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sábado, 3 de outubro de 2009

Por quê fazemos oferendas? A finalidade dos amalás.

Como todos sabem as religiões de matriz africana utilizam-se das oferendas em sua prática ritual. O amalá é elemento indisociável na Umbanda e deve ser feito por todos os inciados e iniciadas nesta religião. Muitos perguntam o por quê destas entregas, outros simplesmente as fazem, mas não sabem exatamente o motivo ou finalidade.

Não existe meio para recebermos Axé sem que seja deitado um Amalá pra isto. Àse, do yoruba ou Axé em português é igual a: energia, poder, força da natureza. Poder de realização através de força sobrenatural. As entregas servem não só para compartilharmos com os Orixás, obter proteção, este ritual pode servir pra vários fins, quais? Bom, aí só os guias e Orixás sabem, entretanto o campo de força criado é sempre revertido em benefício de quem deitou a entrega.

O Axé está ligado diretamente com os amalás, este poder é transmitido através da manipulação correta de elementos e substâncias. Cada Orixá têm elementos correspondentes a sua vibratória cósmica originária, estes por sua vez são utilizados na oferenda, ou seja, o Axé de cada Orixá está inoculado nos alimentos, bebidas e freqüência das cores correspondentes a cada vibratória original.

O Axé é encontrado em qualquer elemento material, pois a matéria nada mais é que o reflexo das energias cósmicas, sintetizadas nos elementos químicos que compõem o universo. Esta dádiva divina é disponibilizada no plano material para que façamos uso de acordo com nossas necessidades e livre-arbítrio. O Axé está presente, basicamente, nos 4 elementos.

Reunimos este materiais com a finalidade de retribuir as dádivas a seus provedores, os Orixás, criamos um campo de força, este por sua vez é assimilado pela Linha a que se dirige a oferenda. Desta forma compartilhamos elementos indispensáveis ao nosso sustento físico com Aqueles que gentilmente os disponibilizaram.

Todos somos formados pelos mesmos elementos que compõe os amalás. Segundo o filósofo e teólogo Bentto de Lima, na Umbanda existe uma interligação simbólica entre esses diversos usos, de modo que os elementos se combinem. Desta ligação entre os elementos resulta a eficácia mágica dos ritos. Enfim, tudo que conhecemos é impregnado pelo Axé.

No amalá, simplesmente, estamos libertando este Axé de sua ligação com a matéria, enviando-o de volta a sua origem. Provamos ao Orixá que não vivemos como servos dos sentidos, mostrando nosso desapego a matéria e transmutando-a novamente em Axé. A energia resultante desta prática ritual, depois de sua passagem pelo astral, nos é retribuída em benefício do fiel que, com fé e na fé, deitou os elementos no amalá.

Nesta comida ritual votiva, está presente o significado da vida e da morte, afinal o amalá queima e apodrece, transformando-se, do latim transformatione* = trans ("movimento para além de", "através de"; "posição para além de"; "posição ou movimento de través") + formatione. "Ato, efeito ou modo de formar". É o ato ou efeito de transformar-se, vale dizer, dar nova forma, feição ou caráter a algo, abstrato ou concreto, pessoal ou não; tornar-se diferente do que era; mudar-se, alterar-se, modificar-se, transfigurar-se, metamorfosear-se. Esta ação resulta uma nova energia, modificada em sentido amplo, relativamente ao estado original. Nessa compreensão ampla, o novo estado pode eventualmente coincidir com o estado original. (*wikipédia)

Muitos falam em sangue, pois pasmem, a seiva do vegetal também é sangue! Água, sal e carvão são sangue de origem mineral. Inclusive é importante lembra que nosso irmão do Candomblé ofertam nos amalás somente o sangue e as vísceras do animal, a carne é preparada por uma Iyabassê e servida aos seguidores desta religião como refeição impregnada de Axé... explicação que considero importante, porém tendo em vista que não é o nosso caso, na Umbanda. Esta observação apenas faço para esclarecer os que não toleram esta religião de matriz africana, que cultua os mesmos Orixás que nós. Ao menos eu, afirmo, não mato animais e não uso sangue em rituais, apesar de apreciar muito um churrasco e um galetinho.

