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terça-feira, 5 de junho de 2018

Santa Catarina Tekakwitha ✞ Oração pelo Meio Ambiente

Oração pelo Meio Ambiente  "Senhor Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do céu, da Terra e de todos os seres que nela habitam; Concedei-me forças para preservar a beleza e integridade do meio ambiente; Dai luz aos olhos daqueles que destroem vossas matas, Que matam vossos animais, Que poluem vossas águas, de onde tudo começou; Perdoai os que se calam e se ensurdecem por conveniência; Olhai pelos ignorantes e oprimidos, agora e sempre; Senhor, fazei com que os instrumentos que matam vossos filhos  sejam banidos da face da terra; Guiai o coração dos fracos, não deixeis que caiam em tentação, Livrai todos os seres do mal maior, a extinção, E plantai no coração de cada homem a fé, o amor, a esperança e a paz. E que acima de tudo prevaleça a vossa vontade.  Amém."
Santa Catarina Tekakwitha, rogai por nós!


Kateri Tekakwitha, para nós Catarina; padroeira da Ecologia e do Meio Ambiente, foi a primeira americana pele-vermelha a ter sua santidade reconhecida pela Igreja. Ela nasceu no ano de 1656, perto da cidade de Port Orange, no Canadá. Seu pai era o chefe indígena da nação Mohawks, um pagão.

Enquanto sua mãe era uma índia cristã, catequizada pelos jesuítas, que fora raptada e levada para outra tribo, onde teve de unir-se a esse chefe. Não pôde batizar a filha com nome da santa de sua devoção, mas era só por ele que a chamava: Catarina. O costume indígena determina que o chefe escolha o nome de todas as crianças de sua nação. Por isso seu pai escolheu Tekakwitha, que significa "aquela que coloca as coisas nos lugares", mostrando que ambas, consideradas estrangeiras, haviam sido totalmente aceitas por seu povo.

Viveu com os pais até os quatro anos, quando ficou órfã. Na ocasião, sobreviveu a uma epidemia de varíola, porém ficou parcialmente cega, com o rosto desfigurado pelas marcas da doença e a saúde enfraquecida por toda a vida. O novo chefe, que era seu tio, acolheu-a e ela passou a ajudar a tia no cuidado da casa. Na residência pagã, sofreu pressões e foi muito maltratada.

Catarina, que havia sido catequizada pela mãe, amava Jesus e obedecia à moral cristã, rezando regularmente. Era vista contando as histórias de Jesus para as crianças e os idosos, que ficavam ao seu lado enquanto tecia, trabalho que executava apesar da pouca visão. Em 1675, soube que jesuítas estavam na região.

Desejando ser batizada, foi ao encontro deles. Recebeu o sacramento um ano depois, e o nome de Catarina Tekakwitha. Devido à sua fé, era hostilizada, porque rejeitava as propostas de casamentos. Por tal motivo, seu tio, cada vez mais, a ameaçava com uma união. Quando a situação ficou insustentável, ela fugiu.

Procurou a Missão dos jesuítas de São Francisco Xavier, em Sault, perto de Montreal, onde foi acolhida e recebeu a primeira comunhão, dando um exemplo de extraordinária piedade.

Sempre discreta, recolhia-se por longos períodos na floresta, onde, junto a uma cruz que ela havia traçado na casca de uma árvore, ficava em oração. Sem, entretanto, descuidar-se das funções religiosas, do serviço da comunidade e da família que a hospedava. Em 1679, fez voto perpétuo de castidade, expressando o desejo de fundar um convento só para moças indígenas, mas seu guia espiritual não permitiu, em razão da sua delicada saúde.

Aos vinte e quatro anos, ela morreu no dia 17 de Abril de 1680. Momentos antes de morrer, o seu rosto desfigurado, tornou-se bonito e sem marcas, milagre presenciado pelos jesuítas e algumas pessoas que a assistiam.

O milagre e a fama de suas virtudes espalhou-se rapidamente e possibilitou a conversão de muitos irmãos de sua raça. Catarina, que amou, viveu e conservou o seu cristianismo só com a ajuda da graça, por muitos anos, tornou-se conhecida em todas as nações indígenas como "o lírio dos Mohawks", que intercedia por seus pedidos de graças.

A sua existência curta e pura, como esta flor, conseguiu o que havia almejado: que as nações indígenas dos Estados Unidos e do Canadá conhecessem e vivessem a Paixão de Jesus Cristo.

