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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Tratamento da obsessão: 'A terapêutica da prece'

Tratamento da obsessão: 'A terapêutica da prece' - por Chico Xavier e Dr. Francisco de Menezes Dias da Cruz (Espírito)
Dr. Francisco de Menezes Dias da Cruz (1853-1937) reprodução/internet

"Em nossa reunião da noite de 19 de maio de 1955, sentimo-nos na condição de alunos no fim de aula valiosa. É que o preclaro Instrutor Espiritual Dr. Dias da Cruz senhoreou novamente os recursos psicofônicos do médium, terminando o estudo que realizou, em cinco reuniões alternadas do Grupo¹, acerca da obsessão, salientando a eficácia da prece no tratamento dos alienados mentais, com a voz professoral que lhe conhecemos..."


A terapêutica da prece


"No tratamento da obsessão, é necessário salientar a terapêutica da prece como elemento valioso de introdução à cura.

Não ignoramos que a psiquiatria, nova ciência do mundo médico, apesar de teorizada nos hospícios, somente corporificou-se na prática que a define, nos campos de guerra do século presente.

Chamados ao pronto-socorro das retaguardas, desde o conflito russo-japonês, os psiquiatras esbarraram com numerosos problemas da neurose traumática, identificando as mais estranhas moléstias da imaginação e usando a palavra de entendimento e simpatia como recurso psicoterápico de incalculável importância.

Por isso, dispomos, atualmente, na moderna psicanálise, da psicologia do desabafo como medicação regeneradora.

A confissão do paciente vale por expulsão de resíduos tóxicos da vida mental e o conselho do especialista idôneo age por doação de novas formas-pensamento, no amparo ao cérebro enfermiço.

Invocamos semelhante apontamento para configurar na luta humana verdadeiro combate evolutivo em que milhares de almas caem diariamente nos meandros das próprias complicações emocionais, entrando, sem perceber, na faixa das forças inferiores que, a surdirem do nosso passado, nos espreitam e geram em nosso prejuízo dolorosos processos de obsessão, retardando-nos o progresso, por intermédio dos pensamentos desequilibrados com que se justapõem à nossa vida íntima.

É por essa razão que vemos, tanto nos círculos terrestres, como nas regiões inferiores da vida espiritual, as enfermidades-alucinações que se alongam na mente, ao comando magnético dos poderes da sombra, com os quais estejamos em sintonia.

E a técnica das Inteligências que nos exploram o patrimônio mento-psíquico baseia-se, de maneira invariável, na comunhão telepática, pela qual implantam naqueles que lhes acedem ao domínio as criações mentais perturbadoras, capazes de lhes assegurar o continuísmo da vampirização.

Atentos, assim, à psicogênese desses casos de desarmonia espiritual, quase sempre formados pela influenciação consciente ou inconsciente das entidades infelizes, desencarnadas ou encarnadas, que se nos associam à experiência cotidiana, recorramos à prece como elemento de ligação com os Planos Superiores, exorando o amparo dos Mensageiros Divinos, cujo pensamento sublimado pode criar, de improviso, novos motivos mentais em nosso favor ou em favor daqueles que nos propomos socorrer.

Não nos esqueçamos de que possuímos na oração a nossa mais alta fonte de poder, em razão de facilitar-nos o acesso ao Poder Maior da Vida.

Assim sendo, em qualquer emergência na tarefa assistencial, em nosso benefício ou em benefício dos outros, não olvidemos o valor da prece em terapia, recordando a sábia conceituação do Apóstolo Tiago, no versículo 16 do capítulo 5, em sua Epístola Universal: — “Orai uns pelos outros, a fim de que sareis, porque a prece da alma justa muito pode em seus efeitos.”"


Chico Xavier e Dr. Francisco de Menezes Dias da Cruz (Espírito)


[1] O estudo a que nos reportamos começa com a mensagem intitulada “Alergia e Obsessão”, constante do livro; "Instruções Psicofônicas" — por Francisco Cândido Xavier e Autores diversos - Citação parcial para estudo Espírita.



segunda-feira, 12 de outubro de 2020

André Luiz: 'Desobsessão'

 Desobsessão



"1. Terapêuticas diversas merecem estudos para a supressão dos males que flagelam a Humanidade.

2. Antibióticos atacam processos de infecção, institutos especializados examinam a patologia do câncer, a cirurgia atinge o coração para sanar o defeito cardíaco e a vacina constitui defesa para milhões.

