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quarta-feira, 28 de março de 2012

Orìkí fún Oya ⚡️ Orìkí para Yansã


Orìkí fún Oyá


"Ajalaiyé Ajalorin, fún mi ire
Ìba Oyá
Ajalaiye Ajalorun, fun mi gbogbo ire
Iba Yansan
Ajalaiye Ajalorun wi wini
Bem ma Yansan

Àṣẹ"

Orìkí para Yansã

"Os ventos da Terra e o Céu me dão fortuna boa
Eu elogio o Filho da Mãe dos Nove
Os ventos da Terra e o Céu me dão fortuna boa
Eu elogio o Espírito do Vento
Os ventos da Terra e o Céu são maravilhosos
Sempre haverá a Mãe dos Nove

Axé!"


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Yemanjá e Omolú

Hoje, lendo o blog da minha amiga, a Escritora,  Andréa Destefani, me deparei com a bela postagem 'Yemanjá': http://coisasdecasados.blogspot.com/2011/02/yemanja.html . Amei o que ela escreveu e lá teci o seguinte comentário:

Tem razão Andréa, grande sacada irmã. Todos os seres biológicos que habitam esta esfera, incluindo nossos corpos carnais, tem origem na mãe Yemanjá. Somos seres vivos irmãos nas águas do mar. Somos todos filhos de Yemanjá e um dia ao Filho dela, Omolú, que é a terra, seremos todos entregues para que nossos corpos carnais sejam consumidos

Nossas almas precisando também encontram nEla a mãe, afinal como diz a mitologia africana, Omolú foi abandonado por Nanã na praia, porque havia nascido coberto de chagas. Nesse contratempo, um caranguejo provocou graves ferimentos na sua pele.

Yemanjá em sua infinita bondade O adotou. Com folhas de bananeira curou as suas feridas e pústulas e transformou-a num grande guerreiro e hábil caçador, que se cobria com palha-da-costa, não porque ainda escondesse as marcas de sua doença, como muitos pensam, mas porque se tornou um ser de brilho tão intenso quanto o próprio Sol.

A relação de Omolú com a morte dá-se pelo fato de ele ser a terra, que proporciona os mecanismos indispensáveis para a manutenção da vida. O homem nasce, cresce, desenvolve-se, torna-se forte diante do mundo, mas continua frágil diante de Omolú, que pode devorá-lo a qualquer momento, pois Omolú é a terra, que vai consumir o corpo do homem por ocasião da sua morte.

Odo-Yá! Atô-tô!

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