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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Iemanjá, a Rainha do Mar

"Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta."
Jorge Amado


É uma das rainhas das águas, sendo as duas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes; e o mar, sua morada, local onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos. 

Em Cuba, é conhecida por Yemayá e também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.

Odoyá Mãe Iemanjá, Senhora da calunga grande, rainha do mar. Sincretizada com Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora dos Navegantes, é a grande Mãe de toda vida na Terra. As cerimônias em sua homenagem são comumente feitas à beira-mar, as oferendas podem ser feitas na areia ou colocadas em um barquinho que é solto após passar (pular) por 7 ondas. Suas cores são o azul claro e branco, sua bebida é a sidra, espumante e champanhe. 

A mais tradicional Festa de Iemanjá acontece em Salvador, capital da Bahia, tem lugar na praia do Rio Vermelho todo dia 2 de Fevereiro. No Sul é sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes, lá recebe uma das maiores homenagens feitas à Orixá, no mesmo dia da Santa católica (02/02). Na mesma data, Iemanjá também é cultuada em diversas outras praias brasileiras, onde lhe são ofertadas velas e flores, lançadas ao mar em pequenos barcos artesanais. Na verdade suas festividades e homenagens começam logo após o Natal e se estendem por todo mês de janeiro do ano seguinte em todo Brasil. Na praia de Copacabana as comemorações de Iemanjá marcam a passagem de ano e podem ser vistas também por toda orla marítima do Rio de Janeiro.

Qualidades ~ Candomblé: Yemowô - que na África é mulher de Oxalá, Iyamassê - é a mãe de Sàngó, Yewa - rio africano paralelo ao rio Ògún e que frequentemente é confundido em algumas lendas com Iemanjá, Olossa - lagoa africana na qual desaguam os rios Yewa e Ògún, Iemanjá Ogunté - que casa com Ògún Alagbedé, Iemanjá Asèssu - muito voluntariosa e respeitável, Iemanjá Saba ou Assabá - está sempre fiando algodão é a mais jovem.

IEMANJÁ = Santa Maria, Nossa Senhora
COR: azul 
DIA: 2 de fevereiro (31 de dezembro / 1 de janeiro)
DIA DA SEMANA: Sábado
METAL: prata e prateados
SÍMBOLOS: abebé prateado, alfange, agadá, obé, peixe, couraça, adê, braceletes, e pulseiras
AMALÁ: 7 velas brancas e 7 azuis, champanhe, manjar branco, rosas brancas ou outro tipo de flor branca. Local da entrega: Na praia. 
ERVAS (banho de descarrego): Pata de Vaca, Folhas de Lágrima de N. Senhora, Erva Quaresma, Trevo e chapéu de couro, Alfazema.


Arquétipo: (Do livro "Orixás - Pierre Fatumbi Verger - Editora Corrupio")

Tomamos emprestada a descrição do arquétipo de Iemanjá a Lydia Cabrera, sua filha, certamente a mais competente de todas aquelas que nos foi dado o prazer de conhecer: "As filhas (e filhos) de Iemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. 

Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Elas têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto". 

No arquétipo psicológico, segundo o livro 'Os Orixás', publicado pela Editora Três, expandem-se as características insinuadas pela descrição dos mitos e lendas de Iemanjá. Também fica fácil entender os conceitos principais se mantivermos a comparação com o Orixá Oxum. Como os filhos da mãe da água doce, os de Iemanjá, também gostam de luxo, das jóias caras e dos tecidos vistosos. Gostam de viver num ambiente confortável e, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa sofisticação em suas casas, se comparadas com as demais da comunidade de que fazem parte. 

Enquanto os filhos de Oxum são diplomatas e sinuosos, os de Iemanjá se mostram mais diretos. São capazes de fazer chantagens emocionais, mas nunca diabólicas. A força e a determinação fazem parte de seus caracteres básicos, assim como o sentido da amizade e do companheirismo. Como são pessoas presas ao arquétipo da mãe, a família e os filhos têm grande importância na vida dos filhos de Iemanjá. A relação com eles pode ser carinhosa, mas nunca esquecendo conceitos tradicionais como respeito e principalmente hierarquia. 


São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, inconsciente ancestral, e costumam, por isso casar ou associar-se cedo. Não apreciam as viagens, detestam os hotéis, preferindo casas onde rapidamente possam repetir os mecanismos e os quase ritos que fazem do cotidiano. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas obcecadas pela própria carreira, sem grandes planos para atividades a longo prazo, a não ser quando se trata do futuro de filhos e entes próximos.

Todos esses dados nos apresentam uma figura um pouco rígida, refratária a mudanças, apreciadora do cotidiano. Ao mesmo tempo, indicam alguém doce, carinhoso, sentimentalmente envolvente e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros. Mas nem tudo são qualidades em Iemanjá, como em nenhum Orixá. Seu caráter pode levar o filho desse Orixá a ter uma tendência a tentar concertar a vida dos que o cercam - o destino de todos estariam sob sua responsabilidade. Ela é mãe de todos nós.

