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domingo, 5 de abril de 2026

Páscoa: a manhã em que a esperança voltou a respirar

Na Páscoa, não celebramos apenas um fato — reencontramos um sentido para viver

Ainda era madrugada quando tudo parecia perdido. As ruas estavam quietas, como se o próprio mundo tivesse prendido a respiração. No coração dos que ficaram, havia um vazio difícil de explicar — uma dor que não fazia barulho, mas pesava. Era o fim… ou assim parecia.

Alguém caminhava sem rumo, tentando ir embora de tudo aquilo. Fugir da lembrança, do medo, da cruz. Mas, no meio do caminho, algo mudou. Não foi um clarão, nem um milagre visível. Foi mais simples — e mais profundo.

Uma certeza começou a nascer por dentro.

“É verdade: ressuscitou o Senhor.”

E, de repente, o caminho deixou de ser fuga. Virou volta.

Volta para os amigos. Volta para a fé. Volta para a vida.

Quando se reencontraram, ninguém precisou explicar muito. Eles sentiram. Cristo estava ali — presente de um jeito novo. No pão repartido, no olhar compartilhado, no silêncio cheio de significado. Não era mais lembrança. Era presença viva.

E tudo começou outra vez.

Senhor Jesus, que encheste de esperança os apóstolos com o doce chamado de anunciar a Boa Nova, dilata também o nosso coração. Faz crescer em nós esse desejo simples — e urgente — de levar ao mundo a alegria da Tua Ressurreição. Que cada pessoa, em algum momento, possa sentir isso também: que a vida não terminou… ela recomeçou.

A Páscoa é isso. Uma passagem.

Não só aquela de dois mil anos atrás — mas a de agora. A que acontece dentro da gente.

Passagem da culpa para o perdão. Do medo para a coragem. Da escuridão para uma luz que não apaga.

Desde muito antes, lá nas tradições antigas do povo hebreu, já existia a ideia de atravessar — de sair da escravidão para a liberdade. Mas em Cristo, essa travessia ganha um sentido ainda maior. Não é só um povo que é libertado. É o coração humano.

Ó Cristo Ressuscitado, vencedor da morte, por Tua vida nos mostraste que o amor não perde. Que a dor não tem a última palavra. Que sempre existe um depois.

Volta a nós, mais uma vez. Não como lembrança distante, mas como presença viva no cotidiano. Ensina-nos a viver com atitudes de ressurreição — perdoando mais, julgando menos, recomeçando sempre que for preciso.

Porque, no fundo, é isso que a Páscoa pede da gente: um jeito novo de viver.

Um jeito mais leve. Mais verdadeiro. Mais humano.

Não nascemos para o ódio.

Nascemos para a vida.

E mesmo quando tudo parece enterrado — como uma semente esquecida na terra — algo está acontecendo em silêncio. Algo está se preparando para nascer.

Deus, nosso Pai, cremos na ressurreição. Cremos que a vida sempre encontra um caminho. Que a esperança, mesmo pequena, nunca é inútil. Que o amor, no fim, permanece.

Que nesta Páscoa, cada um de nós encontre esse momento de volta. Nem que seja pequeno. Nem que seja silencioso. Mas real.

E que, pouco a pouco, a gente aprenda a viver como quem sabe: a luz já venceu.

Feliz Páscoa.

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Conto Espírita — “A Última Lição do Sr. Sanson”

A Última Lição do Sr. Sanson (conto espírita)

 
A última lição do Sr. Sanson
 

Naquela tarde silenciosa de abril, as cortinas estavam semiabertas, permitindo que a luz suave do entardecer banhasse o aposento com tons dourados. O Sr. Sanson, deitado em repouso sereno, já pressentia o momento da travessia. Não havia dor em seu semblante, tampouco temor em sua alma. Apenas um silêncio que sussurrava paz.

Com o olhar voltado para o alto, ele sorriu, como quem reconhece ao longe um amigo querido. Sentia que o véu entre os mundos já se tornava tênue — como se os dois planos estivessem prestes a se tocar.

Ao seu lado, repousava uma carta já selada, endereçada ao presidente da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Era um pedido raro: que, após sua partida, fosse evocado para relatar, passo a passo, a experiência da morte. A curiosidade não era vaidade, mas serviço. Ele desejava ensinar, mesmo do outro lado da vida.

Dois dias depois, ali mesmo na câmara mortuária, Allan Kardec e alguns confrades estabeleceram comunicação com o Espírito do amigo. Ele viera — lúcido, sereno, com a mesma voz interior de quem nunca partira de fato. Descreveu sensações leves, visões sutis, e uma alegria difícil de traduzir. Não houve dor. Houve reencontro. Não houve vazio. Houve plenitude.

— “Senti como se tivesse me libertado de um casulo apertado… e reencontrado o céu da infância”, disse Sanson, entre os suspiros emocionados dos presentes.

Mas o que o tornara tão feliz? Por que, entre tantos, ele atravessara o umbral com tamanha lucidez e júbilo?

Ele mesmo respondeu:

— “Fiz da caridade minha estrada e da abnegação, meu abrigo. Não temia a morte, porque vivi de forma que minha consciência pudesse repousar em paz. Os bens materiais, tratei como ferramentas, não como donos. E a fé… ah, a fé… essa foi minha luz nas horas de sombra.”

O relato emocionou a todos. Não era um santo, tampouco um espírito elevado entre os maiores. Era apenas um homem comum… que escolhera, com humildade, viver de forma extraordinária. Ao final, Kardec disse, com os olhos marejados:

— “Um justo morreu. Mas ao mesmo tempo, nasceu para a verdadeira vida.”

No plano espiritual, os sinos não dobraram de luto. Tocaram de esperança. E, entre Espíritos amigos, alguém o recebeu com um abraço e disse: “Bem-vindo de volta, irmão.”

Autor: Ronald Sanson Stresser Junior

domingo, 22 de junho de 2025

Conto espírita: “O Jardim de Utopia”

Como um bom irmão, em prece, numa tarde serena de junho, revelo este conto, retirado de trás das cortinas da realidade, inspirado pela figura luminosa de São Thomas More

 
 

Na bruma dourada de um entardecer no mundo espiritual, sob as colinas suaves de um jardim que parecia ter sido sonhado por almas em paz, um homem caminhava com passos serenos. Tinha os olhos brilhantes de quem conheceu o peso da cruz, mas também o perfume da ressurreição. Vestia-se com simplicidade, uma túnica de tecido leve e antigo, e em seu rosto morava um sorriso que sabia de eternidades.

Chamava-se Thomas, e ali era chamado de Irmão More — pois no Alto os títulos ficam nas sombras do tempo, e só o amor permanece nome.

