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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Chico Xavier, Emmanuel e os Espíritos

 A Vida Pregressa de Emmanuel             


Após inúmeros contatos com Emmanuel, Chico conseguiu saber algo sobre a vida pregressa do espírito benfeitor: ele esteve na pele de um senador Romano da Judéia, Publius Lentulus, casado com Lívia, com quem teve um filha de nome Flávia. 

Sua vida era cercada de luxo e ostentação, totalmente devotada ao imperador César, enquanto que Lívia dedicou sua vida a Deus. Presenciou da arquibancada de honra do Circo Máximo, a execução da mulher que amava e que se convertera ao cristianismo, sem manifestar qualquer reação que impedisse a ocorrência funesta.

Desencarnou tragicamente, no ano de 79, em Pompéia, quando da erupção do Vesúvio. Anos mais tarde, reencarnou como Nestório, negro de grande cultura. Foi feito escravo pelos romanos e comprado por uma família nobre de Roma que o aproveitou como professor. 

Cristão desde a juventude, foi um dos assistentes das pregações evangélicas do apóstolo João Evangelista em Efeso. Freqüentava as reuniões nas catacumbas e, certa noite, na ausência do pregador Policarpo, substitui-o encaminhando a palestra. Após belíssimos ensinamentos, ele e todos os que o ouviram, foram presos e condenados a morrer a flechadas e a serem devorados pelas feras no Circo Máximo.

A mais recente reencarnação de Emmanuel teria sido como o Padre Manuel da Nóbrega, primeiro apóstolo do Brasil. Nasceu em Sanfins, Portugal, em 18 de outubro de 1517 e desencarnou no Rio de Janeiro, no Colégio dos Jesuítas, por ele mesmo construído, no ano de 1570, no mesmo dia e mês de seu nascimento, contando com 53 anos de idade sendo a tuberculose a causa de sua morte.

Mesmo sentindo que Chico estava preparado para receber mensagens psicografadas, Emmanuel impôs uma condição básica para trabalhar ao seu lado: que o médium seguisse, acima de tudo, os ensinamentos de Hippolyte Léon Denizard Rivail, cognominado Allan Kardec (03/10/1804 - 31/03/1869)

 Oração Nossa - Chico Xavier 

"Senhor,
ensina-nos a orar sem esquecer o trabalho,
a dar sem olhar a quem,
a servir sem perguntar até quando,
a sofrer sem magoar seja a quem for,
a progredir sem perder a simplicidade,
a semear o bem sem pensar nos resultados,
a desculpar sem condições ,
a marchar para a frente sem contar os obstáculos,
a ver sem malicia,
a escutar sem corromper os assuntos,
a falar sem ferir,
a compreender o próximo sem exigir entendimento,
a respeitar os semelhantes sem reclamar consideração,
a dar o melhor de nos,além da execução do próprio dever
sem cobrar taxas de reconhecimento.
Senhor,
fortalece em nós a paciência para com as dificuldades
dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros
para com as nossas próprias dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo
que não desejamos para nós.
Auxilia-nos sobretudo a reconhecer que a nossa
felicidade mais alta será invariavelmente 
àquela de cumprir os desígnios, onde e
como queiras, hoje, agora e sempre"

Emmanuel - Mensagem psicografada por Chico Xavier

 Mensagens Espírita 

TRANQÜILIDADE

"Comece o dia na luz da oração 
O amor de Deus nunca falha. 
Aceite qualquer dificuldade sem discutir. 
Hoje é o tempo de fazer o melhor. 
Trabalhe com alegria. 
O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço é um cadáver que pensa. 
Faça o bem quando possa. 
Cada criatura transita entre as próprias criações. 
Valorize os minutos. 
Tudo volta com exceção da hora perdida. 
Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações. 
Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio. 
Estime a simplicidade. 
O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte. 
Perdoe sem condições. 
Irritar-se é o melhor processo de perder. 
Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa. 
Experimente atender os familiares como você trata as visitas. 
Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo. 
Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo solitário era causa de Deus."

Autor: André Luiz 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier

DESEQUILÍBRIOS

"Inicio das grandes obsessões é semelhante à pequenina brecha no açude que por vezes não passa de pedra desconjuntada ou de fenda oculta. 