O papa João Paulo II nomeou-a padroeira da 17a Jornada Mundial da Juventude realizada no Canadá, em 2002, quando a beatificou. Ao lado de são Francisco de Assis, a bem-aventurada Catarina Tekakwitha foi honrada pela Igreja com o título de "Padroeira da Ecologia e do Meio Ambiente". (Fonte: Paulinas)

Sua festa litúrgica ocorre no dia 14 de Julho


Em 18 de fevereiro de 2012, o Papa Bento XVI anunciou na Basílica de São Pedro a sua canonização em 21 de outubro de 2012. (Wikipédia)

Oração pelo Meio Ambiente

"Senhor Deus Pai Todo-Poderoso,
Criador do céu, da Terra e de todos os seres que nela habitam;
Concedei-me forças para preservar a beleza e integridade do meio ambiente;
Dai luz aos olhos daqueles que destroem vossas matas,
Que matam vossos animais,
Que poluem vossas águas, de onde tudo começou;
Perdoai os que se calam e se ensurdecem por conveniência;
Olhai pelos ignorantes e oprimidos, agora e sempre;
Senhor, fazei com que os instrumentos que matam vossos filhos 
sejam banidos da face da terra;
Guiai o coração dos fracos, não deixeis que caiam em tentação,
Livrai todos os seres do mal maior, a extinção,
E plantai no coração de cada homem a fé, o amor, a esperança e a paz.
E que acima de tudo prevaleça a vossa vontade. 
Amém."


segunda-feira, 14 de março de 2011

Chagas e Conflitos Sociais são Reflexos de Sociedades sem Evangelho

por Jorge Hessen

Em artigo publicado no jornal Le Monde, o francês Edgar Morin, considerado um dos mais importantes pensadores contemporâneos e um dos principais teóricos da complexidade, faz um balanço extremamente pessimista da primeira década do Século XXI. Para ele, a globalização foi mais uma vez evidenciada pela exportação da crise financeira americana, tendo provocado o crescimento dos regionalismos e dificultado o desenvolvimento de uma visão mais solidária e fraterna do mundo. Considerando que o atual cenário árabe, por exemplo, está em convulsão, ficamos atônitos em face do discurso proferido pelo primeiro-ministro inglês David Cameron, na Conferência sobre a segurança européia, realizada em Berlim, em que “decretou” que o multiculturalismo era impossível, estava terminado!

Historicamente, o domínio ocidental se constituiu a partir da expansão européia, no século XV, e promoveu um brutal processo de aculturação mundial. O que chamamos de fundamentalismo islâmico é, na verdade, resistência ao ocidente em quase todos os seus aspectos. Trata-se de um movimento de contra-aculturação. Sabemos que o petróleo levou os países industrializados a interferirem nos assuntos internos do mundo árabe. No mundo muçulmano, a mãe da contra-aculturação foi a Irmandade Islâmica, fundada no Egito em 1928. Ela inspirou a Revolução Iraniana de 1979, que entronizou uma república teocrática islâmica shiíta. Inspirou também o regime talibã, no Afeganistão, a rede Al-Qaeda e os grupos Hamas e Hisbolá, além de outros menos conhecidos.

“Edgar Morin acredita que a corrida em direção a novos desastres econômicos e climáticos vai se acentuar na próxima década, até porque após a crise econômica que atingiu quase todos os países, os governos ainda não resolveram controlar minimamente a especulação e capitalismo financeiros. Para a nova década que se inicia em 2011, Morin procura ser menos pessimista citando um provérbio turco: As noites estão grávidas e ninguém conhece o dia que vai nascer”.(1)

Não desconhecemos a rejeição que sofrem muitos países excluídos da tecnologia atual. Impera, nos países ricos, a ganância pelo dinheiro, que atinge patamares surrealistas.

Cremos que as teorias atuais sobre o bem-estar do homem, considerando a psicologia e a economia, estão ainda a longe do ideal. É urgente que novas propostas teóricas interpretem a paz social em termos de valores mais transcendentes. Tais teses comprovarão a assertiva dos Espíritos e do Evangelho de que os bens materiais não trazem felicidade.

O Professor da Universidade da Virgínia (EUA), Jonathan Haidt, em seu livro "The Happiness Hypothesis", escreveu: "a família e os amigos são mais relevantes do que o dinheiro e a beleza. Uma condição que nos torna felizes é a capacidade de nos relacionarmos e estabelecermos laços com os demais".(2) Não podemos afirmar que os recursos financeiros são instrumentos do mal, muito pelo contrário, pois o dinheiro (não especulativo obviamente) é suor convertido em cifrão. Mas é urgente que lhe demos funções nobres, lembrando que a moeda no bem faz prodígios de amor.

