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terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Bíblia: História ou Mito?

por Jeffrey Small, autor de 'The Breath of God'
traduido por Ronald S Stresser Jr - sin permiso - de HUFFPOST RELIGION

Quando você ouve a palavra "mito" associado à Bíblia, qual é o primeiro pensamento que vem à sua mente?

Muitos usam o termo 'mito' num sentido pejorativo, para dar significado de que as histórias descritas não são factualmente verdadeiras. Outros definem o mito nos contos não-históricos, que contém uma mensagem moral. Ambas estas definições perdem na riqueza do termo. Mitologia é uma forma de literatura que expressa verdades fundamentais, de uma forma que o discurso ordinário é inadequado à descrição.

As histórias que compõem os mitos são muitas vezes ancoradas em uma realidade histórica, mas isso não precisa ser assim. A mitologia acrescenta uma riqueza de detalhes e uma concretude à linguagem metafórica. A leitura de histórias bíblicas, como mitologia, me dá a liberdade de compreender o seu significado subjacente, de uma maneira diferente,de uma maneira que eu nunca fiz quando eu era ensinado quando criança, que essas histórias eram factualmente verdadeiras.

Por que a maioria dos estudiosos modernos rejeita a leitura da Bíblia como história, e muito menos como um fato literal?

1. Em uma era de ciência e tecnologia, muito da Bíblia é simplesmente, hoje, inacreditável à mente, e deixa as pessoas distantes das mensagens subjacentes. Do ponto de vista científico, muitos dos "fatos" da Bíblia estão simplesmente errados. Um dos muitos exemplos: de acordo com Gênesis, o universo tem um pouco mais de 6.000 anos de idade. Segundo a física, o Big Bang ocorreu 13,7 bilhões de anos atrás. (...continua...)

sábado, 23 de julho de 2011

Deuses e Deusas da Mitologia Egípcia

Deuses e deusas do panteão mitológico egípcio

Panteão das divindades cultuadas no Egito Antigo



a pedidos...

Os deuses do antigo Egito foram faraós que reinaram no período pré-dinástico. Assim, os mitos foram inspirados em histórias que aconteceram de verdade, milhares de anos antes de sua criação. Para a cultura do antigo Egito o casamento consanguíneo tinha o sentido de complementaridade, unir céu e terra, seco e úmido, por essa razão diversos deuses eram irmãos que se casavam entre si. Osíris foi o primeiro Faraó e, que com o passar do tempo foi divinizado. Seu reinado em vida marcou uma época de prosperidade e ao morrer passou a ser o soberano do reino dos mortos.

Os deuses egípcios eram representados ora sob forma humana, ora sob forma de animais, considerados sagrados. A seguir as principais deidades do panteão egípcio:

Amon, Rá, Atom

Atom é o deus da origem do universo, associado com a serpente e também com o sol negro. Amon era o deus de chifres associado ao carneiro, cuja simbologia esta relacionada com o signo astrológico de capricórnio. Amon - amon, Ammon, etc - era também representado por um ganso. Foi o deus que originou todas as coisas, deus da vida, associado ao Sol. Amon significa ‘o oculto’, ou ‘aquele que é ,(ou está), oculto’. No Egito estas 3 divindades acabaram constituindo uma santa trindade divina - análoga à que os cristãos muito mais tarde defenderam na sua religião monoteísta - e constituíram apenas 1 única deidade : aquele que originou todos os deuses e que era pai de todos os deuses.

Amon é Zeus para os Gregos e Júpiter para os Romanos, o Deus dos deuses, o rei de todos os deuses. Segundo a mitologia do Antigo Egito, no inicio havia apenas águas primordiais, e delas nasceram Atum. Atum masturbou-se e o seu sêmen ao ser derramado pelas águas, deu origem aos deuses e homens, assim como toda a restante criação.

Amonet

Por alguns encarada como o principio feminino de Amon, por outros como a primeira mulher de Amon.

Mut

A segunda esposa da Amon e mãe adotiva de Konshu.

Konshu

Deus da lua, do tempo e do conhecimento

Maat

Filha de Amon, esposa do seu irmão Tot, era aquela que participava nos julgamentos dos que faleciam. No Amenti - tribunal das almas situado nas esferas celestes - Maat era aquela que colocava uma pena num dos pratos da balança onde era decidido o destino da alma de quem se apresentava a julgamento apos a morte.

No outro prato da balança, Osíris colocava o coração do falecido. Se os pratos permanecessem em equilíbrio, a alma do falecido estava salva e ele festejaria com os espíritos de morte, para depois partir para a morada dos deuses, ou reencarnar. Se o seu coração pesasse mais que a pena de Maat, esta levaria a alma do morto para os infernos onde Ammut a devoraria em agonia eterna, ate que essa alma deixasse de existir para sempre. Maat era a deusa do equilíbrio e da justiça.

Ammut

Deusa do inferno, que devorava as almas que foram condenadas em ‘Amenti’, até que elas deixassem de existir para sempre.

Tot

Filho de Amon, marido de Maat. Era o escriba dos deuses, o deus da aprendizagem e da sabedoria relacionada com o oculto, a magia, o sobrenatural.

Sechtat

Filha de Tot e Maat, era a deusa da sabedoria na forma da ciência: astronomia, matemática, medicina, arquitetura, etc.

Madset

Filha de Tot e Maat, era tal como a sua mãe, uma deusa associada á Justiça

Hator

Deusa do feminino, da fertilidade, da sexualidade, do amor, da embriaguez, da prostituição, da felicidade, da prosperidade material e boas bênçãos aos humanos . Era uma das deusas mais reverenciadas na antiguidade e o seu templo um dos mais belos do antigo Egito. O seu culto era realizado não só através de devoção espiritual, mas também através de rituais sexuais, nomeadamente através da prostituição sagrada.

