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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO COM MUITA PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE !!!




"NESTE ANO QUE SE INICIA VAMOS... 
Multiplicar o amor!
Que nossas mãos sejam portadoras de Paz...
De Afagos...
De Carinhos...
Que escorra delas os mais límpidos sentimentos...
De bálsamos...
De alívio...
De Força...
De Luz...
Que possam ser espalhados na terra árida... 
Fazendo germinar o amor entre as pessoas... 
Multiplicando cada melhor essência de nós...
Fazendo-nos fortes ao meio a tempestade...
Deixando-nos ver o Sol que nasce...
Que rompe a noite...
Que se faz dia...
Que se faz belo...
Que se faz vida...
Que se chama amor..."

Mensagem de Ano Novo recebida de Meri Rodrigues

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Orixá regente de 2010




Agora entendo porque estava prevendo no início de dezembro Yansã como Orixá regente de 2010. Chove na maior parte do país e, esta água que cai do céu, corre a terra para limpar as larvas deixadas por 2009. Realmente o Grande Regente de 2010 parece ser Oxalá... o Natal caiu numa sexta... o 1º do ano cai numa sexta também... Pra quem não sabe sexta-feira é o dia da semana reservado ao Criador da Terra. Dificilmente Oxalá deixará Outro governar 2010.

Junto com Oxalá, Yemanjá será a co-regente do ano que está para nascer. A Mãe d'água recebe neste momento as energias que correm através de Oxum para os mares. Yansã limpa enquanto a Oxirá da água doce se encarrega de transportar as energias vencidas para a Calunga Grande (mar).

A confirmação só vem mesmo, com certeza, na madrugada do dia 1º de janeiro, quando Orumilá, através de Ifá, conta para a humanidade (através dos Babalawos e Yalorixás) quem serão os Orixás regentes do ano que nasce. Entretanto é certo que Yansã está no momento tendo grande influência na Terra (persiste na confirmação).

Tempestade é uma só, seja de chuva ou neve, e através deste entendimento podemos perceber que a Senhora dos Ventos e Tempestades mostra sua força também no hemisfério norte. Diga-se de passagem, Yansã é a mais presente energia cósmica influente, nos dias de hoje, no clima do Planeta.

A purificação, que visivelmente trazem as intempéries mundialmente distribuídas, é fato. O ano regido por Oxalá e Yemanjá é um ano de grande mudanças, afinal estes são os Orixás, pela ordem, criadores da Terra e da Vida que nela existe. 2010 será como um renascimento, o ano deve começar tempestuoso e terminar em águas calmas, límpidas e cristalinas. Eclipse e Lua Azul, para bons observadores da Natureza, só vem a confirmar estas predições que faço agora.

Muita Luz irá iluminar as mentes dos seres pensantes. É epoca de abandonar velhos conceitos, quebrar tabús e paradigmas. É tempo de evolução, de revolução! Afinal, 2010 é o ano em que faremos contato.【ツ】

Axé!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O culto a Yemanjá durante o Réveillon



Rainha do Mar

YEMANJÁ é considerada mãe de todos os ORIXÁS. No Brasil, é muito venerada, e seu culto tornou-se quase independente das religiões de matriz africana. É representada como uma sereia de longos cabelos pretos.

Rege a maternidade, e é a mãe de toda vida e representa a fecundidade. Seu dia da semana é sábado, entretanto é cultuada popularmente e em larga escala durante a passagem de ano; quando representa a renovação, o término de um cíclo e início de outro, uma nova vida.

Gosta muito de flores e é costume oferecer-lhe sete rosas, ou palmas, brancas abertas, que são jogadas ao mar em oferenda e como agradecimento. Sua cor é a branca com azul.

Elementos

Axé: Conchas e pedras marinhas, numa vasilha de porcelana azul.

Insígnias: uma espada de folha-de-flandres e uma espécie de leque circular, também de folha-de-flandres, com adornos e, no centro, uma sereia recortada.

Morada: Mar, foz de rios, enseadas e baías.

Metal: Prata.

Pedra: Água-marinha

Perfumes: Fleur de Rocaille, lírio, Syntoma.

Saudação: Odô-Yá!

História

Na África, as esculturas com a efígie de Yemanjá mostram uma mulher de seios exuberantes, símbolo de fertilidade. A lenda diz que da união de Obatalá e Odudua nasceram Aganju, a terra firme, e Iemanjá, as águas. Os dois irmãos também se unem e geram Orungã, o ar, o espaço entre o céu e a terra.

Em outra versão, contam que Yemanjá é filha de Olokum, a Senhora dos Oceanos, e que foi casada com um homem poderoso com quem teve dez filhos. Um dia, cansada de sua permanência em Ifé, foge na direção oeste, levando consigo uma garrafa que havia ganho certa vez de Olokun, contendo um misterioso preparado, a qual ela deveria quebrar jogando ao chão quando estivesse em perigo.

Yemanjá instalou-se em Abeokutá (seria uma alusão à migração da nação Egbá). O marido lança seu exército em busca de Iemanjá, com o objetivo de trazê-la de volta a Ifé. Quando se vê cercada, ela não se entrega, mas segue os conselhos de Olokum e quebra a garrafa.Imediatamente forma-se um rio, que a leva para Okun, o mar, morada de Olokum.

Deusa da foz dos rios e quebra-mares, a rainha dos mares, como é conhecida, é poderosa e atraente, e, quando invocada por quem realmente a conhece, propicia favores e ajudas inestimáveis. Tem a grande capacidade da mãe que sempre atende a um filho, que geralmente caracteriza-se por ser pessoa voluntariosa.


Candomblé

No candomblé, Yemanjá veste saia rodada, bata de rendão, estola e, na cabeça, um gorro de pêlo branco ou uma espécie de mitra. Do gorro ou da mitra pende uma franja de contas, sobre o rosto. Iemanjá dança com movimentos que imitam as ondas do mar.

O grande culto de Iemanjá, no entanto, não é celebrado dentro do Terreiro, mas ao ar livre. Rainha, sereia, mãe-d’água, ela é a deusa de "todas as águas" da Bahia de Todos os Santos, cultuada em Amaralina e Itapoã, no Dique e no Rio Vermelho, nos lados de Abaeté e nas pedras de Monte-Serrate, e do outro lado, na ilha de Itaparica.

