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sábado, 31 de outubro de 2009

Magia Branca contra Vampiros



Introdução:

Os antigos nos deixaram vários tipos de orações para libertar as vítimas das influências diabólicas dos vampiros, criaturas que gradativamente assaltam seus instintos básicos transformando-os em seres manipuláveis, de acordo com sua vontade. A força das palavras evocam a ajuda divina, inimiga da besta, que recua diante da energia que flui do sacerdote ou leigo que as profere. A maioria dessas conjurações são legados deixados por religiosos que perambulavam pela Europa, assolada pela peste negra e as legiões demoníacas, que venciam a batalha contra a humanidade.

Nessa época as ciências médicas não eram suficientemente desenvolvidas e sua prática se misturava a fé religiosa. Além disso, os médicos eram poucos e concentravam-se na sua maioria nas cortes aristocráticas. Por isso os frades andarilhos quando se deparavam com um caso de vampirismo, utilizavam o único meio que conheciam para libertar a vítima da sua enfermidade: A evocação das energias que compõem as forças positivas e criativas da natureza. Comprovadamente esse procedimento afasta aquele que usa a noite para no corpo alheio perpetuar a sua maldita eternidade.

Esconjurações contra vampiros:

Seguem agora algumas dessas orações traduzidas do latim. Vale frisar que foram encontradas em antigos livros em distantes mosteiros da Europa. (As orações que não estiverem traduzidas do latim devem ser lidas na sua forma original para que consiga o efeito).

Primeira esconjuração:

"Eu, com a força do Pai, absolvo o corpo que padece de tão estranho mal. Sei que isso é coisa dos parceiros do demônio que sugam na noite o vital fluído da vida. Por isso te esconjuro, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, eterno na sua glória. Volte as trevas, parceiro de lúcifer, pois nesse corpo só tem morada a verdade divina. Nós com a ajuda do Espírito Santo estamos em corrente para reconduzir essa alma, que hora padece, aos reinos da luz. Invoco com a ajuda divina, a força dos raios solares que inspiram a terra a criar o bom elemento para o nosso caminho. Venha Deus com seus auxilios por amor de misericórdia que tais homens e mulheres causadores destes males que sejam já tocados no coração para que não continuem com essa maldita vida!

Sejam comigo os anjos do Céu, principalmente S. Miguel, S. Gabriel, S. Rafael, e todos os santos e santas e anjos do Senhor, e os Apóstolos do Senhor, S. João Batista, S. Pedro, Santo André, S. Thiago, S. Matias, S. Lucas, S. Felipe, S. Marcos, S. Simão, S. Anastácio, Santo Agostinho e por todas as ordens dos santos Evangelistas, João, Lucas, Marcos, Mateus, e por obra e graça do Divino Espírito. 

Pelas setenta e duas línguas que estão repartidas pelo mundo e por esta absolvição e pela voz que deu quando chamou Lázaro do Sepulcro, por todas essas virtudes seja tornando tudo ao seu próprio ser que dantes tinha ou à sua própria saúde que gozava antes de ser arrebatado pelos demônios, pois eu, em nome do Todo Poderoso, mando que tudo cesse do seu desconcerto natural. 

Pelo nome de Deus Nosso Senhor Jesus Cristo e todas as coisas aqui nomeadas sejam desligadas a volúpia sanguinária dos companheiros do demônio, seja tudo destruído: que o mando eu da parte do Onipotente, para que já, sem apelação sejam desligados e se desligem todos os maus feitiços e ligamentos e toda má ventura por Cristo Senhor Nosso. Amém."

Segunda esconjuração:

"Esconjuro-vos, criaturas excomungadas, ou maus espíritos batizados se com laços maus, atentas o caminho desse espírito. Se tua força está em édolo celeste ou terrestre, seja tudo destruído da parte de Deus, pois todo o infernorium ou toda a linguagem eu confio em Jesus Cristo, nome deleitável! 

Assim com Jesus Cristo aparta e expulsa da terra o demônio e todas as suas influências assim por estes nomes de N. S. Jesus Cristo fujam todos os demônios, vampiros e todos os espíritos malignos em companhia de Satanás e de seus companheiros para as suas moradas, que são nos infernos e onde estarão perpetuamente se danando. Tudo que fizeste contra essa enferma criatura fica anulado, esconjurado, quebrado, e ajurado debaixo do poder da Santíssima Trindade e do Santíssimo Sacramento do Altar. Amém.

Com toda a santidade eu vos esconjuro e degredo de volta ao mundo dos mortos, vampiros malditos, espíritos malignos, rebeldes ao meu e vosso criador. Pois eu, vos ligo e torno a ligar e prendo e amarro às ondas do mar, e que vos levem para as areias do mar coalhado, onde não canta galinha nem galo, ou para o vosso destino, ou lugares que Deus Nosso Senhor Jesus Cristo, vós e seus companheiros infernais que bebem na noite a vida dos Filhos. 

Suas carcaças vão virar pó, e sua eternidade ficará reduzida às fronteiras dos infernos, onde reina o anjo traidor. Afastai, besta infecta e deixai que o sangue desse corpo pertencente ao Senhor purifique-se para que o espírito encontre a Glória de Jesus Cristo. Amém.”

Depois de proferida a esconjuração o sacerdote deve manter a seguinte conversação com a pessoa vitimada: "Queres que por ti?" O enfermo responde-lhe: "Sim quero". Em seguida deve se colocar de joelhos e gritar diante de um crucifixo: "Eu não sou Satanás, mas sim uma alma perdida; porém ainda tenho salvação!"

Terceira esconjuração:

"Eis a cruz do Senhor, fugi, fugi, ausentai-vos inimigos da natureza humana. Eu vos conjuro em nome de Jesus, Maria, José, Jesus de Nazaré Rei dos Judeus. Eis aqui a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fugi, partes inimigos, venceu o leão da Tribo de Judá e a raça de David. Aleluia, Aleluia, Aleluia, exaltado seja o Senhor, que com sua força e sua espada libertadora nos livre das ordas infernais que bebem nosso sangue para preservarem a eternidade dos demônios. 


Transformai essas bestas em pó para que na graça do Senhor possamos viver na sua Santa Paz. Te esconjuro negra criatura para que voltes a tua tumba e nela permaneça até os dias do Juízo Final. Deus dará a vida eterna somente aos justos, e os comparsas do demônio arderão eternamente. Por isso temam a cruz, e a força que representa para os Filhos do Senhor. Que a terra de onde vieram tão vis criaturas seja amaldiçoada e encerrada pela verdade divina. Dou fim a esta Santa Oração e darão fim às moléstias nesta casa pela bichação dos espíritos malígnos. Amém.”

Quarta esconjuração:

“Te esconjuro negra criatura para que voltes a tua tumba e nela permaneça até os dias do Juízo final. Deus dará a vida eterna somente aos justos, e os comparsas do demônio arderão eternamente. Por isso temam a cruz, e a força que representa para os Filhos do Senhor. Que a terra de onde vieram tão vis criaturas seja amaldiçoada e encerrada pela vontade divina.”

OBS. Esta esconjuração deve ser feita numa Sexta feira, à meia noite, com um crucifixo de prata apontado para a lua.

Exorcismo latino:

"Spiritus Dei ferebatur super aquas, et inspiravit in facien hominis spiraculus vitae. Sit Michael dux meus, et Sabtabiel servus meus in luce et per lucem. Fait verbum halitus meus; et imperabo spiritus aeris hujus, et refrenabo equos solis voluntate cordis meis, et cogitatione mentis mede et mutu oculi dextri. Exorciso igitur te, creatura aeris, per Pentagrammaton et in nomine Tetragrammaton, in quibus sunt voluntas firma et fides recta. Amen. Selah. Fiat."

Exorcismo contra vampiros:
Este foi encontrado em livro muito antigo, escrito por Frei Bento do Rosário, religioso descalço da Ordem de Santo Agostinho.

"Em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo. Em nome de S. Bartolomeu, de Santo Agostinho, de S. Caetano, de S. André Avelino, eu te arrenego, anjo mau, que pretendes introduzir-te em mim e perverter-me. Pelo poder da cruz de Cristo, pelo poder de suas divinas chagas, eu te esconjuro maldito, para que não possas tentar a minha alma sossegada. Amém."

