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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Salmo XXVI: “Deus resgata o íntegro”

Leia este Salmo para acalmar os nervos, afastar o medo e se proteger contra traições, ataques de inimigos e corrupção. O Salmo 26 também é eficaz para obtenção da Justiça Divina em processos que correm na justiça dos homens. Este Salmo sempre ajuda na tomada de decisões importantes, leia com FÉ!




1. Julga-me, ó Senhor, pois tenho andado na minha integridade; no Senhor tenho confiado sem vacilar.

2. Examina-me, Senhor, e prova-me; esquadrinha o meu coração e a minha mente.

3. Pois a tua benignidade está diante dos meus olhos, e tenho andado na tua verdade.

4. Não me tenho assentado com homens falsos, nem associo com dissimuladores.

5. Odeio o ajuntamento de malfeitores; não me sentarei com os ímpios.

6. Lavo as minhas mãos na inocência; e assim, ó Senhor, me acerco do teu altar,

7. para fazer ouvir a voz de louvor, e contar todas as tuas maravilhas.

8. ó Senhor, eu amo o recinto da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória.

9. Não colhas a minha alma com a dos pecadores, nem a minha vida a dos homens sanguinolentos,

10. em cujas mãos há malefício, e cuja destra está cheia de subornos.

11. Quanto a mim, porém, ando na minha integridade; resgata-me e tem compaixão de mim.

12. O meu pé está firme em terreno plano; nas congregações bendirei ao Senhor.

Fonte: Bíblia Sagrada - Livro: Salmos - Salmo 26 - Imagem: http://belasfrasesegravuras.blogspot.com/2009/09/salmo-26.html

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Oração pela Paz




"Em nossas vidas, passamos por obstáculos que jamais pensaríamos existir e que na verdade servem para nos ensinar o caminho da verdade e aprenderemos a acreditar em uma outra vida, em uma força muito maior!"

Oração Pela Paz Mundial

Precioso Senhor do Universo

Hoje, renuncio a todas as armas do ódio e agressão em meus pensamentos, palavras e atos.

Hoje, renuncio aos ressentimentos e mágoas que me levaram a atacar os outros e prejudicar-me.

Hoje, renuncio a todas as idéias de cinismo e julgamento, a todas as palavras destrutivas e a todos os atos de vingança e violência contra mim e contra os outros.

Hoje, limpe-me de todos os pensamentos e palavras de ataque, a fim de que eu possa dar os passos necessários para instalar a paz em meu coração e oferece-la ao mundo.

Hoje, não me deixe esquecer que cada ato meu é importante para construir a paz no mundo.

Hoje, abro meu coração para enviar energia do amor a todos os líderes mundiais

Hoje, abro meu espírito para contruir na criação de um mundo em que a agrassão e a violência se transforme em solildariedade e compaixão

Hoje, abro meus olhos para conscientizar-me de tudo o que posso fazer ou dizer para promover a presença da paz.

Hoje, reconheço que a paz começa comigo.

Hoje, eu me entrego confiantemente em Suas Mãos

Dedico cada idéia que penso, cada palavra que digo e cada um dos meus atos à criação, manutenção e propagação da paz.

Faça com que a luz da paz reine em mim.

Que a presença da paz reine em mim.

Faça com que o poder da paz irradie de mim e através de mim!

Que a paz envolva todo mundo!

Assim é!

E assim seja!




"Orar me traz a paz que vivo buscando. Acima de tudo, creio que assim fortaleço minha ligação com a presença todo-poderosa existente no mundo e dentro de mim. E, desta forma, sou atendida.

Este livro reúne orações que elaborei ao longo dos anos. Como descobri que escrever as preces me ajuda a fixá-las, resolvi criar um Diário de Orações. Algumas são baseadas ou inspiradas nas Escrituras; outras são idéias minhas, frutos dos meus diálogos íntimos com Deus. As preces aqui apresentadas abrangem uma variedade de tópicos e necessidades.

Rogo a Deus que este livro acenda uma luz em seu coração – e quem sabe até o inspire a escrever algumas preces de sua própria autoria. Acredito que, assim, consolidaremos a presença da paz, alegria, equilíbrio, harmonia e do próprio Deus no planeta.
"
~Iyanla Vanzant

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Einstein e a Religião



via Deutsche Welle em português

Einstein repensa relação entre ciência e religião
Em fevereiro de 1923, o físico Albert Einstein, já mundialmente famoso, fez uma visita a Jerusalém. E registrou sua observação das pessoas rezando no Muro das Lamentações: "Desci até o muro do templo, onde os obtusos patrícios ficam rezando alto, com o rosto voltado para o muro, balançando o corpo para frente e para trás. Imagem miserável de uma gente com passado e sem presente".

Esta breve anotação de viagem é característica da relação de Einstein com a religião. Por um lado, ele reclama da obtusidade dos crentes; por outro, considera-os "patrícios". O cientista nascido em Ulm, no extremo sul da Alemanha, em 1879, era judeu e, mais ou menos desde 1918, sionista.

Com 17 anos, no entanto, ele já tinha se excluído da comunidade religiosa judaica e jamais voltaria a seguir qualquer confissão. Não visitava serviços religiosos e não rezava. Mesmo assim, Einstein tinha fé. Em agosto de 1932, escreveu um breve texto intitulado "Minha Profissão de Fé" e logo em seguida gravou-o em disco para a Liga Alemã dos Direitos Humanos.

A linguagem de Deus é a matemática

"Fazer parte das pessoas que podem dedicar sua valiosa força de observação e investigação a coisas objetivas e desvinculadas do tempo é uma graça especial. Como sou feliz e grato por usufruir desta graça que nos torna independentes do destino pessoal e do comportamento dos demais! Mas esta independência não deve nos cegar, no entanto, a ponto de ignorarmos os deveres que continuam nos vinculando à humanidade de antes, de agora e de depois", observa Einstein.

E prossegue: "Nossa situação no mundo parece estranha. Cada um de nós aparece para uma breve visita, involuntariamente e sem ser convidado, sem saber por quê e para quê. Na vida diária, só sentimos que o ser humano existe por causa dos outros, daqueles que amamos e de inúmeros outros companheiros de destino".

A origem da religião para Einstein é o medo. Medo de fome, doença e morte. É preciso apaziguar o Deus ou os deuses, a fim de escapar da desgraça. Em um nível mais elevado, a fé surge de sentimentos sociais. Neste caso, religião é como uma superestrutura moral que regula a vida da comunidade. Para Einstein, a religião moral é a religião dos povos com tradição cultural. Mas ele ainda distingue uma terceira forma de vivência religiosa: a religiosidade cósmica.

A religiosidade cósmica seria apenas para "indivíduos especialmente ricos e comunidades especialmente nobres". O conceito cósmico de Deus não se prende mais a imagens pessoais, de modo que não requer nem Igreja, nem dogmas, nem orações. Neste caso, Deus é um princípio. Sua linguagem é a matemática. Venerá-lo significa fazer ciência.

"Sou religioso"

"A coisa mais bela e profunda que o ser humano pode vivenciar é o sentimento do misterioso", diz Einstein. "Ele está na base da religião e das aspirações mais profundas da arte e da ciência. Quem nunca vivenciou isso me parece morto ou cego. Sentir que, por trás do vivenciável, se esconde algo inacessível à nossa mente, algo cuja beleza e sublimidade só nos alcança de forma mediada e como um fraco reflexo: isso é religiosidade. Neste sentido, sou religioso. A mim, basta pressentir estes mistérios com espanto e tentar apreender com a mente e com toda humildade uma imagem pálida da estrutura sublime do ser."

A fé de Einstein é a fé na racionalidade da construção do mundo, a crença de que é possível entrever seus princípios. Sendo assim, sua célebre frase "Deus não joga dados" não se refere a um Deus personalizado que determina arbitrariamente o destino das pessoas. É uma afirmação sobre a física, mais especificamente sobre a relação de difusão da física quântica. Na religião de Einstein, não há lugar para impasses ou afirmações difusas.

"Ciência sem religião é paralítica"

Se é que é possível explicar o mundo, somente através da razão. O que interessa a Einstein é a pura ciência, a mera teoria, mas não a aplicação prática da pesquisa. Desta forma, a questão tão fundamental do século 20 em relação à responsabilidade do cientista não compete apenas ao pesquisador. Bombas atômicas atingem todo mundo.

A ciência é apenas um instrumento para alcançar certos objetivos. "O que este instrumento cria em mãos humanas depende inteiramente da natureza dos objetivos que se mantêm vivos em meio à humanidade. Após estas metas serem fixadas, o método científico oferece os meios para atingi-las", afirma Einstein.

Justamente pelo fato de a ciência, como uma religião sem Deus personalizado, ser inteiramente independente de juízos de valor, suas metas devem ser impostas com extrema responsabilidade. No início dos anos 30, Einstein ainda dissociava rigorosamente a religião cósmica dos físicos da religião moral. Posteriormente, ele passou a ressaltar cada vez mais sua ligação.

