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quarta-feira, 28 de março de 2012

Orìkí fún Oya ☄ Orìkí para Yansã



Orìkí fún Oya

"Ajalaiyé, ajalorin, fún mi ire
Ìba Oya
Ajalaiye Ajalorun, fun mi gbogbo ire
Iba Yansan
Ajalaiye, ajalorun wi wini
Bem ma yansan

Àse"

Orìkí para Yansã

"Os ventos da terra e o céu me dão fortuna boa
Eu elogio o filho da mãe dos nove
Os ventos da terra e o céu me dão fortuna boa
Eu elogio o espírito do vento
Os ventos da terra e o céu são maravilhosos
Sempre haverá a mãe dos nove

Axé!"


segunda-feira, 26 de março de 2012

Oríkì fún Ògún ☧ Oríkì para Ogum



Oríkì fún Ògún

I.
Ògún pèlé o!
Ògún alákáyé,
Osìn ímolè.
Ògún alada méjì.
O fi òkan sán oko.
O fi òkan ye ona.

Ojó Ògún ntòkè bò.
Aso iná ló mu bora,
Ewu ejè lówò.
Ògún edun olú irin.
Awònye òrìsà tií bura re sán wònyìnwònyìn.

Ògún onire alagbara.
A mu wodò,
Ògún si la omi Logboogba.
Ògún lo ni aja oun ni a pa aja fun.
Onílí ikú,

Olódèdè màríwò.
Ògún olónà ola.
Ògún a gbeni ju oko riro lo,
Ògún gbemi o.
Bi o se gbe Akinoro.

II.
Ògún laka aye
Osinmole
Olomi nile fi eje we
Olaso ni le
Fi imo bora

La ka aye
Moju re
Ma je ki nri ija re
Iba Ògún
Iba re Olomi ni le fi eje we
Feje we. Eje ta sile. Ki ilero

Ase

III.
Ògún awo, olumaki, alase to juba
Ògún ni jo ti ma lana talí ode
Ògún onire, onile kangun dangun ode
Orún egbé iehin
Pá san ba pon ao lana to
Imo kimobora egbé lehin a nle a benge ologbe

Ase

I.
Ogum, eu te saúdo!
Ogum, senhor do universo,
líder dos Orixás.
Ogum, dono de dois facões,
Usou um deles para preparar a horta
e o outro para abrir caminho.

No dia em que Ogum vinha da montanha
ao invés de roupa usou fogo para se cobrir.
E vestiu roupa de sangue.

Ogum, a divindade do ferro
Orixá poderoso, que se morde inúmeras vezes.
Ògún Onire, o poderoso.
O levamos para dentro do rio
e ele, com seu facão, partiu as águas em duas partes iguais.
Ogum é o dono dos cães e para ele sacrificamos.
Ogum, senhor da morada da morte.

o interior de sua casa é enfeitado com màríwò.
Ogum, senhor do caminho da prosperidade.
Ogum, é mais proveitoso ao homem cultuá-lo do que sair para plantar
Ogum, apoie-me
do mesmo modo que apoiou Akinoro.

II.
Ogun poderoso do mundo
O próximo a Deus
Aquele que tem água em casa, mas prefere banho com sangue
Aquele que tem roupa em casa
Mas prefere se cobrir de mariô

Poderoso do mundo
Eu o saúdo
Que eu não depare com sua ira
Eu saúdo Ogun
Eu o saúdo, aquele que tem água em casa, mas prefere banho de sangue
Que o sangue caia no chão para que haja paz e tranquilidade

Axé

III.
Elogiado é o espírito do aço
Espírito de mistério do aço, chefe da força, dono do poder, eu o elogio
Espírito do aço, abra os caminhos
Espírito do aço, dono da fortuna boa, dono de muitas coisas no céu, ajude em nossa viagem
Remove a obstrução de nossa estrada
Sabedoria do espírito em guerra, nos guie por nossa viagem espiritual com força

Axé

domingo, 25 de março de 2012

Tirando a limpo A verdadeira e pura Maçonaria



Pra você que é compelido a pensar que a Maçonaria é 'do mal', e que ela que faz parte de uma conspiração para dominar o mundo, saiba que esta ignóbia ideia ganha terreno através da deterioração do verdadeiro propósito iniciático, que se desvia do propósito espiritual. Me pergunto se hoje algumas lojas não se distanciaram de seu real propósito; como por exemplo dos nobres preceitos inseridos na proposta inicial da ordem Martiniana (circa 1900), que nada mais pregava que idéias liberais, afim de colocar a liberdade de pensamento fluente sobre o véu obscuro da intolerância, sempre através de grande esforço altruístico, dissipando as trevas do ignorantismo e da superstição.

O propósito desta ordem é fortalecer intuitos superiores, a concórdia, a tolerância e a harmonia, polindo arestas ligadas a superstições tolas e ao fanatismo. União, tolerância, aperfeiçoamento, trabalho honesto, auxílio mútuo, resignação na adversidade, perdão e crença inabalável são os verdadeiros pilares da Maçonaria.

Não se deixe enganar por teorias da conspiração e contos da carochinha, estas distrações são plantadas por representantes de monarquias que detém domínio sobre as instituições representantes do atraso das trevas. Como, por exemplo, instituições financeiras que prosperam através da especulação e todas as crenças derivadas do cristianismo, que usam das palavras e ensinamentos do maior avatar da humanidade para obter, gerir e manter poder político, financeiro e psicológico através da superstição entrópica.

