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terça-feira, 31 de julho de 2018

Salmo LV: "Para afastar inimigos e falsas amizades"




O Salmo 55 é muito eficaz para afastar falsos amigos e inimigos impiedosos e que insistem em destruir as boas causas, nos traz proteção, abre os caminhos e dá forças para melhorar mos de vida. Ao ter falsas amizades afastadas de nossos caminhos, com a ajuda de Deus, iremos prosperar. Recite o salmo e medite com fé, fale com Deus, traga harmonia, progresso e proteção divina para sua vida.

Para o mestre de música. Com instrumentos de cordas. Poema davídico. O Salmo 55 trata de vida e morte, de livramento do inferno e da presença persistente de Deus. Fala profeticamente da vivência de Jesus, o Salvador. Este salmo consiste em várias partes curtas, e suas aparentes interrupções mostram a emoção profunda com que foi gerado.

Salmo 55

1. Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração, e não te escondas da minha súplica.

2. Atende-me, e ouve-me; agitado estou, e ando perplexo,

3. por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio; pois lançam sobre mim iniqüidade, e com furor me perseguem.

4. O meu coração confrange-se dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram.

5. Temor e tremor me sobrevêm, e o horror me envolveu.

6. Pelo que eu disse: Ah! quem me dera asas como de pomba! então voaria, e encontraria descanso.

7. Eis que eu fugiria para longe, e pernoitaria no deserto.

8. Apressar-me-ia a abrigar-me da fúria do vento e da tempestade.

9. Destrói, Senhor, confunde as suas línguas, pois vejo violência e contenda na cidade.

10. Dia e noite andam ao redor dela, sobre os seus muros; também iniqüidade e malícia estão no meio dela.

11. Há destruição lá dentro; opressão e fraude não se apartam das suas ruas.

12. Pois não é um inimigo que me afronta, então eu poderia suportá-lo; nem é um adversário que se exalta contra mim, porque dele poderia esconder-me;

13. mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu amigo íntimo.

14. Conservávamos juntos tranqüilamente, e em companhia andávamos na casa de Deus.

15. A morte os assalte, e vivos desçam ao Seol; porque há maldade na sua morada, no seu próprio íntimo.

16. Mas eu invocarei a Deus, e o Senhor me salvará.

17. De tarde, de manhã e ao meio-dia me queixarei e me lamentarei; e ele ouvirá a minha voz.

18. Livrará em paz a minha vida, de modo que ninguém se aproxime de mim; pois há muitos que contendem contra mim.

19. Deus ouvirá; e lhes responderá aquele que está entronizado desde a antigüidade; porque não há neles nenhuma mudança, e tampouco temem a Deus.

20. Aquele meu companheiro estendeu a sua mão contra os que tinham paz com ele; violou o seu pacto.

21. A sua fala era macia como manteiga, mas no seu coração havia guerra; as suas palavras eram mais brandas do que o azeite, todavia eram espadas desembainhadas.

22. Lança o teu fardo sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado.

23. Mas tu, ó Deus, os farás descer ao poço da perdição; homens de sangue e de traição não viverão metade dos seus dias; mas eu em ti confiarei.


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Fonte: Bíblia Sagrada/Livro dos Salmos e folclore cristão - Vídeo:YouTube - Imagem: floresemcasa (CC0)


domingo, 29 de julho de 2018

A Magia das Flores




É cada vez maior o número de pessoas a mandar flores pela internet, o número cresce a cada dia no Brasil e no mundo. Hoje é possível enviar flores de qualquer lugar, para qualquer pessoa, numa área que abrange o continente americano e o europeu. Inclusive, se seu japonês estiver em dia, porquê não enviar flores para alguém no Japão?

Presentear com flores é um costume milenar. As flores não estão ligadas apenas a belas imagens produzidas pela natureza. Historicamente também são vistas com uma representação do desejo carnal. Estas delicadas e perfumadas jóias da natureza tem fortes mesclas de erotismo, como no caso do Copo de Leite, do Antúrio ou do Hibisco.

A disposição de suas pétalas pode ser associada à forma das estrelas; pode vir dai sua ligação mística com muitas crenças e religiões. Talvez sua simbologia mais forte seja a de força vital, alegria de viver, a da vitória sobre a morte. Visto que como estão mais presentes na Primavera, marcam o renascimento e a fertilidade com o fim do Inverno. Nas religiões espíritas o poder ou Axé das flores também é bastante difundido, seu perfume é bastante associado a espíritos de luz. Nas oferendas aos espíritos, Santos e Orixás sempre existem flores dentre os elementos.

Nas religiões cristãs, a flor está associada ao cálice, aberta e para cima. Referência à recepção de dádivas divinas, ao Santo Graal e por fim a lembrança de que a beleza terrena é transitória. Daí o costume de se plantar flores sobre os túmulos.

No Oriente está fortemente associada aos centros energéticos espirituais, os "chacras". A Flor de Lótus tem uma simbologia muito forte. Muito difundida na antiga cultura egípcia ela está associada à criação do mundo. Tem suas raízes na lama no entanto cresce pura. A flor dourada do Taoismo representa a mais elevada revelação, costuma adornar o alto da cabeça.

As cores apresentadas pelas flores também são importantes sob o ponto de vista místico. O branco está ligado à pureza, a paz, mas também à morte. Azul, segredo. Amarelo, ouro, riquezas. Vermelho, vitalidade, sangue, paixão. Daí o antigo costume de se presentear com uma cor específica de flores, geralmente rosas, a cada ocasião.

Na era vitoriana pessoas se comunicavam através de flores, não se sabe o motivo correto, mas podemos imaginar muitas possibilidades. Talvez tenha surgido daí o costume de se escolher dar flores, de determinada cor, quando se pretende algo, principalmente com relação ao sexo oposto. Cada cor representa um sentimento, segundo a cultura popular, e esse costume perdura até nossos dias. 


Sendo assim, flores brancas são um pedido de reconciliação; vermelhas expressam paixão extrema; rosas dizem que o amor existe; amarelas podem ser um pedido de desculpas e assim por diante. Esta é a linguagem das flores, ou floriografia, um meio de comunicação por meio do qual o envio de flores, e arranjos florais, são usados para enviar mensagens codificadas, permitindo as pessoas a expressarem sentimentos que de outra forma não podem ser ditos.