Os filhos de Iemanjá são bons conhecedores da natureza humana, analíticos, demoram um pouco pra confiar em alguém. Quando aceitam uma pessoa no seu círculo íntimo de amigos, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a; seja nos erros ou acertos, tendo grande capacidade de perdoar as pequenas falhas humanas. Se um(a) filho(a) de Iemanjá guarda rancor ou tem sentimentos negativos para com outra pessoa, é melhor se afastar e esquecer. A mãe de toda vida terrena repudia violência, desamor, vingança, ódio e qualquer sentimento negativo entre seus filhos.

 Lenda de Iemanjá 
 segundo o Candomblé 



Iemanjá era a filha de Olokum, a deusa do mar. Em Ifé, ela tornou-se a esposa de Olofin-Odudua, com o qual teve dez filhos, estas crianças receberam nomes simbólicos e todos tornaram-se orixás. Um deles foi chamado de Oxumaré, o Arco-Íris, “aguele-que-se-desloca-com-a-chuva-e-revela-seus-segredos”. De tanto amamentar seus filhos, os seios de Iemanjá tornaram-se imensos. 

Cansada da sua estadia em Ifé, Iemanjá fugiu na direção do “entardecer-da-terra”, como os iorubas designam o Oeste, chegando a Abeokutá. Ao norte de Abeokutá, vivia Okerê, rei de Xaki. Iemanjá continuava muito bonita. Okerê desejou-a e propôs-lhe casamento. Iemanjá aceitou mas, impondo uma condição, disse-lhe: “Jamais você ridicularizará da imensidão dos meus seios.” Mas, um dia, ele bebeu vinho de palma em excesso. Voltou para casa bêbado e titubeante. Ele não sabia mais o que fazia. Ele não sabia mais o que dizia. Tropeçando em Iemanjá, esta chamou-o de bêbado e imprestável. Okerê, vexado, gritou: “Você, com seus seios compridos e balançantes! Você, com seus seios grandes e trêmulos!” Iemanjá, ofendida, fugiu em disparada.

Certa vez, antes do seu primeiro casamento, Iemanjá recebera de sua mãe, Olokum, uma garrafa contendo uma poção mágica pois, dissera-lhe esta: “Nunca se sabe o que pode acontecer amanhã. Em caso de necessidade, quebre a garrafa, jogando-a no chão.” Em sua fuga, Iemanjá tropeçou e caiu, a garrafa quebrou-se e dela nasceu um rio. As águas tumultuadas deste rio levaram Iemanjá em direção ao oceano, residência de sua mãe Olokum. Okerê, contrariado, queria impedir a fuga de sua mulher. 

Querendo barrar-lhe o caminho, ele transformou-se numa colina, chamada, ainda hoje, Okerê, e colocou-se no seu caminho, Iemanjá quis passar pela direita, Okerê deslocou-se para a direita, Iemanjá quis passar pela esquerda, Okerê deslocou-se para a esquerda. Iemanjá vendo assim bloqueado seu caminho para a casa materna, chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos. Xangô veio com dignidade e seguro do seu poder, Ele pediu uma oferenda de um carneiro e quatro galos, um prato de “amalá”, preparado com farinha de inhame, e um prato de “gbeguiri”, feito com feijão e cebola e declarou que, no dia seguinte, Iemanjá encontraria por onde passar. 

Nesse dia, Xangô desfez todos os nós que prendiam as amarras da chuva, começaram a aparecer nuvens dos lados da manhã e da tarde do dia, começaram a aparecer nuvens da direita e da esquerda do dia e quando todas elas estavam reunidas, chegou Xangô com seu raio. Ouviu-se então: "Kakara rá rá rá" … Ele havia lançado seu raio sobre a colina Okere. Ela abriu-se em duas e, "suichchchch" … Iemanjá foi-se para o mar de sua mãe Olokum, aí ficou e recusa-se, desde então, a voltar em terra.





Seus filhos chamam-na e saúdam-na: 

“Odo Iyá, a Mãe do rio, ela não volta mais.
Iemanjá, a rainha das águas, que usa roupas cobertas de pérola.”
Ela tem filhos no mundo inteiro. 
Iemanjá está em todo lugar onde o mar vem bater-se com suas ondas espumantes.
Seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la.
Odô Iyá, Iemanjá, Ataramagbá
Ajejê lodô! Ajejê nilê!
“Mãe das águas, Iemanjá, que estendeu-se ao longe na amplidão. 
Paz nas águas! Paz na casa!”

 Oração de Iemanjá para abrir caminhos 

"Salve, Estrela do Mar, deusa poderosíssima, mãe e advogada de todos os que navegam no mar agitado da vida!

À vossa valiosa proteção confia-nos o vosso séquito de auxiliares, sereias, ninfas, caboclas do mar, para serem nossas guias, protetoras, consolo e alento durante as tempestades da vida terrestre.

Refugiamo-nos cheios de confiança e fé em vossa aura e manto vibratório.

Seja nossa guia, seja nosso farol, seja sempre nossa brilhante estrela divina que nos orienta, a fim de que nunca pereçamos nem nos falte rumo da rota segura que nos fará desviar dos escolhos do mar agitado da vida material.

Aceitai a minha devoção humilde como símbolo de meu carinho e esperança, para que eu possa trilhar o caminho vital com a mente limpa e o corpo sem os fluídos negativos que possam dificultar minhas atividades. 


