrgica possa rezá-la com mais facilidade." ~ Papa Francisco I


Adsumus, Sancte Spiritus - Oração de invocação ao Espírito Santo    "Estamos diante de ti, Espírito Santo,  reunidos em seu nome.  Tú que é nosso verdadeiro conselheiro:  venha até nós,  Apoie-nos,  entre em nossos corações.  Mostra-nos o caminho  mostre-nos como alcançar a meta.  Nos impede de perder  o curso como pessoas  débeis e pecadoras.  Não deixe  a ignorância nos leve a caminhos falsos.  Conceda-nos o dom do discernimento,  para que não permitamos que nossas ações sejam guiadas  por danos e falsas considerações.  Conduza-nos à unidade em ti,  para que não nos desviemos do caminho da verdade e da justiça,  antes, em nossa peregrinação terrena, lutamos pela vida eterna.  Pedimos isso a ti,  que trabalha em todos os tempos e lugares,  em comunhão com o Pai e o Filho  Para todo o sempre. Amém."

Adsumus, Sancte Spiritus - Oração de invocação ao Espírito Santo


"Estamos diante de ti, Espírito Santo,

reunidos em seu nome.

Tú que é nosso verdadeiro conselheiro:

venha até nós,

Apoie-nos,

entre em nossos corações.

Mostra-nos o caminho

mostre-nos como alcançar a meta.

Nos impede de perder

o curso como pessoas

débeis e pecadoras.

Não deixe que

a ignorância nos leve a caminhos falsos.

Conceda-nos o dom do discernimento,

para que não permitamos que nossas ações sejam guiadas

por prejuízos e falsas considerações.

Conduza-nos à unidade em ti,

para que não nos desviemos do caminho da verdade e da justiça,

antes, em nossa peregrinação terrena, lutamos pela vida eterna.

Pedimos isso a ti,

que trabalha em todos os tempos e lugares,

em comunhão com o Pai e o Filho

Para todo o sempre. Amém."


Fonte: http://www.prayforthesynod.va - "Título revisado do latim, para ter início próprio, diferente do 'Adsumus Dominus Sancte Spiritus. The Caeremoniale Episcoporum' 1984ss., N. 1173, propõe apenas o uso do 'Adsumus', mas não dá o texto. A versão alemã 'Das Zeremoniale für die Bischöfe', n. 1188, oferece uma tradução alemã baseada no texto latino da 'Acta Synodalia del Concilio', vol. I / 1, pág. 159." - Imagem gratuita: Pixabay (fé)


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sábado, 21 de abril de 2018

Os 10 Mandamentos da Serenidade, do Papa João XXIII

OBŒDIENTIA ET PAX

“Quero ser bom, hoje, sempre, com todos.”

Dessa forma poderemos realizar os votos que o Papa João XXIII formula para cada cristão: 

“Cada fiel neste mundo tem de ser uma centelha de luz, um centro de amor, um fermento vivificador na massa: e tanto mais será assim, quanto mais, na intimidade de si mesmo, viver em comunhão com Deus”

Conheça os 10 Mandamentos da Serenidade, do Papa João XXIII, e procure ir incorporando-os à sua vida quotidiana. São simples atitudes que trazem grandes benefícios, faça delas um hábito:

Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este meu dia, sem querer resolver o problema de minha vida, todo de uma vez.

 Só por hoje terei o máximo de cuidado com o modo de tratar os outros: serei delicado nas minhas maneiras, não criticarei ninguém, não pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém senão a mim mesmo.

 Só por hoje me sentirei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só no outro mundo, mas também neste.

 Só por hoje me adaptarei às circunstâncias, sem pretender que as circunstâncias, se adaptem todas aos meus desejos.

 Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, pois, assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a minha alma.

 Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.

 Só por hoje farei uma coisa de que não gosto e, se for ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

 Só por hoje farei um programa bem completo de meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo o caso, vou fazê-lo. E evitarei dois males: a pressa e a indecisão.

 Só por hoje serei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim, como se existisse somente eu no mundo, ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.

 Só por hoje não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de crer na bondade.

Sobre o autor

O Papa João XXIII ou São João XXIII, OFS, nascido Angelo Giuseppe Roncalli foi Papa de 28 de outubro de 1958 até à data da sua morte (3 de junho de 1963). Pertencia à Ordem Franciscana Secular e escolheu como lema papal: Obediência e Paz.


quinta-feira, 12 de abril de 2018

São Vitor de Braga ✞ Prece da luta contra as crises

Igreja de São Victor, na freguesia de São Vitor,  cidade, concelho e distrito de Braga, Portugal.

São Vitor ou Victor, nasceu em Portugal, na aldeia de Passos, próxima a Braga, vivendo uma juventude focada em Deus, catecúmeno, se preparava para receber o Batismo.


Uma pessoa de bom coração, São Vitor sempre foi amigo de todos, porém um dia o santo se encontrou com um grupo de idólatras que celebrava a "Ambaruelia", ou "Suilia", a grande festa em honra à deusa Ceres. Ele se recusou a participar e foi então levado pelos homens até o governador. Sendo questionado, confessou perante o tribunal que era cristão. 

O Dia de São Vitor celebra-se em 12 de abril.

O Martírio

Por volta do ano 306, São Vítor viveu o martírio, que ao não renunciar sua fé em Jesus Cristo, foi preso em uma árvore e flagelado, seu corpo foi queimado com lâminas ardentes até que suas entranhas fossem vazadas, sendo em seguida decapitado. Devido ao seu martírio, e fé inabalado, foi considerado um dos Santos Mártires da Igreja, mesmo ainda jovem.