Mas nem tudo está perdido, subvertido ou muito menos corrompido; pois a maioria dos componentes da nossa raça, que é a raça humana, sem distinção de cor, ideologia ou credo, compartilha de um consciente coletivo uno e poderoso. Pessoas altruísticas não se deixam dominar ou levar por inserções psicológicas plantadas ao melhor estilo da propaganda dirigida à bovinização das massas através de lavagem cerebral.

Somos UM e o Deus é um só. O capital do conhecimento, o capital humano, não necessitam da vil moeda para prosperar através dos tempos. Amigos que se ajudam e repudiam a competição fazem parte da mais pura natureza humana, somos uma tribo, e enquanto loja não vendemos nada, doamos. A chave da prosperidade está na colaboração e não na competição. Ajude quem te ajuda, goste de quem gosta de você, fortaleça aquele que te fortalece. Bloqueie, vete, aqueles que competem e cobiçam os bens alheios, não dê ouvidos as vozes ditadoras da fofoca, da vaidade, da ganância e da cobiça destruidora. Escute seu espírito e seja você mesm@!

Tod@s temos poder criativo, imaginação e opinião própria, não deixe outros pensarem por você, pense por sí própri@. A real independência não é material, é espiritual. A partir do momento em que você se libertar e aceitar o devir, seu sustento estará garantido, seu caminho traçado sem desvios e as dúvidas irão se dissipar, junto com os sentimentos inferiores que diminuem a grandeza da espécie humana, somos reflexo do divino.

Fique sabendo, você que se deixa levar por mentalidade e pensamento alheio, você consegue pensar por si! Talvez seja apenas uma míope visão - ademais de um leigo em se tratando do assunto - a que coloquei nas linhas acima, entretanto só posso acreditar que Maçonaria não é conspiração, é união. União pela luz, pela verdade, pela evolução mental e espiritual da raça humana. Juntos somos fortes! 

Paz e Luz!

sábado, 24 de março de 2012

Eu sou humano, e você?




Amo as mulheres, amor verdadeiro, desinteressado e sem pisar em campo minado pela paixão. O coração não sente, bate; o espírito vê, ouve e ama... o amor puro é racional e está erigido sobre a rocha firme de Xangô. O pulso ainda pulsa, alimentando a vida, que é o que tod@s temos inegavelmente em comum neste momento.

As sete encruzilhadas da psiquê humana podem ser apenas cruzamentos pelos quais passamos batidos, seguindo aquele Odu que nos foi concedido, ou armadilhas que podem nos atrair para fora do caminho do meio, que é o único caminho. Tenho profunda consideração pelas mulheres desta época em que vivemos, pois elas além de conquistarem espaço estão se mostrando mais equilibradas que os homens.

Outrora a mulher era tida como desequilibrada, era subestimada e a corrente sexista, a mesma que execrou Maria Madalena do livro cristão, imperou tiranamente por séculos. Diziam os hipócritas; pioneiros da privatização da fé que reflete o atual sistema religioso de consumo massivo: 'queimem as bruxas!'. Mas elas só queriam dançar nuas, em harmonia com a natureza a qual cultuamos, não eram 'bruxas' foram revolucionárias.

A mulher tem espírito revolucionário por natureza, enquanto nós homens temos a missão de resgatar o mesmo apreço que elas tem pela vida, pois nem todos somos dotados da percepção de um mundo só, unido pelo Espírito. As distrações são muitas, mas a fé pura é uma só. O papel do homem, de verdade, hoje, é equilibrar a relação entre os sexos, sem se submeter ou se deixar ser dominado.

Oxalá não tem sexo, anjos não tem sexo, se nós temos é porque Zambi quer que a gente aprenda, até voltar a ser um só. Se o homem acaba onde está o firmamento e a mulher começa ali mesmo refletindo as coisas do céu, quando olhamos do espaço, do vácuo onde não há vida corpórea, o homem que é as coisas da Terra e a mulher que é as coisas do Céu são um só, um único organismo vivo viajando pelo espaço e pelo tempo, carregando a mesma alma que um dia irá voltar para onde veio, reintegrando-se ao Criador.

'Prazer da pura percepção, sejam os sentidos a crítica da razão' e seja a razão purificadora dos sentidos. Antes de sermos homens ou mulheres, somos humanos, o sexo é apenas uma fórmula encontrada pela natureza para reprodução da espécie. Para alcançar Olorum ainda teremos que nos multiplicar muito, infinitamente, pois o número dele não tem começo ou fim, é infinito.

Se no astral houvesse moeda e os que lá vivem a acumulassem, como fazemos virtualmente e por escolha própria aqui na Terra, tem muito espírito que daria tudo o que tem pra encarnar aqui. O homem que se espelha na mulher, sem confundir as coisas da terra com as coisas do céu, vive com os pés no chão e a cabeça no ar.

O homem que não se espelha na mulher ou quer virar mulher, bate a cabeça no chão e vai enrolando, porque não conhece o Pai.

Por isso saravo Xangô na pedreira, ao passo que aprendi a também saravar Xangô no cemitério. Saravo Yansã a cada movimento involuntário da respiração que me traz o ar da vida, ao passo que também saravo Yançã na calunga, onde quem respira é a alma enquanto o ar dissipa e desintegra as coisas da matéria. Saravo Omolú, porque debaixo da vestimenta de palha da costa está a luz pura, da criação, a mesma luz que criou o mundo, Oxalá!

