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domingo, 9 de janeiro de 2022

Emmanuel: 'Lembrança Fraternal aos Enfermos'

Cirurgias espirituais no Instituto de Medicina do Além (IMA), em Franca (SP) — Foto: Jefferson Severiano Neves/EPTV (G1)
 

“Queres o restabelecimento da saúde do corpo, e isso é justo. Mas, atende ao que te lembra um amigo que já se vestiu de vários corpos e compreendeu, depois de longas lutas, a necessidade da saúde espiritual.

A tarefa humana já representa, por si, uma oportunidade de reerguimento aos Espíritos enfermos. Lembra-te, pois, de que tua alma está doente e precisa curar-se sob os cuidados de Jesus, o nosso Grande Médico.

Nunca pensaste que o Evangelho é uma receita geral para a humanidade sofredora?

É muito importante combater as moléstias do corpo; mas, ninguém conseguirá eliminar efeitos, quando as causas permanecem.

Usa os remédios humanos, todavia inclina-te para Jesus e renova-te, espiritualmente, nas lições de seu amor. Recorda que Lázaro, não obstante voltar do sepulcro, em sua carne, pela poderosa influência do Cristo, teve de entregar seu corpo ao túmulo, mais tarde. O Mestre chamava-o a novo ensejo de iluminação da alma imperecível, mas não ao absurdo privilégio da carne imutável.

Não somos as células orgânicas que se agrupam, a nosso serviço, quando necessitamos da experiência terrestre. Somos Espíritos imortais e esses microrganismos são naturalmente intoxicados, quando os viciamos ou aviltamos, em nossa condição de rebeldia ou de inferioridade.

Os estados mórbidos são reflexos ou resultantes de nossas vibrações mais íntimas. Não trates as doenças com pavor e desequilíbrio das emoções. Cada uma tem uma linguagem silenciosa e se faz acompanhar de finalidades especiais.

A hepatite, a indigestão, a gastralgia, o resfriado, são ótimos avisos contra o abuso e a indiferença. Por que preferes bebidas excitantes, quando sabes que a água é a boa companheira, que lava os piores detritos humanos? Por que o excesso dos frios no verão e a demasia de calor no tempo do inverno? Acaso ignoras que o equilíbrio é filho da sobriedade? O próprio irracional tem uma lição de simples impulso, satisfazendo-se com a sombra das árvores na secura do estio e com a bênção do sol nas manhãs hibernais. Pela tua inconformação e indisciplina, desordenas o fígado, estragas os órgãos respiratórios, aborreces o estômago. Observamos, assim, que essas doenças-avisos se verificam por causas de ordem moral. Quando as advertências não prevalecem, surgem as úlceras, as congestões, as nefrites, os reumatismos, as obstruções, as enxaquecas. Por não se conformar o homem com os desígnios do Pai, que criou as leis da natureza como regulamentos naturais para a sua casa terrestre, submete as células que o servem ao desregramento, velha causa de nossas ruínas.

E que dizermos da sífilis e do alcoolismo, procurados além do próprio abuso?

Entretanto, no capítulo das enfermidades que buscam a criatura, necessitamos considerar que cada uma tem sua função justa e definida.

As moléstias dificilmente curáveis, como a tuberculose, a lepra, a cegueira, a paralisia, a loucura, o câncer, são escoadouros das imperfeições. A epidemia é uma provação coletiva, sem que essa afirmativa, no entanto, dispense o homem do esforço para o saneamento e higiene de sua habitação. Há dores íntimas, ocultas ao público, que são aguilhões salvadores para a existência inteira. As enfermidades oriundas dos acidentes imprevistos são resgates justos. Os aleijões são parte integrante das tabelas expiatórias. A moléstia hereditária assinala a luta merecida.

Vemos, portanto, que a doença, quando não seja a advertência das células queixosas do tirânico senhor que as domina, é a mensageira amiga, convidando a meditações necessárias.

Desejas a cura; é natural; mas, precisas tratar-te a ti mesmo, para que possas remediar ao teu corpo. Nos pensamentos ansiosos, recorre ao exemplo de Jesus. Não nos consta que o Mestre estivesse algum dia de cama; todavia, sabemos que Ele esteve na cruz. Obedece, pois, a Deus e não te rebeles contra os aguilhões. Socorre-te do médico do mundo ou de teu irmão do Plano espiritual, mas não exijas milagres que esses benfeitores da terra e do Céu não podem fazer. Só Deus te pode dar acréscimo de misericórdia, quando te esforçares por compreendê-lo.