O rei Carlos II trouxe a linguagem das flores da Pérsia à Suécia, no 17.º século, dali se espalhando o costume pela Europa. As nuances da linguagem estão agora praticamente esquecidas, mas rosas vermelhas ainda inferem amor romântico e apaixonado; rosas cor-de-rosa uma afeição menor; rosas brancas ainda sugerem virtude e castidade; e rosas amarelas ainda significam amizade e devoção. Embora estas possam não ser as traduções exatas dos sentimentos vitorianos, as flores ainda nos falam muito. 

Outros significados bem conhecidos são girassóis, que pode significar tanto arrogância quanto respeito (eles eram a flor favorita de Santa Júlia por esse motivo). A íris, sendo nomeada para o mensageiro dos deuses na mitologia grega, ainda representa uma mensagem sendo enviada. Uma amor-perfeito significa pensamentos. O narciso silvestre consideração, e um cordão de hera significa fidelidade. A linguagem das flores é um elemento central do romance 'O Codex 632', livro de José Rodrigues dos Santos.

Num uso mais prático das flores temos as com propriedades medicinais. Delicada e ornamental, a camomila ainda apresenta boas propriedades medicinais: seu chá é digestivo e sedativo. Na forma de compressas e aplicado sobre a pele, suaviza inflamações e irritações. A amor-perfeito,  conhecida também com o nome de flor-da-trindade, violeta de três cores tem vários valores terapêuticos: purificador do sangue, algo laxante, atua sobre as glândulas linfáticas, mau funcionamento dos rins com retenção de líquidos (edema).

A calêndula, ou margarida dourada, conhecida popularmente como mal-me-quer, tem propriedades afrodisíacas, além de: excitante, expectorante, antiespasmódica, anti-abortiva e fortalece o útero. Dizem ser um bom remédio para auxiliar no tratamento de doenças da terceira idade, como anemias nervosas; o suco das folhas se aplica sobre calos, verrugas, pólipos e internamente como chá.  É um poderoso antisséptico, contra inflamações das vistas, feridas e chagas cancerosas, dor de garganta, icterícia; combate qualquer alergia.  São muito usados os sabonetes e as pomadas de calêndula. 

Entre tantas temos ainda o dente-de-leão, o jasmim, e muitas outras. Além das flores medicinais, a natureza também coloca a nossa disposição milhares de ervas medicinais já catalogadas.

Podemos notar que as flores são mais do que meros enfeites, muito mais. Além de tornarem este planeta mais bonito e perfumado servem como elemento de magia, meio de comunicação, remédio, base para elaboração de perfumes, tinturas e florais. As flores são um belo presente à quem se ama, embelezam nossas casas e trazem um colorido todo especial às nossas vidas. Cuide bem de você, cuide bem das flores e as tenha sempre por perto, elas são um laço entre os seres humanos e a natureza, são a mais pura expressão da beleza em nosso jardim.


AS FLORES DE CADA MÊS

O Brasil, além de possuir um clima tropical, que favorece o plantio de flores, possuí técnicas avançadas de floricultura, então a maioria das flores é encontrada durante quase o ano inteiro. O que muda é a oferta, a quantidade em que ela é oferecida no mercado, fator que influencia principalmente no preço.


  • Flores de Janeiro: antúrio, áster, boca de leão, cáspia, catléia (orquídea), cravina, lisiantus, orquídea.
  • Flores de Fevereiro: angélica, áster, cáspia, gladíolo, orquídeas.
  • Flores de Março: angélica, áster, cáspia, catléia, margarida, orquídeas.
  • Flores de Abril: angélica, gipsufila (mosquitinho), gladíolo, strelitzia.
  • Flores de Maio: áster, cravina, cravo, crisântemo, cymbidium, gipsufila, gladíolo, rosa, strelitzia, tango.
  • Flores de Junho: angélica, cymbidium, strelitzia, tulipa.
  • Flores de Julho: angélica, cymbidium, goivo, tulipa.
  • Flores de Agosto: copo-de-leite, girassol, goivo, íris, oncidium, tulipa.
  • Flores de Setembro: copo-de-leite, estátice, frésia, girassol, goivo, íris, oncidium.
  • Flores de Outubro: agapanto, áster, copo de leite, dália, estátice, frésia, gladíolo, girassol, lírio branco, tango.
  • Flores de Novembro: antúrio, áster, boca de leão, cáspia, copo-de-leite, crisântemo, dália, gérbera, gipsufila, girassol, lírio branco, lisiantus, rosa, tango.
  • Flores de Dezembro: antúrio, áster, boca de leão, cáspia, cravina, crisântemo, dália, gérbera, gipsufila, girassol, lírio branco, lisiantus, rosa, tango.

Delphinium (Delfino): setembro a março
Narcissus (Narciso): maio a setembro
Ornithogalum: maio a julho
Tulipa: maio a outubro
Cymbidium: maio a julho

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Por: floresemcasa.blogspot.com (reprodução autorizada citando a fonte com link ara a postagem original) Fontes/Referências bibliográficas: Dicionário Ilustrado de Símbolos - Hans Biedermann - Editora Melhoramento - Wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Linguagem_das_flores - Dicionário do Folclore Brasileiro - Luís da Câmara Cascudo - Editora Global - DI STASI, L.C.Plantas Medicinais: Arte e Ciência - Um guia de estudo interdisciplinar. São Paulo. Ed. UNESP. 230 p., 1996. - HOEHNE, F.C. Plantas e Substâncias Tóxicas e Medicinais - São Paulo. Ed. Graphicars. 1939. - MARTINS, E.R.; CASTRO, D.M.; CASTELLANI, D.C.; DIAS, J.E. Plantas Medicinais - Minas Gerais. Ed. Universidade Federal de Viçosa. 220p., 1994. - MORGAN, R.Enciclopédia das Ervas e Plantas Medicinais - São Paulo. Hemus ed.. 555 p., 1994. - QUER, P.F. Plantas Medicinales - Barcelona. Ed. Labor. 1962. - SCHVARTSMAN, S. . Planta Venenosas - São Paulo. Ed. Sarvier. 176 p. 1979. - SOUSA, M.P.; MATOS, M.E.O ; MATOS, F.J. de A; MACHADO, M.I.L.; CRAVEIRO, A.A. Constituintes Químicos Ativos de Plantas Brasileiras - Ceará. Edições UFC. 416 p., 1991. - VIERA, L.S. Fitoterapia da Amazônia - São Paulo. Ed. Ceres. 347p., 1992. - Imagem: Bottle Flower Magic Green Spell Natural Sweet/Max Pixel (CC0)


