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domingo, 21 de novembro de 2021

O quê é Espiritismo? Os Nove Pontos Fundamentais do Espiritismo



O pensamento filosófico e religioso de Allan Kardec — que hoje em dia é um dos pilares fundamentais de imensos movimentos religiosos de natureza Espírita — é imensamente complexo, contudo podemos afirmar que consiste em nove pontos fundamentais:

 

1. O ser humano é constituído por um corpo material aliado a um espírito.

2. O corpo físico é mortal, contudo o espírito é imortal

3. O fenômeno da vida, seja ela física ou espiritual, não é exclusivo do planeta Terra, sendo que ocorre por todo o Universo e é parte da grande Criação de Deus.

4. Jesus, era um ser espiritual imensamente evoluído, que atingiu as metas da virtude e da bondade, emanando luz e iluminação para o mundo. Jesus foi por isso, o "Espírito mais perfeito que Deus ofereceu aos homens para servir-lhes de modelo e guia".

5. O corpo físico é um receptáculo do espírito, que através de um processo de reencarnações, vem a este mundo a fim de realizar um aprendizagem espiritual.

6. O objetivo deste processo de reencarnações, é a evolução espiritual até que seja alcançada a plenitude do ser espiritual. O ciclo de reencarnações e aperfeiçoamento visa atingir a virtude e o bem, um estado celestial de luz e iluminação.

7. A alma, é o espírito enquanto ligado a um corpo físico.

8. O espírito encontra-se ligado ao corpo físico na forma de um invólucro denominado perispírito, sendo que esse é muitas vezes observado e chamado de "fantasma".

9. Os Espíritos desencarnados, - comumente conhecidos por "Espíritos dos mortos" -, e os Espíritos encarnados, - vulgarmente conhecidos pelos "vivos" -,  podem comunicar-se através do processo denominado "channeling", ou em português: "mediunidade".


Curiosidade: "Fora da Caridade não há salvação" é um retruque de Kardec à sentença dos católicos: "Fora da Igreja não há salvação". De fato, a Doutrina Católica Romana prega a necessidade dos sacramentos ministrados pela sua Igreja para a salvação da alma, diante do Juízo Final (desencarne). O Espiritismo Cristão prega apenas a prática do Amor, na livre expressão da Caridade Cristã.


Leia "O Evangelho segundo o Espiritismo" e faça dele seu livro de cabeceira!





segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Prece pela Desobsessão, ditada pelo Espírito de André Luiz

André Luiz é o nome atribuído pelo médium e filantropo brasileiro Francisco Cândido Xavier a um dos espíritos mais frequentes em sua obra psicografada. André Luiz teria sido um médico em sua última encarnação e muitas das obras psicografadas atribuídas a ele possuem diversas informações biológicas complexas.

Prece pela Desobsessão


"Meu Pai, preciso hoje de tua especial proteção!

Nada em minha vida desenrola-se da forma como prevista ou desejada, qual de mãos frias e invisíveis destroçassem todos os esforços empreendidos, transformando sonhos em poeira, esperanças em decepções, empresas em prejuízo...

A minha volta, Senhor, perturbações sem conta turvam-me os locais por onde transito, seja no lar ou na rua, produzindo um sem números de situações que me entristecem e me constrangem, qual se dantesco séqüito me seguisse os passos, em todos os lugares, sugestionando o ambiente em torno contra mim.

Tenho sofrido, meu Pai, maus tratos repentinos, desrespeitos, afrontas e descortesias de conhecidos e de estranhos, mesmo eu me esforçando em ser gentil e educado, qual se trouxesse repelentes feridas por sobre o corpo, a incomodar aqueles com quem necessito me contatar...

Por mais que eu trabalhe e poupe, o dinheiro é sempre escasso; por mais que persiga melhoras, colho invariavelmente os piores resultados, levando-me muitas vezes a duvidar de minha capacidade profissional e pessoal.

Meus dias transcorrem sem colorido e sem euforia porque já não acredito em uma solução a curto prazo para os meus problemas, que não param de crescer... 

As dívidas se acumulam enquanto vejo objetos indispensáveis ao meu uso, conforto e proteção, como roupas, móveis e outros utensílios caseiros, envelhecendo e estragando-se a pouco e pouco, sem que eu consiga os meios necessários à sua renovação...

Mas o pior, meu Pai, são os pesadelos que me acompanham as noites mal dormidas e onde seres perversos me perseguem, acusando-me de coisas que não fiz. Me odeiam, me humilham, me ferem...

Durante o dia a inquietação que me persegue, impassível, diz-me de sua presença ao meu lado, afligindo-me o coração e turvando minhas esperanças, pois não sei até onde agirão, no propósito de arruinar-me a existência.

Sei bem, Senhor, que se tal fato me ocorre é porque é de seu consentimento e visa sempre a correção de algo que está errado em mim.

Ou quito, talvez assim, grandes dívidas do passado...

No entanto, meu Deus, peço humildemente, se possível, diminua o sofrimento que me atinge hoje, indicando-me o que devo fazer para que meu coração endividado liberte-se do jugo opressor e transforme estes momentos sombrios em atividades benéficas não só a mim mas também ao meu semelhante.

Não sou ser nocivo e posso viver em liberdade, amando e respeitando o meio em que vivo. Por isso acredito que também posso reformar-me por outros meios que não este, sempre deprimente e doloroso.

Porém, se apenas testas-me a fé a confiança em teus desígnios, ajuda-me a fortalecer e a amadurecer o espírito, para que a indiferença ou o descrédito em teu amor não mais me afastem de Ti.