Não deixes de atender às necessidades de teus órgãos materiais, que constituem a tua vestimenta no mundo; mas, lembra-te do problema fundamental que é a posse da saúde para a vida eterna. Cumpre teus deveres, repara como te alimentas, busca prever antes de remediar e, pelas muitas experiências dolorosas que já vivi no mundo terrestre, recorda comigo aquelas sábias palavras do Senhor ao paralítico de Jerusalém: — 'Eis que já estás são; não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior.'”


Francisco Cândido Xavier e Emmanuel


Texto originalmente publicado na revista 'Reformador', de setembro 1941, na página 219, é também parte integrante do livro 'O Evangelho por Emmanuel - Volume 4 - Comentários ao Evangelho segundo João' - Cap. 31




segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

'O Anjo da Saúde', pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos)

 Capítulo 45 do livro "Lázaro Redivivo" - Conto Espírita do Irmão X, psicografado por Chico Xavier



"Angustiado, o Homem enfermo invocou a Proteção do Cristo e clamou em lágrimas copiosas: 

— Senhor, ampara-me o coração desalentado no círculo das provas! Esgotaram-se-me os recursos para a resistência… Não posso mais! Minhas noites são prolongadas vigílias, repletas de dor, e meus dias constituem longas horas de aflição permanente! A dor lacera-me as carnes e desarticula-me os ossos… Compadece-te, Senhor meu! Desce um raio de tua divina luz que me restaure a força física e me reerga o coração humilhado! Desiludido de todos os processos de cura, mobilizados na Terra, volto-me para o Céu, esperando-te a inesgotável misericórdia! Ajuda-me, Pastor do Bem! Vê os meus sofrimentos e auxilia-me!…

De joelhos e braços abertos, o peregrino soluçava, contemplando o firmamento.

Ouviu Jesus a oração e enviou-lhe o Anjo da Saúde, que desceu, bondoso e prestativo, surgindo aos olhos deslumbrados do infeliz enfermo.

Em êxtase, ó doente fitou o mensageiro e suplicou:

— Emissário do Médico Divino, lava-me as feridas dolorosas, levanta-me o espírito abatido! Há muitos anos sou um miserável sofredor, embora a minha confiança no Pai de Infinita Bondade! De corpo chagado e apodrecido, sinto que a esperança e a crença desertaram de minhalma! Socorre-me, por piedade, caridoso emissário do Céu!

O gênio tutelar afagou-lhe a fronte, compassivo, e exclamou:

— Meu amigo, põe a consciência nos lábios em oração e responde-me! Tens vívido de acordo com a Vontade de Deus, fugindo aos caprichos do coração? Viveste, até agora, amando o Senhor Supremo, acima de todas as coisas, e querendo ao próximo como a ti mesmo? Dedicaste teu corpo e tuas faculdades à execução das divinas leis?

Presa do antigo hábito de fugir à verdade, o Homem quis proferir qualquer frase tendente a desculpar-se; entretanto, a presença do emissário sublime empolgava-lhe o ser e não conseguia furtar-se ao império absoluto da consciência. Dominado pela realidade, respondeu em soluços:

— Não!… ainda não servi às leis do Senhor como deveria… Contudo, Anjo Bom, compadece-te de mim, a enfermidade consome os meus dias, o sofrimento devora-me!

O enviado pousou a destra na fronte do mísero, como se intentasse arrancar-lhe a verdade do fundo do coração, e interrogou:

— Estarás, porém, disposto a esquecer, de imediato, o pretérito criminoso? Desculparás, fraternalmente, sem qualquer sombra de hesitação, a todos aqueles que te desejam o mal? Auxiliarás o inimigo?

O enfermo dirigiu ao preposto celeste um olhar de terrível angústia, e porque nada respondesse, o mensageiro continuou interrogando:

— Perdoarás sempre, esquecendo ingratidões, injúrias e pedradas? Recomendarás os teus adversários à bênção do Todo-Poderoso, reconhecendo que eles são mais infelizes que tu mesmo, pela ignorância que testemunham? Exercerás a piedade, beneficiando as mãos que te ferem e olvidarás, sem esforço, a boca que calunia?