sexta-feira, 27 de julho de 2018

Oração para pedir perdão a Jesus




Fazer o Sinal da Cruz ✝︎

Jesus, filho de Deus vivo,
Tende misericórdia de mim,
Que sou mil vezes pecador.
Salvai a minha alma,
Ó Senhor dos nossos corações;
E vossa bem-aventurada mãe,
A formosura dos anjos,
Flor dos arcanjos,
Salvai-me na hora da minha morte,
Para que possa a vós juntar-me na sagrada mansão,
Em que viveis à direita de Deus Pai.
Amém Jesus.


terça-feira, 24 de julho de 2018

Os obstáculos da vida servem à nossa evolução





"Sem este mundo não podemos atingir a iluminação. Não haveria jornada. Então, em um certo sentido, todas as coisas ocorrendo ao redor do mundo, todas as irritações e todos os problemas, são cruciais. 

Em outras palavras, poderíamos dizer que se não houver ruído lá fora durante nossa prática sentada, não podemos desenvolver o estado desperto. Se não tivermos coceiras e dores em nosso corpo, não poderemos atingir o estado desperto; não poderemos realmente meditar. 

Se tudo fosse “perfeitinho”, não haveria nada com o que trabalhar. Sem os outros e os desafios que eles apresentam, não teríamos chance alguma para nos desenvolvermos além do ego. 

Então, a ideia aqui é sentir gratidão pelo fato de que os outros estão nos apresentando tremendos obstáculos. Sem eles, não poderíamos seguir o caminho de forma alguma."

Chögyam Trungpa (1939-1987)*
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*Trungpa Rinpoché foi um mestre de meditação da linhagem do Budismo Tibetano. Aos treze meses, foi reconhecido como a décima primeira reencarnação da linhagem dos Trungpa tulku. - Imagem: Buddhism Monk Enlightenment Buddhist Meditation/Max Pixel (CC0)


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Oração para livrar de todos os perigos




A Virgem e o Menino com Santa Ana
(Leonardo da Vinci 1513)
Museu do Louvre, Paris, França
Fazer o Sinal da Cruz ✝︎

Estava o Menino Jesus
No rio de Jordão
Se lavando lá
E vem a Virgem Senhora,
Arreda-te Menino,
Para que Senhora,
Que os seus inimigos aí vem.

Deixa Senhora,
Se bravos virão
Mansos ficarão,
Se eles tiverem ouvidos,
Não me ouvirão,
Se tiverem olhos,
Não me enxergarão,
Se tiverem boca
Não me falarão,
Se tiverem braço,
Não me levantarão,
Se tiverem perna
Não me alcançarão
Se eles trouxerem arma,
Que diz que é cacete,
Os braços se atarão,
E em mim não descerão,
Se trouxer arma,
Que diz que é garrucha,
Os fechos cairão,
Se tiver arma,
Que diz que é espingarda,
Correrá água pelo cano
Assim como no rio Jordão.
São, são córde,
Dome, dominé,
Miserere nobis,

Amém
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* Esta oração deve ser copiada e levada no bolso.


sábado, 21 de julho de 2018

Oração contra feitiço




Fazer o Sinal da Cruz ✝︎

Por Emanuel que é o nome de Deus Pai Todo Poderoso, (fulano - dizer o nome da pessoa sob efeito de feitiço), se te puseram alguma feitiçaria nos cabelos da cabeça, ou roupa do seu corpo, ou sua própria figura, ou roda do corpo, ou seda, ou lã, ou algodão, ou casas feitas de cera, ou parede de cal, ou em sapo, ou sapa, ou osso de criatura humana, ou de herege, ou salamantega, ou outras coisas que se possa fazer feitiço, ou em comida, ou em bebida, ou terra do pé esquerdo ou direito, outras coisas que se possa fazer feitiço, isso seja desfeito e desligado do corpo do (fulano).

Santos e santas, santo Agostinho e nome, que faça as bruxas, servas do demônio, que tudo seja desfeito e desligado do corpo de (fulano).

Santos e santas, santo Agostinho, que tirei com as bruxas que sirva do demônio, que tudo seja desfeito e desligado do corpo de (fulano).

Por Emanuel que é o nome de Deus Pai Todo Poderoso, nascido por obra e graça do Divino Espírito Santo e todos os santos da corte do céu, e da terra que me valha pelo amor de Deus.

Amém
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Fonte: “Oração contra feitiço”. Comércio de Franca. Franca, 01 de dezembro de 1960

Ao deitar-se, reze ✝︎

Com Deus eu deito,
Com Deus eu me levanto,
Com a graça de Deus e do Espírito Santo
Jesus filho da Virgem Maria me acompanha esta noite e todo dia.
Vós me olha e me guia
Meu anjo da guarda me ampara e me guia.
Qual é a maior luz? Jesus.
Qual é a maior guia? Maria.
Qual é o maior patrão? José.
Assim como esta verdade é, valei-me meu Jesus, Maria José.


segunda-feira, 16 de julho de 2018

Oração à Nossa Senhora do Carmo




Nossa Senhora do Carmo (P. Novelli/1640)
Nossa Senhora do Monte Carmelo ou Nossa Senhora do Carmo é o título dado à Maria, mãe de Jesus, em honra de sua função como padroeira da Ordem Carmelita. Os primeiros carmelitas eram eremitas que viviam no Monte Carmelo, na Terra Santa, entre o final do século XII e meados do século XIII. Eles construíram, no meio de seus eremitérios, uma capela que dedicaram à Santíssima Virgem.