No dia 2 de fevereiro, de Nossa Senhora das Candeias (apesar da santa ser identificada na Bahia como Oxum, a festa é de Yemanjá), sai para o largo a grande e festiva procissão marítima dos candomblés e do povo da Bahia. Tudo tem início na Casa do Peso, assim chamada por ser aonde os pescadores levam o peixe para ser pesado. A pequena edificação, num promontório do Rio Vermelho, amanhece enfeitada com um arco de folhas de coqueiro e bandeirinhas multicoloridas. 


Lá dentro, sob a atenta e respeitosa vigilância de uma mãe-de-santo e de um pai-de-santo, um grande balaio aguarda os presentes para Iemanjá. Os crentes formam longa filha e, um a um, vão colocando no balaio bilhetes para Janaína, pedindo ajuda em casos de amor e dinheiro, na realização de sonhos e ambições; e depositam os presentes do seu amor e da sua devoção – flores, perfumes, tecidos, rendas, fitas, dinheiro, espelhos, pentes, sabonetes... presentes que a deusa irá receber em alto mar. Inclusive animais vivos. Pois nada é demais para ser dado a Iemanjá. Ela é a senhora do mar – a que amaina a fúria das ondas, contorna os escolhos, impede que as redes de pesca voltem vazias.


Perto da Casa do Peso ressoam os atabaques, ritmando os cânticos sagrados. E há rodas de samba e de capoeira. E uma verdadeira multidão. Chega, enfim, o grande momento. A mãe e as filhas-de-santo saem com o grande balaio repleto de oferendas, rumo ao barco que vai levá-lo à Rainha do Mar. E logo parte a procissão dos saveiros e outras embarcações. Num determinado ponto, em lugar bem fundo, o balaio é depositado sobre as águas. Se o presente não afundar, é sinal de que não foi aceito por Yemanjá. Mas ela sempre aceita, bondosa e compassiva, sendo muito difícil que um presente para Janaína fique boiando sobre as ondas.

Ante a expectativa geral, os barcos regressam, com a alegre notícia de que a deusa recebeu de bom grado as oferendas. Os atabaques ressoam mais festivos. Os cânticos se elevam com mais exaltação e alegria. Iemanjá está em paz com seus filhos e propiciará sejam todos os desejos realizados.


Yemanjá na Umbanda - Oferendas - Festejo no Réveillon

A linha de Yemanjá governa a Calinga Grande, o Mar. Suas cores são o branco e o azul. Nas oferendas a Yemanjá não podem faltar flores de cor branca – rosas, cravos, lírios, palmas-de-santa-rita – perfumes, moedas de níquel, sabonete pequeno e outros agrados, que são deixados na praia, junto do mar, ou colocados num barquinho, que é solto nas ondas. A comida é o manjar branco e a bebida é o champanhe, frequentemente democratizada como cidra espumante.

A festa de Yemanjá é celebrada a 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Glória, com quem está sincretizada. Entretanto é na passagem do ano que se realiza a gigantesca e impressionante comemoração popular em seu louvor. Os devotos, filhos e filhas de fé, com suas roupas brancas e colares de muitas cores, improvisam Terreiros nas praias – um círculo de flores fincadas na areia e velas acesas e garrafas de bebidas e as comidas dos santos... Entoam-se cânticos rituais, ao som dos atabaques. Baixam os Guias Espirituais que atendem as consultas. O povo traz presentes para Yemanjá, com braçadas de flores brancas. Soltam-se no mar barquinhos com oferendas. Jogam-se moedas nas ondas, pulam-se 7 ondas, propiciando um bom Ano Novo.

As velas acesas se multiplicavam nas praias urbanas da Zona Sul do Rio, e, vistas a uma certa distância, daõ impressão de que as estrela estão também espalhadas pela areia. A noite de Yemanjá transformou-se num show promovido pela TV e outros meios de comunicação, atraindo grandes multidões. Em Copacabana, a meia-noite, espetáculos pirotécnicos são realizados por grandes hotéis e firmas comerciais. Pessoas do Brasil, e do mundo inteiro, celebram Yemanjá durante a passagem de ano nas praias cariocas.

Ritual de Ano Novo - entrega

Para receber a benção da Rainha do Mar e atrair muito sucesso, vá até a praia na semana em que acontece a passagem de ano, ou mesmo no dia do Réveillon. 

Coloque nas águas um barquinho contendo algumas frutas, como: maçãs, uvas, mamão; sete rosas brancas, pergume de alfazema... Junto das oferendas, coloque um papel com todos seus pedidos por escrito e velas azuis, brancas ou bicolores azul e branca, sempre em número de 1, 3, 5, 7 ou múltiplo de 7. Depois, abra uma champanhe e despeje o líquido no mar repetindo seus pedidos em voz alta. 

Você também pode fazer esta oferenda na areia da praia, despejando o espumante em volta da mesma; mas não deixe de ao menos molhar os pés na água do mar. Este ritual certamente irá abrir seus caminhos para o ano que está nascendo, trazendo ótimas energias daquela que é Mãe d'água, Rainha das Ondas e Sereias do Mar.


sábado, 26 de dezembro de 2009

Como fazer incenso em casa




O incenso tem a incumbência de levar a prece para o céu e seu uso é universal, associando o homem à divindade, o finito ao infinito, o mortal ao imortal. Relacionado com o elemento ar, representa a percepção da consciência que está presente em toda parte. Os diferentes perfumes desempenham um papel de purificação, facilitando inclusive, a aproximação do nosso anjo guardião.

Quando queimamos um incenso, modificamos nosso estado emocional e as vibrações do ambiente. Alguns aromas despertam-nos a força interna, agindo como estimulantes, podendo nos tirar de um estado de desânimo e cansaço; outros, facilitam o estudo ou despertam a inspiração; e muitos, auxiliam na meditação. Durante a queima, são liberadas substâncias provenientes do amálgama alquímico, com a propriedade de dissolver os miasmas negativos, assim como promover a sintonia com o astral.