Compelido pelas forças insofreáveis da consciência, o enfermo respondeu, sem trair a verdade:

— Infelizmente, ainda não posso…

— Não emitirás pensamentos desarmônicos, ante a felicidade do próximo? — indagou o emissário, afável e benevolente. — Partilharás a alegria do vizinho e a prosperidade do amigo, como se te pertencessem também? Ajudarás ao irmão mais feliz, na consolidação da ventura que lhe coroa a existência?

O mendigo da saúde recordou suas lutas interiores, junto daqueles que lhe pareciam mais venturosos, e respondeu, sincero:

— Não posso ainda…

— Terás bastante disposição — prosseguiu afetuosamente o interlocutor — para manter viva a própria esperança? Compreendendo a paciência de Deus, que nos aguarda a iluminação há milênios incontáveis, decidir-te-ás a esperar, sem revolta, o entendimento dos teus irmãos de luta, por alguns anos? Saberás calar a desesperação, a fim de auxiliar em nome do Pai Altíssimo, mobilizando as forças que te foram confiadas?

O desventurado suspirou e disse com tristeza:

— Ainda não me é possível proceder assim…

Após intervalo mais longo, o Anjo voltou a interrogar:

 — Cultivarás o silêncio, quando a leviandade e a calúnia espalharem palavras loucas em torno de teu coração? Defenderás a saúde, evitando as reações invisíveis de pessoas que poderias ofender com as falsas e delituosas apreciações verbais?

— Ainda não sigo semelhante caminho! — exclamou o infortunado.

— Poderás viver — continuava o mensageiro — no legítimo respeito à Natureza, conservando o teu vaso carnal de manifestações na sublime posição de equilíbrio, através da temperança, e cumprindo com fidelidade o programa de serviço, em benefício de ti mesmo e dos semelhantes? Experimentas o prazer de ser útil, sinceramente despreocupado das atitudes alheias de gratidão ou recompensa?

— Ainda não! — murmurou o interpelado em tom angustioso.

O emissário envolveu o infeliz num olhar de compaixão infinita e acrescentou:

— Oh! meu amigo, ainda é cedo para deprecares o socorro dos mensageiros da saúde! Se ainda não sabes viver, perdoar, esperar, compreender, ajudar e servir, de acordo com a Vontade do Altíssimo, ainda lutarás com a enfermidade, por muito tempo. Por enquanto, não peças vantagens que não saberias receber! Roga ao Senhor te conceda a energia necessária para que te afeiçoes à lei do equilíbrio e às exigências da reflexão!

Em seguida, o emissário endereçou-lhe carinhoso gesto de adeus. O infeliz, entretanto, buscando retê-lo, exclamou em soluços:

— Oh! enviado do Céu, confiarei em Jesus! O Anjo contemplou-o, bondoso, e respondeu ternamente:

— Sim, eu sei. Isto, porém, não basta. É necessário que Jesus também possa confiar em ti…

E afastou-se, para dar conta de sua missão, nas Esferas mais altas."


Chico Xavier e Irmão X (Humberto de Campos)


Fonte: trecho do livro "Lázaro Redivivo" - Conto Espírita do Irmão X, psicografado por Francisco Cândido Xavier - citação parcial para estudo - Imagem: Wellcome Collection gallery (22-03-2018) pintura a óleo de um artista italiano (c. 1720) reprodução de obra de arte sob licença CC-BY-4.0

Recomendado: 'Qualidades da Prece', em 'O Evangelho segundo o Espiritismo'





sábado, 12 de dezembro de 2020

André Luiz: 'Saúde e Equilíbrio'


Para garantir saúde e equilíbrio, prometa a você mesmo:


I — Colocar-se sob os desígnios de Deus, cada dia, através da oração e sustentar a consciência tranquila, preservando-se contra ideias de culpa.

II — Dar o melhor de si mesmo no que esteja fazendo.

III — Manter coração e mente, atitude e palavra, atos e modos na inspiração constante do bem.

IV — Servir, desinteressadamente, aos semelhantes, quando esteja ao alcance de suas forças.