No dia que homens e mulheres puderem ver esta luz sem se tornar cegos, voltaremos a ser um só. Quando chegar a uma encruzilhada, na dúvida entre virar a esquerda ou a direita, não pare no meio dela, siga adiante! Mulheres, somos todos homens; homens, somos todos mulheres. Eu amo vocês!


p.s. o texto não é meu; seria hipocrisia revindicá-lo como autoria exclusiva minha... ergo, sou apenas uma palavra, ao passo que tod@s nós, junt@s, somos o texto

(agradeço ao café com quindim pela presença de espírito!)

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sexta-feira, 23 de março de 2012

Oríkì fún Osàlà ∴ Oríkì para Oxalá




Oríkì fún Osàlà

Obanla o rin n'eru ojikutu s'eru
Obà n'ille Ifon alabalase oba patapata n'ille iranje
O yo kelekele o ta mi l'ore
O gba a giri l'owo osika
O fi l'emi asoto l'owo
Oba igbo oluwaiye re e o ke bi owu la
O yi ala
Osun l'ala o fi koko ala rumo
Obà igbo

Kí Òrìsà-nlá Olú àtélesé, a gbénon dídùn là
Ní Ibodè Yìí, Kò Sí Òsán, Bèéni Kò Sí Òru
Kò Sí Òtútù, Bèéni Kò Sí Ooru
Ohun Àsírií Kan Kò Sí Ní Ibodè Yìí
Ohun Gbogbo Dúró Kedere Nínu Ìmólè Olóòrun
Àyànmó Kò Gbó Oògùn
Àkúnlèyàn Òun Ní Àdáyébá
Àdáyébá Ni Àdáyé Se



Oríkì para Oxalá

Rei das roupas brancas que nunca teme a aproximação da morte
Pai do Paraíso eterno dirigente das gerações
Gentilmente alivia o fardo de meus amigos
Dê-me o poder de manifestar a abundância
Revela o mistério da abundância
Pai do bosque sagrado, dono de todas as bençãos que aumentam minha sabedoria
Eu me faço como as Roupas Brancas
Protetor das roupas brancas eu o saúdo
Pai do Bosque Sagrado

Que o Grande Orixá, Senhor da sola dos pés, guie-nos aos benefícios da riqueza!
Aqui é a porta do Céu, nela pode-se entrar de dia e de noite
Nela não há frio, e também não há calor
Aqui, na porta do Céu, nada é segredo
E nela todas as coisas permanecerão claras diante da luz de Deus
Que o destino não nos faça usar remédios
Que as pessoas adorem de joelhos as coisas do Céu, para encontrar coisas boas na Terra
Que as coisas boas sejam sempre encontradas na Terra

quinta-feira, 22 de março de 2012

Oríkì fún Èsù òta Òrìsà ☠ Oríkì para Èsù, o amigo dos Orixás



Èsù òta Òrìsà

Osétùrá ni oruko bàbá mò ó.
Alágogo Ìjà ni orúko ìyá npè é,
Èsù Òdàrà, omokùnrin Ìdólófin,
O lé sónsó sí orí esè elésè
Kò je, kò jé kí eni nje gbé mì,
A kìì lówó láì mú ti Èsù kúrò,
A kìì lóyò láì mú ti Èsù kúrò,
Asòntún se òsì láì ní ítijú,
Èsù àpáta sómo olómo lénu,
O fi okúta dípò iyò.
Lóògemo òrun, a nla kálù,
Pàápa-wàrá, a túká máse sà,
Èsù máse mí, omo elòmíràn ni o se.

Èsù, o amigo dos Orixás

Osétùrá é o nome pelo qual você é chamado por seu pai.
Alágogo Ìjà é o nome pelo qual você é chamado por sua mãe.
Èsù Òdàrà, o homem forte de ìdólófin,
Èsù, que senta no pé dos outros.
Que não come e não permite a quem está comendo que engula o alimento.
Quem tem dinheiro, reserva para Èsù a sua parte,
Quem tem felicidade, reserva para a Èsù sua parte.
Èsù, que joga nos dois times sem constrangimento.
Èsù, que faz uma pessoa falar coisas que não deseja.
Èsù, que usa pedra em vez de sal.
Èsù, o indulgente filho de Deus, cuja grandeza se manifesta em toda parte.
Èsù, apressado, inesperado, que quebra em fragmentos que não se poderá juntar novamente,
Èsù, não me manipule, manipule outra pessoa.



Nota

As rezas de Exu (Orikis) servem para acordá-lo, para invocá-lo para que se digne e vir receber a oferenda que lhe trazemos, para que interaja em nossa vida ou na vida de uma pessoa que necessita dessa intervenção (esteja ela encarnada ou desencarnada). 

A não ser que haja necessidade real, não se deve invocar Exu, pois ele é dotado de uma força que ser humano algum é capaz de controlar, com Exu não se brinca! 

Que Exu abra seus caminhos e traga muita paz e tranquilidade para sua vida! 

Saravá!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Oríkì fún Èsù ☠ Oriki para Exu







Oríkì fún Èsù

Èsù pèlé o, okanamaho, ayanrabata awo he oja oyinsese,
seguri alabaja, olofin apekayu, amonise gun mapo
Nko o
Èsù, ba nse ki imo
Èsù, keru o ba onimimi
Èsù, fun mi ofo ase mo pele Òrìsà
Èsù, alayiki a juba

Àse

Oríkì para Exú

Elogiado é o espírito do mensageiro divino
Mensageiro Divino, eu chamo a você por seus nomes de elogio
Mensageiro Divino guia minha cabeça para minha rota com o destino
Mensageiro Divino, eu honro a sabedoria infinita
Mensageiro Divino, ache lugar onde submergir meus sofrimentos
Mensageiro Divino, dê força para minhas palavras de forma que evoque as forças da natureza fortemente
Mensageiro Divino, nós pagamos nossos cumprimentos dançando em círculo

Axé



Nota

O Oríkì ou Okiri é uma espécie de oração, de origem Yorubá, que pode ser feita para Orixás, pessoas encarnadas ou desencarnadas, a uma família ou um de seus membros, antepassados...