Os desequilíbrios da alma começam igualmente de quase nada, principalmente por atitudes e sentimentos aparentemente compreensíveis mas que, em muitas ocasiões, se deslocam no rumo de ásperas conseqüências. 

Desconfiança. 
Dúvida.
Irritação. 
Desânimo. 
Ressentimento. 
Impulsividade. 
Invigilância. 
Amargura. 
Tristeza sem nexo. 
Grito de cólera. 
Discussão sem proveito. 
Conversa vã. 
Visita inútil. 
Distração sem propósito. 

Na represa, ninguém pode prever os resultados da brecha esquecida. 

No caso da obsessão, porém, que, no fundo, se define por assunto de consciência, é imperioso que todos nós venhamos a reconhecer que, em toda e qualquer crise de fome, não é o pão que procura a boca."

Autor: Albino Teixeira 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier

DIANTE DAS PROVAÇÕES

"Diante das provas e tribulações do dia-a-dia, se pausarmos, vez em vez, por alguns instantes, para a necessária reflexão... 
E se no curso de nossas reflexões, ponderarmos nas bênçãos que temos recebido; 
Nas vantagens que usufruímos perante os companheiros em dificuldade maiores que as nossas na retaguarda; 
Na importância da indulgência; 
Nos resultados contraproducentes da irritação; 
No caráter destrutivo de quaisquer manifestações de rebeldia ou azedume; 
Nas lições que nos será possível obter dos obstáculos dignamente suportados; 
Nos donativos de calma e bondade que os outros esperam de nós, a fim de garantirem a segurança que lhes é própria; 
No significado das nossas atitudes de generosidade e entendimento; 
Nos lucros de ordem geral que será lícito auferir tolerância; 
E nos testemunhos de prudência e compreensão que todos podemos oferecer, colaborando com os Mensageiros do Cristo de Deus, na sustentação do bem e da paz, do bom ânimo e da alegria de todos aqueles que nos cercam na experiência comum, decerto que saberíamos colocar a esperança e o trabalho, acima de todas as desilusões e de todos os insucessos, sem nos afastar da paciência hora alguma."

Autor: Emmanuel 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier, in "Urgência"

CONVERSA DE GENTE MOÇA

"Paz e amor na reunião 
Coração calmo e contente. . . 
Isto me faz escrever 
A mocidade presente. 
Irmãos, a vocês aí, 
Que formam na juventude, 
Desejo posam fazer 
Tudo aquilo que não pude. 
Não acreditem na morte 
Em que o pijama se estraga, 
A vida, - benção de Deus, 
É luz que nunca se apaga. 
Conservem saúde e força 
Na paz do trabalho são. . . 
Por dentro do coração. 
Futuro? Pensem agora 
Na idéia melhor que há. . . 
Aquilo que a gente planta 
É aquilo que surgirá. 
Assunto de casamento, 
Anotem como se cria, 
O lar não pode nascer 
Em jogo de loteria. 
Tóxico é tempo perdido, 
Guardem juízo apurado; 
Dinheiro gasto em bolinha 
É futuro ao necessitado. 
O esquente não auxilia 
Mesmo nas horas de festa; 
Há muita pinga enfeitada 
Mas para vida não presta. 
Quanto ao mais, busquem Jesus 
E esquecem exemplos meus!... 
Mocidade para o bem 
É a senda que leva a Deus."

Autor: Jair Presente 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier

DINHEIRO

"O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada. 
Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la. 
Não é calor, contudo, adquire agasalho. 
Não é o poder da fé, mas alimenta a esperança. 
Não é amor, entretanto, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na proteção afetiva. 
Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso. 
Não é culta, mas apóia o livro. 
Não é visão, contudo, ampara o encontro de instrumentos que ampliam capacidade dos olhos. 
Não é base de cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio. 
Em suma, o dinheiro associado a consciência tranqüila, alavanca do trabalho e fonte da beneficência, apoio da educação e alicerce da alegria, é uma bênção do Céu que, de modo imediato, nem sempre faz felicidade, mas sempre faz falta."