Desde o século XV, a devoção popular a Nossa Senhora do Carmo está centrada em seu escapulário, também conhecido como escapulário marrom, um sacramental associado às promessas de ajuda feitas por Maria para a salvação do devoto portador. 

Segundo a tradição, Maria entregou o escapulário a um carmelita chamado Simão Stock.

A festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo foi celebrada, pela primeira vez, na Inglaterra, no final do século XIV. O objetivo era agradecer a Maria pelos benefícios concedidos nos tempos de dificuldades dos primeiros anos da Ordem do Carmo. O poema Flor do Carmelo (Flos Carmeli) aparece como a sequência para esta missa. O dia escolhida foi 17 de julho, entretanto, no continente europeu esta data conflitava com a festa de Aleixo de Roma, o que exigiu uma mudança para o dia 16 de julho, que continua a ser, até hoje, a data da festa de Nossa Senhora do Carmo em toda a Igreja Católica.

Oração a Nossa Senhora do Carmo

Bendita Imaculada Virgem Maria, beleza e glória do Carmelo, vós, que tratais com bondade inteiramente especial aqueles que se vestem com o vosso amantíssimo hábito, volvei sobre mim também um olhar propício, e cobri-me com o manto de vossa maternal proteção. 

Por vosso poder, fortificai a minha fraqueza, por vossa sabedoria esclarecei o meu espírito, em mim aumentai a fé, a esperança e a caridade. Ornai a minha alma com graças e virtudes que a façam cara a vosso divino Filho e a vós. 

Assisti-me durante a vida, consolai-me na morte por vossa amável presença, e apresentai-me à augusta Trindade como vosso filho e servo dedicado, para vos louvar e bendizer eternamente. 

Amém
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Fonte: com informações do folclore popular cristão e Wikipédia - Imagem: Pietro Novelli "Nossa Senhora do Carmo e os Santos" (1640)


sexta-feira, 13 de julho de 2018

Sexta-feira 13 ✝︎ Oração para afastar o mal




A crença popular cristã professa que quando um dia 13 sucede numa sexta-feira, é dia de grande azar. 

Há muitas explicações para isso. A mais forte delas seria o fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira e, na sua última ceia, haver 13 pessoas à mesa: ele e os 12 apóstolos. 

Por outro lado, o número 13 costumava ser considerado uma ligação com Deus, daí a quantidade de membros presentes na Santa Ceia.

Outro evento de má sorte relatado pelo cristianismo foi o ocorrido em 13 de outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França. Os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Tambem segundo uma ancestral lenda nórdica, relaciona Friga, a deusa do amor e da beleza, com o número 13. Quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo, a Deusa foi transformada em bruxa. Como vingança, Friga passou a reunir-se todas as sextas feiras como 11 bruxas e o Diabo, para infernizar a vida dos humanos com pragas e devastações. Assim a sexta feira 13 passou a ser considerado um dia maldito.

O número 13

O número 13 é considerado de má sorte. Na numerologia o número 12 é considerado de algo completo, como por exemplo: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou 12 constelações do Zodíaco. Já o 13 é considerado um número irregular, sinal de infortúnio. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerado um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13) tem-se pela tradição, o mais azarado dos dias.

Na mitologia cristã, Jesus mais os seus 12 apóstolos perfazem o numero 13. E o 13º apóstolo, é tido como sendo Judas, aquele em quem o Diabo entrou e que traiu Jesus. Por isso, comer numa mesa com 13 pessoas, (como aconteceu na última ceia), ou uma sexta feira 13, são eventos e datas relacionados com o número 13, que é um número dito amaldiçoado.

Culturas antigas

Não há nenhuma evidência de que o 13 tenha sido considerado um número de azar pelas culturas antigas. Pelo contrário, muitos povos o consideravam um número sagrado. Para os egípcios, a vida era composta por 12 diferentes estágios para que o ser humano alcance o 13º, que era a vida eterna. 

Dessa forma, o número 13 foi assimilado com a morte, mas não com uma conotação negativa, mas como uma gloriosa transformação. Essa ligação com a morte permaneceu e foi distorcida por outras culturas que nutriam o medo da morte e não a viam como algo presente no destino de qualquer vida.


A evidência de que as culturas primitivas reverenciavam o 13 pode ser constatada por meio de vários vestígios arqueológicos, como a Vênus de Laussel, uma estatueta com mais de 27 mil anos encontrada na França, que carrega em suas mãos um chifre em forma de crescente lunar com 13 chanfros.

Outra curiosidade é que, na tradição judaica, o grande dilúvio aconteceu na sexta-feira e por isso existe uma crença entre os marinheiros ingleses de que zarpar com seus navios na sexta-feira traria má sorte.

As curiosas celebrações da Sexta-feira 13 em Portugal

Em Portugal, muitas cidades e vilas celebram a Sexta-feira 13. A maior festa acontece no castelo de Montalegre, Trás-os-Montes. Em Montalegre, todas as sextas-feiras 13 há uma grande festa, onde não faltam as bruxas, os bruxos, feitiços, teatro e a famosa queimada.

Na vila de Vinhais, na aldeia de Cidões, também se festeja a sexta-feira 13. Nesta festa, as pessoas reúnem-se à volta de uma grande fogueira. Há também um banquete com produtos locais. Em Cavalinhos, Leiria, as mulheres juntam-se num encontro onde os homens não podem participar. A noite é das mulheres, que aproveitam para passarem uma noite com muita adrenalina à mistura. 

Em outras cidades portuguesas, como Braga, Loulé ou Porto, a sexta-feira 13 é celebrada com muita animação e com muitas bruxas participando da festa, numa espécie de "Dia das Bruxas" português.

Oração para afastar o mal

Deus, atendei ao meu pedido, vinde em meu socorro, vinde ajudar-me. Confundidos sejam e envergonhados os que buscam a minha alma.

(✝︎ Fazer o Sinal da Cruz)

Voltem atrás e sejam envergonhados os que me desejam males. Voltem-se logo cheios de confusão os que me dizem: "Bem, bem".