"Religião sem ciência é cega"

O que ocasionou esta mudança de perspectiva foi a experiência da Alemanha nazista, os ataques contra o judeu Einstein, a discriminação de sua ciência como produto do pensamento judeu, a guerra mundial e o exílio nos Estados Unidos. Einstein passou a reconhecer uma interdependência cada vez maior entre religião e ciência. Para ele, a fé religiosa se tornou então uma crença na possibilidade de conhecer a verdade e com isso o verdadeiro motor do pesquisador.

É justamente isso que está por trás da famosa afirmação de 1941: "Uma ciência sem religião é paralítica, uma religião sem ciência é cega". Mesmo assim, Einstein nunca acreditou em um Deus personalizado. Ele chegou até a imaginar que a ciência haveria de abolir este conceito de Deus no futuro. Contudo, continuou acreditando na força de a religião estimular "a bondade, a verdade e a beleza nas pessoas".

Fonte: Deutsche Welle - Udo Marquardt (sm)
Texto transcrito de: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,1555314,00.html - Imagem da mesma origem.

Refletindo sobre essa fundamental parceria entre ciência e religião, concluiu Albert Einstein

— “(...) Eu afirmo com todo o vigor que a religião cósmica é o móvel mais poderoso e mais generoso da pesquisa científica. Somente aquele que pode avaliar os gigantescos esforços e, antes de tudo, a paixão sem os quais as criações intelectuais científicas inovadoras não existiriam pode pesar a força do sentimento, único a criar um trabalho totalmente desligado da vida prática.

Que confiança profunda na inteligibilidade da arquitetura do mundo e que vontade de compreender, nem que seja uma parcela minúscula da inteligência a se desvendar no mundo, deviam animar Kepler e Newton para que tenham podido explicar os mecanismos da mecânica celeste, por um trabalho solitário de muitos anos. Aquele que só conhece a pesquisa científica por seus efeitos práticos vê depressa demais e incompletamente a mentalidade de homens que, rodeados de contemporâneos céticos, indicaram caminhos aos indivíduos que pensavam como eles. Ora, eles estão dispersos no tempo e no espaço.

Aquele que devotou sua vida a idênticas finalidades é o único a possuir uma imaginação compreensiva destes homens, daquilo que os anima, insufla-lhes a força de conservar seu ideal, apesar de inúmeros malogros. A religiosidade cósmica prodigaliza tais forças. Um contemporâneo declarava, não sem razão, que em nossa época, instalada no materialismo, reconhecem-se nos sábios escrupulosamente honestos os únicos espíritos profundamente religiosos
”.

"A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a teologia" ~Albert Einstein (1879-1955)

A Equação de Deus possui enredo de leitura agradabilíssima e acessível aos não-iniciados em física, astronomia ou física quântica. Trata-se de um livro elaborado com rigor, mas bastante didático. Aborda um tema complexo, referente à comprovação da existência de Deus nas ciências exatas.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Evangelhos Apócrifos :: As 18 Chaves da Magia Enochiana

A Magia Enoquiana, fundamenta-se nos saberes místicos e teológicos inscritos no Livro de Enoch. O livro de Enoch foi escrito por volta do sec II a.c, sendo que não foi incluído no cânone, ou seja, na Lei, ou no Antigo Testamento. O seu parente mais próximo é o Livro de Génesis, que constitui o primeiro livro da Bíblia. Enquanto que o Livro do Gênesis foi escolhido para fazer parte das sagradas escrituras como sendo o livro que relata tanto a criação, como o início da humanidade, o livro de Enoch que versa igualmente sobre o mesmo tema, acabou por ser excluído da Bíblia, tornando-se assim um texto apócrifo.

Alguns teólogos e historiadores afirmam que o principal motivo de exclusão do Livro de Enoch, reside no seu conteúdo místico e teológico. Na verdade, o livro de Génesis divulga a versão mais ortodoxa do judaísmo, que vê o homem como um ser pecador, um ser frágil, um ser mortal e caído nas malhas das tentações, das transgressões e das consequentes punições divinas.

Ao contrário, o Livro de Enoch relata uma versão bem diferente. No Livro de Enoch, vemos o homem enquanto um ser cósmico, parte de uma grande criação celestial, um ser que dentro de si detêm uma poderosa essência espiritual que bem usada, pode leva-lo á imortalidade e a um estatuto divino.

Ora, não há como conciliar estas duas versões: ou o homem é um pecador impuro, frágil e mortal, ou o homem é um ser divino, feito á imagem de Deus, preenchido com uma poderosa essência celestial, e capaz de ascender por si mesmo á imortalidade e divindade.

Na primeira opção, (a do Livro do Gênesis), concluímos que apenas em Deus reside a salvação, porquanto o homem não passa de um ser miserável, ao passo que na segunda leitura, (a do Livro de Enoch), concluímos que é no próprio homem, (e na forma como optar relacionar-se com Deus e com o cosmos), que reside a sua salvação.

Não só de salvação se fala no Livro de Enoch, mas vai-se muito mais longe: os ensinamentos de Enoch demonstram que o homem tem o poder de se salvar, e que o homem tem a capacidade de ascender á esfera divina.

No Livro de Enoch, contam-se entre outras historias, o relato da criação pelas próprias palavras de Deus, assim como se revela a historia do sumo sacerdote Melquisedec, (o misterioso sacerdote também mencionado na Bíblia, supostamente atingiu a imortalidade), que ascendeu aos céus na altura do dilúvio, tal foi o estado superior de evolução que tinha atingido.

Estas visões teológicas e místicas expressas pela sabedoria enochiana, levaram á exclusão do Livro de enoch relativamente á Lei Hebraica.

Também sobre Deus, outras visões ainda mais espantosas são reveladas no Livro de Henoc. Ali encontramos escrito:

"antes mesmo de qualquer outra coisa existir, no inicio de todas as coisas, eu trouxe o ser á existência a partir do não-ser, eu trouxe o visível á existência a partir do invisível. Escuta o que te digo, Enoch, repara bem pois nem com os anjos eu partilhei os meus segredos. (…) fica a saber que Eu sou a Unidade Eterna. Antes de qualquer coisa material ter existido, movimentei-me através das coisas invisíveis. (…) Eu concebi a criação dos alicerces a partir dos quais o mundo visível brotaria"

Livro de Enoch

O livro de Enoch aponta para uma ideia defendida tanto pelos gnósticos como pelos cabalistas, ou seja, a ideia que Deus é... Nada.

Na verdade, defendem essas teses que Deus não é "nada", no sentido material do mundo em que existimos; Deus não se pode ver, nem medir, nem pesar, nem pode ser localizado em parte alguma.

Não sendo quantificável, qualificável, mensurável nem adjectivável, não possuindo nem forma, nem expressão material em termos da realidade física em que existimos, logo... Deus não existe em termos materiais.

Deus escapa por isso á nossa compreensão, Deus está para além das fronteiras "espaço-tempo", e por isso, jamais O poderemos entender completamente.

Deus é por isso um Nada Eterno que está para alem das fronteiras da matéria, do espaço e do tempo.

E o Livro de Enoch, revela como esse Eterno gerou a criação de tudo aquilo que existe.

O não ser, gerou o ser. Aquele que não existe materialmente, gerou os pilares e mecanismos que deram origem ao nascimento do mundo material.

As revelações realizadas no livro de Enoch são tão espantosamente avançadas, que nos dias de hoje começam a fazer sentido quando aplicadas a certas teses das ciências de física quântica.

Também está escrito no 2º Livro de Enoch:

"No sexto dia, dei ordens para dar origem ao ser humano a partir dos 7 elementos que constituem o universo. (…) a carne foi retirada da própria terra (..) o sangue foi obtido a partir do orvalho e do Sol (…) os olhos foram feitos a partir da profundeza dos oceanos (…) os ossos a partir de pedras (…) a razão derivou dos anjos (..) as veias e os cabelos foram feitos com a erva dos campos (…) em sétimo lugar, o espírito derivou do Meu próprio espírito, bem como do vento. Eu criei-o como Segundo Anjo na terra, para ser grandemente enaltecido"

2º Livro de Enoch

Aqui deparamo-nos com uma visão que contrasta abissalmente com a visão teológica expressa no Livro do Gênesis, que encara o homem com um ser miserável e pecador.

Aqui, o homem é visto com um anjo, o homem é descrito como tendo sido criado pela própria mão de Deus na condição de um anjo, o Seu Segundo Anjo.

Pois a magia enochiana parte do principio acima expresso: ela professa a crença que o homem possui esta essência angelical, que o homem é o 2º anjo criado pela mão de Deus, que dentro do homem brilha a essência divina de Deus, e que por isso ele tem o poder de realizar actos místicos.

É nestes termos teológicos e teosóficos, que podemos entender o fundamento de todo o sistema mágico Enoquiano, que dizem os mitos, é capaz de produzir os maiores milagres. Exemplo disso, foi o famoso e misterioso sacerdote Melquisedec.

As 18 Chaves da Magia Enochiana

Cada uma das chaves enochianas é sozinha, por si só, uma poderosa invocação, a ser usada pelo magista em certos momentos apropriados. As chaves enochianas devem ser lidas no idioma enochiano, seguindo a pronuncia correta desta linguagem. As chaves enochianas devem ser ditas com uma forte componente emocional do operador, que entende e vive a mensagem, contida em cada uma delas.