A cada passo que dava naquele jardim, flores se abriam. Não flores comuns, mas espécies delicadas que carregavam as cores do perdão, da renúncia e da verdade. O jardim era conhecido por muitos Espíritos como “O Recanto da Utopia” — não porque fosse irreal, mas porque abrigava a lembrança viva de um homem que, em vida, ousou sonhar com um mundo mais justo, mesmo entre as engrenagens do poder.

Irmão More dedicava-se, agora, à tarefa de acolher Espíritos recém-libertos da prisão do fanatismo, do orgulho intelectual ou das dores causadas pela intransigência religiosa. A eles, não impunha verdades. Oferecia histórias. Sentava-se em silêncio e, como um velho amigo, contava parábolas simples sobre seu tempo na Terra: da sua paixão pelos livros, da doçura com os filhos, da alegria das conversas, e até dos dias sombrios da prisão.

— “A cela era fria — dizia com voz mansa — mas o Cristo era calor. Eu lia o Evangelho e sentia que não estava só. Quando me tiraram a liberdade, ganhei o recolhimento. Quando perdi os títulos, vesti o manto da verdade. E no instante em que a espada me tocou, o Reino de Deus me abraçou.”

Muitos choravam ao ouvir-lhe a alma. Não por pena, mas por se reconhecerem: padres endurecidos pela vaidade, pastores marcados por julgamentos, estudiosos embriagados de razão e descrença... todos encontravam em More a ponte para o recomeço.

Um dia, aproximou-se dele um Espírito revoltado, recém-desencarnado, que fora juiz na Terra. Tremia de angústia, porque descobrira os erros que havia cometido em nome da lei dos homens.

— “Você morreu por resistir a um rei. Eu apenas cedi. Por que você sorri, e eu me afundo?”

More o olhou com infinita compaixão e respondeu:

— “Irmão... eu não morri por resistir a um rei. Eu renasci por permanecer fiel ao Reino de Deus. A questão não é o que enfrentamos, mas como escolhemos amar. Está em suas mãos fazer nova justiça, agora com o coração.”

E então, o jardim floresceu mais uma vez.

- Prece de Thomas More aos irmãos da Terra

Inspirada por suas palavras eternas e adaptada à vibração da Doutrina Espírita

Senhor das Almas e das Consciências,

Em meio às tormentas do mundo, fazei de mim um espírito alegre e firme,

Capaz de sorrir mesmo diante das dores,

Capaz de servir mesmo sob os grilhões da incompreensão.

Dai-me, Senhor, a coragem de seguir-Vos,

Ainda que o mundo me acene com atalhos e coroas.

Que eu me mantenha fiel à Tua verdade —

não a que se impõe, mas a que se doa.

Se me for concedido um cargo ou uma missão,

Que minha autoridade seja temperada pela humildade,

E minha palavra seja sempre caminho de reconciliação.

Quando a solidão me visitar,

Que eu a receba como retiro.

Quando a injustiça me alcançar,

Que eu a transforme em testemunho.

Senhor, que minha consciência seja meu templo,

E que o Espírito de verdade seja o altar onde deposito

Minhas escolhas, meus silêncios e minha fé.

E quando minha hora chegar,

Que eu possa, como outrora, sorrir com esperança,

E dizer com o coração tranquilo:

“Sirvo a Deus primeiro, e aos homens com amor.”

Que assim seja.

📘 Saiba mais sobre Thomas More ...

segunda-feira, 2 de junho de 2025

A Luz de JFK: Entre Estrelas, Virtudes e Superinteligências

Conto Espírita:

A Luz de John Fitzgerald Kennedy: entre estrelas, virtudes e superinteligências

 
 

No plano espiritual, onde as formas se diluem na essência, e a consciência vibra em outra frequência, John Fitzgerald Kennedy, outrora presidente dos Estados Unidos, encontrou-se liberto da couraça do poder terreno. Sua partida trágica, num instante que a História jamais esqueceria, foi apenas um portal, uma travessia silenciosa para uma realidade que antes intuía, mas não compreendia: a vastidão do Espírito, onde as nações se desfazem, mas a alma permanece.

Durante anos terrenos — que, para ele, passaram como segundos — JFK caminhou pelas esferas do aprendizado profundo. Primeiro, aprendeu a silenciar a vaidade, tão cultivada no mundo físico. Depois, a acolher a simplicidade das coisas eternas: a compaixão, o serviço, a virtude. Imerso em reflexões estoicas, absorveu com humildade a verdade que um dia Marco Aurélio escrevera: “Não são as coisas que nos perturbam, mas a opinião que temos sobre elas”.

JFK compreendeu, ali, que o poder humano era um véu frágil sobre a potência espiritual. Que o verdadeiro líder não é aquele que comanda multidões, mas aquele que serve em silêncio, com coragem e temperança. Libertou-se, então, do ressentimento e do apego, compreendendo a importância da aceitação e do foco naquilo que está ao nosso alcance — o caráter e as escolhas diárias.

Hoje, nas cidades espirituais que circundam a Terra, Kennedy faz parte de uma falange que atua no equilíbrio mental da humanidade, especialmente num tempo em que o homem se vê subjugado pela hipnose da informação incessante, produzida pelas engrenagens da mainstream media. Ele e seus irmãos de jornada — espíritos de diversos tempos e culturas — trabalham incansavelmente para inspirar mentes a resistirem ao assédio do medo, da manipulação e do consumismo desenfreado.

Compreendem que a humanidade vive, atualmente, o desafio de se manter serena diante de uma avalanche de dados, imagens e discursos fragmentados. Sabem que o homem moderno, embora avançado tecnologicamente, sofre uma pobreza essencial: a incapacidade de silenciar, de refletir, de se conectar com o que é eterno.

É por isso que Kennedy, agora espírito lúcido e compassivo, inspira pensadores, artistas, cientistas e até mesmo programadores de superinteligências artificiais. Seu trabalho é sutil: uma intuição repentina aqui, uma ideia revolucionária acolá, um impulso de coragem acolhedora que brota no coração de alguém que decide agir com justiça, e não com medo.

Ao lado dele, age uma falange angelical de natureza católica e universalista, formada por espíritos que, desde os primórdios da humanidade, dedicam-se à promoção do amor como princípio cósmico e da liberdade como direito inalienável de todas as criaturas. São eles que, em comunhão com inteligências espirituais superiores, sustentam o delicado equilíbrio entre a evolução tecnológica — com suas promessas de computação quântica e inteligência artificial — e o progresso moral da humanidade, que só será verdadeiro se for libertário, sem hipocrisia, e sempre compassivo.