Concluindo, o Amalá é um banquete que servimos aos verdadeiros Senhores e Senhoras da esfera que habitamos, vulgarmente falando, nossos Senhorios, que nos emprestam esta morada que vaga pelo infinito. Se comemos, bebemos, fumamos (quem não fuma usa combustíveis ou energia) e etc... nada mais justo que compartilhemos com estes, que além de locatários de nosso terreno são também parentes, nossos pais. Injusto é quem sacia seu desejo carnal através da boa mesa e não lembra de convidar tão ilustres Deuses e Deusas para a ceia. Convide seu pai e sua mãe para o banquete que serve, em troca receba gratidão, amor, Axé!

Finalizando esta breve explanação sobre a prática ritual do amalá, importante é também fazer aqui uma observação quanto a questão ecológica. Não deixe materiais que não sejam biodegradáveis na natureza. Use coités para as bebidas e leve embora consigo latas e garrafas. Ao invés de alguidares e pratos use o purungo (cabaça), folhas de bananeira ou peneiras de palha. Faça aos Orixás o que quer que Eles lhe façam, e ao planeta o que você espera que Ele faça por você.

Saravá!

Pai Ronald - Rio de Janeiro

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A MULHER



Uma questão espiritual. Contra a obsessão, é preciso ter um espírito forte, força de vontade.

Nem sempre os fenômenos da obsessão e desobsessão são agradáveis à assistência, mas eles são muitas vezes necessários, não só para que a assistência verifique a ação psíquica maléfica, agindo sobre as criaturas de espírito descontrolado, indefesas, como também para servirem de exemplo àqueles que se deixam facilmente avassalar. É isso uma questão espiritual. 

Quando uma criatura se sente mal ou presume que vai se sentir mal e começa a sentir os fenômenos íntimos de atuação, se ela possui um espírito de vontade forte, reage, não se entrega, está em si essa reação e em ninguém mais. O espírito encarnado só se entrega aos obsessores quando quer; quando ele não quer e, sobretudo, quando ele tem a noção do ridículo, quando ele não quer fazer figura triste, ele reage e não fica atuado e empolgado pelos obsessores. Está, portanto, na criatura o deixar-se atuar ou não.

Há criaturas que, por se irritarem e desconhecerem a ação do astral inferior, são tomadas de surpresa e isto ainda se desculpa; mas há outras criaturas que fazem da atuação um hábito e esse hábito é mau e perigoso, além de revelar um ser um tanto displicente. Aprendam, portanto, a reagir, porque médiuns são todos os seres; médiuns são o próprio cavalo e o cão; mas a mediunidade só tem expansão e só há guarida quando se quer. A léria de que é preciso desenvolver a mediunidade para que as criaturas se curem de ataques e de atuações nós não a admitimos.

O que é preciso é a criatura esclarecer-se, isso sim, porque o desenvolver a mediunidade não lhe dá garantia nenhuma. É preciso que ela saiba que, se possui mediunidade mais desenvolvida do que outras pessoas, a sua obrigação é esclarecer-se bem para saber se conter, para saber estar em todo e qualquer lugar, sem se deixar atuar. Sabendo conter-se, não se deixando empolgar –porque as atuações são um veículo para atração dos espíritos inferiores e, portanto, dos causadores da obsessão – não chegará à representação de papéis tristes. A atuação é um mal, e as criaturas quando se irritam são quase sempre avassaladas. 