Amém
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Fonte: com informações retiradas do folclore popular e da Wikipédia - Imagem: Pixabay (CC0)


quarta-feira, 11 de julho de 2018

Oração para fazer um pedido a São Bento




São Bento de Núrsia por Giovanni Bellini
São Bento de Núrsia, patriarca dos monges do ocidente nasceu em 480, em Itália, na província de Núrsia. Nasceu numa família da alta nobreza. É o monge fundador da Ordem dos Beneditinos, uma das maiores ordens monásticas do mundo.

O seu lema era “ora e labora”, e São Bento foi assim o criador da “Regra de São Bento”, sendo esta a mais utilizada regra de vida monástica existente, e inspiradora de outras comunidades religiosas.

São Bento foi agraciado com vários dons, nomeadamente o dom da profecia: tinha a capacidade de anunciar com grande precisão acontecimentos futuros.

A graça da compunção e o Dom das lágrimas fazia de São Bento um homem compassivo e profundamente orante. Como que associado ao Dom da profecia, as lágrimas lhe desciam pelos olhos diante das revelações que Deus lhe permitia receber.

São Bento previu a sua morte, sendo que 6 dias antes mandou preparar o seu túmulo, doente e com o corpo abatido devido ás penitências dirigiu-se á celebração Eucarística, comungou e morreu de pé, sustentado pelos seus discípulos.

São Bento servia-se do sinal da cruz para fazer milagres e vencer as tentações. Daí, veio o costume muito antigo, de representá-lo com uma cruz na mão.

São Bento foi designado Santo Padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964, sendo venerado tanto por católicos como por ortodoxos.

São Bento foi o fundador da Abadia do Monte Cassino, na Itália, destruída durante a 2º Guerra Mundial, posteriormente restaurada.

Oração para fazer um pedido a São Bento

Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições, que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; que se afastem de nós todas as desgraças tanto corporais como espirituais, especialmente o mal do pecado. 

Alcançai do Senhor a graça de (fazer o pedido) que vos suplicamos; finalmente, vos pedimos que ao término de nossa vida terrestre possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso. 

Amém
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Fonte: com informações de Wikipédia e transcrição de antiga oração - Imagem: São Bento de Núrsia, por Giovanni Bellini - "Benedict of Nursia and Saint Mark the Evangelist by Giovanni Bellini. Oil on panel 1488. Size: 2.75x2.50cm" (Wikimedia Commons)


sábado, 7 de julho de 2018

Tiraste uma videira do Egito




SALMO 80,9-14


Tiraste uma videira do Egito, expulsaste nações, e a transplantaste. Preparaste o terreno e, lançando raízes, ela encheu a terra. Sua sombra cobria as montanhas, e seus ramos, os cedros de Deus. Ela estendia os galhos até o mar, e até o rio os seus rebentos. 

Por que lhe derrubaste as cercas? Para que os viandantes a saqueiem, e as feras do campo a devorem? A invasão militar faz o povo recordar a ação divina na história. A videira representa o povo. Deus tirou um povo do Egito, preparou e deu a terra como herança para esse povo. E a terra produziu frutos e o povo teve descendência. Agora as cercas da vinha estão derrubadas, e ela é saqueada. Por que isso está acontecendo com o povo?

ORAÇÃO

Tua presença e ação na história trazem liberdade e vida. 
Por que então existe tanto sofrimento, tantas tragédias? 
Dá-nos discernimento para compreender teu agir em nosso meio, Senhor. 
Mostra-nos nossas falhas e continua agindo em favor da vida que plantaste no seio do mundo. 
Amém.
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Fonte: Salmo do Dia 07 de Julho | Extraído do livro, “365 dias com os Salmos”, de Paulo Bazaglia


quarta-feira, 4 de julho de 2018

Oração de Ação de Graças




Damos-te as graças todos nós.

A alma e o coração estão estendidos para ti, ó Nome imperturbável, honrado com a denominação de Pai; já que cada um e o Todo partilham a benevolência paterna, o afeto, o amor e quanto o ensinamento seja suave e simples, gratuitamente dando-nos o intelecto, a palavra e o conhecimento. 

O intelecto para que possamos entender-te, a palavra para que possamos interpretar-te e o conhecimento para que possamos conhecer-te.

Regozijamo-nos ao termos sido iluminados pelo teu conhecimento.

Regozijamo-nos, porque te mostraste a ti mesmo.

Regozijamo-nos porque, estando no corpo, divinizaste-nos com o teu conhecimento. 

A ação de graças do homem que chega até ti é a única coisa que faz com que te conheçamos. Conhecemos-te, ó Luz inteligível, ó vida da vida, conhecemos-te. Ó Matriz de toda a geração, conhecemos-te, ó Matriz que concebe na natureza do Pai, conhecemos-te, ó permanência eterna do Pai que gera, deste modo rendemos adoração ao Bem.

Pedimos-te um só desejo: Queremos ser guardados no conhecimento. Mas uma só proteção desejamos, não decair deste tipo de vida.
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Fonte: Oração Gnóstica encontrada em Nag Hammadi e no Papiro Mimaud - n.2391 - Biblioteca Nacional de Paris


segunda-feira, 2 de julho de 2018

Santos do Mês de Julho




1. Santo Aarão (séc. XIII A.C.)

Era porta-voz de seu irmão Moisés, que era gago e tinha dificuldade para se expressar em público. Foi escolhido por Deus para ser o primeiro Sumo Sacerdote dos hebreus. O livro do Eclesiástico, depois de falar de Moisés, refere-se a Aarão: 
"(Deus) exaltou seu irmão Aarão, semelhante a ele, da tribo de Levi. Fez com ele uma aliança eterna. Deu-lhe o sacerdócio do seu povo. E cumulou-o de felicidade e de glória" (45,7-8)
2. São Bernardino Realino, Confessor (+ Lecce, Itália, 1616)

Nascido em Capri, de nobre família, doutorou-se em Direito e iniciou uma brilhante carreira literária e administrativa. Tinha 28 anos quando faleceu sua noiva. Desiludido das coisas do mundo, resolveu consagrar-se inteiramente a Deus. Ingressou na Companhia de Jesus e foi ordenado sacerdote, progredindo rapidamente nas vias da perfeição cristã. Recebia graças místicas, lia segredos dos corações, profetizava, tinha o dom de curar doentes com sua bênção.

