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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Pomba-Gira na visão de Chico Xavier



Certa vez Chico Xavier foi questionado sobre o que ele achava de espíritos que fumam, tomam cachaça, champanhe, etc. 


Chico respondeu que tinha o maior respeito por esses espíritos e que eles eram extremamente necessários. Deu exemplo das Pombas Gira que para muitos podem parecer espíritos tenebrosos. 

Segundo ele, as mães de filhos que cometeram suicídio ao desencarnarem ficam desesperadas à procura de seus filhos. 

Mas eles se encontram numa região de difícil acesso, chamada VALE DOS SUICÍDAS, e sob o comando de espíritos que não permitem que outros lá entrem. 

Segundo Chico, as Pomba Giras são os únicos espíritos que conseguem transitar por esse local sem nenhum tipo de impedimento e elas, uma vez por ano promovem o encontro desses filhos suicidas com suas mães desencarnadas.

Tinha compartilhado no YouTube o vídeo em que Chico falava sobre o assunto, mas foi deletado e por isso retirado da postagem. Abaixo o programa "Pinga Fogo", com Chico Xavier, exibido na Tupi em 28 de julho de 1971, na íntegra.


sábado, 5 de novembro de 2011

Esclarecendo dúvidas sobre Exús: quiumba não é Exú

ORDENS DOS ESPÍRITOS NA UMBANDA



A Doutrina Umbandista nos ensina que há três ordens de espíritos: espíritos puros; espíritos bons e espíritos imperfeitos.

• Primeira Ordem – Os espíritos puros são aqueles que já alcançaram à perfeição (grau de Orixá).

• Segunda Ordem – Os espíritos bons alcançaram a metade da escala evolutiva e o desejo do bem é a sua preocupação (são os Guias Espirituais e os Guardiões de Lei militantes na faze de incorporação).

• Terceira Ordem – Os espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, o desejo do mal e todas as más paixões que lhes retardam o progresso (são os quiumbas).

Primeira Ordem – Espíritos Puros

Caracteres gerais – não sofrem influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta em relação aos espíritos de outras ordens.

Primeira classe (classe única) – Percorrem todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeições de que é suscetível a criatura, não têm mais que suportar provas ou expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação (venceram a Roda de Samsara, segundo os Hindus) em corpos perecíveis, é para ele a vida eterna que desfrutam no seio de Deus.

Gozam de inalterável felicidade. São os mensageiros e ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os espíritos que lhe são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem e lhes designam as suas missões. Assistir os homens em suas aflições concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os mantêm distanciados da felicidade suprema é, para eles, uma doce ocupação. São designados à vezes sob o nome de “anjos”, “arcanjos” ou “serafins”.

Os homens podem entrar em comunicação com eles, mas bem presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.

Por Espíritos Puros temos os Guias Espirituais no grau de espíritos ascencionados, que perfazem a direção e a manifestação dos Sagrados Orixás.

Segunda Ordem – Bons Espíritos

Características gerais: predominância do espírito sobre a matéria. Desejo do bem. Suas qualidades e seu poder em fazer o bem estão relacionados com o adiantamento que alcançaram, uns tem a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Os mais avançados reúnem o saber às qualidades morais.

Compreendem Deus e o infinito e já desfrutam da felicidade dos bons.

Os bons espíritos classificam-se em quatro grupos principais:

• Espíritos benevolentes – sua qualidade dominante é a bondade.

• Espíritos sábios – são os que se distinguem, principalmente, pela extensão dos seus conhecimentos.

• Espíritos de sabedoria – caracterizam-se pelas qualidades morais da natureza mais elevada.

• Espíritos superiores – reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Sua linguagem não revela, senão benevolência, e é constantemente digna, elevada e freqüentemente sublime. Comunicam-se voluntariamente com aqueles que procuram a verdade de boa fé e que têm alma desligada dos laços terrenos.

Distanciam-se daqueles que se animam só de curiosidade ou que a influência da matéria afasta da prática do bem.
A esta ordem pertencem os espíritos designados pelas crenças vulgares sob o nome de gênios bons, gênios protetores e espíritos do bem.

Na Umbanda são conhecidos como Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Marinheiros, Ciganos, Sakaangás, Yaras Mirins, Sereias, Povo do Oriente e Guardiões de Lei.



Terceira Ordem - maus espíritos / zombeteiros

Os espíritos imperfeitos: Os espíritos da terceira ordem, os imperfeitos (predominância da matéria sobre o espírito), dividem-se em:

• Espíritos impuros - são inclinados ao mal e fazem dele o objeto de suas preocupações. Como espíritos dão conselhos desleais, fomentam a discórdia, a desconfiança e se mascaram de todas as formas para melhor enganar. Ligam-se aos homens de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de prejudicá-los, satisfeitos em poderem retardar o seu progresso e fazê-los sucumbir nas provas por que passam.

