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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Chico Xavier, Emmanuel e os Espíritos





 A Vida Pregressa de Emmanuel             

Após inúmeros contatos com Emmanuel, Chico conseguiu saber algo sobre a vida pregressa do espírito benfeitor: ele esteve na pele de um senador Romano da Judéia, Publius Lentulus, casado com Lívia, com quem teve um filha de nome Flávia. 

Sua vida era cercada de luxo e ostentação, totalmente devotada ao imperador César, enquanto que Lívia dedicou sua vida a Deus. Presenciou da arquibancada de honra do Circo Máximo, a execução da mulher que amava e que se convertera ao cristianismo, sem manifestar qualquer reação que impedisse a ocorrência funesta.

Desencarnou tragicamente, no ano de 79, em Pompéia, quando da erupção do Vesúvio. Anos mais tarde, reencarnou como Nestório, negro de grande cultura. Foi feito escravo pelos romanos e comprado por uma família nobre de Roma que o aproveitou como professor. 

Cristão desde a juventude, foi um dos assistentes das pregações evangélicas do apóstolo João Evangelista em Efeso. Freqüentava as reuniões nas catacumbas e, certa noite, na ausência do pregador Policarpo, substitui-o encaminhando a palestra. Após belíssimos ensinamentos, ele e todos os que o ouviram, foram presos e condenados a morrer a flechadas e a serem devorados pelas feras no Circo Máximo.

A mais recente reencarnação de Emmanuel teria sido como o Padre Manuel da Nóbrega, primeiro apóstolo do Brasil. Nasceu em Sanfins, Portugal, em 18 de outubro de 1517 e desencarnou no Rio de Janeiro, no Colégio dos Jesuítas, por ele mesmo construído, no ano de 1570, no mesmo dia e mês de seu nascimento, contando com 53 anos de idade sendo a tuberculose a causa de sua morte.

Mesmo sentindo que Chico estava preparado para receber mensagens psicografadas, Emmanuel impôs uma condição básica para trabalhar ao seu lado: que o médium seguisse, acima de tudo, os ensinamentos de Hippolyte Léon Denizard Rivail, cognominado Allan Kardec (03/10/1804 - 31/03/1869)

 Oração Nossa - Chico Xavier 

Senhor,
ensina-nos a orar sem esquecer o trabalho,
a dar sem olhar a quem,
a servir sem perguntar até quando,
a sofrer sem magoar seja a quem for,
a progredir sem perder a simplicidade,
a semear o bem sem pensar nos resultados,
a desculpar sem condições ,
a marchar para a frente sem contar os obstáculos,
a ver sem malicia,
a escutar sem corromper os assuntos,
a falar sem ferir,
a compreender o próximo sem exigir entendimento,
a respeitar os semelhantes sem reclamar consideração,
a dar o melhor de nos,além da execução do próprio dever
sem cobrar taxas de reconhecimento.
Senhor,
fortalece em nos a paciência para com as dificuldades
dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros
para com as nossas próprias dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo
que não desejamos para nós.
Auxilia-nos sobretudo a reconhecer que a nossa
felicidade mais alta será invariavelmente 
àquela de cumprir os desígnios ,onde e
como queiras ,hoje, agora e sempre

Emmanuel - Mensagem psicografada por Chico Xavier

 Mensagens Espírita 

TRANQÜILIDADE

Comece o dia na luz da oração 
O amor de Deus nunca falha. 
Aceite qualquer dificuldade sem discutir. 
Hoje é o tempo de fazer o melhor. 
Trabalhe com alegria. 
O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal,de ouro maciço é um cadáver que pensa. 
Faça o bem quando possa. 
Cada criatura transita entre as próprias criações. 
Valorize os minutos. 
Tudo volta com exceção da hora perdida. 
Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações. 
Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio. 
Estime a simplicidade. 
O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte. 
Perdoe sem condições. 
Irritar-se é o melhor processo de perder. 
Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa. 
Experimente atender os familiares como você trata as visitas. 
Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo. 
Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante 
dos crucificadores, mas o Cristo solitário era causa de Deus.

Autor: André Luiz 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier

DESEQUILÍBRIOS

Inicio das grandes obsessões é semelhante à pequenina brecha no açude que por vezes não passa de pedra desconjuntada ou de fenda oculta. 
Os desequilíbrios da alma começam igualmente de quase nada,principalmente por atitudes e sentimentos aparentemente compreensíveis mas que, em muitas ocasiões, se deslocam no rumo de ásperas conseqüências. 
Desconfiança. 
Dúvida. Irritação. 
Desânimo. 
Ressentimento. 
Impulsividade. 
Invigilância. 
Amargura. 
Tristeza sem nexo. 
Grito de cólera. 
Discussão sem proveito. 
Conversa vã. 
Visita inútil. 
Distração sem propósito. 
Na represa, ninguém pode prever os resultados da brecha esquecida. 
No caso da obsessão, porém, que, no fundo, se define por assunto de consciência, é imperioso que todos nós venhamos a reconhecer que, em toda e qualquer crise de fome, não é o pão que procura a boca. 

Autor: Albino Teixeira 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier

DIANTE DAS PROVAÇÕES

Diante das provas e tribulações do dia-a-dia, se pausarmos, vez em vez, por alguns instantes, para a necessária reflexão... 
E se no curso de nossas reflexões, ponderarmos nas bênçãos que temos recebido; 
Nas vantagens que usufruímos perante os companheiros em dificuldade maiores que as nossas na retaguarda; 
Na importância da indulgência; 
Nos resultados contraproducentes da irritação; 
No caráter destrutivo de quaisquer manifestações de rebeldia ou azedume; 
Nas lições que nos será possível obter dos obstáculos dignamente suportados; 
Nos donativos de calma e bondade que os outros esperam de nós, a fim de garantirem a segurança que lhes é própria; 
No significado das nossas atitudes de generosidade e entendimento; 
Nos lucros de ordem geral que será lícito auferir tolerância; 
E nos testemunhos de prudência e compreensão que todos podemos oferecer, colaborando com os Mensageiros do Cristo de Deus, na sustentação do bem e da paz, do bom ânimo e da alegria de todos aqueles que nos cercam na experiência comum, decerto que saberíamos colocar a esperança e o trabalho, acima de todas as desilusões e de todos os insucessos, sem nos afastar da paciência hora alguma.