Continue lendo a postagem de Jorge Hessen clicando aqui. Ou copie o link a seguir e cole na barra de endereços do seu navegador: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2011/03/chagas-e-conflitos-sociais-sao-reflexos.html

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Presente e os Magos (Nancy Mangabeira Unger)

por Nancy Mangabeira Unger (link para a Amazon)


“Se não souberes esperar, não encontrarás o inesperado, pois é inencontradiço e de difícil acesso” ~Heráclito, Fr. 18

"Para a maioria de nós, a Epifania, ou o Dia de Reis evoca o momento no qual os Magos visitam o menino Jesus, oferecendo-lhe, cada um, um presente. A meditação que segue quer pensar este presente e este presentear, para tentar talvez resgatar algo que ficou soterrado sob a avalanche da troca quase compulsiva dos objetos no qual se transformou o nosso hábito de dar presentes de natal.

Em sua etimologia, a palavra “Epifania” nos fala de um vir à luz, de um aparecer que ao aparecer se mostra no brilho da aparência (phainein: revelar, mostrar; phainestai: aparecer, e no ato de aparecer mostrar-se, revelar-se no brilho da aparência, e o prefixo grego epi: sobre, a; indica um subir, uma elevação). A palavra “Epifania” nos fala, portanto, do brilhar de uma Luz que des-cobre a nós. Esta eclosão da Luz, este brilhar-para, acontece em um momento que não provém de uma decisão nossa, mas de uma atenção nossa.
“E sucedeu que a estrela – que tinham visto no Oriente – os precedia, até que chegando sobre o lugar onde se achava o Menino, parou. Vendo novamente a estrela, sentiram uma grandíssima alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua mãe, e prostrados Lhe prestaram homenagens. A seguir, abrindo os seus cofres, ofereceram-Lhe de presente ouro, incenso e mirra” ~Mateus 2, 9-12
Os Magos são sábios, na compreensão arcaica da palavra: aquele que discerniam os sinais do tempo, que liam a fala oracular do Cosmos. Os Magos são aqueles que estão atentos, receptivos e abertos ao relampejar do inesperado no comum e cotidiano. Lêem o sinal nos céus e empreendem a longa viagem, atravessando o deserto na fidelidade à estrela. E quando a estrela pára e se detém sobre a casa onde há uma criança e uma mãe, esta cena aparentemente tão comum, o coração deles é habitado por uma grande alegria: estando verdadeiramente presentes, podem receber a Presença que se mostra a nós a cada instante como dom, como presente do presente.

Assim, repensando o Fragmento de Heráclito que citamos no início de nossa reflexão, podemos dizer que o inesperado presenteia quem sabe esperar.

O presente do Mago, do sábio, é a própria sabedoria de acolhermos a presença do momento presente. Estar presente é estar acordado, no sentido de desperto e atento, e também no sentido de estar afinado, sintonizado com a Presença que se presenteia enquanto inesperado, porque não somos nós que controlamos o Tempo, mas este que se dá a nós. Luz e sombra. Ganho e perda. Silêncio. Palavra. Todos presentes do Tempo.

Dizemos: estou esperando um bebê. Aqui, a espera é acompanhamento amoroso de um processo de gestação, de um ser que se dará à Luz.

Saber esperar é abrir-se para a revelação do mundo enquanto Epifania, luminosidade que se manifesta no mais comum e cotidiano a uma consciência que a albergue. Neste momento o Mago nos visita, nos habita. O presente dos Magos, é a aceitação e o reconhecimento da manifestação do sagrado no presente.

Mas esta Presença sempre presente só a podemos receber quando abrimos mão de nossa pré-ocupação. Quando renunciamos à cobrança do passado e à ansiedade do futuro. Então livres, porque desapegados, nos encontramos na ambiência da manjedoura, na plenitude do simples.

Saber esperar é também acolher o fato de que não é sempre que o presente dos Magos nos presenteia, porque nem sempre o podemos acolher: tal é nossa condição. Assim, os Magos nos visitam e se vão. Retomar a errância na fidelidade a uma estrela é sempre e novamente fazer a experiência da falta, da busca e da esperança. Quando aprendemos novamente a aceitar e amar a própria viagem, novamente a estrela ilumina o que sempre esteve Aqui."

Fonte: Trecho do livro “O Encantamento do Humano: Ecologia e Espiritualidade” de Nancy Mangabeira Unger, Edições Loyola, 1991



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