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quinta-feira, 17 de julho de 2025

Conto Espírita — “A Última Lição do Sr. Sanson”

A Última Lição do Sr. Sanson (conto espírita)

 
A última lição do Sr. Sanson
 

Naquela tarde silenciosa de abril, as cortinas estavam semiabertas, permitindo que a luz suave do entardecer banhasse o aposento com tons dourados. O Sr. Sanson, deitado em repouso sereno, já pressentia o momento da travessia. Não havia dor em seu semblante, tampouco temor em sua alma. Apenas um silêncio que sussurrava paz.

Com o olhar voltado para o alto, ele sorriu, como quem reconhece ao longe um amigo querido. Sentia que o véu entre os mundos já se tornava tênue — como se os dois planos estivessem prestes a se tocar.

Ao seu lado, repousava uma carta já selada, endereçada ao presidente da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Era um pedido raro: que, após sua partida, fosse evocado para relatar, passo a passo, a experiência da morte. A curiosidade não era vaidade, mas serviço. Ele desejava ensinar, mesmo do outro lado da vida.

Dois dias depois, ali mesmo na câmara mortuária, Allan Kardec e alguns confrades estabeleceram comunicação com o Espírito do amigo. Ele viera — lúcido, sereno, com a mesma voz interior de quem nunca partira de fato. Descreveu sensações leves, visões sutis, e uma alegria difícil de traduzir. Não houve dor. Houve reencontro. Não houve vazio. Houve plenitude.

— “Senti como se tivesse me libertado de um casulo apertado… e reencontrado o céu da infância”, disse Sanson, entre os suspiros emocionados dos presentes.

Mas o que o tornara tão feliz? Por que, entre tantos, ele atravessara o umbral com tamanha lucidez e júbilo?

Ele mesmo respondeu:

— “Fiz da caridade minha estrada e da abnegação, meu abrigo. Não temia a morte, porque vivi de forma que minha consciência pudesse repousar em paz. Os bens materiais, tratei como ferramentas, não como donos. E a fé… ah, a fé… essa foi minha luz nas horas de sombra.”

O relato emocionou a todos. Não era um santo, tampouco um espírito elevado entre os maiores. Era apenas um homem comum… que escolhera, com humildade, viver de forma extraordinária. Ao final, Kardec disse, com os olhos marejados:

— “Um justo morreu. Mas ao mesmo tempo, nasceu para a verdadeira vida.”

No plano espiritual, os sinos não dobraram de luto. Tocaram de esperança. E, entre Espíritos amigos, alguém o recebeu com um abraço e disse: “Bem-vindo de volta, irmão.”

Autor: Ronald Sanson Stresser Junior

terça-feira, 26 de novembro de 2024

A hora da Luz

Desafie limites, revele seu poder e transforme o mundo com coragem e amor!

 

 

A TODOS OS SERES QUE SÃO GUIADOS PELA CORAGEM E SERVEM APENAS À LUZ, que possamos encontrar força e clareza nos momentos mais desafiadores, pois, como nos ensina a vida, nossa missão é muito maior do que imaginamos. A cada passo dado com fé, a cada esforço renovado, estamos contribuindo para a realização de um propósito divino que vai além das nossas limitações e medos.

Que mantenhamos a vontade e a força, não apenas no mundo exterior, mas também em nosso interior. Ao sustentar o foco e a leveza, criamos um espaço sagrado onde a paz e a sabedoria podem florescer. Cada movimento que fazemos é uma semente plantada no campo da nossa evolução, e a união entre os planos material e espiritual nos permite desabrochar, mesmo nos tempos mais difíceis.

Sim, os tempos são fortes, desafiadores, mas somos muito mais fortes ainda! Nossos mistérios e poderes divinos estão latentes, aguardando o momento certo para se revelarem. É essencial entregarmo-nos ao nosso próprio espírito, pois nele reside a chave para a verdadeira transformação. Quando nos rendemos ao chamado da nossa essência, a magia da Era Dourada se concretiza diante de nossos olhos, trazendo luz para aqueles que desejam mais do que simples sobrevivência – que buscam a verdadeira realização.

Agora é o momento da realização plena do Amor e da Luz! E, como disse Steve Jobs: “Aqui é para os loucos, os desajustados, os rebeldes, os desordeiros, os pinos redondos em buracos quadrados ... aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras... Você pode citá-los, discordar com eles, glorificar ou difamar, mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los, porque eles mudam as coisas... Eles empurram a raça humana para a frente, e enquanto alguns podem vê-los como loucos, nós vemos gênios, porque os que são loucos o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são os que o fazem.”