(Deve ser rezada três vezes acompanhada do sinal da cruz sobre o peito.)

A oração que se segue tem importância para algumas combinações cabalísticas capaz de libertar um enfermo atacado pelo vampirismo e também de outras peripécias dos parceiros do canhoto.

"Imortal, eterno, inefável e santo Pai de todas as coisas, que de carro rodante caminhas sem cessar por esses mundos que giram sempre na imensidade do espaço dominador dos vastos e imensos campos do éter; onde ergueste o teu poderoso trono, que desprende luz e luz, e de cima do qual teus tremendos olhos descobrem tudo e teus largos ouvidos tudo ouvem! Protege os filhos que amaste desde o nascimento dos séculos porque longa e eterna é a sua duração. 

Tua majestade resplandece acima do mundo e do céu das estrelas! Tu te elevas a ti mesmo pelo próprio resplendor, saindo da tua essência correntes inesgotáveis de luz, que alimentam teu espírito infinito! Este espírito infinito produz todas as coisas e constitui esse tesouro imorredouro de matéria que não pode faltar à geração que ela rodeia sempre pelas mil formas de que se acha cercado, e com a qual se revestiste e encheste deste o começo. 

Deste espírito tiram também sua origem esses santíssimos reis que se acham de pé ao redor do seu trono e que compõe sua corte, ó Pai universal! Ó único Pai dos bem aventurados mortais e imortais! Tu tens, em particular poderes que são maravilhosamente iguais ao teu eterno pensamento aos anjos, que anunciam ao mundo tuas vontades. 

Finalmente tu criastes mais uma terceira ordem de elementos. A nossa prática de todos os dias é saudar-Te e adorar tuas vontades. Ardemos em desejo de possuir-Te! Ó Pai! Mãe! Terna Mãe, a mais terna Mãe, a mais terna de todas as mães! Ó filho, o mais carinhoso dos filhos. Ó formas de todas as formas! Alma, espírito, harmonia, nomes e números de todas as coisas, conserva-nos e se nos propício. Amém."


Para livrar uma casa das tentações dos vampiros:

"Eu vos conjuro, vampiro rebelde, habitante e arruinador desta casa, para que sem demora nem pretexto algum desapareçais daqui, dissolvendo todo malefício que vós ou vossos ajudantes tenhais feito; por mim, eu o dissolvo, contando com a ajuda de Deus e dos espíritos de Luz, Adonay e Jehovah. Eu vos ligo ao formal preceito de obediência a fim de que não possais permanecer nem voltar nem enviar outros para perturbar esta casa, sob pena de serdes queimado eternamente com fogo de pez e incenso derretido".

Em seguida, benze-se a casa com água benta fazendo cruzes em direção à paredes com uma faca de ponta, nova e de cabo branco, dizendo:

"Eu te exorciso, casa, para que sejas livre dos vampiros tentadores que aqui vierem morar". Amém.

Oração aos Quatro para afastar vampiros de sangue:

"Caput mortuum imperet tibi Dominus per Adam lotchavah! Aquila errans, imperet tibi Dominus tetragrammaton per Angelum et leonem!
"Michael, Gabriel, Raphael, Anael!
"Pluat udor per spiritu Elohimm. Maneat Terra per Adam, Jatchivah. Fiat Jadictum per ignem in virtude Michael".
"Vampiro dos olhos mortos, obedece ou somente com esta água santa!
Touro alado, trabalha ou volta à terra, se não queres que te aguilhoe com esta espada!
Águia acorrentada, obedece a este signo ou retira-te diante deste sopro!
Serpente móvel, arrasta-te a meus pés ao sê atormentada pelo fogo sagrado e evapora-te com os perfumes que queimo nele!
Que a água volte à água, que o fogo queime; que o ar circule; que a terra caia na terra pela virtude do pentagrama escrito no centro da cruz luminosa!... Amém.”

Ladainha latina contra vampiros:

Kyrie eleison.
Christie eleison.
Sancta Maria. Ora pro nobis.
Sancta Dei Genitrix. Ora pro nobis.
Sancta Virgo Virginum. Ora pro nobis.
Sancte Michael. Ora pro nobis.
Sancte Gabriel. Ora pro nobis.
Sancte Raphael. Ora pro nobis.
Omnes Sancti Angeli e Archangeli. Ora pro nobis.
Omnes Sancti Beatorum Spiritum Ordinis. Ora pro nobis.
Sancte Petre. Ora pro nobis.
Sancte Paule. Ora pro nobis.
Sancte Jacob. Ora pro nobis.
Sancte Joannes. Ora pro nobis.
Sancte Thomas. Ora pro nobis.
Sancte Philippe. Ora pro nobis.
Sancte Bartholomae. Ora pro nobis.
Sancte Simon. Ora pro nobis.
Sancte Thadeu. Ora pro nobis.
Sancte Mathie. Ora pro nobis.
Sancte Barnabé. Ora pro nobis.
Sancte Marce. Ora pro nobis.
Omnes Sancti Apostoli et Evangeliste. Ora pro nobis.
Omnes Sancti Discipulo Domini. Ora pro nobis.
Sancte Vicente. Ora pro nobis.
Sancte Laurente. Ora pro nobis.
Sancte Estephene. Ora pro nobis.
Sancte Fabiane e Sebastiane. Ora pro nobis.
Sancte Gervase et Protase. Ora pro nobis.
Omnes Sancti Martyres. Ora pro nobis.
Sancte Silvestre. Ora pro nobis.
Sancte Gregore. Ora pro nobis.
Sancte Ambrose. Ora pro nobis.
Sancte Agostino. Ora pro nobis.
Sancte Hieronyme. Ora pro nobis.
Sancte Nicolae. Ora pro nobis.
Sancte Martine. Ora pro nobis.
Sancte Bernarde. Ora pro nobis.
Omnes Sancti Pontifices et Confessores. Ora pro nobis.
Omnes Sancti Doctores. Ora pro nobis.
Sancte Benedicte. Ora pro nobis.
Omnes Sancti Monarchi et Eremitae. Ora pro nobis.
Omnes Sancti Sacerdotes et Levitae. Ora pro nobis.
Sancta Maria Madalena. Ora pro nobis.
Sancta Agatha. Ora pro nobis.
Sancta Lucia. Ora pro nobis.
Sancta Cecile. Ora pro nobis.
Sancta Catharina. Ora pro nobis.
Sancta Anastacia. Ora pro nobis.
Omnes Sancti Virgines et Vinduce. Ora pro nobis.
Omnes Sancti et Sancte Dei, Interdicedite. Ora pro nobis.
Proptius esto. Parce, Domine.
Ad omni pecat. Libera-nos.

Oração para a meia-noite:

“Ó Anjo da minha guarda,
Nesta hora de terror,
Me livre das más visões.
Do vampiro aterrador.
Deus me ponha a alma em guarda.
Dos perigos da tentação,
De mim aparte os maus sonhos.
E opressões do coração.
Ó anjo da minha guarda,
Que me preserve dos vampiros,
Por mim pede à Virgem Mãe,
Enquanto for vivo: Assim seja.”

Para se livrar dos vampiros que nos atormentam durante o sono:

À meia-noite em ponto duma Terça-feira, parai diante duma igreja, daí três pancadas com os nós dos dedos à porta principal, e dizei em voz clara, porém não muito alta:

"Almas do Purgatório! Em nome de Deus e da Santíssima Trindade, vinde comigo!"

Daí três voltas em torna da igreja, mas tomai cuidado em não olhares para trás. Dadas as três voltas, rezai um padre-nosso e uma ave-maria diante da porta principal e retirai-vos.

Fazei isto nove treças-feira seguidas, e na última as almas perguntarão: "Que desejai que vos façamos?"

Pedireis então que os vampiros e os morcegos que te atormentam à noite desapareçam. Não deveis mostrar medo em nenhum momento da cerimônia, e também não deveis olhar para trás, como fica recomendado acima.