Hator era a consorte dos faraós e acreditava-se que era ela que escolhia quem ocupava esse cargo divino, pois apenas um seu escolhido e amante seria elevado á condição de faraó. Por isso, embora todo o faraó possuísse esposas humanas, ele teria igualmente de ser amante desta deusa. Os sacerdotes de Hator, ao contrário do que sucedia com outros os deuses, mantiveram os conhecimentos sobre esta deusa em grande segredo, transmitindo apenas aos iniciados, de mestres para discípulos, pelo que mais saber sobre esta deusa se perdeu nos tempos.


Geb

Filho de Chu e Tefnut - estes por sua vez emanados de Atum quando o rei dos deuses gerou a criação - ele casado com Nuit e é o deus da terra e da morte. Era ele que impedia os espíritos maus de partir deste mundo e as conduzia ás entranhas da terra, os aprisionando. Este deus era também responsável pelo estímulo ao lado material da vida.

Nuit

Também como Geb - do qual é irmã - esta divindade é filha de Chu e Tefnut, ( estes por sua vez emanados de Atum quando o rei dos deuses gerou a criação), e é esposa de Geb. Ela é a deusa dos céus, aquela que fica com os espíritos - excetuando os espíritos maus que o seu marido Gab automaticamente aprisiona na terra - e os conduz ás esferas celestes. Ali, eles serão julgados em Amenti.

Isis

Deusa mãe e do amor, filha de Geb e Nuit, irmã e esposa de Osíris. Quando Seth matou e esquartejou Osíris, Isis procurou pelos pedaços do corpo do seu marido e usando magia, (com a ajuda da sua irmã Neftis), ela ressuscitou o corpo desse e logo fez amor com ele, assim concebendo Horus, aquele que se vingaria da atrocidade cometida contra o seu pai.

Osíris

Filho de Geb e Nuit, irmão e marido de Isis, era o deus que procedia ao julgamento das almas dos que morreram, juntamente com Maat. A Osíris foi concedido o poder de governar sobre o mundo terreno. Seth, seu irmão, ficou ciumento e invejoso porque apenas lhe tinha sido concedido poder sobre os desertos, enquanto que o seu irmão governava sobre toda a restante terra. Osíris é por isso vítima de Seth que lhe dirige um golpe para destroná-lo; durante um banquete oferecido pelo seu irmão Seth, Osíris é atacado por 72 demônios ao serviço de Seth e acaba esquartejado em 16 pedaços. A sua esposa Isis, (com a ajuda da sua irmã Neftis), procurou e reuniu todos os pedaços, reconstituindo-lhe o corpo através da magia e fazendo amor com ele, gerando assim Horus, o seu filho que o haveria de vingar contra Seth. Conjuntamente com Isis, é igualmente um deus de fertilidade e prosperidade.

Seth

Filho de Geb e Nuit, irmão e esposo de Neftis. Seth era o espírito do mal, sendo que apenas lhe foi concedido o poder de governar os desertos. Seth era o deus das tempestades, da violência, do ciúme, da inveja, da sodomia, da impureza, etc. Seth habitava no deserto e era rei de demônios. Seth invejou o reino do seu irmão Osíris e jurou usurpar-lhe o trono. Assim, Seth matou o seu irmão, esquartejando-lhe o corpo e fazendo para sempre escravo da morte. Seth ocupou o trono do seu irmão, ate que Horus realizou a sua vingança, expulsando Seth deste mundo, exilando-o novamente nos desertos e nas tempestades.

Neftis

Filha de Geb e Nuit era irmã e esposa de Seth. Era a rainha dos desertos e deusa da morte. Não gostava verdadeiramente do seu marido Seth, e chegou mesma a metamorfosear-se na figura de Isis - sua irmã - assim enganando Osíris e copulando com ele, sendo que dessa relação nasceu Anúbis, deus dos embalsamamentos e dos funerais. Neftis significa 'senhora da casa' ou 'senhora do castelo', ou 'senhora do palácio', e ela era na verdade a rainha dos desertos, ou seja, da casa onde habitava o espírito do mal: Seth. Neftis era por isso deusa dos desertos e de todas as suas criaturas, assim como da noite, das trevas e da morte, ao mesmo tempo em que era representada como uma belíssima mulher, uma sedutora irresistível e por vezes lasciva, que podia assumir a forma que bem quisesse para copular com quem bem desejasse, tal como fez com Osíris.

Anúbis

Filho de Neftis e Osíris, é o deus dos funerais. È também o deus guardião dos cemitérios, e a entidade que conduz as almas dos mortos ao tribunal denominado ‘Amenti’, onde as almas dos falecidos serão julgadas por Osíris e Maat.

Horus

Filho de Isis e Osíris, é um deus da vida e da morte, pois foi gerado pela sua mãe que é deusa da vida, e pelo seu pai um deus da fertilidade aprisionado pela morte. Horus foi ocultado de Seth ate estar preparado para vingar a traição de que o seu pai Osíris foi vitima ás mãos de Seth, que o esquartejou durante um banquete que lhe havia oferecido através de 72 demônios e assim o tornou escravo da morte para lhe usurpar o torno. Osíris combateu Seth, lutando pelo trono do seu pai. Teria perdido a luta, sendo que foi sodomizado por Seth que assim pretendeu selar e provar a sua superioridade e a sua vitória sobre Horus. Seth depositou o seu sêmen dentro de Horus, para depois o apresentar em tribunal aos outros deuses e confirmar diante dos olhos de todos eles a sua indisputável vitória. Confirmando que Horus se tinha transformado num seu servo por via da submissão.