V — Regozijar-se com a felicidade do próximo.

VI — Esquecer conversações e opiniões de caráter negativo que haja lido ou escutado.

VII — Acrescentar pelo menos um pouco mais de alegria e esperança em toda pessoa com quem estiver em contato.

VIII — Admirar as qualidades nobres daqueles com quem conviva, estimulando-os a desenvolvê-las.

IX — Olvidar motivos de queixa, sejam quais sejam.

X — Viver trabalhando e estudando, agindo e construindo, de tal modo, no próprio burilamento e na própria corrigenda, que não se veja capaz de encontrar as falhas prováveis e os erros possíveis dos outros.


Chico Xavier e André Luiz, em "Passos da Vida"


Fonte: capítulo 17 do livro "Passos da vida" por Chico Xavier e Autores Espirituais diversos - Ao lado a capa do livro em sua edição mais recente "Passos Da Vida. Convite à Harmonia e à Renovação", por Francisco Cândido Xavier e autores diversos - ide Editora (2010) - Citação parcial da obra para estudo, meditação, educação e divulgação da obra - Imagem: geralt / 22407 images - Pixabay License - Imagem gratuita para reuso. Clique aqui, ou na miniatura da capa, para adquirir o livro...



quinta-feira, 26 de março de 2020

Mensagem Espírita: "Perante a Enfermidade"


"Sustentar inalteráveis a fé e a confiança, sem temor, queixa ou revolta, sempre que enfermidades conhecidas ou inesperadas lhe visitem o corpo ou lhe assediem o lar.
Cada prova tem uma razão de ser.
Com o necessário discernimento, abster-se do uso exagerado de medicamentos capazes de intoxicar a vida orgânica.
Para o serviço da cura, todo medicamento exige dosagem.
Desfazer ideias de temor ante as moléstias contagiosas ou mutilantes, usando a disciplina mental e os recursos da prece.
A força poderosa do pensamento tanto elabora quanto extingue muitos distúrbios orgânicos e psíquicos.
Sabendo que todo sofrimento orgânico é uma prova espiritual, dentro das leis cármicas, jamais recear a dor, mas aceitá-la e compreendê-la com desassombro e conformação.
A intensidade do sofrimento varia segundo a confiança na Lei Divina.
Aceitar o auxílio dos missionários e obreiros da medicina terrena, não exigindo proteção e responsabilidade exclusivas dos médicos desencarnados.
A Eterna Sabedoria tudo dispõe em nosso proveito.
Afirmar-se mentalmente em segurança, acima das enfermidades insidiosas que lhe possam assaltar o organismo, repelindo os pensamentos e as palavras de desespero ou cansaço, na fortaleza de sua fé.
A doença pertinaz leva à purificação mais profunda.
Aproveitar a moléstia como período de lições, sobretudo como tempo de aplicação dos valores alusivos à convicção religiosa. A enfermidade pode ser considerada por termômetro da fé."

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” — Jesus, em Mateus, 11:28
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Fonte: Espírito André Luiz – psicografia de Chico Xavier (Conduta Espírita – cap. 35) - Imagem: do filme 'Nosso Lar'



sexta-feira, 20 de março de 2020

Emmanuel: "Estás Doente?"

"A oração da fé salvará o doente e o Senhor o levantará." 

(Tiago 5:15)

"Todas as criaturas humanas adoecem, todavia, são raros aqueles que cogitam de cura real.

Se te encontras enfermo, não acredites que a ação medicamentosa, através da boca ou dos poros, te possa restaurar integralmente.

O comprimido ajuda, a injeção melhora, entretanto nunca te esqueças de que os verdadeiros males procedem do coração.

A mente é fonte criadora. A vida, pouco a pouco, plasma em torno de teus passos aquilo que desejas. De que vale a medicação exterior, se prossegues tristes, acabrunhado ou insubmisso?

De outras vezes, pedes o socorro de médicos humanos ou benfeitores espirituais, mas, ao surgirem as primeiras melhoras, abandonas o remédio ou o conselho salutar e voltas aos mesmos abusos que te conduziram à enfermidade.

Como regenerar a saúde, se perdes longas horas na posição da cólera ou do desânimo?

