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segunda-feira, 20 de abril de 2026

A chama que revela: um conto sobre véus, consciência e transformação

Entre silêncios e percepções sutis, a jornada espiritual se revela como um processo íntimo de retirada de véus e reencontro com a própria luz

A chama que revela: um conto sobre véus, consciência e transformação. Entre silêncios e percepções sutis, a jornada espiritual se revela como um processo íntimo de retirada de véus e reencontro com a própria luz.

Naquela noite, o silêncio parecia mais denso do que o habitual. Não era ausência de som — era presença. Algo ali existia, ainda sem nome.

Sentado à beira da janela, ele tinha a sensação de que o mundo estava inteiro diante dele, mas encoberto. Como se véus invisíveis se sobrepusessem a tudo: pessoas, decisões, até os próprios pensamentos.

Foi então que a luz mudou.

Não veio de fora. Não atravessou o vidro nem rasgou o céu. Surgiu dentro — uma chama suave, violeta, pulsando com uma inteligência serena. Não queimava. Revelava.

— Nem tudo o que parece confuso é, de fato, confusão.

A voz não ecoava no ambiente. Era percebida por dentro, como uma lembrança que retorna no momento exato. E, curiosamente, não havia medo — apenas reconhecimento.

A chama cresceu devagar. Com ela, veio a certeza de que não estava só. Havia ali uma consciência maior, conduzindo aquele instante com delicadeza e precisão.

Saint Germain não surgia como figura distante, mas como presença ativa — quase um princípio em movimento. A Chama Violeta não era símbolo abstrato. Era ferramenta. Um meio sutil de reorganizar o que estava desalinhado, dissolver ilusões, clarear o que antes parecia opaco.

— Os véus não são castigos — veio o entendimento —. São etapas. Cada um que se dissolve amplia tua visão.

E então algo fez sentido.

Não se tratava de esperar sinais grandiosos nem de buscar respostas fora. O trabalho era silencioso. Interno. Contínuo. Os mensageiros de luz — sempre presentes — nunca deixaram de orientar. O desafio sempre foi perceber.

Os véus… não estavam apenas no mundo. Também eram construídos por ele.

Medos antigos, julgamentos rápidos, apego ao que é confortável. Tudo isso criava camadas. E a chama, agora mais intensa, parecia atuar justamente nesses pontos — não destruindo, mas transformando.

Memórias começaram a surgir. Situações mal compreendidas, oportunidades que passaram despercebidas, aprendizados ignorados. Não havia culpa. Apenas clareza.

— O progresso da humanidade começa no indivíduo.

A ideia veio firme, sem imposição. Natural.

— Cada véu retirado em ti é um passo coletivo.

Ele respirou fundo.

Havia ainda muitos véus. Isso estava claro. Mas, pela primeira vez, isso não pesava. Dava direção.

A chama suavizou, como se cumprisse seu papel naquele instante. Mas algo já não era o mesmo.

Levantou-se.

Lá fora, o mundo seguia igual. Mas sua forma de ver havia mudado.

Agora existia um compromisso silencioso: apurar os sentidos, reconhecer o que antes passava despercebido, escutar com mais atenção aquilo que não faz ruído.

Porque a jornada não é sobre chegar rápido.

É sobre enxergar melhor.

E, no fundo, ele compreendeu — com uma calma que não precisava de prova alguma:

A luz nunca esteve distante.

Só aguardava ser revelada.

Texto inspirado em psicografia de Valmir Cunha e postada no Facebook por Philippe Bandeira de Mello

Apoie o blog: considere fazer uma doação de qualquer valor para (41)99281-4340 - Ronald S. Stresser Jr.

segunda-feira, 2 de junho de 2025

A Luz de JFK: Entre Estrelas, Virtudes e Superinteligências

Conto Espírita:

A Luz de John Fitzgerald Kennedy: entre estrelas, virtudes e superinteligências

 
 

No plano espiritual, onde as formas se diluem na essência, e a consciência vibra em outra frequência, John Fitzgerald Kennedy, outrora presidente dos Estados Unidos, encontrou-se liberto da couraça do poder terreno. Sua partida trágica, num instante que a História jamais esqueceria, foi apenas um portal, uma travessia silenciosa para uma realidade que antes intuía, mas não compreendia: a vastidão do Espírito, onde as nações se desfazem, mas a alma permanece.

