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sábado, 30 de junho de 2018

Oração para pedir chuva




Deus, nosso Pai, Senhor do Céu e da Terra (Mt 11,21)
Tu és para nós existência, energia e vida (Act 17, 2)
Criaste o homem à Tua imagem (Gn 1, 27-28)
a fim de que com o seu trabalho ele faça frutificar
as riquezas da terra
colaborando assim na Tua criação

Temos consciência da nossa miséria e fraqueza:
nada podemos fazer sem Ti (Jo 15, 5)

Tu, Pai bondoso, que sobre todos fazes brilhar o sol (Mt 5, 45)
e fazes cair a chuva,
tem compaixão de todos os que sofrem duramente
pela seca que nos ameaça nestes dias

Escuta com bondade as orações que Te são dirigidas
com confiança pela Tua Igreja (Lc 4, 25),
como satisfizeste súplicas do profeta Elias (1Rs 17, 1)
que intercedia em favor do Teu povo (Tgo 5, 17-18)

Faz cair do céu sobre a terra árida
a chuva desejada
a fim de que renasçam os frutos (Tg 5, 18)
e sejam salvos homens e animais (Sl 35, 7)

Que a chuva seja para nós o sinal
da Tua graça e da Tua bênção:
assim, reconfortados pela Tua misericórdia (cf. Is 55, 10-11),
dar-te-emos graças por todos os dons da terra e do céu,
com os quais o Teu Espírito satisfaz a nossa sede (Jo 7, 37-38)

Por Jesus Cristo, Teu Filho,
que nos revelou o Teu amor,
fonte de água viva, que brota para a vida eterna (Jo 4, 14)

Amém

(Papa Paulo VI) - Imagem: Pixabay (CC0)


quarta-feira, 27 de junho de 2018

Oração do Apóstolo Paulo




A Prece do apóstolo Paulo é o primeiro manuscrito do Codex I da Biblioteca de Nag Hammadi  - coleção de textos gnósticos do cristianismo primitivo, descoberta na região do Alto Egito, perto da cidade de Nag Hammadi em 1945.

Embora o texto, assim como nos demais códices, ter sido escrito em cóptico, o título está em grego, que era sua língua original. 

Estão faltando aproximadamente duas linhas no início do texto.

O texto foi claramente escrito por um pseudônimo e não é de autoria do apóstolo Paulo. Ele tem um claro apelo gnóstico ao contrário das epístolas reconhecidamente de Paulo. Muitos especialistas o atribuem como um texto valetiniano por causa de frases típicas como Pleroma e Arconte - o que indicaria que o texto tenha sido composto entre 150 e 300 d.C. 

Especialistas encontraram paralelos com outros trabalhos encontrados nos outros códices em Nag Hammadi, inclusive o Discurso sobre o oitavo e o nono e a Prece de ação de graças (ambos da Hermética), As três estelas de Seth, o Evangelho de Filipe e as Exposições Valentinianas.

Oração

… tua luz, dá-me tua misericórdia, Meu Redentor, redime-me, pois sou teu; aquele que veio de tí.

Tú és minha Mente; cultiva-me!
Tu és meu tesouro: abre-te para mim!
Tu és minha perfeição; leva-me para tí!
Tú és minha confiança; dá-me a Coisa Perfeita que não pode ser apreendida!

Eu te invoco, aquele que é, e que pré-existiu no nome, que é exaltado acima de qualquer outro nome, Jesus Cristo, o Senhor dos Senhores, o Rei dos aeons; dá-me as dádivas, das quais não te arrependas, através do Filho do Homem, do Espírito, do Paráclito da verdade.

Dá-me, através do Evangelista, autoridade quando te pedires; e cura para meu corpo quando te pedires, redime minha eterna alma luminosa e meu espírito revela em minha mente, o Filho-Primeiro do Pleroma da graça!

Concede-me o que nenhum olho de anjo jamais viu, e o que nenhum ouvido de arconte jamais ouviu, e o que não entrou no coração do homem, e que veio para ser angelical, e que foi modelado segundo a imagem do Deus psíquico, quando foi formada no princípio, pois eu tenho fé e esperança.

E coloca sobre mim o teu amado, eleito, e abençoada grandeza, o Filho-Primeiro, o Criado-Primeiro, e o maravilhoso mistério de tua casa; pois teus são o poder e a glória, o louvor e a grandeza, para sempre e sempre.

Amém!
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Fonte: Com informações de Wikipédia | Nag Hammadi Codex I | Biblioteca de Nag Hammadi - Imagem: Apóstolo São Paulo, por Almeida Júnior  (1850–1899) | Óleo sobre tela, de 1869 | Acervo da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária (Itu, São Paulo, Brasil) - Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais. (Domínio Público)


segunda-feira, 25 de junho de 2018

Para ser um verdadeiro Martinista




Nosso Muito lembrado e Amado Irmão Dr. Gérard Encausse (Papus), traçou a síntese dos princípios fundamentais do Martinismo, para entregá-la à meditação dos Homens de Desejo que aspiram à Iniciação Martinista. Ainda Hoje constituem a doutrina fundamental da Ordem:

1º) Escolher sempre um local onde a oração se pratique, qualquer que seja o culto.