Aqueles que ousam ser diferentes, que seguem sua verdade, que não têm medo de romper com os padrões, são os que vão transformar a realidade ao seu redor. Eles sabem que a jornada é desafiadora, mas, ao se entregarem ao seu propósito, tornam-se instrumentos do Divino, movendo o mundo em direção a um futuro mais iluminado.

Acredite no poder que reside dentro de você. Você é capaz de realizar o impossível, porque é guiado pela Luz. A hora de manifestar a transformação já chegou. Que sua coragem seja maior que seus medos e sua determinação mais forte que qualquer obstáculo. A verdadeira magia começa quando você se entrega à sua própria essência.

Ronald Stresser

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

MANTRA



Maha Mantra Hare Krishna
Mantra (do sânscrito Man, mente e Tra, controle ou proteção, significando "instrumento para conduzir a mente") é uma sílaba ou poema religioso, normalmente em sânscrito.

"A relação entre a fala, a respiração e o mantra pode ser melhor demonstrada através do método pelo qual o mantra funciona. Um mantra é uma série de sílabas cujo poder reside em seu som; através da pronunciação repetida, pode-se obter controle sobre uma determinada forma de energia. 

A energia do indivíduo está fortemente ligada à energia externa, e uma pode influenciar a outra. (...) É possível influenciar a energia externa, efetuando os assim chamados "milagres". Tal atividade é realmente o resultado de se ter controle sobre a própria energia, através do qual se obtém a capacidade de comando sobre fenômenos externos." (Chögyal Namkhai Norbu, Dzogchen)

"Recitamos e meditamos sobre o mantra, que é o som iluminado, a fala da divindade, a união do som com a vacuidade. (...) Ele não possui uma realidade intrínseca, é simplesmente a manifestação do som puro, experienciando simultaneamente com sua vacuidade. 

Através do mantra, não nos apegamos mais à realidade da fala e do som encontrados no cotidiano, mas os experienciamos como sendo vazios. Então, a confusão do aspecto da fala de nosso ser é transformada na consciência iluminada." (Kalu Rinpoche, The Dharma)

"Como atuam os mantras? O som exerce um poderoso efeito sobre nosso corpo e nossa mente. E pode acalmar-nos e dar-nos prazer ou ter influência desarmonioza, gerando uma sensação sutil de irritação. 

O mantra é ainda mais poderoso do que um som comum: é como uma porta que se abre para a profundidade da experiência. Visto que os mantras não têm sentido conceitual, não evocam respostas predeterminadas. 

Quando entoamos um mantra, ficamos livres para transcender os reflexos habituais. O som do mantra pode tranqüilizar a mente e os sentidos, relaxar o corpo e ligar-nos com uma energia natural e curativa." (Tarthang Tulku, A mente oculta da liberdade)

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Recomendado para você 


MANTRA
Autor: LEAL, OTAVIO
Formato: LIVRO

Desde muito jovem Otávio estudou ocultismo, Teosofia, Eubiose, Colégio dos Magos, Rosa Cruz (Amorc), ordens Sufis, Magia e tantas outras. Em todas essas escolas secretas, aprendeu nos graus mais adiantados sons de poder, os mantras, o chamado poder do verbo. 

Com o tempo, abandou um pouco as teorias especulativas  esotéricas e participou de retiros budistas, zen e cristãos, com práticas mântricas como, por exemplo, sons tibetanos e tântricos e o pai nosso em aramaico.Em meados dos anos 80 foi apresentado a uma linhagem poderosa do Tantra ao Yoga e aprofundou-se ainda mais no estudo e nas práticas de mantra, o que o levou a peregrinar ao Oriente, principalmente à Índia onde recebeu inúmeras iniciações com sadhus, monges e mestres de Yoga e Tantra, dentre as quais destaca a iniciação ao secreto Gupta Vidya da escola tântrica Aghori e a tradição Nath. 

Essas viagens à Índia e Nepal o levaram a pesquisar as escolas monásticas budistas nos Himalaias e a iniciar uma série de seminários na escola Humaniversidade, sempre unindo mantra à musicoterapia e o (não) caminho, a Iluminação/plenitude. 

Apesar de optar pela prática de uma pequena quantidade de mantras de iluminação, fez várias jornadas de pesquisas para unir um bom número de sons de poder, transmiti-los em suas formações e nesse livro que possui mais de 600 sons sagrados com a participação generosa do maçom Alexandre Garzeri e do mestre em Yoga Pedro Kupfer. 