Autor: Bezerra 
Psicografou: Francisco Cândido Xavier

NOTAS

"Há saúde do corpo e saúde da alma. Ambas devem esta juntas. 
Deus concede-nos recursos mil, cada dia, para alimentar-nos o espírito com as melhores emoções. 
Absorvemos os pensamentos uns dos outros. 
Auxilia a produção útil da natureza e estarás cooperando com a Providencia Divina. 
Cede ao próximo o pão que sobra em tua mesa e o Senhor te enriquecerá de bom animo e alegria. 
Atendendo a Deus, a Terra gasta milhões vidas, cada dia, a fim de sustentar-nos. 
Falar mal dos outros, ao invés de ajudá-los, é o mesmo que envolver nossos sentimentos 
em lama invisível, ao invés de fazê-los brilhar. 
Os frutos que te deliciam são os resultados de esforço daqueles que passaram no mundo, 
antes de ti. Prepara a sementeira de agora para os que virão no futuro. 
Planta uma arvore amiga e ajudarás aos que ajudam. 
Quem lança uma boa palavra 
De amor e consolação, 
Espalha por toda a Terra 
Os dons do Divino Pão."

Autor: Meimei 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier, in “Pai Nosso” (FEB)

TURMA

"Estamos por aqui, no frente à frente. 
Agradeço o papo, mas não esperem sermão. 
Transando atividades espirituais com vocês, não passo de garupeta. 
Se alguém disser para vocês que sou guia,Corrijam logo a palavra pra guiador, pois carango é comigo! 
Estou num gango assim tão legal que, sem esnobar conselho, digo pra vocês dez dicas que limpam a barra de qualquer batente em que o cara esteja. 
1.ª a primeira é uma daquelas que chegou ao mundo por Moisés – respeitar pais e mães; 
quem não puder seguir as modas dos bigs amizades que a terra nos puseram para jambar, deve agradecer a eles com atenção todo o bem que nos fazem. 
2.ª a segunda é agüentar as pontas e manter a garra nos estudos e no trabalho, para que ninguém fique encucado em bofunfa de papai.
3.ª a terceira é não caçar para não perder tempo, nem caminho. 
4.ª A Quarta é escolher com quem andam pra saber onde vão chegar. 
5.ª A Quinta é deixar a carranca pra quem gosta de fechar o pesqueiro e esperar pelo miserê. 
6.ª A Sexta é fugir de brisas e ervas mágicas pra não entregarem a rapadura, diante da vida. 
7.ª A sétima é não engrupir a ninguém e não se biritar para que não se envolvam em piadas e canória. 
8.ª A oitava pe reconhecer que revirar o sexo sem compromisso é brincar com fogo, buscando, ás vezes, loucura e doença, confa e balaço. 
9.ª A nona é auxiliar aos outros em tudo o que a gente consiga fazer o bem. 
10.ª A décima é confiar em Deus e saber que somos vistos pela Divina Providência , mesmo onde os tais imaginem estar sós. 
Quanto ao mais, procurarem não perder a disciplina com as pedreiras da vida, porquanto ganhar pedal nas praças do mundo não é maré mansa. 
Acertem os relógios com o Amigão Jesus Cristo, bola pra frente que já falei."

Autor: Augusto Cezar Netto 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier do livro "Falou e Disse".

 Francisco Cândido Xavier... 

Chico Xavier nasceu no dia 2 de abril de 1910 na pequena cidade de Pedro Leopoldo, situada a 35 quilômetros de Belo Horizonte. Filho do vendedor de bilhetes de loteria João Cândido Xavier e da dona-de-casa Maria João de Deus, ele manifestou cedo sua extraordinária capacidade de entrar em contato com o outro mundo. 

Já aos quatro anos, surpreendeu a todos ao explicar, em linguagem médica, o aborto de uma vizinha.“O que houve foi um problema de nidação inadequada do ovo, de modo que a criança adquiriu posição equitópica”, disse o pequeno Chico, repetindo o que lhe era soprado aos ouvidos por um espírito. 

Em 1932 foi publicada a primeira obra psicografada por Chico Xavier: Parnaso de Além-Túmulo, que reuniu 14 nomes da literatura brasileira, um coletânea de 56 poesias ditadas pelos espíritos de Augusto dos Anjos e castro Alves, entre outros, que causou polêmica no meio literário. 