É muito agradável às pessoas evoluídas, e, ao contrário, pode aborrecer aqueles que não estão na mesma sintonia. Contribui decisivamente para o recolhimento devocional e o estudo. Reforça a tonicidade áurica, ajudando na obtenção da paz, sentimento de amor e prosperidade.


Como aproveitar integralmente o bastão de incenso:

Antes de acendê-lo: exponha-o uma hora no seu ambiente doméstico ou de trabalho.

Após a queima: as substâncias que permaneceram nas cinzas dinamizadas pelo fogo, podem ser colocadas na palma da mão e assopradas ao vento.

Componentes do incenso:

Carvão: Absorvente universal, capta as baixas vibrações do ambiente para que seja neutralizada pelo sal grosso e incinerados a seguir.

Sal grosso: Atua como esterilizador de emissões maléficas do sentimento humano.

Monica Buonfiglio

Começando a fazer Incensos

Incensos incandescentes fazem um grande sentido. É um natural, não-tóxico, ar refrescante que serve como uma alternativa maravilhosa aos aerossóis de hoje. E tem um grande passado: pessoas os vêem usando a milhares de anos e para todos os tipos de razões.

Incenso é basicamente uma mistura de ervas, madeiras e resinas que podem ser polvilhadas e então podem ser queimadas lentamente para a obtenção de um efeito fragrante. Culturas antigas os acendiam para cerimônias e adoração. Os chineses e japoneses já o usavam como uma medida de tempo, e hoje é usado em rituais religiosos por todo o mundo. Mas o principal de tudo é que eles têm um cheiro ótimo.

Há dois tipos de incenso, combustível e não-combustível. Incenso combustível entra em cone, bloco ou forma de vara, e é com o qual a maioria das pessoas está familiarizada. Incensos não-combustíveis são queimados em um pedaço de carvão.


Colecione seus ingredientes

Você pode achar a maioria dos ingredientes de incenso em sua cozinha ou jardim. Outros estão disponíveis em lojas de erva, drogarias, lojas de provisão religiosas, comida, banho. Os mais populares incluem:
Madeiras; Resinas e Ervas Líquidas: Cedro, Pinho, Zimbro, Sândalo Benjoim, Mirra, Raiz de íris, Canela Tomilho ou Goma Arábica (para moldar incenso combustível) Óleos essenciais, um líquido como mel, seiva ou algo semelhante.

Os ingredientes exatos que você precisará dependerão de sua receita. A maioria das receitas inclui um tipo de madeira, uma resina, ervas fragrantes e um líquido. Caso você queira fazer incenso combustível, sua receita precisa incluir goma arábica que é usada para moldar o incenso em formas específicas.

Compre duas onças pelo menos (pulverizado) de cada ingrediente seco. Se lembre de que madeira é freqüentemente usada e na quantidade maior.

Tente juntar tantos ingredientes pré-pulverizados quanto você pode, poupa-se tempo e esforço. À parte dos ingredientes de receita, você precisará de algum salitre (para acender o incenso; peça isto em drogarias) e alguns tabletes de carvão (disponíveis onde incensos são vendidos; não use carvão de churrasco para isto).

Uma vez que você conseguiu tudo, moa cada artigo seco (menos o carvão) isso será esmagado com um morteiro, um pilão e um amolador de café elétrico até virar um pó . Madeiras e algumas resinas não viram pó tão facilmente quanto outros, mas se você persistir você conseguirá. Considere usar moedor elétrico para estes artigos, então os termine com o morteiro e o pilão (eles demolirão mas não polvilharão completamente no amolador). Use uma faca para cortar pedaços de talo e raiz se necessário. Uma vez pulverizado, mantenha tudo firmemente marcado e rotulado em sacolas plásticas ou jarros.


Misture os ingredientes não-combustíveis

Incensos não-combustíveis são basicamente uma mistura de ervas em pó, resinas e madeiras que podem ser queimados em tabletes de carvão ou podem ser mexidos dentro como a fragrância para uma mistura combustível.

Para criar uma mistura de incenso não-combustível, tente um destas receitas:

1)Combine partes iguais de olíbano pulverizado, canela, e noz moscada.

2)Combine uma parte cada de nós moscada e canela, e ½ parte de casca de laranja e casca de limão.

Tente fabricar suas próprias receitas. Em uma tigela grande, misture uma quantia pequena dos ingredientes juntos para sua receita escolhida. Depois você sempre pode somar mais coisas. Uma vez que tudo esteja combinado, a mistura de seu incenso está completa. Você pode saltar para o Passo 7 se você não quiser fazer incenso combustível. Caso contrário, está na hora de fazer a pasta.

Faça a pasta

Goma arábica é usada para moldar sua mistura em varetas, cones, ou blocos. Aqui será mostrado como fazê-los em uma pasta de modelar. Coloque uma colher de sopa ou da goma em pó em uma tigela média e encha oito conchas de água morna. Bata até a goma estar completamente dissolvida (isto levará alguns minutos), tirando qualquer espuma que desenvolve. Deixe a goma dissolvida absorver a água até ficar grossa. Cubra a tigela com um pano molhado e ponha de lado como se estivesse crescendo. O processo de engrossando levará umas duas horas pelo menos. Você pode misturar mais goma ou pode molhar para ajustar consistência como o necessário.

Faça a base do incenso combustível

A receita seguinte resultará em uma básica mistura combustível de incenso. Se uma parte equivale a uma colher de sopa, você terminará com bastante mistura de incenso para criar aproximadamente 60-80 cones pequenos:

6 partes de madeira pulverizada (cedro, pinho, etc.)

Duas partes de benjoim

Uma grande parte de raiz

Algumas gotas de óleo essencial ou outro líquido como vinho, mel, etc.

Três a cinco partes de incenso não-combustível misturado

Em uma tigela grande, misture todos os ingredientes juntos na ordem dada. Pese a mistura combinada com uma balança de cozinha. Determine 10% do peso total, e adicione exatamente a quantidade de salitre. (Então, se a mistura pesar dez gramas, adicione um grama de salitre.) Esta medida deve ser exata para que o incenso possa queimar corretamente. Misture completamente no salitre. Adicione a pasta, uma colher de chá de cada vez, até tomar consistência. Deve ser uma massa, não muita molhada, mas úmida o suficiente para que você possa moldar com suas mãos.