Otávio Leal (Dhyan Prem) O coração da Mãe Terra bate em meu peito, ouço sua voz. A fonte da totalidade da vida me fortalece, me põe a serviço da consciência e da preservação Minha família é toda a humanidade e os animais são meus irmãos. Clique aqui e adquira agora mesmo...


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Segredo da Alma: Encontros e Mensagens Além do Corpo


“Eu não pude acreditar quando vi. Ele estava saudável e cheio de energia, pleno de vida. Era este o pai de quem eu me lembrava – e não o homem franzino e frágil que jazera durante semanas num leito de hospital.” – Barb G., Nova York.

Uma das experiências fora do corpo mais surpreendentes é um encontro plenamente consciente com uma pessoa amada que já faleceu. Esse contato pessoal pode proporcionar revelações surpreendentes sobre a nossa natureza espiritual e as dimensões invisíveis que nos cercam, além de uma poderosa confirmação de nossa própria imortalidade. Ele também nos oferece uma excelente oportunidade para nos reunirmos e nos comunicarmos com uma pessoa amiga ou amada que temíamos ter perdido para sempre. É comum as pessoas relatarem encontros pessoais, ocorridos durante experiências fora do corpo e experiências de quase-morte, com pessoas amadas que se foram. O que eu acho especialmente interessante é a diversidade desses encontros. O contato relatado pode assumir quase qualquer forma: uma criança, uma mulher ou marido recém-falecidos, uma nuvem ou esfera inteligente, ou um avô ou avó gentis. Às vezes, o contato é com alguém conhecido; outras vezes, pode ser com alguém que aparece como um guia ou professor.

No levantamento sobre EFCs* que eu conduzi, 24 por cento das experiências dos respondentes envolviam contato com uma pessoa amada que já partira. Além disso, 22 por cento dos respondentes viram ou sentiram a presença de um ser não-físico. Evidencias em números cada vez maiores sugere que a maior parte dos contatos é feita com indivíduos que nós conhecemos em algum momento do passado. Com freqüência, os espíritos são atraídos para nós porque existe uma ligação com a nossa alma grupal, com uma vida passada ou porque há um relacionamento emocional ou espiritual de que nós não estamos cientes.

Encontros Conscientes com Pessoas Amadas que já se Foram

Um dos grandes benefícios da exploração fora do corpo é a autopotencialização que ela oferece. Ela nos proporciona habilidades e percepções que se estendem muito além dos limites da matéria. Para muitos, ela abre um novo mundo de possibilidades que a nossa sociedade está apenas começando a examinar e a entender. Por exemplo, nossas concepções atuais sobre a morte e o morrer se baseiam em algumas suposições muito antigas. Muitos de nós ainda consideram a morte como o fim da vida. O nosso vocabulário está cheio de afirmações que indicam o caráter final da morte: “o último suspiro”, “os momentos finais”, e assim por diante. As experiências fora do corpo fornecem evidencias substanciais de que, quando alguém morre, essa pessoa, na verdade, apenas mudou sua taxa vibratória e a densidade do seu corpo. A pessoa ainda está muitíssimo viva e passa bem.

“Eu estava morando em Michigan quando minha mãe telefonou de Maryland por volta de 1 hora da madrugada para me dizer que, depois de uma longa doença, meu pai havia falecido. Depois de fazer a mala e reservar uma passagem de avião, decidi me deitar no sofá de minha sala de visitas para descansar durante cerca de uma hora antes do vôo. De repente, houve uma sensação de movimento ou de vibração, e eu me encontrei sentada no porão da casa dos meus pais, num divã de estilo dinamarquês que eles tiveram durante anos. Havia uma voz que vinha de um canto – e que se parecia muito com a de minha falecida sogra – e que disse: ‘Susie, seu pai está aqui.’ Num instante, vi o meu pai de pé diante de mim, com um cachimbo na boca, usando uma camisa de flanela e uma calça Levi’s marrom. Eu disse: ‘O que você está fazendo aqui? Pelo que se supõe, você deveria estar morto. Mas você parece muito bem.’ Ele abriu os braços para mim e me disse: ‘Aqui, tudo é bom. Eu me sinto ótimo. Eu só queria que você soubesse.’ Fiquei de pé e o abracei – ele parecia sólido – e num instante eu estava de volta ao meu sofá em Michigan. Foi essa experiência que me convenceu, para além de qualquer coisa que me tivesse sido dita durante a minha formação católica, que há uma existência para além desta vida. Tenho a certeza de que nos encontraremos novamente.” – Susan W., Bel Air, Califórnia.