Abençoa-me, Pai, protege-me de todo mal! Perdoa meus erros e meus desacertos, minhas fugas e minhas indisciplinas, e me guarda de infringir tua Lei através de atos nascidos da revolta e da inconformação!

Perdoa meus algozes também, levando até eles a minha prece e meus melhores pensamentos de paz. Que meu perdão sincero possa tocar, de alguma forma, seus corações, levando-os a repensar sua posição de hostilidade para comigo e melhorando-se dessa forma, igualmente.

Ampara a todos nós, Senhor, e derrama sobre os nossos erros a tua luz e o teu amor, para que momentos quais o que vivo tornem-se cada vez mais raros sobre a Terra, colocando um ponto final em tais movimentos infelizes e que, certamente, não acontecem por natural necessidade, mas devido às nossas imperfeições morais e à nossa dureza de coração.

Assim seja!"

André Luiz, IDEAL André, 27.01.2003

domingo, 28 de janeiro de 2018

Oração pelas Santas Almas

 Devoção às Santas Almas 

Preces Espírita e Católica pelas Santas Almas dos Desencarnados




"I. Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, nós vos pedimos por (Nome do Falecido) que chamastes deste mundo. Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. Que ele (ela), tendo passado pela morte, participe do convívio de vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e a sua descendência. Que sua alma nada sofra, e vos digneis ressuscitá-lo (la) com os vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe os pecados para que alcance junto a vós a vida imortal no reino eterno. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

II. Nas vossas mãos, Pai de misericórdia, entregamos nosso (a) querido (a) (Nome do Falecido), na firme esperança de que ele (ela) ressuscitará com Cristo no último dia, como todos os que em Cristo adormeceram. Nós vos damos graças por todos os dons que lhe concedestes na sua vida mortal. Escutai, Senhor, as nossas preces: abri para ele (ela) as portas do paraíso, e a nós que ficamos concedei que nos consolemos uns aos outros com as palavras da fé. É o que vos pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Pai-nosso e Ave-Maria

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele (ela) a vossa luz."

 A Nossa Senhora da Consolação pelas Almas do Purgatório 

"Ó Mãe compassiva da Consolação, olhai, vos rogo, para as benditas almas do purgatório. Elas são o caríssimo objeto de amor de vosso divino Filho; elas o amaram durante a vida e ao presente ardem em desejos de vê-lo e possuí-lo; não podem, porém, romper por si mesmas as cadeias e nem sair desta situação. Que o vosso terno coração se comova por elas. Dignai-vos consolar aquelas almas que vos amam e, constantes, suspiram por vós; são filhas vossas, mostrai que sois para elas Mãe da Consolação. Visitai-as, mitigai-lhes as penas, abreviai-lhes a expectativa, apresentai-vos em libertá-las, alcançando que o vosso divino Filho lhes aplique os merecimentos infinitos do santo sacrifício que por elas se celebra."

Pai-nosso, AveMaria e Glória ao Pai

 Oração pelas Almas 

"Ó Pai das misericórdias, Deus de infinita bondade, humildemente vos rogamos tenhais piedade das almas santas que estão no purgatório, especialmente dos nossos parentes e benfeitores. Lançai um olhar propício sobre elas e chamai-as para a posse da pátria celestial. Lembrai-vos, que elas são obras de vossas mãos e o preço do sangue preciosíssimo de vosso divino Filho Jesus. 

Dignai-vos, pois, usar com elas a vossa infinita misericórdia. Ouvi, Senhor, o pedido que vos fazemos com toda confiança, em vista dos merecimentos da paixão e morte de Jesus, e fazei que elas fiquem consoladas indo gozar, sem demora, aquela glória imortal que tendes preparado para os vossos eleitos."

 Prece Pelos Desencarnados 

"Pai!... Ao longo da vida fui devolvendo à Ti muitos daqueles que amei...

Um a um, às vezes os mais idosos, as vezes os mais jovens, foram retornando para casa, deixando para trás saudades que até hoje me é difícil suportar; flores que trocastes de jardim, deixando em seu lugar o silêncio e a solidão...

Hoje quero pedir por eles, a todos que de uma forma ou outra estiveram ligados à mim nesta encarnação, para que os abençoe e guarde, a fim de que encontrem paz e serenidade no mundo espiritual.

Muitos deles, Senhor, não obstante o coração generoso, afastaram-se do corpo através de enfermidades dolorosas e incuráveis que lhes minaram as forças até o final, deixando na memória de todos o exemplo da coragem e da fé em Teus desígnios, sem esmorecimento...

Outros, Senhor, desiludidos com as provas que lhes cabiam na derradeira existência, não suportaram e sucumbiram, afastando-se da carne pelo suicídio ou pelas drogas, arcando assim com o agravamento dos débitos que lhes diziam respeito e por isso mesmo infinitamente mais infelizes que antes...

Outros, Pai, deixaram para trás os mais belos e santos laços desencarnando em pleno vigor juvenil, desfazendo-se assim de pesados grilhões passados e retornando com a leveza das aves para os ninhos Superiores, para descansar e prosseguir...

Outros ainda, Senhor, deixaram o corpo como quem abandona fardo inútil após cumprida a tarefa, enveredando-se pelos caminhos da felicidade engalanados de luzes e valores, conquistados pelo trabalho santo a que se dedicaram na Terra, em favor de todos os seus semelhantes...

Representaram muito para mim... Para alguns eu pude dizer "te amo", para outros não... No entanto, pela importância que tiveram em minha vida, o meu amor há de lhes ser carinho constante no além, porque acredito que nada se desfaz com a morte do corpo, pelo contrário, se fortalece...

Que hoje, eu possa levar a todos eles o meu pensamento de ternura e gratidão, para que saibam, estejam onde estiverem, que não estão esquecidos na Terra, habitando em minha lembrança e em meu coração com a mesma força e a mesma sinceridade de antes!