Contudo, Isis usou magia para fazer o sêmen desaparecer do corpo de Horus e aparecer no corpo de Seth. Seth sofreu assim um rude golpe e grande humilhação, sendo que o tribunal deliberou a sua derrota e o condenou ao exílio nos desertos de onde ele tinha vindo. Horus recuperou o trono do seu pai Osíris, e vingou-se de Seth, castrando-o para depois o expulsar deste mundo. A religião da antiguidade Egípcia acreditava por isso que foi através de Horus que Seth - o mal - foi expulso deste mundo e habita apenas nos seus domínios do maligno.





domingo, 5 de junho de 2011

Dia de Domna, Senhora de todas as Pedras Sagradas



O 5 de junho é o Dia da Ecologia, no Brasil, e Dia Mundial do Meio Ambiente, também é aniversário da minha mãe... pulando para a mitologia irlandesa é Dia de Domna, a Senhora de todas as Pedras Sagradas. 

A deusa Domna, segundo antigas crenças irlandesas, era a senhora de todas as pedras sagradas. A ela era dedicado o dia 5 de Junho, ocasião em que, segundo a tradição, ela se transforma em pedra, sendo procurada entre cristais e pedras de rua.

Ela também é conhecida como Damhnaid, Damnata, Davnat ou Dimna. Domna encontra sincretismo com santa Gobnait e seu santuário está localizado na cidade Ballyvourney, vila no sudoeste do condado de Cork, na Irlanda, fronteira com o Condado de Kerry. 

A Igreja de Santa Gobnait (imagem abaixo) é hoje local de peregrinações cristãs,  mas outrora 'pagãs', comprovadas pela fonte em que antigamente eram deixadas oferendas e fitas com pedidos de cura e proteção, substituídas hoje pelos rosários e medalhas cristãs.

Sua antiga igreja está em ruínas e possuí entalhada no arco de uma janela, a figura de Sheelah-na-Gig, deusa celta regente da fertilidade, morte e renascimento, padroeira e protetora das mulheres. 

Muitas de suas imagens eram entalhadas em paredes de residências como símbolo de proteção ou para serem tocadas por fiéis que pediam bênçãos e proteção. Sua imagem é de uma mulher sentada sobre um ovo, com uma serpente aos seus pés.

A Irlanda (em irlandês: Éire; em inglês: Ireland), é um país do noroeste da Europa. Ocupa cerca de cinco sextos da ilha da Irlanda, que foi reparticionada pela primeira vez em 3 de Maio de 1921. 

É delimitada a norte pela Irlanda do Norte (pertencente ao Reino Unido), pelo Oceano Atlântico a oeste, pelo Mar da Irlanda a leste; pelo Mar Céltico e pelo Canal de São Jorge a sul e sudeste. 

Juridicamente, o termo República da Irlanda (em irlandês: Poblacht na hÉireann) é a descrição do Estado, mas Irlanda é o seu nome. Teve sua independência do Reino Unido declarada em 24 de abril de 1916 e reconhecida em 6 de dezembro de 1922.

Fonte: Wikipédia e Teia de Thea | Imagens: Google Images

terça-feira, 31 de maio de 2011

31 de maio :: Proserpina




O rapto de Proserpina, de Luca Giordano - circa 1684-1686
Proserpina - ou Prosérpina, correspondente na Grécia a Perséfone - é uma Deusa do panteão da mitologia greco-romana, segundo a qual era filha de Júpiter com Ceres, uma das mais belas deusas da Roma antiga. 

Conta a lenda que enquanto Proserpina colhia flores, foi raptada por Plutão, que a tomou como sua esposa.

Sua mãe, Ceres, desesperada com o desaparecimento da filha, caiu numa fúria terrível, destruindo as colheitas e as terras. Ela devolveu a vida às plantas somente após um pedido direto de Júpiter, exigindo, no entanto, que Plutão lhe devolvesse a filha. Como, por um ardil deste último, Proserpina havia comido um bago de romã, não poderia abandonar o submundo de forma definitiva.


Acabou por se encontrar uma solução do agrado de todos: Proserpina passaria metade do ano debaixo da terra, no submundo, na companhia do marido - corresponde na época, ao Inverno, quando Ceres, desolada, descuida a Natureza, deixando morrer as plantas - e a outra metade do ano a superfície, na companhia da mãe - corresponde ao Verão, quando a Natureza renasce, fruto da alegria de Ceres.

Os romanos antigos dedicavam um festival, realizado no dia 31 de maio, à Proserpina. Existem algumas inscrições que relacionam essa deusa romana com a deusa lusitana Atégina. Ao lado do mito de Rômulo e Remo, supostamente fundadores da cidade de Roma, o rapto de Proserpina é uma das lendas mais conhecidas e famosas da mitologia romana.

fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre - ENGLISH VERSION

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Yemanjá e Omolú

Hoje, lendo o blog da minha amiga, a Escritora,  Andréa Destefani, me deparei com a bela postagem 'Yemanjá': http://coisasdecasados.blogspot.com/2011/02/yemanja.html . Amei o que ela escreveu e lá teci o seguinte comentário:

Tem razão Andréa, grande sacada irmã. Todos os seres biológicos que habitam esta esfera, incluindo nossos corpos carnais, tem origem na mãe Yemanjá. Somos seres vivos irmãos nas águas do mar. Somos todos filhos de Yemanjá e um dia ao Filho dela, Omolú, que é a terra, seremos todos entregues para que nossos corpos carnais sejam consumidos

Nossas almas precisando também encontram nEla a mãe, afinal como diz a mitologia africana, Omolú foi abandonado por Nanã na praia, porque havia nascido coberto de chagas. Nesse contratempo, um caranguejo provocou graves ferimentos na sua pele.