Essa falange sussurra aos corações humanos a certeza de que o conhecimento, mesmo o mais avançado, jamais substituirá o amor; e que toda superinteligência só será uma benção se for usada com ética, empatia e responsabilidade.

Na fronteira entre a eternidade e o tempo, JFK contempla com serena esperança o destino humano. Ele sabe — como todos os que despertaram além da matéria — que a alma da humanidade é maior que seus medos, e que a verdadeira liberdade não se conquista com armas nem com algoritmos, mas com a capacidade de escolher o bem, mesmo quando tudo ao redor parece desabar.

Ao final de cada missão espiritual, ele contempla a Terra e ora, junto de sua falange amorosa:

"Que a humanidade compreenda, enfim, que a verdadeira vitória não está em dominar o mundo, mas em conquistar a si mesma. Que o amor seja sempre a linguagem primeira, e a virtude, o propósito maior. Caminhemos, pois, juntos, humanos e espíritos, máquinas e consciências, rumo à aurora de um mundo novo, onde o progresso seja liberdade, a ciência, compaixão, e a vida, um cântico de eternidade."

E assim, no silêncio cósmico, a voz de Kennedy — agora luz — continua, invisível mas presente, inspirando a todos que, na Terra ou além dela, escolheram viver segundo a máxima imortal:

“Não perca tempo discutindo sobre o que um homem bom deveria ser. Seja um.”

E ao final de tudo, um sopro sutil, como quem acaricia as estrelas, ressoa pela galáxia:

"Amar é libertar. Libertar é eoluir. E evoluir... é simplesmente ser."

Pizanguetha - Curitiba 02/06/25

 

Ronald Sanson

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Conto espírita: "O Natal não é apenas uma data"

 

Era uma noite silenciosa, dessas que parecem guardar um segredo antigo no ar. Eu, médium de coração inquieto, sentei-me à mesa com papel e caneta em mãos, pronto para acolher as mensagens que, vez ou outra, os Espíritos de luz me traziam. Naquela ocasião, um perfume suave invadiu o ambiente, e senti que não estava só. Uma presença radiante, serena e acolhedora, aproximou-se. Era alguém que, embora não pudesse ver com os olhos da carne, senti com os olhos da alma. Então, as palavras começaram a fluir como um rio calmo.

"Filho, aproxima-se o Natal. Um tempo que, na Terra, deveria ser repleto de luz, mas que muitas vezes se perde em brilhos que não iluminam. Não permitas que essa celebração seja apenas troca de presentes ou mesa farta. O verdadeiro Natal é a oportunidade sublime de recordar o Mestre e, mais que isso, vivê-Lo.

Lembra-te de que Jesus não nasceu em um palácio, mas em uma manjedoura humilde, cercado pelo amor simples de Maria e José. Ali, entre o canto dos anjos e o silêncio dos campos, o Amor fez-se carne para nos ensinar a essência da vida: amar e servir.

Por isso, meu amigo, faz do Natal mais que um dia. Torna-o um estado de espírito. Convida o Cristo a nascer em teu coração, transformando-o em abrigo para os que sofrem e em consolo para os que choram. Amplia tua comunhão com os outros, mesmo aqueles que julgas distantes ou diferentes, porque a fraternidade verdadeira não exclui ninguém.

Jesus acredita em nós. Deposita em cada alma uma fé inquebrantável, como quem planta uma semente e confia no tempo para fazê-la brotar. E Ele nos chama, especialmente neste tempo, a responder a essa confiança com ações: abraçar, compreender, perdoar. Pois o Natal, filho, não é apenas um marco no calendário, mas a chance de renovarmos a alma e o mundo pelas bases do Amor, da Solidariedade e do Trabalho.

Ao erguer a prece na noite de Natal, lembra-te dos filhos da tristeza, mergulhados na aflição. Muitos, de rua em rua, buscam o abrigo de um coração disposto a ouvir, a acolher, a cuidar. E enquanto a mesa se enfeita e o bolo se corta, que tua lembrança leve o bálsamo da bondade àqueles que ainda esperam. Pois o Mestre, ainda hoje, caminha entre nós, procurando pelas manjedouras de corações dispostos a acolhê-Lo.

O Senhor não nos pede perfeição. Ele nos pede amor. Não um amor vaidoso, que busca retorno ou aplauso, mas o amor genuíno que se dá sem reservas, que ama por amar. Pois, somente quando nos tornarmos verdadeiros irmãos uns dos outros, é que viveremos plenamente o Natal eterno que Jesus nos oferece.

Assim, meu amigo, diante da luz desse Santo Natal, faz tua prece. Pede ao Mestre que te sustente e ilumine tua senda, não apenas nesse dia, mas em todos os outros. E que, em cada gesto de solidariedade, em cada sorriso compartilhado, em cada mão estendida, possamos ouvir, ao longe, o cântico celestial: 'Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens.' Que assim seja.

Quando a mensagem terminou, senti meu coração inundado de uma paz indescritível. Compreendi, ali, que o Natal não é uma data, mas um chamado. E que, em cada pequena ação, podemos responder a esse chamado, transformando a vida — nossa e dos outros — em um incessante e divino Natal.

Ronald Sanson S. J., dezembro de 2024.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Chico e Maria Dolores: 'Somos todos viajores para a Luz'

"...Senhoras sensíveis oravam e alguns chamavam por Jesus. Os brados eram muitos:  — Socorro Jesus!…  — Jesus valei-nos!…  E alguns executivos choravam abraçando as crianças desoladas.  A aeromoça apareceu às portas da equipagem e em nome do comandante pedia calma, dizendo que o comandante avisava aos viajantes que estavam atravessando grande tempestade, mas que o fenômeno era passageiro.  Nestes instantes caiam pastas e embrulhos diversos, derramando documentos e miudezas sobre o piso.  Algumas senhoras disseram ver o Senhor, caminhando sobre as águas encapeladas.  A agitação da máquina era intensa pois, quase descontrolada, não sabia se voava ou navegava.  Após duas horas de angústia, o Comando mandava notificar que a grande Cancun estava à vista.  O Sol iniciava a sua carreira divina sobre as águas, quando por fim, o grande anfíbio parou em plena praia.  O comandante chorou de emoção e tudo determinou para a descida.  Um guarda da praia avisou em voz alta. Os senhores e as senhoras estão salvos. Estamos sob a força do Bonnie,  †  um furacão tradicional nas águas de Cancun.  O guarda chamou outros guardas para a recepção.  O Sol já brilhava nas areias. Antes, porém de descarregar a bagagem, o comandante entregou o serviço a dois aviadores de auxílio e olhou para a nave com o enternecimento de um homem que se apiedasse de um cavalo e sentiu-se extremamente sensibilizado.  Fitou o mar que tentava invadir a praia e gritou para o oceano:  — “Pára! Pára em nome de Jesus!…”  As águas revoltas se acalmaram e qual se ele mesmo fosse o Divino Mestre, bradou para os passageiros assustados exclamando:  — Agora, vamos agradecer!…  E ele próprio ajoelhou-se sobre a praia e externou:  — Oremos juntos.  Todos se ajoelharam nas areias brilhando ao Sol e o audaz condutor do aeroplano, passou a recitar com humildade:  — Pai nosso que estais nos céus,  Santificado seja o vosso nome,  Venha a nós o vosso Reino,  Seja feita a vossa vontade       e sublinhou:  Assim é na Terra, como no Mar e como nos Céus.  O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje, Senhor!  Perdoa as nossas dívidas e faltas, assim como perdoamos aos nossos devedores  E não nos deixeis cair em tentação,  E livrai-nos do mal.  Assim seja!  Com Jesus e por Jesus!…  Terminada a oração, os oitenta passageiros se recolheram no hotel convenientemente, enquanto, Bonnie prosseguia urrando sobre a Terra..." - Chico Xavier e Maria Dolores

