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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

IEMANJÁ ~ Como agradar a Rainha sem degradar o Mar


"Dia 02 de fevereiro, é dia de Iemanjá. Nesta data tão especial, os baianos têm a tradição de levar oferendas coloridas, perfumadas, cheias de flores e presentes para a rainha do mar. Mas quais presentes podem ser oferecidos a Iemanjá e que não contribuam para a degradação do ambiente marinho? Para ajudar a escolher presentes que não agridam o meio ambiente e saber quais oferendas podem ser evitadas, o biólogo e professor da Universidade Federal de Alagoas, Cláudio Sampaio manda às dicas. 

“Em um dia festivo, de confraternização, a gente, querendo agradar, acaba agredindo o mar”, afirma Sampaio. Ele ressalta que esta questão deve ser tratada com cuidado, já que estão envolvidas questões antropológicas, sociais, ambientais e que é uma tradição na Bahia.

“O presente é muito importante para manter a tradição viva, mas a gente tem que começar a pensar que os plásticos devem ser evitados”, ressalta o biólogo Cláudio Sampaio. Ou seja, as bonecas, embalagens e outros presentes feitos com este material, ao serem colocados no mar, afetam o meio ambiente. Neste caso, mudanças simples na oferenda podem ajudar a casa da rainha do mar e, ao mesmo tempo, manter a tradição. Se deseja presentear Iemanjá com uma boneca, escolha uma de pano, ou se pretende dar um pente, que seja de madeira, de preferência reflorestada, recomenda Sampaio.

Afinal, segundo o biólogo, os prejuízos que os plásticos trazem são tanto de ordem econômica, como danificar embarcações pesqueiras (no momento que este material se enrola nas hélices, por exemplo) e deixar as praias sujas, feias, espantando o turismo; quanto de ordem ambiental. A ingestão acidental de plástico por animais como tartaruga, peixes, tubarões e golfinhos, por exemplo, resulta na morte de milhares deles, sendo muitas espécies ameaçadas em extinção. Ele explica que os animais que não conseguem vomitar este plástico acabam morrendo por inanição, por ficar com o estômago cheio e permanecer mecanicamente saciado “É uma morte dolorosa, triste”, lamenta.

O perfume representa uma das oferendas mais tradicionais a Iemanjá. Para contribuir com a preservação da casa da rainha do mar, Cláudio Sampaio recomenda perfumar o balaio, ao invés de jogar o frasco, o vidro ou a tampa de plástico. Também deve ser evitado o despejo de perfume e de objetos nas piscinas naturais, presentes na orla de Salvador, aquelas que se formam durante a maré baixa. “Além de serem um ecossistema frágil, as piscinas naturais servem de berçário para peixes, lagostas”, explica o biólogo, que aponta que o impacto também é maior nestes ambientes por ter um volume reduzido de água.

- Flores podem ser a melhor opção

Se tiver dúvida do que presentear Iemanjá, opte por flores ou outros produtos naturais. Esta é a recomendação do biólogo Cláudio Sampaio. Afinal, as flores são um presente 100% natural, orgânico, com preço relativamente baixo. Além disso, “qual é a mulher que não gosta de receber flores?”, brinca. Mas também devemos ter cuidado com os arranjos: fitas e adereços plásticos devem ser evitados, dando preferência por arranjos com fibras naturais, por exemplo.

Sampaio ressalta que o dia 02 de fevereiro é um dia muito especial, porque traz boa parte da população baiana para a praia, não com o objetivo de lazer, mas para agradecer, fazer pedidos e orar. “Mas também pode ser uma oportunidade para chamar atenção para a poluição”, afirma o biólogo."

(Fonte: IBahia)




segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

IEMANJÁ :: 2 DE FEVEREIRO




ORIXÁ IEMANJÁ (ou Yemanjá)


Dia: Sábado 
Data: 02 de fevereiro 
Metal: Prata e Prateados. 
Pedra: Água marinha. 
Cor: Branco transparente 
Comida: Epo de milho branco, manjar branco com leite de coco e açúcar, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz e mamão. 
Símbolo: Obebê Branco.

YEMANJÁ é considerada mãe de todos os demais ORIXÁS OGUM, XANGÔ, OBÁ, OXOSSI e OXUM que nasceram de caso ilícito que teve com IFÁ. NANÃ Yemanjá, é mãe de OMULU e OXUMARÉ. YEMANJÁ, por sua vez, filha de OLODKUN, ORIXÁ masculino em BENIN, ou feminino em IFÉ, sempre do mar. 