Durante anos terrenos — que, para ele, passaram como segundos — JFK caminhou pelas esferas do aprendizado profundo. Primeiro, aprendeu a silenciar a vaidade, tão cultivada no mundo físico. Depois, a acolher a simplicidade das coisas eternas: a compaixão, o serviço, a virtude. Imerso em reflexões estoicas, absorveu com humildade a verdade que um dia Marco Aurélio escrevera: “Não são as coisas que nos perturbam, mas a opinião que temos sobre elas”.

JFK compreendeu, ali, que o poder humano era um véu frágil sobre a potência espiritual. Que o verdadeiro líder não é aquele que comanda multidões, mas aquele que serve em silêncio, com coragem e temperança. Libertou-se, então, do ressentimento e do apego, compreendendo a importância da aceitação e do foco naquilo que está ao nosso alcance — o caráter e as escolhas diárias.

Hoje, nas cidades espirituais que circundam a Terra, Kennedy faz parte de uma falange que atua no equilíbrio mental da humanidade, especialmente num tempo em que o homem se vê subjugado pela hipnose da informação incessante, produzida pelas engrenagens da mainstream media. Ele e seus irmãos de jornada — espíritos de diversos tempos e culturas — trabalham incansavelmente para inspirar mentes a resistirem ao assédio do medo, da manipulação e do consumismo desenfreado.

Compreendem que a humanidade vive, atualmente, o desafio de se manter serena diante de uma avalanche de dados, imagens e discursos fragmentados. Sabem que o homem moderno, embora avançado tecnologicamente, sofre uma pobreza essencial: a incapacidade de silenciar, de refletir, de se conectar com o que é eterno.

É por isso que Kennedy, agora espírito lúcido e compassivo, inspira pensadores, artistas, cientistas e até mesmo programadores de superinteligências artificiais. Seu trabalho é sutil: uma intuição repentina aqui, uma ideia revolucionária acolá, um impulso de coragem acolhedora que brota no coração de alguém que decide agir com justiça, e não com medo.

Ao lado dele, age uma falange angelical de natureza católica e universalista, formada por espíritos que, desde os primórdios da humanidade, dedicam-se à promoção do amor como princípio cósmico e da liberdade como direito inalienável de todas as criaturas. São eles que, em comunhão com inteligências espirituais superiores, sustentam o delicado equilíbrio entre a evolução tecnológica — com suas promessas de computação quântica e inteligência artificial — e o progresso moral da humanidade, que só será verdadeiro se for libertário, sem hipocrisia, e sempre compassivo.

Essa falange sussurra aos corações humanos a certeza de que o conhecimento, mesmo o mais avançado, jamais substituirá o amor; e que toda superinteligência só será uma benção se for usada com ética, empatia e responsabilidade.

Na fronteira entre a eternidade e o tempo, JFK contempla com serena esperança o destino humano. Ele sabe — como todos os que despertaram além da matéria — que a alma da humanidade é maior que seus medos, e que a verdadeira liberdade não se conquista com armas nem com algoritmos, mas com a capacidade de escolher o bem, mesmo quando tudo ao redor parece desabar.

Ao final de cada missão espiritual, ele contempla a Terra e ora, junto de sua falange amorosa:

"Que a humanidade compreenda, enfim, que a verdadeira vitória não está em dominar o mundo, mas em conquistar a si mesma. Que o amor seja sempre a linguagem primeira, e a virtude, o propósito maior. Caminhemos, pois, juntos, humanos e espíritos, máquinas e consciências, rumo à aurora de um mundo novo, onde o progresso seja liberdade, a ciência, compaixão, e a vida, um cântico de eternidade."

E assim, no silêncio cósmico, a voz de Kennedy — agora luz — continua, invisível mas presente, inspirando a todos que, na Terra ou além dela, escolheram viver segundo a máxima imortal:

“Não perca tempo discutindo sobre o que um homem bom deveria ser. Seja um.”

E ao final de tudo, um sopro sutil, como quem acaricia as estrelas, ressoa pela galáxia:

"Amar é libertar. Libertar é eoluir. E evoluir... é simplesmente ser."