A indignação rara, quando justa e construtiva no interesse geral, é sempre um bem, quando sabemos orientá-la em serviços de elevação: contudo, a indignação diária, a propósito de tudo, de todos e de nós mesmos, é um hábito pernicioso, de consequências imprevisíveis.

O desalento, por sua vez, é clima anestesiante, que entorpece e destrói.

E que falar da maledicência ou da inutilidade, com as quais despendes tempo valioso e longo em conversação infrutífera  extinguindo as tuas forças?

Que gênio milagroso te doará o equilíbrio orgânico, se não sabes calar, nem desculpar, se não ajudas, nem compreendes, se não te humilhas para os desígnios superiores, nem procuras harmonia com os homens?

Por mais que apressem socorristas da Terra e do plano Espiritual em teu favor, devoras as próprias energias, vítima imprevidente do suicídio indireto.

Se estás doente, meu amigo, acima de qualquer medicação, aprende a orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para a Grande Mudança.

Desapega-te de bens transitórios que te foram emprestados pelo Poder Divino, de acordo com a Lei do uso, e lembra-te que serás, agora ou depois, reconduzido à Vida Maior, onde encontramos sempre a própria consciência.

Foge à brutalidade. Enriquece os teus fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno. Busca a intimidade com a sabedoria pelo estudo e pela meditação. 

Não manches teu caminho. Serve sempre. Trabalha na extensão do bem. Guarda lealdade do ideal que te ilumina o coração, permanece convicto de que, se cultivas a oração da fé viva em todos os teus passos, aqui ou além, o Senhor te levantará."

Texto ditado pelo Espírito Emmanuel, psicografou Chico Xavier
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Fonte: "Evangelho por Emmanuel - Cartas universais e Apocalipse" (Fonte viva, FEB Editora. Cap. 86.)


quarta-feira, 18 de março de 2020

Mensagem de Emmanuel às pessoas enfermas

Lembrança Fraternal aos Enfermos, por Emmanuel



"Queres o restabelecimento da saúde do corpo e isso é justo. Mas, atende ao que te lembra um amigo que já se vestiu de vários corpos e compreendeu, depois de longas lutas, a necessidade da saúde espiritual.

A tarefa humana já representa, por si, uma oportunidade de reerguimento aos espíritos enfermos. Lembra-te, pois, de que tua alma está doente e precisa curar-se sob os cuidados de Jesus, o nosso Grande Médico.

Nunca pensaste que o Evangelho é uma Receita Geral para a humanidade sofredora?

É muito importante combater as moléstias do corpo; mas, ninguém conseguirá eliminar efeitos quando as causas permanecem. Usa os remédios humanos, porém, inclina-te para Jesus e renova-te, espiritualmente, nas lições de seu amor.

Recorda que Lázaro, não obstante voltar do sepulcro, em sua carne, pela poderosa influência do Cristo, teve de entregar seu corpo ao túmulo, mais tarde. O Mestre chamava-o a novo ensejo de iluminação da alma imperecível, mas não ao absurdo privilégio da carne imutável.

Não somos as células orgânicas que se agrupam, a nosso serviço, quando necessitamos da experiência terrestre. Somos espíritos imortais e esses microrganismos são naturalmente intoxicados, quando os viciamos ou aviltamos, em nossa condição de rebeldia ou de inferioridade.

Os estados mórbidos são reflexos ou resultantes de nossas vibrações mais íntimas. Não trates as doenças com pavor e desequilíbrio das emoções. Cada uma tem sua linguagem silenciosa e se faz acompanhar de finalidades específicas. A hepatite, a indigestão, a gastralgia, o resfriado são ótimos avisos contra o abuso e a indiferença.

Por que preferes bebidas excitantes, quando sabes que a água é a boa companheira, que lava os piores detritos humanos?

Por que o excesso dos frios no verão e a demasia de calor nos tempos de inverno?

Acaso ignoras que o equilíbrio é filho da sobriedade?

O próprio irracional tem uma lição de simples impulso, satisfazendo-se com a sombra das árvores na secura do estio e com a benção do sol nas manhãs hibernais. Pela tua inconformação e indisciplina, desordenas o fígado, estragas os órgãos respiratórios, aborreces o estômago.