Para livrar alguém da perseguições dos vampiros:

Os que se crêem perseguidos por vampiros devem pintar numa tela esses vampiros, ou desenha-los num papel. Uma vez pintados ou desenhados, os vampiros ficam presos, e deixam de importunar os seres humanos. Quem tiver habilidade para pintar ou desenhar deve aproveitar essa habilidade para livrar-se dos vampiros que sugam o nosso sangue durante à noite.

Para que os vampiros não nos incomodem:

Se sois perseguidos pelos vampiros, deveis limpar a cabeça de todo mau pensamento. Não penseis mal de ninguém; não faleis mal de ninguém, nem mesmo de vossos inimigos. Quando vos lembrardes de um morto, rezai três ave-marias. 

Não mostreis inquietação, porque bem pode ser que os vampiros não sejam realmente maus, ou então que desejam, e se não disserem, mandai-os com bons modos que vão para o lugar donde vieram. 

Eles irão, porque nada podem fazer com os vivos, exceto se estes se deixarem dominar por eles. Rezai um padre-nosso e uma ave-maria e atirai um pouco de incenso ao braseiro segurando na mão esquerda uma cruz de prata.

Outro processo consiste no seguinte: nos dias ímpares, rezai três ave-marias, e enquanto estiverdes rezando cravai um punhal de prata na cabeça de um alho.

Fonte: Manual Prático do Vampirismo - Nelson Liano Jr.

Imagem: Cruz de Balkan Revenants - Cruz ortodoxa grega, um amuleto protector contra vampiros providenciando os varios nomes do vampiro; vlokoslak, upir, vrykolakas, e strigoii. Este pendente foi feito à mão pela Alchemy Gothic com o melhor peltre de Inglaterra e vem com uma corrente completamente livre de nickel propriamente leve. A cruz mede 7cms de altura.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Orações de São Cipriano




ORAÇÃO A SANTO ANTONIO
(Para fazer um pedido)*

✝︎ (fazer o Sinal da Cruz) Meu glorioso Santo Antonio, com sua força bendita, ajudai-me nesta jornada, para que eu possa conseguir (fazer o pedido); com o seu cordão de prata, que traz em sua cintura, prender o que eu desejo, até que venha em minhas mãos, sem prejudicar os meus irmãos. 

Mesmo com minhas necessidades, mostrai-me o caminho a seguir, na vontade de Deus. Se estiver em meu caminho alguma cilada, desmanchai-a e o mal que nele estiver por vós destruído, com a permissão do Pai, pelo vosso poder e merecimento, meu glorioso Santo Antonio.

Assim seja.

*Instruções: Fazer esta prece, em ponto de meio-dia e ás seis horas da tarde com uma vela acesa, 3 dias seguidos.


ORAÇÃO A SÃO VICENTE DE PAULO CONTRA A POBREZA

Sinal da Cruz ✝︎

Deus Senhor Nosso, que ao Bemaventurado Vicente de Paulo concedestes o privilégio de imitar os Vossos divinos mistérios, assim falastes pela boca do rei Davi: “Aos pobres de Sião saciarei de pães; seus sacerdotes vestirei de graça saudável, em alegria exultarão seus santos”.

Glorioso S. Vicente de Paulo, vós que fostes na terra a personificação da caridade divina, dignai-vos atender a prece que vos dirige este fiel devoto. Pelos vossos méritos alcançai de Nosso Senhor Jesus Cristo o perdão dos meus pecados.

Sede propício, S. Vicente de Paulo, obtendo do Altíssimo, pela vossa intercessão, a graça de nunca faltar pão à minha mesa e de serem afastadas de mim as aflições dos que passam necessidades.

Rogo-vos obter a tranquilidade na aquisição do meu alimento, do meu vestuário da minha habitação, a fim de que seja sempre manifesta no mundo, a vossa caridade e os vossos méritos perante o Altíssimo.

Assim seja!

Rezar 1 Credo, 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria.


ORAÇÃO PARA QUEBRAR DIFICULDADES E EMBARAÇOS EM NEGÓCIOS

Glória a Deus nas alturas e Paz na terra aos homens de boa vontade.
Louvo São Judas Tadeu, São Benedito, Santo Antão, São Policarpo.
Louvo Santo Expedito pelo bom êxito dos meus negócios, pela minha tranquilidade, pela minha paz.

Graças vos sejam dadas, meu Bom Jesus, pela Vossa misericordiosa protecção.
Louvado seja Deus, Criador do céu e da terra, Eterno Pai de todas as criaturas.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, pela sua misericórdia.
Louvado seja o Divino Espírito Santo, pela sua sabedoria.
Louvado seja para todo o sempre a Santíssima Trindade.

Meu Deus, embora eu seja pecador, com toda humildade vos peço a graça de me amparardes em meus trabalhos, em minha profissão, em meus negócios.
Senhor Jesus Cristo, Vós disseste: “Pedi e recebereis”. Com firme confiança em vossa justiça e misericórdia, rogo o vosso amparo, afastando as dificuldades, os obstáculos, os impedimentos de meu caminho.

Concedei-me, Senhor, a felicidade de colher o fruto dos meus esforços. Dai-me Senhor, a ventura de poder sustentar-me com o meu trabalho e assim dar um exemplo de fidelidade aos vossos mandamentos, aos meus filhos, aos meus amigos, aos meus conhecidos.

Ceio em vós, senhor, e tenho certeza de que não serei desamparado.

Que assim seja!


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Lobsang Rampa, o polêmico médico de Lhasa

"Rampa foi um dos escritores esotéricos que mais vendeu nos anos 60, e pode ser considerado um precursor da literatura do gênero. Lobsang Rampa, (1910-1981) era o pseudonimo de Cyril Hoskins, escritor que alegava ser um Lama Tibetano; com 20 livros publicados. No seu livro chamado A Terceira Visão, apresenta uma capa com um olho no centro da testa. 

Muitas polêmicas cercam o autor. Viveu a maior parte da sua vida no Tibete, onde adquiriu conhecimento suficiente para poder transmitir-nos em seus livros. 

Suas obras relatam toda a sua trajetória de vida, tudo é revelado pela "Transmigração" (a alma de um Lama se apossara do seu corpo físico, quando adulto, tomando a sua individualidade).

Este foi o caso de Cyril Henry Hoskins e após a Transmigração, Sacerdote Lama Tibetano, chamado T. Lobsang Rampa. Seus livros popularizaram assuntos relacionados ao Lamaísmo Tibetano, viagem astral e o poder da mente…

A Terceira Visão

Naquele dia, logo depois do pôr-do-sol, o garoto de oito anos foi levado a um aposento iluminado apenas por lamparinas. Um lama segurou sua cabeça com força. Sem qualquer anestesia, o instrumento pontiagudo foi sendo lentamente introduzido na testa, abrindo um orifício. Ali foi inserida uma palheta, que permaneceu no osso frontal por dezessete dias. A cirurgia teria estimulado a glândula epífise, ou pineal, que aumentou seus poderes de clarividência.

Impressionado? Você não está sozinho. Outras 132 mil pessoas, só no Brasil, não se esquecem desta passagem do sétimo capítulo do livro A Terceira Visão (The Third Eye), escrito por Lobsang Rampa em 1955.

O livro, publicado pela primeira vez pela editora britânica Secker; Paula Calloni de Souza Warburg, foi um best-seller, com 80 mil livros vendidos em seis edições na Inglaterra, e 100 mil na Alemanha, além de edições com vendagens similares em toda a Europa e América do Norte.