Apóstolo do confessionário, tinha também o dom do conselho, sendo procurado até por bispos e príncipes que desejavam sua orientação. O Papa Paulo V e diversos soberanos lhe escreviam, pedindo orações. Quando São Roberto Belarmino o encontrou pela primeira vez, colocou-se de joelhos diante dele, embora fosse superior a São Bernardino na hierarquia da Companhia de Jesus. Morreu aos 86 anos, com a mais sólida fama de santidade.

3. São Tomé, Apóstolo e Mártir (+ Índia, séc. I)

De acordo com a tradição, São Tomé pregou a Boa Nova do Evangelho em várias partes do Oriente, e foi receber na Índia a graça do martírio. Teria também estado no Brasil. Narram as Escrituras que duvidou da Ressurreição de Nosso Senhor e por isso teve o misericordioso privilégio de tocar com seu dedo as chagas do Corpo glorioso de Jesus Cristo.

4. Santa Isabel de Portugal, Viúva (+ Estremoz, 1336)

Era filha do rei Pedro III, de Aragão, e da rainha Beata Constança. Era sobrinha-neta de Santa Isabel da Hungria. Foi a neta preferida de Jaime I, o Conquistador, grande rei de Aragão. Casou, aos 12 anos de idade, com D. Diniz, que foi rei de Portugal. É conhecida em Portugal como a Rainha Santa. Sofreu muito com as infidelidades e ciúmes do marido, e teve papel decisivo na pacificação das freqüentes contendas familiares.

Exerceu também papel muito importante na pacificação de conflitos entre reinos cristãos, na intrincada política peninsular da Idade Média. Viúva, passou a viver em pobreza voluntária, na fidelidade ao espírito da Ordem Terceira de São Francisco. Era inesgotável sua caridade. Morreu em Estremoz e teve seu corpo conduzido para Coimbra, onde a sepultaram no Convento de Santa Clara, cuja construção dirigira pessoalmente.

5. Santo Antônio Maria Zaccaria, Confessor (+ Cremona, Itália, 1539)

Foi médico e depois sacerdote, tendo fundado a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, conhecidos como Barnabitas, com a finalidade de restaurar o fervor do Clero e do laicato. Destacou-se pela piedade eucarística, atribuindo-se a ele a instituição das Quarenta Horas de adoração ao Santíssimo Sacramento. Faleceu com apenas 36 anos.

6. Santa Maria Goretti, Virgem e Mártir (+ Ferrieri di Conca, Itália, 1902)

Menina de 12 anos, pobre e analfabeta, preferiu morrer cruelmente a consentir no pecado. Rejeitou com decisão todas as propostas do tarado que a assediava, dizendo: "Não, não! Deus não quer! Isso é pecado!". Foi morta com catorze punhaladas e antes de expirar perdoou o agressor. Foi canonizada por Pio XII, em 1950. O assassino ficou 27 anos preso e assistiu, arrependido, à canonização da angélica virgem e mártir, morrendo penitente num convento de capuchinhos.

7. São Vilibaldo, Confessor (+ Alemanha, 790)

Era príncipe saxão, filho do rei São Ricardo. Depois de passar alguns anos no mosteiro beneditino de Montecassino, acompanhou São Bonifácio, que segundo a tradição era seu tio, na evangelização da Germânia. Foi ordenado sacerdote e sagrado bispo de Eichstadt, na Baviera, por São Bonifácio.

8. São Quiliano, Bispo e Mártir (+ Wurtzburg, Alemanha, 689)

Nascido na Irlanda, era monge e partiu como missionário para a Baviera, que então ainda era pagã. Foi bem acolhido pelo duque de Wurtzburg, que se dispôs a receber o batismo, mas precisou antes regularizar sua situação conjugal, pois vivia maritalmente com a mulher de seu irmão. São Quiliano, depois de consultar o Papa, impôs que o duque despedisse a mulher, mas esta mandou assassinar o missionário e ocultar seu corpo. Devido a esse episódio, somente 50 anos mais tarde se deu, com São Bonifácio, a evangelização da Baviera.

9. Santa Paulina, Virgem (+ São Paulo, 1942)

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, teve o nome civil de Amábile Lúcia Visintainer. Nasceu no norte da Itália, em 1865, e com dez anos acompanhou seus pais, que emigraram para o Brasil e se instalaram no Estado de Santa Catarina. Fundou, com finalidades educativas e assistenciais, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, da qual foi eleita superiora geral vitalícia.

Anos depois, em São Paulo, para onde se havia transferido a casa-mãe da congregação, foi injusta e precipitadamente punida pelo arcebispo de São Paulo, que a demitiu das funções de superiora e a proibiu de, no futuro, exercer qualquer cargo de mando na Congregação. Aceitou com virtude heróica essa punição abusiva e irregular do ponto de vista do Direito Canônico, e passou mais de trinta anos como simples religiosa, modelo de obediência e humildade, sem nunca exercer qualquer função diretiva na obra da qual era fundadora. Faleceu pronunciando o que sempre foi o lema de sua vida: "Faça-se a vontade de Deus!"

Foi beatificada por João Paulo II, em 1991. Posteriormente, em 19 de maio de 2002 foi canonizada, pelo  mesmo Papa que a beatificou.


10. Santa Felicidade e seus 7 Filhos, Mártires (+ Roma, séc. II)

Santa Felicidade foi martirizada em Roma durante o reinado de Marco Aurélio, depois de ter animado e exortado ao martírio seus sete filhos, Santos Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vital e Marcial. A respeito da heróica matrona, assim escreveu São Pedro Crisólogo: "No meio dos cadáveres mutilados e sangrentos daquelas ofertas queridas, passava mais alegre do que antigamente ao lado dos seus berços, porque via com os olhos da fé uma palma em cada ferida, em cada suplício uma recompensa e sobre cada vítima uma coroa".