'A palavra Oriki, é formada por duas palavras, Ori = Cabeça e KI = Louvar / saudar. Então Oriki significa, saudar ou louvar a algo que estamos nos referindo. Sendo as palavras portadoras de força e asè, dá-se aos orikis o poder de invocarem por si próprios a força vital. 

Com a importância a ele atribuída, sua entonação sempre emociona as pessoas a quem são dirigidos. Falam de seus feitos e virtudes, suas características e fraquezas, tendo assim valor documental, pois registrou e registra passagens importantes da cultura tradicional Yorubá. 

Usamos os orikis por várias razões, direcionados a um òrìsá, egungun, entes queridos, casamentos, komojade, relatam episódios de bênçãos, ressaltam animais e plantas. Quando referido a òrìsá, enfatizam-se suas qualidades e realizações, pois tais chamamentos acreditam-se, tornam-se infalivelmente ouvidos e as oferendas recebidas... 

Entoados com finalidade religiosa ou não, o simples ouvir de um oriki impõem silencio, compenetração e respeito dos presentes.'  ¹

1- Fonte: http://ocandomble.wordpress.com/2011/04/19/oriki-invocacao/ ~ acessado em 21/03/12 as 15h50

sexta-feira, 16 de março de 2012

Umbandista sim, fanático não




Por Alexandre Cumino

"'Fanus' vem do grego e quer dizer templo, o fanático é aquele que “trocou” Deus pelo templo. 

A adoração dele já não é para Deus e sim para “coisas” do Templo em si. 

É a pessoa apegada ao meio e não ao fim pelo qual este meio busca alcançar.

Ele se prende entre procedimentos rituais, dogmas e tabus. O Fanático além de não pensar em outra coisa, senão no “Templo” com suas “regras” também crê que sua religião é melhor que as outras.

O fanático quer converter a todos e salvar o mundo com sua religião, a única que tem condições para isto. O fanatismo é um vício no campo da Fé.

O Templo é algo que faz parte da religião, mas não é a religião.

No templo se criam dogmas e tabus, na religião de Umbanda não, pois não está instituída, não responde a uma instituição. O que dá uma grande liberdade a seus praticantes que devem seguir sim a ética e o bom senso, pois esta sim é a Lei da Umbanda.

Seja livre, a Umbanda é livre, tanto que é quase uma “não-religião” ou uma “anti-religião”. Muitos são Católicos e frequentam a Umbanda, muitos são espíritas e praticam a Umbanda, outros são de nação e trabalham na Umbanda...

Podemos ser Umbandistas e visitar outras religiões e cultos, a Umbanda reconhece todos os caminhos levam a Deus.

Umbanda é mais do que uma religião, é uma forma de pensar e viver.

Para mim “Umbanda é Universalismo prático”. Ser Umbandista é ter o pé no chão e a cabeça aberta a tudo.

Religião não é um conjunto de regras, práticas, dogmas e tabus... religião é uma experiência concreta com o sagrado, Religião é o ato de se religar a Deus. Religião é algo ligado ao sentir, o que se busca na religião transcende o intelecto.

O pensar é algo bom, intelectualizar nem sempre é bom, muita coisa foi feita para sentir e não para se entender.

Quando encontrar Deus nas outras religiões e muito mais do que isso, quando encontrá-lo nas pessoas com quem convive, independente de sua crença, quando encontrá-lo dentro de você, então estará encontrando a Umbanda."

quinta-feira, 15 de março de 2012

Mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas, em sua última incorporação no médium Zélio de Moraes



Ponto Riscado pelo
Caboclo das Sete Encruzilhadas
Caboclo das Sete Encruzilhdas é um Caboclo de Umbanda, que incorporado por Zélio de Morais, orientou espiritualmente a fundação da Umbanda. 

'Meus queridos irmãos, neste momento, vindo do espaço, permitam que neste estudo para amenizar sofrimentos dos que estão na Terra, encarcerados em seus corpos, estou satisfeito porque tem gente que é feliz, porque todos vocês vem me ajudando na obra que tomei a missão, no espaço, de implantar, a Umbanda de humildade, amor, e caridade, aproveitei um jovem moço em meio daqueles senhores, velhos kardecistas.

Tomei a missão e vejo neste instante grandes representações, não estão todas porque por este Brasil a fora, criei Tendas de Umbanda construtivas, sadia, com moral e dando de graça o que de graça se recebe.

Do sul do país aos estados do norte, ouviam a minha palavra, desenvolviam médiuns e fui criando tendas de grandes médiuns encontrei, grandes médiuns pude fazê-los, incorporei bem, trabalhei na caridade, tomando a direção de uma tenda, e assim foi se criando Tendas.

Meus irmãos, me satisfaz estar entre vocês porque naquele dia 15 de novembro na federação kardecista, eu anunciei a Tenda de Nossa Senhora da Piedade, do modo que a mãe tinha piedade de seu filho, que tivesse piedade desta humanidade.