Odoyá! Assim seja!"

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ORAÇÕES CATÓLICAS À IEMANJÁ (NOSSA SENHORA)
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 Nossa Senhora dos Navegantes 

"Ó Nossa Senhora dos Navegantes, Mãe de Deus criador do céu, da terra, dos rios, lagos e mares; protegei-me em todas as minhas viagens. 

Que ventos, tempestades, borrascas, raios e ressacas, não perturbem a minha embarcação e que monstro nenhum, nem incidentes imprevistos causem alteração e atraso à minha viagem, nem me desviem da rota traçada. 

Virgem Maria, Senhora dos Navegantes, minha vida é a travessia de um mar furioso. As tentações, os fracassos e as desilusões são ondas impetuosas que ameaçam afundar minha frágil embarcação no abismo do desânimo e do desespero. 

Nossa Senhora dos Navegantes, nas horas de perigo eu penso em vós e o medo desaparece; o ânimo e a disposição de lutar e de vencer tornam a me fortalecer. Com a vossa proteção e a bênção de vosso Filho, a embarcação da minha vida há de ancorar segura e tranqüila no porto da eternidade.

Nossa Senhora dos Navegantes, Rogai Por Nós!"

 Nossa Senhora do Perpétuo Socorro 

"Ó Senhora do Perpétuo Socorro, mostrai-nos que sois verdadeiramente nossa Mãe, obtendo-me o seguinte benefício: (faz-se o pedido) e a graça de usar dela para a glória de Deus e a salvação de minha alma.

Ó glorioso Santo Afonso, que por vossa confiança na bem-aventurada Virgem conseguistes tantos favores e tão perfeitamente provastes, em vossos admiráveis escritos, que todas as graças nos vêm de Deus pela intercessão de Maria, alcançai-me a mais terna confiança para com nossa Mãe do Perpétuo Socorro e rogai-lhe, com instância, que me conceda o favor que reclamo de seu poder e bondade maternal.