Prece de São Vitor de Braga, da luta contra as crises 


"Deus, nosso Pai, São Vitor sentiu a poderosa força da Vossa presença, não se deixou abater pelo medo e pelas torturas sofridas. Ao contrário, rendeu graças pelo Vosso amor. 

Senhor, dai-nos a graça da Vossa presença nesta nossa caminhada sinuosa. Vossa mão nos indique o caminho para que não passemos a vida inteira errante de sentido e direção. Sigamos Vossos passos rumo à ressurreição. 

Senhor, que nos deixemos curar e sejamos curados de nossas chagas; que dêmos ao mundo testemunho de nossa alegria. O nosso ofício seja servir e semear a esperança nos corações aflitos e desesperançados. 

Toda lágrima seja enxugada, toda aflição e gemido sejam ouvidos, toda promessa cumprida. Todo o gênero humano Vos renda graças por Vossas maravilhas. 

Amém!"



quarta-feira, 21 de março de 2018

Oração a São Luís Gonzaga pedindo que nos livre dos pecados

São Luís Gonzaga, rogai por nós!


Padroeiro da juventude cristã e protetor dos jovens estudantes, São Luís Gonzaga passou por muitas incompreensões e sofrimentos até que ouviu um chamado especial.

São Luís Gonzaga, nasceu no dia 09 de março de 1568, em Mântua, Itália. Seu pai, Ferrante Gonzaga, marquês de Castiglione delle Stiviere, gostaria que seu primogênito, seguisse seus passos na carreira militar. Em sua viagem para a Espanha, onde ficou alguns anos como pajem do Infante Dom Diego, serviu-lhe para estudo da filosofia na universidade de Alcalá de Henares e a leitura de livros devotos. 

Após ter recebido a primeira comunhão das mãos de São Carlos Borromeu, decidiu para surpresa de todos, pela vida religiosa, entrando para a Companhia de Jesus, derrubando por terra os interesses nele depositados pelo seu pai, que o despachou para as cortes de Ferrara, Parma e Turim. 

Mais tarde, São Luís Gonzaga escreveu: “Também os príncipes são pó como os pobres: talvez, cinzas mais fedidas”. Renunciou ao título e à herança paternas e aos catorze anos entrou no noviciado romano da Companhia de Jesus, sob a direção de São Roberto Belarmino, esquecendo totalmente sua origem de nobreza, escolheu para si as incumbências mais humildes, dedicando-se ao serviço dos doentes, sobretudo na epidemia que atingiu Roma no ano de 1590. 

São Luís Gonzaga, desencarnou em Roma, no dia 21 de junho de 1591, com apenas 23 anos de idade, provavelmente tendo contraído a terrível doença. São Luís Gonzaga é considerado “Patrono da Juventude”, e seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma.

Oração pedindo que São Luís Gonzaga nos livre dos pecados


"Ó São Luís, adornado de angélicos costumes, eu, vosso(a) indigníssimo(a) devoto(a), vos recomendo singularmente a castidade de minha alma e de meu corpo. 

Rogo-vos por vossa angélica pureza que intercedais por mim ante o Cordeiro Imaculado, Jesus Cristo, e sua Santíssima Mãe, a Virgem das virgens, e que me preserveis de todo pecado grave.  

Não permitais que eu me manche com alguma nódoa de impureza, mas, quando me virdes em tentação, ou perigo de pecar, afastai de meu coração todos os pensamentos e afetos imundos e, despertando em mim a lembrança da eternidade e de Jesus crucificado, imprimi profundamente em meu coração o sentimento do santo temor de Deus; abrasando-me no amor divino, fazei que, imitando-vos na terra, mereça convosco gozar a Deus no céu. 

Amém!"



segunda-feira, 19 de março de 2018

Oração a São José para proteção da família


São José, ou José de Nazaré ou José, o Carpinteiro, foi, segundo o Novo Testamento, o esposo da Virgem Maria e o pai adotivo de Jesus. Descendente da casa real de David, é venerado como Santo pelas igrejas ortodoxa, anglicana e católica, que o celebra como seu padroeiro universal. A liturgia luterana também dedica um dia ― 19 de março ― à sua memória, sob o título de "Tutor de Nosso Senhor". 

Operário, é tido como "Padroeiro dos Trabalhadores", e, pela fidelidade a sua esposa e dedicação paternal a Jesus, como "Padroeiro das Famílias", emprestando seu nome a muitas igrejas e lugares ao redor do mundo.

É invocado contra maus espíritos. É considerado o santo protetor da família; dos trabalhadores e desempregados, dos carpinteiros, marceneiros, mestres de obra, administradores, intelectuais, dos lares, dos pais e de toda a Igreja.

Oração a São José


"Ó glorioso São José, a quem foi dado o poder de
tornar possível as coisas humanamente impossíveis,
vinde em nosso auxílio nas dificuldades em que nos achamos.
Tomai sob vossa proteção a causa importante que vos
confiamos, para que tenha uma solução favorável.

Ó Pai muito amado, em vós depositamos toda a nossa confiança.
Que ninguém possa jamais dizer que vos invocamos em vão.
Já que tudo podeis junto a Jesus e Maria,
mostrai-nos que vossa bondade é igual ao vosso poder.

São José, a quem Deus confiou o cuidado da mais 
Santa Família que jamais houve, sede, nós vos
pedimos, o pai e protetor da nossa, e impetrai-nos
a graça de vivermos e morrermos no amor de Jesus e Maria.
São José, rogai por nós que recorremos a vós.