Grandes coisas feitas na Tenda, grandes coisas eu pude fazer para aqueles que estavam com certeza, crentes que a Tenda não tinha vida para que no dia 2 (dois) eu anunciasse a eles, não, a Umbanda, Deus comigo, Deus conosco, do nosso lado, será a religião deste fim de século.

Meus irmãos, eu disse, vou levar daqui uma semente, vou plantar nas neves e aquela árvore ficará frondosa para dar a sombra para todos os seus filhos, a todos aqueles que precisarem de uma sombra amena, os que dizem sentirem o queimar do sol de crimes, de vícios, de paixões que se criavam, que existiam como existem ainda hoje no meio da humanidade.

A Tenda da Piedade foi criada e progrediu, faz hoje 64 anos da primeira comunicação aos meus irmãos.

Aqueles coronéis que me cercavam, estavam admirados de um menino fazer e dizer aquilo que eu dizia, aquilo que eu pregava e anunciava.

Pois bem, está formada a nossa Umbanda, com grande sacrifício, porque é preciso curar, é preciso levar aos médiuns, aqueles que se julgavam deserdados da sorte, a misericórdia de Deus, o conforto, para eles compreenderem que a palavra do espírito é a continuação nossa, que fazia a harmonia dos lares e curava os enfermos.

Chamei Pai Antônio, fui buscar Orixá Malê, para comigo trabalharem e criarem Tendas. Encontrei muitos descrentes. Aqui está o representante da Tenda São Jorge, talvez vocês não saibam como Severino, um grande médium que foi, como este médium se desenvolveu. Era descrente, Leal de Souza mãe de Geraldo Rocha foi pedir ao Orixá Malê para fazer um trabalho com pássaros na beira do rio Macau. Severino que não acreditava nem em Deus também foi meus irmãos, a vista de todos aqueles que nos cercavam, todos que estavam assistindo a sessão, alguns já estão mortos, não podem dar aqui sua palavra, mas eu estou dizendo que tem aqui quem falta.

Era um dia de sol, algumas nuvens corriam no espaço, Orixá Malê disse, vamos mandar aqueles pombos pro outro lado do rio para que eles não se molhem, para voltar e continuar o nosso trabalho, Severino ria, não demorou poucos minutos e a chuva caiu molhando a todos nós que estávamos ali no rio, passada a chuva, Orixá Malê fez com eles voltassem e cruzassem o céu. Severino duvidava, como ele não acreditava em Deus, o Orixá Malê que era mais… pegou uma pedra redonda na margem do rio e deu com a pedra na testa de Severino e ele caiu dentro do rio, e Severino já saiu do rio incorporado com a entidade que ele trabalha até hoje.

Vêem vocês que a luta foi grande para formar estas Tendas, tudo se faz, mas hoje estou satisfeito porque sinto no coração de vocês que os vossos corações estão unidos ao meu espírito para ir aos pés de Jesus pedir perdão, para que possamos ser seus alunos, seus inimigos que recebam de seus corações um perdão e também para aqueles que podem desejar o mal.

Acredito que o manto de Nossa Senhora, virá ao agasalho de todos vocês na Umbanda do humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Sempre fui pequenino e pequenino continuo, sou mais humilde dos espíritos que baixa ao planeta, tenho dito, tenho escrito e continuo a ser satisfeito pela Umbanda, todo dia, de estado a estado, a Umbanda hoje é grande, porque em São Paulo que se criou 20 Tendas, em Santos, em Minas Gerais, na capital da República e no Rio, nossa Umbanda continua progredindo, como aquela que eu desejo, como aquela que é preciso encontrar, nesta casa, quando aqui estou trazendo ao coração daqueles que dirigem, que é a humildade, o amor que prática a caridade.

E venho encontrando e dando força aos dirigentes destas Tendas, e aos médiuns, para que esta Tenda possa sempre ser grande e ser o espelho das outras Tendas, porque meus irmãos, infelizmente, o nosso irmão Floriano que está ao meu lado sabe perfeitamente disto, só desejava encontrar de branco, com roupas de pouco custo, nada de seda, nada de cores que pudessem ficar triste ou conter a mortalha na vestimenta. A Umbanda de humildade, amor e caridade, é esta que se pratica em nossa Tenda, Tenda de Nossa Senhora da Piedade.

Meus irmãos, as outras Tendas nepotistas, podem fazer aquilo que bem desejarem, poderão fazer o que quiserem, mas eu posso garantir uma coisa, o meu aparelho nunca aceitou a vil moeda em troca de uma cura ou de um feito, porque a vil moeda só serve para atrapalhar o homem ou mulher que é médium. E vocês sabem perfeitamente que existem Tendas que aceitam. Nós temos uma choupana no mato, do Velho Pai Antônio, naquela época diversos cheque por cura foram dirigidos ao meu aparelho e eu dizia não pegue, e ele devolvia.

Por isso meus irmãos, que vocês possam fazer a caridade, possam receber de Deus sua misericórdia e que todo médium tome fazer o bem, curar com suas mãos, com sua reza, andando numa linha reta, numa consciência pura e limpa, e não reverter a vil moeda, enfim, olhar para o seu semelhante como se fosse um verdadeiro irmão, com este amor de irmão para irmão.