Eterno Pai, em nome de Jesus e pela intercessão de nossa Mãe do Perpétuo Socorro e de Santo Afonso, peço-vos que me atendais para vossa glória e bem da minha alma. ASSIM SEJA."
~~~~~~~

 Nossa Senhora da Piedade 

"Prostrado aos vossos pés, ó grande Rainha dos céus, vos venero e confesso que sois filha do divino Pai, Mãe do Verbo divino e Esposa do Espírito Santo. Sois cheia de graça, de virtude e de dons celestes, sois templo puríssimo da Santíssima Trindade. Sois a tesoureira e despenseira de suas misericórdias. 

Sendo vosso puríssimo coração cheio de caridade, de doçura e de ternura para conosco, pecadores, por isso vos chamamos mãe da divina Piedade. Por isso, com grande confiança me apresento a vós, mãe amorosíssima, aflito e angustiado, e vos peço fazer-me experimentar a caridade com que me amastes, concedendo-me a graça... se for conforme a divina vontade e para meu proveito. 

Volvei, vos suplico, os vossos puríssimos olhos a mim e a todos os meus próximos. Recordai-vos, terníssima mãe, que somos vossos filhos redimidos com o preciosíssimo sangue de vosso Unigênito. Dignai-vos rogar incessantemente à Santíssima Trindade, a fim de que nos conceda as graças com as quais os justos se santificam e os pecadores se convertem. 

Rogai, mãe amorosíssima, esta graça pela infinita bondade de Deus, pelos méritos de vosso santíssimo Filho, pela solicitude com que o servistes, pelo amor com que amastes, pelas lágrimas que derramastes e pela dor que sofrestes em sua paixão. 

Alcançai-nos o grande dom que todo o mundo forme um povo e uma Igreja, que dê glória, honra e agradecimento à Santíssima Trindade a vós que sois a medianeira. Esta graça nos conceda o poder do Pai, a sabedoria do Filho e a virtude do Espírito Santo. Assim seja."

 Nossa Senhora Aparecida 
(Para pedir uma graça - Reze 3 dias seguidos, em caso extremo fazer em 3 horas)

"Querida Mãe Nossa Senhora Aparecida,
Vós que nos amais e nos guiais todos os dias,
vós que sois a mais bela das Mães,
a quem eu amo de todo o meu coração.
Eu vos peço mais uma vez que me ajudeis a alcançar uma graça...
Sei que me ajudareis e sei que me acompanhareis sempre,
até a hora da minha morte. AMÉM."



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Simpatias e Oração de Réveillon




A passagem de ano é o marco de um ciclo de 365 dias que se acaba para que comece a contar uma nova jornada de nosso Planeta em torno do Sol. A famosa noite da virada é mais do que uma festa, é um ritual de passagem de uma condição, ano velho, para uma nova jornada, ano novo.

É uma data mágica, com muita energia no ar, na qual deixamos as energias de um ano que se finda, que não nos servem mais e recebemos todo Axé necessário para viver o ciclo que se inicia a meia-noite do dia 31 de dezembro, ou zero hora do dia 1 de janeiro.

A ocasião é perfeita para fazer uma simpatia e oração de ano novo, uma oração de agradecimento por tudo que passou e pelo que virá é uma maneira de se aproximar ainda mais dos sonhos e objetivos. Para qualquer simpatia de ano novo, ou outra qualquer, dar certo, você precisa acreditar e, acima de tudo, orar por proteção e como forma de agradecimento.

É claro que não podemos abrir mão do esforço próprio; para que nossos projetos, sonhos e desejos se realizem, mas não custa nada contar com uma ajudinha extra. Que tal começar a preparar algumas simpatias para fazer na Noite da Virada e atrair boas energias para o Ano Novo? Mesmo quem não acredita nessas coisas, pode experimentar. Afinal pode ser divertido e não custa nada tentar.

Deixe a positividade tomar conta de você, das tuas pessoas queridas e do ambiente, atraindo boas energias principalmente através dos pensamentos. Pensamentos positivos nunca são demais e, de qualquer forma, fazer simpatias e orações para o Ano Novo, pode ser uma atração divertida e diferente para animar a festa de passagem de ano junto à sua família e seus amigos.

Simpatias

Sempre temos esperança no crescimento material para o ano que se inicia, desejando um Ano Novo cheio de Prosperidade. Para isso há sete simpatias muito simples de se fazer. Você pode optar por fazer apenas uma ou se quiser todas, fica ao seu critério, o principal é pensar e agir positivamente. 

Como dito anteriormente, você acreditando ou não, não custa tentar e pode ser bem divertido. Quem acredita faz todo ano e afirma que sim, elas funcionam:

1. Chupe sete sementes de romã na noite de Réveillon e não as jogue fora. Embrulhe em um papel e guarde esse pacotinho na carteira ao longo do ano.

2. Espalhe punhados de arroz cru por todos os cantos da casa, mentalizando o seu desejo de prosperidade para você e toda a sua família. Retire o arroz em 6 de janeiro, Dia de Reis, e jogue-o no jardim.

3. Não deixe faltar um prato com lentilha na ceia. A leguminosa, além de nutritiva, é tradicionalmente tida como um imã de prosperidade. Se você come carne, dê preferencia à carne de porco, que fuça, ou de peixe, que nada sempre em frente.

4. Coloque uma nota de dinheiro no bolso ou na carteira para passar a Virada, tem gente que também gosta de colocar no sapato ou na meia... enfim, dinheiro chama dinheiro diz a sabedoria popular.

5. Use roupa branca e escolha uma peça amarelo-claro para passar a virada de ano. Reza a crendice que usar roupa íntima amarela atrai prosperidade.