Evitar, portanto, o avassalamento e a irritação é a obrigação de todas as criaturas. A criatura deve saber se conter, deve impor-se às obsessões com toda a energia. É uma questão de educação espiritual e nada mais. É por isso que nós recomendamos àqueles que têm enfermos psíquicos, ou criaturas que se deixam atuar, que saibam ser enérgicos, que saibam se impor com calma e energia, e é com essa calma e essa energia imposta a tais criaturas que se consegue a normalização dos enfermos da alma.


Vir às nossas Sessões, passar pelas limpezas psíquicas é necessário, mas também é necessário que a criatura reaja, para não se deixar avassalar novamente, não se habituar a ser atuada, porque é bastante incômodo e nada elegante, e, infelizmente, são as senhoras que mais se prestam a esse papel. Nós sabemos que é bem desagradável esse dever para as criaturas que possuem enfermos psíquicos, mas têm elas por obrigação impor-se às criaturas enfermas, fazendo-as criar energia, brio, para que saibam se conter, para que saibam se dominar e vencerem a si mesmas, a fim de saberem, sobretudo, pôr em ação a sua vontade somente para o bem, não se deixando atuar, pois podem deixar de o fazer se o quiserem. 

Basta se reeducarem, basta terem uma vida normal, evitar tudo que as possa prejudicar, quer moral, quer espiritualmente, tendo o tempo sempre ocupado, não se irritando, criando um ambiente de calma e de tranqüilidade, procurando ter disciplina, tendo o seu espírito sempre ocupado com coisas úteis, vivendo uma vida sã, produtiva e jamais levar vida displicente.

Todos podem ser felizes, todos podem levar uma vida normal, uma vez que tenham as suas distrações, trabalhando, lutando, mas procurando dar ao espírito aquilo de que ele carece para se manter sempre em equilíbrio, raciocinando com acerto, e não se entregando a espíritos obsessores, transformando o lar num inferno, causando intranqüilidades, desgraças e dissabores constantes. Aprendam a ser mulheres, tenham a coragem e o valor necessários para saberem se conter, para saberem se conduzir na vida, porque a mulher muito pode fazer em prol da humanidade. É a mulher que muitas vezes concorre para a sua desgraça e infelicidade, causando também a infelicidade e a desgraça do seu homem, por não saber se dominar, por não saber se conter, e daí, as preocupações, os desgostos, e assim, não pode ser feliz um lar, mas, sim e somente, infeliz.

Não se admite a infidelidade do homem ou da mulher, mas há mulheres que concorrem para essa infidelidade, para a sua própria desgraça, por não saberem tratar do seu corpo convenientemente, a fim de serem mulheres sadias, tornando o lar feliz. Todo homem tem prazer em lutar, em ganhar para dar conforto ao lar quando possui uma mulher zeladora do seu lar, cuidadosa e carinhosa para com o marido e os filhos. A mulher deve ter brio, deve procurar ser mulher na extensão máxima do termo, procurando construir a felicidade, que muitas vezes está nas suas mãos, mas a deixa fugir com as suas fraquezas e debilidades, o que não se admite. Aprendam, portanto, a ser mulheres, saibam ser fortes, procurem ter coragem, procurem ser aquilo que devem ser, para poderem ser criaturas equilibradas."
____
Fonte: LUIZ DE MATTOS - CLÁSSICOS DO RACIONALISMO CRISTÃO - Volume 1 - 2ª edição - Centro Redentor - Rio de Janeiro - 2001. - Outras obras do Autor: Pela Verdade, 9ª ed. - Vibrações da Inteligência Universal, 9ª edição.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

11 de junho - Pombagira



Pomba-gira (Pombagira), é Exu-mulher. É uma entidade da Quimbanda, linha de esquerda que completa a Umbanda no equilíbrio do Universo, como acontece na filosofia oriental sintetizada no Yin e Yang que representa o equilíbrio de forças opostas, complementares. 