Yemanjá em sua infinita bondade O adotou. Com folhas de bananeira curou as suas feridas e pústulas e transformou-a num grande guerreiro e hábil caçador, que se cobria com palha-da-costa, não porque ainda escondesse as marcas de sua doença, como muitos pensam, mas porque se tornou um ser de brilho tão intenso quanto o próprio Sol.

A relação de Omolú com a morte dá-se pelo fato de ele ser a terra, que proporciona os mecanismos indispensáveis para a manutenção da vida. O homem nasce, cresce, desenvolve-se, torna-se forte diante do mundo, mas continua frágil diante de Omolú, que pode devorá-lo a qualquer momento, pois Omolú é a terra, que vai consumir o corpo do homem por ocasião da sua morte.

Odo-Yá! Atô-tô!

sábado, 15 de maio de 2010

Deusa Maia ::: 15 de maio ::: Goddess Maia ::: May 15

Maia (do grego dórico Μαία), na mitologia grega era uma das sete irmãs que, fugindo do gigante Órion, se transformaram na constelação das Plêiades. Era uma ninfa. Com Zeus teve Hermes, o belo mensageiro dos Deuses. Maia e Hermes temiam a fúria de Hera, por ciúmes de Zeus. Porém, em vez de serem odiados, os dois conseguiram a simpatia de Hera. A Maia era consagrado o dia 15 de maio. Na tradição romana, Maia talvez seja outra, diferente dessa ninfa da Arcádia, a que personificava o despertar da natureza na primavera e que viria a se transformar na mentora de Mercúrio.

Ela é deusa da fecundidade, e da projeção da energia vital. Maia era à ninfa que personificava os lugares frios. Maia também é filha de Atlas e Plêione.

Na mitologia romana, Maia era identificada como Maia Maiestas (também chamada de Fauna, Bona Dea - a "Boa Deusa" - e Ops), uma deusa, que pode ser equivalente à uma velha deusa da Primavera dos primeiros povos itálicos. O mês de maio foi nomeado em sua honra; o primeiro e o décimo quinto dias de maio eram sagrados para ela. No primeiro de maio, o flamen de Vulcano sacrificava-se uma porca grávida, um sacrifício adequado também para uma deusa da terra como a Bona Dea: a porca podia ser substituída por uma em forma de bolacha.

Referências: Harry Thurston Peck, Harper's Dictionary of Classical Antiquities, 1898 / Encyclopaedia Britannica, 1911 / Wikipedia

MAIA was the eldest of the Pleiades, the seven nymphs of the constellation Pleiades. She was a shy goddess who dwelt alone in a cave near the peaks of Mount Kyllene in Arkadia where she secretly gave birth to a son by Zeus, the god Hermes. She also raised the boy Arkas in her cave, whose mother Kallisto had been transformed into a bear.

Aiskhylos apparently idenifies Maia "the nursing mother" with Gaia "the Earth." On several occassions he calls the earth-goddess Gaia Maia (Mother Earth) and pairs her with Hermes Khthonios ("of the Earth").

Maia
by Daphne Elliott

"The Pleiades" was the name given to the seven daughters of Atlas and Pleione. Maia was the eldest of the daughters, and said to be the most beautiful. Being shy, she lived quietly and alone in a cave on Mount Cyllene, in Arcadia. Zeus, however, discovered the beautiful young woman, and fell in love with her. He came to her cave at night, to make love to her away from the jealous eyes of his wife, Hera. As a result, Maia bore Zeus a son, Hermes.

When still an infant, Hermes stole some cattle from the god Apollo, and hid them in his mother's cave. When Apollo stormed into Maia's cave, she showed him the tiny baby to prove he could not have been the cattle thief. Apollo was not fooled, however, and angrily appealed to Zeus to punish Hermes. Zeus arbitrated by requiring Hermes to give back the cattle. During the feud, baby Hermes played the lyre, and Apollo was so enchanted by the music that he dropped the charges, and even gave some of the cattle to Hermes, as well as other gifts.

Some time later, Maia helped Zeus when Hera had caused the death of one of his other mistresses, Callisto, who had borne him a son, named Arcas. Zeus ordered Hermes to give Arcas to Maia to raise as her own, which she did. Arcas and Callisto were eventually placed in the sky, becoming the constellations Ursa Major and Ursa Minor (Big and Little Bear) to escape the wrath of the ever-jealous Hera.

Maia (wikipedia)

Vulcan and Maia, by Bartholomäus SprangerMaia[1] (pronounced /ˈmeɪ.ə/ or /ˈmaɪ.ə/; Greek: Μαῖα; Latin: Maia, "great") in Greek mythology, was the eldest of the Pleiades, the seven daughters of Atlas[2] and Pleione[3]. She and her sisters, born on Mount Cyllene in Arcadia, are sometimes called mountain goddesses, oreads, for Simonides of Ceos sang of "mountain Maia" (Maia oureias) "of the lively black eyes".[4] Maia was the oldest, most beautiful and shyest. Aeschylus repeatedly identified her with Gaia.

She and her sisters were pursued by Orion, and turned into doves to preserve their safety.[5] According to the Homeric Hymn to Hermes, Zeus in the dead of night secretly begot Hermes upon Maia, who avoided the company of the gods, in a cave of Cyllene. After giving birth to the baby, Maia wrapped him in blankets and went to sleep. The rapidly-maturing infant Hermes crawled away to Thessaly, where by nightfall of his first day he stole some of Apollo's cattle and invented a lyre. Maia refused to believe Apollo when he claimed Hermes was the thief and Zeus then sided with Apollo. Finally, Apollo exchanged the cattle for the lyre.

