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segunda-feira, 20 de julho de 2020

Prece para pedir proteção e forças a Jesus (Zíbia Gasparetto)

Senhor Jesus. Mestre generoso, humildemente rogamos proteção.  Sentimos que sempre nos tem assistido, mas Senhor, não temos tido condições e forças para nos manter sob sua tutela amorosa, espíritos enfermos que somos, inseguros e fracos.  Temos errado muito, Senhor, temos nos afastado das leis santas do criador. Por isso sofremos e nos emaranhamos nas provações sem fim.  Entretanto, Senhor, agora desejamos nos libertar deste passado doloroso. Almejamos alçar vôo rumo aos planos superiores da vida!  Aspiramos, Mestre, ser felizes para sempre, na renovação e no progresso da vida maior. Sustenta-nos nas horas de provação e de luta para que não venhamos a perder o fruto de anos e anos de trabalho incessante, no momento mesmo de colhê-lo!  Dai-nos forças para manter acesa a chama viva da fé, resignados e fortes, ainda quando tudo e todos estejam aparentemente contra nós. Ainda que a dor nos atormente.  Piedade Senhor, para nossos inimigos! Ajuda-nos a perdoar do fundo das nossas almas como na hora extrema o Senhor perdoou a seus algozes.  Abençoa-nos e ampara-nos agora e sempre!

"Senhor Jesus. Mestre generoso, humildemente rogamos proteção.

Sentimos que sempre nos tem assistido, mas Senhor, não temos tido condições e forças para nos manter sob sua tutela amorosa, espíritos enfermos que somos, inseguros e fracos.

Temos errado muito, Senhor, temos nos afastado das leis santas do criador. Por isso sofremos e nos emaranhamos nas provações sem fim.

Entretanto, Senhor, agora desejamos nos libertar deste passado doloroso. Almejamos alçar vôo rumo aos planos superiores da vida!

Aspiramos, Mestre, ser felizes para sempre, na renovação e no progresso da vida maior. Sustenta-nos nas horas de provação e de luta para que não venhamos a perder o fruto de anos e anos de trabalho incessante, no momento mesmo de colhê-lo!

Dai-nos forças para manter acesa a chama viva da fé, resignados e fortes, ainda quando tudo e todos estejam aparentemente contra nós. Ainda que a dor nos atormente.

Piedade Senhor, para nossos inimigos! Ajuda-nos a perdoar do fundo das nossas almas como na hora extrema o Senhor perdoou a seus algozes.

Abençoa-nos e ampara-nos agora e sempre!"

Que assim seja!
____
Fonte: reprodução de oração de Bertrand, personagem do livro 'Entre o amor e a guerra', de Zíbia Gasparetto - Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais - Imagem: foto da página com a oração, via @Cosmos63622849 (Twitter)

       

terça-feira, 9 de junho de 2020

"O psicógrafo": André Luiz, in "Missionários da Luz" (Chico Xavier)

"1 Encerrada a conversação, referente aos problemas de intercâmbio com os habitantes da Esfera carnal, o Instrutor Alexandre, que desempenha elevadas funções em nosso Plano, dirigiu-me a palavra, gentilmente:

— Compreendo seu desejo. Se quiser, poderá acompanhar-me ao nosso núcleo, em momento oportuno.

— Sim — respondi, encantado —, a questão mediúnica é fascinante.

O interlocutor sorriu benevolentemente e concordou:

— De fato, para quem lhe examine os ascendentes morais.

Marcou-se, mais tarde, a noite de minha visita e esperei os ensinamentos práticos, alimentando indisfarçável interesse.

Surgida a oportunidade, vali-me da prestigiosa influência para ingressar no espaçoso e velho salão, onde Alexandre desempenha atribuições na chefia.

Dentre as dezenas de cadeiras, dispostas em filas, somente dezoito permaneciam ocupadas por pessoas terrestres, autênticas. As demais atendiam à massa invisível aos olhos comuns do Plano físico.

Grande assembleia de almas sofredoras. Público extenso e necessitado.

Reparei que fios luminosos dividiam os assistentes da região espiritual em turmas diferentes. Cada grupo exibia características próprias. Em torno das zonas de acesso, postavam-se corpos de guarda, e compreendi, pelo vozerio do exterior, que, também ali, a entrada dos desencarnados obedecia a controle significativo. As entidades necessitadas, admitidas ao interior, mantinham discrição e silêncio.


2 Entrei cauteloso, sem despertar atenção na assembleia que ouvia, emocionadamente, a palavra generosa e edificante de operoso instrutor da casa.

Grande número de cooperadores velavam, atentos. E, enquanto o devotado mentor falava com o coração nas palavras, os dezoito companheiros encarnados demoravam-se em rigorosa concentração do pensamento, elevado a objetivos altos e puros. Era belo sentir-lhes a vibração particular. Cada qual emitia raios luminosos, muito diferentes entre si, na intensidade e na cor. Esses raios confundiam-se à distância aproximada de sessenta centímetros dos corpos físicos e estabeleciam uma corrente de força, bastante diversa das energias de nossa Esfera. Essa corrente não se limitava ao círculo movimentado. Em certo ponto, despejava elementos vitais, à maneira de fonte miraculosa; com origem nos corações e nos cérebros humanos que aí se reuniam. As energias dos encarnados casavam-se aos fluidos vigorosos dos trabalhadores de nosso Plano de ação, congregados em vasto número, formando precioso armazém de benefícios para os infelizes, extremamente apegados ainda às sensações fisiológicas.

