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sábado, 19 de fevereiro de 2022

Emmanuel: 'Benevolência em Ação'

"Usa a benevolência tanto quanto puderes, recordando que todos somos necessitados de tolerância.  Ainda mesmo em se tratando de nós outros, os companheiros desencarnados, estamos ainda em áspera luta, por dentro de nós mesmos, buscando a luz do autoaperfeiçoamento.  Muito longe da condição angélica, todos nos amontoamos no pátio das necessidades espirituais, contando com o amparo e a compreensão uns dos outros, a fim de conseguirmos atingir a solução de nossos problemas.  Por isto mesmo, conscientes de nossas próprias realidades, quando estivermos com a palavra em casa, na rua, nos diálogos de serviço ou nos cenáculos da fé, aprendamos a esquecer o mal semeando o bem, para que o bem se fixe entre nós.  Não te reportes a conflitos, a fim de que a paz se estabeleça.  Não condenes os irmãos que suponhas caídos na estrada, porque não sabes se amanhã estarás nas dificuldades em que se encontram.  Desfaze-te de qualquer ideia de racismo e separação, para que a fraternidade te ilumine os pensamentos.  Abstém-te de cultivar ressentimentos e ódios, para que o amor não se te mantenha distante do próprio ambiente.  Evita salientar a delinquência e a crueldade, de modo a que não se te transforme o verbo nessa ou naquela indução infeliz, em algum dos cérebros que te escutam.  Sejamos irmãos uns dos outros, respeitando os opositores que, porventura, não nos compreendam.  E se observarmos irmãos positivamente errados, anotemos as qualidades nobres que já possuem e procuremos vê-los ou interpretá-los através do melhor que nos apresentem, lembrando-nos de que o amor infinito de Deus nos tolera a todos, doando-nos, a cada um, a bênção do tempo, dentro da qual, seguindo de prova em prova e de experiência em experiência, ser-nos-á possível adquirir o passo firme e certo na conquista da perfeição." - Emmanuel

"Usa a benevolência tanto quanto puderes, recordando que todos somos necessitados de tolerância.

Ainda mesmo em se tratando de nós outros, os companheiros desencarnados, estamos ainda em áspera luta, por dentro de nós mesmos, buscando a luz do autoaperfeiçoamento.

Muito longe da condição angélica, todos nos amontoamos no pátio das necessidades espirituais, contando com o amparo e a compreensão uns dos outros, a fim de conseguirmos atingir a solução de nossos problemas.

Por isto mesmo, conscientes de nossas próprias realidades, quando estivermos com a palavra em casa, na rua, nos diálogos de serviço ou nos cenáculos da fé, aprendamos a esquecer o mal semeando o bem, para que o bem se fixe entre nós.

Não te reportes a conflitos, a fim de que a paz se estabeleça.

Não condenes os irmãos que suponhas caídos na estrada, porque não sabes se amanhã estarás nas dificuldades em que se encontram.

Desfaze-te de qualquer ideia de racismo e separação, para que a fraternidade te ilumine os pensamentos.

Abstém-te de cultivar ressentimentos e ódios, para que o amor não se te mantenha distante do próprio ambiente.

Evita salientar a delinquência e a crueldade, de modo a que não se te transforme o verbo nessa ou naquela indução infeliz, em algum dos cérebros que te escutam.

Sejamos irmãos uns dos outros, respeitando os opositores que, porventura, não nos compreendam.

E se observarmos irmãos positivamente errados, anotemos as qualidades nobres que já possuem e procuremos vê-los ou interpretá-los através do melhor que nos apresentem, lembrando-nos de que o amor infinito de Deus nos tolera a todos, doando-nos, a cada um, a bênção do tempo, dentro da qual, seguindo de prova em prova e de experiência em experiência, ser-nos-á possível adquirir o passo firme e certo na conquista da perfeição."


Chico Xavier e Emmanuel
Capítulo 13, do livro 'Paz'


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais


sábado, 22 de janeiro de 2022

André Luiz: 'Temas Importunos', trecho do livro 'Sinal Verde'

"Doenças.  Crimes.  Intrigas.  Crítica.  Sarcasmo.  Contendas domésticas.  Desajustes alheios.  Conflitos sexuais.  Divórcios.  Notas deprimentes com referência aos irmãos considerados estrangeiros.  Racismo.  Preconceitos sociais.  Divergências políticas.  Atritos religiosos.  Auto-elogio.  Carestia da vida.  Males pessoais.  Lamentações.  Comparações pejorativas.  Recordações infelizes.  Reprovação a serviços públicos.  Escândalos.  Infidelidade conjugal.  Pornografia.  Comentários desprimorosos quanto à casa dos outros.  Anedotário inconveniente.  Histórias chulas.  Certamente não existem assuntos indignos da palavra e todos eles podem ser motivo de entendimento e de educação, mas sempre que os temas importunos ou difíceis forem lembrados, em qualquer conversação, o equilíbrio e a prudência devem ser chamados ao verbo em manifestação, para que o respeito aos outros não se mostre ferido."  Chico Xavier e  André Luiz

"Doenças.