Observamos, assim, que essas doenças-avisos se verificam por causas de ordem moral. Quando as advertências não prevalecem, surgem as úlceras, as congestões, as nefrites, os reumatismos, as obstruções, as enxaquecas.

Por não se conformar o homem, com os Desígnios do Pai que criou as Leis da Natureza como regulamentos naturais para a sua casa terrestre, submete as células que o servem ao desregramento, velha causa de nossas ruínas.

E que dizermos da sífilis e do alcoolismo procurados além do próprio abuso?

Entretanto, no capítulo das enfermidades que buscam a criatura, necessitamos considerar que cada uma tem sua função justa e definida...

A epidemia é uma provação coletiva, sem que essa afirmativa, no entanto, dispense o homem do esforço para o saneamento e higiene de sua habitação.

Há dores íntimas, ocultas ao público, que são aguilhões salvadores para a existência inteira. As enfermidades oriundas dos acidentes imprevistos são resgates justos. Os aleijões são parte integrante das tabelas expiatórias. A moléstia hereditária assinala a luta merecida.

Vemos, portanto, que a doença, quando não seja a advertência das células queixosas do tirânico senhor que as domina, é a mensageira amiga convidando a meditações necessárias.

Desejas a cura; é natural. Mas, precisas tratar-te a ti mesmo para que possas remediar ao teu corpo. Nos pensamentos ansiosos, recorre ao exemplo de Jesus. Não nos consta que o Mestre estivesse algum dia de cama; todavia, sabemos que ele esteve na cruz.

Obedece, pois, a Deus e não te rebeles contra os aguilhões.

Socorre-te do médico do mundo ou de teu irmão do plano espiritual, mas, não exijas milagres, que esses benfeitores da terra e do céu não podem fazer. Só Deus te pode dar acréscimo de misericórdia, quando te esforçares por compreendê-lo.

Não deixes de atender às necessidades de teus órgãos materiais que constituem a tua vestimenta no mundo; mas, lembra-te do problema fundamental que é a posse da saúde para a vida eterna.

Cumpre teus deveres, repara como te alimentas, busca prever antes de remediar e, pelas muitas experiências dolorosas que já vivi no mundo terrestre, recorda comigo aquelas sábias palavras do Senhor ao paralítico de Jerusalém:

“Eis que já estás são, não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior.”"

Pelo Espírito Emmanuel - Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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Fonte: Do livro "Coletânea do Além", lição nº 56, página 125.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

"Reflexão sobre a doença", pelo Espírito de Joanna de Ângelis

Joanna de Ângelis, por Aurora Parpal (1950) ¹

"Qualquer equipamento de uso, sofre os efeitos do tempo, o desgaste dos serviços, os desajustamentos, caminhando para a superação, o abandono…

O que hoje é de relevante importância, amanhã encontra-se ultrapassado e, assim, sucessivamente.

O corpo humano, da mesma forma, não pode permanecer indene às injunções naturais da sua aplicação e das finalidades a que se destina.

Elaborado pelos atos pretéritos é resistente ou frágil, conforme o material com que foi constituído em razão dos valores pertinentes a cada ser.

Muito justo, portanto, que enferme, se estropie, se desgaste e morra.

Transitório, em razão da própria junção, é, todavia, abençoado instrumento do progresso para o Espírito na sua marcha ascensional.

Chamado à reflexão, por esta ou aquela enfermidade, mantém-te sereno.

Vitimado por uma ou outra mutilação, aprofunda o exame dos teus valores íntimos e busca retirar da experiência as vantagens indispensáveis.

Surpreendido pelos distúrbios da roupagem física ou da tecelagem no sistema eletrônico do psiquismo, tenta controlá-los e, mesmo lutando pela recuperação, mantém-te confiante.

Não te deixes sucumbir sob as injunções das doenças.

Através da mente sã reconquistarás o equilíbrio da situação. E se fores atingido na área da razão, desde hoje entrega-te a Deus e confia n’Ele.

A doença faz parte do processo normal da vida como parcela integrante do fenômeno da saúde."

Por Joanna de Ângelis | Psicografia: Divaldo Pereira Franco, in "Episódios Diários"
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Imagem: 1- "A Veneranda Joanna de Ângelis", por Aurora Parpal, 12/12/1950 - Wikimedia Commons (CC0 1.0)

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