É comum as pessoas que morreram continuarem relativamente perto do mundo físico durante vários dias após a morte. Ao longo desse período, elas visitam freqüentemente as pessoas amadas e expressam a sua despedida. Nós, com freqüência, recebemos essa comunicação durante o sono. Muitas pessoas não estão cientes de que durante o sono nós saímos ligeiramente fora de sincronia com o nosso corpo biológico. Isso fornece um potencial janela de comunicação direta com a nossa mente. A maneira como percebemos essa comunicação e nos lembramos dela está baseada em nossa percepção. Algumas pessoas não têm lembrança da visita, enquanto outras percebem o contato como um sonho que varia desde uma vaga lembrança até uma experiência interativa incrivelmente vívida. Aquelas que estão treinadas e que se sentem à vontade com a exploração fora do corpo têm uma enorme vantagem porque a sua consciência está muito mais aberta e mais bem preparada para esse contato e essa comunicação multidimensionais. Em outras palavras, é muito mais provável que elas tenham plena percepção dessas visitas. Aquelas que temem o contato espiritual permanecem, em grande medida, inconscientes do contato ou o interpretam como um sonho passageiro.

Uma das razões que levam pessoas a aprender a se auto-iniciar em explorações fora do corpo é que elas querem se encontrar conscientemente e se comunicar com as pessoas amadas que faleceram. Esse tipo de encontro é muito mais comum do que se comunicar com as pessoas amadas que faleceram. Esse tipo de encontro é muito mais comum do que se costuma acreditar. Pesquisas indicam que uma grande porcentagem de pais que perderam um filho terão algum tipo de contato com essa criança em até um ano a contar da data da perda, e que mais de 50 por cento das pessoas experimentaram uma reunião com os seus falecidos cônjuges.

“A minha mulher morreu depois de uma longa doença, e os primeiros dias após a sua morte transcorreram como borrão. Mesmo que a morte tivesse aliviado a sua dor, eu estava entorpecido pela tristeza. Durante a maior parte do tempo, eu tinha os amigos e a família junto a mim, mas, numa noite, quando estava sozinho, eu me relaxei sobre o sofá, lembrando-me da vida que tínhamos passado juntos. Quando fechei os olhos para repousar, senti que o meu corpo começou a formigar e a vibrar, e então eu fiquei muito, muito leve. Eu estava quase desmaiando. Então, subitamente, me senti como se estivesse numa pintura. Era surreal: era a minha casa, mas estava diferente, as cores era vibrantes, e havia bordas macias ao redor de tudo. E foi quando eu a vi. Ela nunca me pareceu tão bela; havia até mesmo um brilho ao seu redor. Ela usava o vestido do nosso casamento, mas estava descalça. Ela não falou, mas a expressão pacifica em seu rosto me fez saber que ela estava bem. Eu pude sentir que os seus pensamentos me diziam que estaríamos juntos novamente quando chegasse a hora. Com uma graça sobrenatural, ela saiu para fora do meu campo de visão. Quando abri os olhos, senti que o meu corpo pensava como chumbo. Passaram-se vários minutos até que eu conseguisse me mover. Isso aconteceu seis anos atrás, e deu inicio ao meu processo de cura.” – Les D., Raleigh, Carolina do Norte.

Quando desenvolvemos as nossas capacidades naturais para perceber e explorar conscientemente além dos limites do corpo, não ficamos mais limitados a sonhos e a visões a fim de nos comunicar com as pessoas que amamos e que já morreram. Nossa capacidade para vivenciar a comunicação pessoal além do físico é profundamente autopotencializadora. À medida que crescemos nessa habilidade, vamos nos tornando mais capazes de expandir as maneiras como percebemos e nos comunicamos com os mundo invisíveis ao nosso redor. Eventualmente, chegaremos a um ponto em que nos tornaremos exploradores espirituais plenamente cientes das outras dimensões da realidade e interagindo conscientemente com elas. Acredito que o número crescente de pessoas ao redor do mundo que estão começando a explorar e a cultivar essa capacidade representa um dos saltos mais importantes no desenvolvimento e na evolução da consciência humana.

Fonte: O Segredo da Alma – O Uso de Experiências Fora do Corpo Para Entender a Nossa Verdadeira Natureza – William Buhlman – Ed. Pensamento – Pgs 15 a 18

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