3. Ao lado, porém, das enfermidades que supliciam o corpo, encontramos, aqui e além, as calamidades da obsessão que desequilibram a mente.

4. Para lá das teias fisiológicas que entretecem o carro orgânico de que se vale o Espírito para o estágio educativo no mundo, é possível identificar os quadros obscuros de semelhantes desastres, nos quais as forças magnéticas desajustadas pelo pensamento em desgoverno assimilam forças magnéticas do mesmo teor, estabelecendo a alienação mental, que vai do tique à loucura, escalando por fobias e moléstias-fantasmas. 

5. Vemo-los instalados em todas as classes, desde aquelas em que se situam as pessoas providas de elevados recursos da inteligência àquelas outras onde respiram companheiros carecentes das primeiras noções do alfabeto, desbordando, muita vez, na tragédia passional que ocupa a atenção da imprensa ou na insânia conduzida ao hospício.

6. Isso tudo, sem relacionarmos os problemas da depressão, os desvarios sexuais, as síndromes de angústias e as desarmonias domésticas.

7. Espíritos desencarnados e encarnados de condição enfermiça sintonizam-se uns com os outros, criando prejuízos e perturbações naqueles que lhes sofrem a influência vampirizadora, lembrando vegetais nobres que parasitos arrasam, depois de solapar-lhes todas as resistências.

8. Refletindo nisso e diligenciando cooperar na medicação a esses males de sintomatologia imprecisa, imaginamos a organização deste livro ¹, dedicado a todos os companheiros que se interessam pelo socorro aos obsidiados — livro que se caracteriza por absoluta simplicidade na exposição dos assuntos indispensáveis à constituição e sustentação dos grupos espíritas devotados à obra libertadora e curativa da desobsessão.

9. Livro que possa servir aos recintos consagrados a esse mister, estejam eles nos derradeiros recantos das zonas rurais ou nos edifícios das grandes cidades, cartilha de trabalho em que as imagens ² auxiliem o entendimento da explicação escrita, a fim de que os obreiros da Doutrina Espírita atendam à desobsessão, consoante os princípios concatenados por Allan Kardec.

10. Nenhuma instituição de Espiritismo pode, a rigor, desinteressar-se desse trabalho imprescindível à higiene, harmonia, amparo ou restauração da mente humana, traçando esclarecimento justo, seja aos desencarnados sofredores, seja aos encarnados desprovidos de educação íntima que lhes sofram a atuação deprimente, conquanto, às vezes, involuntária.

11. Cada templo Espírita deve e precisa possuir a sua equipe de servidores da desobsessão, quando não seja destinada a socorrer as vítimas da desorientação espiritual que lhe rondam as portas, para defesa e conservação de si mesma.

12. Oferecemos, desse modo, estas páginas despretensiosas aos que sintam suficiente amor pelos que jazem transviados nas trevas das ilusões e paixões em que se consomem, circunscritos aos marcos estreitos da ignorância, na Terra e além da Terra, nos tormentos e desvarios do “eu”.

13. E entregando-as aos amigos que nos possam acolher o desejo de acertar e avaliar conosco a extensão e a gravidade do problema, recordemos, reconhecidamente, junto de todos eles, que o Espiritismo é o Cristianismo Restaurado e que o pioneiro número um da desobsessão, esclarecendo Espíritos infelizes e curando obsidiados de todas as condições, foi exatamente Jesus."


André Luiz

Uberaba, 2 de janeiro de 1964

(Página recebida pelo médium Waldo Vieira)


Notas:

1- O Espírito André Luiz convidou os médiuns Waldo Vieira e Francisco Cândido Xavier a psicografarem com ele o presente volume, responsabilizando-se ambos pelos capítulos de números ímpares e pares, respectivamente.

2- As fotografias que ilustram este volume representam gentileza dos companheiros de ideal e pertencem aos arquivos da C. E. C., de Uberaba, Minas. 

Veja as fotos consultando o volume original impresso em papel: acesse aqui para aquisição...


Fonte: prefácio do autor espiritual do livro 'Desobsessão', ditado pelo Espírito André Luiz aos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira - citação parcial para estudo, divulgação do Espiritismo e das obras mediúnicas de Chico Xavier e Waldo Vieira, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais - Imagem: trabalho espiritual de desobsessão - detalhe (imagem colhida da internet com finalidade meramente ilustrativa)


segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Prece pela Desobsessão, ditada pelo Espírito de André Luiz

André Luiz é o nome atribuído pelo médium e filantropo brasileiro Francisco Cândido Xavier a um dos espíritos mais frequentes em sua obra psicografada. André Luiz teria sido um médico em sua última encarnação e muitas das obras psicografadas atribuídas a ele possuem diversas informações biológicas complexas.