A Primeira Chave

Ol Sonf Vorsag Goho lad Bait, Lonsh Calz Vonpho Sobra Z-OL Ror I Ta Nazps Od Graa Ta Maiprg Ds Hol-Q Qaa Nothoa Zimz Od Commah Ta Nobioh Zien. Soba Thu Gnonp Prge Aldi Ds Vrbs Oboleh G Rsam; Casarm Ohorela Taba Pir Ds Zonrensg Cab Erm Iadnah Pilah Farzm Znrza Adna Gono Iadpil Ds Hom Od To h Soba Ipam Lu Ipamis Ds Loholo Vep Zomd Poamal Od Bogpa Aai Ta Piap Piamol Od Vaoan Zacare Eca Od Zamran Odo Cicle Qaa Zorge Lap Zirdo Noco Mad, Hoath laida.

Tradução:

Eu reino sobre vós, diz o Deus da Justiça poderosamente exaltado acima dos firmamentos da ira; em cujas mãos o Sol é uma espada e a Lua como um fogo penetrante: que mede as vossas túnicas, no seio de minhas próprias vestes e vos amarrei juntos com as palmas de minhas mãos; vossos assentos sendo decorados com o fogo da reunião, embelezando vossas vestimentas com admiração; para quem fiz a Lei para governar os santos e entreguei uma vara com a arca do conhecimento.

Além disso, vós então erguestes vossas vozes e jurastes obediência e fá a Ele, que vive e triunfa, que não tem início, nem fim, que brilha como uma chama no meio de vosso palácio, e reina entre vós como a balança da rectidão e verdade. Portanto, movei-vos e mostrai-vos! Abri os mistérios de vossa criação! Sede amistosos comigo, porque eu sou servo do vosso mesmo Deus, o verdadeiro adorador do Altíssimo.

A Segunda Chave

"Adgt Vpaah Zong Om Faaip Sald Vi-I-V L Sobam Ial-Prg I-Za-Zaz Pi-Adph. Casarma Abrang Ta Talho Paracleda Q Ta Lorslq Turbs Ooge Baltoh. Givi Chis Lusd Orri Od Micaip Chis Bia Ozongon. Lap Noan Trof Cors Ta Ge 0 Q Manin la-Idon. Torzu Gohe L Zacar Eca C Noqod Zamran Micaizo Od Ozazm Vrelp Lap Zir Io-lad."

Tradução:

Podem as asas do vento entender vossas vozes de admiração, Oh, vós todos, os segundos dos primeiros? Que as chamas ardentes conceberam nas pofundidades de minhas mandíbulas; que preparei como taças para um casamento, ou como flores em sua beleza para a câmara da retidão. Mais fortes são os vossos pés, que a pedra estéril, e mais poderosa são vossas vozes que os ventos múltiplos, pois se haveis tornado uma edificação como não existe outra, excepto em minha mente de Todo-Poderoso. Aparecei disse o Primeiro: Movei-vos, portanto, até os vossos servos! Mostrai vossos poderes e fazei de mim um Grande Vidente, pois eu sou daquele que vive para sempre.

A Terceira Chave

"Micma Goho Mad Zir Comselha Zien Biah Os Londoh Norz Chis Othil Gigipah Vnd-L Chis ta Pu-Im Q Mospleh Teloch Qui-I—-N Toltorg Chis I Chis-Ge In Ozien Ds T Brgdo Od Torzul. I Li E Ol Balzarg Od Aala Thiln Os Netaab Dluga Vonsarg Lonsa Cap-Mi Ali Vors CLA Homil Cocasb Fafen Izizop Od Miinoag De Gnetaab Vaun Na-Na-E-El Panpir Malpirg Pild Caosg. Noan Vnaiah Bait Od Vaoan. Do-O-I-A p Mad Goholor Gohus Amiran. Micma Iehusoz Ca-Cacom Od Do-O-A-In Noar Mica-Olz A-Ai-Om, Casarmg Gohia. Zacar Vnigiag Od Im-Va-Mar Pugo Piapii Ananael Qa-A-An."

Tradução:

Vede! Disse o vosso Deus, eu sou um círculo em cujas mãos descansam 12 reinos; Seis são os assentos dos espíritos da vida; os outros são como foices afiadas ou como o chifre da morte, nos quais a criatura da Terra são e não são, exceto pelas minhas próprias mãos; que também dormem e subirão! No princípio os fiz Administradores e os coloquei sobre 12 assentos de Governo, dando a cada um de vós o poder sucessivamente sobre os 456, verdadeiras épocas do tempo, de forma que desde os mais altos receptáculos e cantos de seus governos pudessem trabalhar meu Poder, derramando o fogo da vida, e crescer na Terra continuamente.

Assim, tornam-se os limites da justiça e da verdade. Em nome do vosso Deus, levantai-vos; eu vos digo: Vede! Vossas misericórdias florescem e vosso nome que permanece poderoso entre nós. Nele dizemos: Movei-vos! Descendei e recorrei a nós, como participantes da sabedoria secreta de vossa criação.

A Quarta Chave

"Othil Lusdi Babage Od Dorpha Gohol. G-Chis-Gee Avavago Cormp P D Ds Sonf Vi-vi-Iv? Casarmi Oali MAPM Soham Ag Cormpo Crp L. Casarmg Cro-Od-Zi Chis Od Vgeg, Ds T Capmiali Chis Capimaon Od Lonshin Chis Ta L-O CLA, Torzu Nor-Quasahi Od F Caosga Bagle Zire Mad Ds I Od Apila. Do-O—A—Ip Qaal Zacar Od Zamran Obelisong Rest-El-Aaf Nor-Molap."

Tradução:

Coloquei os meus pés no Sul e olhei ao meu redor, dizendo: Não são os Trovões do crescimento de número 33, que reinam no Segundo Ângulo? Sob eles coloquei 9639 que nunca foram numerados, a não ser um, no qual o segundo princípio das coisas está e cresce forte, que, sucessivamente, também são os números do Tempo: e seus Poderes são como os dos primeiros 456.

Levantai-vos! Oh Filhos do Prazer! e visitai a Terra: pois eu sou o Senhor vosso Deus que vive e é eterno! E em nome do Criador, movei-vos e revelai-vos como agradáveis entregadores para que possais louva-lo entre os filhos dos homens.

A Quinta Chave

"Sapah Zimii DUlY od noas ta quanis Adroch, Dorphal Caosg od faonts Piripsol Ta blior. Casarm am-ipzi nazarth AF od dlugar zizop zlida Caosgi toltorgi: Od z chis e siasch L ta Vi-u od Iaod thild ds Hubar PEOAL, Sobo-Cormfa chis Ta LA, Vls od Q Cocasb. Eca niis, od darbs qaas. F etharzi od bliora. Ia-Ial ednas cicles. Bagle? Ge-lad I L."

Tradução:

Os Poderosos Sons entram no terceiro ângulo e estão se tornando como oliveiras no Monte das Oliveiras, olhando com alegria a Terra e habitando no brilho do Céu como contínuos consoladores. A eles firmei os pilares da alegria, 19, e dei vasilhas para regar a Terra com suas criaturas; e eles estão adornados com lâmpadas perpétuas, 69636,cujos números são como o princípio, os fins e os conteúdos do tempo. Portanto, vinde e obedecei a vossa Criação: visitai-nos em paz e conforto: Tornai-nos receptores de vossos mistérios. Por quê? Nosso Senhor e Mestre é o Todo Uno.

A Sexta Chave

"Gah S diu chis Em micalzo pilzin: Sobam El harg mir Babalon od obloc Samvelg: Dlugar malprg Ar Caosgi od ACAM Canal sobol zar fbliard Caosgi, od chisa Netaab od Miam ta VIV od D. Darsar Solpeth bi-en. Brita od zacam g-micalza sobol ath trian lu-Ia he od ecrin Mad Qaaon."

Tradução:

Os espíritos do quarto ângulo são nove, poderosos no firmamento das águas. Que o Primeiro formou como um tormento para os maus e uma guirlanda para os justos, dando-lhes flechas flamejantes para liderar a Terra, e 7699 trabalhadores incansáveis, cujo trajeto visita com conforto a Terra e estão no governo e continuidade com o Segundo e o Terceiro. Para que ouçam a minha voz! Tenho falado de vós todos e vos movo em poder e presença, para que vossas obras sejam uma canção de honra, e louvor de vosso Deus em vossa criação.

A Sétima Chave

"Raas i salman paradiz oecrimi aao Ialpirgah, quiin Enay Butmon od I Noas NI Paradial casarmg vgear chirlan od zonac Luciftian cors ta vaul zirn tolhami. Sobol londoh od miam chis ta I od ES vmadea od pibliar, Othil Rit od miam. C noqol rit, Zacar zamran oecrimi Qaada! od 0 micaolz aaiom! Bagle papnor i dlugam lonshi od vmplif vgegi Bigl lAD!"

