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quarta-feira, 25 de maio de 2022

As experiências adquiridas pela alma

"As experiências adquiridas pela alma constituem maravilhosas sínteses de percepção e sensibilidade, na condição de Espíritos libertos, mas especificam-se no equipamento de matéria densa como núcleos de controle das manifestações da individualidade, perfeitamente analisáveis.  É assim que a alma encarnada possui no cérebro físico os centros especiais que governam a cabeça, o rosto, os olhos, os ouvidos e os membros, em conjunto com os centros da fala, da linguagem, da visão, da audição, da memória, da escrita, do paladar, da deglutição, do tato, do olfato, do registro de calor e frio, da dor, do equilíbrio muscular, da comunhão com os valores internos da mente ..."

"As experiências adquiridas pela alma constituem maravilhosas sínteses de percepção e sensibilidade, na condição de Espíritos libertos, mas especificam-se no equipamento de matéria densa como núcleos de controle das manifestações da individualidade, perfeitamente analisáveis.

É assim que a alma encarnada possui no cérebro físico os centros especiais que governam a cabeça, o rosto, os olhos, os ouvidos e os membros, em conjunto com os centros da fala, da linguagem, da visão, da audição, da memória, da escrita, do paladar, da deglutição, do tato, do olfato, do registro de calor e frio, da dor, do equilíbrio muscular, da comunhão com os valores internos da mente, da ligação com o mundo exterior, da imaginação, do gosto estético, dos variados estímulos artísticos e tantos outros quantas sejam as aquisições de experiência entesouradas pelo ser, que conquista a própria individualidade, passo a passo e esforço a esforço, enaltecendo-a pelo trabalho constante para a sublimação integral, à face de todas as vias de progresso e aprimoramento que a Terra lhe possa oferecer."

André Luiz
Nos Domínios da Mediunidade - página 33


domingo, 21 de novembro de 2021

O quê é Espiritismo? Os Nove Pontos Fundamentais do Espiritismo



O pensamento filosófico e religioso de Allan Kardec — que hoje em dia é um dos pilares fundamentais de imensos movimentos religiosos de natureza Espírita — é imensamente complexo, contudo podemos afirmar que consiste em nove pontos fundamentais:

 

1. O ser humano é constituído por um corpo material aliado a um espírito.

2. O corpo físico é mortal, contudo o espírito é imortal

3. O fenômeno da vida, seja ela física ou espiritual, não é exclusivo do planeta Terra, sendo que ocorre por todo o Universo e é parte da grande Criação de Deus.

4. Jesus, era um ser espiritual imensamente evoluído, que atingiu as metas da virtude e da bondade, emanando luz e iluminação para o mundo. Jesus foi por isso, o "Espírito mais perfeito que Deus ofereceu aos homens para servir-lhes de modelo e guia".

5. O corpo físico é um receptáculo do espírito, que através de um processo de reencarnações, vem a este mundo a fim de realizar um aprendizagem espiritual.

6. O objetivo deste processo de reencarnações, é a evolução espiritual até que seja alcançada a plenitude do ser espiritual. O ciclo de reencarnações e aperfeiçoamento visa atingir a virtude e o bem, um estado celestial de luz e iluminação.

7. A alma, é o espírito enquanto ligado a um corpo físico.

8. O espírito encontra-se ligado ao corpo físico na forma de um invólucro denominado perispírito, sendo que esse é muitas vezes observado e chamado de "fantasma".

9. Os Espíritos desencarnados, - comumente conhecidos por "Espíritos dos mortos" -, e os Espíritos encarnados, - vulgarmente conhecidos pelos "vivos" -,  podem comunicar-se através do processo denominado "channeling", ou em português: "mediunidade".


Curiosidade: "Fora da Caridade não há salvação" é um retruque de Kardec à sentença dos católicos: "Fora da Igreja não há salvação". De fato, a Doutrina Católica Romana prega a necessidade dos sacramentos ministrados pela sua Igreja para a salvação da alma, diante do Juízo Final (desencarne). O Espiritismo Cristão prega apenas a prática do Amor, na livre expressão da Caridade Cristã.


Leia "O Evangelho segundo o Espiritismo" e faça dele seu livro de cabeceira!





quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Mecanismos da mediunidade: pelo Espírito André Luiz

Mediunidade: Ondas e percepções


1. Agitação e ondas - 2. Tipos e definições - 3. Homem e ondas - 4. Continente do “infrassom” - 5. Sons perceptíveis - 6. Outros reinos ondulatórios

Mecanismos da Mediunidade
"1. Agitação e Ondas: Em seguida a esforços persistentes de muitos Espíritos sábios, encarnados no mundo e patrocinando a evolução, a inteligência do século XX compreende que a Terra é um magneto de gigantescas proporções, constituído de forças atômicas condicionadas e cercado por essas mesmas forças em combinações multiformes, compondo o chamado campo eletromagnético em que o Planeta, no ritmo de seus próprios movimentos, se tipifica na Imensidade Cósmica.