Prece pela Desobsessão


"Meu Pai, preciso hoje de tua especial proteção!

Nada em minha vida desenrola-se da forma como prevista ou desejada, qual de mãos frias e invisíveis destroçassem todos os esforços empreendidos, transformando sonhos em poeira, esperanças em decepções, empresas em prejuízo...

A minha volta, Senhor, perturbações sem conta turvam-me os locais por onde transito, seja no lar ou na rua, produzindo um sem números de situações que me entristecem e me constrangem, qual se dantesco séqüito me seguisse os passos, em todos os lugares, sugestionando o ambiente em torno contra mim.

Tenho sofrido, meu Pai, maus tratos repentinos, desrespeitos, afrontas e descortesias de conhecidos e de estranhos, mesmo eu me esforçando em ser gentil e educado, qual se trouxesse repelentes feridas por sobre o corpo, a incomodar aqueles com quem necessito me contatar...

Por mais que eu trabalhe e poupe, o dinheiro é sempre escasso; por mais que persiga melhoras, colho invariavelmente os piores resultados, levando-me muitas vezes a duvidar de minha capacidade profissional e pessoal.

Meus dias transcorrem sem colorido e sem euforia porque já não acredito em uma solução a curto prazo para os meus problemas, que não param de crescer... 

As dívidas se acumulam enquanto vejo objetos indispensáveis ao meu uso, conforto e proteção, como roupas, móveis e outros utensílios caseiros, envelhecendo e estragando-se a pouco e pouco, sem que eu consiga os meios necessários à sua renovação...

Mas o pior, meu Pai, são os pesadelos que me acompanham as noites mal dormidas e onde seres perversos me perseguem, acusando-me de coisas que não fiz. Me odeiam, me humilham, me ferem...

Durante o dia a inquietação que me persegue, impassível, diz-me de sua presença ao meu lado, afligindo-me o coração e turvando minhas esperanças, pois não sei até onde agirão, no propósito de arruinar-me a existência.

Sei bem, Senhor, que se tal fato me ocorre é porque é de seu consentimento e visa sempre a correção de algo que está errado em mim.

Ou quito, talvez assim, grandes dívidas do passado...

No entanto, meu Deus, peço humildemente, se possível, diminua o sofrimento que me atinge hoje, indicando-me o que devo fazer para que meu coração endividado liberte-se do jugo opressor e transforme estes momentos sombrios em atividades benéficas não só a mim mas também ao meu semelhante.

Não sou ser nocivo e posso viver em liberdade, amando e respeitando o meio em que vivo. Por isso acredito que também posso reformar-me por outros meios que não este, sempre deprimente e doloroso.

Porém, se apenas testas-me a fé a confiança em teus desígnios, ajuda-me a fortalecer e a amadurecer o espírito, para que a indiferença ou o descrédito em teu amor não mais me afastem de Ti.

Abençoa-me, Pai, protege-me de todo mal! Perdoa meus erros e meus desacertos, minhas fugas e minhas indisciplinas, e me guarda de infringir tua Lei através de atos nascidos da revolta e da inconformação!

Perdoa meus algozes também, levando até eles a minha prece e meus melhores pensamentos de paz. Que meu perdão sincero possa tocar, de alguma forma, seus corações, levando-os a repensar sua posição de hostilidade para comigo e melhorando-se dessa forma, igualmente.

Ampara a todos nós, Senhor, e derrama sobre os nossos erros a tua luz e o teu amor, para que momentos quais o que vivo tornem-se cada vez mais raros sobre a Terra, colocando um ponto final em tais movimentos infelizes e que, certamente, não acontecem por natural necessidade, mas devido às nossas imperfeições morais e à nossa dureza de coração.

Assim seja!"

André Luiz, IDEAL André, 27.01.2003

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Prece Espírita para afastar os maus Espíritos

Prece para afastar os maus Espíritos
O Evangelho Segundo o Espiritismo,  Allan Kardec
(cap.XXVIII - Preces por aquele mesmo que ora)



"15. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que limpais por fora o copo e o prato e estais, por dentro, cheios de rapinas e impurezas. - Fariseus cegos, limpai primeiramente o interior do copo e do prato, a fim de que também o exterior fique limpo. - Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que vos assemelhais a sepulcros branqueados, que por fora parecem belos aos olhos dos homens, mas que, por dentro, estão cheios de toda espécie de podridões. - Assim, pelo exterior, pareceis justos aos olhos dos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniqüidades. (S. MATEUS, cap. XXIII, vv. 25 a 28.)