Semelhantes forças mentais não são ilusórias, como pode parecer ao raciocínio terrestre, menos esclarecido quanto às reservas infinitas de possibilidades além da matéria mais grosseira.


3 Detinha-me na observação dos valores novos de meu aprendizado, quando o meu amigo, terminada a dissertação consoladora, me solicitou a presença nos serviços mediúnicos.

Demonstrando-se interessado no aproveitamento integral do tempo, foi muito comedido nas saudações.

— Não podemos perder os minutos — informou.

E, designando reduzido grupo de seis entidades próximas, esclareceu:

— Esperam, ali, os amigos autorizados.

— À comunicação? — indaguei.

O instrutor fez um sinal afirmativo e acrescentou:

— Nem todos, porém, conseguem o intuito à mesma hora. Alguns são obrigados a esperar semanas, meses, anos…

— Não supunha tão difícil a tarefa — aduzi, espantado.

— Verá — falou Alexandre, gentil.

E dirigindo-se para um rapaz que se mantinha em profunda concentração, cercado de auxiliares de nosso Plano, explicou, atencioso:

— Temos seis comunicantes prováveis, mas, na presente reunião, apenas compareceu um médium em condições de atender. Desde já, portanto, somos obrigados a considerar que o grupo de aprendizes e obreiros terrestres somente receberá o que se relacione com o interesse coletivo. Não há possibilidade para qualquer serviço extraordinário.

— Julguei que o médium fosse a máquina, acima de tudo — ponderei.

— A máquina também gasta — observou o instrutor — e estamos diante de maquinismo demasiadamente delicado.

Fixando-me a expressão espantadiça, Alexandre continuou:

— Preliminarmente, devemos reconhecer que, nos serviços mediúnicos, preponderam os fatores morais. Neste momento, o médium, para ser fiel ao mandato superior, necessita clareza e serenidade, como o espelho cristalino dum lago. De outro modo, as ondas de inquietude perturbariam a projeção de nossa espiritualidade sobre a materialidade terrena, como as águas revoltas não refletem as imagens sublimes do céu e da natureza ambiente.


4 Indicando o médium, prosseguiu o orientador, com voz firme:

— Este irmão não é um simples aparelho. É um Espírito que deve ser tão livre quanto o nosso e que, a fim de se prestar ao intercâmbio desejado, precisa renunciar a si mesmo, com abnegação e humildade, primeiros fatores na obtenção de acesso à permuta com as regiões mais elevadas. Necessita calar, para que outros falem; dar de si próprio, para que outros recebam. Em suma, deve servir de ponte, onde se encontrem interesses diferentes. Sem essa compreensão consciente do espírito de serviço, não poderia atender aos propósitos edificantes. Naturalmente, ele é responsável pela manutenção dos recursos interiores, tais como a tolerância, a humildade, a disposição fraterna, a paciência e o amor cristão; todavia, precisamos cooperar no sentido de manter-lhe os estímulos de natureza exterior, porque se o companheiro não tem pão, nem paz relativa, se lhe falta assistência nas aquisições mais simples, não poderemos exigir-lhe a colaboração, redundante em sacrifício. Nossas responsabilidades, portanto, estão conjugadas nos mínimos detalhes da tarefa a cumprir.

Raiando-me a ideia de que o médium deveria esperar, satisfeito, a compensação divina, Alexandre ponderou:

— Consideremos, contudo, meu amigo, que ainda nos encontramos em trabalho incompleto. A questão de salário virá depois…


5 Nesse ponto da conversação, convidou-me à aproximação do aparelho mediúnico e, colocando-lhe a destra sobre a fronte, exclamou:

— Observe. Estamos diante do psicógrafo comum. Antes do trabalho a que se submete, neste momento, nossos auxiliares já lhe prepararam as possibilidades para que não se lhe perturbe a saúde física. A transmissão da mensagem não será simplesmente “tomar a mão”. Há processos intrincados, complexos.

E, ante minha profunda curiosidade científica, o orientador ofereceu-me o auxílio magnético de sua personalidade vigorosa e passei a observar, no corpo do intermediário, grande laboratório de forças vibrantes. Meu poder de apreensão visual superara os raios X, com características muito mais aperfeiçoadas. As glândulas do rapaz transformaram-se em núcleos luminosos, à guisa de perfeitas oficinas elétricas. Detive-me, porém, na contemplação do cérebro, em particular. Os condutores medulares formavam extenso pavio, sustentando a luz mental, como chama generosa de uma vela de enormes proporções. Os centros metabólicos infundiam-me surpresas. O cérebro mostrava fulgurações nos desenhos caprichosos. Os lobos cerebrais lembravam correntes dinâmicas. As células corticais e as fibras nervosas, com suas tênues ramificações, constituíam elementos delicadíssimos de condução das energias recônditas e imponderáveis. Nesse concerto, sob a luz mental indefinível, a epífise emitia raios azulados e intensos.


6 — Observação perfeita?… — indagou o instrutor, interrompendo-me o assombro. — Transmitir mensagens de uma Esfera para outra, no serviço de edificação humana — continuou —, demanda esforço, boa vontade, cooperação e propósito consistente. É natural que o treinamento e a colaboração espontânea do médium facilitem o trabalho; entretanto, de qualquer modo, o serviço não é automático… Requer muita compreensão, oportunidade e consciência.

Estava admirado.