Nota: Quando se cria o incenso combustível, a relação das madeiras pulverizadas deve ser de dois para um. Sua resina (benjoim, olíbano, mirra, colas, seivas, etc.) não se deve nunca compor mais que 1/3 da mistura final.

Molde a mistura na forma desejada

Quando sua mistura alcançar a consistência desejada (novamente, semelhante à massa), estará pronta para ser moldada em formas. Cones e blocos são os mais fáceis de moldar. As varetas são muito mais difíceis, especialmente se você não tem uma prensa especial (que vende em lojas de arte). Tente os cones e blocos primeiro. Então quando você descobrir que você é um perito, passe para as varetas.

Cones: Enrole a mistura de incenso em bolas pequenas, os amolde com suas mãos em cones longos de 25mm. Organize-os na vertical em uma folha de papel manteiga e os coloque em algum lugar quente para secar. Eles levarão de três a sete dias para secar. Durante este tempo, os vire regularmente, assim eles secam uniformemente e não racham.

Blocos: Molde os incensos em forma de tiras longas aproximadamente 1/3 de uma polegada em altura e largura, e então corte as tiras em retângulos longos de 1 polegada. Use o mesmo processo secante como você usou nos cones (porém os blocos podem ficar na horizontal).

Varetas: Adicione mais pasta à mistura até que esteja molhada, porém espessa. Se você não tem uma prensa especial (altamente recomendada), bata levemente a massa em papel manteiga até que esteja bem fina; então posicione uma vareta por vez sobre a massa e enrole um pano fino ao redor da vareta (deixando algumas polegadas sem o pano) até que a camada seja duas vezes a espessura da vareta (não mais espesso). Aperte ou pressione a massa sobre a vareta para firmar. Coloque a parte sem pano em alguma argila, areia ou outra substância que permita que fique na vertical para secar.


Queime-o

Para queimar cones, blocos, ou varetas, coloque-os um de cada vez em um queimador de incenso ou em uma tigela meio cheia de areia ou sal. Ilumine uma ponta (para cones, coloque-os virados e ilumine a ponta final) com um fósforo ou um isqueiro, segurando a chama contra a extremidade do incenso até o incenso pegar fogo. Deixe a chama queimar durante alguns segundos, então assopre com suavidade.

A extremidade final do incenso irá incandescer e começará a soltar o seu aroma (e uma pequena quantidade de fumaça contínua). Cada cone, bloco ou vareta queimará durante aproximadamente 10 a 25 minutos. Após o incenso estiver aceso, o ar ao redor parecerá o perfume celeste.


Experimente com suas próprias receitas

Você pode criar suas próprias receitas não-combustíveis e usar tabletes de carvão como um guia para testar o aroma. Para acender o carvão, segure-o com uma pinça ou alicate sobre uma vela acesa (sairá faíscas primeiramente, então tome cuidado) até aparecer uma mancha branca. Você também pode soprar para ver se acende. Coloque o pequeno carvão em uma tigela ou concha grande (que esteja cheia até a metade com areia ou sal). Espere até que está queimando uniformemente e que não esteja mais crepitando antes de colocar algum ingrediente nele.

Espalhe uma pequena quantia de cada erva, madeira ou óleo no tablete aceso para testar o aroma. Tome notas do que você gosta e do que funciona bem junto. Muitas coisas irão cheirar diferente enquanto estiverem queimando do que quando não estiverem.

Fonte: Círculo Sagrado; Kalmindon




Incensos enrolados à mão

(Fonte: https://pt.wikihow.com/Fazer-Incensos)


1- Decida qual será a essência do incenso, e use uma ou duas colheres de sopa de cada. No início, use apenas duas ou três fragrâncias diferentes, e aumente o número à medida que pegar prática. Produzir incensos não é complicado, mas requer um período de experimentação, uma vez que cada essência precisa de uma quantidade diversa de água e makko (um agente aglutinante combustível). Você pode comprar os ingredientes abaixo inteiros ou em pó, mas saiba que é mais fácil trabalhar com produtos triturados.


-Ervas e especiarias: cássia, folhas de junípero, capim-santo, lavanda, sálvia, tomilho, alecrim, pó de laranja, patchuli.

-Resinas e gomas: bálsamo, acácia, âmbar, goma copal, hibisco, mirra, sangue de dragão.

-Madeiras desidratadas: junípero, pinheiro, pinhão, cedro, sândalo, agar.


2- Registre as quantidades das essências usadas em cada mistura. Arquive-as se deseja confeccionar incensos com frequência. A quantidade de água e do agente aglutinante varia de acordo com as medidas dos ingredientes secos, daí a importância de se fazer anotações. A maioria das receitas leva apenas uma ou duas colheres de sopa de cada ingrediente, mas essa quantia pode ser aumentada de acordo com as suas necessidades.


Receitas de incenso são anotadas em "partes", tal como as de bebidas. Por exemplo: se a receita pede duas partes de sândalo para uma de alecrim, você pode usar duas colheres de sopa do primeiro ingrediente e uma do segundo, ou duas xícaras de chá do primeiro e uma do segundo, etc.


3- Com um pilão, macere e combine as essências. Se está usando ingredientes frescos e não em pó, triture-os o máximo que puder, tarefa em que você pode usar um moedor de especiarias — mas não o moedor de café, cujo calor destruirá alguns componentes dos ingredientes. Durante este passo, lembre-se de:


Moa primeiro os componentes de madeira, que são mais difíceis de afinar. Se estiver com dificuldade, pode usar um processador de alimentos, uma vez que a madeira é um material resistente e não perderá tanto aroma.

Congelar gomas ou resinas 30 minutos antes da moagem. Quando congeladas, as resinas se quebram com muito mais facilidade.


4- Para que os aromas se incorporem, deixe o pó descansar por algumas horas. Uma vez moídos os ingredientes, misture-os bem uma última vez e deixe-os descansar — etapa que, apesar de não obrigatória, rende incensos de aroma mais homogêneo e agradável.