Começou a promover reuniões em sua própria casa até fundar o Centro Espírita Luís Gonzaga. Só a partir de 1967 se torna habitual a psicografia de mensagens pessoais, que passam a ser recebidas todas as semanas, em sessão pública, em Uberaba. Até então eram raros os textos enviados por “mortos” a seus parentes através do médium. Ao longo de sua atividade ele psicografou e publicou mais de 400 livros com mensagens de espíritos. 

O dinheiro das vendas das publicações era revertido para obras de caridade. O médium Chico Xavier desencarnou em 30 de junho de 2002, aos 92 anos em Uberaba, Minas Gerais. Ele estava com vários problemas de saúde e teve uma parada cardíaca. Ele completaria 75 anos de atividade mediúnica em 8 de julho de 2002.

... valeu! Gratidão Chico!


quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Espiritismo veio para dialogar com o povo ou não?

por Jorge Hessen - http://jorgehessen.net/

Jorge Hessen
Alguns poucos confrades que conhecemos não acham os livros espíritas caros. Dizem que por trás dos livros há um trabalho de elaboração que é feito pela espiritualidade e pelo médium quando da criação da obra, que, em seguida, tem de chegar ao leitor (que pode pagar, obviamente!).

Esses partidários dos preços altos para livros espíritas tentam explicar que o livro surge através de gráficas, que têm necessidades urgentes como lucros para pagamentos de funcionários, material, manutenção e ampliação do parque gráfico; das livrarias que, como as gráficas, têm as suas necessidades semelhantes; dos centros espíritas que nem sempre se mantêm com as doações de seus associados e outras justificativas (impostas pelo sistema materialista).

Logicamente, dos arrazoados sobre o lucro não podemos discordar, mas qual lucro se visa atualmente? Há pessoas astutas e oportunistas ganhando muito dinheiro vendendo “espiritismo” de todas as formas possíveis e imagináveis (sobretudo pela internet). Claro, alguns com interesse meramente pessoal.

Vender livros espíritas a preços inacessíveis aos leitores pobres é uma violência moral contra o povo. Em época de Internet, e-book, iPad etc. etc. etc. Todavia, continua-se explorando os espíritas carentes, desempregados e a população pobre. Há aqueles que estão sedentos para PROIBIR a possibilidade de se baixar livros pela Internet. Algumas lideranças só pensam em lucro, em cifrões, em engendrar formas para tirar algum dinheiro dos espíritas. Até quando tais lideranças espíritas não terão a coragem de oferecer, sem maiores entraves materiais e financeiros, as verdades do Cristo aos corações aflitos e sedentos de conhecimento?

Nossa pugna pela Internet propõe possibilitar que as pessoas tenham acesso aos livros espíritas através da intensa divulgação que promovemos atualmente pelas vias virtuais, sem peso na consciência... Divulguemos a ideia da leitura pela rede mundial de computadores. Simples, fácil e custo zero. Basta apenas um computador em casa, uma lan house ou outros locais democratizados onde a mensagem e os livros possam chegar a qualquer pessoa, a qualquer hora. É lamentável que os diretores de algumas instituições "que lideram o movimento espírita" (com raras exceções) queiram tirar os recursos financeiros dos bolsos dos espíritas, esquecendo-se dos mais carentes (se tirassem dinheiro dos que podem pagar seria razoável).

Como se não bastasse, ainda há as promoções de eventos excludentes (seminários, congressos, simpósios, encontros “fraternos”), onerosos, caros, soberbos, luxuosos, destinados, claro! Para a elite aquinhoada. Entronizam-se shows de oratória retumbantes, com palestras repetidas e desnecessárias sob todos os pontos de vista, e ainda assim permanecem sob o guante do “canto de sereia” para arrecadar muito recurso financeiro dos outros como estivessem divulgando Espiritismo. Não estão!...