6. Tenha sempre cachos de uva em sua ceia. Só não se esqueça que para a simpatia é necessário que ela tenha semente. Coma uma uva fazendo um desejo e guarde as sementes. Os mais supersticiosos comem 12 uvas, uma representando cada mês no ano que está por vir, uma seguida da outra. Fazendo um desejo a cada uva que comer, depois deixar as sementes secarem e guardar na carteira.

7. O principal! Lembre-se da crença de que tudo o que você fizer nessa hora, tende a se repetir durante o ano inteiro.

Oração de Ano Novo

“Meu adorado Deus, te quero oferecer nesta altura em que tempo vira mais uma página da nossa vida, nosso olhar e nossas orações. Queremos ser diante do Pai e do Filho, como Jesus foi perante a Mãe Santíssima e S. José, totalmente dependente. 

Acima de tudo, te queremos agradecer pelas graças recebidas ao longo de todo este ano, pelo perdão, pelo amor e pela comunhão com Deus. Também agradeço por termos forças para enfrentar todos os obstáculos, todas nossas obrigações e deveres.

Hoje, o mundo se prepara para celebrar mais um final de ano e um começo de um novo. Nos ajude a lembrar que foi seu nascimento, Jesus, que originou todos os séculos e que nesse momento o tempo parou de contar para começar um novo começo.

Que este novo ano seja, para mim e para todos aqueles que querem o bem, um momento de felicidade e paz sincera e total, que a união se faça e que todos se unam em torno do bem.

Amém!”

Iemanjá

Mas uma tradição no Brasil que não pode deixar de ser realizada para quem vai passar o Réveillon na praia é a famosa simpatia de pular 7 ondas do mar quando o relógio marca meia-noite. Essa simpatia na véspera do Ano Novo, presente há décadas na vida de muitos brasileiros, está ligada à Umbanda e tem como intuito homenagear Iemanjá. De acordo com a tradição, Iemanjá, através de sua divindade, nos purifica e dá força para vencer os obstáculos que teremos que enfrentar no próximo ano.

Pule as sete ondas depois da Virada e faça um desejo para cada uma. Depois de terminar, saia do mar devagar, andando de costas para a areia, sempre encarando o mar. Só vire as costas para o oceano quando sair completamente da água, para deixar por lá toda a energia negativa.

Preferindo você também pode fazer uma Oferenda para Iemanjá.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

IEMANJÁ ~ Como agradar a Rainha sem degradar o Mar


"Dia 02 de fevereiro, é dia de Iemanjá. Nesta data tão especial, os baianos têm a tradição de levar oferendas coloridas, perfumadas, cheias de flores e presentes para a rainha do mar. Mas quais presentes podem ser oferecidos a Iemanjá e que não contribuam para a degradação do ambiente marinho? Para ajudar a escolher presentes que não agridam o meio ambiente e saber quais oferendas podem ser evitadas, o biólogo e professor da Universidade Federal de Alagoas, Cláudio Sampaio manda às dicas. 

“Em um dia festivo, de confraternização, a gente, querendo agradar, acaba agredindo o mar”, afirma Sampaio. Ele ressalta que esta questão deve ser tratada com cuidado, já que estão envolvidas questões antropológicas, sociais, ambientais e que é uma tradição na Bahia.

“O presente é muito importante para manter a tradição viva, mas a gente tem que começar a pensar que os plásticos devem ser evitados”, ressalta o biólogo Cláudio Sampaio. Ou seja, as bonecas, embalagens e outros presentes feitos com este material, ao serem colocados no mar, afetam o meio ambiente. Neste caso, mudanças simples na oferenda podem ajudar a casa da rainha do mar e, ao mesmo tempo, manter a tradição. Se deseja presentear Iemanjá com uma boneca, escolha uma de pano, ou se pretende dar um pente, que seja de madeira, de preferência reflorestada, recomenda Sampaio.

Afinal, segundo o biólogo, os prejuízos que os plásticos trazem são tanto de ordem econômica, como danificar embarcações pesqueiras (no momento que este material se enrola nas hélices, por exemplo) e deixar as praias sujas, feias, espantando o turismo; quanto de ordem ambiental. A ingestão acidental de plástico por animais como tartaruga, peixes, tubarões e golfinhos, por exemplo, resulta na morte de milhares deles, sendo muitas espécies ameaçadas em extinção. Ele explica que os animais que não conseguem vomitar este plástico acabam morrendo por inanição, por ficar com o estômago cheio e permanecer mecanicamente saciado “É uma morte dolorosa, triste”, lamenta.

O perfume representa uma das oferendas mais tradicionais a Iemanjá. Para contribuir com a preservação da casa da rainha do mar, Cláudio Sampaio recomenda perfumar o balaio, ao invés de jogar o frasco, o vidro ou a tampa de plástico. Também deve ser evitado o despejo de perfume e de objetos nas piscinas naturais, presentes na orla de Salvador, aquelas que se formam durante a maré baixa. “Além de serem um ecossistema frágil, as piscinas naturais servem de berçário para peixes, lagostas”, explica o biólogo, que aponta que o impacto também é maior nestes ambientes por ter um volume reduzido de água.

- Flores podem ser a melhor opção

Se tiver dúvida do que presentear Iemanjá, opte por flores ou outros produtos naturais. Esta é a recomendação do biólogo Cláudio Sampaio. Afinal, as flores são um presente 100% natural, orgânico, com preço relativamente baixo. Além disso, “qual é a mulher que não gosta de receber flores?”, brinca. Mas também devemos ter cuidado com os arranjos: fitas e adereços plásticos devem ser evitados, dando preferência por arranjos com fibras naturais, por exemplo.