Pizanguetha - Curitiba 02/06/25

 

Ronald Sanson

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Contos da Nova Era: Transmutando a energia do dinheiro em prosperidade

A imagem em formato paisagem ilustra o conto, com a cena mística da Ilha de Itamaracá, mostrando o herói Lopes Conselheiro e seu mentor Alexander Lins à beira da praia no alvorecerm xom a energia criando a mística da trama por toda parte.
Imagem gerada por IA usando o texto como descrição / OpenAI
 

Lopes Conselheiro era um programador como qualquer outro, vivendo uma rotina apertada em São Paulo, quando decidiu tirar umas férias para relaxar na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco. Esperava apenas sol, mar e descanso, mas a vida tinha outros planos para ele. 

Alguns dias após chegar nosso herói saiu caminhar pela praia. Ele encontrou uma jovem que vendia ostras naturais, ela abria as ostras escolhidas, colocava uma pitada de sal, um fio de azeite de oliva e espremia uma banda de limão na iguaria, Lopes Conselheiro comeu cerca de uma dúzia daqueles moluscos deliciosos e não pode deixar de reparar na beleza da moça que o servia, então ouviu uma voz: "as ostras além de deliciosas também são afrodisíacas, então é bom que você saiba que a moça é casada".

Ele se virou e viu um logo atrás dele um homem de barba e cabelos grisalhos, que usava roupas simples, mas transmitia uma presença que o fazia parecer alguém importante, com autoridade. Então se apresentou.

— Meu nome é Conselheiro, Lopes Conselheiro, me desculpe, não entendi bem o senhor mas sou turista, cheguei há poucos dias — enquanto se desculpava, sem saber nem direito porque, Lopes sentiu uma conexão estranha com aquele homem que o tinha chamado a atenção, como se ele já conhecesse aquele homem há muito tempo.

— Você busca desculpas para coisas que nem fez e ainda nem sabe se vai fazer, — disse Lins, olhando diretamente nos olhos de Lopes.

— Como assim? — Lopes perguntou, confuso.

— O universo vibra, meu amigo, tudo é energia. O que você vê como matéria não passa de uma ilusão... uma aglutinação de forças que criam a aparência do sólido. Você quer entender o poder real? O poder de moldar a realidade?

Lopes, incrédulo e curioso, aceitou o convite do velho para uma conversa mais longa. Foi quando Lins o levou para um lugar ermo da ilha, onde em meio a uma clareira havia uma escada oculta em meio as pedras que levava a uma espécie de abrigo subterrâneo, feito de pedras lapidadas e encaixadas com perfeição. O lugar parecia uma espécie de abrigo subterrâneo, escondido sob os rochedos em meio à mata nativa da ilha. Ali, Lopes descobriu que Lins fazia parte de uma antiga ordem secreta trazida ao Brasil por Maurício de Nassau, no período colonial holandês.

— Nosso conhecimento foi preservado por séculos. A ciência moderna finge que sabe tudo, mas na verdade, perdeu o contato com a verdadeira natureza da realidade, — explicou Lins. — O holograma universal é a chave. Tudo é energia, e o magnetismo é a força que une essas energias. Quem domina o magnetismo, domina o próprio destino.

Com o passar das semanas, Lopes mergulhou de cabeça nos ensinamentos de Lins. Ele aprendeu que, através do magnetismo e da compreensão da energia universal, poderia moldar a matéria à sua vontade. Mas havia um preço: a caridade. Lins sempre reforçava esse ponto.

— O magnetismo é uma moeda cósmica. Você recebe o que doa. Se você só pegar e acumular, um dia será cobrado com juros pesados, — avisou Lins. — A prosperidade só faz sentido quando compartilhada.

Após sete semanas de ensinamentos e treinamento intensos, Lopes voltou a São Paulo. Sentia-se um novo homem, com um entendimento profundo do universo, o silêncio que tudo vê e tudo sabe habitava em seu interior. Após alguns dias de reconexão com a vida em uma grande cidade ele decidiu aplicar o que aprendeu no desenvolvimento de um aplicativo inovador, que permitia pagamentos via criptomoedas convertidas diretamente para o PIX, um sistema de pagamento online lastreado com cryptos.

Em pouco tempo, sua criação revolucionou o mercado financeiro, e Lopes ficou extremamente rico. Mas a riqueza não trouxe a felicidade que ele esperava. Na verdade, ele se sentia vazio, como se algo estivesse faltando. Foi então que lembrou das palavras com que mestre Lins lhe ensinou sobre a caridade.