Autor: Emmanuel 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier contido no livro "Urgência"

CONVERSA DE GENTE MOÇA

Paz e amor na reunião 
Coração calmo e contente. . . 
Isto me faz escrever 
A mocidade presente. 
Irmãos, a vocês aí, 
Que formam na juventude, 
Desejo posam fazer 
Tudo aquilo que não pude. 
Não acreditem na morte 
Em que o pijama se estraga, 
A vida, - benção de Deus, 
É luz que nunca se apaga. 
Conservem saúde e força 
Na paz do trabalho são. . . 
Por dentro do coração. 
Futuro? Pensem agora 
Na idéia melhor que há. . . 
Aquilo que a gente planta 
É aquilo que surgirá. 
Assunto de casamento, 
Anotem como se cria, 
O lar não pode nascer 
Em jogo de loteria. 
Tóxico é tempo perdido, 
Guardem juízo apurado; 
Dinheiro gasto em bolinha 
É futuro ao necessitado. 
O esquente não auxilia 
Mesmo nas horas de festa; 
Há muita pinga enfeitada 
Mas para vida não presta. 
Quanto ao mais, busquem Jesus 
E esquecem exemplos meus!... 
Mocidade para o bem 
É a senda que leva a Deus 

Autor: Jair Presente 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier

DINHEIRO

O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada. 
Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la. 
Não é calor, contudo, adquire agasalho. 
Não é o poder da fé, mas alimenta a esperança. 
Não é amor, entretanto, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na proteção afetiva. 
Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso. 
Não é culta, mas apóia o livro. 
Não é visão, contudo, ampara o encontro de instrumentos que ampliam capacidade dos olhos. 
Não é base de cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio. 
Em suma, o dinheiro associado a consciência tranqüila, alavanca do trabalho e fonte da beneficência, apoio da educação e alicerce da alegria, é uma bênção do Céu que, de modo imediato, nem sempre faz felicidade, mas sempre faz falta.

Autor: Bezerra 
Psicografou: Francisco Cândido Xavier

NOTAS

Há saúde do corpo e saúde da alma. Ambas devem esta juntas. 
Deus concede-nos recursos mil, cada dia, para alimentar-nos o espírito com as melhores emoções. 
Absorvemos os pensamentos uns dos outros. 
Auxilia a produção útil da natureza e estarás cooperando com a Providencia Divina. 
Cede ao próximo o pão que sobra em tua mesa e o Senhor te enriquecerá de bom animo e alegria. 
Atendendo a Deus, a Terra gasta milhões vidas, cada dia, a fim de sustentar-nos. 
Falar mal dos outros, ao invés de ajudá-los, é o mesmo que envolver nossos sentimentos 
em lama invisível, ao invés de fazê-los brilhar. 
Os frutos que te deliciam são os resultados de esforço daqueles que passaram no mundo, 
antes de ti. Prepara a sementeira de agora para os que virão no futuro. 
Planta uma arvore amiga e ajudarás aos que ajudam. 
Quem lança uma boa palavra 
De amor e consolação, 
Espalha por toda a Terra 
Os dons do Divino Pão. 

Autor: Meimei 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier, do livro “Pai Nosso” edição FEB

TURMA

Estamos por aqui, no frente à frente. 
Agradeço o papo, mas não esperem sermão. 
Transando atividades espirituais com vocês, não passo de garupeta. 
Se alguém disser para vocês que sou guia,Corrijam logo a palavra pra guiador, pois carango é comigo! 
Estou num gango assim tão legal que, sem esnobar conselho, digo pra vocês dez dicas que limpam a barra de qualquer batente em que o cara esteja. 
1.ª a primeira é uma daquelas que chegou ao mundo por Moisés – respeitar pais e mães; 
quem não puder seguir as modas dos bigs amizades que a terra nos puseram para jambar, deve agradecer a eles com atenção todo o bem que nos fazem. 
2.ª a segunda é agüentar as pontas e manter a garra nos estudos e no trabalho, para que ninguém fique encucado em bofunfa de papai.
3.ª a terceira é não caçar para não perder tempo, nem caminho. 
4.ª A Quarta é escolher com quem andam pra saber onde vão chegar. 
5.ª A Quinta é deixar a carranca pra quem gosta de fechar o pesqueiro e esperar pelo miserê. 
6.ª A Sexta é fugir de brisas e ervas mágicas pra não entregarem a rapadura, diante da vida. 
7.ª A sétima é não engrupir a ninguém e não se biritar para que não se envolvam em piadas e canória. 
8.ª A oitava pe reconhecer que revirar o sexo sem compromisso é brincar com fogo, buscando, ás vezes, loucura e doença, confa e balaço. 
9.ª A nona é auxiliar aos outros em tudo o que a gente consiga fazer o bem. 
10.ª A décima é confiar em Deus e saber que somos vistos pela Divina Providência , mesmo onde os tais imaginem estar sós. 
Quanto ao mais, procurarem não perder a disciplina com as pedreiras da vida, porquanto ganhar pedal nas praças do mundo não é maré mansa. 
Acertem os relógios com o Amigão Jesus Cristo, bola pra frente que já falei

Autor: Augusto Cezar Netto 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier do livro "Falou e Disse".

 Francisco Cândido Xavier... 

Chico Xavier nasceu no dia 2 de abril de 1910 na pequena cidade de Pedro Leopoldo, situada a 35 quilômetros de Belo Horizonte. Filho do vendedor de bilhetes de loteria João Cândido Xavier e da dona-de-casa Maria João de Deus, ele manifestou cedo sua extraordinária capacidade de entrar em contato com o outro mundo. 

Já aos quatro anos, surpreendeu a todos ao explicar, em linguagem médica, o aborto de uma vizinha.“O que houve foi um problema de nidação inadequada do ovo, de modo que a criança adquiriu posição equitópica”, disse o pequeno Chico, repetindo o que lhe era soprado aos ouvidos por um espírito. 

Em 1932 foi publicada a primeira obra psicografada por Chico Xavier: Parnaso de Além-Túmulo, que reuniu 14 nomes da literatura brasileira, um coletânea de 56 poesias ditadas pelos espíritos de Augusto dos Anjos e castro Alves, entre outros, que causou polêmica no meio literário. 

Começou a promover reuniões em sua própria casa até fundar o Centro Espírita Luís Gonzaga. Só a partir de 1967 se torna habitual a psicografia de mensagens pessoais, que passam a ser recebidas todas as semanas, em sessão pública, em Uberaba. Até então eram raros os textos enviados por “mortos” a seus parentes através do médium. Ao longo de sua atividade ele psicografou e publicou mais de 400 livros com mensagens de espíritos

O dinheiro das vendas das publicações era revertido para obras de caridade. O médium Chico Xavier desencarnou em 30 de junho de 2002, aos 92 anos em Uberaba, Minas Gerais. Ele estava com vários problemas de saúde e teve uma parada cardíaca. Ele completaria 75 anos de atividade mediúnica em 8 de julho de 2002.

... valeu! Obrigado Chico.