2º) Recordar que nem sempre os Verdadeiros Mestres são excessivamente aficionados aos livros e que colocam a sensibilidade e a humildade acima de toda ciência. Desconfiar dos Pontífices e dos homens que se dizem perfeitos.

3º) Não alienar jamais a liberdade por um juramento que a prenda, provenha ele do clero ou de uma sociedade secreta; só Deus tem direito a receber um juramento de obediência passiva.

4º) Recordar que todo poder invisível vem do Cristo, Deus encarnado através de todos os planos. No invisível, não ficar jamais em relação com um ser astral ou espiritual que não reconheça desta maneira Cristo. Não buscar a obtenção de “poderes”, mas aguardar que o Céu decida se sois dignos deles.

5º) Não julgar as ações dos outros e não condenar o próximo. Todo espiritualista, em razão das provas que a vida vai colocando em seu caminho por causa dos sofrimentos que deve enfrentar ou em virtude de sua filosofia, seja cristão, israelita, muçulmano, budista ou livre pensador e, em geral todo ser humano, conta com as faculdades necessárias para evoluir ao Plano Divino. Julgar é próprio do Pai e não dos homens...

6º) Ter a certeza de que o ser humano jamais é abandonado pelo Alto, mesmo em seus momentos de negação e de dúvida. Lembrar que nos encontramos no plano físico com a finalidade de servir os demais e não para satisfazer nossos próprios fins egoístas.

7º) Recordar que a purificação física, recorrendo a um regime especial, constitui uma atitude infantil se não se apoiar na purificação astral, na caridade, no silêncio, na purificação espiritual e no esforço perseverante de não pensar nem falar mal do próximo. Saber muito bem que a Oração, que proporciona Paz ao Coração, é preferível a toda magia que somente traz orgulho.

8º) O homem deve optar entre dois mestres. Deixando de lado o príncipe deste mundo, o Martinismo elegeu e quis consagrar-se a Cristo, por cima de toda classe de clerezias. É como uma Cavalaria Laica do Homem-Deus. Sua finalidade: desenvolver, em quem vem à Ordem Martinista, o coração e os sentimentos para que aprenda a amar. São seus meios de ação: a pobreza, o silêncio, a paciência, a Fé .

9º) O Deus em que crêem os Martinistas é o Senhor dos Tempos. Os que quiserem ver, verão. Os que chamarem poderão entrar. O Martinismo abre suas portas a todos os homens e mulheres de boa vontade. E ... como presente de boas vindas, lhes dá o que há de mais precioso em meio dos tormentos, dos infortúnios e das desgraças: A PAZ DO CORAÇÃO!

Mais informações, visite: http://ordemmartinistabrasilsp.org/
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Fonte (texto e imagem): Facebook | Para ser um verdadeiro Martinista (reprodução)


quinta-feira, 21 de junho de 2018

Jesus Cristo ✝︎ Inspire-se nos milagres do Salvador e fortaleça sua fé




Judeu da Galiléia, Jesus foi o fundados do Cristianismo e o responsável por difundir a religião pelo mundo. Filho adotivo de José e da Virgem Maria, nasceu em Belém, nos últimos anos do reinado do rei Herodes. 

Encarregado pelo Papa, no século V, o monge Dionísio organizou o calendário cristão e determinou a data de 25 de dezembro, do ano considerado zero, como sendo o dia do nascimento de Cristo, com a finalidade de cristianizar a festa pagã realizada naquele dia.

Uma vida de fé e esperança

Segundo o evangelho de Lucas, sua primeira aparição ao povo foi aos 12 anos, quando a família visitava Jerusalém. José e Maria viram Jesus pregando entre os doutores do Templo. Quando atingiu a idade de 30 anos, encontrou-se, na Judéia, com seu primo João Batista, famoso por pregar o batismo como sacramento de penitência dos pecados. Ele pediu para o primo batizado-lo e iniciou Sua pregação, falando das profecias sobre o Messias e estabelecendo o reino de Deus sobre o mundo, a partir de Israel.

Desde então, começaram a acontecer fatos impressionantes, como Seu Jejum no deserto, durante 40 dias e 40 noites, as bodas de Caná, na qual ocorreu a primeira manifestação de Seu poder Divino, através do milagre de transformar a água da festa em vinho, a expulsão dos mercadores do Templo, a prisão de João Batista e o episódio da mulher samaritana.

A Bíblia conta que, um dia, essa mulher foi pegar água em um poço, em um horário em que não pudesse encontrar ninguém, já que tinha medo e vergonha, pois considerava-se pecadora e era muito odiada pelo povo. Jesus, deixando a Judéia para ir à Galiléia, passa pelo poço e pede algo para beber. A samaritana se assusta, pois sabia que judeus e samaritanos eram inimigos. Tocada pelo Salvador, ela se torna a portadora das Boas Novas ao povo de Samaria, transformando seu passado em esperança, honra e vida cristã.

Aos 31 anos, reuniu 12 apóstolos, seguidores de Suas palavras, e realizou o sermão da montanha, como qual divulgava e pregava Suas mensagens ao povo.

O julgamento

Quando Jesus nasceu, a Galiléia era sinônimo de resistência judia contra Roma. Por conta disso, os judeus esperavam por um salvador revolucionário, que trouxesse de volta a independência política, perdida desde o fim do século VI a.C. (antes de Cristo). Dessa forma, a pregação de Cristo, para muitos judeus, não era coerente com Sua missão Divina de ser o rei daquele povo.