— Acredita que o intermediário — perguntou — possa improvisar o estado receptivo? De nenhum modo. A sua preparação espiritual deve ser incessante. Qualquer incidente pode perturbar-lhe o aparelhamento sensível, como a pedrada que interrompe o trabalho da válvula receptora. Além disso, a nossa cooperação magnética é fundamental para a execução da tarefa. Examine atentamente. Estamos notando as singularidades do corpo perispiritual. Pode reconhecer, agora, que todo centro glandular é uma potência elétrica. No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a epífise desempenha o papel mais importante. Através de suas forças equilibradas, a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios peculiares à nossa Esfera. É nela, na epífise, que reside o sentido novo dos homens; entretanto, na grande maioria deles, a potência divina dorme embrionária.

Reconheci que, de fato, a glândula pineal do intermediário expedia luminosidade cada vez mais intensa.


7 Deslocando, porém, a sua atenção do cérebro para a máquina corpórea em geral, o orientador prosseguiu:

— A operação da mensagem não é nada simples, embora os trabalhadores encarnados não tenham consciência de seu mecanismo intrínseco, assim como as crianças, em se fartando no ambiente doméstico, não conhecem o custo da vida ao sacrifício dos pais. Muito antes da reunião que se efetua, o servidor já foi objeto de nossa atenção especial, para que os pensamentos grosseiros não lhe pesem no campo íntimo. Foi convenientemente ambientado e, ao sentar-se aqui, foi assistido por vários operadores de nosso Plano. Antes de tudo, as células nervosas receberam novo coeficiente magnético, para que não haja perdas lamentáveis do tigróide, (corpúsculos de Nissl), necessário aos processos da inteligência. O sistema nervoso simpático, mormente o campo autônomo do coração, recebeu auxílios enérgicos e o sistema nervoso central foi convenientemente atendido, para que não se comprometa a saúde do trabalhador de boa vontade. O vago foi defendido por nossa influenciação contra qualquer choque das vísceras. As glândulas supra-renais receberam acréscimo de energia, para que se verifique acelerada produção de adrenalina, de que precisamos para atender ao dispêndio eventual das reservas nervosas.

Nesse instante, vi que o médium parecia quase desencarnado. Suas expressões grosseiras, de carne, haviam desaparecido ao meu olhar, tamanha a intensidade da luz que o cercava, oriunda de seus centros perispirituais.

Após longo intervalo, Alexandre continuou:

— Sob nossa apreciação, não temos o arcabouço de cal, revestido de carboidratos e proteínas, mas outra expressão mais significativa do homem imortal, filho do Deus Eterno. Repare, nesta a anatomia nova, a glória de cada unidade minúscula do corpo. Cada célula é um motor elétrico que necessita de combustível para funcionar, viver e servir.


8 Despreocupado de meu assombro, o instrutor mudou de atitude e considerou:

— Interrompamos as observações. É necessário agir.

Acenou para um dos seis comunicantes. O mensageiro aproximou-se contente.

— Calixto — falou Alexandre, em tom grave —, temos seis amigos para o intercâmbio; todavia, as possibilidades são reduzidas. Escreverá apenas você. Tome seu lugar. Recorde sua missão consoladora e nada de particularismos pessoais. A oportunidade é limitadíssima e devemos considerar o interesse de todos.

Depois de cumprimentar-nos ligeiramente, Calixto postou-se ao lado do médium, que o recebeu com evidente sinal de alegria. Enlaçou-o com o braço esquerdo e, alçando a mão até ao cérebro do rapaz, tocava-lhe o centro da memória com a ponta dos dedos, como a recolher o material de lembranças do companheiro. Pouco a pouco, vi que a luz mental do comunicante se misturava às irradiações do trabalhador encarnado. A zona motora do médium adquiriu outra cor e outra luminosidade. Alexandre aproximou-se da dupla em serviço e colocou a destra sobre o lobo frontal do colaborador humano, como a controlar as fibras inibidoras, evitando, quanto possível, as interferências do aparelho mediúnico.

Calixto mostrava enorme alegria no semblante feliz de servo que se regozija com as bênçãos do trabalho, e, dando sinais de profunda gratidão ao Senhor, começou a escrever, apossando-se do braço do companheiro e iniciando o serviço com as belas palavras:

— A paz de Jesus seja convosco!"

"Missionários da Luz" é um livro ditado pelo Espírito de André Luiz¹
Obra mediúnica psicografada por Chico Xavier

(Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.)

Notas: Sumário:

"1. André Luiz visita um grupo de trabalhos mediúnicos sob a direção do Instrutor Alexandre.

  • Preparativos na Esfera invisível ao olhar humano antecipando a realização de uma sessão mediúnica:
  • Divisão por fios luminosos dos diversos grupos de sofredores admitidos à reunião;
  • Serviço de vigilância espiritual para a manutenção da ordem no recinto.

2. A “fonte”, ou “cachoeira” de energias vitais, resultante da corrente mental formada por efeito da concentração entre os tarefeiros encarnados da reunião mediúnica.

3. Programação antecipada dos trabalhos mediúnicos:

  • Espíritos comunicantes autorizados ao intercâmbio;
  • Necessidade do comunicante autorizado esperar às vezes por semanas, meses e até anos, antes de conseguir seu intento,
  • Desgaste mediúnico.
  • A necessidade de clareza e serenidade da parte do médium para que ele seja fiel ao mandato superior.

4. Fatores essenciais que o médium precisa apresentar, para a realização do intercâmbio com os servidores do bem:

  • Renunciar a si mesmo;
  • Abnegação e humildade;
  • Necessita calar, para que outros falem;
  • Dar de si próprio, para que outros recebam;
  • Deve servir de ponte, onde se encontrem interesses diferentes.
  • Cooperação dos Benfeitores espirituais na manutenção da paz relativa do medianeiro.
  • Conjugação das responsabilidades entre Médium e Assistentes Espirituais em um mandato mediúnico.