Maia also raised the infant Arcas[6] to protect him from Hera, who had turned his mother, Callisto, into a bear. Arcas is the eponym of Arcadia.

In Roman mythology, Maia was identified with Maia Maiestas (also called Fauna, Bona Dea (the 'Good Goddess') and Ops), a goddess who may be equivalent to an old Italic goddess of spring. The month of May was named for her;[7] the first and fifteenth of May were sacred to her. On the first of May the flamen of Vulcan sacrificed to her a pregnant sow,[8] an appropriate sacrifice also for an earth goddess such as Bona Dea: a sow-shaped wafer might be substituted. The goddess was accessible only to women; men were excluded from her precincts.

Notes:
1. The alternate spelling Maja uses long i between two vowels, similar to Pompeji or Sequoja.
2. Hesiod, Theogony 938; Hymn to Hermes
3. Pseudo-Apollodorus, Bibliotheke 3.110.
4. Simonides, Fragment 555.
5. Hesiod, Works and Days 619ff.
6. Pseudo-Apollodorus, Bibliotheke 3.101.
7. Ovid, Fasti v.73, makes it the month of the maiores, the "ancients": "The proof that May was the month of the maiores ('ancients' or 'old') lies in the fact that on the first day the Lares were honoured for the anniversary of their altar in their role of Praestites, 'protectors' of the city" observes Robert Turcan, The Gods of ancient Rome: religion in everyday life from archaic to imperial times 2000, p. 70.
8. See Ambrosius Theodosius Macrobius, Saturnalia I.12; Juvenal, Satires ii.86; Festus 68

References: Harry Thurston Peck, Harper's Dictionary of Classical Antiquities, 1898
Encyclopædia Britannica, 1911

Imagem/Image: Vulkan und Maia Artist: Spranger, Bartholomäus: Deutsch 1585 Current location Deutsch: Kunsthistorisches Museum, Gemäldegalerie

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A verdadeira origem do Carnaval - O Carnaval Pagão


Do século VII a.C. ao século VI d.C.

O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja adota, oficialmente, o carnaval, em 590 d.C.

O Segundo Centro de Excelência do Carnaval localiza-se na Grécia e em Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C.. Com as sociedades já organizadas em castas e rígidas hierarquias, com a nobreza, o campesinato e os escravos, nitidamente separados por classes acentuam-se as libertinagens e licenciosidades, provocadas, ao que se supõem, pela necessidade de válvulas de escape ( era o culto ao corpo sem a culpa da filosofia escolástica). Sexo, bebidas e orgias incorporam-se, definitivamente, às festas que, juntamente com o elemento processional e a inversão de classes, compõem o modelo que alguns autores consideram o fulcro estético e etimológico do carnaval...

As Dionísias Gregas

Dioniso: de Dio (s), céu, em Trácio e Nysa, filho do céu, também chamado Baco - ambos nomes de origem grega, sendo que Baco aparece pouco mais tarde na literatura grega (em Édipo Rei, de Sófocles - século V a.C.)- tem outros epítetos, como IACO, BRÔMIO e ZAQUEU.

Esses nomes, com o mesmo significado ,surgem em cultos no mundo do Mediterrâneo.

IACO: Grande grito, era o deus que conduzia a procissão nos mistérios de Eleuses (Grécia) com exclamações coletivas de entusiasmo dos peregrinos.

BRÔMIO: Significa “estremecimento, ruído surdo e prolongado”. Era uma espécie de transe que se apossava dos adoradores do deus durante o seu culto.

ZAQUEU: Nome com que Dioniso era conhecido, sobretudo, na Ásia Menor e em Creta. Zaqueu é o grande caçador que aparece em algumas peças de Esquilo, no século VI a.C..
DIONISO, como era mais conhecido, permaneceu por longo tempo confinado nos campos, somente aparecendo, tardiamente, na Pólis de Atenas.

A explicação é dada por Junito de Souza Brandão em sua Mitologia Grega, (pág. 117 e 133): “Viu-se que o deus do êxtase e do entusiasmo, até mais ou menos a década dos anos 50, era considerado como uma divindade que chegara tardiamente à Hélade. Pois bem, a partir de 1952, as coisas se modificam: é a decifração de uma parte dos hieróglifos cretomicênicos por Michael Ventris, segundo se mostram no Volume I, pág. 53 ou mais precisamente, a decifração da linear B, consoante a classificação de Arthur Evans, demonstrou que o deus já estava presente na Hélade, pelo menos desde o século XIV a.C., conforme atesta a tabela X de Pilos.

Há de se perguntar por que um deus tão importante, já documentado no século XIV, só se manifesta de forma aparentemente grotesca, no século IX e só a partir dos fins do século VII a.C. tem sua entrada solene na mitologia e na literatura? É quase certo que o adiado aparecimento de DIONISO e sua tardia explosão no mito e na literatura se deveram sobretudo a causas políticas. Com seu êxtase e entusiasmo o filho de Semethe era uma séria ameaça à Pólis aristocrática, à Pólis dos Eupátridas, ao status quão vigente cujo suporte religioso eram os aristocratas deuses olímpicos.

Com as características, ora de deus da cultura do vinho e da figueira, ora simbolizado pela Hera e pelos Pinheiros, ora representados pelo bode, Dioniso, o deus da transformação e da metamorfose, que havia sido expulso de Olimpo, todos os anos, chegava à Grécia, aos primeiros raios de sol da primavera, acompanhado de um séquito de sátiros e ninfas sendo saudado pelos fiéis com música, danças, algazarras, vinhos, sexo e também violência que por vezes terminava em tragédia”.