Ouço insistentemente nos diversos centros que frequento sobre práticas consideradas dispensáveis para a boa difusão do Espiritismo. Visitei várias localidades onde alguns divulgadores famosos são tidos como "mascates ambulantes do Espiritismo", porque agenciam oferta e venda livros, CDs e DVDs após suas “falas espetacularizadas” pelos rincões brasileiros em nome do “assistencialismo”. Essa escola (modelo) que ganhou fôlego após a desencarnação do Chico Xavier é, para mim, a deteriorização da proposta espírita destinada a todos, ao alcance de todos. Já escrevemos (várias vezes) sobre isso.

Prestemos muita atenção na entrevista que o Chico Xavier concedeu ao Dr. Jarbas Leone Varanda e publicada no jornal uberabense O Triângulo Espírita, de 20 de março de 1977, veiculada no Livro “Encontro no Tempo”, organizado por Hércio M.C. Arantes e publicado pela Editora IDE em 1979. O amoroso Chico Xavier advertiu que "é preciso fugir da tendência à ‘elitização’ no seio do movimento espírita (...) o Espiritismo veio para o povo. É indispensável que o estudemos junto com as massas mais humildes, social e intelectualmente falando, e delas nos aproximemos (...). Se não nos precavermos, daqui a pouco estaremos em nossas Casas Espíritas, apenas, falando e explicando o Evangelho de Cristo às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais (...)”.

Quando escrevemos o artigo “INDUSTRIALIZAÇÃO DE EVENTOS ESPÍRITAS "GRANDIOSOS"", o ex-reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, e escritor espírita, José Passini, afirmou: “Seu artigo, Jorge Hessen, deveria ser eternizado em placa de bronze e distribuído às instituições espíritas. Você acertou em cheio no monstro que desgraçadamente cresce em nosso meio.” Talvez a espiritualidade, consciente dos despropósitos sobre a desprezível ELITIZAÇÃO DO ESPIRITISMO esteja de alguma forma nos alertando para um tempo de profundas mudanças. Que e seja assim!

É muito triste testemunhar tudo isso sem utilizar a ferramenta da indignação, no caso a voz (escrita) e recomendar mudanças, nunca em nível pessoal, mas no campo das ideias. Sobre isso, faço a minha parte sem machucar minha consciência, graças a Deus!

Vamos dar um basta ao elitismo doutrinário. Ou o Espiritismo chega à massa dos invisíveis de cá, dos deserdados, ou perderá o foco e não terá mais sentido falar do Evangelho de Jesus através da Doutrina codificada por Allan Kardec.

___________________________________

A postagem acima é reprodução de postagem feita no blog ARTIGOS ESPÍRITAS - JORGE HESSEN, (http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/).  em 29/06/2011. Certamente foi escrita em tréplica aos comentários que o Jorge recebeu por sua postagem: "Por que os livros espíritas são tão caros?", feita uns dias antes, a qual também reproduzi aqui no final de junho, tendo em vista apenas fazer esta mensagem atingir o maior número de pessoas o quanto possível. Acho importante a conscientização de todos quanto a importância de compartilhar conhecimento.

Reconheci este texto como relevante não só à causa Espírita, e sim como de suma importância a todas as doutrinas e religiões que buscam a evolução do espírito humano. Independente da religião ou doutrina o Deus é um só e somos todos irmãos e irmãs de jornada.

Concordo que os livros estão caros e não são apenas os livros espíritas. Livros de Umbanda, evangélicos, místicos, técnicos, romances... o conhecimento paraece teimar em querer escolher as pessoas por suas posses em mais uma armadilha do capitalismo selvagem e predatório. Acredito que o saber, da mesma forma que não ocupa espaço, nos vem por iluminação e deve ser distribuido de maneira o mais democrática possível. Conhecimento compartilhado é a chave para evolução humana.

Vivemos em uma sociedade conectada em rede e também somos todos conectados espiritualmente. Se na internet não existe um servidor central, no Astral existe, Deus. Todo saber emana do Criador, através da iluminação do Espírito Santo. Seguindo os ensinamentos do Cristo, Oxalá, devemos dar de graça aquilo que de graça recebemos. Compartilhe e seja feliz, pois tudo aquilo que você fizer, um dia irá voltar para você, tenha certeza disso.

domingo, 26 de junho de 2011

Por que os livros espíritas são tão caros?