5- Para determinar a quantidade necessária de makko, calcule a porcentagem de acordo com os ingredientes. A receita tem de ser constituída de uma determinada proporção de makko, uma substância grudenta e inflamável, para que o incenso queime com facilidade. Infelizmente, é nesta etapa que os produtores novatos de incenso tendem a errar, pois cada tipo de essência precisa de uma quantidade diferente da resina para queimar:


-Numa receita composta exclusivamente de ervas e especiarias, use 10~25% de makko.

-Para resinas, essa quantidade precisa ser bem maior: de 40% a 80%, dependendo de qual é a participação da substância na receita. Uma receita que leva apenas resinas precisa de 80%.


6- Multiplique as quantidades de cada especiaria pela porcentagem correspondente de makko para saber quanto usar. Então, se tem 10 colheres de chá de pó e uma pequena quantidade de resina, você precisaria de 4 colheres de chá de makko (ou seja: 10 ∗ 40% = 4 colheres de sopa). Essa fórmula pode ser aplicada em qualquer tipo de receita.


Lembre-se de que colocar mais makko é fácil, mas remover o excesso é impossível. Se não tiver certeza da quantidade, é melhor ser comedido.


7- Tire uma pequena parte da mistura. Separe 10% da mistura e use o resto. A reserva servirá para salvar o incenso caso você adicione muita água no próximo passo.


8- Usando uma pipeta ou um conta-gotas, adicione água destilada morna à mistura lentamente, até que ela se torne uma pasta. Tente chegar a uma consistência parecida com massinha de modelar, uma vez que o makko absorve a água e se transforma numa espécie de argila. Adicione de três a cinco gotas d'água, misture, adicione outra vez e assim por diante, até obter uma mistura homogênea e com a textura desejada. A mistura deve conservar a mesma forma depois de pressionada, mas ainda ser maleável. Neste estado, a massa poderá ser moldada no formato incenso sem rachar.


-Se derrubar muita água por acidente, tire o máximo possível da tigela e use a reserva para devolver consistência à mistura.


9- Sove a massa por alguns minutos. Aperte-a com a base da palma contra a bancada, sem achatar demais e usando pressão constante. Vire-a do outro lado, deixe-a em formato de esfera e sove outra vez. Repita o processo, sempre alternando os lados da massa, por vários minutos.


-Para melhores resultados, deixe a massa descansar sob uma toalha úmida de um dia para o outro. Na manhã seguinte, pingue mais um pouco d'água, sove de novo e passe para a próxima etapa.


10- Tire uma bola de massa de 2,5~5 cm e use-a para fazer um retângulo longo e esguio. Para começar, use as palmas da mão para espalhar a bola de massa para os lados, criando um objeto parecido com uma cobra de massinha de modelar de aproximadamente 3/4 do tamanho da vara do incenso. Use os dedos para achatar esse cilindro de massa, que ao final deve ganhar um formato estreito, longo e espalmado.


-Se não vai prender a massa em varas, pode deixar os incensos com formato de "cobra de massinha". Basta enrolar a massa e cortar as pontas com uma faca.


11- Coloque o palito em cima da massa e use-a para revestir aproximadamente 3/4 dele. Você precisará de varas de bambu sem nenhum tratamento, que podem ser compradas bem barato via internet. Use os dedos para enrolar os incensos, sem deixar nenhuma parte da vara exposta.

Cada incenso deve ter uma espessura um pouco menor que a de um lápis.


12- Deixe os incensos secando numa bandeja forrada com papel-manteiga, trocando-os de lado uma ou duas vezes por dia. Para acelerar o processo, embrulhe a bandeja num saco de papel e feche-o bem — mas não esqueça de girá-los de vez em quando, para que sequem de maneira homogênea.


13- Passados quatro ou cinco dias, quando a massa estiver rígida e seca, os incensos podem ser acesos. Não tente queimá-los enquanto a massa estiver fofa e úmida. Se vive em clima úmido, pode ser necessário aguardar cinco dias ou mais, ao passo que a secagem pode levar apenas um ou dois dias em climas secos.


-Quanto maior a proporção de makko e água, maior o tempo de secagem.


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

3 orações de Natal



Senhor, nesta Noite Santa, depositamos diante de Tua manjedoura todos os sonhos, todas as lágrimas e esperanças contidos em nossos corações.
Pedimos por aqueles que choram sem ter quem lhes enxugue uma lágrima.
Por aqueles que gemem sem ter quem escute seu clamor.
Suplicamos por aqueles que Te buscam sem saber ao certo onde Te encontrar.
Para tantos que gritam paz, quando nada mais podem gritar.
Abençoa, Jesus-Menino, cada pessoa do planeta Terra, colocando em seu coração um pouco da luz eterna que vieste acender na noite escura de nossa fé.

Fica conosco, Senhor! Assim seja!


Senhor, começo a ouvir os primeiros toques das músicas de Natal.
O meu coração começa a bater mais forte.
Não sei se é porque está acabando o ano ou se é porque tenho muito que agradecer, ou se tenho que dizer para Ti, para meus amigos, muito obrigada...
São tantas as idéias, são tantas as coisas que aconteceram...
São tantos os momentos que ocorreram neste ano, que já me perdi em lágrimas, sorrisos, recordações... mas ficaram os apertos de mão e os abraços recebidos.
São tantas e tantas coisas... muito obrigada!!!
Sei que devo agradecer por mais um ano e com ele mil sonhos e mil idéias para acontecerem.
Mas, diante deste turbilhão de coisas e acontecimentos, eu venho Te pedir... Tu mesmo me ensinaste a pedir, mas não sei pedir... estou como uma criança, diante de uma loja de brinquedos.
Senhor, ensina-me a pedir!
Ensina-me a ter um coração de Salomão, que só pediu sabedoria.
Um coração de criança, que só pede amor.
Um coração de doente, que só pede saúde.
Um coração de monge, que só pede tranqüilidade.
Um coração de cego, que só pede enxergar.
Um coração de guerreiro, que só pede coragem.
Um coração de mãe, que só pede união na família.
Um coração de pai, que só pede que não falte nada.
Um coração de virgem, que só pede realização na vida.
Um coração de médico, que só pede para poder ajudar os outros.
Um coração de sábio, que só pede a paz.
Senhor, que este pobre e humilde coração, possa neste Natal apenas bater uníssono com o coração de Cristo e que eu possa ter em minha mente um só pensamento: o Teu pensamento, para que eu saiba dizer:

Feliz Natal!!!