• Espíritos levianos – são ignorantes, maliciosos, inconseqüentes e zombeteiros. Envolvem-se em tudo, respondem a tudo, sem se preocuparem com a verdade. Comprazem-se em causar pequenos desgostos e pequenas alegrias, atormentando, induzindo maliciosamente ao erro por meio de mistificações e travessuras. Sua linguagem durante as comunicações é algumas vezes espiritual e engraçada, mas quase sempre sem conteúdo.

• Espíritos pseudo – sábios – seus conhecimentos são bastante amplos, mas crêem saber mais do que realmente sabem. Suas comunicações revelam uma mistura de verdades ao lado dos erros mais absurdos, nos quais se percebem a presunção e o orgulho, a inveja e a obstinação das quais não puderam se despir.

• Espíritos neutros – não são nem muito bons para fazerem o bem, nem muito maus para fazerem o mal, inclinando-se tanto para um como para outro e não se elevam acima da condição vulgar da Humanidade, tanto pela moral como pela inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, cujas alegrias grosseiras não têm mais.

• Espíritos batedores e perturbadores – estes espíritos não formam, propriamente falando, uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais, podendo pertencer a todas as classes da terceira ordem evolutiva. Manifestam freqüentemente sua presença por meio de efeitos sensíveis e físicos, tais como: pancadas, o movimento e o deslocamento anormal dos corpos sólidos, a agitação do ar, etc. Todos os espíritos podem produzir esses fenômenos, mas os espíritos elevados os deixam em geral como atribuições dos espíritos subalternos, mais aptos às coisas materiais do que as coisas inteligentes.

Dentro da classificação dos espíritos de terceira ordem, os espíritos imperfeitos, encontraremos o que nominamos na Umbanda de quiumba.



O QUE É QUIUMBA

Existem casos de médiuns desavisados, não doutrinados, ignorantes e não evangelizados, que abrem as portas da sua mediunidade para a atuação de quiumbas, verdadeiros marginais do baixo astral, que tudo farão para ridicularizar não só o médium, como o terreiro, bem como a Umbanda.

Em muitas incorporações onde a entidade espiritual ora se faz presente como Guia Espiritual e hora como Guardião, ou é a presença do animismo do médium (arquétipo) ou é a presença de um quiumba. Vamos estudar e entender a atuação dos quiumbas, para uma fácil identificação:

O quiumba nada mais é do que o marginal do baixo astral, e também é considerado um tipo de obsessor. Espíritos endurecidos e maldosos, que fazem o mal pelo simples prazer de fazer, e tudo o que é da luz e o que é do bem querem a todo custo destruir. Esses espíritos, “quiumbas”, vivem onde conhecemos por “Umbral” onde não há ordem de espécie alguma, onde não há governantes e é cada um por si. Muitas vezes são recrutados através de propinas, pelos magos negros para que atuem em algum desafeto.

Na Umbanda existe uma corrente de luz, denominada de Boiadeiros, que são especializados em desobsessão, na caça e captura desses marginais (os quiumbas os temem muito), e os trazem até nós para que através da mediunidade redentora possam ser “tratados”, ou seja, terem seu corpo energético negativo paralisado através da incorporação e serem levados para as celas prisionais das Confrarias de Umbanda, onde serão devidamente esgotados em seus mentais e futuramente se transformarão em um sofredor, e ai sim estarão prontos a serem encaminhados aos Postos de Socorros Espirituais mais avançados, pois já se libertaram através do sofrimento, de toda a maldade adquirida.

O processo que devemos realizar para evitar os nossos irmãos “quiumbas” é o mesmo da obsessão, mas, o processo para “tratá-los” é peculiar a Umbanda e cada caso é analisado particularmente pelos Guias Espirituais que utilizam diversas formas (que conhecemos como arsenal da Umbanda) para desestruturar as manifestações deletérias negativas desses nossos irmãos.



Como identificar um quiumba incorporado

O que infelizmente observamos na mediunidade de muitos é a abertura para a atuação dos verdadeiros quiumbas, se fazendo passar por Exus, Pombas Gira ou mesmo Guias Espirituais, trazendo desgraças na vida do médium e de todos que dele se acercam.

Notem bem, que um quiumba, ser trevoso e inteligente, somente atuará na vida de alguém, se esta pessoa for concomitante com ele, em seus atos e em sua vida. Os afins se atraem.