Amém"




quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Dia de Frei Galvão, o nosso Santo Antônio de Sant'Ana Galvão

Frei Galvão em pintura  de artista desconhecido (c. 1850)

Santo Antônio de Sant'Ana Galvão é popularmente conhecido como Frei Galvão. Este santo brasileiro nasceu na cidade de Guaratinguetá, no ano de 1739, e fez sua passagem para o Astral Superior em São Paulo, no dia 23 de dezembro de 1822. Ele foi um frade franciscano brasileiro (Ordo Fratrum Minorum) e é uma das figuras religiosas mais conhecidas do Brasil.

Frei Galvão ficou famoso por seus poderes de cura e foi canonizado pelo Papa Bento XVI no dia 11 de maio de 2007, tornando-se o primeiro santo nascido no Brasil. No geral, é o segundo santo católico brasileiro, já que a ítalo-brasileira Santa Paulina, mais conhecida como Madre Paulina, havia sido canonizada por João Paulo II em 2002.

Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, quando encarnado, foi um homem de imensa fé, passava a maior parte do tempo rezando e segundo relatos daqueles tempos, Frei Galvão possuia podres telepáticos, fazia premonições e levitava. Casos de bilocação, ou desdobramento, também foram notórios durante sua vida; segundo relatos ele se fazia presente em dois lugares diferentes, ao mesmo tempo, para cuidar de enfermos ou moribundos que clamavam por sua ajuda. Ele era muito procurado para curar doenças e numa dessas ocasiões, escreveu num pedaço de papel uma frase em latim, do Ofício de Nossa Senhora:

"Após o parto, permaneceste virgem: Ó Mãe de Deus, intercedei por nós".

Em seguida, enrolou o papel no formato de uma pílula e deu-o a uma jovem cujas fortes cólicas renais estavam colocando sua vida em risco. Depois que ela tomou a pílula a dor cessou imediatamente e ela expeliu uma grande quantidade de cálculo renal. Em outra ocasião, um homem pediu a Galvão que ajudasse sua esposa, que estava passando por um parto difícil. Galvão fez com que ela tomasse a pílula de papel, e a criança nasceu rapidamente, sem maiores complicações. A história das pílulas se espalhou rapidamente e Galvão teve que ensinar às irmãs do Recolhimento como fabricá-las, o que elas fazem até os dias de hoje. Elas são distribuídas gratuitamente para cerca de 300 fiéis diariamente.



Em 25 de outubro de 1998, Galvão se tornou o primeiro religioso nascido no Brasil a ser beatificado pelo Vaticano, tendo sido declarado Venerável um ano antes, em 8 de março de 1997. Em 11 de maio de 2007, durante a visita de cinco dias do Papa Bento XVI ao Brasil, se tornou a primeira pessoa nascida no Brasil a ser canonizada pela Igreja Católica.

A cerimônia de mais de duas horas, realizada ao ar livre, no Aeroporto Militar Campo de Marte, perto do centro de São Paulo, reuniu cerca de 800 mil pessoas. Galvão foi o primeiro santo que o Papa Bento XVI canonizou numa cerimônia realizada fora da Cidade do Vaticano.

Sua elevação ao status de santo veio depois que a Igreja concluiu que ele havia realizado pelo menos dois milagres. De acordo com a Igreja, as histórias de Sandra Grossi de Almeida e Daniella Cristina da Silva são evidências da intercessão divina de Galvão. Após tomar uma das pílulas de papel em 1999, Almeida – que possui uma malformação uterina que deveria impossibilitar que ela carregasse um feto no útero por mais de quatro meses – deu à luz a Enzo.

As pílulas de Galvão, de acordo com a Igreja, também seriam responsáveis pela cura, em 1990, de Daniella Cristina da Silva, uma menina de quatro anos de idade que sofria de hepatite considerada incurável pelos médicos. Apesar da popularidade das pílulas entre os católicos brasileiros, médicos e até mesmo alguns membros do clero consideram-nas como meros placebos. A orientação da Igreja é que somente pacientes em estado terminal devam tomá-las.

Festa litúrgica: 25 de Outubro


Oração a Frei Galvão


"Pai Santo, fiel remunerador daqueles que, nesta vida de exílio, buscam e trabalham para que em vida se cumpra a vossa vontade santíssima, pedimos humildemente a glorificação do Beato Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, concedendo-lhe socorrer a todos os que em suas necessidades, cheios de confiança, solicitarem a intercessão do "homem da paz e da caridade" e do filho devoto da Imaculada Conceição.

Isto vos pedimos para a vossa maior honra e glória, por Cristo Nosso Senhor.

Amém."

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...


Para Pedir uma Graça com a intercessão de São Frei Galvão


"Deus de amor, fonte de todas as Graças, dai-nos, por intercessão de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, que ao tomarmos com fé e devoção estas pílulas e rezando – “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos adoro, louvo e Vos dou graças pelos benefícios que me fizeste, por tudo que fez e sofreu Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, que aumenteis em mim a fé, a esperança e caridade” – Vos digneis conceder-me a Graça que ardentemente almejo... (pedir a graça desejada).

Prometo-vos conhecer sempre mais o Evangelho, que Santo Antônio de Sant’Anna Galvão viveu, cultivar a vida Eucarística e a devoção a Imaculada Virgem Maria. Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, rogai por nós ! Amém!"


Pai-Nosso...  Ave-Maria... Glória ao Pai...


Novena a Santo Antônio de Sant'Ana Galvão

"Deus de amor, fonte de todas as luzes, que cumulastes de bênçãos o Vosso Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, nós Vos adoramos e glorificamos, e Vos agradecemos, porque nele fizestes maravilhas.

Ele, Senhor, por Vossa inspiração, criou para o Vosso povo sofrido aquelas Pílulas, sinais de Vossa compaixão para com os irmãos enfermos, sinais seguros da meditação da Virgem Maria Imaculada. Alcançai-nos, pela intercessão de Vossa Mãe, e do Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, que nós, ao tomarmos com fé e devoção essas Pílulas, consigamos a graça desejada (pedir a graça...), e procuremos conhecer sempre mais o Evangelho que ele viveu, cultivando, com amor, a vida Eucarística. 