Com todos os ingredientes de uma empolgante autobiografia, A Terceira Visão conta a vida de Tuesday Lobsang Rampa e sua formação como monge budista, até se tornar um lama e abade especialista em medicina cirúrgica. Aos sete anos, filho de um membro dos altos postos do governo tibetano, o pequeno Lobsang tem seu destino decidido por uma comissão de sacerdotes-astrólogos, que solenemente profetizam seu futuro durante uma grande festa realizada em sua casa em Lhasa, no Tibete. O menino deveria ser encaminhado ao mosteiro de Chakpori e passar por um severo preparo ético, teórico, religioso e aguçado através de provas de resistência física e mental. Ele deveria estar apto não apenas para exercer seu papel de médico, mas também para enfrentar um destino marcado por dificuldades, privações e sofrimento no Ocidente. Tendo como mestre o lama Mingyar Dondup, por quem nutre respeito e carinho quase filiais, Lobsang passa por inúmeras provações e conta tudo com detalhismo impressionante. Sua convivência com o décimo terceiro Dalai-Lama, suas experiências de quase morte, viagens astrais, clarividência; as expedições ao Planalto de Chang Tang a fim de conhecer e colher ervas medicinais; sua visita à "cidade morta" de uma civilização perdida, suas elucubrações quanto às diferenças culturais, sua fiel descrição de um ambiente carregado de mistério, inatingível à maioria das pessoas comuns, tudo isso faz da obra o tipo de livro que não se consegue mais parar de ler. A narrativa também é permeada por mensagens contra o preconceito: "É uma pena que tenhamos essa tendência para julgar outros povos segundo nossos próprios padrões". E de consolo: "A morte não existe. É um nascimento. Simplesmente o ato de nascer num outro plano de existência".

A história do menino tibetano que se torna um lama marcou época e foi um dos precursores da literatura esotérica dirigida às grandes massas. A linguagem, quase poética, de compreensão fácil, detalhista e cheia de prosopopéia, conquistou um público ávido pela necessidade de sonhar com uma realidade distante, misteriosa e praticamente inacessível.

Cenário Turbulento

Quase nada se sabia a respeito do Tibete, e o cenário sócio-cultural no Ocidente era tão nebuloso quanto a atmosfera impregnada de incenso dos mosteiros budistas. Na Europa do pós-guerra, a apreensão quanto ao domínio comunista dos chineses no Himalaia chamava a atenção para aquela região desconhecida do Oriente. Nos Estados Unidos, o livro de Rampa fez sucesso particularmente nos anos 60, em pleno movimento da contracultura.

A sociedade foi tomada por fortes sentimentos antibeligerantes. Os hippies pregavam paz e amor, o uso de drogas era estimulado como forma de reação aos vícios da sociedade conservadora. No Brasil, a primeira edição foi lançada em 1968, pela Editora Record. Era o ano da rebelião estudantil contra o regime militar, uma época em que o espírito revolucionário criava campo fértil e receptivo a tudo o que significasse a ruptura do status quo. O interesse por tudo o que fosse oposto sublinhou as diferenças entre Ocidente e Oriente, e este último, com seu misticismo e religião, passou a representar o inatingível e o paradisíaco. Os livros de Lobsang Rampa encontraram ali um nicho perfeito, e o resultado foi a conquista de um público em sua maioria leigo, porém fiel, que reagiu e ainda reage ferozmente diante das dúvidas que cercam a figura do autor, morto em 1981 em Ontário, no Canadá. Curiosamente, como fora previsto em A Terceira Visão.

Uma farsa? Afinal, quem era Lobsang Rampa?

Relatos do guru Agehananda Bharathi, autor de Light at the Center: Context and Pretext of Modern Mysticism (1976), dão conta de que quando a respeitada editora britânica Secker; Warburg recebeu o primeiro manuscrito de A Terceira Visão, então assinada por um certo dr. C. Kuon Suo - pseudônimo adotado por Lobsang Rampa – surgiram desconfianças acerca de sua procedência. Cautelosos, os editores enviaram cópias da obra para o próprio Agehananda, profundo conhecedor das tradições orientais. Seis meses depois, seu veredicto: tratava-se de uma falácia que não deveria ser publicada. "Quando li aquele livro, as primeiras duas páginas deram-me a certeza de que o autor não era tibetano, e as dez páginas seguintes, de que ele nunca havia estado no Tibete ou na índia e não sabia nada sobre o Budismo, nem sobre o tibetano, nem sobre qualquer outro", contestou.

Cópias da obra também foram enviadas a outros estudiosos do Tibete, entre eles Hugh Richardson, um dos últimos ingleses a residir em Lhasa antes da ocupação dos chineses, Marc Pallis, estudante britânico, e até mesmo Heinrich Harrer, autor do livro Sete Anos no Tibete, que serviu de base para o roteiro do filme homônimo lançado em 1997. O filme, aliás, é uma deliciosa e intrigante confirmação de todo o universo descrito no primeiro livro de Rampa. As rodas de orações, o Potala, o telescópio do Dalai Lama, os chortens, está tudo lá. Detalhe: Sete Anos no Tibete foi escrito em 1953, e A Terceira Visão, em 1955.

Consultados acerca do manuscrito da primeira obra de Lobsang Rampa, tanto Harrer, quanto Pallis e Richardson foram da mesma opinião: o livro era uma fraude e seu autor, um impostor. Suas admoestações pareceram não preocupar os editores que, independentemente das opiniões contrárias, e talvez antevendo o potencial de vendagem do livro, optaram por publicá-lo assim mesmo. O que aconteceu é o que já se sabe: um sucesso de vendas, repercutindo no mercado editorial do mundo inteiro.

Para Harrer, Pallis e Richardson, um sujeito estranho de procedência duvidosa não tinha o direito de representar a cultura tibetana perante o mundo. Excesso de zelo, ou Rampa seria mesmo detentor de conhecimentos cuja divulgação não interessaria a certos grupos? Seria de se esperar da superioridade ética de um lama revelações como "muros do Potala guardam blocos e blocos de ouro, sacos e sacos de pedras preciosas, e relíquias que datam de épocas remotíssimas?"

Pura indiscrição ou fantasia para atrair leitores incautos?

Seja qual tenha sido o motivo de preocupação, os três conhecedores dos mistérios tibetanos, decidiram contratar por conta e risco o detetive Clifford Burgess, que investigou a vida de Lobsang Rampa. Relatório final de Burgesss: o homem que se auto-intitulava lama tibetano jamais tinha estado no Tibete, não tinha uma gota sequer de aristocracia tibetana no sangue e era, na verdade, Cyril Henry Hoskins, nascido em Devon, Inglaterra, filho de um encanador. Nas horas vagas, freqüentava várias livrarias e bibliotecas, dedicando-se a leituras esotéricas, notadamente A Doutrina Secreta, de Madame Blavatsky, e outros de seu discípulo, Charles Leadbeater, sobre teosofia, ambos pródigos pelas descrições da cultura e da religiosidade orientais.

Forçado pela mídia e pela opinião pública a se explicar, o autor foi perseguido e, por fim, declarou: seu corpo era o de um cidadão comum que, por uma espécie de mediunidade, fora tomado pelo espírito de um lama tibetano.

Abriram-se então controversas possibilidades para a explicação de Rampa. De um lado, leitores de espírito mais aberto, absolutamente crédulos quanto à versão da mediunidade, ou canalização; de outro, os céticos, convencidos de que o autor havia forjado sua identidade e escrevera não mais do que um resumo fantasioso do que havia absorvido nas tardes passadas dentro das livrarias. Talvez o próprio livro de Heinrich Harrer tenha fornecido a ele embasamento para tão detalhistas descrições.

Estava lançada a polêmica. Mas parecia ser tarde demais. Rampa/Hoskins já havia conquistado milhares de fãs em todo o mundo, incluindo guias espirituais e até mesmo personalidades altamente credenciadas do meio acadêmico. Se era um farsante, não se pode negar seu talento literário. O livro foi um fenômeno de vendagem e, queiram ou não, entrou para o rol dos clássicos da literatura esotérica.

Polêmica sem solução

Qualquer pessoa com mais de 30 anos de idade e interessada em esoterismo ao menos já folheou um livro de Lobsang Rampa.

Para Otávio Leal, estudioso metafísico do Instituto Holístico Humaniversidade, de São Paulo, A Terceira Visão é um livro agradável, mas deve ser encarado como obra de ficção. "O autor pode até ter passado por algumas daquelas experiências, mas operação para abrir o chackra frontal? Isso não existe" - analisa. Outra fonte, que preferiu não se identificar, declarou que a linguagem utilizada pelo autor é extremamente metafórica, passível de interpretações equivocadas, e que trazer a literatura de Rampa para os dias atuais representaria um retrocesso.