Sampaio ressalta que o dia 02 de fevereiro é um dia muito especial, porque traz boa parte da população baiana para a praia, não com o objetivo de lazer, mas para agradecer, fazer pedidos e orar. “Mas também pode ser uma oportunidade para chamar atenção para a poluição”, afirma o biólogo."

(Fonte: IBahia)




segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

IEMANJÁ :: 2 DE FEVEREIRO




ORIXÁ IEMANJÁ (ou Yemanjá)


Dia: Sábado 
Data: 02 de fevereiro 
Metal: Prata e Prateados. 
Pedra: Água marinha. 
Cor: Branco transparente 
Comida: Epo de milho branco, manjar branco com leite de coco e açúcar, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz e mamão. 
Símbolo: Obebê Branco.

YEMANJÁ é considerada mãe de todos os demais ORIXÁS OGUM, XANGÔ, OBÁ, OXOSSI e OXUM que nasceram de caso ilícito que teve com IFÁ. NANÃ Yemanjá, é mãe de OMULU e OXUMARÉ. YEMANJÁ, por sua vez, filha de OLODKUN, ORIXÁ masculino em BENIN, ou feminino em IFÉ, sempre do mar. 

No Brasil, é muito venerada, e seu culto tornou-se quase independente do CANDOMBLÉ. É representada como uma sereia de longos cabelos pretos. Rege a maternidade, e a mãe dos peixes que representam fecundidade. 

Seu dia é sábado. Nas grandes "obrigações", são oferecidos cabra branca, pata ou galinha branca. Gosta muito de flores e é costume oferecer-lhe de quatro a sete rosas brancas abertas, que são jogadas ao mar para agradecimento. Sua cor é o branco com azul. Usa um ADÉ com franjas de miçangas que esconde o rosto. Leva na mão o BÉBÊ -- leque ritual de metal prateado de forma circular, com uma sereia recortada no centro. 

IEMANJÁ

Mãe poderosa, que governa os oceanos, dona da mente e do pensamento, dona da viagem e das mudanças.

Iemanja é a mais popular dos Orixás no Brasil, representa o mar. De seu ventre nasceram a maioria dos Orixás, é esposa de Oxala, senhor da criação, ela é freqüentemente representada por uma sereia, principalmente na Umbanda, ela representa a mãe, a família, senhora imponente, se contrariada não tem quem a acalme. A dança de Iemanja é solene e cheia de ondulações, seu dia da semana é sexta-feira, sua cor é o azul, no Sul é sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes, inclusive, uma das maiores homenagens feita para Iemanja é no dia dois de fevereiro, dia da Santa católica

Yemanjá 

1. Yemanjá Ogunte (esposa de Ogum Alagbedé) 
2. Yemanjá Saba (fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá) 
3. Yemanjá Sesu/Susure (voluntariosa e respeitável, mensageira de olokun) 
4. Yemanjá Tuman/Aynu/Iewa 
5. Yemanjá Ataramogba/Iyáku (vive na espuma da ressaca da maré) 
6. Iya Masemale/Iamasse (mãe de Xangô) 
7. Awoyó/Iemowo (a mais velha de todas, esposa de Oxalá)


ESTEREÓTIPO DE YEMANJÁ

As filhas de Iemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. 

Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Elas têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto. 

O tipo psicológico dos filhos de YEMANJÁ é imponente, majestosa e belo, calmo, sensual, fecundo e cheio de dignidade e dotado de irresistível fascínio (o canto da sereia). As filhas de YEMANJÁ são boas donas de casa, educadoras pródigas e generosas, criando até os filhos de outros (OMULU). Não perdoam facilmente, quando ofendidas. São possessivas e muito ciumentas. YEMANJÁ, por presidir a formação da individualidade, que como sabemos está na cabeça, está presente em todos os rituais, especialmente o BORI.

Qualquer oferenda requer preceitos e rituais anteriores à oferenda propriamente dita. Como: banho de descarrego, acender vela para o anjo da guarda, etc.

Ervas para o Banho de Descarrego

Pata de Vaca, Folhas de Lágrima de N.Senhora, Erva Quaresma, Trevo e chapéu de couro, Alfazema.

O BANHO DEVE SER TOMADO DO PESCOÇO PARA BAIXO, NUNCA NA CABEÇA!

Amalá

7 velas brancas e 7 azuis, champanhe, manjar branco, rosas brancas ou outro tipo de flor branca.

MANJAR

2 colheres ( sopa ) de maizena, meia xícara de leite de côco, 1 xícara de leite, 1/4 de xícara de açúcar, raspa de laranja

Dissolver a maizena no leite frio. Juntar os outros ingredientes e levar ao fogo, mexendo até engrossar. Esfriar em fôrma molhada.
(ver receita de Manjar Branco de Iemanjá)

Leia também: Iemanjá, a Rainha do Mar

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Oferenda para Iemanjá durante as comemorações de Ano Novo



Fazer um agrado pra Mãe d'água, Rainha das Ondas e sereias do mar, é fácil. Muita gente acredita que uma boa oferenda pra Iemanjá traz boa sorte no ano que está nascendo, e traz mesmo.

A oferenda pode ser feita qualquer dia próximo da virada de ano e fica meio que ao critério de cada um. 

Você pode simplesmente jogar flores ao mar - dando preferência às palmas e rosas brancas - ou ainda abrir um espumante branco, doce, e despejar sobre as ondas. 

Para uma oferenda completa, você pode fazer um Amalá para Iemanjá. Na Umbanda usamos os seguintes elementos:

7 velas brancas e 7 azuis, champanhe, manjar branco. O manjar servido em folha de bananeira, deve ser enfeitando, em volta, com rosas brancas ou outro tipo de flor branca. Você pode arrumar as 7 velas brancas e as 7 azuis em maços, amarrando com uma fita azul e/ou branca - queimando todas juntas fica mais fácil de acender, principalmente se estiver ventando - use fósforos e se não os tiver acenda uma vela extra com isqueiro, então com esta vela acenda as demais, descartando-a depois. Se quiser pode colocar o espumante branco em um coité (casca de coco), derramando o restante, em círculo, sobre as flores. O local de entrega para Iemanjá é sempre na praia.