Teria sido PISISTRATO, governante de Atenas (605 - 527 a.C.) o responsável pela oficialização do culto a Dioniso na Grécia.

PISISTRATO além de incentivar o culto a Dioniso entre os camponeses e lavradores organizou oficialmente as procissões dionisíadas onde a imagem do deus Dioniso era transportada em embarcações com rodas (carrum navalis) simbolizando que o deus havia chegado a Atenas pelo mar, puxadas por sátiros (semi deuses que segundo os pagãos tinham pés e pernas de bode e habitavam as florestas) com homens e mulheres nús, em seu interior.

Seguindo o cortejo, uma multidão de mascarados, meio a um touro, que depois seria sacrificado, percorria as ruas de Atenas em frenéticas passeatas de júbilo e alegria. A procissão terminava no templo sagrado, o Lenaion, onde se consumava a hierogamia (o casamento do deus com a Polis inteira em procura da fecundação).

A festa em louvor a Dioniso se desdobrava em quatro celebrações, em Atenas: as Dionísias Rurais, as Leneias, as Dionísias Urbanas ou Grandes Dionisias e as Antestérias, se estendendo de dezembro à março.

Estas festas que tiveram grande desenvolvimento no século VI a.C. acabaram por gerar o que se pode chamar “bagunça Dionisíaca”, por isso foram fortemente reprimidas no século V a.C., no auge do desenvolvimento artístico cultural da Grécia (governo de Péricles - 443 - 429 a.C.) quando a cidade foi embelezada por monumentos como Partenon espalhando seu brilho por todo Mediterrâneo. Nesse tempo mudou, inclusive, a excelência grega e a concepção do teatro. O século V a.C. foi o grande período da Grécia Clássica. Entretanto a influência política e cultural somente atingiu seu esplendor no século IV quando Alexandre, o Grande, expandiu as conquistas gregas formando colônia em lugares afastados como o leste do Afeganistão e as fronteiras da Índia. É a chamada época Helenista. Nessa ocasião foi introduzida na Grécia o culto a Isis (vide deusa Isis no Egito).

Em 370 a.C., quando Atenas perde a hegemonia da arte já se pode sentir a penetração do culto a Dioniso em Roma.

As BACCHANTES, sacerdotisas que celebravam os mistérios do culto a Dioniso, nesse tempo mais conhecido como BACO (é com o nome de BACO que Dioniso entrou em Roma, daí alguns estudiosos afirmarem a origem italiana da palavra), ao invadirem as ruas de Roma, dançando, soltando gritos estridentes e atraindo adeptos em número crescente, causaram tais desordens e escândalos que o Senado Romano proibiu as BACANAIS, em 186 a.C..

As Saturnálias Romanas

Saturno, deus da agricultura dos antigos romanos, identificado como CRONOS pelos gregos, pregava a igualdade entre os homens e foi quem ensinou a arte da agricultura aos italianos. Também expulso do Olimpo, Saturno chegava com os primeiros sopros do calor da primavera e era saudado com festas e um período de liberação das convenções sociais. Durante as Saturnálias os escravos tomavam os lugares dos senhores. Não funcionavam os tribunais e as escolas.

Os escravos saiam às ruas para comemorar a liberdade e a igualdade entre os homens, cantando e se divertindo em grande desordem. As casas eram lavadas, após os excessos libertários que aconteciam de 17 a 19 de dezembro (no hemisfério norte correspondia à entrada da primavera.

Com a reforma do calendário e a inclusão de mais dois meses, julho e agosto, em homenagem aos imperadores romanos Júlio Cesar e Augusto formam empurrados para diante) seguiam-se a sua Purificação com as LUPERCAIS, festas celebradas em 15 de fevereiro, em homenagem ao deus Pã que matou a loba que aleitara os irmão Rômulo e Remo, fundadores de Roma.

Os Lupercos, sacerdotes de Pã, saiam nús dos templos, banhados em sangue de cabra e depois lavados com leite e cobertos por uma capa de bode perseguiam as pessoas pelas ruas, batendo-lhes com uma correia. As virgens quando atingidas acreditavam se tornarem férteis e as grávidas, se tocadas, conseguiam livrar-se das dores do parto.

Suetônio conta que no tempo das Saturnais todos os participantes e os escravos podiam dizer verdades a seus senhores indo até ao extremo de ridicularizá-los do jeito que bem entendessem.

O filósofo alemão (FRIEDRICH) NIETZSCHE - 1844-1900 - em sua obra, O NASCIMENTO DA TRAGÉDIA, a respeito de DIONISO e APOLO, deuses opostos, entre o cáos e a ordem, faz um belo estudo sobre estes “mitos” e suas influências na vida humana, que regulam o equilíbrio entre as forças antagônicas e permitem um viver mais adequado. Para NIETZSCHE a arte é a única justificativa possível para o sofrimento humano, por isso combate a moral cristã que lhe parece fruto do ressentimento de frustados. Anticristão e ateu o escritor exalta a vontade de poder do grande indivíduo (super homem).

Justificando o posicionamento de NIETZSCHE, José Guilherme Merquior, em “Saudades do Carnaval” diz: “é fácil calcular a intensidade dos inconvenientes dessa atitude anti-natural quando a civilização racionalizada da Idade Moderna suprimiu justamente os pulmões carnavalescos da cultura. O Cristianismo da sociedade industrial, a religiosidade do tempo de NIETZSCHE não só havia negado e sufocado toda válvula orgiástica - toda composição sistemática com erros e carisma - como virara franca ideologia da sublimação ressurgida das massas aburguesadas , era nesse contexto, que a moral da renúncia significa repressividade absoluta, e repressividade doentia, “indecorosa” para usar a expressão do anti-cristo. O ascetismo vitoriano, a serviço da massificação repressiva, da “redução à mediocridade”, de todas as dimensões morais do homem eis o que levou NIETZSCHE a um desmascaramento indignado do cristianismo”.