Nesse reino de energias, em que a matéria concentrada estrutura o Globo de nossa moradia e em que a matéria em expansão lhe forma o clima peculiar, a vida desenvolve agitação.

E toda agitação produz ondas.

Uma frase que emitimos ou um instrumento que vibra criam ondas sonoras.

Liguemos o aquecedor e espalharemos ondas caloríficas.

Acendamos a lâmpada e exteriorizaremos ondas luminosas.

Façamos funcionar o receptor radiofônico e encontraremos ondas elétricas.

Em suma, toda inquietação se propaga em forma de ondas, através dos diferentes corpos da Natureza.


2. Tipos e Definições: As ondas são avaliadas segundo o comprimento em que se expressam, dependendo esse comprimento do emissor em que se verifica a agitação.

Fina vara tangendo as águas de um lago provocará ondas pequenas, ao passo que a tora de madeira, arrojada ao lençol líquido, traçará ondas maiores.

Um contrabaixo lançá-las-á muito longas.

Um flautim desferi-las-á muito curtas.

As ondas ou oscilações eletromagnéticas são sempre da mesma substância, diferenciando-se, porém, na pauta do seu comprimento ou distância que se segue do penacho ou crista de uma onda a crista da onda seguinte, em vibrações mais ou menos rápidas, conforme as leis de ritmo em que se lhes identifica a frequência diversa.

Que é, no entanto, uma onda?

À falta de terminologia mais clara diremos que uma onda é determinada forma de ressurreição da energia, por intermédio do elemento particular que a veicula ou estabelece.

Partindo de semelhante princípio, entenderemos que a fonte primordial de qualquer irradiação é o átomo ou partes dele em agitação, despedindo raios ou ondas que se articulam, de acordo com as oscilações que emite.


3. Homem e Ondas: Simplificando conceitos em torno da escala das ondas, recordemos que, oscilando de maneira integral, sacudidos simplesmente nos elétrons de suas órbitas ou excitados apenas em seus núcleos, os átomos lançam de si ondas que produzem calor e som, luz e raios gama, através de inumeráveis combinações.

Assim é que entre as ondas da corrente alternada para objetivos industriais as ondas do rádio, as da luz e dos raios X, tanto quanto as que definem os raios cósmicos e as que se superpõem além deles, não existe qualquer diferença de natureza, mas sim de frequência, considerado o modo em que se exprimem.

E o homem colocado nas faixas desse imenso domínio, em que a matéria quanto mais estudada mais se revela qual feixe de forças em temporária associação, somente assinala as ondas que se lhe afinam com o modo de ser.

Temo-lo, dessa maneira por viajante do Cosmo, respirando num vastíssimo império de ondas que se comportam como massa ou vice-versa, condicionado, nas suas percepções, à escala do progresso que já alcançou, progresso esse que se mostra sempre acrescentado pelo patrimônio de experiência em que se gradua, no campo mental que lhe é característico, em cujas dimensões revela o que a vida já lhe deu, ou tempo de evolução, e aquilo que ele próprio já deu à vida, ou tempo de esforço pessoal na construção do destino.

Para a valorização e enriquecimento do caminho que lhe compete percorrer, recebe dessa mesma vida, que o acalenta e a que deve servir, o tesouro do cérebro, por intermédio do qual exterioriza as ondas que lhe marcam a individualidade, no concerto das forças universais, e absorve aquelas com as quais pode entrar em sintonia, ampliando os recursos do seu cabedal de conhecimento, e das quais se deve aproveitar, no aprimoramento intensivo de si mesmo, no trabalho da própria sublimação.


4. Continente do 'Infrassom': Ajustam-se ouvidos e olhos humanos a balizas naturais de percepção, circunscritos aos implementos da própria estrutura.

Abaixo de 35 a 40 vibrações por segundo, a criatura encarnada, ou que ainda se mostre fora do corpo físico em condições análogas, movimenta-se no império dos “infrassons”, n porquanto os sons continuam existindo, sem que disponha de recursos para assinalá-los.

A ponte pressionada por grande veículo ou a locomotiva que avança sobre trilhos agita a porta de residência não distante, porta essa cuja inquietação se comunica a outras portas mais afastadas, em regime de transmissão “infrassom”.