Assim seja!"

André Luiz, IDEAL André




quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O Espiritismo e a Codificação de Allan Kardec (obras em .pdf)

Sr. Allan Kardec (1804/1869)

Hyppolyte Leon Denizard Rivail (Allan Kardec), nasceu em 3 de outubro de 1804, em Lion, França. Ele era filho de um juiz, Jean Baptiste-Antoine Rivail, e sua mãe chamava-se Jeanne Louise Duhamel... Sentir Kardec; Estudar Kardec; Anotar Kardec; Meditar Kardec; Analisar Kardec; Comentar Kardec; Interpretar Kardec; Cultivar Kardec; Ensinar Kardec e Divulgar Kardec. 

O professor Rivail fez em Lion os seus primeiros estudos e completou em seguida a sua bagagem escolar, em Yverdun (Suíça), com o célebre professor Pestalozzi, de quem cedo se tornou um dos mais eminentes discípulos, colaborador inteligente e dedicado.

Aplicou-se, de todo o coração, à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França e na Alemanha. 

Muitíssimas vezes, quando Pestalozzi era chamado pelos governos, para fundar institutos semelhantes ao de Yverdun, confiava a Denizard Rivail o encargo de o substituir na direção da sua escola. Linguista insigne, conhecia a fundo e falava corretamente o alemão, o inglês, o italiano e o espanhol; conhecia também o holandês, e podia facilmente exprimir-se nesta língua.

Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real de Arras, foi autor de numerosas obras de educação, dentre as quais podemos citar:
  • Plano Proposto para o Melhoramento da Instrução Pública (1828);
  • Curso Teórico e Prático de Aritmética, segundo o método Pestalozzi, para uso dos professores e mães de família (1829); 
  • Gramática Francesa Clássica (1831); 
  • Manual para Exames de Capacidade ; Solucões Racionais de Questões e problemas de Aritmética e Geometria (1846); 
  • Catecismo Gramatical da Língua Francesa (1848); 
  • Programas de cursos Ordinários de Física, Química, Astronomia e Fisiologia, que professava no Liceu Polimático; 
  • Ditados normais dos exames da Prefeitura e da Sorbone, acompanhados de Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849).
Além das obras didáticas, Rivail também fazia contabilidade de casas comerciais, passando então a ter uma vida tranquila em termos monetários. Seu nome era conhecido e respeitado e muitas de suas obras foram adotadas pela Universidade de França. No mundo literário, conhece a culta professora Amélia Gabrielle Boudet, com quem contrai matrimônio, no dia 6 de fevereiro de 1832.

Em 1854, através de um amigo chamado Fortier, o professor Denizard ouve falar pela primeira vez sobre os fenômenos das mesas girantes, em moda nos salões europeus, desde a explosão dos fenômenos espíritas em 1848, na cidadezinha de Hydesville nos Estados Unidos, com as irmãs Fox. 

No ano seguinte, se interessou mais pelo assunto, pois soube tratar-se de intervenção dos Espíritos, informação dada pelo sr. Carlotti, seu amigo há 25 anos. Depois de algum tempo, em maio de 1855, ele foi convidado para participar de uma dessas reuniões, pelo Sr. Pâtier, um homem muito sério e instruído. 

O professor era um grande estudioso do magnetismo e aceitou participar, pensando tratar-se de fenômenos ligados ao assunto. Após algumas sessões, começou a questionar para descobrir uma resposta lógica que pudesse explicar o fato de objetos inertes emitirem mensagens inteligentes. Admirava-se com as manifestações, pois parecia-lhe que por detrás delas havia uma causa inteligente responsável pelos movimentos. Resolveu investigar, pois desconfiou que atrás daqueles fenômenos estava como que a revelação de uma nova lei.

As "forças invisíveis" que se manifestavam nas sessões de mesas falantes diziam que eram as almas de homens que já haviam vivido na Terra. O Codificador intrigava-se mais e mais. Num desses trabalhos, uma mensagem foi destinada especificamente a ele.

Um Espírito chamado Verdade disse-lhe que tinha uma importante missão a desenvolver. Daria vida a uma nova doutrina filosófica, científica e religiosa. Kardec afirmou que não se achava um homem digno de uma tarefa de tal envergadura, mas que sendo o escolhido, tudo faria para desempenhar com sucesso as obrigações de que fora incumbido.

Allan Kardec iniciou sua observação e estudo dos fenômenos espíritas, com o entusiasmo próprio das criaturas amadurecidas e racionais, mas sua primeira atitude é a de ceticismo: "Eu crerei quando vir, e quando conseguirem provar-me que uma mesa dispõe de cérebro e nervos, e que pode se tornar sonâmbula; até que isso se dê, dêem-me a permissão de não enxergar nisso mais que um conto para provocar o sono".

Depois da estranheza e da descrença inicial, Rivail começa a cogitar seriamente na validade de tais fenômenos e continua em seus estudos e observações, mais e mais convencido da seriedade do que estava presenciando.

Eis o que ele nos relata: "De repente encontrava-me no meio de um fato esdrúxulo, contrário, à primeira vista, às leis da natureza, ocorrendo em presença de pessoas honradas e dignas de fé. Mas a idéia de uma mesa falante ainda não cabia em minha mente".

O desenvolvimento da Codificação Espírita basicamente teve início na residência da família Baudin, no ano de 1855. Na casa havia duas moças que eram médiuns. Tratava-se de Julie e Caroline Baudin, de 14 e 16 anos, respectivamente. Através da "cesta-pião", um mecanismo parecido com as mesas girantes, Kardec fazia perguntas aos Espíritos desencarnados, que as respondiam por meio da escrita mediúnica. À medida que as perguntas do professor iam sendo respondidas, ele percebia que ali se desenhava o corpo de uma doutrina e se preparou para publicar o que mais tarde se transformou na primeira obra da Codificação Espírita.