Não é o que pensam seus editores no Brasil. "Estamos reformulando aos poucos as edições antigas de livros que são bem-sucedidos comercialmente", afirma Sílvia Leitão, da Editora Nova Era. Ou seja, a obra de Lobsang Rampa ainda tem potencial de vendas.

Há, no entanto, uma grande possibilidade de que as experiências abordadas por Rampa em seu primeiro livro realmente não causem, hoje em dia, o tamanho estranhamento que causaram em 1955. Não há comparação entre o volume de literatura especializada no assunto disponível à época e o que se tem hoje. Temas como viagens astrais, levitação, clarividência, se tornaram populares e, à medida que essas informações alcançaram o grande público, este aprendeu a filtrar com mais sensatez aquilo que é estapafúrdio do que é plausível e até mesmo objeto de estudos científicos. Qual é a possibilidade de algum leitor dos dias de hoje acreditar na existência do abominável homem das neves, mencionado por Lobsang Rampa em A Terceira Visão? Em alguns momentos, ele parece subestimar a inteligência de seus leitores, com frases que chegam a ser infantis, como "...ainda bem que a invisibilidade está além da capacidade de quase todos, e que só poucos, muito poucos, a conseguem atingir".



Em outro trecho, parece querer sair pela tangente,não se aprofundando em temas como as diversas formas de ioga, por exemplo. Ele é incansável, no entanto, ao longo de todos os capítulos, nas suas tentativas de nos convencer de que tudo o que conta é absolutamente real, por mais absurdo que possa parecer. "Imensas coisas que no passado foram objeto de escárnio, como a televisão e o rádio, a passagem dos anos acabou por demonstrar serem possíveis e verdadeiras...assim é com relação ao que estou contando", frisa o autor em vários trechos da obra.



A mesma preocupação em parecer confiável se deu em O Médico de Lhasa, seu segundo livro, no qual ele continua a história a partir do momento em que deixa Chakpori e parte para Chunking, na China, a fim de complementar seus estudos de medicina e cirurgia. Ao narrar os primeiros contatos com os colegas da universidade e com seus professores, o inevitável choque cultural, o fantasmagórico encontro com a alma do mestre Mingyar Dondup, o autor mantém seu estilo detalhista. Nesse livro, Rampa também se aprofunda nos seus ensinamentos práticos, dedicando capítulos inteiros às várias técnicas de respiração e às viagens astrais, com uma preocupação quase "didática". Parece atender ao anseio dos leitores de A Terceira Visão, dos quais recebeu milhares de cartas do mundo inteiro, numa caixa postal de Fort Eire, no Canadá. Respondeu grande parte delas, prestando "consultas" gratuitas. Mas o fez a contragosto, como revela nessa nota publicada em um de seus livros: "As pessoas se esquecem de que pagam por um livro, e não por toda uma vida de serviço consultivo gratuito, pelo correio".



O Médico de Lhasa é pontuado por uma dose maior de realismo, como quando descreve o momento em que Rampa teria sido feito prisioneiro dos japoneses num campo de concentração. A crueza das torturas e execuções dá um tom sanguinolento à narrativa. Se o objetivo era atrair mais leitores, não conseguiu. No Brasil, apenas 56 mil exemplares foram vendidos (ainda que este seja um número expressivo de vendas no Brasil). Aliás, nenhum outro de seus dezenove livros conseguiu o sucesso do primeiro. Sucesso que repercute até hoje. O próprio Dalai Lama (o décimo quarto), vez ou outra, ainda é questionado sobre as obras de Lobsang Rampa, ao que responde: "O que costumo dizer é que grande parte de seus livros é fruto de sua imaginação."

Louco ou escroque, verdadeiro lama ou farsante habilidoso, criticado pela maioria e glorificado por alguns leitores, a verdade é que Rampa, de alguma forma, foi um marco para toda uma geração. Impossível provar ou desmentir seus fantásticos relatos. A busca da verdade é um caminho individual. Ou, nas palavras de Galileu Galilei: "Não se pode ensinar coisa alguma a alguém; pode-se apenas auxiliar a descobrir por si mesmo."



Se Rampa instigou milhares de pessoas a fazer suas próprias descobertas, como condená-lo?



A grande maioria dos críticos de Lobsang Rampa se rende ao fato de que ele trouxe o esoterismo para o palco das discussões populares. A descrição de suas experiências metafísicas e da cultura religiosa oriental vieram para a luz do interesse da opinião pública. Este parece ser seu maior e irrefutável mérito."


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Fonte: Revista Sexto Sentido, número 35, páginas 24 a 28. Para saber mais clique aqui.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Conheça o Glorioso São Judas Tadeu, das Causas Impossíveis




É, sem dúvida, hoje, um dos santos mais populares do Brasil. No entanto, embora fosse um dos apóstolos de Cristo, a devoção por ele começou tarde, isso em função de seu nome, que se confundia com o do "apóstolo traidor", Judas Iscariotes. 

São Judas era primo de Jesus, pois era filho de Alfeu, também chamado de Cléofas, irmão de São José. Ao que se sabe, seu pai era um daqueles discípulos de Emaús, a quem Jesus apareceu naquela tarde do dia da Ressurreição. Quanto à sua mãe, ela era uma das mulheres que se encontravam ao pé da Cruz de Jesus, junto com Maria Santíssima.

São Judas - aquele mesmo apóstolo que, na Última Ceia, pergunta a Jesus por que Ele havia se manifestado a eles e não ao mundo - demonstrou sempre um grande ardor pela causa do Reino e, então, o desejo de que o Evangelho se tornasse conhecido de todos. Era o chamado à missão, típico do cristão, daquele que ama a Cristo e guarda a sua Palavra. Ele o amava, e precisava garantir que todos o fizessem também, para que fosse possível se realizar aquela resposta que Jesus lhe havia dado naquela Ceia: 

"se alguém me ama guardará a minha palavra e meu pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada" (Jo 14,22).

São Judas morreu mártir, provavelmente no dia 28 de outubro de 70 D.C. (data em que se comemora o dia do Santo). Foi perseguido graças à coerência que mantinha entre a sua fé e a sua vida, e em função da força de sua pregação, coisas que impressionavam de tal forma os pagãos que estes se convertiam "em massa". Provocando a fúria de feiticeiros, ministros pagãos e falsos profetas, estes acabaram por incitar parte da população contra o santo, que morreu, possivelmente, trucidado a golpes de machado. 

Esta é a maneira considerada mais provável e, por isso, a sua imagem traz freqüentemente uma machadinha em suas mãos. Traz também uma Bíblia, lembrando o seu amor pela Palavra de Deus; e um colar, cuja medalha traz o rosto de Cristo, com o objetivo de destacar a sua semelhança com aquele que era seu primo. Suas relíquias atualmente se encontram em Roma, para onde foram trasladadas e são veneradas até hoje.

É o santo patrono das causas desesperadas e das causas perdidas na Igreja Católica Romana. É o santo padroeiro do Clube de Regatas do Flamengo. Encontra também sincretismo, na Umbanda, com com Xangô (do Oriente) e em algumas regiões com o Sr. Obaluaê ou Abaluaiê. Sincretiza com Ossanha no Candomblé. Na astrologia é o Santo protetor do signo de Áries. 

Cores: Amarelo e roxo. Pedras: safira, crisópraso, jaspe, topázio marrom, cornalina. Metal: estanho, molidênio. Flores: saudade, violeta, cravos amarelos, palmas amarelas. O símbolo de São Judas é um machadinho e às vezes é representado segurando um machado, por sua morte ter ocorrido por essa arma. Ele é também geralmente apresentado em ícones com uma flama ao redor de sua cabeça. Essa flama representa a presença do Pentecoste, quando ele recebeu o Espírito Santo, junto com os outros apóstolos. Em alguns casos ele é mostrado como um rolo ou livro (seu epístolo) ou segurando uma régua de carpinteiro.