A visão de NIETZSCHE sobre o carnaval, em confronto com a do historiador e filósofo russo MIKHAIL BAKHTIN se aproximam, quando consideram a festa um rito coletivo onde foliões fantasiados e mascarados se transformam num “outro”, numa espécie de efeito catártico regulador do equilíbrio social.

O Carnaval é uma trégua, um alívio da hipocrisia social e do medo do corpo.

Fonte:
Título - Carnaval: seis milênios de história - Capítulo II
Autor - Hiram de Araújo
Editora - Gryphus, 2000
ISBN 8585469811, 9788585469818
620 páginas
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domingo, 20 de dezembro de 2009

A origem da milenar comemoração do Natal


O Natal, provem do latim 'natális', por sua vez derivada do verbo 'nascor, nascéris, natus sum, nasci', que significa nascer. Como adjetivo, significa o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. De 'natális' deriva também 'natureza', o somatório das forças ativas em todo o Universo.

A data é amplamente reconhecida como uma festa religiosa, é a celebração do nascimento de Jesus. O Natal é comemorado no dia 25 de Dezembro desde o Século IV pela Igreja Ocidental, e, desde o século V pela Igreja Oriental. Na Igreja Ortodoxa o Natal é comemorado no dia 7 de Janeiro.

A origem pagã do Natal


Na verdade a comemoração do Natal é muito mais antiga do que se pensa, tendo a cada época distinta adotado diferentes significados, de acordo com o credo religioso a que foi associada. Históricamente as festividades do Natal tem sua origem no paganismo.

O paganismo, celebrava o solstício de Inverno, a noite mais longa do ano (hemisfério norte). A partir dessa noite, que acontece no final de Dezembro, em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu. O dia era consagrado à celebração do “Sol Invicto”.

O Sol tem sua representação em diversos Deuses


► Ra, o Deus egípcio;
► Utudos na Babilônia;
► Surya da Índia;
► Apolo, Deus greco-romano;
► e também Baal e Mitra.

Para os egípcios, Horus foi o deus solar e seu redentor. Horus nasceria de uma virgem e era festejado a 25 de Dezembro. Amenófis III criou um mito religioso que depois foi adaptado ao cristianismo: Trata-se da anunciação, concepção, nascimento e adoração de Iath.

Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do Inverno, eles acreditavam que os monstros do caos se enfureciam e Marduk, o seu principal deus tinha, que os derrotar para preservar a continuidade da vida na Terra. Durante o Zagmuk, festival de Ano Novo que durava 12 dias, era então realizado um ritual para ajudar Marduk na sua batalha.

Mitra e Mitraísmo



7 mil anos antes do nascimento de Jesus, fazia-se homenagem à data de "nascimento" do deus persa Mitra, que representa a luz. Mitra pertence às mitologias persa, indiana e romana. Na Índia e Pérsia representava a Luz (Deusa Solar), bem como o bem e a libertação da matéria. Chamavam-na de "Sol Vencedor". Entre os persas, apareceu como filho de Aura-Masda, deus do bem gerado de uma virgem, a deusa Anahira.

O culto de Mitra

Desde a antiguidade, o nascimento de Mitra, era celebrado a 25 de Dezembro. Ele teria nascido numa manjedoura, e foi venerado por humildes pastores; celebrou uma Santa Ceia, com seus 12 discípulos, antes de voltar a casa do pai. Ascendeu ao Céu, de onde prometeu voltar no fim dos tempos, para o Juízo Final. Garantiu a vida eterna a quem se batizasse: a purificação mediante o batismo era essencial para alcançar a vida eterna. Quando nascia a criança era mergulhada em água e, depois, comprimia-se em sua boca um pouco de suco de um arbusto denominado Hom.

Seu culto estava associado a uma existência futura e espiritual, completamente libertada da matéria e sua prática ritual era celebrada em grutas sagradas. O Deus Mitra encarnou para viver entre os homens, e morreu para que todos fossem salvos. Os fiéis, comemoravam a sua ressurreição em cerimonias, nas quais proferiam as seguintes palavras: “Aquele que não irá comer o meu corpo, e beber o meu sangue, assim que ele seja em mim e eu nele, não será salvo.”


Nos séculos III e IV da Era Cristã as religiões romanas identificaram-no com o carácter viril e luminoso de Deus, transformando o culto a mitra no mitraísmo.

ROMA


Aureliano, Imperador da Roma, oficializou o culto ao Sol, no ano de 273 d.C., assim estabelecendo o dia do nascimento do Sol em 25 de dezembro: o “Natalis Solis Invcti”, que significava o nascimento do Sol invencível.

Na Saturnália, festividade em honra ao Deus Saturno, era comemorada de 17 a 24 de Dezembro; sendo um período de alegria e troca de presentes. Era solenizado o dia mais curto do ano no Hemisfério Norte e o nascimento de um Novo Sol. 

No dia 25 de Dezembro, quando já era perceptível a vitória do dia sobre a noite, eram realizadas grandes festas nas ruas em comemoração do regresso do Sol.