A forma pela qual os Espíritos se comunicavam no princípio era através da cesta-pião que tinha um lápis em seu centro. As mãos das médiuns eram colocadas nas bordas, de forma que os movimentos involuntários, provocados pelos Espíritos, produzissem a escrita.

Com o tempo, a cesta foi substituída pelas mãos dos médiuns, dando origem à conhecida psicografia. Das consultas feitas aos Espíritos, nasceu "O Livro dos Espíritos", lançado em 18 de abril de 1857, descortinando para o mundo todo um horizonte de possibilidades no campo do conhecimento.

A partir daí, Allan Kardec dedicou-se intensivamente ao trabalho de expansão e divulgação da Boa Nova. Viajou 693 léguas, visitou vinte cidades e assistiu mais de 50 reuniões doutrinárias de Espiritismo.

Pelo seu profundo e inexcedível amor ao bem e à verdade, Allan Kardec edificou para todo o sempre o maior monumento de sabedoria que a Humanidade poderia ambicionar, desvendando os grandes mistérios da vida, do destino e da dor, pela compreensão racional e positiva das múltiplas existências, tudo à luz meridiana dos postulados do Cristianismo.

Filho de pais católicos, Allan Kardec foi criado no Protestantismo, mas não abraçou nenhuma dessas religiões, preferindo situar-se na posição de livre pensador e homem de análise. Compungia-lhe a rigidez do dogma que o afastava das concepções religiosas. O excessivo simbolismo das teologias e ortodoxias, tornava-o incompatível com os princípios da fé cega.

Situado nessa posição, em face de uma vida intelectual absorvente, foi o homem de ponderação, de caráter ilibado e de saber profundo, despertado para o exame das manifestações das chamadas mesas girantes. A esse tempo o mundo estava voltado, em sua curiosidade, para os inúmeros fatos psíquicos que, por toda a parte, se registravam e que, pouco depois, culminaram no advento da altamente consoladora doutrina que recebeu o nome de Espiritismo, tendo como seu codificador, o educador emérito e imortal de Lyon.

O Espiritismo não era, entretanto, criação do homem e sim uma revelação divina à Humanidade para a defesa dos postulados legados pelo Rabi da Galiléia, numa quadra em que o materialismo avassalador conquistava as mais brilhantes inteligências e os cérebros proeminentes da Europa e das Américas.

A codificação da Doutrina Espírita colocou Kardec na galeria dos grandes missionários e benfeitores da Humanidade. A sua obra é um acontecimento tão extraordinário como a Revolução Francesa. Esta estabeleceu os direitos do homem dentro da sociedade, aquela instituiu os liames do homem com o universo, deu-lhe as chaves dos mistérios que assoberbavam os homens, dentre eles o problema da chamada morte, os quais até então não haviam sido equacionados pelas religiões. 

A missão do mestre, como havia sido prognosticada pelo Espírito de Verdade, era de escolhos e perigos, pois ela não seria apenas de codificar, mas principalmente de abalar e transformar a Humanidade. A missão foi-lhe tão árdua que, em nota de 1o. de janeiro de 1867, Kardec referia-se as ingratidões de amigos, a ódios de inimigos, a injúrias e a calúnias de elementos fanatizados. Entretanto, ele jamais esmoreceu diante da tarefa.

O seu pseudônimo, Allan Kardec, tem a seguinte origem: Uma noite, o Espírito que se autodenominava "Z", deu-lhe, por um médium, uma comunicação toda pessoal, na qual lhe dizia, entre outras coisas, tê-lo conhecido em uma precedente existência, quando, ao tempo dos Druidas, viviam juntos nas Gálias. 

Ele se chamava, então, Allan Kardec, e, como a amizade que lhe havia votado só fazia aumentar, prometia-lhe esse Espírito secundá-lo na tarefa muito importante a que ele era chamado, e que facilmente levaria a termo. No momento de publicar o Livro dos Espíritos, o autor ficou muito embaraçado em resolver como o assinaria, se com o seu nome - Denizard-Hippolyte-Léon Rivail, ou com um pseudônimo. 

Sendo o seu nome muito conhecido do mundo científico, em virtude dos seus trabalhos anteriores, e podendo originar uma confusão, talvez mesmo prejudicar o êxito do empreendimento, ele adotou o alvitre de o assinar com o nome de Allan Kardec, pseudônimo que adotou definitivamente.

 Em 1º de Janeiro de 1858 o missionário lionês publicou o primeiro número da Revista Espírita, que serviu como poderoso auxiliar para o desenvolvimento de seus trabalhos, trabalho que desenvolveu sem interrupção por 12 anos, até sua morte.

Deve figurar na sua relação de obras, não só por ter estado sob sua direção até 1869, como também porque as suas páginas expressam o pensamento e a ação do Codificador do Espiritismo.
Em 1º de abril de 1858, Allan Kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas - SPEE, que tinha por objetivo o estudo de todos os fenômenos relativos às manifestações espíritas e suas aplicações às ciências morais, físicas, históricas e psicológicas.

De 1855 a 1869, Allan Kardec consagrou sua existência ao Espiritismo. Sob a assistência dos Espíritos Superiores, representando o Espírito de Verdade, estabeleceu a Doutrina Espírita e trouxe aos homens o Consolador Prometido.