5. Observação, com penetração visual, do cérebro de um médium psicógrafo:
  Visualização da luz mental.

6. Receptividade mediúnica: Conquista e manutenção pelo médium, de seus estados receptivos durante as reuniões de intercâmbio espiritual.

  • A epífise: sua importância em qualquer expressão mediúnica.
  • Epífise: o órgão do sexto sentido humano.
7. Cuidados despendidos com o médium pelos assistentes espirituais, para a manutenção do seu equilíbrio mental e fisiológico.

8. Observando o início de um processo de recepção mediúnica na psicografia."

(No intuito de divulgação da Doutrina Espírita, agradecimentos fraternos à FEB: Federação Espírita Brasileira)

-o-o-o-


Para adquirir à obra na íntegra (e-book Kindle ou capa comum) acesse o link...

1- Missionários da luz


Com psicografia de Francisco Cândido Xavier, os 20 capítulos que compõem Missionários da luz apresentam os mistérios da reencarnação e todo o trabalho dos encarregados de conduzir o processo do renascimento. É a continuidade do aprendizado na vida espiritual e da certeza de que a morte física é apenas o início de uma nova jornada. A partir das palavras do Espírito André Luiz, conhecemos a importância do esforço na busca pelo autoaperfeiçoamento, a participação do perispírito como organização que molda as células do corpo e as diversas formas possíveis para manifestações mediúnicas e contatos entre os planos terrestre e espiritual.

Terceiro volume da coleção A vida no mundo espiritual, Missionários da luz ensina que a Providência divina sempre concede ao homem novos campos de trabalho, por meio da renovação incessante da vida pela reencarnação.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Chico Xavier, Emmanuel e os Espíritos

 A Vida Pregressa de Emmanuel             


Após inúmeros contatos com Emmanuel, Chico conseguiu saber algo sobre a vida pregressa do espírito benfeitor: ele esteve na pele de um senador Romano da Judéia, Publius Lentulus, casado com Lívia, com quem teve um filha de nome Flávia. 

Sua vida era cercada de luxo e ostentação, totalmente devotada ao imperador César, enquanto que Lívia dedicou sua vida a Deus. Presenciou da arquibancada de honra do Circo Máximo, a execução da mulher que amava e que se convertera ao cristianismo, sem manifestar qualquer reação que impedisse a ocorrência funesta.

Desencarnou tragicamente, no ano de 79, em Pompéia, quando da erupção do Vesúvio. Anos mais tarde, reencarnou como Nestório, negro de grande cultura. Foi feito escravo pelos romanos e comprado por uma família nobre de Roma que o aproveitou como professor. 

Cristão desde a juventude, foi um dos assistentes das pregações evangélicas do apóstolo João Evangelista em Efeso. Freqüentava as reuniões nas catacumbas e, certa noite, na ausência do pregador Policarpo, substitui-o encaminhando a palestra. Após belíssimos ensinamentos, ele e todos os que o ouviram, foram presos e condenados a morrer a flechadas e a serem devorados pelas feras no Circo Máximo.

A mais recente reencarnação de Emmanuel teria sido como o Padre Manuel da Nóbrega, primeiro apóstolo do Brasil. Nasceu em Sanfins, Portugal, em 18 de outubro de 1517 e desencarnou no Rio de Janeiro, no Colégio dos Jesuítas, por ele mesmo construído, no ano de 1570, no mesmo dia e mês de seu nascimento, contando com 53 anos de idade sendo a tuberculose a causa de sua morte.

Mesmo sentindo que Chico estava preparado para receber mensagens psicografadas, Emmanuel impôs uma condição básica para trabalhar ao seu lado: que o médium seguisse, acima de tudo, os ensinamentos de Hippolyte Léon Denizard Rivail, cognominado Allan Kardec (03/10/1804 - 31/03/1869)

 Oração Nossa - Chico Xavier 

"Senhor,
ensina-nos a orar sem esquecer o trabalho,
a dar sem olhar a quem,
a servir sem perguntar até quando,
a sofrer sem magoar seja a quem for,
a progredir sem perder a simplicidade,
a semear o bem sem pensar nos resultados,
a desculpar sem condições ,
a marchar para a frente sem contar os obstáculos,
a ver sem malicia,
a escutar sem corromper os assuntos,
a falar sem ferir,
a compreender o próximo sem exigir entendimento,
a respeitar os semelhantes sem reclamar consideração,
a dar o melhor de nos,além da execução do próprio dever
sem cobrar taxas de reconhecimento.
Senhor,
fortalece em nós a paciência para com as dificuldades
dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros
para com as nossas próprias dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo
que não desejamos para nós.
Auxilia-nos sobretudo a reconhecer que a nossa
felicidade mais alta será invariavelmente 
àquela de cumprir os desígnios, onde e
como queiras, hoje, agora e sempre"

Emmanuel - Mensagem psicografada por Chico Xavier

 Mensagens Espírita 

TRANQÜILIDADE

"Comece o dia na luz da oração 
O amor de Deus nunca falha. 
Aceite qualquer dificuldade sem discutir. 
Hoje é o tempo de fazer o melhor. 
Trabalhe com alegria. 
O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço é um cadáver que pensa. 
Faça o bem quando possa. 
Cada criatura transita entre as próprias criações. 
Valorize os minutos. 
Tudo volta com exceção da hora perdida. 
Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações. 
Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio. 
Estime a simplicidade. 
O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte. 
Perdoe sem condições. 
Irritar-se é o melhor processo de perder. 
Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa. 
Experimente atender os familiares como você trata as visitas. 
Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo. 
Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo solitário era causa de Deus."