Crimes.

Intrigas.

Crítica.

Sarcasmo.

Contendas domésticas.

Desajustes alheios.

Conflitos sexuais.

Divórcios.

Notas deprimentes com referência aos irmãos considerados estrangeiros.

Racismo.

Preconceitos sociais.

Divergências políticas.

Atritos religiosos.

Auto-elogio.

Carestia da vida.

Males pessoais.

Lamentações.

Comparações pejorativas.

Recordações infelizes.

Reprovação a serviços públicos.

Escândalos.

Infidelidade conjugal.

Pornografia.

Comentários desprimorosos quanto à casa dos outros.

Anedotário inconveniente.

Histórias chulas.

Certamente não existem assuntos indignos da palavra e todos eles podem ser motivo de entendimento e de educação, mas sempre que os temas importunos ou difíceis forem lembrados, em qualquer conversação, o equilíbrio e a prudência devem ser chamados ao verbo em manifestação, para que o respeito aos outros não se mostre ferido."


André Luiz
Lição 29 do livro 'Sinal Verde'
Psicografia de Chico Xavier




sexta-feira, 29 de maio de 2020

Uma visão Espírita sobre o racismo

O Racismo na visão do Espiritismo



Constantemente somos bombardeados por notícias através da mídia, que denunciam atos de agressão física, verbal, moral e assassínios relacionadas ao racismo. Temos, no Brasil, o polêmico "sistemas de cotas" e sofremos com o infame "racismo estrutural" em nossa sociedade. Em 1997, Jávier Godinho, colaborador da "Revista Espírita Allan Kardec", publicou na mesma um artigo a respeito do assunto, que continua bastante atual. Vale a pena ler e compartilhar:

"A imprensa apresenta, constantemente, fatos relacionados a manifestações de racismo, fora e dentro do Brasil. E mostra, também, cenas terríveis de miséria nos países mais devastados da África, onde homens, mulheres e crianças de pele negra parecem mais esqueletos vivos, semelhantes às fotos dos seis milhões de judeus exterminados nos campos de concentração nazistas.

Não seriam as esquálidas criaturas de hoje os mesmos homens que provocariam o genocídio da Alemanha de Hitler, agora em novos corpos?

O racismo é, antes de tudo, uma demonstração de atraso espiritual e desconhecimento das leis divinas. Aquele que diminui ou persegue o irmão pela cor da pele ou por qualquer outra característica étnica, viola o grande mandamento, síntese de toda a lei e dos profetas, "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo."

Pela lei do carma, ou de causa e efeito, o racista sofrerá, em si próprio, a inteireza do sofrimento provocado ao semelhante. Pagará até o último ceitil, pois todo homem será punido naquilo em que pecar. "Quem com ferro fere, com ferro será ferido"- na expressão do próprio Cristo.

Ensina "O Livro dos Espíritos" que os homens atuais são os mesmos Espíritos que voltaram, para se aperfeiçoar em novos corpos, estando, ainda, muito longe da perfeição. A raça de agora, que por seu crescimento tende a invadir toda a Terra e substituir as raças que se extinguem, terá, também, a sua decadência. Outras raças a substituirão, descendentes dela mesma, como os civilizados contemporâneos descendem dos seres brutos e selvagens das eras primitivas.

A origem das raças perde-se na noite dos tempos. Como todas pertencem à grande família humana, puderam misturar-se e produzir novos tipos. As múltiplas variedades de um mesmo fruto não impedem que constituam uma só espécie.

No final de 1939, justamente quando o racismo nazista contra o povo judeu era um dos determinantes da eclosão da Segunda Guerra Mundial, o espírito de Emmanuel começava, no Grupo Espírita Luiz Gonzaga, de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, a psicografar, através de Francisco Cândido Xavier, o livro "O Consolador".

Na obra, editada no ano seguinte pela Federação Espírita Brasileira, Emmanuel considera justo o agrupamento nos países de múltiplas coletividades pelos laços afins da educação e do sentimento. A política do racismo, todavia, é encarada como um erro gravíssimo, que pretexto algum justifica. O racismo não tem nenhuma base séria nas suas alegações que, na realidade, só encobrem o propósito tenebroso do separatismo e da tirania.