O Codificador desencarnou em Paris, no dia 31 de março de 1869, aos 65 anos de idade. Em seu tumulo está escrito : "Nascer, Morrer, Renascer ainda e Progredir sem cessar, tal é a Lei." 

- Livros que escreveu: 
(leitura e download gratuito, em .pdf)








"Lembrando o Codificador da Doutrina Espírita é imperioso estejamos alerta em nossos deveres fundamentais. Convençamos-nos de que é necessário: Sentir Kardec; Estudar Kardec; Anotar Kardec; Meditar Kardec; Analisar Kardec; Comentar Kardec; Interpretar Kardec; Cultivar Kardec; Ensinar Kardec e Divulgar Kardec. Que é preciso cristianizar a humanidade é afirmação que não padece dúvida; entretanto, cristianizar, na Doutrina Espírita, é raciocinar com a verdade e construir com o bem de todos, para que, em nome de Jesus, não venhamos a fazer sobre a Terra mais um sistema de fanatismo e de negação." - Emmanuel
 
Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier "Reformador", março de 1961, FEB.






quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Santo Daime, por "A Barquinha"

O Cipó Jagube
A Ayahuasca, é uma beberagem de origem amazônica composta a partir do cozimento de duas espécies de plantas nativas da Floresta: o cipó jagube (Banisteriopsis caapi) e o arbusto chacrona (Psychotria viridis). Batizada como daime pelas Religiões Ayahuasqueiras é considerada sagrada e entendida como um canal entre o homem e a divindade através de seu consumo dentro dos rituais.

Seu uso é comum na região desde os povos pré-colombianos seguido por tribos indígenas e também pelo que se constitui atualmente como as chamadas Religiões da Ayahuasca.

Segundo alguns estudiosos a palavra ayahuasca, de origem quíchua, significa “vinho das almas” ou “vinho dos mortos”. Seu uso sempre fez parte do conjunto de práticas rituais-terapêuticas indígenas como auxiliadora no contato com os espíritos dos ancestrais.

Sua introdução junto aos não-índios se deu entre fins do século XIX e início do século XX, época em que a região amazônica vivia aquilo que ficou conhecido como ciclo da borracha.

Foi justamente nesse período que o maranhense Raimundo Irineu Serra juntamente com uma leva de nordestinos, fugidos da seca e atraídos por ganhos financeiros, desembarcou no Acre para trabalhar na extração do látex.

Infelizmente a passagem dos chamados seringueiros pela Amazônia foi intensamente marcada por histórias de sofrimento e exploração.

No âmbito religioso esses imigrantes buscavam praticar suas crenças, as quais estavam alicerçadas no catolicismo tradicional. No entanto devido a ausência de uma igreja oficial, que só vai se fazer presente efetivamente no Acre a partir de 1920, organizam suas práticas religiosas de acordo com as condições oferecidas pelo novo espaço.

Aliando sua bagagem cultural ao conhecimento adquirido a partir do contato com os indígenas deram início à criação de novas práticas religiosas no Brasil, posteriormente denominadas por Religiões Ayahuasqueiras.

Irineu Serra foi o pioneiro. Ele chegou ao Acre em 1912 e a convite de um conterrâneo bebe ayahuasca pela primeira vez em contexto nativo. Pouco tempo depois tem um encontro espiritual com a Rainha da Floresta (personificação da Virgem Maria) que lhe revela sua missão espiritual impulsionando-o a fundar uma doutrina religiosa, a Doutrina do Santo Daime.

Mestre Irineu Serra
A partir dai batiza a ayahuasca com um outro nome, daime, que seria um rogativo perante o poder divino da bebida.

Além da doutrina do Mestre Irineu, foram fundadas no Brasil mais duas linhas religiosas: a Barquinha em 1945, por Daniel Pereira de Mattos, e a União do Vegetal (UDV) na década de 1960 por José Gabriel da Costa.

Após receber um convite de seu conterrâneo e amigo Irineu Serra, Daniel Pereira de Mattos se submeteu a um tratamento com daime dentro dos rituais propostos pelo Mestre. Ali permaneceu por alguns anos, tempo suficiente para receber seu preparo espiritual.

Em 1945 tem uma revelação, uma visão em que as portas do céu se abriam e dois anjos desciam com um livro azul nas mãos contendo sua missão, a de fundar uma doutrina cristã alicerçada na caridade. Foi isso que fez. Resolveu seguir seu próprio caminho dando início a linha da Barquinha.

A Doutrina do Santo Daime e a Barquinha podem ser consideradas como linhas irmãs, em que a segunda herda da primeira o uso do sacramento (daime) e aspectos do catolicismo popular e das religiões afro-brasileiras.

O seringal Santa Cecília, desabitado e cedido pelo proprietário, Manuel Julião, foi o local escolhido por Daniel para erguer uma capelinha, daquelas de beira de estrada que o povo acreano já estava acostumado. Naquele mesmo ano de 1945 estava pronta a casinha rústica de taipa e assoalhos de madeira que mais tarde ficaria conhecida como Capelinha de São Francisco.

Foi justamente na Capelinha onde recebeu as primeiras instruções, através de salmos provenientes de inspiração mediúnica, que Daniel, a partir do seu trabalho junto à comunidade, funda uma nova doutrina religiosa.

Dentre as pessoas que se juntaram a ele naquela época é possível destacar nomes como: Antônio Geraldo da Silva, Manuel Hipólito de Araújo, Francisca Campos do Nascimento, além de Francisco Gabriel (esposo da madrinha).

Com a passagem para o plano espiritual de Daniel em 1958, a Capelinha de São Francisco, passa a se chamar Centro Espírita e Culto de Oração Casa de Jesus Fonte de Luz. Já em 1991 a Madrinha Chica segue sua caminhada dentro da Doutrina do Mestre Daniel em sua própria casa, fundando o Centro Espírita Obras de Caridade Príncipe Espadarte.