Aos 33 anos, Jesus foi acusado de traidor e de conspirar contra César, quando Tibério era imperador de Roma. Sua sentença, segundo as leis romanas, foi carregar uma cruz até a Colina do Calvário, no monte Gólgota e crucificado, até a morte.

Um exemplo de humildade e caridade

Na última Ceia, Jesus, em seu maior gesto de virtude humana, tirou Seu manto, pegou uma bacia com água e lavou os pés dos apóstolos (Jo 13:4). Os discípulos presenciaram o Mestre se inclinando a uma posição modesta para servir à humanidade. Pedro ficou tão constrangido com o ato do Senhos que não queria permitir que Ele lavasse seus pés. Cristo pretendia que eles pregassem a humildade a outras pessoas, assim como ele fazia naquele momento. O Filho de Deus lavou os pés, um a um.
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Fonte: Transcrição da revista "Salmos e Anjos" (nº 106/Julho 2008) pgs. 18 e 19 - Imagem: santinho de Jesus


terça-feira, 19 de junho de 2018

Salmo LIV: "Contra opressão e injustiças. Para obter o perdão."




Poesia de Davi. Ao regente do coro: para instrumentos de cordas. Escrita por Davi quando os moradores da cidade de Zife foram contar a Saul que Davi estava escondido na terra deles. Recite o Salmo 54 para se proteger contra as perseguições de inimigos visíveis e invisíveis, medos, perda de memória, fraudes e mentiras. 

Este salmo também é muito eficiente quando precisamos da obtenção do perdão.

Salmo 54

1. Salva-me, ó Deus, pelo teu nome, e faze-me justiça pelo teu poder.

2. Ó Deus, ouve a minha oração, dá ouvidos às palavras da minha boca.

3. Porque homens insolentes se levantam contra mim, e violentos procuram a minha vida; eles não põem a Deus diante de si.

4. Eis que Deus é o meu ajudador; o Senhor é quem sustenta a minha vida.

5. Faze recair o mal sobre os meus inimigos; destrui-os por tua verdade.

6. De livre vontade te oferecerei sacrifícios; louvarei o teu nome, ó Senhor, porque é bom.

7. Porque tu me livraste de toda a angústia; e os meus olhos viram a ruína dos meus inimigos.

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Fonte: Bíblia Sagrada | Livro dos Salmos | Salmo 54 - Imagem: floresemcasa.blogspot.com


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Oração para melhora financeira




Senhor, que a falta de dinheiro ou seu excesso, não nos seja nunca causa de perturbação, pois não deixais faltar o necessário para os que Vos buscam com sinceridade. Que não nos inquietemos, nos enchamos de ansiedade pelo dia de amanhã, lembrando-nos sempre de que Vós cuidais de nós como um Pai que realmente nos ama. 

Que vivamos dentro e nunca aquém de nossas possibilidades econômicas (Ecl 4, 9-10)*, e nunca negligenciemos os que buscam nossa ajuda. 

Dai-nos um espírito cooperador, um leal e amoroso companheirismo para que nunca nos mostremos desatenciosos ou preguiçosos um para com o outro. Que sempre outorguemos a nossos filhos e às pessoas em geral, exemplos de gratuidade no amor. 

Diante de nossos conflitos possamos resolvê-los todos pacificamente, em nosso trabalho nos comportemos como cristãos, quer sejamos patrões ou funcionários, e tenhamos sempre como prioridade, nossa família e nossos filhos. 

Que sejamos verdadeiros cooperadores atenciosos e gentis para que não nos tornemos pesados ao outro, sobrecarregando a quem dizemos amar. 

Senhor, conheceis as dificuldades pelas quais passamos: ajudai-nos a superar todos nossos problemas para que felizes, possamos ser verdadeiras testemunhas de Vosso santo amor no mundo.

Em nome de Jesus, ✝︎ Amém

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Fonte: Fonte-web:www.oracoes.com.br / Bíblia Sagrada (Ecl 4, 9-10) - Imagem: Max Pixel (CC0)


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Oração do Jogador de Futebol




"Porque onde estiver o vosso tesouro,
aí estará também o vosso coração." Mateus 6:21
"Jesus, meu Senhor e Mestre, conceda-me o que vou pedir:

Quero assumir a minha posição com categoria e responsabilidade. Jogar com entusiasmo, esperança e energia inesgotável. 

Estar bem situado em campo nas diferentes jogadas. Ter espírito de equipe, tranquilidade e lucidez, para executar as jogadas ensaiadas. 

Reflexo e firmeza na hora de defender e proteção contra os lances violentos.

Que eu respeite o adversário, juiz e a torcida, dai-me coragem para arriscar jogadas extraordinárias e olímpicas. Que a bola venha ao meu encontro na hora certa da decisão. Que o meu time jogue com garra e confie na capacidade de fazer gols. Que nosso técnico faça alterações com sabedoria, que a torcida se encante com o nosso futebol, e ao mesmo tempo conviva em paz com as outras torcidas.

Senhor, que eu realize como pessoa, minha potencialidade e dons, e que meu time seja merecedor de muitas vitórias e títulos."