"Tenho recebido emails com insistentes propagandas para vendas de seminários pagos, congressos pagos, livros espíritas caros e quejandos. Recorri ao Evangelho Segundo o Espiritismo e constatei no Capítulo XXVI - "Dar de Graça o que de graça receber", quando Kardec cita o trecho de Mateus : "E entrou Jesus no Templo de Deus e lançava fora todos os que vendiam e compravam no Templo; e pôs por terra as mesas dos banqueiros e as cadeiras dos que vendiam pombas. E lhes disse: escrito está! A minha casa será chamada de casa de ORAÇÃO, mas vós a tendes feito covil de ladrões." No item 6 do capítulo Kardec ainda comenta: "Jesus expulsou os vendilhões do Templo. Com isso, condenou o trafico das coisas santas sob qualquer forma que seja. Deus não vende nem sua benção, nem o seu perdão, nem a entrada no Reino do Céu; assim, o homem não tem o direito de se fazer pagar.

Certa vez , após fazer comentários sobre livros espíritas que são vendidos a preços altos, um confrade nos retrucou: “os livros espíritas não são caros. O povo brasileiro é que ganha pouco.”(!?) Em seguida outra ouvinte argumentou: “Os livros espíritas devem ser vendidos a preço de mercado.” Explicamos aos interlocutores que o livro espírita deveria ser vendido a preço MUITO abaixo de mercado, SIM! Até porque vendê-lo barato não significaria desvalorizar a nossa doutrina e, muitíssimo menos estaríamos propondo ostentação de uma humildade aparente.

Um livro de preço mais acessível a todos vai despertar o interesse pela leitura, sem dúvida nenhuma. Em verdade, os espíritas assalariados ou até mesmo DESEMPREGADOS não têm acessos aos bons livros de André Luiz , por exemplo. Por essa razão, os menos afortunados não adquiriram cultura de ler, pois os livros sempre lhe foram negados pelo famigerado mercado. É inaceitável a velha cantilena de que se o livro for gratuito mesmo assim o espírita pobre não se interessará em lê-lo.
Um outro argumentou: “Há muitas bibliotecas espíritas disponibilizando livros para empréstimo, a custo zero, no entanto vivem às moscas. Basta pesquisar, no Brasil inteiro.” Embora, aparentemente correta a opinião ela não se sustenta em si, até porque não há pesquisa para sua comprovação - portanto - argumento falsíssimo.

Em verdade, os livros espíritas podem ser escritos de algumas maneiras: psicografados (quando são ditados pelos espíritos através de médiuns), intuídos (quando o autor se vale da intuição), fruto de pesquisa (quando o autor recorre às fontes e tece seus comentários), etc... Cada tipo de livro e autor buscam abordar o Espiritismo por certos aspectos, seja filosófico, moral (religioso) ou científico, a fim de que todos os campos da literatura sejam preenchidos e estudados à luz da Doutrina Espirita. As Obras da Codificação (Pentateuco kardeciano) nos explicam e auxiliam a vivenciar o Espiritismo Cristão e norteiam nossos caminhos como seguidores do Cristo. A apropriação do conhecimento doutrinário deve ser obtida obrigatoriamente através dos livros publicados por Allan Kardec e das obras literárias complementares que estão disponíveis em diversos títulos que permitem ao leitor avançar no conhecimento da Terceira Revelação. São livros para estudos, dos mais simples aos mais avançados, e livros para reflexão, que nos fazem repensar nosso modo de viver e a forma de construirmos uma vida mais equilibrada.


Os romances já consagrados (sérios), são muito populares entre os leitores, e narram a vivência do Espiritismo no dia-a-dia, não só em histórias e crônicas contadas por espíritos que as vivenciaram, mas também com histórias desenvolvidas por autores sob boas inspirações. Nos livros romanceados, existem aqueles que trazem temas destinados aos jovens e abordam assuntos específicos dos conflitos da adolescência, para que os mesmos se interessem pela literatura espírita. Há os livros infantis, escritos sempre de maneira simples e divertida, contendo ilustrações atrativas, com histórias de fácil compreensão e assimilação que propõem introduzir a criança ao Espiritismo cristão.