Ó Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, rogai por nós junto a Maria, para que obtenhamos do Pai Celeste a vida plena no amor da Santíssima Trindade. Amém!"

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

1 - Rezar a Oração acima durante 9 dias.
2 - No 1º dia, tomar a 1ª Pílula.
3 - No 5º dia, tomar a 2ª Pílula.
4 - No último dia, tomar a 3ª Pílula.

Como adquirir as Pílulas de São Frei Galvão?

Se você deseja receber as pílulas de São Frei Galvão, escreva para este endereço abaixo explicando a sua necessidade:

SANTUÁRIO ARQ. DE SANTO ANTONIO DE SANT’ANNA GALVÃO

Avenida José Pereira da Cruz, nº 53 - Jardim do Vale I
Guaratinguetá/SP CEP 12.519-411

Quantidades maiores:
Encaminhamos para Paróquias até 500 novenas com as pílulas mensalmente, por meio de ofício em papel timbrado, assinado pelo pároco, com a finalidade da distribuição. O documento pode ser scaneado e encaminhado para o e-mail atendimento@santuariofreigalvao.com.

Atendimento por telefone: (12) 3125 1444 / 3013 6119

As Novenas com as Pílulas de Frei Galvão são distribuídas gratuitamente no Santuário Frei Galvão todos os dias, das 8h às 18h (exceto durante as Missas).

As Santas Pílulas de São Frei Galvão só podem ser feitas única e exclusivamente pelas irmãs. As mesmas são produzidas no Mosteiro da Luz, na capital paulista, no Seminário Frei Galvão, em Guaratinguetá (interior de São Paulo) e no Convento Portacelle, em Ponta Grossa - PR. 

A pílula é uma tira de papel com uma oração escrita pelo santo e dedicada à Virgem Maria. Com base nos milagres já comprovados, as pílulas de São Frei Galvão costumam ser bastante eficazes em casos de doenças graves, problemas na gestação ou em partos.

É muito importante ressaltar que a pílula por si só não realiza o milagre, é necessário que o devoto tenha fé em Deus e na intercessão do santo para que o milagre aconteça.

Jesus, ao curar, o fazia segundo a fé de cada um dos enfermos:

"Então ele tocou-lhes nos olhos, dizendo: Seja-vos feito segundo vossa fé". (Mt 9,29)

"Depois, dirigindo-se ao centurião, disse: Vai, seja-te feito conforme a tua fé. Na mesma hora o servo ficou curado". (Mt 8,13)

"Jesus virou-se, viu-a e disse-lhe: Tem confiança, minha filha, tua fé te salvou. E a mulher ficou curada instantaneamente". (Mt 9,22)

Fonte/Referências:
Igreja Online (http://www.cot.org.br/igreja/novena-ao-sao-frei-galvao.php)

- Visite o Site Oficial de São Frei Galvão: http://www.saofreigalvao.org.br


sábado, 26 de março de 2016

Sábado de Aleluia ✝︎ A Vigília

Esta Noite Pascal tem, como toda celebração litúrgica duas partes centrais:  – A Palavra: Nesta celebração as leituras são mais numerosas (nove, ao invés das duas ou três habituais).  – O Sacramento: Esta noite, depois do caminho quaresmal e do catecumenato, celebra-se, antes da Eucaristia, os sacramentos da iniciação cristã: o Batismo e a Crisma.  Assim, os dois momentos centrais se revestem de um acento especial: se proclama na Palavra a salvação que Deus oferece à humanidade, atingindo o ápice com o anúncio da ressurreição do Senhor.  E logo celebra-se sacramentalmente esta mesma salvação, com os sacramentos do Bastismo, da Crisma e da Eucaristia. A tudo isso também antecede um especial rito de entrada constando do rito da luz, que brilha em meio à noite, e o pregão Pascal, lírico e solene.

 

“Segundo uma antiqüíssima tradição, esta é a noite de vigília em honra do Senhor (Ex 12, 42). Os fiéis, tal como recomenda o Evangelho (Lc 12, 35-36), devem assemelhar-se aos criados, que com as lâmpadas acesas nas mãos, esperam o retorno do seu Senhor, para que quando este chegue os encontre velando e os convide a sentar à sua mesa” (Missal Romano, pg. 275)

Esta Noite Pascal tem, como toda celebração litúrgica duas partes centrais:

– A Palavra: Nesta celebração as leituras são mais numerosas (nove, ao invés das duas ou três habituais).

– O Sacramento: Esta noite, depois do caminho quaresmal e do catecumenato, celebra-se, antes da Eucaristia, os sacramentos da iniciação cristã: o Batismo e a Crisma.

Assim, os dois momentos centrais se revestem de um acento especial: se proclama na Palavra a salvação que Deus oferece à humanidade, atingindo o ápice com o anúncio da ressurreição do Senhor.

E logo celebra-se sacramentalmente esta mesma salvação, com os sacramentos do Bastismo, da Crisma e da Eucaristia. A tudo isso também antecede um especial rito de entrada constando do rito da luz, que brilha em meio à noite, e o pregão Pascal, lírico e solene.

A Páscoa do Senhor, nossa Páscoa

Todos estes elementos especiais da Vigilia querem ressaltar o conteúdo fundamental da Noite: a Páscoa do Senhor, a sua passagem da Morte à Vida.