Assim seja!
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Fonte: Folclore cristão na internet - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil - Versículo: Bíblia Sagrada (acf)


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Oração a Santo Antônio para encontrar namorado(a)




Santo Antônio: Santo casamenteiro e padroeiro dos namorados. Saiba mais sobre Sto Antônio...

FESTA: 13 de Junho.
Comemora-se todo o dia 13.

DIA DA SEMANA: terça-feira.

CORES: castanho (para pedidos especiais), verde (para pedidos sobre questões financeiras), laranja (para pedidos sobre casamentos).

Oração para encontrar namorado(a)

"Meu grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos namorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. 

Fazei que eu seja realista, confiante, digna(o) e alegre. Que eu encontre um namorado(a) que me agrade, seja trabalhador(a), virtuoso(a) e responsável. 

Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois com as disposições de quem recebeu de Deus uma vocação sagrada e um dever social. 

Que meu namoro seja feliz e meu amor sem medidas. 

Que todos os namorados busquem a mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé.

Assim seja!"

Veja também: 13 simpatias para Santo Antônio, o "Santo Casamenteiro"


domingo, 10 de junho de 2018

Oração de São Cipriano contra quebranto




Sinal da Cruz

“Deus, atendei ao meu pedido, vinde em meu socorro. Vinde ajudar-me. Confundidos, sejam envergonhados os que buscam a minha alma (fazer o sinal da Cruz ✝︎).

Voltem atrás e sejam envergonhados os que me desejam o mal. Voltem logo cheios de confusão os que me dizem: Bem, bem (fazer o sinal da Cruz ✝︎). Regozijem-se e alegrem-se em Vós os que vos buscam, e os que amam vossa salvação, digam sempre: Engrandecido seja o Senhor (fazer o sinal da Cruz ✝︎).

Vós sois o meu favorecedor e o meu libertador, Senhor Deus não Vos demoreis.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Divino Espírito Santo”.

Assim seja!
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Fonte: Oração extraída do Livro de São Cipriano - Imagem: Santinho de São Cipriano


quinta-feira, 7 de junho de 2018

A Infância do Mágico – por Hermann Hesse no livro Minha Vida




Não fui educado somente por meus pais e professores, porém por forças mais elevadas, mais arcanas e misteriosas, entre elas o deus Pan que se encontrava no armário de vidro de meu avô sob o disfarce de pequeno ídolo hindu a dançar. Essa deidade, bem como outras, interessaram-se por mim durante meus anos de infância e muito antes de eu poder ler e escrever, e me preencheram de imagens e ideias orientais antiquíssimas de modo que mais tarde, sempre que me encontrava com um sábio hindu ou chinês, era como uma reunião, uma volta ao lar. 

E no entanto sou europeu e nasci, na verdade, com o signo de Sagitário em ascensão; por toda a minha vida pratiquei velozmente as virtudes ocidentais da impetuosidade, da cobiça e curiosidade insaciável. 

Por sorte, como a maioria das crianças eu tinha aprendido o que é mais valioso e mais indispensável para a vida, antes de se iniciarem os meus anos na escola, e aprendi porque me ensinaram as macieiras, a chuva e o sol, o rio e as matas, as abelhas e besouros, ensinou-me o deus Pan, ensinou-me o ídolo bailarino na sala de tesouros do meu avô. 

Eu sabia como lidar com o mundo, ligava-me sem medo a animais e estrelas. Achava-me em casa nos pomares e com os peixes na água, e já podia entoar um bom número de canções. Também sabia fazer mágica, habilidade que infelizmente logo esqueci e tive de reaprender com idade bem avançada – e possuía toda a lendária sabedoria da infância.
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Fonte: Trecho de Infância do Mágico – 1923 – Hermann Hesse no livro Minha Vida - Imagem: Pan and Syrinx, o.s.t. 1637 - by Nicolas Poussin


terça-feira, 5 de junho de 2018

Santa Catarina Tekakwitha ✞ Oração pelo Meio Ambiente




Kateri Tekakwitha, para nós Catarina; padroeira da Ecologia e do Meio Ambiente, foi a primeira americana pele-vermelha a ter sua santidade reconhecida pela Igreja. Ela nasceu no ano de 1656, perto da cidade de Port Orange, no Canadá. Seu pai era o chefe indígena da nação Mohawks, um pagão. Enquanto sua mãe era uma índia cristã, catequizada pelos jesuítas, que fora raptada e levada para outra tribo, onde teve de unir-se a esse chefe. Não pôde batizar a filha com nome da santa de sua devoção, mas era só por ele que a chamava: Catarina. O costume indígena determina que o chefe escolha o nome de todas as crianças de sua nação. Por isso seu pai escolheu Tekakwitha, que significa "aquela que coloca as coisas nos lugares", mostrando que ambas, consideradas estrangeiras, haviam sido totalmente aceitas por seu povo.

Viveu com os pais até os quatro anos, quando ficou órfã. Na ocasião, sobreviveu a uma epidemia de varíola, porém ficou parcialmente cega, com o rosto desfigurado pelas marcas da doença e a saúde enfraquecida por toda a vida. O novo chefe, que era seu tio, acolheu-a e ela passou a ajudar a tia no cuidado da casa. Na residência pagã, sofreu pressões e foi muito maltratada.