NOVENA

Hino a São Judas Tadeu


"Ó glorioso São Judas Tadeu,
Invocamos a tua proteção.
Dá-nos a graça que Jesus te deu
Para alcançarmos nossa salvação.
Quiseste a morte para melhor vida
Deixando o mundo o gozo terreal,
Ganhaste enfim a glória prometida
O amor de Deus, a paz celestial.
Parente de Jesus e de Maria
Tu tens no céu de Deus tão grande amor
Que a ti clamamos protetor e guia,
Nas tentações, no desespero e dor.
Tu, que morreste pela Santa Cruz,
Vem socorrer-nos em nosso pedido
Ó venturoso apóstolo de Jesus
Que assim te fez discípulo querido.
Preclaro Mártir, dá-nos tua luz
E nos ampara como filhos teus
Como teu exemplo traze-nos Jesus
Com teu socorro leva-nos a Deus."

Oração Inicial 

"Ó São Judas Tadeu, ditoso apóstolo de Cristo, inspirado pelo Espírito Santo, escrevestes aos vossos fiéis a vossa epístola; animado de zelo pregastes o Evangelho aos Persas. Varão sábio e generoso, como vos chama São Jerônimo, por vossa grande caridade ouvi nossas humildes preces, e alcançai-nos os favores que por vossa intercessão pedimos ao Senhor, para que ajudados por vossa proteção nesta vida, possamos vos acompanhar na glória, por todos os séculos dos séculos!"

Ladainha de São Judas Tadeu


"Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus, Filho Redentor do mundo...
Deus, Espírito Santo...
Santíssima Trindade, que sois um só Deus...
Jesus, Filho de Deus vivo...
Jesus, Filho da virgem Maria...
Jesus, Mestre dos Apóstolos...
Santa Maria, rogai por nós
Santa Maria, Rainha dos Anjos...
São Judas Tadeu, consanguíneo de Jesus, Maria e José...
Apóstolo glorioso...
Apóstolo perseverante...
Verdadeiro imitador de Jesus...
Amante da pobreza...
Modelo de humildade...
Símbolo da paciência...
Lírio da castidade...
Chama do amor divino...
Estrela da santidade...
Vaso da graça divina...
Testemunho da fé...
Terror dos infernos...
Grande taumaturgo...
Coluna da Igreja...
Consolador dos aflitos...
Refúgio dos pecadores...
Amparo dos necessitados e atribulados...
Especial padroeiro nos casos desesperados...
Abrigo seguro e patrono dos vossos devotos...
Pelos merecimentos de São Judas Tadeu, nós vos rogamos, ouvi-nos Senhor.
Pela sua humildade e paciência...
Pelo seu zelo no apostolado e pregações...
Pelos seus milagres...
Pelo seu glorioso martírio...
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós Senhor.
Rogai por nós, São Judas Tadeu.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo."

Oração final

"Ó glorioso São Judas, pelos sublimes privilégios de vosso parentesco com Nosso Senhor Jesus Cristo, e de vosso apostolado, privilégios que tanto nobilitaram vossa vida; pela glória que nos Céus estais gozando como prêmio de vossos trabalhos e de vosso martírio, alcançai-nos, d'Aquele de quem procedem todos os bens, as graças espirituais e temporais de que temos necessidade, para podermos aproveitar bem o tesouro dos santos ensinamentos que nos deixastes em vossa Epístola, divinamente inspirada. Fazei que elevemos o edifício da perfeição sobre o alicerce da Fé, por uma Oração fervorosa e ajudados pela graça do Espírito Santo. Que permaneçamos constantes e fiéis no amor de Deus, à espera da Vida Eterna. Fazei, que por todos os meios oportunos, possamos ajudar aos que erram, a fim de que sejam glorificados e exaltados, o Poder, o Império e a Majestade d'Aquele Deus que é Todo-Poderoso para nos livrar do pecado e fazei com que possamos nos apresentar cheios de pureza e de alegria, quando vier Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Deus e Salvador. 

Assim seja!"


ORAÇÕES

Oração No.1

"SÃO JUDAS TADEU, apóstolo escolhido por Cristo, eu vos saúdo e louvo pela fidelidade e amor com que cumpristes vossa missão. 

Inúmeras pessoas, imitando vosso exemplo e auxiliadas por vossa oração, encontram o caminho para o Pai, abrem o coração aos irmãos e descobrem forças para vencer o pecado e superar todo o mal.

Quero imitar-vos, comprometendo-me com Cristo e com sua Igreja, por uma decidida conversão a Deus e ao próximo. 

E, assim convertido, assumirei a missão de viver e anunciar o Evangelho, como membro ativo de minha comunidade.

Espero, então, alcançar de Deus a graça (faça seu pedido) que imploro confiando na vossa poderosa intercessão. 

SÃO JUDAS TADEU, rogai por nós! Amém!

Oração No.2

"SÃO JUDAS TADEU, glorioso apóstolo, fiel servo e amigo de Jesus, o nome do traidor foi a causa de que fôsseis esquecido por muitos, mas a Igreja vos honra e invoca universalmente como patrono nos casos desesperados, nos negócios sem remédios. 

Rogai por mim que sou um miserável. Fazei uso, eu vos imploro, desse particular privilégio que vos foi concedido, de trazer viável e imediato auxílio, onde o socorro desapareceu quase por completo. 

Assisti-me nesta grande necessidade, para que eu possa receber as consolações e auxílios do Céu em todas as minhas precisões, atribulações e sofrimentos, alcançando-me a graça de (aqui se faz o pedido particular), e para que eu possa louvar a Deus convosco e com todos os eleitos, por toda eternidade. 

Eu vos prometo, ó Bendito JUDAS TADEU, lembrar-me deste grande favor e nunca deixar de vos honrar como meu especial e poderoso patrono, e fazer de tudo o que estiver ao meu alcance para incentivar a devoção para convosco. Assim seja. 

SÃO JUDAS TADEU rogai por nós e por todos os que vos honram e invocam vosso auxílio."

(Rezar 3 Pai Nosso, 3 Ave Maria e 3 Glória ao Pai)

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São Judas Tadeu - 28 de outubro





Oração para fazer um pedido a São Judas Tadeu;

São Judas Tadeu, glorioso apóstolo, fiel servo e amigo de Jesus!

A Igreja vos honra e invoca universalmente como patrono nos casos desesperados, nos negócios sem remédio.

Rogai por mim que estou tão desolado.

Eu vos imploro: fazei uso desse particular privilégio que vos foi concedido, de trazer visível e imediato auxílio, onde o socorro desapareceu quase por completo.

Assisti-me nesta grande necessidade, para que eu possa receber as consolações e o auxílio do céu em todas as minhas necessidades, atribulações e sofrimentos.

Alcança-me, São Judas Tadeu, a graça que vos peço:

(Fazer o Pedido)

e para que eu possa louvar a Deus, convosco e com todos os eleitos por toda a eternidade.

Desde já agradeço, bendito São Judas Tadeu e tenho certeza da vossa proteção.

Quero sempre honrar-vos como meu especial e poderoso patrono.
Quero ter também a grande alegria de espalhar e incentivar a devoção para convosco por toda parte.

São Judas Tadeu, rogai por nós e por todos os que vos honram e invocam o vosso auxílio!

Assim seja!

Leia mais sobre o Glorioso São Judas Tadeu, sua história, ladainha e orações.

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Precognição - prevendo o futuro



"Os relatos sobre eventos envolvendo precognição estão presentes em todos os povos, em todas as épocas. Atualmente, a precognição vem sendo estudada por cientistas de todo o mundo, com a realização de experimentos importantes que apresentam evidências cientificas do fenômeno."


Jayme Roitman, o autor.

O navio Titanic, na época considerado “indestrutível”, zarpou de Southampton em 10 de abril de 1912, e naufragou entre 14 e 15 do mesmo mês. O sr. John Connon Midletton, homem de negócios londrino, reservou passagem no transatlântico em 23 de março de 1912. Cerca de dez dias antes da viagem, Connon sonhou que a embarcação flutuava com a quilha para cima e, ao seu redor, se encontravam passageiros e tripulação, nadando no mar. Embora não costumasse se lembrar de seus sonhos, não o contou a ninguém, para não assustar. No dia seguinte, teve o mesmo sonho novamente. Uma semana antes da partida, ele contou o sonho para sua esposa e vários amigos, e cancelou a reserva, evitando assim ser vítima da tragédia.