Em verdade, a literatura espírita é riquíssima e bastante ampla. Através dela podemos encontrar as respostas a todos nossos questionamentos pessoais, além de perceber que o mundo espiritual está muito mais presente em nosso cotidiano do que imaginamos. Por tudo isso, vale aqui algumas considerações , a propósito de como o livro espírita tem chegado ao leitor e este ao livro.

O que e como fazer a respeito da comercialização dos princípios espíritas através dos livros, sem contradizer com o compromisso doutrinário que deve favorecer o diálogo com o povo, especialmente os menos favorecidos materialmente?

Não vão nossas palavras destinadas àqueles que revertem os lucros do livro espírita em prol das comprovadas obras assistenciais (creches, asilos, hospitais etc...), mas para editoras que industrializam livros espíritas a preços escorchantes, excluindo os espíritas menos aquinhoados do nosso País.

Não cremos que o materialismo esteja sendo cada dia mais desmoralizado, como sói acreditar alguns "espíritas" (ora! a ganância ao lucro é atitude materialista indiscutivelmente). A rigor, os livros espíritas, que poderiam ajudar a população a se espiritualizar, estão cada vez mais inacessíveis e estão tornando-se artigo de luxo. Não estamos exagerando , não!!Existem publicações de livros confeccionados ricamente com capas duras e douradas, desenhadas, charmosas , que custam “o olho da cara”! (como dizia minha avó paterna). Obviamente, essas relíquias são destinados aos endinheirados. Mas, e os livros – digamos - mais populares? Até mesmo esses têm preços bastante impopulares.

O Brasil está entre os sete países com maior desigualdade social do Planeta.

Na "Pátria do Evangelho" há uma multidão de brasileiros sedenta de conhecimento espírita começando a se interessar pelos livros. Parte desse contingente ou está DESEMPREGADA, ou é assalariada, trabalhadora honesta que pega no batente de sol a sol, e mal consegue recursos financeiros para transporte, aluguel, água , luz, remédios e até para comer a fim de sobreviver com dignidade. Será que nossos confrades menos favorecidos materialmente permanecerão no Espiritismo quando se sentirem aviltados nos seus bolsos em face da exploração comercial do livro?
Há pessoas que se deixam enganar com muita facilidade e acabam acreditando que “tudo tem que ser bem caro” e defendem essa idéia porque os conceitos espíritas têm muita qualidade. (pasmem!) Essa é uma opinião e como toda opinião pode ser respeitada! Porém não necessariamente aceita, por ser uma troça para confrades que sobrevivem de salários.

Sabe-se que Chico Xavier, ao doar suas produções psicográficas, durante a sua missão do livro , o fez pensando nos trabalhos em prol dos carentes e não para manter grupos de elite fechados em seus insofreáveis pendores de exploração comercial das coisas divinas.

O médium mineiro , logo quando começou a psicografar e ao saber e ver seus livros sendo vendidos , exclamou: - Que ótimo! Mas, eu ainda acho que devíamos é pagar as pessoas para lerem os livros que psicografo.

Não creio que o Chico tenha se exagerado, nessa espontânea manifestação, até porque, ciente do valor do conteúdo dos livros e como instrumento dos espíritos que publicou, ele quis mostrar que não psicografava para ganhar dinheiro e sim pelo bem que os livros fariam às pessoas de TODAS AS CLASSES SOCIAIS.

Creio que o livro espírita , se não pode ser gratuito (em face do custo de produção pelo menos que seja baratinho) isso é uma estratégia verdadeiramente cristã, principalmente em época de Internet que tem democratizado o acesso aos livros por qualquer pessoa, graças a Deus!"

* Jorge Hessen, nascido no Rio de Janeiro a 18/08/1951, Servidor Publico Federal, residente em Brasília desde 1972. Formado em Estudos Sociais com ênfase em Geografia e Bacharel e Licenciado em História pela UnB. Escritor livros publicados: Luz na Mente publicada pela Edicel, Praeiro, um Peregrino nas Terras do Pantanal publicado pela Ed do Jornal Diário de Cuiabá/MT, Anuário Histórico Espírita 2002, uma coletânea de diversos autores e trabalhos históricos de todo o Brasil, coordenado pelo Centro de Documentação Histórica da União das Sociedades Espíritas de São Paulo - USE. Articulista com textos publicados na Revista Reformador da FEB, O Espírita de Brasília, O Imortal, Revista Internacional do Espiritismo, O Médium de Juiz de Fora, Brasília Espírita, Mato Grosso Espírita, Jornal União da Federação Espírita do DF. Artigos publicados na WEB da Federação Espírita Espanhola, l'Encyclopédie Spirite. Revista eletrônica O Consolador, da Espiritismogi.com.br, Panorama Espírita, Garanhuns Espírita e outros portais. http://jorgehessen.net