Catarina, que havia sido catequizada pela mãe, amava Jesus e obedecia à moral cristã, rezando regularmente. Era vista contando as histórias de Jesus para as crianças e os idosos, que ficavam ao seu lado enquanto tecia, trabalho que executava apesar da pouca visão. Em 1675, soube que jesuítas estavam na região. Desejando ser batizada, foi ao encontro deles. Recebeu o sacramento um ano depois, e o nome de Catarina Tekakwitha. Devido à sua fé, era hostilizada, porque rejeitava as propostas de casamentos. Por tal motivo, seu tio, cada vez mais, a ameaçava com uma união. Quando a situação ficou insustentável, ela fugiu.

Procurou a Missão dos jesuítas de São Francisco Xavier, em Sault, perto de Montreal, onde foi acolhida e recebeu a primeira comunhão, dando um exemplo de extraordinária piedade.

Sempre discreta, recolhia-se por longos períodos na floresta, onde, junto a uma cruz que ela havia traçado na casca de uma árvore, ficava em oração. Sem, entretanto, descuidar-se das funções religiosas, do serviço da comunidade e da família que a hospedava. Em 1679, fez voto perpétuo de castidade, expressando o desejo de fundar um convento só para moças indígenas, mas seu guia espiritual não permitiu, em razão da sua delicada saúde.

Aos vinte e quatro anos, ela morreu no dia 17 de Abril de 1680. Momentos antes de morrer, o seu rosto desfigurado, tornou-se bonito e sem marcas, milagre presenciado pelos jesuítas e algumas pessoas que a assistiam. O milagre e a fama de suas virtudes espalhou-se rapidamente e possibilitou a conversão de muitos irmãos de sua raça. Catarina, que amou, viveu e conservou o seu cristianismo só com a ajuda da graça, por muitos anos, tornou-se conhecida em todas as nações indígenas como "o lírio dos Mohawks", que intercedia por seus pedidos de graças.

A sua existência curta e pura, como esta flor, conseguiu o que havia almejado: que as nações indígenas dos Estados Unidos e do Canadá conhecessem e vivessem a Paixão de Jesus Cristo.

O papa João Paulo II nomeou-a padroeira da 17a Jornada Mundial da Juventude realizada no Canadá, em 2002, quando a beatificou. Ao lado de são Francisco de Assis, a bem-aventurada Catarina Tekakwitha foi honrada pela Igreja com o título de "Padroeira da Ecologia e do Meio Ambiente". Sua festa ocorre no dia 14 de Julho. (Fonte: Paulinas) Em 18 de fevereiro de 2012, o Papa Bento XVI anunciou na Basílica de São Pedro a sua canonização em 21 de outubro de 2012. (Wikipédia)

Oração pelo Meio Ambiente

Senhor Deus Pai Todo-Poderoso,
Criador do céu, da Terra e de todos os seres que nela habitam;
Concedei-me forças para preservar a beleza e integridade do meio ambiente;
Dai luz aos olhos daqueles que destroem vossas matas,
Que matam vossos animais,
Que poluem vossas águas, de onde tudo começou;
Perdoai os que se calam e se ensurdecem por conveniência;
Olhai pelos ignorantes e oprimidos, agora e sempre;
Senhor, fazei com que os instrumentos que matam vossos filhos 
sejam banidos da face da terra;
Guiai o coração dos fracos, não deixeis que caiam em tentação,
Livrai todos os seres do mal maior, a extinção,
E plantai no coração de cada homem a fé, o amor, a esperança e a paz.
E que acima de tudo prevaleça a vossa vontade. 
Amém.


sábado, 2 de junho de 2018

Santos do Mês de Junho




Antônio, João e Pedro são os santos mais populares de Junho.
Na tradição brasileira, Junho é mês de muita festa, quentão,
pinhão, quadrilha e comemorar os dias de padroeiros queridos
como São João, Vito, Pedro, Antônio e outros queridos Santos...
1. São Justino, Mártir (+ Roma, 167)

Nascido na Palestina, de família pagã, fez estudos filosóficos profundos e adquiriu grande cultura. O amor à verdade levou-o, pouco a pouco, a rejeitar os sistemas filosóficos pagãos e a converter-se ao Cristianismo. Foi, no seu século, o mais ilustre defensor da verdade católica contra os preconceitos pagãos. 

Embora leigo, é considerado o primeiro dos Padres da Igreja, logo depois dos primitivos Padres Apostólicos. Em Roma, dedicou-se ao apostolado, especialmente nos meios cultos, nos quais se movimentava com desembaraço. Escreveu muitas obras, mas somente três chegaram até nós. Sofreu o martírio por decapitação, depois de ter sido açoitado.

2. São Marcelino e São Pedro, Mártires (+ Roma, 303)

São Marcelino era sacerdote, e São Pedro havia recebido a ordem menor do exorcistado. Durante a perseguição de Diocleciano foram ambos decapitados e tiveram a honra de ter seus nomes inscritos no Cânon tradicional da Santa Missa.