Tradução:

O leste é uma casa de Virgens que cantam louvores entre as Chamas da primeira glória em que o Senhor abriu a sua boca; e se tornaram as 28 habitações viventes onde a força do homem se regozija; e elas estão vestidas com ornamentos brilhantes que operam maravilhas em todas as criaturas; dos reinos e continuidade são como o terceiro e quarto, fortes torres e locais de conforto, assentos da misericórdia e da continuidade. Oh, Servos da Misericórdia, movei-vos e aparecei, cantai louvores ao Criador e sede poderosos entre nós, eis a esta recordação é dado o poder, e a vossa força crescida e poderosa em vosso Consolador.

A Oitava Chave

"Bazm ELO i ta Piripson oln Nazavabh OX casarmg vran chis vgeg ds abramg baltoha goho lad, Soba mian trian ta lolcis Abaivovin od Aziagiar nor. Irgil chis da ds paaox busd caosgo, ds chis, od ipuran teloch cacrg oi salman loncho od voviva carbaf? Niiso! Bagle avavago gohon! Niiso! Bagle momao siaion od mabza lAD 01 as Momar Poilp. Niis! Zamran ciaofi caosgo od bliors od corsi ta abramig."

Tradução:

O meio-dia, o primeiro, é como o terceiro céu, feito de Pilares de Jacinto, 26, em que os Anciãos se fazem fortes; que preparei em minha própria rectidão, disse o Senhor: que vossa longa duração seja como um escudo contra o Dragão curvado, e como a colheita de um viúvo. Quantos são os que permanecem na glória da Terra, quem são e que não verão a morte, até que esta casa caia e o Dragão afunde! Ide! Porque os trovões têm dito; ide, porque as coroas do templo e a túnica Dele, que É, e Era, e Será coroado, estão divididas. Vinde! Aparecei para o terror da Terra e para nosso consolo e daqueles que estão preparados.

A Nona Chave

"Micaolz bransg prgel napea lalpor, ds brin P Efafage Vonpho olani od obza, sobol vpeah chis tatan od tranan balie, alar lusda soboin od chis holq c Noquodi CIAL. Unal alson Mom Caosgo ta las ollor gnay limlal. Amma chis sobca madrid z chis ooanoan chis aviny drilpi caosgin, od butmoni parm zumvi cnila. Dazis ethamza childao, od mire ozol chis pidiai collal. Vicinina sobam vcim. Bagle? lAD Baltoh chirlan par. Niiso! Od ip efafafe bagle a cocasb i cors ta vnig blior."

Tradução:

Um poderosos exército de fogo, com espadas chamejantes de dois gumes (que contém frascos, 8, de Ira, duas e vezes e meia: cujas asas são de absinto e tutano de sal), colocou os pés no oeste, e são medidos com os seus ministros 9996. Estes recolhem o musgo da Terra, como o homem rio faz com seu tesouro. Amaldiçoados são aqueles que inqüidades são! Nos vossos olhos estão moinhos de pedra maiores que a Terra, e de vossas bocas correm mares de sangue. Vossas cabeças estão cobertas com diamantes, e sobre vossas mãos estão luvas de mármore. Feliz é aquele a quem não desaprovam. Por quê? O Deus da Rectidão regozija-se neles! Saí e não vossos frascos! Pois o tempo é aquele que requer o conforto.

A Décima Chave

"Coraxo chis cormp od blans lucal aziazor paeb sobol ilonon chis OP virq eophan od raclir, maasi bagle caosgi, di ialpon dosig od basgim; Od oxex dazis siatris od saibrox, cinxir faboan. Unal chis const ds DAOX cocasg ol oanio yorb voh m gizyax, od math cocasg plosi molvi ds page ip, larag om dron matorb cocasb emna. L Patralx yolci matb, nomig monons olora gnay angelard. Ohio! Ohio! Ohio! Ohio! Ohio! Ohio! Noib Ohio! Casgon, bagle madrid i zir, od chiso drilpa. Niiso! Crip ip Nidali."

Tradução:

Os Trovões do Juízo da Ira estão numerados e descansam no Norte, semelhantes a um carvalho cujos ramos são ninhos, 22, de lamentações e lágrimas, caídas sobre a Terra, que queimam noite e dia, e vomitam cabeças de escorpiões e enxofre ardente misturado com veneno. Estes são os Trovões que 5678 vezes na 24ª parte de um momento rugem com centenas de poderosos terremotos e milhares de vezes tantas ondas que não descansam, e não conhecem qualquer tempo de calmaria. Aqui uma pedra produz 1000, da mesma forma que o coração do homem produz seus pensamentos. Maldita, maldita, maldita, maldita, maldita, maldita! Sim, maldita seja a Terra, pois a inqüidade é, foi e será grande. Ide! Mas não vossos ruídos!

A Décima Primeira Chave

"Oxyiayal holdo, od zirom 0 coraxo dis zildar Raasy, od Vabzir camliax, od bahal. Niiso! Salman teloch, casarman hoiq, od t i ta Z soba cormf I GA. Niiso! Bagle abrang noncp. Zacar ece od zamran. Odo cicle qaa! Zorge lap zirdo noco Mad, hoath laida."

Tradução:

O Poderoso Trono gritou e houve cinco Trovões que voaram para o leste; e a Águia falou e chorou em voz alta: Saí! E eles se reuniram e se tornaram a casa da morte, de quem é medido, e isto é como eles serão, cujo número é 31. Saí, pois eu preparei para vós. Movei-vos, portanto, e mostrai-vos! Abri os mistérios de vossa criação. Sede amistosos comigo, porque eu sou servo de vosso mesmo Deus, o verdadeiro adorador do Altíssimo.

A Décima Segunda Chave

"Nonci ds sonf babage, od chis OB Hubardo tibibp, allar atraah od ef! Drix fafen MIAN, ar Enay ovof, sobol ooain vonph. Zacar gohus od zamran. Odo cicle qaa. Zorge lap zirdo noco Mad, hoath Iaida."

Tradução:

Ó vós que reinais no Sul, e que sois 28, as Lanternas da Dor: afivelai vossos cintos e visitai-nos! Trazei vossa legião de 3663, que o Senhor possa ser exaltado, cujo nome entre vós é Ira. Movei-vos, digo eu, e mostrai-vos; abrir os mistérios vossa criação; sede amistosos comigo, porque eu sou servo do vosso mesmo Deus, o verdadeiro adorador do Altíssimo.

A Décima Terceira Chave

"Napeai babage ds brin VX ooaona iring vonph doalim: eolis ollog orsba, ds chis affa. Micma Isro Mad od Lonshi Tox, ds i vmd aai Grosb. Zacar od zamran. Odo cicle qaa. Zorge lap zirdo noco Mad, hoath laida."

Tradução:

Ó vós espadas do Sul, que tendes 41 olhos para incitar a ira do pecado, tornando-os homens bêbados os quais estão vazios: vede a promessa de Deus e vosso poder que é chamado entre vós todos como um ferrão amargo. Movei-vos e mostrai-vos! Abri os mistérios de vossa criação! Sede amistosos comigo, porque eu sou servo do vosso mesmo Deus, o verdadeiro adorador do Altíssimo.

A Décima Quarta Chave

"Noromi baghie, pashs 0 lad, ds trint mirc OL thil, dods tol hami caosgi homin, ds brin oroch QUAR. Micma bialo lad! Isro tox ds I vmd aai Baltim. Zacar od zamran. Odo cicle qaa. Zorge lap zirdo noco Mad, hoath laida."

Tradução:

Ó Filhos da Fúria, ó Filha do Íntegro, que se sentam sobre os 24 assentos e vexam todas as criaturas da Terra que tenham idade; que tem sob vós 1636: Vede a voz de Deus e a promessa Dele que é chamada entre vós Fúria (ou Justiça Extrema). Movei-vos e mostrai-vos! Abri os mistérios de vossa criação! Sede amistosos comigo, porque eu sou servo do vosso mesmo Deus, o verdadeiro adorador do Altíssimo.

A Décima Quinta Chave

"Ils tabaan L lalpirt, casarman vpaachi chis DARG ds oado caosgi orscor: Ds oman baeouib od emetgis Iaiadix! Zacar od zamran. Odo cicle qaa. Zorge lap zirdo noco Mad, hoath laida."

Tradução:

Ó vós Governador da primeira Chama, sob cujas Asas estão 6739, que entrelaçam a Terra com esterilidade, que conhecem o grande nome da Retidão e o selo da honra. Movei-vos e mostrai-vos! Abri os mistérios de vossa criação! Sede amistosos comigo, porque eu sou servo do vosso mesmo Deus, o verdadeiro adorador do Altíssimo.

A Décima Sexta Chave

"Ils viv Iaiprt, Salman Bait, ds a croodzi busd, od bliorax Balit, ds insi caosgi iusdan EMOD, ds om od tiiob. Drilpa geh us Mad Zilodarp. Zacar od zamran. Odo cicle qaa. Zorge lap zirdo noco Mad, hoath laida."

Tradução:

Ó vós segunda Chama, a Casa da Justiça, que tendes vosso início em glória e confortareis o justo que caminha sobre a Terra com 8763 Pés; que compreendeis e separeis as criaturas: Grande és vós no Deus que estende além e conquista. Movei-vos e mostrai-vos! Abri os mistérios de vossa criação! Sede amistosos comigo, porque eu sou servo do vosso mesmo Deus, o verdadeiro adorador do Altíssimo.