 
11. São Bento Abade, Confessor (+ Montecassino, Itália, 547)

Nascido em Núrsia, Itália, ainda adolescente deixou sua nobre família e os estudos e se dirigiu para a solidão, a fim de viver no temor de Deus. Foi o fundador da Ordem beneditina, a qual desempenhou um papel fundamental na Idade Média, evangelizando e civilizando os pagãos, preservando, nos tempos piores das invasões bárbaras, o que havia de melhor na cultura e na ciência, fundando inúmeras nações. O humilde monge estava na raiz de uma obra civilizadora e evangelizadora colossal. O Papa Pio XII chamou-lhe, a justo título, "Pai da Europa". Foi também chamado "Patriarca dos Monges do Ocidente".


12. São João Gualberto, Confessor (+ Itália, 1073)

Pertencia a uma família nobre e considerou um dever vingar-se do assassino de seu irmão. Depois de o ter longamente procurado, foi encontrá-lo numa Sexta-Feira Santa. Tocado pela graça, perdoou o inimigo e se fez monge. Fundou em Vallombrosa um ramo novo da Ordem de São Bento e combateu, pelo exemplo e pela pregação, a decadência do Clero de sua época.

13. Santo Henrique e Santa Cunegundes (+ Alemanha, 1024 e 1033)

Santo Henrique, duque da Baviera e imperador do Sacro Império, foi educado por São Volfgango. Modelo de governante católico, empenhou-se na propagação da Fé, tendo papel de grande importância para a conversão de seu cunhado Santo Estêvão, rei da Hungria. Procurou restaurar, conforme a espiritualidade de Cluny, o espírito monástico então decadente, sendo nesse ponto aconselhado por Santo Odilon, abade de Cluny. Foi casado com Santa Cunegundes, vivendo ambos em perfeita continência. Depois do falecimento de Santo Henrique, ela foi terminar seus dias num mosteiro que havia fundado.

14. São Camilo de Lellis, Confessor (+ Roma, 1614)

Pertencia a uma nobre família mas, infelizmente, não se portou bem no início da vida. Foi militar e revelou mau caráter, sendo expulso da tropa. Viciado em jogo, perdeu todos os bens e decaiu até à condição de mendigo. Foi nesse ponto que a graça o tocou. Arrependeu-se profundamente de seus pecados e passou a servir, por espírito de caridade, aos doentes pobres em hospitais. Fundou a Companhia dos Servidores dos Enfermos, conhecidos como Camilianos. Foi declarado por Leão XIII patrono dos enfermos e hospitais, juntamente com o português São João de Deus.

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15. São Boaventura, Bispo (+ Lyon, França, 1274)

Conta-se que, quando chegaram os emissários do Papa Gregório X para entregar o chapéu de cardeal a Frei Boaventura, superior geral da Ordem franciscana e mestre respeitado em toda a Europa, o encontraram na cozinha do seu convento, despretensiosamente ocupado em lavar louça. Italiano de origem, São Boaventura ingressou aos 17 anos na Ordem franciscana. Foi uma das mais poderosas inteligências de seu tempo e de toda a História da Igreja.

Discípulo de Alexandre de Hales, era amigo e companheiro de lutas do dominicano São Tomás de Aquino. Tiveram ambos carreiras paralelas, juntos combateram os erros de doutores de Paris inimigos das Ordens mendicantes e faleceram ambos ainda relativamente jovens, no mesmo ano. São Boaventura teve, diferentemente de São Tomás, uma vida muito ativa que não lhe permitiu dedicar todo o seu tempo ao estudo. Além de superior geral de sua Ordem, foi bispo e cardeal. É cognominado o "Doutor Seráfico".

16. Nossa Senhora do Carmo

Neste dia se comemora a Festa de Nossa Senhora do Carmo, ou do Monte Carmelo. A Ordem carmelitana considera seus fundadores o Profeta Santo Elias - que viveu no Monte Carmelo, na Terra Santa, e que séculos antes da vinda ao mundo de Nosso Senhor já vira sua Santa Mãe simbolizada numa nuvenzinha - e seu discípulo Santo Eliseu. O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, dado pela Santíssima Virgem a São Simão Stock no século XIII da Era Cristã, é ao mesmo tempo o privilégio maior e o sinal distintivo da espiritualidade carmelitana.

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17. Beato Inácio de Azevedo e seus 39 Companheiros, Mártires (+ 1570)

Em junho de 1570 partiu de Lisboa para o Brasil o Beato Padre Inácio de Azevedo, acompanhado de 70 sacerdotes e irmãos jesuítas. Quis a Providência que essa gloriosa coorte de apóstolos não chegasse ao Brasil, pois a maior parte deles encontrou o martírio, por mãos de hereges protestantes, no Oceano Atlântico.

Em 15 de julho de 1570 a nau Santiago, no qual viajavam o Padre Inácio e numerosa leva de jesuítas, viu-se cercada por várias naus de piratas protestantes de origem francesa. Após longa luta em que os católicos, inferiores em número e em armamento, causaram consideráveis estragos aos atacantes, afinal sucumbiu a nau portuguesa. Foram martirizados, por ódio à Fé católica, juntamente com o Padre Inácio, 39 outros jesuítas, sendo 31 portugueses e 8 espanhóis. São venerados como os Quarenta Mártires do Brasil.

18. São Frederico, Bispo e Mártir (+ Holanda, 838)

Bispo de Utrecht, na Holanda, esforçou-se para eliminar os restos de paganismo e idolatria ainda existentes na região. Censurou publicamente os escândalos dados pela imperatriz Judite, segunda esposa do imperador Luís, o Bonacheirão. Consta ter sido ela que, rancorosa, encarregou dois assassinos de apunhalar o Santo.

19. Santo Arsênio, Confessor (+ Egito, 445)

Romano de nobre família, foi anacoreta no deserto, ali vivendo quase 50 anos. Tanto amava o isolamento e temia os perigos do convívio com seculares que, certa vez, foi visitado em sua solidão por uma senhora romana de idade já madura, que desejava aconselhar-se com ele e pedir-lhe orações. - "Volte para sua terra e deixe-me em paz!", gritou o Santo do fundo de sua gruta. - "Prometa-me ao menos lembrar-se de mim em suas orações", suplicou a dama. - "Pelo contrário, prometo esquecê-la", respondeu o Santo.