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domingo, 28 de janeiro de 2018

Oração pelas Santas Almas



 Devoção as Santas Almas 


I. Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, nós vos pedimos por (Nome do Falecido) que chamastes deste mundo. Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. Que ele (ela), tendo passado pela morte, participe do convívio de vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e a sua descendência. Que sua alma nada sofra, e vos digneis ressuscitá-lo (la) com os vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe os pecados para que alcance junto a vós a vida imortal no reino eterno. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

II. Nas vossas mãos, Pai de misericórdia, entregamos nosso (a) querido (a) (Nome do Falecido), na firme esperança de que ele (ela) ressuscitará com Cristo no último dia, como todos os que em Cristo adormeceram. Nós vos damos graças por todos os dons que lhe concedestes na sua vida mortal. Escutai, Senhor, as nossas preces: abri para ele (ela) as portas do paraíso, e a nós que ficamos concedei que nos consolemos uns aos outros com as palavras da fé. É o que vos pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Pai-nosso e Ave-Maria.

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele (ela) a vossa luz.

 A Nossa Senhora da Consolação pelas Almas do Purgatório 

Ó Mãe compassiva da Consolação, olhai, vos rogo, para as benditas almas do purgatório. Elas são o caríssimo objeto de amor de vosso divino Filho; elas o amaram durante a vida e ao presente ardem em desejos de vê-lo e possuí-lo; não podem, porém, romper por si mesmas as cadeias e nem sair desta situação. Que o vosso terno coração se comova por elas. Dignai-vos consolar aquelas almas que vos amam e, constantes, suspiram por vós; são filhas vossas, mostrai que sois para elas Mãe da Consolação. Visitai-as, mitigai-lhes as penas, abreviai-lhes a expectativa, apresentai-vos em libertá-las, alcançando que o vosso divino Filho lhes aplique os merecimentos infinitos do santo sacrifício que por elas se celebra.

Pai-nosso, AveMaria e Glória ao Pai.

 Oração pelas Almas 

Ó Pai das misericórdias, Deus de infinita bondade, humildemente vos rogamos tenhais piedade das almas santas que estão no purgatório, especialmente dos nossos parentes e benfeitores. Lançai um olhar propício sobre elas e chamai-as para a posse da pátria celestial. Lembrai-vos, que elas são obras de vossas mãos e o preço do sangue preciosíssimo de vosso divino Filho Jesus. 

Dignai-vos, pois, usar com elas a vossa infinita misericórdia. Ouvi, Senhor, o pedido que vos fazemos com toda confiança, em vista dos merecimentos da paixão e morte de Jesus, e fazei que elas fiquem consoladas indo gozar, sem demora, aquela glória imortal que tendes preparado para os vossos eleitos.

 Prece Pelos Desencarnados 

Pai!... Ao longo da vida fui devolvendo à Ti muitos daqueles que amei...

Um a um, às vezes os mais idosos, as vezes os mais jovens, foram retornando para casa, deixando para trás saudades que até hoje me é difícil suportar; flores que trocastes de jardim, deixando em seu lugar o silêncio e a solidão...

Hoje quero pedir por eles, a todos que de uma forma ou outra estiveram ligados à mim nesta encarnação, para que os abençoe e guarde, a fim de que encontrem paz e serenidade no mundo espiritual.

Muitos deles, Senhor, não obstante o coração generoso, afastaram-se do corpo através de enfermidades dolorosas e incuráveis que lhes minaram as forças até o final, deixando na memória de todos o exemplo da coragem e da fé em Teus desígnios, sem esmorecimento...

Outros, Senhor, desiludidos com as provas que lhes cabiam na derradeira existência, não suportaram e sucumbiram, afastando-se da carne pelo suicídio ou pelas drogas, arcando assim com o agravamento dos débitos que lhes diziam respeito e por isso mesmo infinitamente mais infelizes que antes...

Outros, Pai, deixaram para trás os mais belos e santos laços desencarnando em pleno vigor juvenil, desfazendo-se assim de pesados grilhões passados e retornando com a leveza das aves para os ninhos Superiores, para descansar e prosseguir...

Outros ainda, Senhor, deixaram o corpo como quem abandona fardo inútil após cumprida a tarefa, enveredando-se pelos caminhos da felicidade engalanados de luzes e valores, conquistados pelo trabalho santo a que se dedicaram na Terra, em favor de todos os seus semelhantes...

Representaram muito para mim... Para alguns eu pude dizer "te amo", para outros não... No entanto, pela importância que tiveram em minha vida, o meu amor há de lhes ser carinho constante no além, porque acredito que nada se desfaz com a morte do corpo, pelo contrário, se fortalece...

Que hoje, eu possa levar a todos eles o meu pensamento de ternura e gratidão, para que saibam, estejam onde estiverem, que não estão esquecidos na Terra, habitando em minha lembrança e em meu coração com a mesma força e a mesma sinceridade de antes!

Assim seja!

André Luiz, IDEAL André

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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Vivendo como as Flores





Eis que certa vez uma jovem chega para o seu mestre com a seguinte indagação:

- "Mestre, queria lhe perguntar algo: como faço para não me aborrecer com as pessoas? Algumas falam demais, outras são maldosas e invejosas. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas e sofro com as que caluniam."

- "Viva como as flores", advertiu o mestre.

- "Mas como? Como é viver como as flores?" Perguntou a jovem.

- "Repare nestas flores" - continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim. "Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. Não é sábio permitir que os erros e defeitos dos outros a impeçam de ser aquilo que Deus espera de você."

Precisamos entender que os defeitos deles, são deles e não seus... Se não são seus, não há razão para aborrecimentos. Exercitar a virtude é rejeitar todo mal que vem de fora. 

Isso é viver como as flores

Você não precisa focar nos erros alheios, justificando assim sua insatisfação com a vida e as circunstâncias. Tire a boa parte do adubo que chega até você. Seja uma flor cujo aroma é agradável aos que estão ao seu redor. Exale esse aroma. 

Um dos cuidados muito importante que todos precisamos ter é: NÃO BEBER DO VENENO QUE A OUTRA PESSOA PRODUZ. Ou seja, não pegar pra si as provocações, insultos, mau humor, respostas duras etc. Quantas pessoas permitem que os outros determinem seu humor, sem bem estar, sua paz… Basta um olhar, uma palavra, uma atitude e lá vai embora seu dia, e fica remoendo o que a pessoa fez.

Já vi este episódio escrito em vários lugares. Dizem que foi um colunista de um grande jornal que escreveu na sua coluna. Ele foi visitar um amigo e dormiu na casa dele de sábado para domingo. Domingo cedo o amigo o convidou para ir até à banca para pegar o jornal do dia. Ao chegar na banca ele disse:

– "Bom dia jornaleiro!" Ele não respondeu.

– "Por favor, o meu jornal." O jornaleiro pegou o jornal e jogou de qualquer jeito. O amigo pegou o jornal e disse:

– "Muito obrigado e tenha um bom domingo." O jornaleiro nada respondeu.

No caminho de volta, o amigo visitante, que estranhou a cena, perguntou:

– "Esse jornaleiro é sempre assim, grosso, azedo?"

– "Sim."

– "E por que você continua sendo gentil com ele?"

– "Porque não permito que ele determine meu agir."