16. PREFÁCIO - Os maus Espíritos somente procuram os lugares onde encontrem possibilidades de dar expansão à sua perversidade. Para os afastar, não basta pedir-lhes, nem mesmo ordenar-lhes que se vão; é preciso que o homem elimine de si o que os atrai. Os Espíritos maus farejam as chagas da alma, como as moscas farejam as chagas do corpo. Assim como se limpa o corpo, para evitar a bicheira, também se deve limpar de suas impurezas a alma, para evitar os maus Espíritos. Vivendo num mundo onde estes pululam, nem sempre as boas qualidades do coração nos põem a salvo de suas tentativas; dão, entretanto, forças para que lhes resistamos.


17. PRECE - Em nome de Deus Todo-Poderoso, afastem-se de mim os maus Espíritos, servindo-me os bons de antemural contra eles. 

Espíritos malfazejos, que inspirais maus pensamentos aos homens; Espíritos velhacos e mentirosos, que os enganais; Espíritos zombeteiros, que vos divertis com a credulidade deles, eu vos repilo com todas as forças de minha alma e fecho os ouvidos às vossas sugestões; mas, imploro para vós a misericórdia de Deus. 

Bons Espíritos que vos dignais de assistir-me, dai-me a força de resistir à influência dos Espíritos maus e as luzes de que necessito para não ser vítima de suas tramas. Preservai-me do orgulho e da presunção; isentai o meu coração do ciúme, do ódio, da malevolência, de todo sentimento contrário à caridade, que são outras tantas portas abertas ao Espírito do mal."




terça-feira, 20 de outubro de 2009

Liberdade aos Cativos : o caso Jock-2

parte 4

Um exemplo de um voto forte é o da entidade persa Baltar que descobri em seguida em "Jock." Baltar falou da primeira entidade (que me dissera: "Fui criado por uma pessoa para destruir esta aqui,") dizendo: "Sou diferente do outro, pois ele nunca foi, e eu fui. Minha mente está sobre este homem aqui. Ele me destruiu uma vez. Jurei destrui-lo. Meu voto não será quebrado."

Então recitou uma longa história de intriga política. "Este maldito diante de você (o cliente) era meu irmão. Tentei controlá-lo e torná-lo subserviente. Eu sabia mais — tinha mais poder — contudo não conseguia subjugá-lo. Quanto mais tentava, mais fraco eu ficava. Ele permitiu que eu desperdiçasse meu tempo e esforço, e quando eu estava mais fraco, destruiu minha mente.... É verdade, encarnei várias vezes. Eu não esqueci. Eu tinha grande poder!"

— Baltar, seu pecado foi grande. Controlar qualquer pessoa é um pecado de arrogância e egotismo. Você escolheu o Caminho da Esquerda do mal. E este homem?

— Ele estava no Caminho da Direita até que me destruiu.

— Baltar, os que tentam controlar os outros são chamados manipuladores, enganadores ou destruidores. Você é um destruidor. Mas esta é uma era de mudança. Você mudará, como Mikedor?

— Você não deve falar comigo desta maneira. Eu tenho um propósito. Meu propósito é destruir. Ele fez comigo o que lhe contei e o segui para destruí-lo. Ele já não desejava lutar. Estava angustiado por causa do que tinha acontecido. Não queria usar seu poder. Escarneceu de meu poder.

— Não, não escarneceu. Ele somente se defendeu de seu poder....Vou chamar os Seres Resplandecentes que chamei antes. Que Grande Ser existia no mundo quando você e seu irmão lutavam?

— Zaratustra.

— Peço-lhe que venha, Zaratustra, cuidar desta alma cheia de ódio e raiva. Baltar, peço-lhe que olhe para Zaratustra.

Baltar virou a cabeça e murmurou: "Não posso olhar. Separei-me de minha origem."

— Não para sempre! Você veio do Fogo sagrado de Ahura-Mazda. Se a Centelha perder o brilho, simplesmente a aproximaremos outra vez da Luz, do Grande Fogo, respondi, usando os termos e imagens da religião persa de Baltar. A visão de Zaratustra, o Ser Resplandecente, ainda o prendia.