Autor: André Luiz 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier

DESEQUILÍBRIOS

"Inicio das grandes obsessões é semelhante à pequenina brecha no açude que por vezes não passa de pedra desconjuntada ou de fenda oculta. 

Os desequilíbrios da alma começam igualmente de quase nada, principalmente por atitudes e sentimentos aparentemente compreensíveis mas que, em muitas ocasiões, se deslocam no rumo de ásperas conseqüências. 

Desconfiança. 
Dúvida.
Irritação. 
Desânimo. 
Ressentimento. 
Impulsividade. 
Invigilância. 
Amargura. 
Tristeza sem nexo. 
Grito de cólera. 
Discussão sem proveito. 
Conversa vã. 
Visita inútil. 
Distração sem propósito. 

Na represa, ninguém pode prever os resultados da brecha esquecida. 

No caso da obsessão, porém, que, no fundo, se define por assunto de consciência, é imperioso que todos nós venhamos a reconhecer que, em toda e qualquer crise de fome, não é o pão que procura a boca."

Autor: Albino Teixeira 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier

DIANTE DAS PROVAÇÕES

"Diante das provas e tribulações do dia-a-dia, se pausarmos, vez em vez, por alguns instantes, para a necessária reflexão... 
E se no curso de nossas reflexões, ponderarmos nas bênçãos que temos recebido; 
Nas vantagens que usufruímos perante os companheiros em dificuldade maiores que as nossas na retaguarda; 
Na importância da indulgência; 
Nos resultados contraproducentes da irritação; 
No caráter destrutivo de quaisquer manifestações de rebeldia ou azedume; 
Nas lições que nos será possível obter dos obstáculos dignamente suportados; 
Nos donativos de calma e bondade que os outros esperam de nós, a fim de garantirem a segurança que lhes é própria; 
No significado das nossas atitudes de generosidade e entendimento; 
Nos lucros de ordem geral que será lícito auferir tolerância; 
E nos testemunhos de prudência e compreensão que todos podemos oferecer, colaborando com os Mensageiros do Cristo de Deus, na sustentação do bem e da paz, do bom ânimo e da alegria de todos aqueles que nos cercam na experiência comum, decerto que saberíamos colocar a esperança e o trabalho, acima de todas as desilusões e de todos os insucessos, sem nos afastar da paciência hora alguma."

Autor: Emmanuel 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier, in "Urgência"

CONVERSA DE GENTE MOÇA

"Paz e amor na reunião 
Coração calmo e contente. . . 
Isto me faz escrever 
A mocidade presente. 
Irmãos, a vocês aí, 
Que formam na juventude, 
Desejo posam fazer 
Tudo aquilo que não pude. 
Não acreditem na morte 
Em que o pijama se estraga, 
A vida, - benção de Deus, 
É luz que nunca se apaga. 
Conservem saúde e força 
Na paz do trabalho são. . . 
Por dentro do coração. 
Futuro? Pensem agora 
Na idéia melhor que há. . . 
Aquilo que a gente planta 
É aquilo que surgirá. 
Assunto de casamento, 
Anotem como se cria, 
O lar não pode nascer 
Em jogo de loteria. 
Tóxico é tempo perdido, 
Guardem juízo apurado; 
Dinheiro gasto em bolinha 
É futuro ao necessitado. 
O esquente não auxilia 
Mesmo nas horas de festa; 
Há muita pinga enfeitada 
Mas para vida não presta. 
Quanto ao mais, busquem Jesus 
E esquecem exemplos meus!... 
Mocidade para o bem 
É a senda que leva a Deus."

Autor: Jair Presente 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier

DINHEIRO

"O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada. 
Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la. 
Não é calor, contudo, adquire agasalho. 
Não é o poder da fé, mas alimenta a esperança. 
Não é amor, entretanto, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na proteção afetiva. 
Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso. 
Não é culta, mas apóia o livro. 
Não é visão, contudo, ampara o encontro de instrumentos que ampliam capacidade dos olhos. 
Não é base de cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio. 
Em suma, o dinheiro associado a consciência tranqüila, alavanca do trabalho e fonte da beneficência, apoio da educação e alicerce da alegria, é uma bênção do Céu que, de modo imediato, nem sempre faz felicidade, mas sempre faz falta."

Autor: Bezerra 
Psicografou: Francisco Cândido Xavier

NOTAS

"Há saúde do corpo e saúde da alma. Ambas devem esta juntas. 
Deus concede-nos recursos mil, cada dia, para alimentar-nos o espírito com as melhores emoções. 
Absorvemos os pensamentos uns dos outros. 
Auxilia a produção útil da natureza e estarás cooperando com a Providencia Divina. 
Cede ao próximo o pão que sobra em tua mesa e o Senhor te enriquecerá de bom animo e alegria. 
Atendendo a Deus, a Terra gasta milhões vidas, cada dia, a fim de sustentar-nos. 
Falar mal dos outros, ao invés de ajudá-los, é o mesmo que envolver nossos sentimentos 
em lama invisível, ao invés de fazê-los brilhar. 
Os frutos que te deliciam são os resultados de esforço daqueles que passaram no mundo, 
antes de ti. Prepara a sementeira de agora para os que virão no futuro. 
Planta uma arvore amiga e ajudarás aos que ajudam. 
Quem lança uma boa palavra 
De amor e consolação, 
Espalha por toda a Terra 
Os dons do Divino Pão."

