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quarta-feira, 15 de junho de 2022

Quanto mais incluímos os outros, mais as coisas vêm até nós

"As pessoas prejudicam inconscientemente o seu próprio trabalho ao recusarem ajudar os outros ou dar-lhes informações, ou ainda ao tentarem enfraquecê-los insidiosamente para não serem mais bem sucedidos ou para não obterem mais crédito do que «elas próprias». A entreajuda é o oposto do ego, exceto se tiver algum interesse secundário.   O ego não sabe que quanto mais incluímos os outros, mais suavemente as coisas fluem e mais facilmente vêm até nós. Quando a ajuda que damos aos outros é pouca ou nenhuma, ou quando colocamos obstáculos no seu caminho, a ajuda que o Universo nos dá - sob a forma de pessoas e circunstâncias - é pouca ou nenhuma, pois cortámos a nossa ligação com o todo.   A sensação fundamental e inconsciente do ego de «não ser/ter o suficiente» fá-lo reagir ao êxito de outra pessoa como se esse êxito tivesse retirado alguma coisa de «si próprio». O ego não sabe que o nosso ressentimento em relação ao êxito de outra pessoa reduz as nossas próprias hipóteses de êxito. Para atrair a boa sorte, é preciso acolhê-la onde quer que a vejamos."  Eckhart Tolle

"As pessoas prejudicam inconscientemente o seu próprio trabalho ao recusarem ajudar os outros ou dar-lhes informações, ou ainda ao tentarem enfraquecê-los insidiosamente para não serem mais bem sucedidos ou para não obterem mais crédito do que «elas próprias». A entreajuda é o oposto do ego, exceto se tiver algum interesse secundário. 

O ego não sabe que quanto mais incluímos os outros, mais suavemente as coisas fluem e mais facilmente vêm até nós. Quando a ajuda que damos aos outros é pouca ou nenhuma, ou quando colocamos obstáculos no seu caminho, a ajuda que o Universo nos dá - sob a forma de pessoas e circunstâncias - é pouca ou nenhuma, pois cortámos a nossa ligação com o todo. 

A sensação fundamental e inconsciente do ego de «não ser/ter o suficiente» fá-lo reagir ao êxito de outra pessoa como se esse êxito tivesse retirado alguma coisa de «si próprio». O ego não sabe que o nosso ressentimento em relação ao êxito de outra pessoa reduz as nossas próprias hipóteses de êxito. Para atrair a boa sorte, é preciso acolhê-la onde quer que a vejamos."

Eckhart Tolle (Um Novo Mundo)


sábado, 3 de março de 2018

Um mundo melhor: Atitudes cristãs que você pode ter no dia-a-dia




Mudar o mundo sozinho não é possível. Mas, como na história em que um passarinho carrega no bico um pouquinho de agua para apagar o incêndio da floresta, é importante que cada aça a sua parte. E nada traz mais satisfação interior do que contribuir para tornar o lugar em que vivemos mais harmonioso.

Saiba ouvir

Talvez você imagine que não tenha nada a oferecer para o próximo. Pode ser, inclusive, que você também passe por dificuldades. Mas saiba que escutar alguém já é uma forma muito lida de ajudar. Ter uma pessoa para ouvir um desabafo pode ser decisivo para aliviar o corações de quem está aflito. Por mais que a vida seja corrida e difícil, procure ser atenciosa, mostre respeito pelos outros. Essa atitude ajuda a tornar o dia de alguém mais feliz, renovando as esperanças dessa pessoa.

Pratique a caridade

Separe as roupas que não vai usar mais, como aquelas que já não servem mais para seus filhos, e doe a quem precisa. Essas peças serão muito úteis para quem não tem o que vestir. Você pode levar-las ao albergue de sua cidade, depositaram-se-las em caixas de campanha do agasalho ou entrega-las a alguém que bata à sua porta pedindo ajuda.

Mesmo que não tenha algo material para doar, procure contribuir com quem mais necessita, dedicando a essas pessoas parte do seu tempo. Por exemplo, se sua comunidade está organizando uma refeição para pessoas carentes, ainda que não possa contribuir com mantimentos, ofereça-se para ajudar a preparar os alimentos.