A Décima Sétima Chave

"Ils D lalpirt, soba vpaah chis nanba zixiay dodseh, od ds brint TAXS Hubardo tastax ilsi. Soba lad i vonpho vonph. Aldon dax il od toatar. Zacar od zamran. Odo cicle qaa. Zorge lap zirdo noco Mad, hoath laida."

Tradução:

Ó vós terceira Chama, cujas Asas são espinhos para incitar vexação, e que tem 7336 Luminárias Viventes vindo ante a vós; cujo Deus é grande em raiva: preparei vossa força e Movei-vos e mostrai-vos! Abri os mistérios de vossa criação! Sede amistosos comigo, porque eu sou servo do vosso mesmo Deus, o verdadeiro adorador do Altíssimo.

A Décima Oitava Chave

"Ils micaolz Olprt od lalprt, bliors ds odo Busdir O Iad ovoars caosgo, casarmg ERAN la lad brints cafafam, ds I vmd Aglo Adohi Moz od Maoffas. Bolp como bliort pambt. Zacar od zamran. Odo cicle qaa. Zorge lap zirdo noco Mad, hoath laida."

Tradução:

Ó vós que sois a poderosa luz e chama ardente do conforto, que revelastes a glória de Deus para o centro da Terra; em quem os segredos da Verdade 6332 têm sua permanência, que é chamada em vosso reino Júbilo, e não pode ser medida; sede vós uma janela para o meu conforto. Movei-vos e mostrai-vos! Abri os mistérios de vossa criação! Sede amistosa comigo, porque eu sou servo do vosso mesmo Deus, o verdadeiro adorador do Altíssimo.

Fonte: http://www.freewebs.com/ocultismo/magiaenochiana.htm - http://www.astrologosastrologia.com.pt/magia&Enochiana.htm

EVANGELHO APÓCRIFO LIVRO DE ENOQUE

Gnose

Este texto tem origem em sites sobre Gnose. Gnose é substantivo do verbo gignósko, que significa conhecer. Para os Gnósticos, Gnose é conhecimento superior, interno, espiritual, iniciático. No grego clássico e no grego popular, koiné, seu significado é semelhante ao da palavra epistéme.

Em filosofia, epistéme significa "conhecimento científico" em oposição a "opinião", enquanto gnôsis significa conhecimento em oposição a "ignorância", chamada de ágnoia.

Para os Gnósticos a gnose é um conhecimento que brota do coração de forma misteriosa e intuitiva. É a busca do conhecimento, não o conhecimento intelectual, mas aquele que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado, porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna.

O objeto do conhecimento da Gnose seria Deus, ou tudo o que deriva d'Ele. Para seus seguidores, toda Gnose parte da aceitação firme na existência de um Deus absolutamente transcendente, existência que não necessita ser demonstrada. "Conhecer" significa ser e atuar (na medida do possível ao ser humano), no âmbito do divino.

O termo "Gnose" acabou designando, nos tempos atuais, um conjunto de tradições que acreditam no aspecto espiritual do Universo e na possibilidade de salvação por um conhecimento secreto. (wikipédia)

domingo, 21 de novembro de 2010

Salmo XXV: “Do pecado à conversão”

Leia este salmo para sintonizar à distância pessoas e objetos desaparecidos, que se deseja encontrar e não se sabe onde estão. A leitura do Salmo 25 também é importante para quem busca o auto-conhecimento.

1. A ti, Senhor, elevo a minha alma.

2. Deus meu, em ti confio; não seja eu envergonhado; não triunfem sobre mim os meus inimigos.

3. Não seja envergonhado nenhum dos que em ti esperam; envergonhados sejam os que sem causa procedem traiçoeiramente.

4. Faze-me saber os teus caminhos, Senhor; ensina-me as tuas veredas.

5. Guia-me na tua verdade, e ensina-me; pois tu és o Deus da minha salvação; por ti espero o dia todo.

6. Lembra-te, Senhor, da tua compaixão e da tua benignidade, porque elas são eternas.

7. Não te lembres dos pecado da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas, segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, pela tua bondade, ó Senhor.

8. Bom e reto é o Senhor; pelo que ensina o caminho aos pecadores.

9. Guia os mansos no que é reto, e lhes ensina o seu caminho.

10. Todas as veredas do Senhor são misericórdia e verdade para aqueles que guardam o seu pacto e os seus testemunhos.

11. Por amor do teu nome, Senhor, perdoa a minha iniqüidade, pois é grande.

12. Qual é o homem que teme ao Senhor? Este lhe ensinará o caminho que deve escolher.

13. Ele permanecerá em prosperidade, e a sua descendência herdará a terra.

14. O conselho do Senhor é para aqueles que o temem, e Ele lhes faz saber o seu pacto.

15. Os meus olhos estão postos continuamente no Senhor, pois ele tirará do laço os meus pés.

16. Olha para mim, e tem misericórdia de mim, porque estou desamparado e aflito.

17. Alivia as tribulações do meu coração; tira-me das minhas angústias.

18. Olha para a minha aflição e para a minha dor, e perdoa todos os meus pecados.

19. Olha para os meus inimigos, porque são muitos e me odeiam com ódio cruel.

20. Guarda a minha alma, e livra-me; não seja eu envergonhado, porque em ti me refúgio.

21. A integridade e a retidão me protejam, porque em ti espero.

22. Redime, ó Deus, a Israel de todas as suas angústias.

Fonte: Bíblia Sagrada - Livro: Salmos - Salmo 25

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Salmo XXIV: “O Rei da Glória”




Leia o salmo 24 para fortalecer sua fé e obter a misericórdia divina, pedindo proteção contra os seus inimigos aparentes e ocultos. Este salmo também é eficaz para receber a iluminação de Deus em momentos de indecisão, obter força, graças, confiança e recuperar bens considerados perdidos.

Psalm 24:7-10 (Masayo)
Lift up your heads, O you gates;
that the King of glory may come in!
1. Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam.

2. Porque ele a fundou sobre os mares, e a firmou sobre os rios.

3. Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo?

4. Aquele que é limpo de mãos e puro de coração; que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente.

5. Este receberá do Senhor uma bênção, e a justiça do Deus da sua salvação.

6. Tal é a geração daqueles que o buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó.

7. Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.

8. Quem é o Rei da Glória? O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha.

9. Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.

10. Quem é esse Rei da Glória? O Senhor dos exércitos; ele é o Rei da Glória.

Fonte: Bíblia Sagrada - Livro: Salmos - Salmo 24 / Imagens: Salmo 24 (7-10) recitado em inglês (Google images)

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SEPTEM SERMONES AD MORTVOS (O Pleroma)

A Gnose de Carl Gustav Jung e os Sete Sermões aos Mortos

"A produção deste pequeno livro foi precedida por eventos estranhos e esteve repleta de fenómenos de natureza parapsicológica. Primeiro, vários filhos de Jung viram e perceberam 'entidades fantasmagóricas' dentro de casa, enquanto ele próprio sentiu uma “atmosfera ameaçadora” à sua volta.

Uma das crianças teve um sonho de tom religioso um pouco ameaçador, envolvendo um anjo e um demônio. Então, numa tarde de domingo, o sino da porta de entrada soou furiosamente. Podia-se vê-lo movendo freneticamente, mas não havia ninguém à vista que fosse responsável pelo ato.

Uma multidão de espíritos parecia encher a sala, na verdade a casa, e ninguém podia respirar normalmente no vestíbulo infestado de “fantasmas”. O Dr. Jung gritou com voz perturbadora e trêmula: “Em nome de Deus, o que significa isso?”. A resposta veio num coro de 'vozes fantasmagóricas': “Voltamos de Jerusalém, onde não encontramos o que buscávamos”.

Com estas palavras começa o tratado que se intitula em latim Septem Sermones ad Mortuos, e então continua em alemão com o subtítulo: “Sete Exortações aos mortos escrito por Basilides de Alexandria, a cidade onde oriente e ocidente se encontram”. (Hoeller, p. 41)

Histórico

Sua primeira edição foi em alemão e poucas cópias foram distribuídas entre seus amigos íntimos uma versão impressa, sem data nem reserva de direitos.
  • Houve também uma edição inglesa em 1952, impressa particularmente por John M. Matkins, traduzido para o inglês por H. G. Baynes. Essa edição também não possui reserva de direitos.
  • Anos mais tarde, a Random House Inc. publicou este tratado - copyright 1961, 1962 e 1963.
  • Terceira edição inglesa, impressa e publicada por Robinsos & Watkins, Ltd. Londres, copyright 1967.
  • A primeira edição americana de "Memórias Sonhos e Reflexões", de 1961, editada por Aniela Jaffé, com tradução de Richard e Clara Winston, publicada pela Pantheon Books de Nova York, reproduziu fielmente a primeira edição alemã deste livro que não incluía "Os Sete Sermões aos Mortos".
  • Logo após surgiu uma edição americana, da Vintage Books, com este tratado incluso no "Memórias Sonhos e Reflexões" sob a forma de apêndice (copyright 1961, 1962, 1963)
Observação

O Anagrama contido no final deste tratado jamais foi "traduzido", Jung nunca mencionou seu significado... "

Para saber mais consulte a fonte bibliográfica:

Septem Sermones ad Mortvos

Sete exortações aos mortos, escritas por Basilides em Alexandria, a cidade onde Oriente e Ocidente se encontram. Transcrito por Carl Gustav Jung.