A Doutrina da Barquinha é estruturada a partir das instruções contidas no Livro Azul que foi entregue ao Fundador pelos anjos em mirarão.

Os serviços espirituais realizados nesse espaço consistem em trabalhos de Obras de Caridade, Prestamento de Contas, Instruções, Rosário (aos domingos), Mil Ave-Marias, Cerco de Jericó, Limpeza, Doutrina e Batismo, além das Festas no salão. Todos os trabalhos acontecem em meio as cinco romarias anuais além da quaresma e demais datas especiais.
O Arbusto Chacrona

Cada pessoa recebe a cura conforme seu merecimento, o espírito do Santo Daime se apresenta para todos, basta seguirmos os ensinamentos da Doutrina. É a harmonia e a união entre os seres que transmitem a ciência e a sabedoria dos reinos de Deus. A fé que temos em Cristo é testificada através da baixada dos Missionários e Seres Curadores, soldados da Doutrina que vêm nos consagrar.

Temos hoje a viva companhia da nossa ilustre representante, uma das principais discípulas e amiga do Fundador, o saudoso Daniel Pereira de Mattos, Senhora Francisca Campos do Nascimento, conhecida como Madrinha Francisca Gabriel, Madrinha Chica ou, ainda, Irmã de Caridade, que cumpre sua missão ensinando com amor os princípios basilares da doutrina franciscana, prestando assistência espiritual aos necessitados que procuram a sua casa, batizando, doutrinando, guiando seu rebanho que navega em um lindo barco de luz, materialmente denominado Centro Espírita Obras de Caridade Príncipe Espadarte.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Grata Aceitação: Devemos aceitar as coisas como elas são?

Devemos aceitar as coisas como elas são?



"Você é aberto a mudanças? Você busca suas próprias respostas? Se a resposta for sim, você é uma pessoa que aceita as coisas como elas são. Isso soa mal para você? O que você entende por aceitação?

Talvez você confunda aceitação com submissão, desistência, fraqueza. Não é nada disso. Pelo contrário. A aceitação é uma demonstração de força. É preciso ser forte para saber lidar com situações que fogem ao nosso controle. É preciso ser sábio para encontrar respostas e crescer nas adversidades. É preciso ser humilde para não se revoltar com as contrariedades que a vida impõe.

Por que algumas vezes achamos que aceitação é covardia? Porque somos extremamente orgulhosos, esse é o nosso problema. Todos os pequenos e grandes defeitos que temos derivam do orgulho. É por orgulho que nos revoltamos, é por orgulho que nos deprimimos. Aceitar é um ato de coragem. Aceitar as pessoas como são, sem querer mudá-las; aceitar as circunstâncias, sem querer ditar as regras do jogo; aceitar fatos inesperados, estando disposto a mudar, se for preciso.

Por que há pessoas que se drogam? Porque não aceitam as coisas como são, não aceitam a vida como ela é, não aceitam a realidade. Por que há pessoas que desistem da vida? Porque se negaram a dançar conforme a música, porque não aceitaram situações que os contrariaram.

Quem resiste a tudo, quem está sempre pronto para combater, cheio de pedras na mão, nunca está disposto a rever seus conceitos, nunca está disposto a reavaliar suas referências. Vive escravizado às suas fantasias a respeito da vida a das pessoas. Só que a vida e as pessoas não se adaptam aos nossos caprichos e desejos. Somos nós que devemos ser flexíveis e aceitá-los.

Aceite os seus próprios erros, aceite os erros dos outros, aceite as circunstâncias da vida. Se você quer realmente que ocorram mudanças, seja em você mesmo, nos outros ou na vida, o primeiro passo é aceitar a realidade.  De nada adianta a revolta, de nada adianta ter pena de si mesmo.

Quando você sente pena de si mesmo você vê o problema maior do que ele realmente é. Age como se a vida se resumisse nesse momento e esquece que é espírito imortal. E esquece o poder infinito que existe dentro de você. Talvez você não possa mudar determinada situação, mas pode mudar a sua maneira de lidar com ela. E isso independe de fatores externos, nada pode impedir você de mudar o seu pensamento. Nada!

Se você não está pronto para agir certo o tempo todo (e quem está?), não tem desculpa no que se refere ao pensamento. Ninguém disse que é fácil. Mas é plenamente possível. Só depende de você, você está no comando. Tenha pensamentos vitoriosos, construtivos, bons e elevados. Se esforce para mantê-los.

Há dois milênios o Mestre ensinava: “Tendes ouvido o que foi dito: Não cometerás adultério. Mas eu vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher com mau desejo já cometeu no seu coração adultério com ela”. Fique tranquilo, não estou dando lição de moral. Não é sobre adultério que estou falando, mas sobre pensamento. O fato é que nós somos responsáveis não só pelo que fazemos, mas também pelo que falamos e pelo que pensamos. E tudo começa pelo pensamento, por isso sua importância. Somos o que pensamos, lembra?

Pra gerar pensamentos nossa mente produz energias, essas energias dão vida às formas-pensamento, que, dependendo do grau de concentração com que foram geradas, podem ficar atuantes por muito tempo. O pensamento é criador, acredite nisso.

Faça sua própria experiência. Controle firmemente seus pensamentos, mantenha-os o mais elevado que puder, você verá como as coisas de repente parecem mais fáceis, sem que para isso você precise mudá-las, sem que para isso precise se revoltar, sem que para isso precise fazer um revolução. A aceitação é uma demonstração de força."