No Brasil, é muito venerada, e seu culto tornou-se quase independente do CANDOMBLÉ. É representada como uma sereia de longos cabelos pretos. Rege a maternidade, e a mãe dos peixes que representam fecundidade. 

Seu dia é sábado. Nas grandes "obrigações", são oferecidos cabra branca, pata ou galinha branca. Gosta muito de flores e é costume oferecer-lhe de quatro a sete rosas brancas abertas, que são jogadas ao mar para agradecimento. Sua cor é o branco com azul. Usa um ADÉ com franjas de miçangas que esconde o rosto. Leva na mão o BÉBÊ -- leque ritual de metal prateado de forma circular, com uma sereia recortada no centro. 

IEMANJÁ

Mãe poderosa, que governa os oceanos, dona da mente e do pensamento, dona da viagem e das mudanças.

Iemanja é a mais popular dos Orixás no Brasil, representa o mar. De seu ventre nasceram a maioria dos Orixás, é esposa de Oxala, senhor da criação, ela é freqüentemente representada por uma sereia, principalmente na Umbanda, ela representa a mãe, a família, senhora imponente, se contrariada não tem quem a acalme. A dança de Iemanja é solene e cheia de ondulações, seu dia da semana é sexta-feira, sua cor é o azul, no Sul é sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes, inclusive, uma das maiores homenagens feita para Iemanja é no dia dois de fevereiro, dia da Santa católica

Yemanjá 

1. Yemanjá Ogunte (esposa de Ogum Alagbedé) 
2. Yemanjá Saba (fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá) 
3. Yemanjá Sesu/Susure (voluntariosa e respeitável, mensageira de olokun) 
4. Yemanjá Tuman/Aynu/Iewa 
5. Yemanjá Ataramogba/Iyáku (vive na espuma da ressaca da maré) 
6. Iya Masemale/Iamasse (mãe de Xangô) 
7. Awoyó/Iemowo (a mais velha de todas, esposa de Oxalá)


ESTEREÓTIPO DE YEMANJÁ

As filhas de Iemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. 

Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Elas têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto. 

O tipo psicológico dos filhos de YEMANJÁ é imponente, majestosa e belo, calmo, sensual, fecundo e cheio de dignidade e dotado de irresistível fascínio (o canto da sereia). As filhas de YEMANJÁ são boas donas de casa, educadoras pródigas e generosas, criando até os filhos de outros (OMULU). Não perdoam facilmente, quando ofendidas. São possessivas e muito ciumentas. YEMANJÁ, por presidir a formação da individualidade, que como sabemos está na cabeça, está presente em todos os rituais, especialmente o BORI.

Qualquer oferenda requer preceitos e rituais anteriores à oferenda propriamente dita. Como: banho de descarrego, acender vela para o anjo da guarda, etc.

Ervas para o Banho de Descarrego

Pata de Vaca, Folhas de Lágrima de N.Senhora, Erva Quaresma, Trevo e chapéu de couro, Alfazema.

O BANHO DEVE SER TOMADO DO PESCOÇO PARA BAIXO, NUNCA NA CABEÇA!

Amalá

7 velas brancas e 7 azuis, champanhe, manjar branco, rosas brancas ou outro tipo de flor branca.

MANJAR

2 colheres ( sopa ) de maizena, meia xícara de leite de côco, 1 xícara de leite, 1/4 de xícara de açúcar, raspa de laranja

Dissolver a maizena no leite frio. Juntar os outros ingredientes e levar ao fogo, mexendo até engrossar. Esfriar em fôrma molhada.
(ver receita de Manjar Branco de Iemanjá)

Leia também: Iemanjá, a Rainha do Mar

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Eram Duas Ventarolas :: 2 de Fevereiro, Dia de Yemanjá

Iansã e Iemanjá 
(Ponto cantado do folclore de Umbanda)

"Eram duas ventarolas
Duas ventarolas que sopravam sobre o mar
Eram duas ventarolas
Duas ventarolas que sopravam sobre o mar
Uma era Iansã, Eparrey
A outra era Iemanjá, Odô Siabá
Uma era Iansã, Eparrey
A outra era Iemanjá, Odô Siabá
Eram duas ventarolas
Duas ventarolas que sopravam sobre o mar
Eram duas ventarolas
Duas ventarolas que sopravam sobre o mar
Uma era Iansã, Eparrey
A outra era Iemanjá, Odô Siabá
Uma era Iansã, Eparrey
A outra era Iemanjá, Odô Siabá"


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Oferenda para Iemanjá durante as comemorações de Ano Novo



Fazer um agrado pra Mãe d'água, Rainha das Ondas e sereias do mar, é fácil. Muita gente acredita que uma boa oferenda pra Iemanjá traz boa sorte no ano que está nascendo, e traz mesmo.