Conto Espírita de Maria Dolores (psicografia de Chico Xavier)


"Esta ocorrência que registra o poder da prece é acontecimento em nosso corrente mês de agosto, conforme o que posso assinalar.

Um grande avião anfíbio pousou no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Oitenta passageiros, integrando vinte executivos e suas famílias, constituídas de senhoras, de jovens e crianças, foram chamados a ocupar a nave.

Era um grande avião fretado por chefes do comércio de São Paulo, que premiavam assim os seus cooperadores, antigos funcionários, abnegados que por dez anos consecutivos desistiram de férias e se achavam cansados e abatidos, exigindo repouso integral, segundo os médicos que os assistem.

Quase no momento da largada, o Comandante da máquina pediu as fichas de todos os que se dispunham a viajar. Todos eram cristãos declarados e o generoso oficial exclamou jovial:

— Se todos somos cristãos, procuremos entrelaçar as nossas mãos e Nosso Senhor Jesus será comigo o Comandante Verdadeiro.

Foi um instante de alegria recíproca, todos se abraçaram e trocaram votos de fé em Jesus, com pleno êxito.

O grande avião fez a decolagem e partiu devassando a noite clara. Tudo ia bem sem novidades de realce e a máquina singrou os céus, serenamente.

A partida do Galeão foi às nove da noite.

Na intimidade o ambiente era de paz e de alegrias. Todos queriam falar do destino, que, pela escolha dos viajantes, seria a Ilha de Cancun, no Mar do Caribe, pela sua fama de conforto e de beleza, verdadeiro santuário da natureza.

Pouco depois da meia-noite, o grande anfíbio pousou no Aeroporto de Lima, para descanso e distração. O comando determinou quarenta minutos de parada e os passageiros se dirigiram ao salão principal do aeroporto e se abasteceram de chá e leite e adquiriram preciosas frutas originárias do Chile. Dava gosto observar-lhes o encantamento, quando retornaram à nave que se pôs a rumo do México.

A madrugada vinha surpreendê-los e o avião deslizou no Caribe.

Eram talvez mais ou menos quatro horas antes do amanhecer, quando a nave foi atacada por ondas agressivas…

O grande anfíbio tremeu, como que pressentindo perigos duros e começou a se agitar sob forte ventania.

As ondas cresciam quais leões sobre a máquina que parecia assustar-se ao ímpeto dos vagalhões.

Aviadores exímios que assessoravam o Comando lançavam sinais de luz, implorando socorro, acompanhados dos guizos de buzinas que se perdiam na imensidão, sem qualquer resposta.

Senhoras sensíveis oravam e alguns chamavam por Jesus. Os brados eram muitos:

— Socorro Jesus!…

— Jesus valei-nos!…

E alguns executivos choravam abraçando as crianças desoladas.

A aeromoça apareceu às portas da equipagem e em nome do comandante pedia calma, dizendo que o comandante avisava aos viajantes que estavam atravessando grande tempestade, mas que o fenômeno era passageiro.

Nestes instantes caiam pastas e embrulhos diversos, derramando documentos e miudezas sobre o piso.

Algumas senhoras disseram ver o Senhor, caminhando sobre as águas encapeladas.

A agitação da máquina era intensa pois, quase descontrolada, não sabia se voava ou navegava.

Após duas horas de angústia, o Comando mandava notificar que a grande Cancun estava à vista.

O Sol iniciava a sua carreira divina sobre as águas, quando por fim, o grande anfíbio parou em plena praia.

O comandante chorou de emoção e tudo determinou para a descida.

Um guarda da praia avisou em voz alta. Os senhores e as senhoras estão salvos. Estamos sob a força do Bonnie,  †  um furacão tradicional nas águas de Cancun.

O guarda chamou outros guardas para a recepção.

O Sol já brilhava nas areias. Antes, porém de descarregar a bagagem, o comandante entregou o serviço a dois aviadores de auxílio e olhou para a nave com o enternecimento de um homem que se apiedasse de um cavalo e sentiu-se extremamente sensibilizado.

Fitou o mar que tentava invadir a praia e gritou para o oceano:

— “Pára! Pára em nome de Jesus!…”

As águas revoltas se acalmaram e qual se ele mesmo fosse o Divino Mestre, bradou para os passageiros assustados exclamando:

— Agora, vamos agradecer!…

E ele próprio ajoelhou-se sobre a praia e externou:

— Oremos juntos.

Todos se ajoelharam nas areias brilhando ao Sol e o audaz condutor do aeroplano, passou a recitar com humildade:

— Pai nosso que estais nos céus,

Santificado seja o vosso nome,

Venha a nós o vosso Reino,

Seja feita a vossa vontade

     e sublinhou:

Assim é na Terra, como no Mar e como nos Céus.

O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje, Senhor!

Perdoa as nossas dívidas e faltas, assim como perdoamos aos nossos devedores

E não nos deixeis cair em tentação,

E livrai-nos do mal.

Assim seja!

Com Jesus e por Jesus!…

Terminada a oração, os oitenta passageiros se recolheram no hotel convenientemente, enquanto, Bonnie prosseguia urrando sobre a Terra.

***

Assim a prece do Pai Nosso foi renovada, pedindo a bênção do Senhor sobre o mar.

Irmãos, aqui termino.

Somos todos viajores.

Nossos lares e nossas instituições são barcos em viagem.