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Sanson, em espírito, se comunica com Kardec

Mausoléu de Kardec, no cemitério Père La Chaise, em Paris.
"Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris - eis a forma como o espírito se identifica, assinando a mensagem: Perda de pessoas amadas. Mortes prematuras (O evangelho segundo o espiritismo, cap. V, item 21), bem assim a que se encontra inserida no cap. XI, item 10 da mesma obra, e que disserta a respeito de A lei de amor, ambas datadas do ano 1863.

Sanson era membro da Sociedade Espírita de Paris e desencarnou no dia 21 de abril de 1862, "após mais de um ano de sofrimentos cruéis", conforme nos informa o Codificador na Revista Espírita do mês de maio do mesmo ano.

Quase dois anos antes, o sr. Sanson dirigira a Kardec, na qualidade de Presidente da dita Sociedade, uma carta onde solicitava que, após a sua morte, fosse evocado e o mais imediatamente possível.

Isto fazia, reafirmando um desejo que expressara "há cerca de um ano".

O seu era o propósito de, através "dessa espécie de autópsia espiritual" servir no além-túmulo, "dando-lhe os meios de estudar fase por fase, nessas evocações, as diversas circunstâncias que se seguem ao que o vulgo chama a morte".

Recomendando-se às preces dos companheiros da Sociedade Espírita de Paris, discorre ainda, na mesma missiva, sobre sua preocupação com respeito à escolha e oportuno momento de sua próxima reencarnação.

Allan Kardec compareceu, com alguns membros da Sociedade ao local onde se encontrava o corpo do sr. Sanson e ali, uma hora antes do enterro, deu-se a sua primeira comunicação, onde demonstrou plena ciência de sua situação, afirmando que após 8 horas de sua morte, recobrara a lucidez das suas idéias.

O médium que serviu de intermediário foi o sr. Leymarie, que jamais tinha visto o sr. Sanson e desconhecia o seu caráter, os seus hábitos e muito menos sabia se ele tinha filhos, o que na mensagem é mencionado, provando a sua autenticidade, onde o espírito "se revela pelo seu lápis".

À beira do túmulo, Allan Kardec discursa, apresentando o sr. Sanson como um homem de bem em toda a extensão do vocábulo.

Diz ainda que ele era dotado de uma inteligência incomum, desenvolvida por uma instrução variada e profunda.

Simples nos seus modos de vida, aplicava a sua atividade intelectual em pesquisas e invenções muito engenhosas que, no entanto, não lhe trouxeram resultados.

"Era um desses homens que jamais se aborrecem, porque sempre estão pensando em algo de sério. Conquanto sua posição o tivesse privado daquilo que faz a doçura da vida, seu bom humor jamais se alterava."

A crença espírita o ajudou a suportar os "longos e cruéis padecimentos com uma paciência e uma resignação muito cristãs.

Não há um só dentre nós", prossegue o Codificador, "que o tendo visto em seu leito de dor não se tenha edificado com a sua calma e a sua inalterável serenidade. Desde muito tempo ele previa o seu fim; mas, longe de se apavorar, o esperava como a hora da libertação. Ah! é que a fé espírita dá, nesses momentos supremos, uma força da qual só se dá conta quem a possui. E o sr. Sanson a possuía em grau supremo."

Nos dias 25 de abril e a 2 de maio do mesmo ano de 1862, outras duas palestras ocorrem, em que, ainda servindo como médium o sr. Leymarie, o espírito Sanson responde as questões mais delicadas da situação do espírito após a morte física, dizendo-se "muito feliz por me tornar útil aos meus antigos colegas e ao seu digno presidente".

Nas observações do mestre lionês, as palestras propiciam "um elevado ensino na descrição que ele faz do próprio instante da transição" e salienta "que nem todos os Espíritos seriam aptos a descrever esse fenômeno com tanta lucidez quanto ele.

O sr. Sanson viu na sua morte o seu próprio renascimento, circunstância pouco comum e que devia à elevação de seu Espírito."
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Fonte: Kardec, Allan. O evangelho segundo o espiritismo, FEB, 1987. Kardec, Allan. Revista espírita, EDICEL. Maio e Junho de 1862. - http://www.espiritismogi.com.br/biografias/sanson.htm

"Vocês que entendem a vida espiritual, escutem as batidas do seu coração chamando esses bem-amados; e se você orar a Deus para abençoá-lo, você vai sentir esses poderosos consoladores que secam as lágrimas dos que mostram as aspirações de prestígio ao futuro prometido pelo soberano Senhor." ~Sanson ANC. (Membro da Sociedade Espírita de Paris, 1863).

terça-feira, 13 de julho de 2010

Prece ao deitar-se para dormir

"Minha alma vai achar-se um instante com os outros Espíritos; Venham aqueles que são bons ajudar-me com os seus conselhos; Meu Anjo da Guarda, permiti que, ao despertar, eu conserve desse convívio uma impressão duradoura e salutar."  Que assim seja!

PREFÁCIO

"O sono tem por fim dar repouso ao corpo; o Espírito, porém, não precisa de repousar. Enquanto os sentidos físicos se acham entorpecidos, a alma se desprende, em parte, da matéria e entra no gozo das faculdades do Espírito.

O sono foi dado ao homem para reparação das forças orgânicas e também para a das forças morais. Enquanto o corpo recupera os elementos que perdeu por efeito da atividade da vigília, o Espírito vai retemperar-se entre os outros Espíritos. Haure, no que vê, no que ouve e nos conselhos que lhe dão, idéias que, ao despertar, lhe surgem em estado de intuição. É a volta temporária do exilado à sua verdadeira pátria. É o prisioneiro restituído por momentos à liberdade.