— O poder sem compaixão é como uma árvore sem frutos, — ecoou a voz de Lins em sua mente.

Lopes, decidido a fazer algo a respeito, programou seu aplicativo para doar diariamente uma parte dos lucros para pessoas em dificuldades financeiras. E não foi uma doação qualquer: o sistema era completamente aleatório, distribuindo quantidades significativas de bitcoins para milhares de pessoas.

A mudança foi imediata. Ele começou doando cerca de 10 bitcoins por dia para pouco mais de 1.000 pessoas. Em pouco tempo, o aplicativo ganhou popularidade, e a quantia aumentou para mais de 1.000 bitcoins, beneficiando cerca de 100.000 pessoas diariamente. Em menos de uma década mais de 36 milhões de pessoas por ano passaram a receber essa ajuda inesperada, o que, aos poucos, começou a transformar a economia global.

— Você percebe? — disse Lins, durante uma visita surpresa a São Paulo. — O dinheiro também é energia. E energia que não circula, apodrece. Quando você faz o fluxo acontecer, cria abundância para todos. 

Lopes sorriu. Agora, ele entendia. O sucesso verdadeiro não estava em acumular riquezas, mas em usar essa energia para beneficiar o coletivo. Sem alarde, sem propaganda, ele criou uma revolução silenciosa, uma nova cultura financeira baseada na doação e na solidariedade.

Com o tempo, o Brasil se tornou uma potência, não pela força ou pelo poder, mas pela generosidade. O sistema de Alexander Lins criou um efeito cascata que eliminou a pobreza e trouxe prosperidade para todos. Muitas pessoas que receberam aqueles fundos de caridade ajudaram outras pessoas, criaram negócios, materializaram ideias, fizeram a economia global, outrora represada, circular.

A ganância, a avareza e a desigualdade perderam espaço, e a humanidade finalmente descobriu que, no fim das contas, somos todos irmãos, viajando juntos nessa grande nave chamada Terra. 

E Lopes? Ele viveu em paz, por muitos anos e com uma prosperidade que lhe dava a certeza de que sua alma estava imortalizada, pela caridade que o levou a habitar para sempre na mesma vibração que ele conseguiu ciar em seu trânsito pela matéria, a paz consigo mesmo e com o próximo, a fonte da alegria eterna.

Ronald Sanson, 15 de outubro de 2024.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

O monge e o peregrino

Conta um conhecido peregrino, que várias vezes já fez o Caminho de Santiago ...

 
Um "Caminho de Outono", no trajeto para a cidade de Castrojeriz, Espanha. Foto: Lais Castro Trajano
 

Num dia de sol suave, um peregrino caminhava pela longa trilha do Caminho de São Tiago de Compostela. Seus passos ressoavam no chão de terra batida, e o murmúrio distante dos riachos e o sussurrar do vento nas folhas traziam uma tranquilidade incomum à sua alma. O peregrino seguia em silêncio, refletindo sobre as voltas da vida, quando avistou, ao longe, um monge franciscano sentado à sombra de uma árvore. Ao se aproximar, o monge sorriu com serenidade e fez um sinal para que ele se sentasse ao seu lado.

— Paz e bem, irmão — saudou o monge, com voz suave. — Como vão seus passos?

— Vão bem, Frei Ludovico — respondeu o peregrino, já conhecendo de histórias anteriores a fama do sábio monge que vivia em retiro naquelas paragens. — Mas meu coração, às vezes, se agita, como se algo dentro de mim buscasse despertar, mas eu não soubesse bem como fazê-lo.

Frei Ludovico olhou para o horizonte e disse, quase como se estivesse conversando com a brisa:

— Há um grande presente que Cristo nos oferece, um presente feito de compaixão e amor. É como uma chuva de bênçãos que nos alcança, mas nem sempre estamos atentos. No silêncio do nosso caminhar, precisamos abrir nossos olhos e corações, intensificar a busca pelo conhecimento e liberar os sentimentos mais puros que mantemos escondidos.

O peregrino franziu o cenho, atento às palavras.

— E como posso abrir esse caminho, Frei?