Depois que acender as velas e colocar o champanhe, não se esqueça de agradecer pelos bons momentos deste ano que se vai e pedir que frutifiquem, multipliquem as bênçãos no ano que chega. Pense só coisas boas e lembre-se que a alegria depende de você, não é um fator externo. Não há porque competir, e sim colaborar, lembre-se: 'é a união que faz a força!'. Procure sempre a companhia de pessoas generosas, que somem com você, afaste tudo de negativo. Peça que Iemanjá leve todo mal para o fundo do mar, que suas ondas, ao rolarem na praia, levem tudo de ruim e que as mesmas ondas tragam tudo de bom.

Faça seus pedidos à mãe Iemanjá, se quiser pode inclusive escrever em um bilhetinho e colocar junto na oferenda. Se preferir você também pode usar um barquinho pra colocar sua oferenda, arrume tudo no barquinho, acenda as velas, pule sete ondas e solte o barquinho no mar. Sempre depois de fazer sua oferenda vá até o mar, molhe os pés, medite por um instante, faça uma oração, permita-se receber o maravilhoso Axé de Iemanjá.

Não deixe lixo na praia! As velas queimadas juntas, queimam até o final e pouco resta da parafina. Não deixe pratos, copos, taças ou garrafas na praia, além de não serem bio-degradáveis, alguém pode se cortar com os cacos. Se quiser dar um presente dê as jóias que estiver usando, se for dar perfume derrame-o no mar, Iemanjá não precisa do vidro. Não deixe objetos de plástico, frascos de vidro ou espelhinhos na praia, só vai poluir...

Usando folha de bananeira pra colocar a comida e despejando a bebida em torno da entrega o poder da oferenda será ainda maior. Outra dica é antes de deitar sua oferenda cavar um buraco na areia, isto vai ajudar a arrumar sua oferenda mais bonita e as velas a queimarem melhor, principalmente se estiver ventando. Faça uma festa bonita pra Iemanjá, Ela gosta, e beleza também é magia. Capriche, com certeza Iemanjá irá lhe retribuir, com toda beleza e magia que tem as forças do mar.


"Ó Nossa Senhora dos Navegantes, Mãe de Deus criador do céu, da terra, dos rios, lagos e mares; protegei-me em todas as minhas viagens. 

Que ventos, tempestades, borrascas, raios e ressacas, não perturbem a minha embarcação e que monstro nenhum, nem incidentes imprevistos causem alteração e atraso à minha viagem, nem me desviem da rota traçada.

Virgem Maria, Senhora dos Navegantes, minha vida é a travessia de um mar furioso. As tentações, os fracassos e as desilusões são ondas impetuosas que ameaçam afundar minha frágil embarcação no abismo do desânimo e do desespero. 

Nossa Senhora dos Navegantes, nas horas de perigo eu penso em vós e o medo desaparece; o ânimo e a disposição de lutar e de vencer tornam a me fortalecer. Com a vossa proteção e a bênção de vosso Filho, a embarcação da minha vida há de, um dia, ancorar segura e tranquila no porto da eternidade.

Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós.  

Que assim seja! 

Odoyá!"

Imagem: Luan di Nunes e Cleiton/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O culto a Iemanjá durante o Réveillon

Rainha do Mar


IEMANJÁ é considerada mãe de todos os ORIXÁS. No Brasil, é muito venerada, e seu culto tornou-se quase independente das religiões de matriz africana. É representada como uma sereia de longos cabelos pretos. Rege a maternidade, e é a mãe de toda vida e representa a fecundidade. Seu dia da semana é sábado, entretanto é cultuada popularmente e em larga escala durante a passagem de ano; quando representa a renovação, o término de um cíclo e início de outro, uma nova vida.

Gosta muito de flores e é costume oferecer-lhe sete rosas, ou palmas, brancas abertas, que são jogadas ao mar em oferenda e como agradecimento. Sua cor é a branca com azul.

Elementos

Axé: Conchas e pedras marinhas, numa vasilha de porcelana azul.

Insígnias: uma espada de folha-de-flandres e uma espécie de leque circular, também de folha-de-flandres, com adornos e, no centro, uma sereia recortada.

Morada: Mar, foz de rios, enseadas e baías.

Metal: Prata.

Pedra: Água-marinha

Perfumes: Fleur de Rocaille, lírio, Syntoma.

Saudação: Odô-Yá!

História

Na África, as esculturas com a efígie de Iemanjá mostram uma mulher de seios exuberantes, símbolo de fertilidade. A lenda diz que da união de Obatalá e Odudua nasceram Aganju, a terra firme, e Iemanjá, as águas. Os dois irmãos também se unem e geram Orungã, o ar, o espaço entre o céu e a terra.

Em outra versão, contam que Iemanjá é filha de Olokum, a Senhora dos Oceanos, e que foi casada com um homem poderoso com quem teve dez filhos. Um dia, cansada de sua permanência em Ifé, foge na direção oeste, levando consigo uma garrafa que havia ganho certa vez de Olokun, contendo um misterioso preparado, a qual ela deveria quebrar jogando ao chão quando estivesse em perigo.

Iemanjá instalou-se em Abeokutá (seria uma alusão à migração da nação Egbá). O marido lança seu exército em busca de Iemanjá, com o objetivo de trazê-la de volta a Ifé. Quando se vê cercada, ela não se entrega, mas segue os conselhos de Olokum e quebra a garrafa.Imediatamente forma-se um rio, que a leva para Okun, o mar, morada de Olokum.

Deusa da foz dos rios e quebra-mares, a rainha dos mares, como é conhecida, é poderosa e atraente, e, quando invocada por quem realmente a conhece, propicia favores e ajudas inestimáveis. Tem a grande capacidade da mãe que sempre atende a um filho, que geralmente caracteriza-se por ser pessoa voluntariosa.