Senhor!
Sou como todos.
Também tenho os meu pedidos especiais.
Mas não se preocupe!
Tenho pouco de novo a pedir.
Tenho, é verdade, muito mais a agradecer.
Mas Natal não é Natal se a gente não se ajoelhar diante da tua Sabedoria pra refazer todos aqueles pedidos de que tua Bondade já sabe que a gente precisa.
Olha, dá um jeitinho de acabar com todas as guerras. Essa gente já brigou por tanta coisa!!!
Faz com que eles vejam a inutilidade de tanta disputa.
Também tem aqueles que não sabem amar e só odeiam.
Faz com que eles entendam que o nosso tempo é tão curto para se desperdiçar com sentimentos menores.
Ah... tem também aqueles que me magoaram.
Faz com que eu me esqueça do que houve e me dá luz e grandeza prá eu aprender a perdoar.
Ainda tem aqueles que se encontram desesperados.
Dá-lhes conforto, um motivo de vida e mostra-lhes a maravilha
operada pela palavra Esperança.
Tem aqueles que já são meus amigos antigos.
Para esses eu peço o que sempre pedi: Que eu possa sempre ser o que esperam de mim e, se não o for, que possam entender meus limites.
Agora, tem os meus novos amigos. Para esses, o que eu peço é lindo e grandioso.
Que o milagre que fez a gente se encontrar continue só operando belezas em nossas vidas.
Ah... e tem um alguém especial por quem eu quero pedir. É alguém que tornou minha vida mais linda e feliz. Dá um jeitinho desse alguém nunca sumir, já que não há como viver sem ter ele por perto.
Que eu possa esquecer as tristezas do ano passado e, nesta prece, só te pedir alegria.
Faz com que eu possa acreditar que o mundo pode ainda ser melhor, e pra isso eu te peço...Fé.

Obrigado! Assim seja!

(autor desconhecido)

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Universo Holográfico - Tudo é um sonho?




Chegando as festas de final de ano, resolvi compartilhar aqui com vocês este documentário, 'The Holographic Universe'. 

É um documentário sobre a mente humana. Ele tenta explicar como certos fatos acontecem, apresentando teorias e citações de grandes pensadores da humanidade.

Assistindo as 6 paartes do vídeo podemos ter uma boa idéia sobre o que é esse conceito tão pouco divulgado sobre o Universo ser apenas um holograma, uma ilusão projetada, que os materialistas chamam de realidade.

O documentário é muito bom, entretanto no final (última parte) o autor do vídeo cita conceitos religiosos ultrapassados, como Julgamento Final, Inferno, entre outros paradigmas que não encontram mais lugar em plena Era do Conhecimento. Sem problemas, afinal ninguém é dono ou dona da verdade, apenas devemos nos alimentar com todo conhecimento que estiver ao nosso alcance, para assim abrirmos também os olhos de nossos irmãos e irmãs. 

Com sabedoria todos vamos caminhar para um mundo melhor, repleto de amor, compreensão e respeito incondicional ao próximo. A justiça social será o fruto!

Fonte: http://seteantigoshepta.blogspot.com/2009/01/universo-hologrfico-tudo-um-sonho-parte.html


"Uma grande história zen diz que havia dois estudantes observando uma bandeira. O primeiro dizia: - olha, a bandeira está se movimentando. O segundo diz: - não, o que está em movimento é o vento. Chega o professor e eles perguntam: - o que está se movendo é o vento ou a bandeira? E o professor diz: - nem o vento, nem a bandeira. O que se move é a consciência." - Deepak Chopra

This is a documentary about the human mind. It tried to explain how does some facts happens, showing us some teorys naming some of the biggest minds of humanity.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O medo na visão de Don Juan Matus



por Carlos Castaneda


Devagar ele começa a aprender...a princípio, pouco a pouco, e depois em porções grandes. E logo seus pensamentos entram em choque. O que aprende nunca é o que ele imaginava, de modo que começa a ter medo. Aprender nunca é o que se espera. Cada passo da aprendizagem é uma nova tarefa, e o medo que o homem sente começa a crescer impiedosamente, sem ceder. Seu propósito torna-se um campo de batalha.

E assim se depara com o primeiro de seus inimigos naturais: o medo! Um inimigo terrível, traiçoeiro, e difícil de vencer. Permanece oculto em todas as voltas do caminho, rondando à espreita. E se o homem, apavorado com sua presença, foge, seu inimigo terá posto fim à sua busca.

- O que acontece com o homem se ele fugir com medo?

- Nada lhe acontece, a não ser que nunca aprenderá. Nunca se tornará um homem de conhecimento,talvez se torne um tirano, ou um pobre homem apavorado e inofensivo, de qualquer forma, será um homem vencido. Seu primeiro inimigo terá posto um fim aos seus desejos.

- E o que ele pode fazer para vencer o medo?

- A resposta é muito simples. Não deve fugir. Deve desafiar o medo e, a despeito dele, deve dar o passo seguinte, e o seguinte. Deve ter medo, plenamente, e no entanto não deve parar. É esta a regra! E o momento chegará em que seu primeiro inimigo recua. O homem começa a se sentir seguro de si. Seu propósito se torna mais forte. Aprender não é mais uma tarefa aterradora. Quando chega esse momento feliz, o homem pode dizer sem hesitar que derrotou seu primeiro inimigo natural.

- Isso acontece de uma vez, Don Juan, ou aos poucos?

- Acontece aos poucos, e no entanto o medo é vencido de repente e depressa.

- Mas o homem não terá medo outra vez se lhe acontecer alguma coisa nova?