Não temos como controlar as pessoas, o que elas fazem, falam, mas podemos, sim, não permitir que aquilo nos atinja.

Como fazer para não ser atingido pela energia negativa das pessoas, dos ambientes? 

Primeiro, esteja muito bem com você mesmo, em harmonia com teu ser. Alimente-se bem da energia positiva, de uma boa espiritualidade, com meditações diárias. Segundo, afaste-se de pessoas negativas e ambientes nocivos. 

Use as quatro coisas que o Apóstolo Paulo sugere: o capacete (salvação) para proteger sua cabeça, seus pensamentos; o escudo (fé), para proteger seu peito, a caixa das emoções, o coração; a couraça (justiça) para proteger as outras partes do corpo, em especial seu caminhar para onde queres; a espada (Palavra) para se defender, ou seja, a palavra certa na hora certa e com o conteúdo certo.

Nada que uma pessoa diga jamais vai machucar você

Conta uma lenda que um velho sábio tido como mestre da paciência era capaz de derrotar qualquer adversário… Certa tarde, um homem sem escrúpulos desafiou o mestre, insultou-o durante o dia, até pedras jogou no mestre. Cuspiu, gritou, mas nada o mestre fez para reagir. 

No final do dia, o homem exausto desistiu e foi embora. Os discípulos indignados perguntaram como ele suportara. O mestre então respondeu: 

“Se alguém lhe dá um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente? É claro! A quem tentou entregá-lo”. O mestre continuou: “O mesmo vale para inveja, raiva, insultos… quando não aceitos, continuam pertencendo só a quem carrega… Sua paz interior depende exclusivamente de você! As pessoas, a vida, não podem lhe tirar a calma!”.

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Fonte: Compartilhado de Revista Pazes: "Viva como as flores"

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sábado, 20 de janeiro de 2018

Oxóssi, Orixá das Matas





 Oxóssi , ou Oxoce, na Umbanda é patrono da linha dos caboclos, uma das mais ativas da religião. 

É um Orixá caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento, a grande sabedoria encerrada no Livro da Natureza. 

Logo, é o médico, cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

O Orixá Oxóssi é tão conhecido que quase dispensa um comentário. Mas não podemos deixar de fazê-lo, pois falta o conhecimento superior que explica o campo de atuação das hierarquias deste Orixá regente do pólo positivo da linha do Conhecimento. O fato é que o Trono do Conhecimento é uma divindade assentada na Coroa Divina, é uma individualização do Trono das Sete Encruzilhadas e em sua irradiação cria os dois pólos magnéticos da linha do Conhecimento. 

O Orixá Oxóssi rege o pólo positivo e a Orixá Obá rege o pólo negativo. Oxóssi forma com Obá a terceira linha de Umbanda Sagrada, que rege sobre o Conhecimento. Oxóssi irradia o conhecimento e Obá o concentra. Oxóssi estimula e Obá anula. Oxóssi vibra conhecimento e Obá absorve as irradiações desordenadas dos seres regidos pelos mistérios do Conhecimento. Oxóssi é vegetal e Obá é telúrica. Oxóssi é de magnetismo irradiante e Obá é de magnetismo absorvente. Oxóssi está nos vegetais e Obá está em sua raiz, como a terra fértil onde eles crescem e se multiplicam. Oxóssi é o raciocínio arguto e Obá é o racional concentrador. 

Oxóssi é a busca, é a procura, é a curiosidade, é o movimento contínuo na evolução dos seres na apresentação de novos conhecimentos, de novos horizontes, etc. Simbolicamente representamos Oxóssi com sete setas, que são as sete buscas contínuas do ser. Oxóssi expande, irradia e impele os seres.


OXÓSSI = São Sebastião
COR: verde 
DIA: 20 de janeiro
AMALÁ: 7 velas verdes e 7 brancas, a mesma bebida de Ogum, 7 charutos, peixe com escama de água doce ou uma moganga bem assada com milho dentro coberto com mel, fitas verde e branca. Local de entrega na entrada da mata. obs.: a mesma de ogum.
ERVAS: (Banho de descarrego): Malva Rosa – Mil Folhas – Sete Sangrias – Folhas de Aroeira – Folhas de fava de Quebrante – Folhas de Samambaia – Folhas de Palmeira – Folhas de Laranjeira- Erva Cidreira – Folhas de Jurema – Folhas de Maracujá – Folhas de Palmito – Folhas de Abacateiro

 São Sebastião Rogai por Nós! 

Dai-nos saúde e alegria Pai Oxoce!

Glorioso mártir São Sebastião, soldado de Cristo e exemplo de cristão. Hoje nós viemos pedir vossa intercessão junto ao trono do Senhor Jesus, nosso Salvador, por quem destes a vida.

Vós que vivestes a fé e perseverastes até o fim, pedi a Jesus por nós para que nós sejamos testemunhas do amor de Deus. 

Vós que esperastes com firmeza nas palavras de Jesus, pedi a Ele por nós para que aumente nossa esperança na ressurreição.

Vós que vivestes a caridade para com os irmãos, pedi a Jesus para que aumente nosso amor para com todos. Enfim, glorioso mártir São Sebastião, protegei-nos contra a peste, a fome e a guerra; defendei nossas plantações e nossos rebanhos que são dons de Deus para o nosso bem, para o bem de todos. E defendei-nos do pecado que é o maior mal, causador de todos os outros. Que assim seja!

 Conheça a História da Vida e Martírio de São Sebastião

 Oração a Pai Oxóssi 

OKEARÔ OXOSSÍ ! OKÊ OKÊ

Senhor das matas e da vida silvestre, neste momento, Pai, sou sua flecha.

Sou a força do seu arco, sou tudo o que é, a agilidade, a sabedoria. Faça de mim, soberano caçador, uma pessoa de sucesso, e que haja fartura em minha casa.

Dê a mim sabedoria para agir, paz para construir meus ideais, força para seguir sempre.

Oxossi, rei das matas, da lua, do céu azul, que seja eu leve como o pássaro que voa, livre como o cavalo que corre, forte como o carvalho na mata, direto como a sua flecha.

E que eu vença e seja feliz sempre !!!

 Prece a Oxóssi 

Oh caçador! Guerreiro de uma única flecha, cavaleiro da alegria e da esperança.

Rei das Matas, Rei de Umbanda, Grande Médico da Natureza. Pai da Inspiração e da Esperança, daí-me as bênçãos da prosperidade e inspira-me os pensamentos do bem.

Ajuda-me no sustento da minha fé; a fim que possa cumprir com minhas obrigações e meus deveres neste mundo.

Indica-me com sua flecha sagrada os verdadeiros caminhos da prosperidade.

OKÊ, ARÔ!

SARAVÁ MEU PAI OXÓSSI!

 Oração a Oxóssi (São Sebastião) 


Oxum, Mãe amada, daí-me fertilidade e harmonia brinda-me com teus encantos para que meu coração não se endureça com os horrores do caminho.