O Primeiro Sermão

Os mortos retornaram de Jerusalém, onde não encontraram o que buscavam. Eles pediram para serem admitidos à minha presença e exigiram ser por mim instruídos; assim, eu os instruí:

Ouvi: Eu começo com nada. Nada é o mesmo que plenitude. No estado de infinito, plenitude é o mesmo que vazio. O Nada é ao mesmo tempo vazio e pleno. Pode-se também afirmar alguma outra coisa a respeito do Nada, ou seja, que é branco ou negro, existente ou inexistente. Aquilo que é infinito e eterno não possui qualidades porque contém todas as qualidades.

O Nada ou plenitude é por nós chamado de o Pleroma. Nele, pensamento e existência cessam, porque o eterno é desprovido de qualidades. Nele, não existe ninguém, porque se existisse alguém, este então se diferenciaria do Pleroma e possuiria qualidades que o distinguiriam do Pleroma.

No Pleroma não existe nada e existe tudo: não é bom pensar sobre o Pleroma, pois fazê-lo significaria dissolução.

O Mundo Criado não está no Pleroma, mas em si mesmo. O Pleroma é o princípio e o fim do mundo criado. O Pleroma penetra o mundo criado como a luz solar penetra toda a atmosfera. Embora o Pleroma penetre-o por completo, o mundo criado não participa dele, da mesma forma que um corpo sumamente transparente não se torna escuro ou colorido como resultado da passagem da luz por ele.

Nós mesmos, no entanto, somos o Pleroma e assim sendo, o Pleroma está presente em nós. Mesmo no ponto mais minúsculo, o Pleroma está presente sem limite algum, eterna e completamente, porque pequeno e grande são qualidades estranhas ao Pleroma.

Ele é o nada onipresente, completo e infinito. Eis porque vos falo do mundo criado como uma porção do Pleroma, mas unicamente em sentido alegórico; pois o Pleroma não se divide em partes, por ser o nada. Somos também o Pleroma como um todo; visto que num aspecto figurativo o Pleroma é um ponto excessivamente pequeno, hipotético, quase inexistente em nós, sendo igualmente o firmamento ilimitado do cosmo à nossa volta.

Por que então discorremos sobre o Pleroma, se ele é o todo e também o nada?

Eu vos falo como ponto de partida, e também para eliminar de vós a ilusão de que em algum lugar, dentro ou fora, existe algo absolutamente sólido e definido. Tudo o que chamam de definido e sólido não é mais do que relativo, porque somente o que está sujeito à mudança apresenta-se definido e sólido.

O mundo criado está sujeito a mudar. Trata-se da única coisa sólida e definida, uma vez que possui qualidades. Em verdade, o próprio mundo criado nada mais é que uma qualidade.

Indagamos: como se originou a criação? As criaturas de fato têm origem, mas não o mundo criado, porque este é uma qualidade do Pleroma, da mesma forma que o incriado; a morte eterna também representa uma qualidade do Pleroma. A criação é eterna e onipresente. O Pleroma possui tudo: diferenciação e indiferenciação.

Diferenciação é criação. O mundo criado é de fato diferenciação. A diferenciação é a essência do mundo criado e, por essa razão, o que é criado gera também mais diferenciação. Eis porque o próprio homem é um divisor, porquanto sua essência é também diferenciação. Eis por que ele distingue as qualidades do Pleroma, qualidades essas que não existem. Essas divisões, o homem extrai de seu próprio ser. Eis por que o homem discorre sobre as qualidades do Pleroma, que são inexistentes.

Vós me dizeis: Que benefício existe então em falar sobre o assunto, uma vez que se afirmou ser inútil pensar sobre o Pleroma?

Eu vos digo essas coisas para libertar-vos da ilusão de que é possível pensar sobre o Pleroma. Quando falamos de divisões do Pleroma, falamos da posição de nossas próprias divisões, falamos de nosso próprio estado diferenciado; mas embora procedamos desta forma, na realidade nada dissemos sobre o Pleroma. No entanto, é necessário falarmos de nossa própria diferenciação. Eis por que devemos distinguir qualidades individuais.

Dizeis: Que mal não decorre do discriminar, pois nesse caso transcendemos os limites de nosso próprio ser; estendemo-nos além do mundo criado e mergulhamos no estado indiferenciado, outra qualidade do Pleroma. Submergimos no próprio Pleroma e deixamos de ser seres criados. Assim, tornamo-nos sujeitos à dissolução e ao nada.

Essa é a verdadeira morte do ser criado. Morremos na medida em que não somos capazes de discriminar.

Por essa razão, o impulso natural do ser criado volta-se para a diferenciação e para a luta contra o antigo e pernicioso estado de igualdade. A tendência natural chama-se Princípio de Individuação. Esse princípio constitui de fato a essência de todo ser criado. A partir de tudo isso, podeis prontamente reconhecer por que o princípio indiferenciado e a falta de discriminação representam um grande perigo para os seres criados. Eis por que devemos ser capazes de distinguir as qualidades do Pleroma.

Suas qualidades são os PARES DE OPOSTOS, tais como: o eficaz e o ineficaz, plenitude e o vazio, o vivo e o morto, diferença e igualdade, luz e treva, quente e frio, energia e matéria, tempo e espaço, bem e mal, beleza e fealdade, o um e os muitos e assim por diante.

Os pares de opostos são as qualidades do Pleroma: também são na verdade inexistentes, porque se anulam mutuamente.

Como nós mesmos somos o Pleroma, também possuímos essas qualidades presentes em nós. Visto que a essência do nosso ser é a diferenciação, possuímos essas qualidades em nome e sob o sinal da diferenciação, o que significa:

que em nós as qualidades estão diferenciadas, separadas, umas das outras e, dessa forma, não se anulam mutuamente; ao contrário, encontram-se em actividade. Eis por que somos vítimas dos pares de opostos. Porque em nós o Pleroma divide-se em dois.

as qualidades pertencem ao Pleroma, e nós podemos e devemos partilhá-las somente em nome e sob o sinal da diferenciação. Devemos nos separar dessas qualidades. No Pleroma, elas se anulam mutuamente; em nós não. Porém, se soubermos percebermo-nos como seres à parte dos pares de opostos, obteremos a salvação.

Quando lutamos pelo bom e pelo belo, esquecemo-nos de nosso ser essencial, que é a diferenciação, e nos tornamos vítimas das qualidades do Pleroma, os pares de opostos. Lutamos para alcançar o bom e o belo, mas ao mesmo tempo obtemos o mau e o feio, porque no Pleroma estes são idênticos àqueles. Todavia, se permanecermos fiéis à nossa natureza, que é a diferenciação, então nos diferenciaremos do mau e do feio.

Só assim não imergimos no Pleroma, ou seja, no nada e na dissolução.

Discordareis, dizendo: Afirmastes que diferenciação e igualdade constituem também qualidades do Pleroma.

O que ocorre, quando lutamos pela diferenciação? Não somos no caso fiéis à nossa natureza e, portanto, devemos também ficar eventualmente em estado de igualdade, enquanto lutamos pela diferenciação? O que não deveis esquecer jamais é que o Pleroma não tem qualidades. Somos nós que criamos essas qualidades através do intelecto. Quando lutamos pela diferenciação ou pela igualdade, ou por outras qualidades, lutamos por pensamentos que fluem para nós a partir do Pleroma, ou seja, pensamentos sobre as qualidades inexistentes do Pleroma.

Enquanto perseguis essas idéias, vós vos precipitais novamente no Pleroma, chegando ao mesmo tempo à diferenciação e à igualdade. Não a vossa mente, mas o vosso ser constitui a diferenciação. Eis por que não deveríeis lutar pela diferenciação e pela discriminação como as conheceis, mas sim por VOSSO PRÓPRIO SER.

Se de fato assim o fizéssemos, não teríeis necessidade de saber coisa alguma sobre o Pleroma e suas qualidades e, ainda assim, atingiríeis o vosso verdadeiro objetivo, devido à vossa natureza. No entanto, como o raciocínio aliena-vos de vossa real natureza, devo ensinar-vos o conhecimento para que possais manter vosso raciocínio sob controle.

O Segundo Sermão

Os mortos se ergueram durante a noite junto às paredes e gritaram: Queremos saber sobre Deus! Onde está Deus?

- Deus não está morto; Ele está tão vivo quanto sempre esteve. Deus é o mundo criado, na medida em que é algo definido e, portanto, diferenciado do Pleroma. Deus é uma qualidade do Pleroma, e tudo o que afirmei sobre o mundo criado é igualmente verdadeiro no que a Ele se refere.

Entretanto, Deus se distingue do mundo criado, pois é menos definido e definível do que o mundo criado em geral. Ele é menos diferenciado que o mundo criado, porque a essência do seu SER é a efetiva plenitude; e só na medida se Sua definição e diferenciação que Ele é idêntico ao mundo criado; portanto, Ele representa a manifestação da efetiva plenitude do Pleroma.