- Não. Uma vez que o homem venceu o medo, fica livre dele o resto da vida, porque em vez do medo, ele adquire a clareza... uma clareza de espírito que apaga o medo. Então o homem já conhece seus desejos; sabe como satisfazê-los. Pode antecipar os novos passos na aprendizagem e uma clareza viva cerca tudo. O homem sente que nada se lhe oculta.

E assim ele encontra seu segundo inimigo natural :A clareza .Essa clareza de espírito, que é tão difícil de obter, elimina o medo, mas também cega. Obriga o homem a nunca duvidar de si. Dá-lhe a segurança que ele pode fazer o que bem entender, pois ele vê tudo claramente. E ele é corajoso, porque é claro; não pára diante de nada, porque é claro. Mas tudo isso é um engano; é como uma coisa incompleta. Se o homem sucumbir a esse poder de faz de conta, terá sucumbido ao seu segundo inimigo e tateará com a aprendizagem. Vai precipitar-se quando devia ser paciente, ou vai ser paciente quando deveria precipitar-se. E tateará com a aprendizagem até acabar incapaz de aprender qualquer coisa a mais.

- O que acontece com um homem que é derrotado assim, Dom Juan? Ele morre por isso?

- Não morre. Seu inimigo acaba de impedi-lo de se tornar um homem de conhecimento; em vez disto, o homem pode se tornar um guerreiro valente, ou um palhaço. No entanto, a clareza, pela qual ele pagou tão caro, nunca mais se transformará de novo em trevas ou medo. Será claro enquanto viver, mas não aprenderá nem desejará nada.

- Mas o que tem de fazer para não ser vencido ?

- Tem de fazer o que fez com o medo: tem de desafiar sua clareza e usá-la só para ver, e esperar com paciência e medir com cuidado antes de dar novos passos; deve pensar acima de tudo, que sua clareza é quase um erro. E virá um momento em que ele compreenderá que sua clareza era apenas um ponto diante de sua vista. E assim ele terá vencido seu segundo inimigo, e estará numa posição em que nada mais poderá prejudicá-lo. Isto não será um engano. Não será um ponto diante de sua vista. Será o verdadeiro poder.


Ele saberá a esta altura que o poder que vem buscando há tanto tempo é seu, por fim. Pode fazer o que quiser com ele. Seu aliado está às suas ordens. Seu desejo é ordem. Vê tudo que está em volta. Mas também encontra seu terceiro inimigo; o poder.

O poder é o mais forte de todos os inimigos. E, naturalmente, a coisa mais fácil é ceder; afinal de contas, o homem é realmente invencível. Ele comanda; começa correndo riscos calculados e termina ditando regras, porque é um senhor. Um homem neste estágio quase nem nota que seu terceiro inimigo se aproxima. E de repente, sem saber, certamente terá perdido a batalha. Seu inimigo o terá transformado num homem cruel e caprichoso.

- E ele perderá o poder?

- Não ele nunca perderá sua clareza nem seu poder.

- Então o que o distinguirá de um homem de conhecimento?

- Um homem que é derrotado pelo poder, morre sem realmente saber manejá-lo. O poder é apenas uma carga em seu destino. Um homem desse não tem domínio sobre si, e não sabe quando ou como utilizar se poder.

- A derrota por algum desse inimigos é uma derrota final?

- Claro que é final. Uma vez que esses inimigos dominem o homem não há nada que ele possa fazer.

- Será possível que o homem derrotado pelo poder veja seu erro e se emende?

- Não. Uma vez que o homem cede está liquidado.

- Mas e se ele estiver temporariamente cego pelo poder, e depois o recusar?

- Isto significa que a batalha continua. Isto significa que ele ainda está tentando ser um homem de conhecimento. O indivíduo é derrotado quando não tenta mais e se abandona.

- Mas então, Dom Juan, é possível a um homem se entregar ao medo durante anos, mas no fim vencê-lo.

- Não, isso não é verdade, se ele ceder ao medo, nunca o vencerá, porque se desviará do conhecimento e nunca mais tentará. Mas se procurar aprender durante anos no meio de seu medo, acabará dominando-o, porque nunca se entregou realmente a ele.

- E como um homem poderá vencer seu terceiro inimigo, Don Juan ?

- Também tem de desafiá-lo, propositadamente. Tem de vir a compreender que o poder que parece ter adquirido na verdade nunca é seu. Deve controlar-se em todas as ocasiões, tratando com cuidado e lealdade tudo o que aprendeu. Se conseguir ver que a clareza e o poder, sem controle, são piores do que os erros, ele chegará a um ponto em que tudo estará controlado. Então saberá quando e como usar seu poder. E assim terá derrotado seu terceiro inimigo.

O homem estará então, no fim de sua jornada do saber, e quase sem perceber encontrará seu último inimigo; a velhice! Este inimigo é o mais cruel de todos, o único que ele não conseguirá derrotá-lo completamente, mas apenas afastar. É o momento em que o homem não tem mais receios, não tem mais impaciência de clareza de espírito... um momento em que todo o seu poder está controlado, mas também o momento em que ele sente um desejo irresistível de descansar, se ele ceder completamente a seu desejo de se deitar e esquecer, se ele afundar na fadiga, terá perdido a última batalha, e seu inimigo o reduzirá a uma criatura velha e débil, seu desejo de se retirar dominará toda sua clareza, seu poder e sabedoria. Mas o homem sacode sua fadiga e vive seu destino completamente, então poderá ser chamado de um homem de conhecimento, nem que seja no breve momento em que ele consegue lutar contra seu último inimigo invencível. Esse momento de clareza, poder e conhecimento é o suficiente.

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A origem da milenar comemoração do Natal




O Natal, provem do latim 'natális', por sua vez derivada do verbo 'nascor, nascéris, natus sum, nasci', que significa nascer. Como adjetivo, significa o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. De 'natális' deriva também 'natureza', o somatório das forças ativas em todo o Universo.

A data é amplamente reconhecida como uma festa religiosa, é a celebração do nascimento de Jesus. O Natal é comemorado no dia 25 de Dezembro desde o Século IV pela Igreja Ocidental, e, desde o século V pela Igreja Oriental. Na Igreja Ortodoxa o Natal é comemorado no dia 7 de Janeiro.