20. Santo Elias, Profeta (+ séc. IX A. C.)
Ardente de zelo pelo Senhor Deus, cujo culto era conspurcado em Israel pelos idólatras, Santo Elias não hesitou em degolar 450 sacerdotes de Baal. É considerado pai espiritual da Ordem carmelitana e precursor da devoção à Santíssima Virgem séculos antes de Ela ter nascido (ver 16 de julho). Estava em companhia de Santo Eliseu, seu discípulo perfeito e continuador, quando um carro de fogo, puxado por cavalos também de fogo, o arrebatou aos céus. Deverá voltar no fim do mundo para enfrentar o Anticristo.

21. São Lourenço de Bríndisi (+ Lisboa, 1619)

Nascido na Itália, já aos seis anos de idade repetia com tanta candura e unção os sermões que ouvira, e produzia assim tanto bem às almas, que foi encarregado pelo seu bispo de "pregar" na catedral. Foi religioso capuchinho e superior geral de sua Ordem. Pregador inspirado, lutou arduamente contra os erros protestantes e desempenhou missões diplomáticas importantes a serviço da Igreja e do Papado. Possuía grande erudição e dominava perfeitamente os idiomas grego e hebraico, tendo grande autoridade em Escriturística. Deixou obras escritas de polêmica antiprotestante e de exegese bíblica.

22. Santa Maria Madalena, Penitente (+ séc. I)

Arrependida sinceramente de suas faltas passadas, esteve ao lado de Nossa Senhora aos pés da Cruz, no alto do Calvário. Mereceu a graça de ser a primeira a reconhecer Nosso Senhor no Domingo de Aleluia e anunciou ao Apóstolos a Ressurreição. Segundo antiga tradição, foi morrer no sul da França, com seus irmãos São Lázaro e Santa Marta.

23. Santa Brígida da Suécia, Viúva (+ Roma, 1373)
Grande mística medieval, pertencia à Família Real sueca. Casou com o virtuoso príncipe Wulfon, com quem teve oito filhos. Após algum tempo de casados, de comum acordo os dois esposos se separaram. Wulfon tornou-se cisterciense e Santa Brígida foi, em companhia de sua filha Santa Catarina, para Roma, onde veio a falecer.

24. Santa Cristina, a Admirável (+ Bélgica, 1224)

Tinha pouco mais de 20 anos quando faleceu, mas ressuscitou durante a Missa de corpo presente. Segundo Tiago de Vitry, cronista sério que a conheceu pessoalmente, "já estava morta havia muito tempo, mas conseguiu a graça de retomar o corpo, a fim de sofrer o seu Purgatório cá na terra". Sua vida, depois desse maravilhoso episódio, foi repleta de milagres e fenômenos misteriosos. Morreu pela segunda vez com mais de 70 anos de idade, num convento no qual levou sempre vida exemplar.


25. São Tiago o Maior, Apóstolo e Mártir (+ séc. I)

Era irmão de São João Evangelista e foi particularmente privilegiado entre os Apóstolos, pois esteve presente na Transfiguração de Nosso Senhor e na Agonia do Horto. Foi o primeiro dos doze Apóstolos a sofrer o martírio, no ano 44 de nossa Era. Seu sepulcro, em Compostela, norte da Espanha, é até hoje centro de peregrinação mundialmente famoso.

26. São Joaquim e Santa Ana, pais da Santíssima Virgem

É muito antiga a devoção a São Joaquim e Santa Ana, sobretudo no Oriente. A liturgia de São João Crisóstomo refere-se a eles como " os santos Avós de Deus Joaquim e Ana". Grande deve ter sido a santidade dos dois esposos, para que deles nascesse a Virgem Imaculada, a Mãe de Deus!


27. São Pantaleão, Mártir (+ Nicomédia, Ásia Menor, séc. III)

Era médico e, tendo-se convertido à Religião católica, passou a operar curas milagrosas, com o que despertou inveja de médicos pagãos que o denunciaram ao imperador Maximiano. São Pantaleão, depois de sofrer tormentos vários, deu a vida por amor a Jesus Cristo.

28. Santos Mártires da Tebaida (+ Tebaida, Egito, séc. III)
Houve muitos mártires na Tebaida, nos reinados de Décio e Valeriano. O Martirológio Romano registra o caso de um que foi amarrado sobre um leito de flores; aproximou-se dele uma prostituta para induzi-lo ao pecado, mas ele cortou com os dentes a própria língua e cuspiu-a no rosto da rameira, que fugiu apavorada.

29. Santa Marta, Virgem (+ séc. I)

Era irmã de São Lázaro e de Santa Maria Madalena, e recebeu mais de uma vez a visita de Nosso Senhor em sua casa, esforçando-se por atendê-Lo com o máximo zelo. É por isso honrada como padroeira das cozinheiras e das donas de casa. Segundo antiga tradição, foi com seus irmãos para o sul da França, onde faleceu.

30. São Pedro Crisólogo (+ Ímola, Itália, séc. V)

Bispo de Ravena, faleceu por volta do ano 450. Foi chamado Crisólogo, ou seja, palavra de ouro, devido a sua eloqüência e segurança de doutrina. Parece ter tido relacionamento muito íntimo com o Papa São Leão Magno. Negou-se terminantemente a apoiar o herege Êutiques, que fora condenado no Concílio de Constantinopla e pedira apoio ao bispo de Ravena. Conservam-se até hoje 176 sermões de São Pedro Crisólogo.

31. Santo Inácio de Loyola, Confessor (+ Roma, 1556)

Nobre espanhol, converteu-se aos 30 anos de idade, depois de uma breve mas brilhante carreira nas armas, e fundou a Companhia de Jesus. Alma profundamente militar, quis dotar a Igreja de uma milícia nova, aguerrida e disciplinada, para a defesa da glória de Deus e a conquista das almas. No século em que o protestantismo arrebatou à verdadeira Religião um terço da Europa, Santo Inácio foi sem dúvida o lutador suscitado pela Providência para atender de modo pleno às necessidades da Igreja.