Valorize os mais velhos

Quando for possível, faça uma visita a um asilo. Muitos dos idosos que se encontram nessas casas sentem falta de conversar com outras pessoas. Às vezes, as famílias não os visitam com tanta frequência e, além da saudade, sofrem com a dor da solidão. Essas pessoas que atualmente se sentem solitárias e esquecidas, já foram produtivas e contribuíram, cada um a sua forma, com o mundo. Então faça com que se sintam respeitadas e valorizadas, fazendo-lhes uma visitado vez em quando, dando-lhes a oportunidade de serem ouvidos, para que possam contar a história do que representaram no passado.

Respeite a natureza

É incrível e lamentável que, ainda nos dias de hoje, em que tanto se fala sobre a necessidade de conservação dos recursos naturais, presenciamos uma cena como alguém jogando uma lata de refrigerante pelo vidro do carro. Essa mesma lata é arrastada por correntezas, entope bueiros e, quando há chuvas fortes, contribui para provocar enchentes e alagamentos. Antes de cobrar que as autoridades solucionem esses problemas, devemos fazer a nossa parte. Precisamos, também, explicar aos outros a importância de atitudes como jogar o lixo nos locais adequados e separar o que pode ser reciclado.
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Fonte: "Salmos e Anjos" - Editora Alto Astral - n° 106 pg. 8 e 9

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Espiritismo veio para dialogar com o povo ou não?

por Jorge Hessen - http://jorgehessen.net/

Jorge Hessen
Alguns poucos confrades que conhecemos não acham os livros espíritas caros. Dizem que por trás dos livros há um trabalho de elaboração que é feito pela espiritualidade e pelo médium quando da criação da obra, que, em seguida, tem de chegar ao leitor (que pode pagar, obviamente!).

Esses partidários dos preços altos para livros espíritas tentam explicar que o livro surge através de gráficas, que têm necessidades urgentes como lucros para pagamentos de funcionários, material, manutenção e ampliação do parque gráfico; das livrarias que, como as gráficas, têm as suas necessidades semelhantes; dos centros espíritas que nem sempre se mantêm com as doações de seus associados e outras justificativas (impostas pelo sistema materialista).

Logicamente, dos arrazoados sobre o lucro não podemos discordar, mas qual lucro se visa atualmente? Há pessoas astutas e oportunistas ganhando muito dinheiro vendendo “espiritismo” de todas as formas possíveis e imagináveis (sobretudo pela internet). Claro, alguns com interesse meramente pessoal.

Vender livros espíritas a preços inacessíveis aos leitores pobres é uma violência moral contra o povo. Em época de Internet, e-book, iPad etc. etc. etc. Todavia, continua-se explorando os espíritas carentes, desempregados e a população pobre. Há aqueles que estão sedentos para PROIBIR a possibilidade de se baixar livros pela Internet. Algumas lideranças só pensam em lucro, em cifrões, em engendrar formas para tirar algum dinheiro dos espíritas. Até quando tais lideranças espíritas não terão a coragem de oferecer, sem maiores entraves materiais e financeiros, as verdades do Cristo aos corações aflitos e sedentos de conhecimento?

Nossa pugna pela Internet propõe possibilitar que as pessoas tenham acesso aos livros espíritas através da intensa divulgação que promovemos atualmente pelas vias virtuais, sem peso na consciência... Divulguemos a ideia da leitura pela rede mundial de computadores. Simples, fácil e custo zero. Basta apenas um computador em casa, uma lan house ou outros locais democratizados onde a mensagem e os livros possam chegar a qualquer pessoa, a qualquer hora. É lamentável que os diretores de algumas instituições "que lideram o movimento espírita" (com raras exceções) queiram tirar os recursos financeiros dos bolsos dos espíritas, esquecendo-se dos mais carentes (se tirassem dinheiro dos que podem pagar seria razoável).

Como se não bastasse, ainda há as promoções de eventos excludentes (seminários, congressos, simpósios, encontros “fraternos”), onerosos, caros, soberbos, luxuosos, destinados, claro! Para a elite aquinhoada. Entronizam-se shows de oratória retumbantes, com palestras repetidas e desnecessárias sob todos os pontos de vista, e ainda assim permanecem sob o guante do “canto de sereia” para arrecadar muito recurso financeiro dos outros como estivessem divulgando Espiritismo. Não estão!...