Candomblé


No candomblé, Iemanjá veste saia rodada, bata de rendão, estola e, na cabeça, um gorro de pêlo branco ou uma espécie de mitra. Do gorro ou da mitra pende uma franja de contas, sobre o rosto. Iemanjá dança com movimentos que imitam as ondas do mar.

O grande culto de Iemanjá, no entanto, não é celebrado dentro do Terreiro, mas ao ar livre. Rainha, sereia, mãe-d’água, ela é a deusa de "todas as águas" da Bahia de Todos os Santos, cultuada em Amaralina e Itapoã, no Dique e no Rio Vermelho, nos lados de Abaeté e nas pedras de Monte-Serrate, e do outro lado, na ilha de Itaparica.

No dia 2 de fevereiro, de Nossa Senhora das Candeias (apesar da santa ser identificada na Bahia como Oxum, a festa é de Iemanjá), sai para o largo a grande e festiva procissão marítima dos candomblés e do povo da Bahia. Tudo tem início na Casa do Peso, assim chamada por ser aonde os pescadores levam o peixe para ser pesado. A pequena edificação, num promontório do Rio Vermelho, amanhece enfeitada com um arco de folhas de coqueiro e bandeirinhas multicoloridas. 


Lá dentro, sob a atenta e respeitosa vigilância de uma mãe-de-santo e de um pai-de-santo, um grande balaio aguarda os presentes para Iemanjá. Os crentes formam longa filha e, um a um, vão colocando no balaio bilhetes para Janaína, pedindo ajuda em casos de amor e dinheiro, na realização de sonhos e ambições; e depositam os presentes do seu amor e da sua devoção – flores, perfumes, tecidos, rendas, fitas, dinheiro, espelhos, pentes, sabonetes... presentes que a deusa irá receber em alto mar. Inclusive animais vivos. Pois nada é demais para ser dado a Iemanjá. Ela é a senhora do mar – a que amaina a fúria das ondas, contorna os escolhos, impede que as redes de pesca voltem vazias.


Perto da Casa do Peso ressoam os atabaques, ritmando os cânticos sagrados. E há rodas de samba e de capoeira. E uma verdadeira multidão. Chega, enfim, o grande momento. A mãe e as filhas-de-santo saem com o grande balaio repleto de oferendas, rumo ao barco que vai levá-lo à Rainha do Mar. E logo parte a procissão dos saveiros e outras embarcações. Num determinado ponto, em lugar bem fundo, o balaio é depositado sobre as águas. Se o presente não afundar, é sinal de que não foi aceito por Iemanjá. Mas ela sempre aceita, bondosa e compassiva, sendo muito difícil que um presente para Janaína fique boiando sobre as ondas.

Ante a expectativa geral, os barcos regressam, com a alegre notícia de que a deusa recebeu de bom grado as oferendas. Os atabaques ressoam mais festivos. Os cânticos se elevam com mais exaltação e alegria. Iemanjá está em paz com seus filhos e propiciará sejam todos os desejos realizados.


Iemanjá na Umbanda - Oferendas - Festejo no Réveillon


A linha de Iemanjá governa a Calunga Grande, o Mar. Suas cores são o branco e o azul. Nas oferendas a Iemanjá não podem faltar flores de cor branca – rosas, cravos, lírios, palmas-de-santa-rita – perfumes, moedas de níquel, sabonete pequeno e outros agrados, que são deixados na praia, junto do mar, ou colocados num barquinho, que é solto nas ondas.

A comida é o manjar branco e a bebida é o champanhe, frequentemente democratizada como cidra espumante.

A festa de Iemanjá é celebrada a 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Glória, com quem está sincretizada. Entretanto é na passagem do ano que se realiza a gigantesca e impressionante comemoração popular em seu louvor. Os devotos, filhos e filhas de fé, com suas roupas brancas e colares de muitas cores, improvisam Terreiros nas praias – um círculo de flores fincadas na areia e velas acesas e garrafas de bebidas e as comidas dos santos... Entoam-se cânticos rituais, ao som dos atabaques. Baixam os Guias Espirituais que atendem as consultas. O povo traz presentes para Iemanjá, com braçadas de flores brancas. Soltam-se no mar barquinhos com oferendas. Jogam-se moedas nas ondas, pulam-se 7 ondas, propiciando um bom Ano Novo.

As velas acesas se multiplicavam nas praias urbanas da Zona Sul do Rio, e, vistas a uma certa distância, daõ impressão de que as estrela estão também espalhadas pela areia. A noite de Iemanjá transformou-se num show promovido pela TV e outros meios de comunicação, atraindo grandes multidões. Em Copacabana, a meia-noite, espetáculos pirotécnicos são realizados por grandes hotéis e firmas comerciais. Pessoas do Brasil, e do mundo inteiro, celebram Iemanjá durante a passagem de ano nas praias cariocas.

Ritual de Ano Novo - entrega


Para receber a benção da Rainha do Mar e atrair muito sucesso, vá até a praia na semana em que acontece a passagem de ano, ou mesmo no dia do Réveillon. 

Coloque nas águas um barquinho contendo algumas frutas, como: maçãs, uvas, mamão; sete rosas brancas, pergume de alfazema... Junto das oferendas, coloque um papel com todos seus pedidos por escrito e velas azuis, brancas ou bicolores azul e branca, sempre em número de 1, 3, 5, 7 ou múltiplo de 7. Depois, abra uma champanhe e despeje o líquido no mar repetindo seus pedidos em voz alta. 

Você também pode fazer esta oferenda na areia da praia, despejando o espumante em volta da mesma; mas não deixe de ao menos molhar os pés na água do mar. Este ritual certamente irá abrir seus caminhos para o ano que está nascendo, trazendo ótimas energias daquela que é Mãe d'água, Rainha das Ondas e Sereias do Mar.



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