Nesse domínio das correntes imperceptíveis, identificaremos as ondas eletromagnéticas de Hertz a se exteriorizarem da antena alimentada pela energia elétrica e que, apresentando frequência aumentada, com o emprego dos chamados “circuitos oscilantes”, constituídos com o auxílio de condensadores, produzem as ondas da telegrafia sem fio e do rádio comum, começando pelas ondas longas, até aproximadamente mil metros, na medida equivalente à frequência de 300.000 vibrações por segundo ou 300 quilociclos, e avançando pelas ondas curtas, além das quais se localizam as ondas métricas ou decimétricas, disciplinadas em serviço do radar e da televisão.

Em semelhantes faixas da vida, que a ciência terrestre assinala como o continente do “infrassom” circulam forças complexas; contudo, para o Espírito encarnado ou ainda condicionado às sensações do Plano Físico, não existe nessas províncias da Natureza senão silêncio.


5. Sons Perceptíveis: Aumente-se a frequência das ondas, nascidas do movimento incessante do Universo, e o homem alcançará a escala dos sons perceptíveis, mais exatamente qualificáveis nas cordas graves do piano.

Nesse ponto, penetraremos a esfera das percepções sensoriais da criatura terrestre, porquanto, nesse grau vibratório, as ondas se transubstanciam em fontes sonoras que afetam o tímpano, gerando os “tons de Tartini” ou “tons de combinação”, com efeitos psíquicos, segundo as disposições mentais de cada indivíduo.

Eleva-se o diapasão.

Sons médios, mais altos, agudos, superagudos.

Na fronteira aproximada de pouco além de 15.000 vibrações por segundo, não raro, o ouvido vulgar atinge a zona-limite. (7)

Há pessoas, contudo, que, depois desses marcos, ouvem ainda. (8)

Animais diversos, quais os cães, portadores de profunda acuidade auditiva, escutam ruídos no “ultra-som” para além das 40.000 vibrações por segundo.

Prossegue a escala ascendente em recursos e proporções inimagináveis aos sentidos vinculados ao mundo físico.


6. Outros Reinos Ondulatórios: Salientando-se no oceano da Vida Infinita, outros reinos ondulatórios se espraiam, ofertando novos campos de evolução ao Espírito, que a mente ajustada às peculiaridades do Planeta não consegue perceber.

Sigamos através das oscilações mais curtas e seremos defrontados pelas ondas do infravermelho.

Começam a luz e as cores visíveis ao olhar humano.

As microondas, em manifestação ascendente, determinam nas fibras intra-retinianas, segundo os potenciais elétricos que lhes são próprios, as imagens das sete cores fundamentais, facilmente descortináveis na luz branca que as sintetiza, por intermédio do prisma comum, criando igualmente efeitos psíquicos, em cada criatura, conforme os estados mentais que a identifiquem.

Alteia-se a ordem das ondas e surgem, depois do vermelho, o alaranjado, o amarelo, o verde, o azul, o anilado e o violeta.

No comprimento de onda em que se localiza o violeta, em 4/10.000 de milímetro, os olhos humanos cessam de enxergar; todavia, a série das oscilações continua em progressão constante e a chapa fotográfica, situada na vizinhança do espectro, revela a ação fotoquímica do ultravioleta e, ultrapassando-o, aparecem as ondas imensamente curtas dos raios X, dos raios gama, dirigindo-se para os raios cósmicos, a cruzarem por todos os departamentos do Globo.

Semelhantes notas oferecem ligeira ideia da transcendência das ondas nos reinos do Espírito, com base nas forças do pensamento."


Notas:
1- Este capítulo foi recebido pelo médium Waldo Vieira.
7- Outros Autores admitem que estes infrassons começam abaixo de 16 vibrações por segundo. (Nota do Autor espiritual.)
8- A escala de percepção é extremamente variável. (Nota do Autor espiritual.)

Fonte: trecho do livro 'Mecanismos da Mediunidade' (Sumário), Chico Xavier e Waldo Vieira, ditado pelo Espírito André Luiz (Capítulo 1: Ondas e Percepções) - Citação parcial para estudo, divulgação do livro, da obra de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, bem como do dom da mediunidade e da Doutrina Espírita, em acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais - Imagem: Pixabay License - uso livre. Atribuição não requerida.

domingo, 25 de outubro de 2009

Mediunidade - O Sexto Sentido



"Mediunidade é um assunto complexo e para explicá-la resumidamente precisaríamos ter a sabedoria de Einstein. 

Conta-se que certa vez um repórter pediu-lhe que explicasse em poucas palavras, a teoria da Relatividade, de modo a torná-la acessível a todos. 