Por Decreto de Constantino (317-337 d.C.) imperador de Roma, o Cristianismo foi incluso como religião. Sendo o imperador um antigo adorador do Sol, ele fez do dia 25 de dezembro uma Festa Cristã. Ele transformou as celebrações de homenagens à Mitra, Baal, Apolo e outros deuses, na festa de nascimento de Jesus Cristo. Uma forma de sincretismo religioso.

O povo cristão do Oriente, adaptou esta celebração para 6 de janeiro, sendo a escolha desta data provavelmente outra reminiscência pagã, pois esta é a data da aparição de Osíris entre os egípcios, e de Dionísio entre os gregos.


Em 325 d.C., Constantino conclamou o Concílio de Nicéia, numa tentativa de unificar o Cristianismo. A igreja, não permitindo que outros Deuses fossem cultuados, e querendo combater toda celebração pagã do mês de Dezembro, acabou por escolher o dia 25 de Dezembro, como data oficial do nascimento de Jesus, dando desta forma um significado religioso a data, absorvendo inclusive alguns dos rituais pagãos, nomeadamente as velas e as trocas de presentes, passando estes a simbolizar as ofertas feitas pelos Três Reis Magos ao menino Jesus.

A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa Libério, no ano 354 d.c. A prática do mitraísmo, bem como de outras religiões pagãs, foi declarada ilegal pelo imperador romano Teodósio I no ano de 391, tendo este desta forma proibido todas as religiões diferentes do cristianismo. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. (Oxalá)

Segundo a edição de 1911 da Enciclopédia Católica: "A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentravam na festa do Natal".

Orígenes, um dos chamados pais da Igreja, segundo texto extraído da mesma enciclopédia citada acima: "... não vemos nas Escrituras ninguém que haja celebrado uma festa ou celebrado um grande banquete em sua data natalícia. Somente os pecadores celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram neste mundo". A referência certamente é ligada aos Faraós Egípcios e Herodes.


Independentemente dos credos e das tradições, o Natal, é uma festa essencialmente familiar, na qual subsistem as tradições pagãs, tanto germânicas quanto romanas. Somadas ao grande dia em que o Mestre Jesus nasceu como homem em nosso Planeta. Esta data deve servir para celebração da vida, da paz e do amor, no Natal a Chama Crística é alimentada no coração dos homens e mulheres de boa vontade, marcando o término de um ciclo e o início de outro. 

FELIZ NATAL!



quarta-feira, 11 de junho de 2008

As versões sobre a origem do dia dos namorados


É bem provável que a festa dos namorados tenha sua origem em um festejo romano: a Lupercália. Em Roma, lobos vagavam próximos às casas e um dos deuses do povo romano, Lupercus, era invocado para manter os lobos distantes. Por essa razão, era oferecido um festival em honra a Lupercus, no dia 15 de fevereiro. Nesse festival, era costume colocar os nomes das meninas romanas escritos em pedaços de papel, que eram colocados em frascos. Cada rapaz escolhia o seu papel e a menina escolhida deveria ser sua namorada naquele ano todo.

O dia da festa se transformou no dia dos namorados, nos EUA e na Europa, o Valentine’s Day, 14 de fevereiro, em homenagem ao Padre Valentine. Em 270 a.C., o bispo romano Valentino desafiou o imperador Claudius II que proibia que se realizasse o matrimônio e continuou a promover casamentos. Para Claudius, um novo marido significava um soldado a menos. 

Preso, enquanto esperava sua execução, o bispo Valentine se apaixonou pela filha cega de seu carcereiro, Asterius. E, com um milagre, recuperou sua visão. Para se despedir, Valentine escreveu uma carta de amor para ela. Foi assim que surgiu a expressão em inglês "From your Valentine". Mesmo tido como santo pelo suposto milagre, ele foi executado em 14 de fevereiro.

O feriado romântico ou o dia dos namorados judaico: desde tempos bíblicos, o 15º dia do mês hebreu de Av tem sido celebrado como o Feriado do Amor e do Afeto. Em Israel, tornou-se o feriado das flores, porque neste dia é costume dar flores de presente a quem se ama. Previamente, era permitido às pessoas só se casar com pessoas da sua própria tribo. De certo modo, era um pouco semelhante ao velho sistema de castas na Índia. 

O 15 de Av se tornou o Feriado de Amor, um feriado judeu reconhecido durante os dias do Segundo Templo. Em tempos bíblicos, o Feriado do Amor era celebrado com tochas e fogueiras. Hoje em dia, em Israel, é costume enviar flores a quem se ama ou para os parentes mais íntimos. A significação e a importância do feriado aumentaram em anos recentes. Canções românticas são tocadas no rádio e festas 'Feriado do Amor' são celebrados à noite, em todo o país. (Jane Bichmacher de Glasman, autora do livro "À Luz da Menorá").

No Brasil, a gênese da data é menos romântica. Alguns a atribuem a uma promoção pioneira da "Loja Clipper", realizada em São Paulo em 1948. Outros dizem que o Dia dos Namorados foi introduzido no Brasil, em 1950, pelo publicitário João Dória, que criou um slogan de apelo comercial que dizia "não é só com beijos que se prova o amor". 

A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine's Day - o Dia dos Namorados realizado nos Estados Unidos. É provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época em que o comércio de presentes não fica tão intenso. A idéia funcionou tão bem para os comerciantes, que desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data. Outra versão reverencia a véspera do Dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro.
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Adaptação: Lilian Russo - Fontes: Revista Época, edição 160/2001; IBGE Teen e Revista Eletrônica Rio Total- web:http://ilove.terra.com.br/lili/PALAVRASESENTIMENTOS/dia_namorados_origem.asp - Imagem: São Valentino batiza Santa Lúcia/Jacopo Bassano (Jacopo da Ponte - c.1500)

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