O médium disciplinado, doutrinado e evangelizado, jamais será repasto vivo dessas entidades. Lembre-se que o astral superior é sabedor e permite esse tipo de atuação e vibração para que o médium acorde e reavalie seus erros, voltado à linha justa de seu equilíbrio e iniciação.

Como os quiumbas são inteligentes, quando atuam sobre um médium, se fazendo passar por um Guardião, e imediatamente assumem um nome, que jamais será os mesmos dos Guardiões de Lei, pois são sabedores da gravidade do fato, pois quando assumirem um nome exotérico ou cabalístico iniciático de um verdadeiro Guardião, imediatamente e severamente serão punidos.

Por isso vemos, infelizmente, em muitos médiuns, esses irmãos do baixo astral incorporados, mas é fácil identificá-los. Vamos lá:

• Pelo modo de se portarem: são levianos, indecorosos, jocosos, pedantes, ignorantes, maledicentes, fofoqueiros e sem classe nenhuma;

• Quando incorporados: machões, com deformidades contundentes, carrancudos, sem educação, com esgares horrorosos e geralmente olhos esbugalhados. Muitos se portam com total falta de higiene, babando, rosnando, se arrastando pelo chão, comendo carnes cruas, pimentas, ingerindo grandes quantidades de bebidas alcoólicas, fumando feito um desesperado, ameaçando a tudo e a todos. Geralmente ficam com o peito desnudo (isso quando não tiram à roupa toda); utilizam imensos garfos pretos nas mãos.

• Geralmente, nos ambientes em que predominam a presença de quiumbas, tudo é encenação, fantasia, fofoca, libertinagem, feitiçaria pra tudo, músicas (pontos) ensurdecedoras e desconexas, nos remetendo a estarmos presentes num grande banquete entre marginais e pessoas de moral duvidosa.

• Nesses ambientes, as consultas são exclusivamente efetuadas para casos amorosos, políticos, empregatícios, malandragem, castigar o vizinho, algum familiar, um ex-amigo, o patrão, etc. Os atendimentos são preferenciais, dando uma grande atenção aos marginais, traficantes, sonegadores, estelionatários, odiosos, invejosos, pedantes, malandros, alcoólatras, drogados, etc., sempre incentivando, e dando guarida a tais indivíduos, procedendo a fechamento de corpos, distribuindo “patuás e guias” a fim de protegê-los. Com certeza, neste ambiente estará um quiumba como mentor.

• Certamente será um quiumba, quando este pedir o nome de algum desafeto para formular alguma feitiçaria para derrubá-lo ou destruí-lo.

• Os quiumbas costumam convencer as pessoas de que são portadoras de demandas, magias negras, feitiçarias, olhos gordos, invejas, etc. inexistentes, sempre dando nome aos bois, ou seja, identificando o feitor da magia negra, geralmente um inocente (parente, amigo, pai de santo, etc.) para que a pessoa fique com raiva ou ódio, e faça um contra feitiço, a fim de pretender atingir o inocente para derrubá-lo. Agindo assim, matam dois coelhos com uma cajadada só: afundam ainda mais o consulente incauto que irá criar uma condição de antipatia pelo pretenso feitor da magia, e pelo inocente que pretendem prejudicar.

• Os quiumbas invariavelmente exigem rituais disparatados, e uma oferenda atrás da outra, todas regadas a muita carne crua, bebidas alcoólicas, sangue e outros materiais de baixo teor vibratório. Atentem bem, que sempre irão exigir tais oferendas constantemente, a fim de alimentarem suas sórdidas manipulações contra os da Luz, e sempre efetuadas nas ditas encruzilhadas de rua ou de cemitério, morada dos quiumbas.

• Pelo modo de falarem: impróprio para qualquer ambiente (impropérios); É impressionante como alguém pode se permitir ouvir palavrões horrorosos, a guiza de estarem diante de uma pretensa entidade a trabalho da luz.

• Pelas vestimentas: são exuberantes, exigentes e sempre pedem dinheiro e jóias aos seus médiuns e consulentes.



Os quiumbas incitam a luxúria, incentivam às traições conjugais, as separações matrimonias e geralmente quando incorporados, gostam de terem como cambonos, alguém do sexo oposto do médium, geralmente mais novos e bonitos (imaginem o que advirá disso tudo).

Os quiumbas, nos atendimentos, gostam de se esfregarem nas pessoas, geralmente passando as mãos do médium pelo corpo todo do consulente, principalmente nas partes pudentas.

Os quiumbas incorporados conseguem convencer algumas consulentes, que devem fazer sexo com ele, a fim de se livrarem de possíveis magias negras que estão atrapalhando sua vida amorosa. E ainda tem gente que cai nessa.