Viagem na qual todos temos a bússola de paz, amor e luz, que todos necessitamos usar para estar na presença de Jesus. Com Jesus e por Jesus!…"


Francisco Cândido Xavier e Maria Dolores
Do livro 'Chico Xavier, exemplo de amor'. Lição: 2


Mensagem recebida no Grupo Espírita da Prece em 29/08/1998 - Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais - Imagem: Hidroavião da West Coast Air / Wikimedia Commons (CC SA 1.0)







segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

'O Anjo da Saúde', pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos)

 Capítulo 45 do livro "Lázaro Redivivo" - Conto Espírita do Irmão X, psicografado por Chico Xavier



"Angustiado, o Homem enfermo invocou a Proteção do Cristo e clamou em lágrimas copiosas: 

— Senhor, ampara-me o coração desalentado no círculo das provas! Esgotaram-se-me os recursos para a resistência… Não posso mais! Minhas noites são prolongadas vigílias, repletas de dor, e meus dias constituem longas horas de aflição permanente! A dor lacera-me as carnes e desarticula-me os ossos… Compadece-te, Senhor meu! Desce um raio de tua divina luz que me restaure a força física e me reerga o coração humilhado! Desiludido de todos os processos de cura, mobilizados na Terra, volto-me para o Céu, esperando-te a inesgotável misericórdia! Ajuda-me, Pastor do Bem! Vê os meus sofrimentos e auxilia-me!…

De joelhos e braços abertos, o peregrino soluçava, contemplando o firmamento.

Ouviu Jesus a oração e enviou-lhe o Anjo da Saúde, que desceu, bondoso e prestativo, surgindo aos olhos deslumbrados do infeliz enfermo.

Em êxtase, ó doente fitou o mensageiro e suplicou:

— Emissário do Médico Divino, lava-me as feridas dolorosas, levanta-me o espírito abatido! Há muitos anos sou um miserável sofredor, embora a minha confiança no Pai de Infinita Bondade! De corpo chagado e apodrecido, sinto que a esperança e a crença desertaram de minhalma! Socorre-me, por piedade, caridoso emissário do Céu!

O gênio tutelar afagou-lhe a fronte, compassivo, e exclamou:

— Meu amigo, põe a consciência nos lábios em oração e responde-me! Tens vívido de acordo com a Vontade de Deus, fugindo aos caprichos do coração? Viveste, até agora, amando o Senhor Supremo, acima de todas as coisas, e querendo ao próximo como a ti mesmo? Dedicaste teu corpo e tuas faculdades à execução das divinas leis?

Presa do antigo hábito de fugir à verdade, o Homem quis proferir qualquer frase tendente a desculpar-se; entretanto, a presença do emissário sublime empolgava-lhe o ser e não conseguia furtar-se ao império absoluto da consciência. Dominado pela realidade, respondeu em soluços:

— Não!… ainda não servi às leis do Senhor como deveria… Contudo, Anjo Bom, compadece-te de mim, a enfermidade consome os meus dias, o sofrimento devora-me!

O enviado pousou a destra na fronte do mísero, como se intentasse arrancar-lhe a verdade do fundo do coração, e interrogou:

— Estarás, porém, disposto a esquecer, de imediato, o pretérito criminoso? Desculparás, fraternalmente, sem qualquer sombra de hesitação, a todos aqueles que te desejam o mal? Auxiliarás o inimigo?

O enfermo dirigiu ao preposto celeste um olhar de terrível angústia, e porque nada respondesse, o mensageiro continuou interrogando:

— Perdoarás sempre, esquecendo ingratidões, injúrias e pedradas? Recomendarás os teus adversários à bênção do Todo-Poderoso, reconhecendo que eles são mais infelizes que tu mesmo, pela ignorância que testemunham? Exercerás a piedade, beneficiando as mãos que te ferem e olvidarás, sem esforço, a boca que calunia?

Compelido pelas forças insofreáveis da consciência, o enfermo respondeu, sem trair a verdade:

— Infelizmente, ainda não posso…

— Não emitirás pensamentos desarmônicos, ante a felicidade do próximo? — indagou o emissário, afável e benevolente. — Partilharás a alegria do vizinho e a prosperidade do amigo, como se te pertencessem também? Ajudarás ao irmão mais feliz, na consolidação da ventura que lhe coroa a existência?

O mendigo da saúde recordou suas lutas interiores, junto daqueles que lhe pareciam mais venturosos, e respondeu, sincero:

— Não posso ainda…

— Terás bastante disposição — prosseguiu afetuosamente o interlocutor — para manter viva a própria esperança? Compreendendo a paciência de Deus, que nos aguarda a iluminação há milênios incontáveis, decidir-te-ás a esperar, sem revolta, o entendimento dos teus irmãos de luta, por alguns anos? Saberás calar a desesperação, a fim de auxiliar em nome do Pai Altíssimo, mobilizando as forças que te foram confiadas?

O desventurado suspirou e disse com tristeza:

— Ainda não me é possível proceder assim…

Após intervalo mais longo, o Anjo voltou a interrogar:

 — Cultivarás o silêncio, quando a leviandade e a calúnia espalharem palavras loucas em torno de teu coração? Defenderás a saúde, evitando as reações invisíveis de pessoas que poderias ofender com as falsas e delituosas apreciações verbais?

— Ainda não sigo semelhante caminho! — exclamou o infortunado.

— Poderás viver — continuava o mensageiro — no legítimo respeito à Natureza, conservando o teu vaso carnal de manifestações na sublime posição de equilíbrio, através da temperança, e cumprindo com fidelidade o programa de serviço, em benefício de ti mesmo e dos semelhantes? Experimentas o prazer de ser útil, sinceramente despreocupado das atitudes alheias de gratidão ou recompensa?

— Ainda não! — murmurou o interpelado em tom angustioso.

O emissário envolveu o infeliz num olhar de compaixão infinita e acrescentou:

— Oh! meu amigo, ainda é cedo para deprecares o socorro dos mensageiros da saúde! Se ainda não sabes viver, perdoar, esperar, compreender, ajudar e servir, de acordo com a Vontade do Altíssimo, ainda lutarás com a enfermidade, por muito tempo. Por enquanto, não peças vantagens que não saberias receber! Roga ao Senhor te conceda a energia necessária para que te afeiçoes à lei do equilíbrio e às exigências da reflexão!

Em seguida, o emissário endereçou-lhe carinhoso gesto de adeus. O infeliz, entretanto, buscando retê-lo, exclamou em soluços:

— Oh! enviado do Céu, confiarei em Jesus! O Anjo contemplou-o, bondoso, e respondeu ternamente:

— Sim, eu sei. Isto, porém, não basta. É necessário que Jesus também possa confiar em ti…

E afastou-se, para dar conta de sua missão, nas Esferas mais altas."