A origem pagã do Natal:

Na verdade a comemoração do Natal é muito mais antiga do que se pensa, tendo a cada época distinta adotado diferentes significados, de acordo com o credo religioso a que foi associada. Históricamente as festividades do Natal tem sua origem no paganismo.

O paganismo, celebrava o solstício de Inverno, a noite mais longa do ano (hemisfério norte). A partir dessa noite, que acontece no final de Dezembro, em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu. O dia era consagrado à celebração do “Sol Invicto”.

O Sol tem sua representação em diversos Deuses:

► Ra, o Deus egípcio;
► Utudos na Babilônia;
► Surya da Índia;
► Apolo, Deus greco-romano;
► e também Baal e Mitra.

Para os egípcios, Horus foi o deus solar e seu redentor. Horus nasceria de uma virgem e era festejado a 25 de Dezembro. Amenófis III criou um mito religioso que depois foi adaptado ao cristianismo: Trata-se da anunciação, concepção, nascimento e adoração de Iath.

Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do Inverno, eles acreditavam que os monstros do caos se enfureciam e Marduk, o seu principal deus tinha, que os derrotar para preservar a continuidade da vida na Terra. Durante o Zagmuk, festival de Ano Novo que durava 12 dias, era então realizado um ritual para ajudar Marduk na sua batalha.

Mitra e Mitraísmo:

7 mil anos antes do nascimento de Jesus, fazia-se homenagem à data de "nascimento" do deus persa Mitra, que representa a luz. Mitra pertence às mitologias persa, indiana e romana. Na Índia e Pérsia representava a Luz (Deusa Solar), bem como o bem e a libertação da matéria. Chamavam-na de "Sol Vencedor". Entre os persas, apareceu como filho de Aura-Masda, deus do bem gerado de uma virgem, a deusa Anahira.

O culto de Mitra:

Desde a antiguidade, o nascimento de Mitra, era celebrado a 25 de Dezembro. Ele teria nascido numa manjedoura, e foi venerado por humildes pastores; celebrou uma Santa Ceia, com seus 12 discípulos, antes de voltar a casa do pai. Ascendeu ao Céu, de onde prometeu voltar no fim dos tempos, para o Juízo Final. Garantiu a vida eterna a quem se batizasse: a purificação mediante o batismo era essencial para alcançar a vida eterna. Quando nascia a criança era mergulhada em água e, depois, comprimia-se em sua boca um pouco de suco de um arbusto denominado Hom.

Seu culto estava associado a uma existência futura e espiritual, completamente libertada da matéria e sua prática ritual era celebrada em grutas sagradas. O Deus Mitra encarnou para viver entre os homens, e morreu para que todos fossem salvos. Os fiéis, comemoravam a sua ressurreição em cerimonias, nas quais proferiam as seguintes palavras: “Aquele que não irá comer o meu corpo, e beber o meu sangue, assim que ele seja em mim e eu nele, não será salvo.”


Nos séculos III e IV da Era Cristã as religiões romanas identificaram-no com o carácter viril e luminoso de Deus, transformando o culto a mitra no mitraísmo.

ROMA: 

Aureliano, Imperador da Roma, oficializou o culto ao Sol, no ano de 273 d.C., assim estabelecendo o dia do nascimento do Sol em 25 de dezembro: o “Natalis Solis Invcti”, que significava o nascimento do Sol invencível.

Na Saturnália, festividade em honra ao Deus Saturno, era comemorada de 17 a 24 de Dezembro; sendo um período de alegria e troca de presentes. Era solenizado o dia mais curto do ano no Hemisfério Norte e o nascimento de um Novo Sol. 

No dia 25 de Dezembro, quando já era perceptível a vitória do dia sobre a noite, eram realizadas grandes festas nas ruas em comemoração do regresso do Sol.

Por Decreto de Constantino (317-337 d.C.) imperador de Roma, o Cristianismo foi incluso como religião. Sendo o imperador um antigo adorador do Sol, ele fez do dia 25 de dezembro uma Festa Cristã. Ele transformou as celebrações de homenagens à Mitra, Baal, Apolo e outros deuses, na festa de nascimento de Jesus Cristo. Uma forma de sincretismo religioso.

O povo cristão do Oriente, adaptou esta celebração para 6 de janeiro, sendo a escolha desta data provavelmente outra reminiscência pagã, pois esta é a data da aparição de Osíris entre os egípcios, e de Dionísio entre os gregos.


Em 325 d.C., Constantino conclamou o Concílio de Nicéia, numa tentativa de unificar o Cristianismo. A igreja, não permitindo que outros Deuses fossem cultuados, e querendo combater toda celebração pagã do mês de Dezembro, acabou por escolher o dia 25 de Dezembro, como data oficial do nascimento de Jesus, dando desta forma um significado religioso a data, absorvendo inclusive alguns dos rituais pagãos, nomeadamente as velas e as trocas de presentes, passando estes a simbolizar as ofertas feitas pelos Três Reis Magos ao menino Jesus.

A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa Libério, no ano 354 d.c. A prática do mitraísmo, bem como de outras religiões pagãs, foi declarada ilegal pelo imperador romano Teodósio I no ano de 391, tendo este desta forma proibido todas as religiões diferentes do cristianismo. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. (Oxalá)

Segundo a edição de 1911 da Enciclopédia Católica: "A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentravam na festa do Natal".

Orígenes, um dos chamados pais da Igreja, segundo texto extraído da mesma enciclopédia citada acima: "... não vemos nas Escrituras ninguém que haja celebrado uma festa ou celebrado um grande banquete em sua data natalícia. Somente os pecadores celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram neste mundo". A referência certamente é ligada aos Faraós Egípcios e Herodes.

Independentemente dos credos e das tradições, o Natal, é uma festa essencialmente familiar, na qual subsistem as tradições pagãs, tanto germânicas quanto romanas. Somadas ao grande dia em que o Mestre Jesus nasceu como homem em nosso Planeta. Esta data deve servir para celebração da vida, da paz e do amor, no Natal a Chama Crística é alimentada no coração dos homens e mulheres de boa vontade, marcando o término de um ciclo e o início de outro. 

FELIZ NATAL!