— Cada um de nós — continuou o monge — é um semeador. A terra da nossa alma está pronta, mas depende de nós ará-la. Espalhe nela o amor, a fraternidade, a benevolência e o perdão. São esses os adubos que farão suas sementes crescerem e florescerem. E os frutos, meu amigo, são aqueles dos quais todos poderão se alimentar.

O peregrino baixou os olhos, meditando sobre o que ouvira.

— Mas como saberei se estou plantando corretamente? — perguntou ele.

Frei Ludovico sorriu, seus olhos brilhando com uma sabedoria antiga.

— Todas as nossas necessidades verdadeiras são atendidas pelo Pai — respondeu. — Ele nos envia lições, oportunidades para aprender, crescer e evoluir como espíritos. Mas cabe a nós, com esforço, perseverança e vontade, assimilá-las e colocá-las em prática. A dádiva de participar desse processo de regeneração, não apenas em nós, mas no mundo ao nosso redor, é algo que Cristo nos concedeu. Ele nos dá tudo o que precisamos para vencer nossa resistência e permitir que o bem e o amor desabrochem em nossos corações.

O peregrino sentiu uma paz profunda invadindo seu peito e, por um momento, tudo pareceu claro como a luz do sol que banhava a estrada.

— Façamos, então, a nossa parte — concluiu Frei Ludovico, levantando-se lentamente.

Antes de partir, o monge colocou a mão no ombro do peregrino e disse:

— Deixe-me ensinar-lhe uma oração que lhe trará força em sua jornada.

O peregrino, reverente, baixou a cabeça e ouviu as palavras que Frei Ludovico lhe transmitia com suavidade:

“Senhor, guia meus passos no caminho da Tua paz.
Que eu semeie o amor onde houver desamor,
Que eu espalhe a fraternidade onde houver solidão,
Que eu leve o perdão onde houver mágoa.
Dá-me força para arar a terra do meu coração,
E coragem para acolher os frutos que virão.
Que o Teu bem floresça em mim,
E que o Teu amor me transforme.
Amém.”

Com o coração renovado, o peregrino continuou seu caminho, agora com a certeza de que cada passo era um plantio, e cada plantio, uma colheita para a alma.

O conto é uma ficção, mas a mensagem é verdadeira,
Ronald Stresser, 23 de setembro de 2024. Com a luz do Padre Pio.



Quero poder dedicar mais tempo a este meu meu trabalho autoral, que disponibilizo aqui de forma gratuita e democrática. Pelo número de visitas que tem o meu blog estou certo que você também quer ter acesso a mais material inédito, de minha autoria. Para isso seu apoio é essencial. Envie PIX de qualquer valor para: sulpost@outlook.com.br ou QR abaixo. Assim posso dedicar mais tempo à escrita.


DEUS TE ABENÇOE!


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Findhorn: uma rosa florescendo em pleno inverno



Findhorn é o sinônimo de uma deliciosa experiência ecológica da Nova Era, onde os seres da natureza, cooperando com pessoas de boa vontade , transformaram uma gleba de areia estéril em terra fecunda, mostrando ao mundo como os territórios devastados pela imprudência e a maldade humana poderão ser reconquistados e transformados em regiões produtivas e belas, bastando para isso que os homens ouçam o que esses seres têm para ensinar e com eles colaborem!

Em 1962 quatro escoceses que trabalhavam num hotel de luxo perderam seus empregos. Eram Peter Caddy, sua esposa Eilen, Dorothy Maclean e Lena Lamont. Não havia razão aparente para essa simultânea perda de empregos mas o que causou ainda mais estranheza é que, apesar de serem profissionais eficientes , essas pessoas não conseguiam outro trabalho .

Depois de inúteis tentativas , resolveram esperar que a adversidade amainasse e foram viver em dois trailers que possuíam. Como eram pessoas que não só trabalhavam mas estudavam e tinham-se submetido a um treinamento espiritual, não se afligiram indevidamente e entregaram-se à vontade do plano superior.

Eilen era também uma sensitiva, procurou orientação e nessa procura recebeu instruções para que ela e seus companheiros rumassem para a baía de Moray, no Norte da Escócia , um lugar mais próximo do Circulo Artico do que a cidade russa de Moscou .

Lá havia um local perto de um acampamento para caravanas, denominado Findhorn . Situado num pequeno cabo, era varrido por ventos glaciais e naquela parte do ano (novembro) os dias eram curtos e quase sem sol. Difícil imaginar um lugar mais inóspito mas, pensavam eles - que já o conheciam - seria uma parada curta, temporária, enquanto aguardavam os esperados empregos! Para lá se dirigiram. E acamparam.