A oração ao início das leituras do Novo Testamento, invoca a Deus, que “ilumina esta noite santa com a gloria da ressurreição do Senhor”. Nesta noite, com mais razão que em nenhum outro momento, a Igreja louva a Deus porque “Cristo, nossa Páscoa, foi imolado”. (Prefácio I de Páscoa).

Porém a Páscoa de Cristo é também a nossa Páscoa: “na morte de Cristo nossa morte foi vencida e em sua ressurreição resuscitamos todos” (Prefácio II de Páscoa).

A comunidade cristã se sente integrada, “contemporânea da Passagem de Cristo através da morte à vida”. Ela mesma renasce e goza na “nova vida que nasce destes sacramentos pascais” (oração sobre as ofertas da Vigilia): pelo Batismo se submerge com Cristo em sua Páscoa, pela Confirmação recebe também ela o Espírito de Vida, e na Eucaristia participa do Corpo e Sangue de Cristo, como memorial de sua morte e ressurreição.

Os textos, orações, cantos todos apontam a esta gozosa experiência da Igreja unida ao seu Senhor, centralizada nos sacramentos pascais. Esta é a melhor chave para a espiritualidade cristã, que deve centralizar-se mais que na contemplação das dores de Jesus (a espiritualidade da Sexta-feira Santa é a mais fácil de assimilar), na comunhão com o Ressuscitado dentre os mortos.

Cristo, ressuscitando, venceu a morte.

Este é na verdade “o dia que o Senhor fez para nós”. O fundamento de nossa fé. A experiência decisiva de que a Igreja, como Esposa unida ao Esposo, recorda e vive a cada ano renovando sua comunhão com Ele, na Palavra e nos Sacramentos desta Noite.

Luz de Cristo

O fogo novo é abençoado em silêncio, depois, toma parte do carvão abençoado e colocado no turíbulo, coloca-se então o incenso e se incensa o fogo três vezes. Mediante este rito singelo a Igreja reconhece a dignidade da criação que o Senhor resgata.

A cera, por sua vez, é agora uma criatura renovada. Devolver-se-á ao círio o sagrado papel de significar ante os olhos do mundo a glória de Cristo Ressuscitado. Por isso se grava em primerio lugar a cruz no círio. A cruz de Cristo devolve à cada coisa seu sentido. Por isso o Cânon Romano diz: “Por Ele (Cristo) segue criando todos os bens, os santificas, os enche de vida, os abençoas e repartes entre nós”.

Ao gravar na cruz as letras gregas Alfa e Ômega e as cifras do ano em curso, o celebrante proclama: “Cristo ontem e hoje, Princípio e Fim, Alfa e Ômega. Dele é o tempo. E a eternidade. A ele a glória e o poder. Pelos séculos dos séculos. Amém”.

Assim expressa com gestos e palavras toda a doutrina do império de Cristo sobre o cosmos, exposta em São Paulo. Nada escapa da Redenção do Senhor, e tudo, homens, coisas e tempo estão sob sua potestade.

O Círio é decorado com grãos de Incenso, que segundo uma tradição muito antiga, que passaram a significar simbolicamente as cinco chagas de Cristo: “Por tuas chagas santas e gloriosas nos proteja e nos guarde Jesus Cristo nosso Senhor”.

Ocelebrante termina acendendo o fogo novo, dizendo: “A luz de Cristo, que ressuscita glorioso, dissipe as trevas do coração do e do espírito”.

Após acender o círio que representa Cristo, a coluna de fogo e de luz que nos guia através das trevas e nos indica o caminho à terra prometida, avança a procissão dos ministros. Enquanto a comunidade acende as suas velas no Círio recém aceso se escuta cantar três vezes: “Luz de Cristo”.

Estas experiências devem ser vividas com uma alma de criança, singela mas vibrante, para estar em condições de entrar na mentalidade da Igreja neste momento de júbilo. O mundo conhece demasiado bem as trevas que envolvem a sua terra em desgraça e tormento. Porém, nesta hora, pode-se dizer que sua desventura atraiu a misericórdia e que o Senhor quer invadir a toda realidade com torrentes de sua luz.


Já os profetas haviam prometido a luz: “O Povo que caminha em meio às trevas viu uma grande luz”, escreve Isaías (Is 9,1; 42,7; 49,9). Esta luz que amanhecerá sobre a Nova Jerusalém (Is 60,1ss.) será o próprio Deus vivo, que iluminará aos seus e seu Servo será a luz das nações (Is 42,6; 49,6).

O catecúmeno que participa desta celebração da luz sabe por experiência própria que desde seu nascimento está em meio às trevas; mas tem o conhecimento de que Deus o chamou para sair das trevas e a entrar em sua luz maravilhosa” (1 Pd 2,9). Dentro de uns momentos, na pia batismal, “Cristo será sua luz” (Ef 5, 14). Passará das trevas à “luz no Senhor” (Ef 5,8).

O Pregão Pascal ou “Exultet”

Este hino de louvor, em primeiro lugar, anuncia a todos a alegria da Páscoa, alegria do céu, da terra, da Igreja, da assembléia dos cristãos. Esta alegria procede da vitória de Cristo sobre as trevas.

Em seguida é proclamada a grande Ação de Graças. Seu tema é a história da salvação resumida pelo poema. Uma terceira parte consiste em uma oração pela paz, pela Igreja por suas autoridades e seus fiéis, pelos governantes das nações, para que todos cheguem à pátria celestial.

A liturgia da Palavra

Nesta noite a comunidade cristã se detém mais do que o normal na proclamação da Palavra. Tanto o Antigo como o Novo Testamento falam de Cristo e iluminam a História da Salvação e o sentido dos sacramentos pascais. Há um diálogo entre Deus que se dirige ao seu Povo (as leituras) e o Povo que Lhe responde (Salmos e orações).