Ouço insistentemente nos diversos centros que frequento sobre práticas consideradas dispensáveis para a boa difusão do Espiritismo. Visitei várias localidades onde alguns divulgadores famosos são tidos como "mascates ambulantes do Espiritismo", porque agenciam oferta e venda livros, CDs e DVDs após suas “falas espetacularizadas” pelos rincões brasileiros em nome do “assistencialismo”. Essa escola (modelo) que ganhou fôlego após a desencarnação do Chico Xavier é, para mim, a deteriorização da proposta espírita destinada a todos, ao alcance de todos. Já escrevemos (várias vezes) sobre isso.

Prestemos muita atenção na entrevista que o Chico Xavier concedeu ao Dr. Jarbas Leone Varanda e publicada no jornal uberabense O Triângulo Espírita, de 20 de março de 1977, veiculada no Livro “Encontro no Tempo”, organizado por Hércio M.C. Arantes e publicado pela Editora IDE em 1979. O amoroso Chico Xavier advertiu que "é preciso fugir da tendência à ‘elitização’ no seio do movimento espírita (...) o Espiritismo veio para o povo. É indispensável que o estudemos junto com as massas mais humildes, social e intelectualmente falando, e delas nos aproximemos (...). Se não nos precavermos, daqui a pouco estaremos em nossas Casas Espíritas, apenas, falando e explicando o Evangelho de Cristo às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais (...)”.

Quando escrevemos o artigo “INDUSTRIALIZAÇÃO DE EVENTOS ESPÍRITAS "GRANDIOSOS"", o ex-reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, e escritor espírita, José Passini, afirmou: “Seu artigo, Jorge Hessen, deveria ser eternizado em placa de bronze e distribuído às instituições espíritas. Você acertou em cheio no monstro que desgraçadamente cresce em nosso meio.” Talvez a espiritualidade, consciente dos despropósitos sobre a desprezível ELITIZAÇÃO DO ESPIRITISMO esteja de alguma forma nos alertando para um tempo de profundas mudanças. Que e seja assim!

É muito triste testemunhar tudo isso sem utilizar a ferramenta da indignação, no caso a voz (escrita) e recomendar mudanças, nunca em nível pessoal, mas no campo das ideias. Sobre isso, faço a minha parte sem machucar minha consciência, graças a Deus!

Vamos dar um basta ao elitismo doutrinário. Ou o Espiritismo chega à massa dos invisíveis de cá, dos deserdados, ou perderá o foco e não terá mais sentido falar do Evangelho de Jesus através da Doutrina codificada por Allan Kardec.

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A postagem acima é reprodução de postagem feita no blog ARTIGOS ESPÍRITAS - JORGE HESSEN, (http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/).  em 29/06/2011. Certamente foi escrita em tréplica aos comentários que o Jorge recebeu por sua postagem: "Por que os livros espíritas são tão caros?", feita uns dias antes, a qual também reproduzi aqui no final de junho, tendo em vista apenas fazer esta mensagem atingir o maior número de pessoas o quanto possível. Acho importante a conscientização de todos quanto a importância de compartilhar conhecimento.

Reconheci este texto como relevante não só à causa Espírita, e sim como de suma importância a todas as doutrinas e religiões que buscam a evolução do espírito humano. Independente da religião ou doutrina o Deus é um só e somos todos irmãos e irmãs de jornada.

Concordo que os livros estão caros e não são apenas os livros espíritas. Livros de Umbanda, evangélicos, místicos, técnicos, romances... o conhecimento paraece teimar em querer escolher as pessoas por suas posses em mais uma armadilha do capitalismo selvagem e predatório. Acredito que o saber, da mesma forma que não ocupa espaço, nos vem por iluminação e deve ser distribuido de maneira o mais democrática possível. Conhecimento compartilhado é a chave para evolução humana.

Vivemos em uma sociedade conectada em rede e também somos todos conectados espiritualmente. Se na internet não existe um servidor central, no Astral existe, Deus. Todo saber emana do Criador, através da iluminação do Espírito Santo. Seguindo os ensinamentos do Cristo, Oxalá, devemos dar de graça aquilo que de graça recebemos. Compartilhe e seja feliz, pois tudo aquilo que você fizer, um dia irá voltar para você, tenha certeza disso.

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