Como eram pessoas com conhecimentos espirituais, compreenderam que algum motivo deveria existir para essa mudança brusca de destino e moradia, e não desprezaram a oportunidade do isolamento obrigatório para prosseguir com seus estudos. Eileen, continuando com suas meditações diárias, quase que imperceptivelmente entrou em sintonia com os seres da natureza que começaram a dar instruções ao grupo.

Quando a primavera chegou - eles ainda em Findhorn e ainda sem emprego - sabiam o que deveriam fazer e como proceder: trabalhar o solo para melhorar o ambiente e seu cardápio! Haviam sido instruídos como enriquecer o solo sem colocar produtos químicos. Possivelmente por serem totalmente inexperientes em jardinagem e horticultura, não tinham idéias preconcebidas quanto à qualidade paupérrima do chão que, sendo composto de areia e pedregulho com uma fina camada de terra por cima, dificilmente se prestaria ao plantio de verduras! Puseram mão à obra e começaram a preparar o local para a horta.

Saíram à procura de produtos orgânicos naturais para enriquecer seu cantinho de areia e o primeiro tesouro encontrado foi um montão de capim apodrecido que transportaram para o acampamento. Pouco depois um conhecido que criava cavalos ofereceu um lote de estrume e permitiu que apanhassem o esterco que encontrassem nos pastos. Arrancavam as algas marinhas que ficam presas aos rochedos perto do mar, trabalho duro e até perigoso mas compensador, pois essas algas continham grandes quantidades de produtos químicos que fertilizavam o solo.

Estavam precisando de palha para ajuntar ao montão de lixo que tinham conseguido, quando foram procurados por um vizinho que perguntou se não gostariam de apanhar um fardo que havia caio ao lado da estrada! Uma destilaria ofereceu seus resíduos de cevada, outro poderoso fertilizante natural. Andando pelos arredores, Peter Caddy, o chefe da operação, viu um carneiro que havia se enroscado no arame farpado da cerca. Soltou-o e avisou o fazendeiro que, agradecido, presenteou-os com um carregamento de estrume.

Uma mercearia deu um lote de batatas e verduras estragadas e um vizinho que estava desmanchando seu barracão , ofereceu o madeiramento que o grupo de Findhorn precisava para construir uma cerca. Tudo que necessitavam vinha às suas mãos como que por "milagre", mostrando que uma força inteligente trabalhava segundo um plano preestabelecido. Eram os espíritos da natureza que se faziam conhecer através das instruções que a sensitiva recebia e que davam ao solo a energia vital, sem a qual a Operação Findhorn teria fracassado!

Aqui fazemos uma curta digressão pois temos que apresentar ROC, uma pessoa que foi levada a Findhorn depois que o grupo inicial havia se instalado. Era um ex-operador de um navio de transportes durante a Segunda Grande Guerra Mundial . Quando a guerra terminou, ROC (R. Ogilvie Crombie) ingressou na Universidade de Edimburgo, na Escócia, mas por ter sido vitimado por grave moléstia foi forçado a abandonar os estudos.


Durante sua longa convalescença começou a interessar-se por assuntos relacionados aos poderes paranormais do ser humano e quando sarou, voltou a morar na cidade de Edimburgo onde teve uma experiência nesse campo que revolucionou a sua vida . Conta ROC que, como gostava de lugares ermos, passava longas horas no Jardim Botânico e certo dia, sentado na relva, encostou-se a uma arvore.

Uma estranha paz invadiu-o no tranquilo silencio , ele observava a natureza que o cercava. repentinamente viu uma curiosa figurinha, meio gente, meio animal, que saltitava na grama. Pensando que estava sofrendo de uma alucinação, fechou os olhos mas com os olhos cerrados não via o fauno. Quando os abria, lá estava ele que aos poucos se aproximava. Quando chegou bem perto, ROC cumprimentou-o dizendo:

"Alô"
Assustado o fauno deu um pulo e perguntou :
"Você me pode ver? "
"Sim!" - respondeu ROC .
"Mas os humanos não nos vêem!" - retrucou o fauno.

