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sexta-feira, 2 de abril de 2021

Augusto dos Anjos: 'Homem-verme' (Psicografia de Chico Xavier)

E o lápis-relâmpago de Chico Xavier continua a deslizar, veloz, sobre o papel. E veio-nos mais este soneto inconfundível do poeta do “Eu”... 


"Se o homem faz dele mesmo um verme, ele não deve se queixar quando é pisado" - Immanuel Kant (Augusto dos Anjos: 'Homem-verme' - Psicografia de Chico Xavier)

"Desolação. Terror e morticínio.

O homem sôfrego e bruto, de ânsia em ânsia,

Sofre agora a sinistra ressonância

De sua inclinação para o extermínio.


É o doloroso e trágico domínio

Do «homo homini lupus» da ignorância.¹

Exaltando a vaidade sem substância,

Ídolo podre sobre o esterquilínio.


Por toda a parte, escorre o sangue horrível,

Ao crepitar de rúbidos incêndios,

Sobre a ideia cristã medrando em germe.


Em quase tudo, o pântano terrível,

De lodo e lama, em sombra e vilipêndios,

Atestando as vitórias do homem-verme!"


Francisco Cândido Xavier e Augusto dos Anjos, em "Luz na Escola" (3)


Notas:

1- A expressão latina homo homini lupus, significa “o homem é um lobo para o homem”.

Essa mensagem foi também publicada pela FEB, é o 25º soneto do 15º capítulo do livro “Parnaso de Além-Túmulo




sexta-feira, 26 de março de 2021

Jesus Gonçalves: 'Oração diante da Cruz' (Oração Psicografada)

"Contemplando-Te, ó Mestre, içado às dores,  Em teu trono de angústia, sangue e chagas,  Sinto em mim a grandeza com que esmagas  O ódio e a maldade dos perseguidores…    Ladeado por rudes malfeitores,  Ao vozerio de baldões e pragas,  Guardas no olhar a bênção com que afagas  O coração dos pobres sofredores.    “Perdoai-lhes, meu Pai!…” - disseste em pranto  No imenso amor, iluminado e santo,  Que a tua Cruz de lágrimas encerra…    E vejo, enfim, que sem teus dons divinos  Não passamos de escuros peregrinos,  Infortunados lázaros da Terra!" Chico Xavier e Jesus Gonçalves
Imagem: Felix Mittermeier/Pixino - Legendas: e-magia


"Contemplando-Te, ó Mestre, içado às dores,

Em teu trono de angústia, sangue e chagas,

Sinto em mim a grandeza com que esmagas

O ódio e a maldade dos perseguidores…


Ladeado por rudes malfeitores,

Ao vozerio de baldões e pragas,

Guardas no olhar a bênção com que afagas

O coração dos pobres sofredores.


“Perdoai-lhes, meu Pai!…” - disseste em pranto

No imenso amor, iluminado e santo,

Que a tua cruz de lágrimas encerra…


E vejo, enfim, que sem teus dons divinos

Não passamos de escuros peregrinos,

Infortunados lázaros da Terra!"


Chico Xavier e Jesus Gonçalves, em "Cartas do Coração"




quarta-feira, 4 de março de 2009

A Lavadura - Cartilha da Natureza


"Pelo bem da roupa limpa
Não se esqueça a criatura
Dos serviços que custou
O esforço da lavadura.

Raramente se recorda
Na tarefa rotineira,
O trabalho, o sacrifício
Do campo da lavadeira.

Porque em verdade, a tarefa
Inclue disciplina e dores,
Não se lava roupa suja
Usando perfume e flores.

Por limpar-se no caminho
Necessário a experiencia,
Não foge a imersão completa
Nas aguas da Providência.

Não dispensa o gosto amargo
Do curso do sabão,
Alijando-se a bagagem
De sujidade ou carvão.

Passado o atrito da esfrega,
Que impõe cansaço e aspereza,
Transporta-se ao coradouro,
Apurando-se a limpeza.

Depois é a volta bendita
A agua cariciosa,
Que atende a saúde humana,
Com bençãos de mãe bondosa.

Qualquer recurso ao lavar
Com sabão ou corrosivo,
Requisita paciência,
Vigilancia e esforço ativo.

O serviço dessa ordem
Faz lembrar ao pensamento
A lavadura precisa
Às roupas do sentimento.

Vivamos Tranquilamente,
Sem olvidar, entretanto,
Que nossa alma necessita
Lavar-se em suor e pranto."

Ditado pelo Espírito de Casimiro Cunha
1944 Livraria Editora da Federação Espírita Brasileira - Rio de Janeiro
A Lavadura: pgs.95 e 96

sábado, 7 de fevereiro de 2009

"Quando Chega a Hora" - Lucius por Zibia Gasparetto


Quando Chega a Hora é uma obra de literatura espírita de autoria do Espírito Lucius, psicografado por Zibia Gasparetto, lançado em 1999. O livro conta a história de Nico, Eurico e Amelinha, herdeiros do coronel Firmino, que se mudam para o antigo casarão, há muito abandonado e assombrado pelo espírito do antepassado.

"Quando Chega a Hora"
- Lucius (por Zibia Gasparetto)

"Embora a felicidade seja nosso objetivo maior
ainda não sabemos distinguir o falso do verdadeiro
criamos ilusões, perseguimos objetivos falsos
colhemos sofrimentos
Mas é por meio deles que aprendemos
a conhecer a vida,
a melhorar atitudes
é possível que venha a nos enganar outra vez
Esse é o preço do progresso
Apesar disso, meu coração está em paz
por saber que, acima de todas as nossas falhas
e até de nosso livre-arbítrio,
está a vida nos protegendo
conduzindo nossos passos para o maior
a ansiedade atrapalha
as pessoas estão tão voltadas
ao mundo material, não têm paciência de esperar
querem fazer tudo sozinhas.
não se ligam com a fonte de vida
nem sequer percebem que um objetivo não alcançado
ao invés de ser um fracasso
pode ser uma ajuda
em tudo só os valores verdadeiros permanecem
assim, é preciso não esmorecer
fazer sempre o melhor que souber
confiar na sabedoria divina e esperar
quem decide é a sabedoria divina, e
ela, só faz acontecer
quando chega a hora."


fonte: cisafrida

       

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