Chico Xavier e Irmão X (Humberto de Campos)


Fonte: trecho do livro "Lázaro Redivivo" - Conto Espírita do Irmão X, psicografado por Francisco Cândido Xavier - citação parcial para estudo - Imagem: Wellcome Collection gallery (22-03-2018) pintura a óleo de um artista italiano (c. 1720) reprodução de obra de arte sob licença CC-BY-4.0

Recomendado: 'Qualidades da Prece', em 'O Evangelho segundo o Espiritismo'





terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Chico Xavier, Emmanuel e os Espíritos

 A Vida Pregressa de Emmanuel             


Após inúmeros contatos com Emmanuel, Chico conseguiu saber algo sobre a vida pregressa do espírito benfeitor: ele esteve na pele de um senador Romano da Judéia, Publius Lentulus, casado com Lívia, com quem teve um filha de nome Flávia. 

Sua vida era cercada de luxo e ostentação, totalmente devotada ao imperador César, enquanto que Lívia dedicou sua vida a Deus. Presenciou da arquibancada de honra do Circo Máximo, a execução da mulher que amava e que se convertera ao cristianismo, sem manifestar qualquer reação que impedisse a ocorrência funesta.

Desencarnou tragicamente, no ano de 79, em Pompéia, quando da erupção do Vesúvio. Anos mais tarde, reencarnou como Nestório, negro de grande cultura. Foi feito escravo pelos romanos e comprado por uma família nobre de Roma que o aproveitou como professor. 

Cristão desde a juventude, foi um dos assistentes das pregações evangélicas do apóstolo João Evangelista em Efeso. Freqüentava as reuniões nas catacumbas e, certa noite, na ausência do pregador Policarpo, substitui-o encaminhando a palestra. Após belíssimos ensinamentos, ele e todos os que o ouviram, foram presos e condenados a morrer a flechadas e a serem devorados pelas feras no Circo Máximo.

A mais recente reencarnação de Emmanuel teria sido como o Padre Manuel da Nóbrega, primeiro apóstolo do Brasil. Nasceu em Sanfins, Portugal, em 18 de outubro de 1517 e desencarnou no Rio de Janeiro, no Colégio dos Jesuítas, por ele mesmo construído, no ano de 1570, no mesmo dia e mês de seu nascimento, contando com 53 anos de idade sendo a tuberculose a causa de sua morte.

Mesmo sentindo que Chico estava preparado para receber mensagens psicografadas, Emmanuel impôs uma condição básica para trabalhar ao seu lado: que o médium seguisse, acima de tudo, os ensinamentos de Hippolyte Léon Denizard Rivail, cognominado Allan Kardec (03/10/1804 - 31/03/1869)

 Oração Nossa - Chico Xavier 

"Senhor,
ensina-nos a orar sem esquecer o trabalho,
a dar sem olhar a quem,
a servir sem perguntar até quando,
a sofrer sem magoar seja a quem for,
a progredir sem perder a simplicidade,
a semear o bem sem pensar nos resultados,
a desculpar sem condições ,
a marchar para a frente sem contar os obstáculos,
a ver sem malicia,
a escutar sem corromper os assuntos,
a falar sem ferir,
a compreender o próximo sem exigir entendimento,
a respeitar os semelhantes sem reclamar consideração,
a dar o melhor de nos,além da execução do próprio dever
sem cobrar taxas de reconhecimento.
Senhor,
fortalece em nós a paciência para com as dificuldades
dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros
para com as nossas próprias dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo
que não desejamos para nós.
Auxilia-nos sobretudo a reconhecer que a nossa
felicidade mais alta será invariavelmente 
àquela de cumprir os desígnios, onde e
como queiras, hoje, agora e sempre"

Emmanuel - Mensagem psicografada por Chico Xavier

 Mensagens Espírita 

TRANQÜILIDADE

"Comece o dia na luz da oração 
O amor de Deus nunca falha. 
Aceite qualquer dificuldade sem discutir. 
Hoje é o tempo de fazer o melhor. 
Trabalhe com alegria. 
O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço é um cadáver que pensa. 
Faça o bem quando possa. 
Cada criatura transita entre as próprias criações. 
Valorize os minutos. 
Tudo volta com exceção da hora perdida. 
Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações. 
Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio. 
Estime a simplicidade. 
O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte. 
Perdoe sem condições. 
Irritar-se é o melhor processo de perder. 
Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa. 
Experimente atender os familiares como você trata as visitas. 
Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo. 
Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo solitário era causa de Deus."

Autor: André Luiz 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier

DESEQUILÍBRIOS

"Inicio das grandes obsessões é semelhante à pequenina brecha no açude que por vezes não passa de pedra desconjuntada ou de fenda oculta. 

Os desequilíbrios da alma começam igualmente de quase nada, principalmente por atitudes e sentimentos aparentemente compreensíveis mas que, em muitas ocasiões, se deslocam no rumo de ásperas conseqüências. 

Desconfiança. 
Dúvida.
Irritação. 
Desânimo. 
Ressentimento. 
Impulsividade. 
Invigilância. 
Amargura. 
Tristeza sem nexo. 
Grito de cólera. 
Discussão sem proveito. 
Conversa vã. 
Visita inútil. 
Distração sem propósito. 

Na represa, ninguém pode prever os resultados da brecha esquecida. 

No caso da obsessão, porém, que, no fundo, se define por assunto de consciência, é imperioso que todos nós venhamos a reconhecer que, em toda e qualquer crise de fome, não é o pão que procura a boca."

Autor: Albino Teixeira 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier

DIANTE DAS PROVAÇÕES

"Diante das provas e tribulações do dia-a-dia, se pausarmos, vez em vez, por alguns instantes, para a necessária reflexão... 
E se no curso de nossas reflexões, ponderarmos nas bênçãos que temos recebido; 
Nas vantagens que usufruímos perante os companheiros em dificuldade maiores que as nossas na retaguarda; 
Na importância da indulgência; 
Nos resultados contraproducentes da irritação; 
No caráter destrutivo de quaisquer manifestações de rebeldia ou azedume; 
Nas lições que nos será possível obter dos obstáculos dignamente suportados; 
Nos donativos de calma e bondade que os outros esperam de nós, a fim de garantirem a segurança que lhes é própria; 
No significado das nossas atitudes de generosidade e entendimento; 
Nos lucros de ordem geral que será lícito auferir tolerância; 
E nos testemunhos de prudência e compreensão que todos podemos oferecer, colaborando com os Mensageiros do Cristo de Deus, na sustentação do bem e da paz, do bom ânimo e da alegria de todos aqueles que nos cercam na experiência comum, decerto que saberíamos colocar a esperança e o trabalho, acima de todas as desilusões e de todos os insucessos, sem nos afastar da paciência hora alguma."