— Eu irei — devo ir para a Luz — para a área acima de mim.... Meu juramento: Por todo o mal que causei, levarei o bem a este homem que aqui está, levar-lhe-ei clareza. Vou levar-lhe clareza que o rodeará. Você tem razão. Tudo o que disse está certo. — Acabaram-se sua raiva, sede de vingança e orgulho.

— Estou tão feliz por você, Baltar. Apenas não o restrinja por meio de suas ações com intenção de fazer o bem. Antes de ir, se você vir qualquer coisa no corpo dele que precise ser curada, você a curará?

— Não sou eu, nem minhas ações nem vontade, que causam o problema pulmonar. É a presença de meu ser que traz grande tristeza para ele.

— Mas grande felicidade por sua liberdade agora. Você é livre, e ele é livre. Vá com nossas bênçãos.

Depois, dei comigo a sorrir: Baltar não conseguiu ficar sem fazer outro voto!

JOCK - 3

Na mesma sessão com Jock, depois de neutralizar o antigo voto de Baltar e libertar aquela antes amargurada alma humana, descobri uma terceira entidade. Ela disse: "Não tenho nome nem forma. Nunca tive meu próprio corpo humano. Venho dos pensamentos, ações e vontade dos outros."

— Você é uma forma-pensamento? perguntei.

— Isto não sei. Eu sou. Estou aqui porque sou atraído para cá. É meu destino.

— Quem o atrai?

— Muitas pessoas; por meio de sua vontade elas atraem-me, me reunindo. Meu propósito é acabar com a vontade desta pessoa, minimizar seus esforços, e dar sua vontade aos que me enviaram.

— Você tem noção de certo e errado?

— Não, trata-se apenas de cumprir a tarefa. Sou a ligação entre ele e quem me enviou. Não tenho desejo; não lhe desejo mal; não passo de um portador. Venho de minha "personalidade."

— Acho que entendi. Se aqueles dos quais você veio são sombrios, você é sombrio, também.

— Não sou sombrio nem luminoso. Não me sinto bom nem ruim. Quando tiver cumprido minhas ordens — quando a vontade deste aqui se dissolver — voltarei a eles para ser reabastecido.

— Esta é uma época de mudanças: mudanças de propósito, de instruções. Você parece um tipo de robô.... Vou chamar o técnico Blackie: Blackie, pode vir aqui, por favor? Como técnico você sabe eliminar obstruções para que os "pontos" fiquem limpos, os "circuitos" abertos. Que palavras preciso usar para lidar com esta entidade?

Blackie respondeu, por meio da voz de Jock: "Volte a seus mestres."

Eu hesitei. "Isso não lhes devolveria a força deles?"

— Eles já estão debilitados. Receberão uma forma enfraquecida. Estão livres para "conjurar" novamente — nada pode deter isso. "Devolva ao remetente," como uma carta recusada. Devolver não os fortalecerá nem os debilitará.

Agradeci a Blackie, o técnico, por suas sugestões e perspicácia, contente de tê-lo chamado. Mandei o "impulso" de volta a seus criadores, sem que "dissolvesse a vontade" de Jock, contente por saber que Jock estava livre desse invasor, mesmo sendo um invasor debilitado.

Final do capítulo 7 - Liberdade aos Cativos - Dra. Louise Ireland-Frey (foto)



parte 1 - parte 2 - parte 3

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A MULHER



Uma questão espiritual. Contra a obsessão, é preciso ter um espírito forte, força de vontade.

Nem sempre os fenômenos da obsessão e desobsessão são agradáveis à assistência, mas eles são muitas vezes necessários, não só para que a assistência verifique a ação psíquica maléfica, agindo sobre as criaturas de espírito descontrolado, indefesas, como também para servirem de exemplo àqueles que se deixam facilmente avassalar. É isso uma questão espiritual. 

Quando uma criatura se sente mal ou presume que vai se sentir mal e começa a sentir os fenômenos íntimos de atuação, se ela possui um espírito de vontade forte, reage, não se entrega, está em si essa reação e em ninguém mais. O espírito encarnado só se entrega aos obsessores quando quer; quando ele não quer e, sobretudo, quando ele tem a noção do ridículo, quando ele não quer fazer figura triste, ele reage e não fica atuado e empolgado pelos obsessores. Está, portanto, na criatura o deixar-se atuar ou não.

Há criaturas que, por se irritarem e desconhecerem a ação do astral inferior, são tomadas de surpresa e isto ainda se desculpa; mas há outras criaturas que fazem da atuação um hábito e esse hábito é mau e perigoso, além de revelar um ser um tanto displicente. Aprendam, portanto, a reagir, porque médiuns são todos os seres; médiuns são o próprio cavalo e o cão; mas a mediunidade só tem expansão e só há guarida quando se quer. A léria de que é preciso desenvolver a mediunidade para que as criaturas se curem de ataques e de atuações nós não a admitimos.