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Trechos do Evangelho para Leitura e Meditação *

Trechos transcritos da obra "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO" de Allan Kardec


"NÃO VIM DESTRUIR A LEI"

1. Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas: não os vim destruir, mas cumpri-los: - porquanto, em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, sem que tudo que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto. (São Mateus, cap. V, vv. 17 e 18.)

"MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO"

2. Pilatos, tendo entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença, perguntou-lhe: És o rei dos judeus? – Respondeu-lhe Jesus: Meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é aqui.

Disse-lhe então Pilatos: És, pois, rei? – Jesus lhe respondeu: Tu o dizes; sou rei; não nasci e não vim a este mundo senão para dar testemunho da verdade. Aquele que pertence a verdade escuta a minha voz. (S. João, cap. XVIII, vv. 33,36 e 37.)

"HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI"

3. Não se turbe o vosso coração. – Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. – Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós ai estejais. (S. João, cap. XIV, vv. 1 a 3.)

"NINGUÉM PODERÁ VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER NOVAMENTE"

4. Jesus, tendo vindo as cercanias de Cesaréia de Filipe, Interrogou assim os seus discípulos: “Que dizem os homens, com relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou?” – Eles lhe responderam: “Dizem uns que és João Batista; outros, que Elias; outros, que Jeremias, ou algum dos profetas.”- Perguntou-lhes Jesus: “E vós, quem dizes que eu sou?” – Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” – Replicou-lhe Jesus: “Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está no reino dos céus.” (S. Mateus, cap. XVI, vv. 13 a 17; S. Marcos, cap. VIII, vv. 27 a 30.)

5. Nesse ínterim, Herodes, o Tetrarca, ouvira falar de tudo o que fazia Jesus e seu espírito se achava em suspenso - porque uns diziam que João Batista ressuscitara dentre os mortos; outros que aparecia Elias; e outros que um dos antigos profetas ressuscitara. - Disse então Herodes: "Mandei cortar a cabeça a João Batista; quem é então esse de que ouço dizer tão grandes coisas? E ardia por vê-lo. (S. Marcos, cap. VI, vv.14 a 16; S. Lucas, cap.IX, vv.7a 9.)

6. (Após a transfiguração.) Seus discípulos então o interrogaram desta forma: "Por que dizem os escribas ser preciso que antes volte Elias?" - Jesus lhes respondeu: "É verdade que Elias e restabelecer todas as coisas: - mas, eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve. É assim que farão sofrer o Filho do Homem." - Então, seus discípulos compreenderam que fora de João Batista que ele falara. (S. Mateus, cap. XVII, vv. 10 a 13; - S. Marcos, cap. IX, vv. 11 a 13.)

7. Ora, entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodemos, senador dos judeus – que veio a noite ter com Jesus e lhe disse: “Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele”.

Disse-lhe Nicodemos: “Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda Vez?”

Jesus lhe respondeu:  “Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”.  Retorquiu-lhe Jesus: “Em verdade, em verdade, digo-te: Se um homem não renasce da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. – O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. – Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. – O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem ele, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo homem que é nascido do Espírito.”

Respondeu-lhe Nicodemos: “Como pode isso fazer-se?” – Jesus lhe observou: Pois quê! És mestre em Israel e ignoras estas coisas? Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. – Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do céu?” (S. João, cap. III, vv. 1 a 12.)

"BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS"

8. Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. - Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados.- Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (S Mateus, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)

9. Bem-aventurados vós, que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. - Bem-aventurados vós , que agora tendes fome, porque sereis saciados. - Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. Lucas, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Mas, ai de vós ricos! que tendes no mundo a vossa consolação . - Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. - Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. Lucas, cap. VI, vv. 24 e 25.)


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