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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Liberdade aos Cativos : o caso Jock-1

parte 3

"Jock-1" era um jovem muito talentoso e inteligente, desempregado na ocasião. Passara por várias fases de azar e sentia que forças negativas tinham sido orientadas contra ele, dois anos antes, quando estava segurando nos braços uma criança, e meditava para curar-lhe a febre. O pai da criança veio para casa, bateu na mulher por permitir que Jock segurasse a criança e mandou que ela: "Nunca o deixasse tocar o menino!"

Em estado de hipnose, ele respondeu rapidamente a meu chamado quando pedi que a entidade mais forte ali presente emergisse. A entidade disse que seu nome era Mikedor; que nunca tivera um corpo próprio e entrara em Jock "para destrui-lo."

— Você é energia "conjurada" por um mago negro?

— Eu simplesmente sou. Fui criado por uma pessoa para destruir esta aqui.

— Por que esta pessoa queria destruir Jock?

— Não sei. A fonte da qual vim me mandou; meu propósito é despedaçar e destruir a mente e corpo desta pessoa aqui.

— Você está feliz por realizar esta tarefa?

Houve uma pequena pausa. "Não."

— Parece-me que foi um mau negócio, você ser controlado, não ter liberdade, nem prazer.

— Não foi um "negócio." Não tenho vontade própria.

— Mikedor, vou explicar. Há forças de destruição e também forças de crescimento, forças positivas. Você tem vontade própria. Você pode ser feliz. Estou chamando algumas entidades Resplandecentes. Agora você só precisa se virar para elas; simplesmente se volte para que a luz delas brilhe no seu rosto, só isso. Você pode optar entre descer às trevas para sempre — e nunca aborrecer nenhuma criatura viva — ou se voltar para a Luz. Vou contar lentamente até três enquanto você pensa e faz sua escolha: um, dois, três.... O que decidiu?

— Seguir em frente — rumo aos desejos — passar à Luz.

Quando ocorre um momento assim sinto-me profundamente comovida. Nada há de superficial nem de falso nesses momentos. Também me sinto profundamente aliviada. Raramente uma entidade tomou a decisão contrária, mas a pausa durante a qual as coisas estão na balança é uma aflição.

Sugeri agora a Mikedor: "Por que você não vai ter com os Seres Resplandecentes e inclina a cabeça diante deles? Você não sente felicidade agora? Olhe-os no rosto e me conte as suas expressões."

— Abertas e carinhosas.

— Alguma vez já viu alguém olhá-lo com carinho?

— Ninguém jamais me olhou.

Quando ele disse isto, senti a solidão daquela existência. "Mikedor, o caminho não é curto. Se você estiver disposto a ir ao Lugar de Aprendizado, dê a mão a um dos Seres Resplandecentes." Houve uma pausa. "Até agora nunca lhe permitiram tomar decisões? Certo, está pronto para entrar na Luz?"

Novamente ele respondeu afirmativamente; e Jock o viu partir com os Seres Resplandecentes, rumo aos "desejos."

A ENERGIA DE VOTOS, MALDIÇÕES E FEITIÇOS, NÃO-HUMANOS, NÃO-ENTIDADES

Estas influências, às vezes personificadas e às vezes não, podem continuar afetando as pessoas de uma geração para outra, seguindo a linhagem física, como num exemplo dado abaixo, ou seguindo a linhagem cármica, a partir da vida de uma alma passando por vidas sucessivas.

Quase sempre aqueles que nós encontramos foram negativos mesmo que originalmente tenham começado por "amor" ou "proteção" — sendo no fim mais uma questão de desejo de controle ou posse do "amado" do que a representação de uma ternura pura e desinteressada.

Às vezes o voto afeta o curso da vida, não apenas da vítima da maldição, mas também de quem fez o voto, como veremos abaixo. Às vezes o voto ou maldição encontra-se encerrado, por assim dizer, numa concha de intenção e pensamento fortes, sendo enviado para longe de seu criador na forma de uma entidade separada destinada à pessoa a ser influenciada.

Os votos ou maldições do último exemplo são mais formas-pensamento. Parece haver considerável sobreposição dos tipos de perturbações e dos tipos de influências obsedantes ou molestadoras.

Dra. Louise Ireland-Frey

Na postagem de amanhã a 4ª e última parte: O caso Jock-2.

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