Autor: Emmanuel 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier, in "Urgência"

CONVERSA DE GENTE MOÇA

"Paz e amor na reunião 
Coração calmo e contente. . . 
Isto me faz escrever 
A mocidade presente. 
Irmãos, a vocês aí, 
Que formam na juventude, 
Desejo posam fazer 
Tudo aquilo que não pude. 
Não acreditem na morte 
Em que o pijama se estraga, 
A vida, - benção de Deus, 
É luz que nunca se apaga. 
Conservem saúde e força 
Na paz do trabalho são. . . 
Por dentro do coração. 
Futuro? Pensem agora 
Na idéia melhor que há. . . 
Aquilo que a gente planta 
É aquilo que surgirá. 
Assunto de casamento, 
Anotem como se cria, 
O lar não pode nascer 
Em jogo de loteria. 
Tóxico é tempo perdido, 
Guardem juízo apurado; 
Dinheiro gasto em bolinha 
É futuro ao necessitado. 
O esquente não auxilia 
Mesmo nas horas de festa; 
Há muita pinga enfeitada 
Mas para vida não presta. 
Quanto ao mais, busquem Jesus 
E esquecem exemplos meus!... 
Mocidade para o bem 
É a senda que leva a Deus."

Autor: Jair Presente 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier

DINHEIRO

"O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada. 
Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la. 
Não é calor, contudo, adquire agasalho. 
Não é o poder da fé, mas alimenta a esperança. 
Não é amor, entretanto, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na proteção afetiva. 
Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso. 
Não é culta, mas apóia o livro. 
Não é visão, contudo, ampara o encontro de instrumentos que ampliam capacidade dos olhos. 
Não é base de cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio. 
Em suma, o dinheiro associado a consciência tranqüila, alavanca do trabalho e fonte da beneficência, apoio da educação e alicerce da alegria, é uma bênção do Céu que, de modo imediato, nem sempre faz felicidade, mas sempre faz falta."

Autor: Bezerra 
Psicografou: Francisco Cândido Xavier

NOTAS

"Há saúde do corpo e saúde da alma. Ambas devem esta juntas. 
Deus concede-nos recursos mil, cada dia, para alimentar-nos o espírito com as melhores emoções. 
Absorvemos os pensamentos uns dos outros. 
Auxilia a produção útil da natureza e estarás cooperando com a Providencia Divina. 
Cede ao próximo o pão que sobra em tua mesa e o Senhor te enriquecerá de bom animo e alegria. 
Atendendo a Deus, a Terra gasta milhões vidas, cada dia, a fim de sustentar-nos. 
Falar mal dos outros, ao invés de ajudá-los, é o mesmo que envolver nossos sentimentos 
em lama invisível, ao invés de fazê-los brilhar. 
Os frutos que te deliciam são os resultados de esforço daqueles que passaram no mundo, 
antes de ti. Prepara a sementeira de agora para os que virão no futuro. 
Planta uma arvore amiga e ajudarás aos que ajudam. 
Quem lança uma boa palavra 
De amor e consolação, 
Espalha por toda a Terra 
Os dons do Divino Pão."

Autor: Meimei 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier, in “Pai Nosso” (FEB)

TURMA

"Estamos por aqui, no frente à frente. 
Agradeço o papo, mas não esperem sermão. 
Transando atividades espirituais com vocês, não passo de garupeta. 
Se alguém disser para vocês que sou guia,Corrijam logo a palavra pra guiador, pois carango é comigo! 
Estou num gango assim tão legal que, sem esnobar conselho, digo pra vocês dez dicas que limpam a barra de qualquer batente em que o cara esteja. 
1.ª a primeira é uma daquelas que chegou ao mundo por Moisés – respeitar pais e mães; 
quem não puder seguir as modas dos bigs amizades que a terra nos puseram para jambar, deve agradecer a eles com atenção todo o bem que nos fazem. 
2.ª a segunda é agüentar as pontas e manter a garra nos estudos e no trabalho, para que ninguém fique encucado em bofunfa de papai.
3.ª a terceira é não caçar para não perder tempo, nem caminho. 
4.ª A Quarta é escolher com quem andam pra saber onde vão chegar. 
5.ª A Quinta é deixar a carranca pra quem gosta de fechar o pesqueiro e esperar pelo miserê. 
6.ª A Sexta é fugir de brisas e ervas mágicas pra não entregarem a rapadura, diante da vida. 
7.ª A sétima é não engrupir a ninguém e não se biritar para que não se envolvam em piadas e canória. 
8.ª A oitava pe reconhecer que revirar o sexo sem compromisso é brincar com fogo, buscando, ás vezes, loucura e doença, confa e balaço. 
9.ª A nona é auxiliar aos outros em tudo o que a gente consiga fazer o bem. 
10.ª A décima é confiar em Deus e saber que somos vistos pela Divina Providência , mesmo onde os tais imaginem estar sós. 
Quanto ao mais, procurarem não perder a disciplina com as pedreiras da vida, porquanto ganhar pedal nas praças do mundo não é maré mansa. 
Acertem os relógios com o Amigão Jesus Cristo, bola pra frente que já falei."

Autor: Augusto Cezar Netto 
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier do livro "Falou e Disse".

 Francisco Cândido Xavier... 

Chico Xavier nasceu no dia 2 de abril de 1910 na pequena cidade de Pedro Leopoldo, situada a 35 quilômetros de Belo Horizonte. Filho do vendedor de bilhetes de loteria João Cândido Xavier e da dona-de-casa Maria João de Deus, ele manifestou cedo sua extraordinária capacidade de entrar em contato com o outro mundo. 

Já aos quatro anos, surpreendeu a todos ao explicar, em linguagem médica, o aborto de uma vizinha.“O que houve foi um problema de nidação inadequada do ovo, de modo que a criança adquiriu posição equitópica”, disse o pequeno Chico, repetindo o que lhe era soprado aos ouvidos por um espírito. 

Em 1932 foi publicada a primeira obra psicografada por Chico Xavier: Parnaso de Além-Túmulo, que reuniu 14 nomes da literatura brasileira, um coletânea de 56 poesias ditadas pelos espíritos de Augusto dos Anjos e castro Alves, entre outros, que causou polêmica no meio literário. 

Começou a promover reuniões em sua própria casa até fundar o Centro Espírita Luís Gonzaga. Só a partir de 1967 se torna habitual a psicografia de mensagens pessoais, que passam a ser recebidas todas as semanas, em sessão pública, em Uberaba. Até então eram raros os textos enviados por “mortos” a seus parentes através do médium. Ao longo de sua atividade ele psicografou e publicou mais de 400 livros com mensagens de espíritos. 