Como o menor espírito que baixa sobre a Terra eu saúdo a falange de caboclos que me cercam, que me cercaram quando iniciei. Temos aqui diversos caboclos de Ogum, de Xangô, que estão nas 7 linhas, mas deve dizer que o Caboclo das 7 encruzilhadas que é o meu espírito pertence a falange de Oxosse, meu Pai. que Oxosse possa tomar conta de vocês, que Oxosse abençoe vocês neste momento, este pequenino espírito deseja a todos presentes proteção, os corpos todos cheios de fluidos benéficos para amenizar os males, eu quero que tenha neste momento a proteção da falange de Oxosse e as outras linhas que aqui estão presentes, para levar harmonia aos vossos lares, harmonia aos vossos corações, talvez possam gozar a vida conforme o Pai vem falando a seus filhos, dentro daquela humildade, dentro do amor de irmão para irmão e praticando a caridade.

Lembre-se, que seja descende o menor espírito entre todos, humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas. Ressalvo homenagem à Tupinambá e a outros espíritos, 7 Flechas, Caboclo Roxo, enfim a quantidade de espíritos de Oxosse, de Ogun, de Xangô que estão presentes. Eu solicito a vocês todos que estão na matéria, para que estes espíritos comigo possam carregar o que há de ruim invadindo, sacudindo as vossas casas de alguma coisa que possa estar por lá, para que vocês tenham dias melhores, para que os filhos tenham mais saúde e paz para praticar a verdadeira Umbanda do humilde.


Que a paz neste momento baixe a que se ergam para todos os passos da luz e repasse para todos vocês debaixo do manto de Nossa Senhora da Piedade.

- Tá tudo bonito, tá tudo belo e formoso não é isto?
- Ô Floriano, como é que você vai, você está bom meu filho?
- Sua bênção, eu estou bem meu senhor, talvez melhor do que aquilo que eu mereça.
- Não deixa de levar umas pedradinhas não é meu filho?
- Muito contente de estar aqui comungando com esta vibração sublime, com este trabalho maravilhoso que vocês da espiritualidade trazem até esta terra para ajudarem também a carregar esta cruz.
- É preciso todo mundo compreender que deste mundo nada se leva, só as boas ações.
- Infelizmente, nós, espíritos encarnados ainda somos embuidos de muito egoísmo e muita animalidade, por isso queremos sempre a posse de tudo, desde as coisas mais insignificantes, até as coisas realmente mais valorosas, esquecendo-nos que realmente nada que temos que cultivar, isto que o senhor ensina, misericórdia, amor paz compreensão, piedade como é também o nome deste símbolo maravilhoso de Nossa Senhora, que o Senhor, Caboclo das 7 Encruzilhadas escolheu para batizar o templo de caridade que forma naturalmente uma plêiade de templos, que vieram a seu tempo por indicação do Astral superior enriquecer a terra de Santa Cruz, para trazer auxílio a esta comunidade, o conhecimento das coisas espirituais e ajudar por outro lado ao mais pobre e mais humilde a carregarem as suas cruzes com mais entusiasmo, com mais força, para que assim a Umbanda e o seu Caboclo das 7 Encruzilhadas, viessem inaugurar no Rio de Janeiro e se expandir.

Por isto nós estamos aqui comungando com os 64 anos desta vida laboriosa, desta vida intensa e de muita renúncia para o seu aparelho, que é naturalmente o espelho no qual todos nós, filhos ou não da Umbanda, que queremos progredir, devemos nos espelhar, porque em realidade se não houver renúncia de nossa parte não podemos concluir nada de bom. Além do mais a mediunidade, o intercâmbio entre o mundo espiritual e o material, reserva para cada um de seus trabalhadores um caminho, que embora cheio de luzes, mas uma hora esplendorosa aos termos da caridade.

Segundo nos ensinam você, espíritos de Caboclos e Pretos Velhos, o trabalho de médium corresponde exatamente a uma tarefa nobilitante e que ele aceitou, com maiores possibilidades ele poderá alcançar o caminho da glória e regenerando-se poderá descontar as faltas, as falhas e porque não dizer também os crimes de encarnações passadas.

- Assim foi feita a nossa Umbanda no Brasil. Passaram-se os anos e tudo aquilo que eu disse, apelando para quem está presente, de muitos anos que me acompanha, falando, pedindo e fazendo exemplos de Jesus aqui na Terra, quando ia da Palestina para a Galiléia, foram ao seu encalço pedir harmonia para sua casa; a resposta foi esta:

“- Você feche os olhos para a casa de seus vizinhos, feche a boca para não se virar contra quem quer que seja, não julgue para não ser julgado, pense em Deus que a paz encontrará em sua casa. “

Faça do Evangelho e tomando por ensinamento as minhas palavras a nossa Tenda começou a seguir o seu ritmo, aquele que eu desejava.

A religião, seja ela qual for, desde que tenha por base acreditar em Deus, acredito que seja uma boa religião, desejar a teu próximo o que deseja para ti, cumpre os mandamentos das leis de Deus é ser perfeito e principalmente, em qualquer religião, mas principalmente na religião espírita, para que o médium seja o instrumento que possa ser tocado por qualquer professor de música, por isso meus irmãos, criei 7 Tendas.

Os mais humildes tragam amor no coração, mas amor de irmão para irmão, porque as vossas mediunidades ficarão muito mais limpas e puras, dignas de qualquer espírito superior que possa baixar, que os vossos aparelhos estejam sempre limpos, que os vossos instrumentos estejam sempre afinados com as virtudes que Jesus pregou na Terra, para que tenhamos boas comunicações, boas proteções, para que todos aqueles que correm em busca de socorro nas nossas casas de Umbanda, nas nossas casas de caridade em todo o Brasil.

E todos estes, a maior parte de todos estes que trabalham em Umbanda, se não passaram por nossa Tenda, passaram por filhos saídos desta Tenda e que criaram outros terreiros.