Mas, como se dá com o presidiário perverso, acontece que nem sempre o Espírito aproveita dessa hora de liberdade para seu adiantamento. Se conserva instintos maus, em vez de procurar a companhia de Espíritos bons, busca a de seus iguais e vai visitar os lugares onde possa dar livre curso aos seus pendores.

Eleve, pois, aquele que se ache compenetrado desta verdade, o seu pensamento a Deus, quando sinta aproximar-se o sono, e peça o conselho dos bons Espíritos e de todos cuja memória lhe seja cara, a fim de que venham juntar-se-lhe, nos curtos instantes de liberdade que lhe são concedidos, e, ao despertar, sentir-se-á mais forte contra o mal, mais corajoso diante da adversidade."

PRECE

"Minha alma vai achar-se um instante com os outros Espíritos; Venham aqueles que são bons ajudar-me com os seus conselhos; Meu Anjo da Guarda, permiti que, ao despertar, eu conserve desse convívio uma impressão duradoura e salutar."

Que assim seja! ✧☪♡⊹✩☀☪*¨☼*⊹•.¸¸☆⊹•.¸¸ ☪♡⊹✩☀☪*¨☼*⊹•.¸¸ 
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Fonte: A Prece Segundo o Evangelho - Alan Kardec - Editora - O Evangelho segundo o Espiritismo » Capítulo XXVIII - Coletânea de preces espíritas » II - Preces por si mesmo » A hora de dormir | FEB | Imagem: Max Pixel


        

domingo, 4 de outubro de 2009

Descrição de Jesus - Publius Lentulus

"Existe nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente, de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado profeta da verdade e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do Céu e da Terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus; ressuscita os mortos, cura os enfermos; em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto.

Há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou a teme-lo. Tem os cabelos da cor da amêndoa bem madura, distendidos até às orelhas e das orelhas até às espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.

Tem no meio da sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos Nazarenos; o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.

A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio; seu olhar é muito especioso e grave; tem os olhos graciosos e claros; o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade. Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar.

Tem os braços e as mãos muito belos; na palestra contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele alguém se aproxima, verifica que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza; não se tendo jamais visto, por estas partes, uma donzela tão bela...

De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram. Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes.

Em verdade, segundo me dizem os hebreus não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o tem como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de tua Majestade.

Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde."

"Há Dois Mil Anos", de Chico Xavier - Espírito Emmanuel. (Psicografado)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Oração pela paz mundial - A corrente do bem


A humanidade está muito perto de alcançar o período de 1000 anos de paz. A Era de Aquário já começou. Muitos ainda assistem inertes a violência interna e externa. Crianças sofrem agressões, tem suas vidas ceifadas e ainda são martirizadas. A violência urbana teima em encontrar espaço dentro de nossas cidades...

Conflitos continuam a perturbar a paz mundial tendo como reles motivação a intolerância religiosa e política.

Isso tudo assusta, mas também da medo perceber que muita gente não se preocupa, com o problema que é de todos; também há pessoas que se preocupam porém nada fazem. Acredite, podemos sim fazer algo, podemos fazer a diferença. A paz surge na humanidade de dentro para fora, ela brota do interior de cada um de nós!

Vamos juntos fazer diferença, a web é nossa voz, nosso espírito nossa arma. Uma oração, quando dita por muitos, com um mesmo propósito, faz grande diferença! A corrente do bem está iniciada, você já é um elo dela. Lembre-se! Uma corrente só tem utilidade, só é forte, quando todos seus elos estão interligados firmemente. A corrente não pode se partir. Oremos juntos pela paz mundial. Deixemos que esta paz apreça dentro de cada um de nós para que possamos externá-la. Axé!
RSSJ (23/06/2019)

Oração pela Paz no Mundo

Gerson Simões Monteiro - Presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro
Rádio Rio de Janeiro (Programação Espírita)- 1400 MHZ AM

"Senhor! Sei da minha impotência diante do ódio e vingança que armam bombas e mãos criminosas. Mas eu creio na Vossa Justiça Soberana que impera em todo o universo, mantendo o direito e a dignidade de viver a todos os Vossos filhos, e a todos os seres da Criação.

Senhor! Compreendo a minha fragilidade diante de tanta violência, que faz derramar o sangue de crianças e mulheres indefesas, espalhando a morte e o terror. Mas eu creio na extensão de Vossa Infinita Misericórdia, ao determinar que a vida continue fecundando úteros, povoando a Terra com o sorriso inocente das crianças.

Senhor! Assisto, estarrecido, à total negação da mensagem de amor vivida pelo meigo Rabi da Galiléia, vendo a crueldade afiando baionetas assassinas, bombas arrasando os campos floridos e calando as aves dos céus. Mas eu creio na Vossa Eterna Bondade, que ordena ao sol e à chuva fertilizarem o generoso solo arrasado e destruído; ao verde colorir os campos abençoados; às flores enfeitarem os jardins, e aos pássaros de novo cantarem alegremente pelo infinito dos céus.

Esta oração, Senhor, é o grito da minh’alma na certeza de que me ouvis neste momento, porque sei que criastes o homem para ser feliz, para amar, para abraçar seus irmãos e para viver em paz! Porque creio, Senhor, que é Vossa a determinação de a paz reinar soberana um dia neste mundo, queiram os homens ou não; e porque creio, Senhor, que é da Vossa vontade os canhões se calarem para sempre, e que rogo à Vossa Generosidade inspire os homens a serem verdadeiros irmãos, e a se amarem de fato sob o estandarte do perdão e da legítima fraternidade.

Assim seja, Senhor, porque a Vós, Senhor, pertencem a vida e o poder para sempre!"

Que assim seja! Namastê! Amém! Saravá!

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