O Sr. John Connon tinha documentos que comprovavam a reserva e o cancelamento da viagem. Sua esposa e três amigos enviaram seu testemunho escrito à Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres, confirmando que o sonho lhes foi relatado antes da partida do Titanic. Pelo menos dez pessoas tiveram experiência de precognição relativas ao naufrágio do Titanic.

A precognição ocorre com maior freqüência quando relacionada a eventos com carga e intensidade emocional, tais como tragédias, risco de morte, acidentes, terremotos, eventos que dizem respeito a um número elevado de pessoas, etc. As indicações sugerem que ligações afetivo-emocionais associadas à iminência de sofrimento favorecem a ocorrência de precognição.

Pesquisas realizadas em Londres, Estados Unidos, Alemanha e Brasil também mostram que a maior parte das precognições espontâneas ocorre durante o sonho. Os sonhos precognitivos são geralmente vívidos; o sonhador os percebe de modo realista, como algo acontecido na vigília, diferente da maioria dos sonhos comuns.

Narrativas de precognição provavelmente estão presentes em todos os povos, em todas as épocas. O conhecimento direto do futuro é o mais intrigante dentre os fenômenos paranormais.

Se pararmos para pensar um pouco, parece absurdo que a precognição exista. É como se tivéssemos consciência ou memória do futuro. Convenhamos, é algo verdadeiramente muito estranho. Não é à toa que alguns autodenominados céticos insistam em negar sua existência. Diante de casos espontâneos, por mais espetaculares que sejam, a interpretação é sempre a mesma: afirma-se o acaso ou coincidência.

É bom lembrar que ser cético é obrigação de todo cientista, e que ser dogmático não combina com ciência. Muitas vezes, se instaura um impasse praticamente insuperável com relação à explicação dos casos espontâneos. Para superar isso, parapsicólogos propuseram metodologia experimental para testar a existência ou não da precognição.

Os casos espontâneos de precognição – assim como outros eventos relacionados à fenomenologia parapsicológica – têm muita importância para o experimentador, pois é a partir da natureza e de características do evento espontâneo que os experimentos de laboratório vão ser criados. Os casos espontâneos são a razão da existência dos experimentos parapsicológicos e, ao mesmo tempo, inspiram os experimentos.

Vamos dar um salto no tempo para retomarmos o assunto precognição. Em 1952, o dr. Wilhelm H. C. Tenhaeff (1894-1981), na época professor de parapsicologia na Universidade de Utrecht, fez 150 experiências qualitativas com Gerard Croisset, usando o método da “cadeira vazia”. O número de acertos foi grande, e alguns são impressionantes.

Em 17 de janeiro de 1952, num salão no qual deveria se realizar uma reunião no dia 20 (portanto, três dias depois), foi escolhida aleatoriamente a cadeira de número 18, e se perguntou a Croisset quem iria sentar-se naquele lugar. Depois de alguns instantes, Croisset disse que não recebia qualquer impressão, e pediu que lhe fosse indicada outra cadeira. O dr. Tanhaeff assim o fez, e Croisset afirmou que nessa outra cadeira se sentaria uma senhora com cicatrizes no rosto, conseqüência de um acidente automobilístico durante uma temporada na Itália. Mencionou ainda que havia alguma coisa que relacionava a senhora com a “sonata ao luar” (sonata al chiaro di luna).

No dia 20 de janeiro, verificou-se que, dos 28 convidados para a reunião, só compareceram 27, e que precisamente o assento 18 ficou desocupado. No outro lugar que havia sido indicado por Croisset sentou-se a esposa de um médico. Ela tinha cicatrizes na face, resultantes de um acidente automobilístico durante férias na Itália. Posteriormente, o marido afirmou que, de fato, a “sonata ao luar” incomodava muito a senhora, porque se associava a uma questão íntima da vida dela.

Croisset também foi testado pelo Dr. Hans Bender (1907-1991), na época professor de parapsicologia da Universidade de Freiburg. Em certa ocasião, ele propiciou um exemplo de precognição em duas etapas. Uma cadeira foi escolhida, e Croisset afirmou: “a senhora que se sentará nesta cadeira fraturou um braço recentemente, porque quando acompanhava um enterro de um amigo caiu na sepultura”. No dia da reunião, verificou-se que a mulher que se sentou na cadeira não havia fraturado o braço. Aparentemente, a previsão foi um fracasso. No entanto, o fracasso durou apenas quatro dias, pois a senhora foi ao enterro de um amigo, caiu na sepultura e quebrou o braço.

Croisset apresentava precognição espontânea com certa freqüência. Em fins da Segunda Guerra Mundial, na cidade de Utrecht, ao sul de Amsterdã, na Holanda, Albert Plesman – diretor-fundador das linhas aéreas KLM e herói do ar em seu país – conversava com Gerard Croisset. Em certo momento, Croisset disse com voz sombria e trêmula: “seu filho vai morrer ao cruzar a fronteira franco-belga”. Alguns meses depois, Plesman recebeu a notícia de que seu filho, Jan Plesman, aviador da Real Força Aérea Britânica, tombara exatamente como previu Croisset.

Cinco anos mais tarde, a 21 de junho de 1949, Croisset procurou o professor Tenhaeff para lhe declarar com estupefação e horror: “acabo de ver uma coisa horrível! Vi que o segundo filho do Sr. Plesman vai morrer em um acidente de aviação!”. Dois dias depois, o diretor da KLM recebia, consternado, a notícia de que o avião pilotado por Hans Plesman se despedaçara misteriosamente sobre uma campina em Bari, na Itália. O piloto faleceu no acidente.

Na Argentina, o dr. J. Ricardo Musso (1917-1989) realizou experiências similares de “cadeira vazia”, testando o percipiente Conrado Castiglione. Foram 45 tentativas, com êxito em 37.

As pesquisas quantitativas mais sistemáticas sobre precognição se iniciaram na Universidade de Duke, Carolina do Norte, coordenadas pelo dr. Joseph Banks Rhine (1895-1980), na década de 1930. A experiência usava o baralho Zener, inventado pelo dr. Karl Zener (1903-1963). Trata-se de um baralho composto por 25 cartas, com 5 cartas de cada símbolo: círculo, ondas, cruz, quadrado e estrela. Era o baralho padrão, também conhecido como baralho ESP, usado anteriormente em Duke para testes de clarividência e telepatia.

O primeiro dos experimentos coordenados por Rhine consistia em que os sujeitos tentassem adivinhar a ordem das cartas do baralho Zener que seriam embaralhadas e cortadas no futuro, dias após o prognóstico. Foram mais de 4.500 exames do baralho. Estatisticamente, os resultados foram de grande significação. A probabilidade foi de 400.000 contra 1. No entanto, uma crítica foi feita. Como o embaralhamento era manual, o acerto poderia ser devido a outros fatores que não a precognição. Por exemplo, a pessoa que embaralhava poderia, por telepatia (ou clarividência), conhecer o resultado previsto e, ao embaralhar, inconscientemente podia dispor as cartas de acordo com a previsão feita. O experimento deveria ser aperfeiçoado.


Novos experimentos foram feitos, agora com embaralhamento mecânico, realizado por uma máquina. Os resultados estatísticos permaneceram significativos. Uma nova crítica surgiu: poderia a mente do sujeito influir na máquina de embaralhamento, dispondo assim o baralho de acordo com a previsão? É a hipótese de que os acertos não ocorreriam por precognição, e sim devido a um fenômeno parafísico. Note-se que estamos descrevendo a tentativa de comprovação científica do conhecimento do futuro. Portanto, a exclusão de outras explicações deve ser feita de maneira exaustiva.

Os pesquisadores coordenados por Rhine partiram para um novo experimento. O embaralhamento continuou a ser automático, mas era necessário evitar qualquer interferência do fator humano, inclusive com relação a uma possível influencia parafísica sobre a maquina. Então, se fazia assim: o sujeito predizia a ordem das cartas; algum tempo depois, a máquina embaralhava e, depois disso, se faziam cortes no baralho de acordo com números de temperatura máxima registradas em diversos locais, no futuro. O que ocorreu com os resultados? Continuaram sendo estatisticamente significativos.