Ele teria respondido: 

"é muito fácil, se você permanecer descalço, em pé, sobre um braseiro, durante um minuto, ele lhe parecerá uma eternidade, mas se você colocar uma moça bonita em seu colo durante um minuto, ele lhe parecerá um segundo." O repórter entendeu.

Como não temos essa sabedoria procuraremos tornar a questão da mediunidade mais fácil de entender chamando-a de sexto sentido.

Sabemos que todos nós temos, inerentes ao nosso organismo, os chamados cinco sentidos sensoriais: olfato, tato, paladar, visão e audição. Através deles nós nos comunicamos e participamos, normalmente, de todos os fenômenos e acontecimentos da vida de relação. Cada um deles possui um órgão encarregado de receber a estimulação para excitar a sensação especifica. Assim o olho percebe a visão, o ouvido capta a audição, o nariz sente a olfação, a língua recebe a gustação ou paladar, a pele sente o tato. Embora esses cinco sentidos sejam constituídos por órgãos, que por si só revelam a existência e a sabedoria de um ser superior, que é Deus, eles são limitados e só lhes são perceptíveis os fenômenos que acontecem no mundo físico visível.

Para entrar em outra dimensão, no espaço e no tempo, nosso organismo possui um sentido extra: o sexto sentido ou mediunidade.

Segundo informações dos Espíritos, há um órgão responsável pela mediunidade: este órgão é a Epífise, glândula situada na região centro posterior da are diencefálica do cérebro, constituindo a sede fisiológica de todos os fenômenos mediúnicos. Pouco conhecida pela ciência oficial que afirma ser a Epífise tão somente a veladora do sexo, segundo a teoria espírita a epífise passa a controlar outros centros por meio do seu potencial energético, tornando-se um prisma de captação de energias específicas.

Por informações e tradições ocultistas, a sede da supra consciência, do controle da mediunidade, dos registros arcaicos e divinos, sendo o centro emissor de energias que dominam os demais órgãos do corpo.

De acordo com André Luiz, ela “desata os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na seqüência de lutas pelo aprimoramento da alma...”

Esse orgão nos faculta uma percepção extra-sensorial que pode ser desenvolvida com treinamentos adequados.

Há pessoas que trazem este sexto sentido já desenvolvido desde tenra idade. A História registra casos notáveis de crianças que o possuíam altamente desenvolvido.

A existência desse órgão controlador das percepções extra-sensoriais (PES) ou mediúnicas no organismo, leva-nos a concluir que toda pessoa possui um certo grau de mediunidade, sendo, portanto, médiuns. Na prática, são considerados médiuns aqueles em que a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes e visíveis.

A percepção extra-sensorial abrange e explica uma enorme gama de fenômenos como a telepatia (leitura mental), a clarividência (vidência de alguma coisa que está acontecendo em algum lugar), a claraudiência (quando a informação é ouvida), a presciência ou precognição (conhecimento antecipado de fatos futuros), a psicocinesia (o poder do espírito sobre a matéria), a retrocognição (conhecimento de acontecimentos passados), etc.

Essas manifestações psíquicas não constituem novidades. Elas estão registradas na cultura de todos os povos.

As pessoas que eram dotadas de um desenvolvimento maior dessa faculdade ou sexto sentido, nas culturas mais primitivas, eram os pagés ou feiticeiros; nas culturas mais evoluídas eram os profetas, os gurus ou os mestres. Os gregos e os romanos consultavam seus profetas antes de irem para as guerras. São inumeráveis os exemplos de filósofos, religiosos, artistas e cientistas que demonstraram possuir essa faculdade.

O Papa Pio V disse ter visto, de seu quarto no Vaticano, toda a batalha de Lepanto, descrevendo mais detalhes dela do que os soldados.

Os fenômenos de percepção extra-sensorial também ocorrem durante o sono. Em abril de 1865 Abrahan Lincoln sonhou que estava morto, poucos dias antes de ser assassinado. Um homem dizia-lhe no sonho que o Presidente havia sido assassinado. Friedrich August Kekulé (1829-1896), um dos mais notáveis químicos do século, em estado de semi-sono viu a forma em que os átomos se combinam na molécula de benzeno. 

A máquina de costura não foi inventada até que Elias Houwe (1819-1867) sonhasse que tinha sido capturado por uma tribo selvagem que ameaçava matá-lo se não inventasse a máquina. Como ele não conseguia solucionar o principal problema técnico, que era o trançar da linha no tecido, os selvagens avançaram sobre ele com lanças esburacadas nas pontas. Eis a solução do problema! Esta o fez despertar do pesadelo, com a resposta do seu problema: deveria fazer com que o fio passasse através da ponta da agulha."

Fonte: Revista Espiritismo e Ciência nº12, páginas 40 a 42.

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