A leituras da Vigília têm uma coerência e um ritmo entre elas. A melhor chave é a que nos deu o próprio Cristo: “…e começando por Moisés e por todos os profetas, os interpretou (aos discípulos de Emaús) em todas as Escrituras o que a ele dizia respeito”(Lc 24, 27).

Leituras do Antigo Testamento

Primeira leitura: Gn 1,1-2,2 ou 1,1.26-31a – Viu Deus que tudo o que tinha feito era bom.

Segunda leitura: Gn 22,1-18 ou 1-2.9a.10-13.15-1 O sacrificio de Abraão, nosso pai na fé.

Terceira leitura Ex 14-15,1 – Os israelitas cruzaram o mar Vermelho.

Quarta leitura: Is 54,5-14 – Com misericordia eterna te ama o Senhor, teu redentor.

Quinta leitura: Is 55, 1-11 – Vinde a mim, e vivereis; firmarei convosco uma aliança perpétua.

Sexta leitura: Br 3,9-15.32-4,4 – Caminhai na claridade do resplendor do Senhor.

Sétima leitura: Ez 36.16-28 – Derramarei sobre vós uma água pura, y vos darei um coração novo.
É importante destacar esta passagem ao Novo Testamento: o Missal indica neste momento diversos símbolos, tais como a decoração do altar (luzes, flores), o canto do Glória e a aclamação do Aleluia antes do Evangelho. Também se ilumina de maneira mais plena a Igreja, já que durante as leituras do Antigo Testamento deve estar iluminada de maneira discreta.
Sobretudo o evangelho, tomado de um dos três sinóticos, de acordo com o Ciclo, é o que deve destacar-se: se trata do cumprimento de todas as profecias e figuras, proclama a Ressurreição do Senhor.

Leituras do Novo Testamento 

Primeira leitura: Rm 6,3-11 – Cristo, uma vez ressuscitado dentre os mortos, já não morre.

Evangelho
CICLO A: Mt 28.1-10 – Ressuscitou e vos precede em Galiléia.
CICLO B: Mc 16, 1-17 – Jesus de Nazaré, o que foi crucificado, ressuscitou.
CICLO C: Lc 24.1-12 – Por que buscam entre os mortos aquele que está vivo.

A liturgia batismal

A noite de Páscoa é o momento no qual tem mais sentido celebrar os sacramentos da iniciação cristã.

Depois de um caminho pelo catecumenato (pessoal, se é que se trata de adultos e da família, para as crianças, e sempre nos diz respeito, da comunidade cristã inteira), o símbolo da água -a imersão, o banho- busca ser a expressão sacramental de como uma pessoa se incorpora a Cristo na sua passagem da morte à vida.

Como diz o Missal, se é que se trata de adultos, esta noite é quando tem pleno sentido que além do Batismo também se celebre a Confirmação, para que o neófito se integre plenamente à comunidade eucarística. O sacerdote que preside nesta noite tem a faculdade de conferir também a Confirmação, para fazer visível a unidade dos sacramentos de iniciação.

A celebração consta dos seguintes elementos:

A ladainha dos santos (se ocorre um batizado), de acordo com a sugestão do Missal;

A bênção da água trata sobretudo de bendizer a Deus por tudo o que fez por meio da água ao longo da História da Salvação (desde a criação e a passagem pelo Mar Vermelho até o Batismo de Jesus no Jordão), implorando-lhe que hoje também este sinal atualize o Espírito de vida sobre os batizados;

o Batismo e a Confirmação sengundo seus próprios rituais;

a renovação das promessas batismais, se não se realizou a celebração do Batismo, (do contrário já a realizaram junto com os batizados e seus padrinhos). Trata-se de que todos participem conscientemente tanto da renúncia como da profissão de fé;
a sinal da aspersão, com um canto batismal, como recordação plástica do próprio Batismo. Este sinal pode se repetir todos os domingos do Tempo Pascal, ao início da Eucaristia;
a Oração universal ou oração dos fiéis, que é o exercício, por parte da comunidade, do seu sacerdócio batismal intercedendo perante Deus por toda a Humanidade.

A Eucaristia

A celebração Eucarística é o ápice da Noite Pascal. É a Eucaristía central de todo o ano, mais importante que a do Natal ou da Quinta-feira Santa. Cristo, o Senhor Ressuscitado, nos faz participar do seu Corpo e do seu sangue, como memorial da sua Páscoa.
É o ponto mais importante da celebração.


Polêmica. Papa apoia igualdade das Religiões!
Este vídeo do Papa apoiando as outras religiões está dando o que falar. Católicos tem criticado o papa nas Redes Sociais, dizendo que ele foi longe demais. E VOCÊ, O QUE ACHA? ~R.R.
Publicado por Palavra da Salvação em Quinta, 7 de janeiro de 2016


sábado, 27 de junho de 2015

Papa Francisco, dia 25 de junho, via Twitter




"Na Confissão, Jesus acolhe-nos com todos os nossos pecados, para nos dar um coração novo, capaz de amar como Ele ama."

— Papa Francisco, via Twitter (@Pontifex_pt) 25 junho 2015

sexta-feira, 5 de junho de 2015

"Paz, um dom do Senhor"

 - Artigo de dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba (PR)

"Hoje em dia quem volta suas atenções para algum noticiário, qualquer noticiário, surpreende-se com o elevado número de manchetes e notícias que informam sobre fatos e/ou situações de violência. As causas se multiplicam e as críticas se enumeram. Mais ainda as explicações. Claro, as análises nunca podem faltar. Sem elas jamais se pode combater as causas da violência. Entretanto, parece que se esqueceu que combater a violência não necessariamente equivale a buscar a paz.

