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sábado, 16 de novembro de 2019

AMA — E TUDO ESTÁ CERTO (1 Coríntios 13) por H. Rohden

"Se eu falasse a língua dos homens e dos anjos, mas não tivesse amor — não passaria dum metal sonoro e duma campainha a tinir.

Se eu tivesse o dom da profecia, se penetrasse todos os mistérios, se possuísse todos os conhecimentos, se tivesse toda a fé ao ponto de transportar montanhas, mas não tivesse amor — nada seria.

Se eu distribuísse aos pobres todos os meus haveres, se entregasse o meu corpo à fogueira, se praticasse todos os heroísmos e todas as caridades, mas não tivesse amor — de nada me serviria.

O amor é paciente.

O amor é benigno.

O amor não é ciumento.

O amor não é ambicioso.

Não é enfatuado.

Não é interesseiro.

O Amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 1 Coríntios 13:6-7O amor não se irrita.

Não guarda rancor.

Não folga com a injustiça.

Mas alegra-se com a verdade.

O amor tudo suporta.

Tudo crê.

Tudo espera.

Tudo sofre.

O amor não acaba jamais.

Terão fim as profecias.

Expirará o dom das línguas.

Perecerá a ciência.

Porque imperfeito é o nosso conhecer.

Imperfeito o nosso profetizar.

Mas, quando vier o que é perfeito, acabará o que é imperfeito.

Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, ajuizava como criança.

Mas, quando me tornei homem, despojei-me daquilo que era da criança.

Agora vejo como que em espelho e enigma — então, porém, verei face a face.

Agora conheço apenas em parte — então, porém, conhecerei totalmente, assim como eu mesmo sou conhecido por Deus.

O conhecimento perfeito vem do amor — porque o amor é a mais alta razão.

Por ora, existem a fé, a esperança, o amor.

Mas nem a fé nem a esperança nos dão conhecimento perfeito.

A fé nos oferece uma imagem indireta da realidade, como o reflexo de um objeto num espelho; conhecimento obscuro, como a solução incerta de um enigma.

A esperança fala-nos em distância, porque é o desejo de algo longínquo, que ainda não se possui.

Quando, porém, a semiluz matutina da fé culminar na pleniluz meridiana da visão direta e imediata, no conhecimento intuitivo de Deus; e quando o desejo longínquo de possuir se transformar na realidade propínqua da posse de Deus — então deixará de existir a fé, porque amanheceu a visão beatifica — então culminará a esperança na posse inefável do Eterno.

E então atingirá o amor o mais alto zênite da sua glória, luz e felicidade.

Porque, pela transformação da fé em visão, e da esperança em posse, o amor se expandirá a horizontes infinitos, descerá a profundidades sem fundo, subirá a altitudes sem limite, adquirirá uma intensidade que ultrapassa toda a compreensão.

Porquanto, nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus preparou àqueles que o amam…

Ama — e tudo está certo!…"

Cf. 1 cor. 13


Reprodução das páginas 111, 112 e 113 do livro "Imperativos da Vida", de Huberto Rohden, UCE LTDA. (1955)


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