3. S. Carlos Lwanga e 21 Companheiros (+ Uganda, 1886)

Sete anos após a chegada dos primeiros missionários católicos a Uganda, teve início a perseguição religiosa. Cerca de cem católicos foram mortos por sua fidelidade à Fé. Dessas mortes, 22 foram documentadas de modo suficiente para, após rigoroso exame, a Igreja reconhecer que tinham sido verdadeiros martírios. Os 22 Mártires de Uganda foram canonizados em 1964. O principal deles, São Carlos Lwanga, que era pajem do régulo pagão Mwanga, foi queimado vivo porque não quis deixar de ser católico. Outros sofreram diversos gêneros de suplícios.

4. Santa Clotilde, Viúva (+ França, 545)

Esposa de Clóvis, rei dos Francos, graças a suas orações e a seu zelo apostólico conseguiu a conversão do marido e de todo o reino. Santa Clotilde operou vários milagres ainda em vida, como curas, mudança de água em vinho, fez surgir uma fonte em campo árido. Sentindo aproximar-se a morte, mandou chamar seus dois filhos, exortando-os da maneira mais viva a servir a Deus e a guardar sua lei, a proteger os pobres, a viverem juntos em perfeita harmonia, e a tratar seus povos com bondade paternal. Tendo depois feito profissão pública de fé católica e recebido os Sacramentos que a prepararam para a eternidade, entregou docemente sua alma ao Criador.

5. São Bonifácio, Bispo e Mártir (+ Frísia, 754)

Natural da Inglaterra, levou o Catolicismo para a Alemanha. Era monge e por toda parte instalou mosteiros e dioceses, assentando dessa forma as bases para o estabelecimento da Civilização Cristã. Em Hessen, ordenou a derrubada de uma árvore gigantesca cultuada pelos bárbaros, que acreditavam morar ali uma divindade. Grande número de pagãos foi assistir à derrubada da árvore, na certeza de que o deus ofendido se vingaria e Bonifácio seria fulminado. Mas nada aconteceu e houve muitas conversões. Sobre o local, o apóstolo edificou uma igreja dedicada a São Pedro. Foi arcebispo de Mogúncia e sofreu o martírio na Frísia, decapitado por pagãos.

6. São Norberto, Bispo e Confessor (+ Magdeburgo, Alemanha, 1134)

Clérigo mundano e de vida pouco edificante, converteu-se repentinamente porque um raio fulminou o cavalo em que montava e o atirou desmaiado para longe. Quando se recuperou da queda estava transformado. Foi durante algum tempo missionário itinerante, fundou depois a Ordem Premonstratense e foi arcebispo de Magdeburgo, na Saxônia. Combateu os erros de seu tempo e implantou no Clero as salutares reformas ordenadas por São Gregório VII.

7. Santo Antônio Maria Gianelli, Bispo (+ Itália, 1846)

Fundou a Congregação das Filhas de Maria (Irmãs Gianellinas) e a Congregação dos Missionários (ou Oblatos) de Santo Afonso de Ligório. Nomeado bispo de Bobbio, na Itália, reformou completamente essa diocese, afastando sacerdotes indignos e substituindo-os por outros formados segundo seu espírito inteiramente apostólico. Faleceu aos 57 anos de idade.

8. Santo Efrém, Doutor da Igreja (+ Edessa, 373)

Era simples diácono e nunca quis ser ordenado sacerdote. Escreveu a maior parte de sua obra teológica em versos. Devotíssimo da Virgem, parecia dotado de talento profético, pois quase todos os desenvolvimentos que a ciência mariológica viria a ter ao longo dos séculos, Santo Efrém já os tinha antecipadamente previsto e cantado. Lutou contra as heresias do tempo. Foi denominado " Cítara do Espírito Santo" e "Cantor da Virgem".

9. Beato José de Anchieta, Confessor (+ Espírito Santo, 1597)

Grande Apóstolo do Brasil, nasceu no Arquipélago das Canárias, em 1534, e foi estudar em Coimbra, onde ingressou na Companhia de Jesus. Mandado ao Brasil em 1553, tornou-se o braço direito do Padre Manuel da Nóbrega, que já estava no Brasil desde 1549. A vida do Padre Anchieta é um tecido de episódios milagrosos. Tal era o domínio que tinha sobre a natureza e sobre os animais que foi chamado "O Novo Adão". 

Converteu e batizou muitos milhares de indígenas e assentou as bases da civilização cristã na América portuguesa. Ajudou o Padre Nóbrega na fundação e consolidação da cidade de São Paulo. Teve papel eminente na expulsão dos calvinistas franceses da Baía da Guanabara e na fundação da cidade do Rio de Janeiro. É autor de um famoso poema latino dedicado à Imaculada Virgem, além de muitas obras poéticas e teatrais. Faleceu na aldeia de Reritiba, Estado do Espírito Santo e foi beatificado em 1980.

10.   Santa Olívia, Virgem e Mártir (+ séc. IX)

Natural da Sicília, aos 13 anos de idade foi capturada pelos bárbaros vândalos, e por eles conduzida a Túnis, no norte da África. Amira, governador da cidade, fez tudo para seduzir a jovem, mas esta não quis renunciar à virgindade que oferecera a Nosso Senhor. Açoitada com crueldade, foi abandonada no deserto, para que as feras a devorassem. Deus, porém, a preservou da morte. 

Sete anos ela passou isolada, em oração e recolhimento, até que alguns caçadores a encontraram. Convertidos por ela à Fé católica, foram martirizados em Túnis. Outros seguiram o mesmo caminho e o governador Amira, conhecendo o fato, mandou prender Santa Olívia, que recebeu com alguns discípulos a gloriosa palma do martírio.