No primeiro caso as atenções se firmam em medidas de segurança, em debates e soluções práticas e pragmáticas, em projetos de programas sociais... Ademais, o temor de ser vítima pede por respostas cujos resultados não podem esperar. E sempre são os “outros” os culpados. Já no segundo caso, o da busca pela paz, supõe uma mudança que começa desde dentro das pessoas. Empenha a participação de todos. Mais do que análises, este caminho pede por experiências de valores testemunhados.

Para um cristão o caminho da busca pela paz faz lembrar uma palavra muito cara no vocabulário da espiritualidade: a conversão para a paz. Para tanto é preciso fazer uma escolha; é necessário tomar a paz como um princípio unificador que inspira, modela e/ou freia as minhas reações. Em termos concretos isso significa que em qualquer situação delicada e complexa, os interlocutores optam por palavras, atitudes e decisões que favoreçam sempre a cultura do encontro, como diz o Papa Francisco.

Infelizmente, é frequente observar que se denomina “diálogo” a simples troca de palavras; ou de adjetiva de “pacífico” o direito de pronunciar palavras ofensivas.

Quando Jesus falou de paz com seus discípulos (“Deixo-vos a minha paz”, Jo 14,27), o contexto era de profunda tensão. Com eles o ambiente era de uma refeição, era de paz; até lhes lavara os pés. Mas um o traía. Desde fora os adversários projetavam a violência. Mas Ele, por ser Senhor, nunca quis ser forte sobre ninguém. Não existe paz entre os que escolhem ser inimigos. É preciso rever as opções."

Dom José Antônio Peruzzo
Arcebispo de Curitiba


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Relacionamento amoroso :: O que nos aconselha o Papa Francisco



Hoje em dia existe muito medo de tomar decisões definitivas, como a de casar-se, pois as pessoas consideram impossível manter o amor vivo ao longo dos anos. 

O Papa Francisco fala deste tema e nos convida a não nos deixarmos vencer pela "cultura do provisório", pois o amor que fundamenta uma família é um amor para sempre.

O que entendemos por "amor"?

Com a sabedoria e a simplicidade que o caracterizam, o Papa Francisco começa com um importante esclarecimento sobre o verdadeiro significado do amor, já que, diante do medo do "para sempre", muitos dizem: "Ficaremos juntos enquanto o amor durar".

Então, ele pergunta: "O que entendemos por 'amor'? Só um sentimento, uma condição psicofísica? Certamente, se é assim, não se pode construir nada sólido. Mas se o amor é uma relação, então é uma realidade que cresce, e também podemos dizer, por exemplo, que se constrói como uma casa. E a casa é construída em companhia do outro, não sozinhos! Não queiram construí-la sobre a areia dos sentimentos, que vão e vêm, mas sim sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus."

"O matrimônio é um trabalho de ourivesaria que se constrói todos os dias ao longo da vida. O marido ajuda a esposa a amadurecer como mulher, e a esposa ajuda o marido a amadurecer como homem. Os dois crescem em humanidade e esta é a principal herança que deixam aos filhos", acrescenta.

Três palavras mágicas para fazer o casamento durar

O Papa esclarece que o "para sempre" não é só questão de duração. 
"Um casamento não se realiza somente se ele dura, sua qualidade também é importante. Estar juntos e saber amar-se para sempre é o desafio dos esposos."
E fala sobre a convivência matrimonial: 
"Viver juntos é uma arte, um caminho paciente, bonito e fascinante (...) que tem regras que se podem resumir exatamente naquelas três palavras: 'posso?', 'obrigado' e 'desculpe'".
"'Posso?' é o pedido amável de entrar na vida de alguém com respeito e atenção. O verdadeiro amor não se impõe com dureza e agressividade. São Francisco dizia: 'A cortesia é a irmã da caridade, que apaga o ódio e mantém o amor'. E hoje, nas nossas famílias, no nosso mundo amiúde violento e arrogante, faz falta muita cortesia."

"Obrigado': a gratidão é um sentimento importante. Sabemos agradecer? (...) É importante manter viva a consciência de que a outra pessoa é um dom de Deus, e aos dons de Deus diz-se 'obrigado'. Não é uma palavra amável para usar com os estranhos, para ser educados. É preciso saber dizer 'obrigado' para caminhar juntos."

"'Desculpe': na vida cometemos muitos erros, enganamo-nos tantas vezes. Todos. Daí a necessidade de utilizar esta palavra tão simples: 'desculpe'. Em geral, cada um de nós está disposto a acusar o outro para se desculpar. É um instinto que está na origem de tantos desastres. Aprendamos a reconhecer os nossos erros e a pedir desculpa. Também assim cresce uma família cristã."

Finalmente, o Papa acrescenta, com bom humor: "Todos sabemos que não existe uma família perfeita, nem o marido ou a mulher perfeitos. Isso sem falar da sogra perfeita...".

E conclui: 
"Existimos nós, os pecadores. Jesus, que nos conhece bem, ensina-nos um segredo: que um dia não termine nunca sem pedir perdão, sem que a paz volte à casa. Se aprendemos a pedir perdão e a perdoar aos outros, o matrimônio durará, seguirá em frente."

domingo, 23 de novembro de 2014

Papa Francisco, o revolucionário



O papa confirma sua opção pelos pobres e sua estatura de estadista ao reunir em Roma os movimentos populares

Poucos dias depois do tempestuoso epílogo do Sínodo sobre a família, se alguém considerasse incerta a rota com que o papa Francisco dirige o navio da Igreja, teria rapidamente de mudar de opinião. 

Com firmeza absoluta, própria de um monarca, Bergoglio defenestrou um dos principais opositores, o cardeal estadunidense Raymond Burke, do cargo de prefeito do Tribunal Supremo, o máximo órgão jurisdicional da Santa Sé. 