Tudo o que não diferenciamos precipita-se no Pleroma e anula-se com seu oposto. Portanto, se não discernimos Deus, a plenitude efetiva elimina-se para nós. Deus é também o próprio Pleroma, da mesma forma que cada um dos pontos mais minúsculos dentro do mundo criado, bem como no plano incriado, constitui o próprio Pleroma.

O vazio efetivo é o ser do Demônio. Deus e Demônio são as primeiras manifestações do nada a que chamamos de Pleroma. Não importa se o Pleroma existe ou não existe, porque ele se anula em todas as coisas. O mundo criado, entretanto, é diferente. Na medida em que Deus e Demônio são seres criados, eles não se suprimem mutuamente, mas resistem um ao outro como opostos ativos. Não necessitamos de prova da sua existência; basta que sejamos obrigados a falar sempre deles. Mesmo que eles não existissem, o ser criado (devido à sua própria natureza) os produziria continuamente, a partir do Pleroma.

Tudo o que se origina no Pleroma pela diferenciação constitui pares de opostos; portanto, Deus sempre tem consigo o Demônio.

Como aprendestes, esse inter-relacionamento é tão íntimo, tão indissolúvel em vossas vidas, que se apresenta como o próprio Pleroma. Isso porque ambos permanecem muito próximos do Pleroma, no qual todos os opostos se anulam e se unificam.

Deus e Demônio distinguem-se pela plenitude e pelo vazio, pela geração e pela destruição. A atividade é comum a ambos. A atividade unifica-os. Eis por que ela permanece acima de ambos, sendo Deus acima de Deus, por unificar plenitude e vazio em seu trabalho.

Há um Deus sobre o qual nada sabeis, porque os homens esqueceram-no. Nós o chamamos por seu nome:

ABRAXAS. Ele é menos definido que Deus ou o Demônio. Para distinguir Deus dele, chamamos a Deus Hélios, ou o Sol.

Abraxas é a atividade; nada pode resistir-lhe, exceto o irreal, e assim, o seu ser ativo desenvolve-se livremente. O irreal não existe, portanto, não pode de fato resistir. Abraxas permanece acima do Sol e acima do Demônio. Ele é o improvável provável, que é poderoso no plano da irrealidade. Se o Pleroma pudesse ter uma existência, Abraxas seria sua manifestação.

Embora ele seja a própria atividade, não constitui um resultado específico, mas um resultado em geral.

Ele representa a não-realidade ativa, porque não possui um resultado definido.

Ele é ainda um ser criado, na medida em que se diferencia do Pleroma.

O Sol exerce um efeito definido, assim como o Demônio; portanto, eles se nos apresentam muito mais efectivos do que o indefinível Abraxas.

Pois ele é poder, persistência e mutação.

- Nesse ponto, os mortos provocaram uma grande rebelião, porque eram cristãos.

O Terceiro Sermão

Os mortos aproximaram-se como névoa saída dos pântanos e gritaram: - Fala-nos mais sobre o Deus supremo!

- Abraxas é o Deus a quem é difícil conhecer. Seu poder é verdadeiramente supremo, porque o homem não o percebe de modo algum. O homem vê o summum bonum (bem supremo) do Sol e também o infinum malum (mal sem fim) do Demônio, mas Abraxas não, porque este é a própria vida indefinível, a mãe do bem e do mal igualmente.

A vida parece menor e mais fraca do que o summum bonum (bem supremo), daí a dificuldade de se conceber que Abraxas possa suplantar em seu poder o Sol, que representa a fonte radiante de toda a força vital.

Abraxas é o Sol e também o abismo eternamente hiante do vazio, do redutor e desagregador, o Demônio.

O poder de Abraxas é duplo. Vós não podeis vê-lo, porque a vossos olhos a oposição a esse poder parece anulá-lo.

O que é dito pelo Deus-Sol é vida.

O que é dito pelo Demônio é morte.

Abraxas, no entanto, diz a palavra venerável e também a maldita, que é vida e morte ao mesmo tempo.

Abraxas gera a verdade e a falsidade, o bem e o mal, a luz e a treva, com a mesma palavra e no mesmo ato. Portanto, Abraxas é verdadeiramente o terrível.

Ele é magnífico como o leão no exato momento em que abate sua presa. Sua beleza equivale à beleza de uma manhã de primavera.

De fato, ele próprio é o maior e também o menor. Ele é Príapo.

Ele é o monstro do inferno, o polvo de mil tentáculos, o contorcer de serpentes aladas e da loucura.

Ele é o hermafrodita da mais baixa origem.

Ele é o senhor dos sapos e das rãs que vivem na água e saem para a terra, cantando juntos ao meio-dia e à meia-noite.

Ele é plenitude unindo-se ao vazio;

Ele constituí as bodas sagradas;

Ele é o amor e o assassino do amor;

Ele é o santo e o seu traidor.

Ele é a luz mais brilhante do dia, e a mais profunda noite da loucura.

Vê-lo significa cegueira;

Conhecê-lo é enfermidade;

Adorá-lo é morte;

Temê-lo é sabedoria;

Não resistir-lhe significa libertação.

Deus vive detrás do Sol; o Demônio vive atrás da noite. O que Deus traz à existência a partir da luz, o Demônio arrasta para a noite. Abraxas, entretanto, é o cosmo; sua gênese e sua dissolução. A cada dádiva do Deus-Sol, o Demônio acrescenta sua maldição.

Tudo aquilo que pedis a Deus-Sol leva a uma ação do Demônio. Tudo o que obtendes através do Deus-Sol aumenta o poder efetivo do Demônio.

Assim é o terrível Abraxas.

Ele é o mais poderoso ser manifestado e nele a criação torna-se temerosa de si mesma.

Ele é o terror do filho, que ele sente contra a mãe.

Ele é o amor da mãe por seu filho.

Ele é o prazer da terra e a crueldade do céu.

Diante de sua face o homem fica paralisado.

Ante ele, não há pergunta nem resposta.

Ele é a vida da criação.

Ele é a atividade da diferenciação.

Ele é o amor do homem.

Ele é a fala do homem.

Ele é tanto o brilho como a sombra escura do homem.

Ele é a realidade enganosa.

- Nesse ponto, os mortos clamaram e deliraram porque ainda eram seres incompletos.

O Quarto Sermão

Resmungando, os mortos encheram a sala e disseram: - Tu que és maldito, fala-nos sobre deuses e demônios!

- Deus-Sol é o bem supremo, o Demônio é o oposto; portanto, tendes dois deuses. Há, contudo, inúmeros grandes bens e numerosos grandes males; entre eles existem dois deuses-demônios, um dos quais é o FLAMEJANTE e o outro, o FLORESCENTE.

O flamejante é EROS em sua forma de chama. Ele brilha e devora. O florescente é a ÁRVORE DA VIDA; ela cresce verdejante e acumula matéria viva enquanto cresce. Eros flameja e então se apaga; a árvore da vida, no entanto, desenvolve-se lentamente através de incontáveis eras.

Bem e mal estão unidos na chama.

Bem e mal estão unidos no crescimento da árvore.

Vida e amor opõem-se mutuamente em sua divindade.

Imensurável como os agrupamentos de estrelas é o número de deuses e demônios. Cada estrela representa um Deus e cada espaço ocupado por uma estrela, um Demônio. E o vazio do todo é o Pleroma. A atividade do todo é Abraxas; só o irreal opõe-se a ele. O quatro constitui o número das divindades principais, porque quatro é o número das dimensões do mundo.

O Um é o princípio; Deus-Sol.

O Dois é Eros, porque ele se expande com uma luz brilhante e combina duas.

O Três é a Árvore da Vida, porque ela preenche o espaço com corpos.

O Quatro é o Demônio, porque ele abre tudo o que está fechado; ele dissolve tudo o que tem forma e corpo; ele é o destruidor, no qual todas as coisas dão em nada.

Abençoado sou, porque me é dado conhecer a multiplicidade e a diversidade dos deuses. Lastimo-vos, porque substituístes a unidade de Deus pela diversidade que não se pode converter em unidade. Por meio disso, criastes o tormento da incompreensão e a mutilação do mundo criado, cuja essência e lei é a diversidade.

Como podeis ser leais à vossa natureza quando tentais fazer um dos muitos? O que fazeis aos deuses, também vos sobrevém. Todos vós se tornam, assim, iguais e, por isso, vossa natureza também, fica mutilada.

Em benefício do homem pode reinar a unidade, mas nunca em benefício de Deus, pois existem muitos deuses, porém poucos homens. Os deuses são poderosos e suportam sua diversidade, visto que, como as estrelas, eles permanecem em solidão e separados por vastas distâncias uns dos outros.

Os seres humanos são fracos e não conseguem suportar sua diversidade, por viverem próximos uns dos outros e desejarem companhia; assim sendo, não podem suportar os próprios e distintos isolamentos. Em prol da salvação, eu vos ensino aquilo que se deve eliminar, em favor do que eu próprio fui banido.

A multiplicidade dos deuses iguala a multiplicidade dos homens. Incontáveis deuses aguardam para tornarem-se homens. Inúmeros já o foram. O homem é um partícipe da essência dos deuses; ele vem dos deuses e vai para Deus.