Autor: Meimei 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier, in “Pai Nosso” (FEB)

TURMA

"Estamos por aqui, no frente à frente. 
Agradeço o papo, mas não esperem sermão. 
Transando atividades espirituais com vocês, não passo de garupeta. 
Se alguém disser para vocês que sou guia,Corrijam logo a palavra pra guiador, pois carango é comigo! 
Estou num gango assim tão legal que, sem esnobar conselho, digo pra vocês dez dicas que limpam a barra de qualquer batente em que o cara esteja. 
1.ª a primeira é uma daquelas que chegou ao mundo por Moisés – respeitar pais e mães; 
quem não puder seguir as modas dos bigs amizades que a terra nos puseram para jambar, deve agradecer a eles com atenção todo o bem que nos fazem. 
2.ª a segunda é agüentar as pontas e manter a garra nos estudos e no trabalho, para que ninguém fique encucado em bofunfa de papai.
3.ª a terceira é não caçar para não perder tempo, nem caminho. 
4.ª A Quarta é escolher com quem andam pra saber onde vão chegar. 
5.ª A Quinta é deixar a carranca pra quem gosta de fechar o pesqueiro e esperar pelo miserê. 
6.ª A Sexta é fugir de brisas e ervas mágicas pra não entregarem a rapadura, diante da vida. 
7.ª A sétima é não engrupir a ninguém e não se biritar para que não se envolvam em piadas e canória. 
8.ª A oitava pe reconhecer que revirar o sexo sem compromisso é brincar com fogo, buscando, ás vezes, loucura e doença, confa e balaço. 
9.ª A nona é auxiliar aos outros em tudo o que a gente consiga fazer o bem. 
10.ª A décima é confiar em Deus e saber que somos vistos pela Divina Providência , mesmo onde os tais imaginem estar sós. 
Quanto ao mais, procurarem não perder a disciplina com as pedreiras da vida, porquanto ganhar pedal nas praças do mundo não é maré mansa. 
Acertem os relógios com o Amigão Jesus Cristo, bola pra frente que já falei."

Autor: Augusto Cezar Netto 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier do livro "Falou e Disse".

 Francisco Cândido Xavier... 

Chico Xavier nasceu no dia 2 de abril de 1910 na pequena cidade de Pedro Leopoldo, situada a 35 quilômetros de Belo Horizonte. Filho do vendedor de bilhetes de loteria João Cândido Xavier e da dona-de-casa Maria João de Deus, ele manifestou cedo sua extraordinária capacidade de entrar em contato com o outro mundo. 

Já aos quatro anos, surpreendeu a todos ao explicar, em linguagem médica, o aborto de uma vizinha.“O que houve foi um problema de nidação inadequada do ovo, de modo que a criança adquiriu posição equitópica”, disse o pequeno Chico, repetindo o que lhe era soprado aos ouvidos por um espírito. 

Em 1932 foi publicada a primeira obra psicografada por Chico Xavier: Parnaso de Além-Túmulo, que reuniu 14 nomes da literatura brasileira, um coletânea de 56 poesias ditadas pelos espíritos de Augusto dos Anjos e castro Alves, entre outros, que causou polêmica no meio literário. 

Começou a promover reuniões em sua própria casa até fundar o Centro Espírita Luís Gonzaga. Só a partir de 1967 se torna habitual a psicografia de mensagens pessoais, que passam a ser recebidas todas as semanas, em sessão pública, em Uberaba. Até então eram raros os textos enviados por “mortos” a seus parentes através do médium. Ao longo de sua atividade ele psicografou e publicou mais de 400 livros com mensagens de espíritos. 

O dinheiro das vendas das publicações era revertido para obras de caridade. O médium Chico Xavier desencarnou em 30 de junho de 2002, aos 92 anos em Uberaba, Minas Gerais. Ele estava com vários problemas de saúde e teve uma parada cardíaca. Ele completaria 75 anos de atividade mediúnica em 8 de julho de 2002.

... valeu! Gratidão Chico!


quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Espiritismo veio para dialogar com o povo ou não?

por Jorge Hessen - http://jorgehessen.net/

Jorge Hessen
Alguns poucos confrades que conhecemos não acham os livros espíritas caros. Dizem que por trás dos livros há um trabalho de elaboração que é feito pela espiritualidade e pelo médium quando da criação da obra, que, em seguida, tem de chegar ao leitor (que pode pagar, obviamente!).

Esses partidários dos preços altos para livros espíritas tentam explicar que o livro surge através de gráficas, que têm necessidades urgentes como lucros para pagamentos de funcionários, material, manutenção e ampliação do parque gráfico; das livrarias que, como as gráficas, têm as suas necessidades semelhantes; dos centros espíritas que nem sempre se mantêm com as doações de seus associados e outras justificativas (impostas pelo sistema materialista).

Logicamente, dos arrazoados sobre o lucro não podemos discordar, mas qual lucro se visa atualmente? Há pessoas astutas e oportunistas ganhando muito dinheiro vendendo “espiritismo” de todas as formas possíveis e imagináveis (sobretudo pela internet). Claro, alguns com interesse meramente pessoal.

Vender livros espíritas a preços inacessíveis aos leitores pobres é uma violência moral contra o povo. Em época de Internet, e-book, iPad etc. etc. etc. Todavia, continua-se explorando os espíritas carentes, desempregados e a população pobre. Há aqueles que estão sedentos para PROIBIR a possibilidade de se baixar livros pela Internet. Algumas lideranças só pensam em lucro, em cifrões, em engendrar formas para tirar algum dinheiro dos espíritas. Até quando tais lideranças espíritas não terão a coragem de oferecer, sem maiores entraves materiais e financeiros, as verdades do Cristo aos corações aflitos e sedentos de conhecimento?