Depois de ter criticado Francisco pelas posições expressas contra os excessos do capitalismo e de se posicionar como tradicionalista em todas as questões controvertidas do recente Sínodo, Burke teve a ousadia, dias atrás, de declarar que a Igreja era “um barco sem leme”. 

Foi assim que o timoneiro jesuíta, para demonstrar o contrário, considerou conveniente para o cardeal o repousante novo encargo de Patrono da Ordem de Malta, ilha do Mediterrâneo onde nasceu a rosa dos ventos, a fim de permitir-lhe tempo suficiente para uma reflexão mais ponderada sobre assuntos de navegação.

Nos mesmos dias, beneficiando-se de uma rodada de nomeações, o papa Francisco aproveitou para dar continuidade à sua revolução organizacional na Cúria Romana, cortando cabeças hostis e promovendo prelados fiéis, como no caso do novo responsável pelas relações com os Estados, ou seja, o ministro do Exterior da Igreja, o bispo Paul Richard Gallagher, inglês de 60 anos, nascido em Liverpool no mesmo subúrbio dos Beatles, Allerton, e com ampla experiência internacional nos cinco continentes.

É impressionante, na figura do papa Francisco, a mistura de dois estilos e culturas que raramente se encontram no mesmo indivíduo, muito menos em um religioso: a espiritualidade e a delicadeza de quem vive profundamente a compaixão pelos seres humanos, os mais humildes em particular, e, de outro lado, o temperamento atrevido e a mão firme para perseguir coerentemente seu projeto religioso, recorrendo aos meios políticos mais audaciosos. A quintessência dos espíritos franciscano e jesuíta, harmoniosamente mesclados.

Recentemente, ajudou na compreensão e definição do personagem um dos melhores aliados de Francisco na Cúria Romana, o enérgico cardeal alemão Walter Kasper, considerado um dos teólogos mais ouvidos. Em recente conferência na Universidade Católica da América, em Washington, ele declarou que “não se aplicam as desgastadas definições de progressista e conservador” ao papa argentino. Francisco “não representa uma posição liberal, mas uma posição radical, no sentido original da palavra, de quem vai à raiz”.


Essa nítida definição do cardeal alemão ajuda também a entender melhor outra iniciativa original que Bergoglio teve no fim de outubro. A notícia não é nova para o público europeu ou americano, alcançado por uma mídia disposta a dar grande atenção ao encontro que o papa teve com os movimentos populares do mundo inteiro. Não aconteceu o mesmo no Brasil, onde a chamada grande mídia permaneceu bastante distraída, descuidando, em particular, da participação na reunião em Roma de um importante brasileiro, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, João Pedro Stedile. Pela primeira vez na história do papado, o Vaticano hospedou e acompanhou esse tipo de encontro, chamado Terra, Casa e Trabalho, que reuniu cem organizações populares do planeta, das associações camponesas aos cocaleiros, dos catadores de lixo aos movimentos cooperativos.

O discurso que o papa Francisco proferiu para os participantes do encontro demonstrou efetivamente todo o radicalismo de suas posições sociais. Surpreenderam muito não só os conceitos expressos, mas também a terminologia. O papa argentino voltou a falar da “cultura do descarte”, que “acontece quando, no centro de um sistema econômico, está o deus dinheiro e não o homem, a pessoa humana”. Na sua concepção, a verdadeira soberania no mundo é exercida hoje por “um sistema econômico centrado no deus dinheiro, que tem também necessidade de saquear a natureza para manter o ritmo frenético de consumo que lhe é próprio”. Esse sistema adota a guerra como instrumento regulatório dos conflitos. Uma guerra não do tipo clássico, mas fragmentada e global ao mesmo tempo: “... estamos vivendo a terceira guerra mundial, mas por etapas. Há sistemas econômicos que, para sobreviver, devem fazer a guerra. Então fabricam-se e vendem-se armas, e assim, obviamente, salvam-se os balanços das economias que sacrificam o homem aos pés do ídolo dinheiro”.

Diante desse sistema, o papa valoriza com veemência a cultura da solidariedade expressa pelos movimentos populares, que ele incita “a lutar pela dignidade da família rural, pela água, pela vida e para que todos possam se beneficiar dos frutos da terra (...) Não o digo só eu, mas está escrito no Compêndio da doutrina social da Igreja”.

Depois de falar “do escândalo da pobreza, promovendo estratégias de contenção que só tranquilizam e transformam os pobres em seres domesticados e inofensivos”, Francisco toca a questão da alimentação: “Quando a especulação financeira condiciona o preço dos alimentos, tratando-os como uma mercadoria qualquer, milhões de pessoas sofrem e morrem de fome. Por outro lado, descartam-se toneladas de alimentos. Isso constitui um verdadeiro escândalo. A fome é criminosa, a alimentação é um direito inalienável”.

A todos os excluídos o papa entrega a construção do futuro da humanidade numa lógica de integração, um futuro feito de “terra, casa e trabalho” para todos. Um futuro construído graças a um “protagonismo” que “transcende os procedimentos lógicos da democracia formal”.

Como afirmou Stedile numa entrevista a um jornal italiano, “do encontro com Francisco, que se mostrou mais à esquerda do que muitos de nós, nascem duas iniciativas: formar um espaço de diálogo permanente com o Vaticano e, independentemente da Igreja, mas aproveitando a reunião de Roma, construir no futuro um espaço internacional dos movimentos do mundo, para combater o capital financeiro, os bancos e as grandes multinacionais. Os inimigos do povo são esses. Como diria o papa, este é o Diabo”.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/revista/826/francisco-o-radical-8297.html

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