A oferenda pode ser feita qualquer dia próximo da virada de ano e fica meio que ao critério de cada um. 

Você pode simplesmente jogar flores ao mar - dando preferência às palmas e rosas brancas - ou ainda abrir um espumante branco, doce, e despejar sobre as ondas. 

Para uma oferenda completa, você pode fazer um Amalá para Iemanjá. Na Umbanda usamos os seguintes elementos:

7 velas brancas e 7 azuis, champanhe, manjar branco. O manjar servido em folha de bananeira, deve ser enfeitando, em volta, com rosas brancas ou outro tipo de flor branca. Você pode arrumar as 7 velas brancas e as 7 azuis em maços, amarrando com uma fita azul e/ou branca - queimando todas juntas fica mais fácil de acender, principalmente se estiver ventando - use fósforos e se não os tiver acenda uma vela extra com isqueiro, então com esta vela acenda as demais, descartando-a depois. Se quiser pode colocar o espumante branco em um coité (casca de coco), derramando o restante, em círculo, sobre as flores. O local de entrega para Iemanjá é sempre na praia.

Depois que acender as velas e colocar o champanhe, não se esqueça de agradecer pelos bons momentos deste ano que se vai e pedir que frutifiquem, multipliquem as bênçãos no ano que chega. Pense só coisas boas e lembre-se que a alegria depende de você, não é um fator externo. Não há porque competir, e sim colaborar, lembre-se: 'é a união que faz a força!'. Procure sempre a companhia de pessoas generosas, que somem com você, afaste tudo de negativo. Peça que Iemanjá leve todo mal para o fundo do mar, que suas ondas, ao rolarem na praia, levem tudo de ruim e que as mesmas ondas tragam tudo de bom.

Faça seus pedidos à mãe Iemanjá, se quiser pode inclusive escrever em um bilhetinho e colocar junto na oferenda. Se preferir você também pode usar um barquinho pra colocar sua oferenda, arrume tudo no barquinho, acenda as velas, pule sete ondas e solte o barquinho no mar. Sempre depois de fazer sua oferenda vá até o mar, molhe os pés, medite por um instante, faça uma oração, permita-se receber o maravilhoso Axé de Iemanjá.

Não deixe lixo na praia! As velas queimadas juntas, queimam até o final e pouco resta da parafina. Não deixe pratos, copos, taças ou garrafas na praia, além de não serem bio-degradáveis, alguém pode se cortar com os cacos. Se quiser dar um presente dê as jóias que estiver usando, se for dar perfume derrame-o no mar, Iemanjá não precisa do vidro. Não deixe objetos de plástico, frascos de vidro ou espelhinhos na praia, só vai poluir...

Usando folha de bananeira pra colocar a comida e despejando a bebida em torno da entrega o poder da oferenda será ainda maior. Outra dica é antes de deitar sua oferenda cavar um buraco na areia, isto vai ajudar a arrumar sua oferenda mais bonita e as velas a queimarem melhor, principalmente se estiver ventando. Faça uma festa bonita pra Iemanjá, Ela gosta, e beleza também é magia. Capriche, com certeza Iemanjá irá lhe retribuir, com toda beleza e magia que tem as forças do mar.


"Ó Nossa Senhora dos Navegantes, Mãe de Deus criador do céu, da terra, dos rios, lagos e mares; protegei-me em todas as minhas viagens. 

Que ventos, tempestades, borrascas, raios e ressacas, não perturbem a minha embarcação e que monstro nenhum, nem incidentes imprevistos causem alteração e atraso à minha viagem, nem me desviem da rota traçada.

Virgem Maria, Senhora dos Navegantes, minha vida é a travessia de um mar furioso. As tentações, os fracassos e as desilusões são ondas impetuosas que ameaçam afundar minha frágil embarcação no abismo do desânimo e do desespero. 

Nossa Senhora dos Navegantes, nas horas de perigo eu penso em vós e o medo desaparece; o ânimo e a disposição de lutar e de vencer tornam a me fortalecer. Com a vossa proteção e a bênção de vosso Filho, a embarcação da minha vida há de, um dia, ancorar segura e tranquila no porto da eternidade.

Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós.  

Que assim seja! 

Odoyá!"

Imagem: Luan di Nunes e Cleiton/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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