Se todavia, nenhum dos argumentos acima convence o leitor, lembramos as recentes descobertas da Arqueologia, dando-nos conta de que todos nós, seres humanos, de qualquer raça, somos originários do Continente Africano."
Jávier Godinho
____
Fonte: Paradigma Espírita: Um Blog sobre a Doutrina Espírita e suas questões url:http://paradigmaespirita.blogspot.com.br/2012/05/o-racismo-na-visao-do-espiritismo.html (adaptação) - Autor: Jávier Godinho, para a "Revista Espírita Allan Kardec" (Goiás, 1997)

Nota sobre o autor: 


Jávier Godinho (27/11/1936 - 13/09/2018), foi um jornalista, radialista e espírita brasileiro. Trabalhou por várias décadas no "Grupo Jaime Câmara" e em outros veículos. Nascido na cidade de Goiás, ele se mudou para Goiânia em 1956. Formado em direito, nunca atuou na área. Na década de 1960, começou a trabalhar no jornal "O Popular", onde foi revisor, repórter e editor. 

Também escreveu programas para a "Rádio Anhanguera" e atuou como assessor de imprensa. Ficou bastante conhecido como autor de textos para a "Hora do Angelus", um momento de reflexão e fé exibido pela "TV Anhanguera" por mais de 50 anos, pontualmente às 18h. Jávier foi fundador da "Academia Goianiense de Letras" e conferencista Espírita de grade destaque no Brasil.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Livro espírita não deve ser recolhido, decide juiz



Os exemplares do livro “Obras Póstumas de Allan Kardec”, editado pelo Instituto de Difusão Espírita, não devem ser recolhidos. O juiz federal Marcelo Freiberger Zandavali, substituto da 3ª Vara Federal de Bauru, negou pedido de liminar feito em Ação Popular.

Pedro Valentim Benedito entrou com a ação, com pedido de antecipação de tutela, sob o argumento da obra ser lesiva ao patrimônio histórico e cultural e por veicular conteúdo racista. Ele baseou o pedido, dentre outros documentos, na Convenção Internacional Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, tratado internacional cujo cumprimento, em território nacional, foi objeto do Decreto nº 65.810/69.

O juiz Marcelo Zandavali destacou trecho da convenção sobre discriminação racial. “Entende-se discriminação racial qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência fundadas na raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por fim ou efeito anular ou comprometer o reconhecimento, o gozo ou o exercício, em igualdade de condições, dos direitos humanos e das liberdades fundamentais nos domínios político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro domínio da vida pública”.

De acordo com o juiz, o Instituto não teve a intenção específica de anular ou comprometer o reconhecimento, o gozo ou o exercício dos direitos humanos e liberdades fundamentais dos negros. Ao contrário, em “nota explicativa”, ao final do livro, expressa o “mais absoluto respeito à diversidade humana, sem preconceito de nenhuma espécie”. Ele ressaltou, ainda, que a obra traz a opinião de uma pessoa que viveu no século XIX, época em que era comum este tipo de pensamento com relação aos negros, tanto que em boa parte dos países ainda havia a escravidão.

Assim, de acordo com ele, “fica clara como água da rocha a intenção dos editores de divulgar, sem mutilações, o pensamento kardecista, sem, para tanto, elevar a distinção baseada na cor da pele em ideologia discriminatória”. Com informações do Núcleo de Comunicação Social da Justiça Federal de primeiro grau em São Paulo.

Ação Popular nº 0003015-78.2011.403.6108
Clique aqui para ler a decisão



Kardec, racismo e espiritismo - Uma reflexão
por Jorge Hessen

Não fales e nem escrevas
Algo que fira ou degrade;
Racismo é uma chaga aberta
No corpo da Humanidade
~Cornélio Pires

O racismo é um tema pouco abordado nas hostes doutrinárias. A bibliografia é escassa. Os escritores e estudiosos espíritas brasileiros ainda não se debruçaram com maior profundidade sobre o assunto. Para alguns, as poucas análises sobre a questão do segregacionismo e da escravidão do negro, no Espiritismo deixam transparecer as influências da teoria arianista , da visão positivista e idealista da história, desconsiderando os fatos nos seus relativismos e contradições.

Para a investigação kardequiana, a respeito do negro, torna necessário ser considerado o contexto histórico em que foi discutida a temática. Incidiria em erro, sob o ponto de vista histórico, considerar Allan Kardec contaminado de preconceitos ou de índole racista. Essa palavra detém uma carga semântica muito forte, inadequada para definir os ideais do mestre lionês.

Não há nenhum indício de que ele tenha discriminado algum indivíduo ou grupo de origem negra ou quaisquer indivíduos, sejam no movimento espírita ou fora dele. A jornalista Dora Incontri, com mestrado e doutorado em Educação, pela USP, em seu livro Para entender Kardec, nos trás um fato interessante que muito bem nos dará uma idéia de quem era o senhor Rivail. Vejamos:

"É bom lembrar que, na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, havia um Camille Flammarion, astrônomo, e um calceteiro (operário braçal que fazia as calçadas de Paris, de quem Kardec noticia a morte) e ambos eram membros da Sociedade"... Clique aqui para ler esta postagem na íntegra...

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pinga Fogo 1971 ::: Umbanda e Caboclos ::: Chico Xavier



"Nós respeitamos a religião de Umbanda como devemos respeitar todas as religiões..." 
Chico Xavier


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