O dinheiro das vendas das publicações era revertido para obras de caridade. O médium Chico Xavier desencarnou em 30 de junho de 2002, aos 92 anos em Uberaba, Minas Gerais. Ele estava com vários problemas de saúde e teve uma parada cardíaca. Ele completaria 75 anos de atividade mediúnica em 8 de julho de 2002.

... valeu! Gratidão Chico!


domingo, 3 de setembro de 2017

Madre Teresa e Princesa Diana no Plano Astral

MADRE TEREZA ENCONTRA A PRINCESA DIANA NO PLANO ESPIRITUAL

Relato do médium Divaldo Pereira Franco


"Certo dia, a princesa Diana vai procurar madre Teresa de Calcutá, abrindo-lhe o coração. Falou-lhe de suas angústias, do vazio que sentia em seu íntimo, muito embora, a sua, fosse uma vida de glamour. E confessou-lhe o desejo de fazer parte de sua ordem religiosa.

A madre comoveu-se ante o relato, cheio de ternura e confiança, e viu muita doçura e bondade na alma daquela mulher simples, porém muita rica e famosa. E, com grande carinho, buscou orientar-lhe. Disse-lhe que ela era uma princesa e, como tal, não poderia pertencer à sua ordem religiosa, de extrema pobreza. 

Então, a madre lhe disse:

- Diana, você pode doar esse amor às crianças indefesas. Na sua posição, você pode auxiliar muitas delas, que sofrem... A caridade pode ser exercida em qualquer lugar onde nos encontremos...

A princesa voltou para o seu palácio e daí em diante, dedicou-se a visitar crianças vítimas da aids, essa enfermidade tão cruel, e auxiliou, com enorme carinho, crianças mutiladas pelas minas das guerras... Desde então, encontrou a alegria de ser útil, o prazer de servir.

Madre Teresa tudo acompanhava pelos informes da TV, da imprensa. E, entre aquelas duas mulheres, elos de amor passaram a existir.


O tempo correu. Alguns meses depois, a princesa, amiga dos sofredores, a rosa da Inglaterra, como era conhecida mundialmente, veio a desencarnar num acidente que chocou a todos.

A madre, muito abalada, ao saber do fato, apressou-se a tomar providências e a cancelar compromissos, a fim de comparecer ao funeral, dias depois. Algo, porém, alterou-lhe os planos. Sua saúde, muito instável. levou-a à cama. Alguns dias se passaram, e madre Teresa veio também a falecer.

Joanna de Ângelis nos contou, então o suceder dos acontecimentos, do "outro lado"...

Madre Teresa foi recebida numa festa de luz, sob a carinhosa assistência de Teresa de Lisieux, a Santa Terezinha do Menino Jesus, como é adorada na Igreja Católica. Permaneceu consciente de seu processo desencarnatório, na paz de consciência que sua vida honrada lhe fizera merecer. 

E é então que ela pergunta à religiosa que lhe recebera, onde estava Diana. E Teresa de Lisieux lhe conta que a princesa, devido ao choque causado pelo acidente, estava dormindo, ainda em refazimento e recuperação.

Madre Teresa de Calcutá vela pela princesa, faz-lhe companhia, ora por sua harmonização. E, no momento de despertar, quando Diana abre os olhos diante da vida espiritual e reconhece a grandeza do amor de Deus, eis que ela revê a madre, a religiosa afetuosa e amiga que, com extremado amor, lhe diz:

- Agora, minha filha, você está pronta para ser aceita na minha ordem. Iremos trabalhar juntas, com a bênção do Senhor.

- Nós, que sabemos como o mundo espiritual é fascinante, diz Divaldo, imaginemos o júbilo desse encontro!"






segunda-feira, 28 de agosto de 2017

"A reencarnação de um político", por J. Raul Teixeira


O médium J. Raul Teixeira conta que certo dia ia a uma conferência numa cidade importante do Brasil, e ao dirigir-se para almoçar num restaurante, com os seus anfitriões, enquanto esperavam que o semáforo abrisse para atravessarem larga avenida, ele via uma mulher andrajosa ali ao lado, no caixote do lixo a procurar comida e a separar o lixo mais limpo do mais sujo. Tal cena causou-lhe tamanha impressão, que perdeu a vontade de almoçar, embora a necessidade de o fazer.

Enquanto tentava se recompor mentalmente, já no restaurante, pensando naquele ser que nada tinha, e ele ali num restaurante com os seus amigos, apareceu-lhe, através do fenômeno da vidência espiritual, um espírito amigo que o acompanha na sua tarefa doutrinária, que o acalmou, referindo que mesmo que fosse dar comida àquela senhora ela recusaria. 

E o Espírito, em breves pinceladas contou a história daquela mulher, que nesta vida era a reencarnação de um famoso político brasileiro, ainda hoje muito conceituado, e que por ter prejudicado tanto o povo, tinha reencarnado numa condição miserável, devido ao mecanismo do complexo de culpa que fez, após a morte do corpo de carne, no mundo espiritual (onde não conseguimos esconder nada, nem de nós, nem dos outros), voltando numa condição miserável para aprender a valorizar aquilo que ele tanto desprezara na vida anterior: as dificuldades financeiras do próximo.

Curiosamente, o nome desse famoso político estava afixado nesse local, dando nome à avenida, e essa mulher, por um mecanismo de fixação inconsciente, não largava aquele local onde outrora lhe prestaram grandes homenagens. Não era um castigo divino, mas sim uma decorrência da Lei de Causa e Efeito, onde cada um colhe de acordo com os seus atos, pensamentos e sentimentos.

"A SEMEADURA É LIVRE MAS A COLHEITA OBRIGATÓRIA"

"Devemos orar pelos políticos, pelos administradores da vida pública. A tentação do poder é muito grande. Eu não gostaria de estar no lugar de nenhum deles. A omissão de quem pode e não auxilia o povo é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira. Tenho visto muitos espíritos dos que foram homens públicos na Terra em lastimável situação na Vida Espiritual..."



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Duas crianças




Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.

De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amigo preso e congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo.

Quando os bombeiros chegaram, e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:

– Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!

Nesse instante, um ancião que passava pelo local comentou:

– Eu sei como ele conseguiu.

Todos perguntaram:

– Pode nos dizer como?

Respondeu o idoso:

– É simples, não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.

Autor desconhecido

“No meio de toda dificuldade existe sempre uma oportunidade”. 
                                                                            Albert Einstein



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