11. São Barnabé, Apóstolo e Mártir (+ Chipre, séc. I)

Embora não fosse um dos doze Apóstolos, mereceu ser designado como tal pela Escritura Sagrada. Grande amigo de São Paulo, apresentou-o aos cristãos de Jerusalém, quando ainda havia muita desconfiança sobre a sinceridade da sua conversão, e acompanhou-o durante sua primeira viagem apostólica. Segundo a tradição, São Barnabé foi martirizado em Chipre, terra em que nascera.

12. Santo Onofre, Confessor (+ Egito, séc. IV)

Viveu durante 60 anos solitário, no deserto da Tebaida, e só pouco antes de morrer foi encontrado pelo monge Pafnúcio, ao qual narrou sua vida. A devoção a Santo Onofre era muito grande no Oriente e passou para o Ocidente no tempo das Cruzadas.

13. Santo Antônio de Lisboa, Confessor (+ Arcela, Itália, 1231)

Também é conhecido como Santo Antônio de Pádua, por ter vivido nessa cidade italiana. É um dos santos mais populares em todo o mundo. Nasceu em Lisboa, e depois de ser algum tempo agostiniano ingressou na Ordem franciscana, da qual foi um dos maiores expoentes. Pregou na Itália e no sul da França, conseguindo muitos milhares de conversões. 

Combateu arduamente a heresia dos cátaros e patarinos, dominante no seu tempo, pelo que o chamavam de " _incansável martelo dos hereges_ ". Não apenas os combatia no púlpito, pela pregação, mas também por meio de milagres espantosos. 

Sabia de cor quase todas as Escrituras e tinha um dom especial para explicar e aplicar as mais difíceis passagens. Faleceu em 1231, com apenas 36 anos de idade. Sua língua, que tanto pregara a palavra divina, foi preservada da corrupção e até hoje é venerada num relicário, em Pádua. Foi cognominado o "Doutor Evangélico" .

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14. Santo Eliseu, Profeta (+ Palestina, séc. IX A.C.)

Era o discípulo perfeito do Profeta Elias, do qual possuiu, conforme narra a Escritura, o duplo espírito. Ambos, mestre e discípulo, são considerados fundadores da Ordem do Carmo. Eliseu aparece na Bíblia quando Elias é arrebatado e seu carisma passa a Eliseu (2 Rs 1), e conclui com o milagre que teve lugar com o cadáver do profeta já enterrado (2 Rs, 13,21). A maioria das narrações, que semeiam formosas "florzinhas", mostram Eliseu rodeado de uns grupos que recebem o nome de "discípulos (ou filhos) dos profetas."

Sua oração: "Onipotente e sempiterno Deus, que te manifestas admiravelmente na eleição dos profetas; concede-nos, te rogamos, que, assim como duplicaste o espírito de Elias em Eliseu, assim também te dignes duplicar em nós a graça do Espírito Santo, para que possamos realizar obras virtuosas. Amém."

15. São Vito, Mártir (+ Roma, 300)

Segundo as Atas de seu martírio, São Vito (ou Guido) era natural da Sicília e foi martirizado ainda menino, por fidelidade a Jesus Cristo, depois de sofrer tormentos cruéis. Vito foi um dos santos mais populares da Idade Média. Testemunho disso é a sua inserção no limitado grupo dos Santos Auxiliadores (os catorze ou quinze, conforme os lugares), cuja intercessão era considerada particularmente eficaz, por ocasiões de doenças ou necessidades características. 

Como é talvez conhecido, os catorze santos Auxiliadores estavam dispostos em ordem alfabética: Acácio, Bárbara, Brás, Catarina de Alexandria, Ciríaco, Cristóvão, Dionísio, Egídio, Erasmo, Eustáquio, Jorge, Margarida, Pantaleão e Vito. São Vito era invocado, sobretudo para esconjurar a coréia, ou dança de São Vito, a letargia, a mordida de animais venenosos e a hidrofobia.

16. Santa Julita e São Ciro, Mártires (+ Síria, séc. IV)

Santa Julita sofreu o martírio durante a perseguição de Diocleciano. Enquanto estava sendo torturada, seu filho pequeno, de nome Ciro, gritava em alta voz que também era cristão, e foi por isso morto com ela.

17. São Ranieri de Pisa, Confessor (+ 1160)

Era músico e tocava lira em Pisa, quando se converteu graças às orações de Santo Alberto da Córsega. Depois de viver algum tempo recolhido, como solitário, partiu em peregrinação à Terra Santa. Retornando a Pisa e ingressando no Mosteiro de São Guido, transformou-se em pouco tempo no apóstolo e diretor espiritual de Pisa. Possuía o dom dos milagres, lia segredos nos corações, expulsava demônios, realizava curas e conversões. Depois de falecido, continuou operando prodígios por meio da água benzida com sua oração ou colocada sobre sua sepultura.

18. São Gregório Barbarigo, Bispo (+ Itália, 1697)

Proveniente de uma nobre família de Veneza, foi bispo de Bérgamo e depois cardeal e bispo de Pádua. Sobretudo nesta última cidade pôde desenvolver plenamente seu trabalho pastoral, fundando escolas e instituições de caridade. Seu coração é venerado no seminário diocesano de Pádua. 