Yansã, Senhora das Almas, me protege das trevas do inferno de minha ignorância, impede-me com teu vento de parar de caminhar.

Xangô, Senhor da Lei Divina, faz-me firme contra meus próprios erros e estremece-me quando eu for injusto com meu semelhante para que eu aprenda tua Lei e a ela seja fiel.

Ogum, Guerreiro Invencível, protege-me de meus inimigos e daí-me arma para lutar, não me abandona em campo aberto enquanto eu honrar teu exército como soldado servil.

Yemanjá, Mãe Adorada, Senhora de minha vida, recebe-me como teu (tua) filho (filha) em teu seio de Paz e Santidade e educa-me a viver com Amor a todos os seres incluindo meus eventuais inimigos.

Oxalá, Senhor Supremo, palavra direta de Deus, Sagrado Cordeiro, daí-me Fé agora e perdão no dia de meu julgamento se assim eu for humilde e merecedor.

Oxóssi, meu Pai Amado, é a vós, por fim, a Quem dirijo esta oração, rogo-Lhe, dono do meu destino e Senhor de minha vida, com todas as forças de que disponho, tira de mim a tristeza, esse mal que me corrói, fruto de minha fraqueza, mas que não consigo derrotar sem Tua intervenção. Ajoelho-me diante do Senhor e humildemente imploro-Te, livra minha alma dessa angustia que vence meus sentidos e distorce meus pensamentos, devolve-me a paz que eu tinha quando um dia morava em tua casa. Entrego agora minha vida a Vós, salva-a do tormento para que eu possa servir-Te para sempre com alegria lutando honradamente para ser um dia merecedor de tua Glória.


 Poderosa prece a São Sebastião 

Oh! Meu glorioso mártir São Sebastião soldado fiel de nosso senhor Jesus Cristo, assim como vós fostes mártir traspassado e cravado com agudas setas no pé de laranjeira, por nosso amor de nosso Senhor Jesus Cristo filho vivo e onipotente, criador de céu e da terra; eu, criatura de Deus imploro a vossa divina proteção perante Deus e os anjos.

Santos apóstolos, mártires, arcanjos e todos que estão na divina presença do eterno pai, filho, Espírito Santo.

Imploro ao vosso divino auxílio e proteção, que guardai-me, defendei-me dos meus inimigos, andando, viajando, dormindo, acordado, trabalhando, negociando, quebrai-lhes as forças, ódio, vingança, furor e qualquer mal que tiverem contra mim.

Olhos tenham, não me verão; mãos tenham, não pegarão nem me façam mal nenhum; pés tenham, não me persigam; boca não fale nem minta contra mim; armas não tenham poderes de me ferir; cordas, correntes não me amarrem; as prisões para mim abram as portas, arrebatem-se as chaves, esteja eu livre da guerra, com os poderes de Deus Padre, Deus Filho, Deus Espírito Santo. 

Deus, Jesus, Maria e José pelas sete espadas de Dores de Maria Santíssima com seu divino manto me cubram e escape dos meus inimigos. Eu, criatura de Deus, fecharei o meu corpo contra os perigos, naufrágios, infortúnios e adversidades da minha sorte. Com Deus andarei, servirei, viverei e feliz serei. Eu, criatura de Deus, me uno de corpo e alma ao meu Redentor Jesus Cristo.

Perdão dos meus pecados. Senhor Deus, paz da minha alma. Senhor Deus lembra-te das almas dos meus pais, amigos, parentes, benfeitores e inimigos. Senhor Deus, dai-me força e vigor para sofrer com paciência as fraquezas do próximo. Arrancai e quebrantai de mim os meus pensamentos e fraquezas. Lembra-te de mim no teu paraíso como vos lembrastes do bom ladrão na cruz do calvário.

Que Assim Seja!


 Oxóssi no Candomblé 


Dia: Quinta-feira
Cor: Azul-Turquesa
Símbolos: Ofá (arco), Damatá (flecha), Erukeré
Elemento: Terra (floresta e campo cultivável)
Pedra: Turquesa
Domínios: Caça, Agricultura, Alimentação e Fartura
Saudação: Òké Aro!!! Arolé!

Oxóssi (Òsóòsi) é o deus caçador, senhor da floresta e de todos os seres que nela habitam, Orixá da fartura e da riqueza. 

Atualmente, o culto a Oxóssi está praticamente esquecido em África, mas é bastante difundido no Brasil, em cuba e em outras partes da América onde a cultura Yorubá prevaleceu. Isso deve-se ao fato de a cidade de Kêtu, da qual era rei, ter sido destruída quase por completo em meados do século XVIII, e os seus habitantes, muitos consagrados a Oxossi, terem sido vendidos como escravos no Brasil e nas Antilhas. Esse fato possibilitou o renascimento de Kêtu, não como estado, mas como importante nação religiosa do Candomblé.

Oxóssi é o rei de Kêtu, segundo dizem, a origem da dinastia. A Oxóssi são conferidos os títulos de Alakétu, Rei, Senhor de Kêtu, e Oníìlé, o dono da Terra, pois em África cabia ao caçador descobrir o local ideal para instalar uma aldeia, tornando-se assim o primeiro ocupante do lugar, com autoridade sobre os futuros habitantes. É chamado de Olúaiyé ou Oni Aráaiyé, senhor da humanidade, que garante a fartura para os seus descendentes.

Na história da humanidade, Oxóssi cumpre um papel civilizador importante, pois na condição de caçador representa as formas mais arcaicas de sobrevivência humana, a própria busca incessante do homem por mecanismos que lhe possibilitem se sobressair no espaço da natureza e impor a sua marca no mundo desconhecido.

A coleta e a caça são formas primitivas de busca de alimento, são os domínios de Oxóssi, orixá que representa aquilo que há de mais antigo na existência humana: a luta pela sobrevivência. Oxóssi é o orixá da fartura e da alimentação, aquele que aprende a dominar os perigos da mata e vai em busca da caça para alimentar a tribo. Mais do que isso, Oxóssi representa o domínio da cultura (entendendo a flecha como utensílio cultural, visto que adquire significados sociais, mágicos, religiosos) sobre a natureza.

Astúcia, inteligência e cautela são os atributos de Oxóssi, pois, como revela a sua história, esse caçador possui uma única flecha, por tanto, não pode errar a presa, e jamais erra. Oxóssi é o melhor naquilo que faz, está permanentemente em busca da perfeição.

Na África, os caçadores que geralmente são os únicos na aldeia que possuem as armas, têm a função de salvar a tribo, são chamados de Oxô, que significa guardião e wúsí que significa popular, ou seja Osowusí e na expressão popular acabou virando Oxóssi. Oxóssi também foi um Òsó, mas foi um guardião especial, pois salvou seu povo do terrível pássaro das Iyá-Mi.