Assim os dois começaram a se compreender e entabularam uma relação de amizade, o pequeno fauno iniciando um trabalho de grande importância que tinha que fazer com ROC - prepará-lo para um encontro decisivo em sua vida, que se deu da seguinte forma:

Voltava ROC para casa à noitinha e, passando por uma das tranquilas ruas de Edimburgo, sentiu que penetrava num ambiente diferente, singular . Parecia que estava nu e que o ar ficara tão denso que o sentia na pele, morno e vibrante como leves choques elétricos ou delicadas teias de aranha a roçar contra o seu corpo. Quando aproximou-se de um espaço entre duas casas , sentiu que algo ainda mais estranho estava para acontecer . De repente viu um ser gigantesco caminhando a seu lado - meio homem , meio animal - que irradiava uma enorme força. Era um outro fauno , mas não podia ser seu pequenino amigo que havia crescido a tais proporções...

Naquele instante o fauno virou-se para ROC e começou a conversa mais curiosa que se pode imaginar. Apresentou-se em primeiro lugar. Era o grande Pã que a mitologia grega cita e que a Igreja Cristã havia usado para exemplificar, erroneamente, aquele ser que ela chamava de Satanás! O grande Pã, conhecendo o terro que muitos cristãos tem por sua figura , o que muito o entristece, queria saber se ROC também o temia ou se lhe inspirava repulsa.

ROC assegurou-lhe que não e de seus sentimentos profundamente fraternos pelos seres da natureza! Mais aliviado , Pã continuou a conversando e acompanhou ROC até a porta de seu apartamento quando se tornou invisível. ROC , apesar de não poder vê-lo, sentia sua presença dentro de casa. Esse foi o primeiro encontro . Outros seguiram e os dois tornaram-se bons amigos, Pã explicando os seus planos que estavam relacionados a Findhorn, para onde ROC deveria dirigir-se. ROC não hesitou - partiu para lá e integrou-se ao grupo de Peter Caddy . Pã, por sua vez , iniciou sua parte na tarefa de reconstrução de Findhon.

Sendo pequena a área e como era, também, uma experiência novel, o grupo reuniu-se para decidir com o que iriam iniciar a horta. Resolveram que seria com repolhos e calcularam que , se vingassem e pesassem mais ou menos dois quilos cada, teriam uns quinze quilos que bastariam Plantaram , pois, oito sementes mas o resultado foi desconcertante, pois alguns repolhos chegara a pesar mais de vinte quilos cada! E uma semente de brócolos, plantada ao mesmo tempo, deu uma arvore de brócolos que serviu para alimentar o grupo durante semanas .


Quando o talo precisou ser arrancado , o peso era tanto que Peter Caddy quase não teve forças para carregá-lo Nessa primeira estação o grupo plantou 65 qualidades de verduras, 42 de ervas de cheiro e 21 de frutas, algumas que não era naturais a lugares frios.

Os resultados conseguidos começaram a ficar conhecidos e Findhorn foi por fim visitado por um representante do Departamento de Agricultura que pediu licença para tirar uma amostra da "terra" . Quando a examinou imediatamente declarou que precisaria de pelos menos 80 gramas de sulfato de potássio por metro quadrado.

Caddy explicou que não empregava fertilizantes artificiais ou químicos em Findhorn, ao que o digno representante do Departamento da Agricultura respondeu que os produtos "naturais" eram inadequados para suprirem as deficiências do solo e para explicar os motivos de sua abalizada e técnica opinião levou duas preciosas horas.

Enfim, levaria a amostra para ser examinada pelo Departamento Técnico em Aberdeem. Seis semanas mais tarde voltou trazendo o resultado da analise - Não havia deficiências no solo. Perplexo, convidou Caddy a explicar num programa de TV quais os métodos adotados em Findhorn que tornava os métodos adotados em Findhorn que tornava areia estéril em terra fértil!

A fama de Findhorn começou a correr o mundo e pessoas de todos os ápses o visitavam . O grupo de Caddy acabou recebendo uma oferta para trabalhar num belo lote de terra, completamente cercado , com grandes estufas de vidro ( e dinheiro , bem entendido ) mas apesar de sentir-se tentado , o chefe do grupo recusou , pois todos já haviam percebidos que os resultados obtidos em Findhorn não eram normais, que havia um plano por detrás de tudo.