O que é preciso é a criatura esclarecer-se, isso sim, porque o desenvolver a mediunidade não lhe dá garantia nenhuma. É preciso que ela saiba que, se possui mediunidade mais desenvolvida do que outras pessoas, a sua obrigação é esclarecer-se bem para saber se conter, para saber estar em todo e qualquer lugar, sem se deixar atuar. Sabendo conter-se, não se deixando empolgar –porque as atuações são um veículo para atração dos espíritos inferiores e, portanto, dos causadores da obsessão – não chegará à representação de papéis tristes. A atuação é um mal, e as criaturas quando se irritam são quase sempre avassaladas. 

Evitar, portanto, o avassalamento e a irritação é a obrigação de todas as criaturas. A criatura deve saber se conter, deve impor-se às obsessões com toda a energia. É uma questão de educação espiritual e nada mais. É por isso que nós recomendamos àqueles que têm enfermos psíquicos, ou criaturas que se deixam atuar, que saibam ser enérgicos, que saibam se impor com calma e energia, e é com essa calma e essa energia imposta a tais criaturas que se consegue a normalização dos enfermos da alma.


Vir às nossas Sessões, passar pelas limpezas psíquicas é necessário, mas também é necessário que a criatura reaja, para não se deixar avassalar novamente, não se habituar a ser atuada, porque é bastante incômodo e nada elegante, e, infelizmente, são as senhoras que mais se prestam a esse papel. Nós sabemos que é bem desagradável esse dever para as criaturas que possuem enfermos psíquicos, mas têm elas por obrigação impor-se às criaturas enfermas, fazendo-as criar energia, brio, para que saibam se conter, para que saibam se dominar e vencerem a si mesmas, a fim de saberem, sobretudo, pôr em ação a sua vontade somente para o bem, não se deixando atuar, pois podem deixar de o fazer se o quiserem. 

Basta se reeducarem, basta terem uma vida normal, evitar tudo que as possa prejudicar, quer moral, quer espiritualmente, tendo o tempo sempre ocupado, não se irritando, criando um ambiente de calma e de tranqüilidade, procurando ter disciplina, tendo o seu espírito sempre ocupado com coisas úteis, vivendo uma vida sã, produtiva e jamais levar vida displicente.

Todos podem ser felizes, todos podem levar uma vida normal, uma vez que tenham as suas distrações, trabalhando, lutando, mas procurando dar ao espírito aquilo de que ele carece para se manter sempre em equilíbrio, raciocinando com acerto, e não se entregando a espíritos obsessores, transformando o lar num inferno, causando intranqüilidades, desgraças e dissabores constantes. Aprendam a ser mulheres, tenham a coragem e o valor necessários para saberem se conter, para saberem se conduzir na vida, porque a mulher muito pode fazer em prol da humanidade. É a mulher que muitas vezes concorre para a sua desgraça e infelicidade, causando também a infelicidade e a desgraça do seu homem, por não saber se dominar, por não saber se conter, e daí, as preocupações, os desgostos, e assim, não pode ser feliz um lar, mas, sim e somente, infeliz.

Não se admite a infidelidade do homem ou da mulher, mas há mulheres que concorrem para essa infidelidade, para a sua própria desgraça, por não saberem tratar do seu corpo convenientemente, a fim de serem mulheres sadias, tornando o lar feliz. Todo homem tem prazer em lutar, em ganhar para dar conforto ao lar quando possui uma mulher zeladora do seu lar, cuidadosa e carinhosa para com o marido e os filhos. A mulher deve ter brio, deve procurar ser mulher na extensão máxima do termo, procurando construir a felicidade, que muitas vezes está nas suas mãos, mas a deixa fugir com as suas fraquezas e debilidades, o que não se admite. Aprendam, portanto, a ser mulheres, saibam ser fortes, procurem ter coragem, procurem ser aquilo que devem ser, para poderem ser criaturas equilibradas."
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Fonte: LUIZ DE MATTOS - CLÁSSICOS DO RACIONALISMO CRISTÃO - Volume 1 - 2ª edição - Centro Redentor - Rio de Janeiro - 2001. - Outras obras do Autor: Pela Verdade, 9ª ed. - Vibrações da Inteligência Universal, 9ª edição.

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