Das 7 Tendas criadas por mim no Distrito Federal, muitas tem saído para fazer a caridade aos seus semelhantes, a nos seguir.

A lembrança de Jesus veio ao planeta Terra, na humilde manjedoura, não foi por acaso, não foi porque o Pai assim o quis, determinou, porque podia ter procurado uma casa de um potentado daquela época, mas não, foi escolher aquela que seria a mãe de Jesus, o espírito que vinha traçar a humildade, os seus passos, para ter paz, saúde e felicidade.

Aproveitando o nascimento de Jesus, a humildade que ele baixou neste planeta, numa humildade manjedoura, o Anjo que anunciou a Maria que ela ia ser mãe sem ser esposa, que a estrela que iluminou aquele estábulo, que levou os três reis magos a sua presença, vinde até vocês iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade, por pensamentos, por práticas e ações que tinham sido pensadas ou praticadas, que Deus perdoe tudo aquilo que vocês tenham feito, que Deus perdoe as maldade que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar nos vossos corações e nos vossos lares.

Eu meus irmãos, como menor espírito que baixou na Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos espíritos que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam as necessidades de cada um de voz e que ao sairdes deste templo de caridade, que encontreis os caminhos abertos, os vossos enfermos melhores e curados e saúde para sempre nas vossas matérias.

Com paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e serei sempre o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas' (sic)

Leia Também: História da Umbanda e Fita 52 – Zelio Moraes e o Caboclo das Sete Encruzilhadas

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quarta-feira, 14 de março de 2012

A Paz Perfeita





"Havia um rei que ofereceu um grande prémio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram. O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve de escolher entre ambas.

A primeira era um lago muito tranquilo. Este lago era um espelho perfeito onde se reflectiam umas plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com ténues nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela reflectia a paz perfeita.

A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões.

Pela montanha abaixo havia uma cascata, a qual fazia imenso barulho. Tudo isto, não era nada pacífico. Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda da rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho.

Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho plácidamente sentado no seu ninho... Paz Perfeita!

O rei escolheu a segunda pintura e explicou:

"Paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor."

"Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração."

Este é o verdadeiro significado da paz."

(Desconheço o Autor)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Oração a São Roque



São Roque, que é sincretizado com Omolu (ou Abaluaiê), protege contra a peste e é padroeiro dos inválidos e cirurgiões. 

A oração a seguir, para São Roque, pode ser feita em intenção de qualquer ser vivo, ou alma, inclusive animais.

Oremos

"São Roque, que vos dedicastes com todo o amor aos doentes contagiados pela peste, embora também a tenhais contraído, daí-nos paciência no sofrimento e na dor.

São Roque, protegei não só a mim, mas também aos meus irmãos e irmãs, livrando-nos das doenças infecciosas. Por isso, hoje, rezo especialmente por uma pessoa (ou criatura) muito querida (dizer o nome da pessoa, ou animal), para que fique livre do seu mal.

Enquanto eu estiver em condições de me dedicar aos seres vivos, proponho-me ajuda-los em suas reais necessidades, aliviando um pouco o seu sofrimento.

São Roque, abençoai os médicos, fortalecei os enfermeiros e atendentes dos hospitais e defendei a todos das doenças e do perigos.

Que assim seja!"

sexta-feira, 9 de março de 2012

Oxalá Criou a Terra, Oxalá criou o Mar




Ponto cantado de Oxalá: 'Oxalá criou a Terra, Oxalá criou o Mar'. Hoje é Sexta-feira, dia da semana reservado e consagrado a Oxalá, hoje tem energia, hoje tem alegria! Êpa Babá Pai Oxalá! Oxalá Babá!


Vento de Caveira




Ponto cantado de Exu Caveira: 'Vento de Caveira'

Eu entrei lá na calunga
E parei lá no cruzeiro
Veio um vento forte e levantou poeira
Eu entrei lá na calunga
E parei lá no cruzeiro
Veio um vento forte e levantou poeira
Zua zuo zua zueira
Aquele vento era Exu Caveira
Zua zuo zua zueira
Aquele vento era Exu Caveira
Marimbondo pequenino não tem medo de ninguém
Ele é o Exu Caveira
E só trabalha para o bem
Se você não acredita
É melhor acreditar
Ele é o Exu Caveira
Aqui e em qualquer lugar
Zua zuo zua zueira
Aquele vento era Exu Caveira
Zua zuo zua zueira
Aquele vento era Exu Caveira
Vento forte vento fraco
Na Calunga tem poder
Esta poeira é do Caveira
E ele vem nos defender
Vento forte vento fraco
Na Calunga tem poder
Esta poeira é do Caveira
E ele vem nos defender
Zua zuo zua zueira
Aquele vento era Exu Caveira
Zua zuo zua zueira
Aquele vento era Exu Caveira




quinta-feira, 8 de março de 2012

Religiões afro-brasileiras - Povo, Política e Poder



"Nas Religiões afro-brasileiras ou afro-americanas, pela diversidade de seus adeptos, há também uma diversidade de ritos e formas de transmissão do conhecimento. Essas várias formas do entendimento e vivências das Religiões afro-brasileiras denominamos Escolas.

(...)

As várias formas de interpretar e manifestar a doutrina são diferentes, mas a "essência" de todos é a mesma, e no caso da Umbanda por exemplo, todas são legitimamente denominadas umbandistas.