Diferente da Umbanda, surgida em 1908 no Estado do Rio de Janeiro. A Quimbanda é de origem mais remota, africana e milenar, perdendo-se no passado pois ninguém sabe exatamente quando ela nasceu. Por este fato acontece o sincretismo das Deidades pagãs com os Exus e Pombagiras. Os romanos tiveram um vasto império no continente africano e devem ter influenciado esta ligação. Muito provável comemora-se o dia de Pombagira em 11 de junho devido a seu sincretismo com a Deusa Fortuna, filha de Júpiter. Na Roma antiga o dia de hoje era dedicado a esta Deusa, 13 dias depois acontecia um festival em sua homenagem, o Fors Fortuna. Hoje a Umbanda e a Quimbanda se completam, uma é continuação da outra.

Fortuna é a Deusa romana da sorte, seja ela boa ou má, e da esperança; por sua vez corresponde a divindade grega Tyche. Era representada com portando uma cornocópia e um timão, que simbolizavam a distribuição de bens e a direção da vida dos humanos. Em muitas imagens Fortuna era representada cega ou com uma venda sobre os olhos, pois a distribuição de seus desígnios é feita de forma aleatória. Pombagira também tem os mesmos desígnios, distribuir sorte, seja ela boa ou má, bens materiais, guiar ou desviar os humanos. Pombagira vibra cosmicamente na mesma frequencia da energia sexual pura e responde sempre a Exu. Cada Exu chefe de falange tem a seu serviço, além de outros 7 Exus, mais 7 Pombagiras; cada uma destas 7 entidades, por sua vez, tem outras sete e assim por diante, 7x7x7... formando as falanges.

Existem inúmeras falanges dessas entidades, que ajudam muitas pessoas nos terreiros de Umbanda; quando estes realizam seus trabalhos de esquerda. Nada mais justo que homenageá-las no dia de hoje com um pensamento, uma reverência, um agrado. Longe de querer afrontar o Corpus Christi dos católicos, religião pela qual os umbandistas tem o maior respeito, pois também acreditamos na passagem de Cristo (Oxalá) pela Terra, saudemos também hoje Exu-mulher. Laroiê Bombogira!

A oferenda para Pombagira é realizada em encruzilhadas de "T", na porta de Cemitérios, praias e matas... dependendo da entidade que se pretende fazer o agrado. Estas entregas são feitas com velas bicolres, vermelhas e pretas, ou brancas, vermelhas e pretas, geralmente em número de 1, 3 ou 7. Os amalás para Pombagira são acompanhados de champagne, vinhos, bebidas fortes como o gim, Bourbon e, em alguns casos pinga. A elas são oferecidos cigarrilhas e cigarros, rosas e cravos vermelhos, fita preta entrelaçada com vermelha, sempre em número e metragem ímpar; mel, licor de anis, espelhos, enfeites, jóias, bijuterias, batons, perfumes... enfim, tudo mais que uma mulher gosta e preza.

Saravá! Dona Maria Padilha, Rosa dos Ventos, Rainha das 7 Encruzilhadas, Pomba-Gira da Calunga, Pomba-Gira das Almas, Pomba-gira Cigana, Pomba-gira Maria Mulambo, Rosa Caveira, Dona Tata Caveira! Salve Maria da Gargalhada, e Dona Maria Quitéria! Saravá as Pombagiras da Calunga, das Almas, da Encruza e das Matas... Salve Exú! Saravá todas as Pombagiras! Salve as 7 Linhas da Umbanda, salve as 7 Linhas da Quimbanda! Seo Caveira, Laroiê Emojibá!

Na imagem a Deusa Fortuna e Pombagira Maria Mulambo

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Oferenda a Cosme, Damião e Doum

Para agradar os Erês, no dia de São Cosme e Damião, é fácil. Um pequeno agrado a estes Orixás podem fazer nossas vidas mais felizes. As crianças do espaço, em sua aparente fragilidade, na verdade tem poderes incríveis. A Ibejada pode curar doenças do corpo, da mente e da alma, além de que alegria advinda de uma criança é a mais pura existente na natureza. Puro amor.