Outras histórias relacionadas com Oxóssi apontam-no como irmão de Ogum. Juntos, eles dominaram a floresta e levaram o homem à evolução. Além de irmão, Oxóssi é grande amigo de Ogum – dizem até que seria seu filho, e onde está Ogum deve estar Oxóssi, as suas forças completam-se e, unidas, são ainda mais imbatíveis.

Oxóssi mantém estreita ligação com Ossaim (Òsanyìn), com quem aprendeu o segredo das folhas e os mistérios da floresta, tornou-se um grande feiticeiro e senhor de todas as folhas, mas teve que se sujeitar aos encantamentos de Ossaim.

A história mostra Oxóssi como filho de Iemanjá, mas a sua verdadeira mãe, segundo o mais antigos, é Apaoká a jaqueira, que vem a ser uma das Iyá-Mi, por isso a intimidade de Oxóssi com essa árvore.

A rebeldia de Oxóssi é algo latente na sua história. Foi desobedecendo às interdições que Oxóssi se tornou Orixá.

Tal como Xangô, Oxóssi é um orixá avesso à morte, porque é expressão da vida. A Oxóssi não importa o quanto se viva, desde que se viva intensamente. O frio de Ikú (a morte) não passa perto de Oxóssi, pois ele não acredita na morte.



 Oração para pedir uma graça a São Sebastião 

Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

Glorioso Mártir São Sebastião, valoroso soldado de Cristo; Valente militar das hostes de nosso Senhor Jesus Cristo; Corajoso defensor do Santo Nome de Jesus Salvador da Humanidade;

São Sebastião, que pela vossa ardente fé em Jesus, enfrentastes as iras do imperador romano, suportastes as torturas que vos infligiram vossos algozes, e morrestes, amarrado ao tronco de uma laranjeira, crivado de flechas, a vós eu dirijo minhas orações, confiando em vossos merecimentos perante Deus Criador Todo Poderoso;

São Sebastião, peço-vos paz e concórdia entre os homens; Vós que derramastes vosso generoso sangue em prol da fé cristã, que jamais recuastes nos combates, no cumprimento do dever, sede propício ao meu pedido (mencionar o desejado);

A guerra ensinou-vos a mar a paz e por isso sois agora o patrono dos que desejam paz e harmonia na Terra; 

São Sebastião que tanto sofrestes em vosso suplício, sois o protetor da humanidade, o preservador da saúde, o médico que curais as feridas do corpo e da alma. Afastai de nós as epidemias, as pestes, as doenças contagiosas, as dores físicas e morais. Assim Seja.

São Sebastião, guerreiro destemeroso, rogai por nós.

São Sebastião, o glorioso mártir de Cristo, amparai-nos.

São Sebastião, protegei-nos. Que assim seja!

(Orar 1 Pai Nosso, 1 Salve Rainha e 1 Ave Maria.)

Pai amado e grande Orixá; espalha a concórdia e a paz entre os homens e mulheres; preserva-nos e livra-nos dos males da peste, da fome, das guerras, do vício e das revoluções insensatas. Que assim seja!


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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O Espiritismo e a Codificação de Allan Kardec





Allan Kardec (1804/1869)
Hyppolyte Leon Denizard Rivail (Allan Kardec), nasceu em 3 de outubro de 1804, em Lion, França. Ele era filho de um juiz, Jean Baptiste-Antoine Rivail, e sua mãe chamava-se Jeanne Louise Duhamel... Sentir Kardec; Estudar Kardec; Anotar Kardec; Meditar Kardec; Analisar Kardec; Comentar Kardec; Interpretar Kardec; Cultivar Kardec; Ensinar Kardec e Divulgar Kardec. 

O professor Rivail fez em Lion os seus primeiros estudos e completou em seguida a sua bagagem escolar, em Yverdun (Suíça), com o célebre professor Pestalozzi, de quem cedo se tornou um dos mais eminentes discípulos, colaborador inteligente e dedicado.

Aplicou-se, de todo o coração, à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França e na Alemanha. 

Muitíssimas vezes, quando Pestalozzi era chamado pelos governos, para fundar institutos semelhantes ao de Yverdun, confiava a Denizard Rivail o encargo de o substituir na direção da sua escola. Linguista insigne, conhecia a fundo e falava corretamente o alemão, o inglês, o italiano e o espanhol; conhecia também o holandês, e podia facilmente exprimir-se nesta língua.

Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real de Arras, foi autor de numerosas obras de educação, dentre as quais podemos citar:
  • Plano Proposto para o Melhoramento da Instrução Pública (1828);
  • Curso Teórico e Prático de Aritmética, segundo o método Pestalozzi, para uso dos professores e mães de família (1829); 
  • Gramática Francesa Clássica (1831); 
  • Manual para Exames de Capacidade ; Solucões Racionais de Questões e problemas de Aritmética e Geometria (1846); 
  • Catecismo Gramatical da Língua Francesa (1848); 
  • Programas de cursos Ordinários de Física, Química, Astronomia e Fisiologia, que professava no Liceu Polimático; 
  • Ditados normais dos exames da Prefeitura e da Sorbone, acompanhados de Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849).
Além das obras didáticas, Rivail também fazia contabilidade de casas comerciais, passando então a ter uma vida tranquila em termos monetários. Seu nome era conhecido e respeitado e muitas de suas obras foram adotadas pela Universidade de França. No mundo literário, conhece a culta professora Amélia Gabrielle Boudet, com quem contrai matrimônio, no dia 6 de fevereiro de 1832. Em 1854, através de um amigo chamado Fortier, o professor Denizard ouve falar pela primeira vez sobre os fenômenos das mesas girantes, em moda nos salões europeus, desde a explosão dos fenômenos espíritas em 1848, na cidadezinha de Hydesville nos Estados Unidos, com as irmãs Fox. 

No ano seguinte, se interessou mais pelo assunto, pois soube tratar-se de intervenção dos Espíritos, informação dada pelo sr. Carlotti, seu amigo há 25 anos. Depois de algum tempo, em maio de 1855, ele foi convidado para participar de uma dessas reuniões, pelo Sr. Pâtier, um homem muito sério e instruído. 

O professor era um grande estudioso do magnetismo e aceitou participar, pensando tratar-se de fenômenos ligados ao assunto. Após algumas sessões, começou a questionar para descobrir uma resposta lógica que pudesse explicar o fato de objetos inertes emitirem mensagens inteligentes. Admirava-se com as manifestações, pois parecia-lhe que por detrás delas havia uma causa inteligente responsável pelos movimentos. Resolveu investigar, pois desconfiou que atrás daqueles fenômenos estava como que a revelação de uma nova lei.