Nossa pugna pela Internet propõe possibilitar que as pessoas tenham acesso aos livros espíritas através da intensa divulgação que promovemos atualmente pelas vias virtuais, sem peso na consciência... Divulguemos a ideia da leitura pela rede mundial de computadores. Simples, fácil e custo zero. Basta apenas um computador em casa, uma lan house ou outros locais democratizados onde a mensagem e os livros possam chegar a qualquer pessoa, a qualquer hora. É lamentável que os diretores de algumas instituições "que lideram o movimento espírita" (com raras exceções) queiram tirar os recursos financeiros dos bolsos dos espíritas, esquecendo-se dos mais carentes (se tirassem dinheiro dos que podem pagar seria razoável).

Como se não bastasse, ainda há as promoções de eventos excludentes (seminários, congressos, simpósios, encontros “fraternos”), onerosos, caros, soberbos, luxuosos, destinados, claro! Para a elite aquinhoada. Entronizam-se shows de oratória retumbantes, com palestras repetidas e desnecessárias sob todos os pontos de vista, e ainda assim permanecem sob o guante do “canto de sereia” para arrecadar muito recurso financeiro dos outros como estivessem divulgando Espiritismo. Não estão!...

Ouço insistentemente nos diversos centros que frequento sobre práticas consideradas dispensáveis para a boa difusão do Espiritismo. Visitei várias localidades onde alguns divulgadores famosos são tidos como "mascates ambulantes do Espiritismo", porque agenciam oferta e venda livros, CDs e DVDs após suas “falas espetacularizadas” pelos rincões brasileiros em nome do “assistencialismo”. Essa escola (modelo) que ganhou fôlego após a desencarnação do Chico Xavier é, para mim, a deteriorização da proposta espírita destinada a todos, ao alcance de todos. Já escrevemos (várias vezes) sobre isso.

Prestemos muita atenção na entrevista que o Chico Xavier concedeu ao Dr. Jarbas Leone Varanda e publicada no jornal uberabense O Triângulo Espírita, de 20 de março de 1977, veiculada no Livro “Encontro no Tempo”, organizado por Hércio M.C. Arantes e publicado pela Editora IDE em 1979. O amoroso Chico Xavier advertiu que "é preciso fugir da tendência à ‘elitização’ no seio do movimento espírita (...) o Espiritismo veio para o povo. É indispensável que o estudemos junto com as massas mais humildes, social e intelectualmente falando, e delas nos aproximemos (...). Se não nos precavermos, daqui a pouco estaremos em nossas Casas Espíritas, apenas, falando e explicando o Evangelho de Cristo às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais (...)”.

Quando escrevemos o artigo “INDUSTRIALIZAÇÃO DE EVENTOS ESPÍRITAS "GRANDIOSOS"", o ex-reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, e escritor espírita, José Passini, afirmou: “Seu artigo, Jorge Hessen, deveria ser eternizado em placa de bronze e distribuído às instituições espíritas. Você acertou em cheio no monstro que desgraçadamente cresce em nosso meio.” Talvez a espiritualidade, consciente dos despropósitos sobre a desprezível ELITIZAÇÃO DO ESPIRITISMO esteja de alguma forma nos alertando para um tempo de profundas mudanças. Que e seja assim!

É muito triste testemunhar tudo isso sem utilizar a ferramenta da indignação, no caso a voz (escrita) e recomendar mudanças, nunca em nível pessoal, mas no campo das ideias. Sobre isso, faço a minha parte sem machucar minha consciência, graças a Deus!

Vamos dar um basta ao elitismo doutrinário. Ou o Espiritismo chega à massa dos invisíveis de cá, dos deserdados, ou perderá o foco e não terá mais sentido falar do Evangelho de Jesus através da Doutrina codificada por Allan Kardec.

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A postagem acima é reprodução de postagem feita no blog ARTIGOS ESPÍRITAS - JORGE HESSEN, (http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/).  em 29/06/2011. Certamente foi escrita em tréplica aos comentários que o Jorge recebeu por sua postagem: "Por que os livros espíritas são tão caros?", feita uns dias antes, a qual também reproduzi aqui no final de junho, tendo em vista apenas fazer esta mensagem atingir o maior número de pessoas o quanto possível. Acho importante a conscientização de todos quanto a importância de compartilhar conhecimento.

Reconheci este texto como relevante não só à causa Espírita, e sim como de suma importância a todas as doutrinas e religiões que buscam a evolução do espírito humano. Independente da religião ou doutrina o Deus é um só e somos todos irmãos e irmãs de jornada.

Concordo que os livros estão caros e não são apenas os livros espíritas. Livros de Umbanda, evangélicos, místicos, técnicos, romances... o conhecimento paraece teimar em querer escolher as pessoas por suas posses em mais uma armadilha do capitalismo selvagem e predatório. Acredito que o saber, da mesma forma que não ocupa espaço, nos vem por iluminação e deve ser distribuido de maneira o mais democrática possível. Conhecimento compartilhado é a chave para evolução humana.