Por isso, afirmamos que a constante da tradição das Religiões afro-brasileiras é a contínua mudança, portanto, uma unidade aberta em constante transmissão."

Texto extraído de:
Escolas das Religiões Afro-Brasileiras
Tradição Oral e Diversidade
F. Rivas Neto
São Paulo. Arché Editora, 2012


segunda-feira, 5 de março de 2012

Umbanda, duplamente protegida pela Lei



Umbanda Protegida

A Umbanda é duplamente protegida na forma da lei pela Constituição da República Federativa do Brasil. Outrossim, o artigo 208 do Código Penal Brasileiro prevê, para o crime de ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo, pena de detenção de um mês a um ano ou multa. Para que todas as pessoas que professam a Umbanda fiquem cientes dos seus direitos é bom observar com atenção os artigos constitucionais que podem e devem ser evocados quando qualquer cidadão sentir-se aviltado no que diz respeito à liberdade de crença religiosa.


"Todos são iguais perante a Lei, sem distinção de qualquer natureza, garantido-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade."

Portanto, como a Constituição assegura que não deve haver distinção de qualquer natureza, católicos, protestantes, evangélicos, umbandistas, espíritas, budistas, muçulmanos, membros do Candomblé etc. são iguais em direitos e obrigações, estando, pois, submetidos às mesmas leis e devendo observar o inciso VI do artigo 5º da Carta Política de 1988, que diz:

"É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias."

Ainda na Constituição Federal, o parágrafo 1º do artigo 215 deixa muito claro que a Umbanda, que é também evidente manifestação da cultura popular afro-brasileira, pode contar com a proteção do Estado para existir e resistir:

"O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e difusão das manifestações culturais.

Parágrafo 1º. O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e dos outros grupos participantes do processo civilizatório Nacional".

Na legislação infraconstitucional diretamente relacionada ao inciso VI do artigo 5º, o artigo 208 do Código Penal merece menção, haja vista que os crimes que define têm sido cometidos freqüentemente contra adeptos das religiões afro-brasileiras sem que se tomem providências primeiramente por uma nítida falta de interesse das autoridades e depois porque os adeptos, na maioria das vezes, não sabem que tais atos constituem crime.

"Artigo 208: Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:

Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.

Parágrafo único. Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente a violência".


Como fica a situação quando a policia, respaldada pelo poder do Estado, infringe a lei?

Se considerarmos que a proteção aos locais de culto e a suas liturgias é garantida na forma da lei, é dever da polícia, quando solicitada, prestar assistência aos adeptos para que possam cumprir seus rituais com segurança e não impedi-los, por exemplo, de fazer suas oferendas. Fazer uma oferenda a Exu numa encruzilhada é um direito, assim como é um direito do crente pregar em praça pública ou do católico fazer procissões. A polícia também não pode invadir um terreiro de Umbanda, a menos que observe os trâmites legais.

Todos têm direito à liberdade religiosa, que não atinge um grau absoluto, pois não são permitidos a nenhuma religião ou culto, atos atentatórios à lei, sob pena de responsabilidade civil e criminal. Um adepto de determinada religião, por exemplo, não pode evocar o inciso VI do artigo 5º da Constituição, ou seja, suas convicções religiosas, para livrar-se dos crimes estipulados no artigo 208 do Código Penal. Há que se observar o inciso VIII do artigo 5º da Constituição, que diz:

"Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei".

O Brasil, por meio do Pacto de São José da Costa Rica, se comprometeu a respeitar o sentimento religioso, avalizando o documento que no artigo 12.1 da Convenção diz:

"Toda pessoa tem direito à liberdade de consciência e de religião. Esse direito implica a liberdade de conservar sua religião ou suas crenças, ou de mudar de religião ou de crenças, bem como a liberdade de professar e divulgar sua religião ou suas crenças, individual ou coletivamente, tanto em público como em privado".

Devem os templos de Umbanda e seus responsáveis começarem a reivindicar os privilégios e isenções que a lei assegura aos ministros de confissão religiosa e às suas igrejas, como o direito a prisão especial, a contribuição à Previdência Social na qualidade de sacerdote e a desobrigação de recolher alguns impostos como o IPTU.

É importante também difundir a Lei nº. 7.716 de 5 de janeiro de 1989, não só entre as pessoas da Umbanda, mas para toda a sociedade, especialmente entre os negros que sofrem muito mais com o preconceito que, mesmo camuflado pelo mito da democracia racial, existe no Brasil. Isso serve para ratificar que o caminho para viver plenamente a cidadania é o da consciência, que passa, necessariamente, pelo reconhecimento das leis que asseguram os direitos de todos os cidadãos, brancos ou negros, crentes ou de Umbanda, ricos ou pobres.

domingo, 4 de março de 2012

Reza de Exu Caveira para pedir a Cura de Doenças

Imagem psicografada de Exu Caveira, mostra uma caveira alta e esguia, vestindo uma capa preta com capuz
"Estou enfermo(a), Senhor, preciso de sua ajuda verdadeira como Exu ou como doutor. Sei que sofreu muito em vida, sofreu pelos caminhos que passou, da forte poeira ástrica somente osso lhe restou, mas é neste momento de muita dor e aflição que imploro sua proteção.

Cure-me de todos os males, Seu Caveira!

Por favor, sei que na sua morada não tem cumieira mas tem uma forte porteira. Sabendo que o sal queima como o fogo, lançarei 7 pedras de sal numa fogueira e certo(a) estarei de ficar curado(a) de todo o mal, na fé de Exu Caveira.

Laroiê Exu, é Mojubá!"

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