As "forças invisíveis" que se manifestavam nas sessões de mesas falantes diziam que eram as almas de homens que já haviam vivido na Terra. O Codificador intrigava-se mais e mais. Num desses trabalhos, uma mensagem foi destinada especificamente a ele. Um Espírito chamado Verdade disse-lhe que tinha uma importante missão a desenvolver. Daria vida a uma nova doutrina filosófica, científica e religiosa. Kardec afirmou que não se achava um homem digno de uma tarefa de tal envergadura, mas que sendo o escolhido, tudo faria para desempenhar com sucesso as obrigações de que fora incumbido.

Allan Kardec iniciou sua observação e estudo dos fenômenos espíritas, com o entusiasmo próprio das criaturas amadurecidas e racionais, mas sua primeira atitude é a de ceticismo: "Eu crerei quando vir, e quando conseguirem provar-me que uma mesa dispõe de cérebro e nervos, e que pode se tornar sonâmbula; até que isso se dê, dêem-me a permissão de não enxergar nisso mais que um conto para provocar o sono".

Depois da estranheza e da descrença inicial, Rivail começa a cogitar seriamente na validade de tais fenômenos e continua em seus estudos e observações, mais e mais convencido da seriedade do que estava presenciando. Eis o que ele nos relata: "De repente encontrava-me no meio de um fato esdrúxulo, contrário, à primeira vista, às leis da natureza, ocorrendo em presença de pessoas honradas e dignas de fé. Mas a idéia de uma mesa falante ainda não cabia em minha mente".

O desenvolvimento da Codificação Espírita basicamente teve início na residência da família Baudin, no ano de 1855. Na casa havia duas moças que eram médiuns. Tratava-se de Julie e Caroline Baudin, de 14 e 16 anos, respectivamente. Através da "cesta-pião", um mecanismo parecido com as mesas girantes, Kardec fazia perguntas aos Espíritos desencarnados, que as respondiam por meio da escrita mediúnica. À medida que as perguntas do professor iam sendo respondidas, ele percebia que ali se desenhava o corpo de uma doutrina e se preparou para publicar o que mais tarde se transformou na primeira obra da Codificação Espírita.

A forma pela qual os Espíritos se comunicavam no princípio era através da cesta-pião que tinha um lápis em seu centro. As mãos das médiuns eram colocadas nas bordas, de forma que os movimentos involuntários, provocados pelos Espíritos, produzissem a escrita. Com o tempo, a cesta foi substituída pelas mãos dos médiuns, dando origem à conhecida psicografia. Das consultas feitas aos Espíritos, nasceu "O Livro dos Espíritos", lançado em 18 de abril de 1857, descortinando para o mundo todo um horizonte de possibilidades no campo do conhecimento.

A partir daí, Allan Kardec dedicou-se intensivamente ao trabalho de expansão e divulgação da Boa Nova. Viajou 693 léguas, visitou vinte cidades e assistiu mais de 50 reuniões doutrinárias de Espiritismo.

Pelo seu profundo e inexcedível amor ao bem e à verdade, Allan Kardec edificou para todo o sempre o maior monumento de sabedoria que a Humanidade poderia ambicionar, desvendando os grandes mistérios da vida, do destino e da dor, pela compreensão racional e positiva das múltiplas existências, tudo à luz meridiana dos postulados do Cristianismo.

Filho de pais católicos, Allan Kardec foi criado no Protestantismo, mas não abraçou nenhuma dessas religiões, preferindo situar-se na posição de livre pensador e homem de análise. Compungia-lhe a rigidez do dogma que o afastava das concepções religiosas. O excessivo simbolismo das teologias e ortodoxias, tornava-o incompatível com os princípios da fé cega.

Situado nessa posição, em face de uma vida intelectual absorvente, foi o homem de ponderação, de caráter ilibado e de saber profundo, despertado para o exame das manifestações das chamadas mesas girantes. A esse tempo o mundo estava voltado, em sua curiosidade, para os inúmeros fatos psíquicos que, por toda a parte, se registravam e que, pouco depois, culminaram no advento da altamente consoladora doutrina que recebeu o nome de Espiritismo, tendo como seu codificador, o educador emérito e imortal de Lyon.

O Espiritismo não era, entretanto, criação do homem e sim uma revelação divina à Humanidade para a defesa dos postulados legados pelo Rabi da Galiléia, numa quadra em que o materialismo avassalador conquistava as mais brilhantes inteligências e os cérebros proeminentes da Europa e das Américas.

A codificação da Doutrina Espírita colocou Kardec na galeria dos grandes missionários e benfeitores da Humanidade. A sua obra é um acontecimento tão extraordinário como a Revolução Francesa. Esta estabeleceu os direitos do homem dentro da sociedade, aquela instituiu os liames do homem com o universo, deu-lhe as chaves dos mistérios que assoberbavam os homens, dentre eles o problema da chamada morte, os quais até então não haviam sido equacionados pelas religiões. 

A missão do mestre, como havia sido prognosticada pelo Espírito de Verdade, era de escolhos e perigos, pois ela não seria apenas de codificar, mas principalmente de abalar e transformar a Humanidade. A missão foi-lhe tão árdua que, em nota de 1o. de janeiro de 1867, Kardec referia-se as ingratidões de amigos, a ódios de inimigos, a injúrias e a calúnias de elementos fanatizados. Entretanto, ele jamais esmoreceu diante da tarefa.

O seu pseudônimo, Allan Kardec, tem a seguinte origem: Uma noite, o Espírito que se autodenominava "Z", deu-lhe, por um médium, uma comunicação toda pessoal, na qual lhe dizia, entre outras coisas, tê-lo conhecido em uma precedente existência, quando, ao tempo dos Druidas, viviam juntos nas Gálias. 

Ele se chamava, então, Allan Kardec, e, como a amizade que lhe havia votado só fazia aumentar, prometia-lhe esse Espírito secundá-lo na tarefa muito importante a que ele era chamado, e que facilmente levaria a termo. No momento de publicar o Livro dos Espíritos, o autor ficou muito embaraçado em resolver como o assinaria, se com o seu nome - Denizard-Hippolyte-Léon Rivail, ou com um pseudônimo. 

Sendo o seu nome muito conhecido do mundo científico, em virtude dos seus trabalhos anteriores, e podendo originar uma confusão, talvez mesmo prejudicar o êxito do empreendimento, ele adotou o alvitre de o assinar com o nome de Allan Kardec, pseudônimo que adotou definitivamente.

 Em 1º de Janeiro de 1858 o missionário lionês publicou o primeiro número da Revista Espírita, que serviu como poderoso auxiliar para o desenvolvimento de seus trabalhos, trabalho que desenvolveu sem interrupção por 12 anos, até sua morte.

Deve figurar na sua relação de obras, não só por ter estado sob sua direção até 1869, como também porque as suas páginas expressam o pensamento e a ação do Codificador do Espiritismo.
Em 1º de abril de 1858, Allan Kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas - SPEE, que tinha por objetivo o estudo de todos os fenômenos relativos às manifestações espíritas e suas aplicações às ciências morais, físicas, históricas e psicológicas.