Vivemos em uma sociedade conectada em rede e também somos todos conectados espiritualmente. Se na internet não existe um servidor central, no Astral existe, Deus. Todo saber emana do Criador, através da iluminação do Espírito Santo. Seguindo os ensinamentos do Cristo, Oxalá, devemos dar de graça aquilo que de graça recebemos. Compartilhe e seja feliz, pois tudo aquilo que você fizer, um dia irá voltar para você, tenha certeza disso.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Livro espírita não deve ser recolhido, decide juiz



Os exemplares do livro “Obras Póstumas de Allan Kardec”, editado pelo Instituto de Difusão Espírita, não devem ser recolhidos. O juiz federal Marcelo Freiberger Zandavali, substituto da 3ª Vara Federal de Bauru, negou pedido de liminar feito em Ação Popular.

Pedro Valentim Benedito entrou com a ação, com pedido de antecipação de tutela, sob o argumento da obra ser lesiva ao patrimônio histórico e cultural e por veicular conteúdo racista. Ele baseou o pedido, dentre outros documentos, na Convenção Internacional Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, tratado internacional cujo cumprimento, em território nacional, foi objeto do Decreto nº 65.810/69.

O juiz Marcelo Zandavali destacou trecho da convenção sobre discriminação racial. “Entende-se discriminação racial qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência fundadas na raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por fim ou efeito anular ou comprometer o reconhecimento, o gozo ou o exercício, em igualdade de condições, dos direitos humanos e das liberdades fundamentais nos domínios político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro domínio da vida pública”.

De acordo com o juiz, o Instituto não teve a intenção específica de anular ou comprometer o reconhecimento, o gozo ou o exercício dos direitos humanos e liberdades fundamentais dos negros. Ao contrário, em “nota explicativa”, ao final do livro, expressa o “mais absoluto respeito à diversidade humana, sem preconceito de nenhuma espécie”. Ele ressaltou, ainda, que a obra traz a opinião de uma pessoa que viveu no século XIX, época em que era comum este tipo de pensamento com relação aos negros, tanto que em boa parte dos países ainda havia a escravidão.

Assim, de acordo com ele, “fica clara como água da rocha a intenção dos editores de divulgar, sem mutilações, o pensamento kardecista, sem, para tanto, elevar a distinção baseada na cor da pele em ideologia discriminatória”. Com informações do Núcleo de Comunicação Social da Justiça Federal de primeiro grau em São Paulo.

Ação Popular nº 0003015-78.2011.403.6108
Clique aqui para ler a decisão



Kardec, racismo e espiritismo - Uma reflexão
por Jorge Hessen

Não fales e nem escrevas
Algo que fira ou degrade;
Racismo é uma chaga aberta
No corpo da Humanidade
~Cornélio Pires

O racismo é um tema pouco abordado nas hostes doutrinárias. A bibliografia é escassa. Os escritores e estudiosos espíritas brasileiros ainda não se debruçaram com maior profundidade sobre o assunto. Para alguns, as poucas análises sobre a questão do segregacionismo e da escravidão do negro, no Espiritismo deixam transparecer as influências da teoria arianista , da visão positivista e idealista da história, desconsiderando os fatos nos seus relativismos e contradições.

Para a investigação kardequiana, a respeito do negro, torna necessário ser considerado o contexto histórico em que foi discutida a temática. Incidiria em erro, sob o ponto de vista histórico, considerar Allan Kardec contaminado de preconceitos ou de índole racista. Essa palavra detém uma carga semântica muito forte, inadequada para definir os ideais do mestre lionês.

Não há nenhum indício de que ele tenha discriminado algum indivíduo ou grupo de origem negra ou quaisquer indivíduos, sejam no movimento espírita ou fora dele. A jornalista Dora Incontri, com mestrado e doutorado em Educação, pela USP, em seu livro Para entender Kardec, nos trás um fato interessante que muito bem nos dará uma idéia de quem era o senhor Rivail. Vejamos:

"É bom lembrar que, na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, havia um Camille Flammarion, astrônomo, e um calceteiro (operário braçal que fazia as calçadas de Paris, de quem Kardec noticia a morte) e ambos eram membros da Sociedade"... Clique aqui para ler esta postagem na íntegra...

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

"Quando Chega a Hora" - Lucius por Zibia Gasparetto


Quando Chega a Hora é uma obra de literatura espírita de autoria do Espírito Lucius, psicografado por Zibia Gasparetto, lançado em 1999. O livro conta a história de Nico, Eurico e Amelinha, herdeiros do coronel Firmino, que se mudam para o antigo casarão, há muito abandonado e assombrado pelo espírito do antepassado.

"Quando Chega a Hora"
- Lucius (por Zibia Gasparetto)

"Embora a felicidade seja nosso objetivo maior
ainda não sabemos distinguir o falso do verdadeiro
criamos ilusões, perseguimos objetivos falsos
colhemos sofrimentos
Mas é por meio deles que aprendemos
a conhecer a vida,
a melhorar atitudes
é possível que venha a nos enganar outra vez
Esse é o preço do progresso
Apesar disso, meu coração está em paz
por saber que, acima de todas as nossas falhas
e até de nosso livre-arbítrio,
está a vida nos protegendo
conduzindo nossos passos para o maior
a ansiedade atrapalha
as pessoas estão tão voltadas
ao mundo material, não têm paciência de esperar
querem fazer tudo sozinhas.
não se ligam com a fonte de vida
nem sequer percebem que um objetivo não alcançado
ao invés de ser um fracasso
pode ser uma ajuda
em tudo só os valores verdadeiros permanecem
assim, é preciso não esmorecer
fazer sempre o melhor que souber
confiar na sabedoria divina e esperar
quem decide é a sabedoria divina, e
ela, só faz acontecer
quando chega a hora."


fonte: cisafrida

       

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