Do mesmo modo que é inútil pensar sobre o Pleroma, é inútil adorar essa pluralidade de deuses. Menos útil ainda é adorar o primeiro Deus, a efetiva plenitude e o bem supremo. Através de nossas preces, não podemos nem acrescentar-lhe algo nem subtrair-lhe, porque o efetivo vazio tudo absorve. Os deuses de luz compõem o mundo celestial, que é múltiplo e estende-se até o infinito, expandindo-se ilimitadamente. Seu senhor supremo é o Deus-Sol.

Os deuses das trevas constituem o inferno. Eles não são complexos e têm a capacidade de diminuir e encolher infinitamente. Seu senhor mais profundo é o Demônio, o espírito da lua, o servo da terra, que é menor, mais frio e mais inerte do que a terra.

Não há diferença no poder dos deuses celestiais e terrestres. Os celestiais expandem-se, os terrestres contraem-se. As duas direções estendem-se ao infinito.

O Quinto Sermão

Os mortos cheios de escárnio, gritaram: - Ensina-nos, ó tolo, sobre a Igreja e santa comunidade!

- O mundo dos deuses manifesta-se na espiritualidade e na sexualidade. Os deuses celestiais expressem-se na espiritualidade e os terrenos, na sexualidade.

A espiritualidade recebe e compreende. Ela é feminina, por isso nós a chamamos de MATER COELESTIS, a mãe celestial. A sexualidade gera e cria. Ela é masculina, portanto nós a chamamos de PHALLOS, o pai telúrico. A sexualidade do homem é mais terrena enquanto a sexualidade da mulher, mais celestial. A espiritualidade do homem é celestial, porquanto se move na direcção do maior. Por outro lado, a espiritualidade da mulher é mais terrena porque se move na direcção do menor.

Ilusória e demoníaca é a espiritualidade do homem que se dirige ao menor. Ilusória e demoníaca é a espiritualidade da mulher que se dirige ao maior. Cada uma deve dirigir-se a seu próprio lugar.

Homem e mulher tornam-se demônios um para o outro quando não separam seus caminhos espirituais, pois a natureza dos seres criados é sempre a natureza da diferenciação.

A sexualidade do homem volta-se para o terreno; a sexualidade da mulher volta-se para o espiritual. Homem e mulher tornam-se demônios um para o outro quando não distinguem suas duas formas de sexualidade.

O homem deve conhecer o que é menor, a mulher o que é maior. O homem deve separar-se da espiritualidade e também da sexualidade. Ele deve chamar a espiritualidade de mãe e entronizá-la entre o céu e a terra. Ele deve chamar a sexualidade de phallos, colocando-a entre o próprio ser e a terra, porque a mãe e phallos são demónios super-humanos e manifestações do mundo dos deuses.

Eles se apresentam mais eficientes para nós do que os deuses por estarem mais próximos do nosso ser. Quando não puderdes distinguir entre vós próprios, de um lado, a sexualidade e espiritualidade, de outro, e quando não fordes capazes de considerar que ambos são seres superiores e exteriores a vós, então sereis vitimados por eles, i. e., pelas qualidades do Pleroma.

Espiritualidade e sexualidade não constituem qualidades vossas, não são coisas que podeis possuir e apreender, ao contrário, trata-se de demônios poderosos, manifestações de deuses e, portanto, são muito superiores a vós e existem em si mesmas.

Ninguém possui espiritualidade ou sexualidade para si mesmo; antes, estamos sujeitos às leis da sexualidade e da espiritualidade. Portanto, ninguém escapa a esses dois demônios. Deveis considerá-los demônios, causas comuns e perigos graves, assim como os deuses e, acima de tudo, o terrível Abraxas.

O homem é fraco, portanto a comunidade torna-se indispensável; se não a comunidade sob o signo da mãe, então aquela sob o signo de phallos. Não haver comunidade constitui sofrimento e enfermidade. A comunidade traz consigo fragmentação e dissolução. A diferenciação conduz à solidão. A solidão é contrária à comunidade. Devido à fraqueza da vontade humana, em oposição aos deuses e demônios e suas leis que não se pode escapar, a comunidade é necessária.

Eis por que devem existir tantas comunidades quantas forem necessárias; não por causa dos homens, mas por causa dos deuses. Os deuses forçam-nos a uma comunhão. Eles vos forçam a associar-vos tanto quanto necessário; mais do que isso, porém, converte-se num mal.

Em comunhão, cada um deve sujeitar-se ao outro, para a preservação da comunidade, visto que dela tendes necessidade. No estado de solidão, cada qual será colocado acima dos demais, para que possa conhecer-se e evitar a servidão. Na comunidade haverá abstinência.

Na solidão, deixai que haja desperdício de abundância. Porque a comunidade é profundidade enquanto a solidão, altura.

A verdadeira ordem na comunidade purifica e preserva.

A verdadeira ordem na solidão purifica e aumenta.

A comunidade dá-nos calor; a solidão, luz.

O Sexto Sermão

O demônio da sexualidade insinua-se em nossa alma como uma serpente. Trata-se de uma alma semi-humana e chama-se pensamento-desejo.

O demônio da espiritualidade pousa em nossa alma como um pássaro branco. Trata-se de uma alma semi-humana e chama-se desejo-pensamento.

A serpente constitui uma alma telúrica, semi-demoníaca, um espírito relacionado com o espírito dos mortos. Com o espírito dos mortos, a serpente penetra vários objetos terrenos. Ela também instila temor de si no coração dos homens e inflama-lhes o desejo.

A serpente geralmente tem caráter feminino e busca a companhia dos mortos. Ela se associa aos mortos presos à terra que não encontraram o caminho pelo qual se passa ao estado de solidão. A serpente é uma prostituta que se consorcia com o demônio e maus espíritos; ela é um espírito tirano e atormentador, sempre tentando as pessoas a cultivar a pior espécie de companhia.

O pássaro branco representa a alma semi-celestial do homem. Ele vive com a mãe, descendo ocasionalmente da morada materna. O pássaro é masculino e chama-se pensamento efetivo. Ele é casto e solitário, um mensageiro da mãe. Voa alto sobre a terra. Comanda a solidão. Traz mensagens de longe, daqueles que nos antecederam na partida, daqueles que alcançaram a perfeição. Leva nossas palavras até a mãe. A mãe intercede e adverte, mas não possui poderes contra os deuses. Ela é um veículo do Sol.

A serpente desce às profundezas e, com sua astúcia, ao mesmo tempo paralisa e estimula o demônio fálico. Ela traz das profundezas os pensamentos mais ardilosos do demônio telúrico; pensamentos que rastejam por todas as passagens e tornam-se saturados de desejo. Embora não deseje sê-lo, ela nós é útil. A serpente escapa ao nosso alcance, nós a perseguimos, e assim ela nos mostra o caminho, o qual, com nossa limitada capacidade humana, não poderíamos encontrar.

- Os mortos ergueram o olhar com desprezo e disseram: - Cessa de falar-nos sobre deuses, demônios e almas. Sabemos de tudo isso em essência há muito tempo!

O Sétimo Sermão

À noite novamente retornaram os mortos, dizendo entre queixas: - Uma coisa mais devemos saber, pois esquecemos de discuti-la: ensina-nos a respeito do homem!

- O homem é um portal por meio do qual penetramos, do mundo exterior dos deuses, demônios e almas, no mundo interior; do mundo maior no mundo menor. Pequeno e insignificante é o homem; logo o deixamos para trás e assim entramos uma vez mais no espaço infinito, no microcosmo, na eternidade interior.

À imensurável distância cintila solitária uma estrela, no ponto mais alto do céu. Trata-se do único Deus desse solitário ser. É seu mundo, seu Pleroma, sua divindade.

Nesse mundo, o homem é Abraxas, que dá discernimento a seu próprio mundo e devora-o.

Essa estrela é o Deus do homem e seu destino.

Ela é sua divindade tutelar; nela o homem encontra o repouso.

A ela conduz a longa jornada da alma após a morte; nela reluzem todas as coisas que, de outro modo, poderiam afastar o homem do mundo maior, com o brilho de uma grande luz.

A esse Ser, o homem deveria orar.

Tal prece aumenta a luz da estrela.

Tal prece constrói uma ponte sobre a morte.

Ela aumenta a vida no microcosmo; quando o mundo exterior esfria, essa estrela ainda brilha.

Nada poderá separar o homem de seu Próprio Deus, se ele ao menos conseguir desviar o olhar do feérico espetáculo de Abraxas.

Homem aqui, Deus lá. Fraqueza e insignificância aqui, eterno poder criador lá. Aqui, há somente treva e frio húmido. Lá tudo é luz solar. 
C. G. Jung
Tendo assim ouvido, os mortos silenciaram e elevaram-se como a fumaça da fogueira do pastor que guarda o seu rebanho à noite.

ANAGRAMA

Nahtriheccunde
Gahinneverahtunin
Zehgessurklach
Zunnus

Os SEPTEM SERMONES AD MORTVOS (Sete Sermões aos Mortos) foi escrito por Basilides, em Alexandria, a cidade onde oriente e ocidente se encontram - Transcrito por Carl Gustav Jung em 1916.