19. São Romualdo Abade, Confessor (+ Val del Castro, Itália, 1027)

Tinha 20 anos e levava uma vida dissipada e pecadora quando viu seu pai matar um parente em duelo. O choque que recebeu foi a ocasião da graça para convertê-lo. Depois de passar algum tempo na França, em contato com a espiritualidade da Abadia de Cluny, retornou à Itália e iniciou sua obra de fundação de mosteiros. Entre outros, fundou o de Campus Máldoli, berço da Ordem dos Camaldulenses, inaugurando uma nova forma de vida eremítica. Faleceu aos 75 anos. Seu corpo foi preservado da corrupção e se encontrava intacto quatro séculos depois de sua morte.

20. Santo Adalberto de Magdeburgo, Bispo (+ Alemanha, 981)

Foi mandado pelo imperador Oto, o Grande, como chefe de uma missão para evangelizar os eslavos. Foram todos mortos na Rússia, com exceção de Santo Adalberto, que retornou à Alemanha, onde foi abade de Wissemburg e depois primeiro bispo de Magdeburgo, na Saxônia.


21. São Luís Gonzaga, Confessor (+ Roma, 1591)

Pertencia à família dos duques de Mântua e era príncipe do Sacro Império, sendo herdeiro do feudo soberano de Castiglione. A tudo renunciou depois de uma luta árdua para conseguir licença paterna, e ingressou aos 17 anos na Companhia de Jesus. Faleceu em Roma, aos 24 anos, vitimado por uma epidemia à qual se expusera voluntariamente tratando de enfermos. É modelo de pureza e patrono da juventude católica.

22. São João Fisher e São Tomás Morus (+ Inglaterra, 1535)

João Fisher, bispo de Rochester, e Sir Tomás Morus, ex-lorde chanceler do Reino da Inglaterra, foram decapitados porque se opuseram ao divórcio de Henrique VIII e não aceitaram o ato pelo qual aquele monarca rompeu com o Papado.

23. São José Cafasso, Confessor (+ Turim, Itália, 1860)

Era professor de Teologia Moral em Turim. Foi mestre e diretor espiritual de São João Bosco. Deu excelente formação moral ao Clero piemontês, de acordo com a boa escola de São Francisco de Sales e Santo Afonso de Ligório. Deixou em testamento os poucos bens que possuía a seus amigos São João Bosco e São José Benedito Cottolengo.

24. Nascimento de São João Batista

São João Batista, embora concebido no Pecado Original, foi dele purificado antes de nascer, quando sua mãe, Santa Isabel, foi visitada pela Santíssima Virgem, que por sua vez portava no seio o Salvador. Por isso, São João Batista é o único santo cujo nascimento se comemora na Liturgia, além da própria Virgem Maria, que já foi concebida isenta de todo pecado.

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25. São Próspero de Aquitânia (+ séc. IV)

Grande escritor eclesiástico de seu tempo, nascido na Aquitânia, era leigo e foi casado. Conhecia profundamente a Teologia e participou ativamente das controvérsias com os hereges semipelagianos. Correspondeu-se com Santo Agostinho, bispo de Hipona, e consta ter sido secretário do Papa São Leão Magno.

26. São Pelágio, Mártir  (+ Córdoba, 925)

Nascido na Galiza, tinha 13 anos quando foi entregue como refém aos mouros. O emir Abderramão III, torpemente atraído pelo aspecto daquele menino, procurou seduzi-lo. Mas São Pelágio, indignado, respondeu: "Afasta-te, cão! Pensas por acaso que sou um dos teus efeminados lacaios? " Foi cortado em pedaços, tendo os braços e os pés arrancados, e por fim foi decapitado e lançado a um rio.

27. São Cirilo de Alexandria (+ 444)

Patriarca de Alexandria, conseguiu, no Concílio de Éfeso, a condenação dos erros de Nestório e a proclamação da Maternidade Divina de Nossa Senhora.

28. Santo Ireneu, Bispo e Mártir (+ Lyon, França, 202)

Santo Ireneu foi discípulo de São Policarpo de Esmirna, que por sua vez o foi do Apóstolo São João. Nasceu e se formou na Ásia Menor e viveu muitos anos na Gália, onde foi bispo de Lyon. A autoridade muito especial de que ele goza lhe vem da grande proximidade com a tradição apóstólica e do fato de ter conhecido tanto a tradição ocidental quanto a oriental da Igreja. Combateu arduamente os erros gnósticos e assentou as bases sobre as quais se desenvolveria, mais tarde, a ciência da Mariologia. Documentos muito antigos e dignos de todo o crédito afirmam que sofreu o martírio, mas não especificam a forma e o local preciso desse fato. 

29. Comemoração de S. Pedro e S. Paulo  (+ séc. I)

Neste dia a Santa Igreja comemora as duas grandes colunas da Igreja nascente: São Pedro, Príncipe dos Apóstolos e Vigário de Jesus Cristo, e São Paulo, o Apóstolo dos Gentios.

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30. Primeiros Mártires da Igreja de Roma (+ 64-67)

São recordados conjuntamente, neste dia, os inúmeros cristãos que sofreram o martírio em Roma, acusados injustamente pelo imperador Nero de terem incendiado a cidade.