De 1855 a 1869, Allan Kardec consagrou sua existência ao Espiritismo. Sob a assistência dos Espíritos Superiores, representando o Espírito de Verdade, estabeleceu a Doutrina Espírita e trouxe aos homens o Consolador Prometido.

O Codificador desencarnou em Paris, no dia 31 de março de 1869, aos 65 anos de idade. Em seu tumulo está escrito : "Nascer, Morrer, Renascer ainda e Progredir sem cessar, tal é a Lei." 

- Livros que escreveu:

O Livro dos Espíritos (1857)

O que é o Espiritismo (1859)

O Livro dos Médiuns (1861)

O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864)

O Céu e o Inferno (1865)

A Gênese (1868)

Obras Póstumas (1890)

"Lembrando o Codificador da Doutrina Espírita é imperioso estejamos alerta em nossos deveres fundamentais. Convençamos-nos de que é necessário: Sentir Kardec; Estudar Kardec; Anotar Kardec; Meditar Kardec; Analisar Kardec; Comentar Kardec; Interpretar Kardec; Cultivar Kardec; Ensinar Kardec e Divulgar Kardec. Que é preciso cristianizar a humanidade é afirmação que não padece dúvida; entretanto, cristianizar, na Doutrina Espírita, é raciocinar com a verdade e construir com o bem de todos, para que, em nome de Jesus, não venhamos a fazer sobre a Terra mais um sistema de fanatismo e de negação."

- EMMANUEL
Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier "Reformador", março de 1961, FEB.

Leia também: Trechos do Evangelho para Leitura e Meditação

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Fonte: Com informações de: ruadasflores.com, Grupo Espírita Bezerra de Menezes e  Espirito.org.br

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Trechos do Evangelho para Leitura e Meditação




O Evangelho Segundo o Espiritismo é um livro espírita francês. De autoria de Allan Kardec. Foi publicado em Paris em 15 de abril de 1864 - Contendo o conjunto de ensinamentos transmitidos por Espíritos Superiores, ela é o roteiro para a reforma íntima guiada por Jesus para se alcançar a paz interior. 

O Codificador, Kardec, autor da obra,  nasceu Hyppolyte Leon Denizard Rivail (Allan Kardec), em 3 de outubro de 1804, em Lion (França), e desencarnou em Paris, no dia 31 de março de 1869, aos 65 anos de idade. Em seu túmulo está escrito: "Nascer, Morrer, Renascer ainda e Progredir sem cessar, tal é a Lei."

"Lembrando o Codificador da Doutrina Espírita é imperioso estejamos alerta em nossos deveres fundamentais. Convençamos-nos de que é necessário: Sentir Kardec; Estudar Kardec; Anotar Kardec; Meditar Kardec; Analisar Kardec; Comentar Kardec; Interpretar Kardec; Cultivar Kardec; Ensinar Kardec e Divulgar Kardec. Que é preciso cristianizar a humanidade é afirmação que não padece dúvida; entretanto, cristianizar, na Doutrina Espírita, é raciocinar com a verdade e construir com o bem de todos, para que, em nome de Jesus, não venhamos a fazer sobre a Terra mais um sistema de fanatismo e de negação."
EMMANUEL
(Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier "Reformador", março de 1961, FEB.)

"NÃO VIM DESTRUIR A LEI"

1. Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas: não os vim destruir, mas cumpri-los: - porquanto, em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, sem que tudo que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto.  
(São Mateus, cap. V, vv. 17 e 18.)

"MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO"

2.  Pilatos, tendo entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença, perguntou-lhe: És o rei dos judeus? – Respondeu-lhe Jesus: Meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é aqui.

Disse-lhe então Pilatos: És, pois, rei? – Jesus lhe respondeu: Tu o dizes; sou rei; não nasci e não vim a este mundo senão para dar testemunho da verdade. Aquele que pertence a verdade escuta a minha voz. 
(S. João, cap. XVIII, vv. 33,36 e 37.)

"HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI"

3. Não se turbe o vosso coração. – Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. – Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós ai estejais. 
(S. João, cap. XIV, vv. 1 a 3.)

"NINGUÉM PODERÁ VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO"

4. Jesus, tendo vindo as cercanias de Cesaréia de Filipe, Interrogou assim os seus discípulos: “Que dizem os homens, com relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou?” – Eles lhe responderam: “Dizem uns que és João Batista; outros,  que Elias; outros, que Jeremias, ou algum dos profetas.”- Perguntou-lhes Jesus:  “E vós, quem dizes que eu sou?” – Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” – Replicou-lhe Jesus: “Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está no reino dos céus.”
(S. Mateus, cap. XVI, vv. 13 a 17; S. Marcos, cap. VIII, vv. 27 a 30.)

5. Nesse ínterim, Herodes, o Tetrarca, ouvira falar de tudo o que fazia Jesus e seu espírito se achava em suspenso - porque uns diziam que João Batista ressuscitara dentre os mortos; outros que aparecia Elias; e outros que um dos antigos profetas ressuscitara. - Disse então Herodes: "Mandei cortar a cabeça a João Batista; quem é então esse de que ouço dizer tão grandes coisas? E ardia por vê-lo. 
(S. Marcos, cap. VI, vv.14 a 16; S. Lucas, cap.IX, vv.7a 9.)

6. (Após a transfiguração.) Seus discípulos então o interrogaram desta forma: "Por que dizem os escribas ser preciso que antes volte Elias?" - Jesus lhes respondeu: "É verdade que Elias e restabelecer todas as coisas: - mas, eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve. É assim que farão sofrer o Filho do Homem." - Então, seus discípulos compreenderam que fora de João Batista que ele falara.   
(S. Mateus, cap. XVII, vv. 10 a 13; - S. Marcos, cap. IX, vv. 11 a 13.)

7. Ora, entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodemos, senador dos judeus – que veio a noite ter com Jesus e lhe disse: “Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele”.

Disse-lhe Nicodemos: “Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda Vez?”

Jesus lhe respondeu: “Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”.

Retorquiu-lhe Jesus: “Em verdade, em verdade, digo-te: Se um homem não renasce da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. – O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. – Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. – O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas  não sabes donde vem ele, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo homem que é nascido do Espírito.”

Respondeu-lhe Nicodemos: “Como pode isso fazer-se?” – Jesus lhe observou: Pois quê! És mestre em Israel e ignoras estas coisas? Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. – Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do céu?” 
(S. João, cap. III, vv. 1 a 12.)

"BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS"

8. Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. - Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados.- Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. 
(S Mateus, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)

9. Bem-aventurados vós, que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. - Bem-aventurados vós , que agora tendes fome, porque sereis saciados. - Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis.
(S. Lucas, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Mas, ai de vós ricos! que tendes no mundo a vossa consolação . - Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. - Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar.  
(S. Lucas, cap. VI, vv. 24 e 25.)

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Fonte: Trechos transcritos da obra "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO" de Allan Kardec
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