Compreenderam enfim por que não conseguiam empregos ! Era preciso que se dedicassem inteiramente à experiência novel que estava sendo feita em Findhorn que resultaria em benefícios ao mundo inteiro tão necessitado de recuperação ecológica.

Até então só verduras e plantas rasteiras haviam sido plantadas. Como a tentativa havia sido coroada de êxito, outra fase foi iniciada: a do plantio de arvores de maior porte - de sombras e frutíferas - e arbustos. Com a chegada da primavera Caddy achou de iniciar-se essa segunda etapa com uma castanheira e alguns arbustos já escolhidos.

Pã foi consultado e prometeu a sua cooperação. A castanheira cresceu normalmente apesar do verão que se seguiu ter sido excepcionalmente quente e seco, e os arbustos , que haviam sido colocados na mais pura das areias ( o fertilizante natural já havia acabado ) , floriram.

Anos mais tarde, quando o grupo de Caddy já havia adquirido um lote de terra vizinho a Findhorn , perto de seiscentas faias foram plantadas para cercar a área, e sobre essas faias Caddy conta uma curiosa história. Alguém havia visto um anuncio oferecendo árvores já crescidas em oferta especial. Mandaram o dinheiro e nove dias mais tarde foram avisados que as arvores estavam na estação. Seu estado era deplorável - as raízes e folhas, secas e enrugadas, mas Pã foi convocado e ele e os devas prometeram um cuidado todo especial para elas. Foram também plantadas na areia e vingaram e floresceram!

Um pomar foi formado e os que visitaram o lugar exclamavam que jamais haviam visto tanta abundancia e frutas e verdura tão saborosas. Sobre esse pomar também contam outro incidente curioso. As arvores cresciam e o lugar precisava de uma capinada, mas o "mato" estava em plena florescência. Assim mesmo cortaram as plantas . ROC, que viajara , chegou logo após a chacina e ao descer para a praia, sentiu-se perseguido por uma legião de irados elfos que pediam satisfação por terem tido seus lares destruídos . Viviam nas flores, diziam eles, e agora não tinham onde morar. Não trabalhariam mais em Findhorn ! Quando ROC descobriu o que havia acontecido, pediu desculpas e explicou aos elfos que os humanos não sabiam que as flores eram habitadas.

Com essa explicação os ânimos exaltados se acalmaram e mais tarde a sensitiva recebeu uma mensagem que dizia que, sendo Findhorn uma experiência pioneira, a cooperação entre os homens e os seres da natureza era bidirecional e era imprescindível que todos se abstivessem de desagradar a quem quer que fosse! Não bastava "acreditar" e pedir ajuda. Era preciso respeitar os seres da natureza e sua obra - as plantas . .

Os antigos aceitavam a existência dos seres da natureza, mas os supersensíveis órgãos que permitem a sua percepção atrofiaram-se no homem moderno que desenvolve unicamente o seu intelecto. Para eles, esses seres não passam de figurinhas em histórias para criança sou, então, lenda da mitologia! Mas o breakthrough - a penetração em território desconhecido - representado pela experiência feita em Findhorn mostra que os seres da natureza existem e mostra, também, que se os homens se ligarem mais a eles e escutarem seus ensinamentos, a nossa triste e violentada Terra terá condições de volta à sua primitiva beleza.

Todos os ensinamentos recebidos pelo grupo deram resultados excelentes . Quando seu auxilio era solicitado, não negavam sua cooperação - assistência que prestavam era exatamente aquela que as plantas precisavam , mostrando que conheciam as deficiências e tinham não só o poder mas o conhecimento técnico, qualidade tão apreciada hoje em dia pelos grandes capitães da industria...

Entre todos os ensinamentos prestados ao grupo , um que foi mais enfatizado é que a Terra precisa de arvores , muitas e de grande porte , pois arvores são para esse planeta o que a pele é para o homem . E se os humanos se afastarem deles e continuarem a transgredir as leis que mantêm o equilíbrio ecológico , esses seres se retirarão , levando consigo o poder de curar , sanar , transforma nosso solo doente e sobre a Terra se abaterão as forças destrutivas que ela não terá mais condições de conter !

Extraido de um texto de Elsie Dubugras (foto) – 1976

Fonte: http://holosgaia.blogspot.com/2008/11/findhorn-sucesso-com-agricultura.html

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