Um caso sugestivo de sonho precognitivo ocorreu espontaneamente nas experiências de sonhos telepáticos realizadas durante dez anos, coordenadas pelos doutores Montague Ullman, Stanley Krippner e associados, no laboratório do Centro Médico Maimonides, em Nova York. A experiência-padrão consistia em que um sujeito (transmissor) tentava transmitir algum tipo de imagem para outro sujeito (receptor), que estava dormindo em outro aposento. O receptor era acordado quando entrava em sono REM (rapid eye movement, movimento rápido dos olhos) e solicitado a narrar o que estava sonhando.

O experimento se iniciava com o sujeito sendo levado para uma sala à prova de som. Um dos membros da equipe escolhia ao acaso um envelope opaco, fechado. Esse envelope continha uma foto artística ou um cartão-postal. Um experimentador levava o envelope para uma sala distante, abria-o e estudava a figura. Os sujeitos adormecidos tentavam incorporar essas imagens aos seus sonhos sem que a vissem. Depois que o estudo terminava, juízes externos comparavam os relatos dos sonhos registrados com a coleção de figuras. Em média, em duas de cada três vezes os estudos obtiveram resultados estatísticos significativos. O estudo era sobre telepatia, mas em 1965 um receptor sonhou que observava um colega que estava olhando para a primeira página do jornal Dally News, vendo a foto de um edifício que ruiu. Na realidade, o transmissor estava tentando transmitir outra imagem, de modo que aparentemente houve fracasso nesse experimento. No entanto, duas semanas depois o Broadway Central Hotel desmoronou e a foto do desastre apareceu na primeira página do referido jornal.

As pesquisas de visão remota foram iniciadas em 1973, no Stanford Research Institute (SRI), coordenadas pelos doutores Russell Targ e Harold Puthoff. No experimento clássico, um sujeito ficava trancado dentro de uma sala tentando “adivinhar” o local para onde o experimentador tinha se deslocado, segundo uma escolha aleatória. A maioria desses experimentos era simulcognitivos (relacionados ao tempo presente), mas alguns se relacionavam a precognição.

Nos testes de precognição realizados no SRI, solicitava-se ao sujeito que descrevesse o lugar onde o experimentador estaria no futuro, antes que esse alvo (o lugar) fosse escolhido aleatoriamente. Experimentador e sujeito não tiveram contato até o final do experimento. Os resultados foram significativos.

Num dos testes, com uma senhora chamada Hella Hammid, o lugar para o qual o experimentador se dirigiu estava situado a cerca de dez quilômetros do laboratório. Tratava-se de um balanço de metal preto e de forma triangular, num parque para crianças. Antes do alvo ser escolhido – portanto, antes do experimentador se dirigir ao local, pois ainda nem sabia a que local deveria se dirigir – Hella iniciou o teste. Ela repetiu diversas vezes que o foco principal de atenção no lugar era “um triângulo negro no qual Hal (o experimentador que, no futuro, iria para o local) de certo modo entrava ou encostava”. O triângulo era “maior que um homem” e ela ouvia um “rangido esganiçado ‘scuic, scuic’, soando regularmente de segundo em segundo”. A correspondência entre a descrição e o alvo é impressionantemente grande: o balanço rangia. Parece que Hella, além de “ver” o local, pôde ouvir o futuro.

Em 1997, o dr. Dean Radin realizou experimentos de “precognição fisiológica”, na Universidade de Nevada. O sujeito ficava diante da tela de um computador na qual surgiam aleatoriamente imagens coloridas. Eram 12º fotografias, sendo que metade delas eram relaxantes (rosto descontraído, paisagens calmas, etc.), e a outra metade era composta de imagens tensas (corpo mutilado, cena pornográfica, etc.). Com o uso de eletrodos, o sujeito era monitorado para mensuração de taxa de atividade cardíaca, volume de sangue na ponta do dedo e atividade elétrica da pele.

Os resultados demonstraram, de maneira estatisticamente significativa, que o organismo reagia à imagem antes dela surgir na tela do computador. Um dado importante dessa pesquisa é que os sujeitos não percebiam as alterações fisiológicas em seu corpo nem qualquer outro tipo de mudança. Isso é um dado favorável à explicação de que a precognição se deu inconscientemente; não houve passagem da informação precognitiva para a consciência. A indicação é de que a precognição ocorre com mais freqüência do que podemos notar; a informação nem sempre emerge para a consciência.

O experimento mais recente de precognição foi criado e realizado pelo psicólogo social Daryl J. Bem, da Universidade de Cornell. Foi apresentado na Convenção Anual da Parapsychological Association, realizada no Canadá, em agosto de 2003. O autor parte da idéia de que a precognição deve se comportar de acordo com alguns mecanismos conhecidos em pesquisas psicológicas.

É conhecido na psicologia o “efeito de mera exposição”, que consiste em que humanos e animais, quando expostos freqüentemente a um estímulo, tendem a se habituar a ele; torna-se familiar.

O experimento de Bem é de explicação complexa, embora de simples realização. Chama-se “habituação precognitiva”. O sujeito fica em frente à tela do computador, que expõe duas imagens selecionadas aleatoriamente de um banco de dados no qual existem muitas outras imagens. Destas duas imagens, o sujeito deve escolher uma. Depois, ou seja, no futuro, o computador escolhe aleatoriamente uma das duas imagens que apareceram na tela; essa imagem escolhida pelo computador é apresentada de modo subliminar por quatro vezes ao sujeito. Considera-se acerto quando a imagem escolhida pelo sujeito é a mesma que foi escolhida pelo computador, no futuro. Os resultados foram estatisticamente significativos. É um experimento muito promissor, que pode ter um índice de replicação inédito dentre os experimentos de precognição. Temos que aguardar mais um pouco para que se possa obter novos resultados de experimentos independentes de acomodação precognitiva.

O pesquisador Bem justifica o uso da exposição subliminar em razão de que os estudos do Efeito de Mera Exposição – estudos realizados no campo da psicologia, por exemplo, no tratamento de fobias – terem demonstrado que o efeito é potencializado quando a exposição ao estímulo é feita subliminarmente. Desde a década de 1970, os experimentos psi tentam criar condições semelhantes àquelas em que psi ocorre espontaneamente – ou seja, sonhos, condição Ganzfeld, estados alterados de consciência, etc. Enfim, de modo inconsciente. Então, me parece que o fato da exposição ser de modo subliminar é para tornar a informação (estímulo) mais eficaz por meio da não-consciência (inconsciente). As evidências parecem indicar que psi inicialmente se dá por processos não-conscientes (inconscientes), e de vez em quando, espontaneamente, as informações psi surgem à consciência.

Os milhares de casos espontâneos sugestivos de precognição já eram suficientes para nos deixar com “a pulga atrás da orelha” sobre a possibilidade de se conhecer antecipada e diretamente o futuro. Experimentos de laboratório como os citados, realizados com rigor científico e utilizando metodologia científica, trouxeram os dados que eram necessários para que fosse possível afirmar que existem várias evidências científicas da existência da precognição. Embora o contexto não favoreça, essa capacidade humana se mostrou presente até na situação artificial da pesquisa de laboratório.

Esse texto se encerra com as palavras da Dra. Louisa E. Rhine: “[...] Podemos dizer que as duas orientações de provas, espontânea e experimental, se entrelaçam e se sustentam mutuamente”.

Jayme Roitman é Psicólogo Clínico, Parapsicólogo e consultor da revista UFO.

Fonte: Revista Sexto Sentido número 52, páginas 14 e 19.

Para saber mais sobre a precognição indicamos a leitura das seguintes obras:
Precognição - Adelaide Petters Lessa - Editora Livraria Duas Cidades.
Os Canais Ocultos do Espírito - Louisa E. Rhine - Editora Bestseller.
O Alcance do Espírito - J. B. Rhine - Editora Bestseller.
Magia e Parapsicologia - Bruno A. L FAntoni - Edições Loyola.