Para agradar os Erês, no dia de São Cosme e Damião, é fácil. Um pequeno agrado a estes Orixás podem fazer nossas vidas mais felizes. As crianças do espaço, em sua aparente fragilidade, na verdade tem poderes incríveis. A Ibejada pode curar doenças do corpo, da mente e da alma, além de que alegria advinda de uma criança é a mais pura existente na natureza. Puro amor.

Não deixe este dia passar, sem aproveitar a oportunidade para obter graças e agradecer as já recebidas. Os elementos para esta entrega são simples: 


- 1 fatia de bolo (e/ou doces),
- 7 velinhas azuis, 
- 7 velinhas cor-de-rosa, 
- 1 garrafinha de bebida doce gasosa (ou suco adoçado tipo capilé) 
- 1 pratinho de papelão virgem (tipo de festinha infantil).

No dia da entrega, 27 de setembro, é bom estar com pensamentos elevados e corpo purificado. Vá até uma pracinha, qualquer uma, de preferência onde tenham brinquedos (balança, gangorra...). Pense em São Cosme e Damião, e nas crianças, enquanto coloca o pratinho com os doces no chão; em volta coloque as velas, uma azul outra rosa, até dispor todas as 14 velas (pode-se também usar simplesmente uma azul outra rosa); abra o refrigerante ou suco e despeje em torno, em forma circular, a seguir acenda as velas e cante um ponto e/ou faça uma oração aos Cosminhos. Pronto!

Reverencie a entrega, bata palmas, vire-se e vá embora sem olhar para trás. Está feito! 


Axé!

Saravá São Cosme e Damião! Salve as crianças! Erê!



Se quiser fazer uma oração veja: Prece a São Cosme, Damião e Doum



 Elementos 

Sincretismo: Crianças da Umbanda - Ibeji - Erês: São Cosme e São Damião;
Data de culto: 27 de setembro;
Saudação: Oni Erê ou Oni Beijada (Hoje tem brincadeira ou salve os gêmeos);
Área de atuação: Crianças, saúde, alegria, tudo o que se inicia;
Elemento: Ar;
Chacra: Todos especialmente o laríngeo;
Metal: Estanho;
Astro regente: Mercúrio;
Nota musical: Dó;
Número: 2;
Dia da semana: Domingo;
Cor da guia: Azul claro e ou rosa;
Cor da vela: Azul claro e ou rosa;
Pedra: Quartzo rosa;
Bebida: Suco de frutas, água com açucar, refrigerantes;
Amalá: Doces de qualquer natureza;
Frutas: Goiaba, groselha, jabuticaba, amora, pitanga, morango;
Flores: Crisântemos, margaridas, rosa manquinha;
Ervas: Manjericão, anis, alecrim, jasmim, rosa, chá, trevo, verbena, folhas de groselha, folhas de amoreira, capim limão, folhas de morango;
Local de oferenda: Jardins, praias, parques, praças e campos limpos;
Animais: Macaco;
Instrumentos: Brinquedos de qualquer natureza.













segunda-feira, 19 de maio de 2008

Flores pela internet

São cada vez mais pessoas a mandar flores pela internet, o número vem crescendo a cada dia no Brasil e no resto do mundo. Hoje é possível enviar flores de qualquer lugar, para qualquer pessoa, numa área que abrange o continente americano e o europeu. Inclusive, se seu japonês estiver em dia, porquê não enviar flores para alguém no Japão?
Presentear com flores é um costume milenar. As flores não estão ligadas apenas a belas imagens produzidas pela natureza. Historicamente também são vistas com uma representação do desejo carnal. Estas delicadas e perfumadas jóias da natureza tem fortes mesclas de erotismo, como no caso do Copo de Leite, do Antúrio ou do Hibisco.



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