Se for uma quiumba, mesmo incorporadas em homens, costumam alterar o modo de se portarem, fazendo com que o homem fique com trejeitos femininos e escrachados. Costumam também travestir o médium (homem) com roupas femininas com direito a maquiagem e bijuterias.

Os quiumbas atendem a qualquer tipo de pedido, o que um Guia Espiritual ou um Guardião de Lei jamais fariam. Ao contrário, eles bem orientariam o consulente ou o seu médium, da gravidade e das conseqüências do seu pedido infeliz.

Os quiumbas (e só os quiumbas) adoram realizar trabalhos de amarração, convencendo todos de que tais trabalhos são necessários e que trarão a pessoa amada de volta (ledo engano quem assim pensa). Esquecem-se de que existe uma Lei Maior que a tudo vê e a tudo provê. Se fosse assim tão fácil “amarrar” alguém, certamente não existiriam tantos solteiros por este país afora.

Os quiumbas fazem de um tudo para acabar com um casamento, um namoro, uma família, incitando as fofocas, desuniões e magias negras.
No caso de quiumbas se passando por um Guia Espiritual ou mesmo um Guardião, geralmente utilizam de nomes exdrúluxos, indecorosos e horrorosos, remetendo a uma condição inferior (os nomes que daremos são do nosso conhecimento. Não é invenção da nossa parte. Veja como a coisa é grave).

Sempre que encontrarem algum espírito incorporado, dizendo-se ser um Guia Espiritual, um Guardião e utilizando algum nome esdrúxulo, que remete a inferioridade, à condição de baixa moral, tenha cuidado; com certeza é a presença de um quiumba, ou é puro animismo do médium.



Exemplos:

No caso de Guardiãs:
Pomba Gira Leviana;
Pomba Gira Assanhada;
Pomba Gira Prostituta;
Pomba Gira Mariposa;
Pomba Gira da Desgraça
Pomba Gira Rameira;
Pomba Gira Siririca;
Pomba Gira Profana;
Pomba Gira Presepeira;
Pomba Gira Rumbiera;
Pomba Gira Peralta;
Pomba Gira Mundana;
Pomba Gira Pervertida;
Pomba Gira Preguiçosa;
Pomba Gira da Perdição;
Pomba Gira Alcoviteira;
Pomba Gira Sete Camas;
Pomba Gira Cortesã;
Pomba Gira Catingosa;
Pomba Gira Cheirosa;
Pomba Gira Faladora;
Pomba Gira Sete Canas;
Pomba Gira Sete Cornos;
Pomba Gira Sete Maridos;
Pomba Gira Pega Homem;
Pomba Gira Sete Maridos;
Pomba Gira Pega Homem;
Pomba Gira Vira Ponto;
Pomba Gira Apaixonada;
Pomba Gira Arrebentada;
Pomba Gira Azarenta;
Pomba Gira Bandalha;
Pomba Gira Vale Tudo;
Pomba Gira Quebra Pé;
Pomba Gira Gargalhada;
Pomba Gira Arrepiada;
Pomba Gira Cantora;
Pomba Gira Elegante;
Pomba Gira Pomposa;
Pomba Gira Dengosa;
Pomba Gira Adúltera;
Pomba Gira Boneca;
Pomba Gira Vaidosa;
Pomba Gira Boêmia
Pomba Gira Galhofeira;
Pomba Gira Lufa-Lufa;
Pomba Gira Libertina;
Pomba Gira Sedutora;
Pomba Gira Ordinária;
Pomba Gira Sete Homens;
Pomba Gira Encrenqueira;
Pomba Gira Traiçoeira;
Pomba Gira Trapaceira;
Pomba Gira Espantalho;
Pomba Gira Perdida;
Pomba Gira Rita Piranha;
Pomba Gira Amarra Pé;
Pomba Gira Tagarela;
Pomba Gira Tatuada;
Pomba Gira Egoísta;
Pomba Gira Bate Boca;
Pomba Gira Maltrapilha;
Pomba Gira Galante;
Pomba Gira Furacão;
Pomba Gira Provocante;
Pomba Gira Maria Tentação;
Pomba Gira Lambe Lambe;
Pomba Gira Mete Mete
Pomba Gira Tatuada;
Pomba Gira Egoísta;
Pomba Gira Devassa;
Pomba Gira Valentona;
Pomba Gira do Cais;
Pomba Gira Bolero;
Pomba Gira Carpideira;
Pomba Gira Sapeca;
Pomba Gira Tagarela;
Pomba Gira Vagabunda;
Pomba Gira Tirana;
Pomba Gira Puxa Vista;
Pomba Gira Puritana;
Pomba Gira Invejosa;
Pomba Gira Exótica;
Pomba Gira Curiosa;
Pomba Gira Traiçoeira;
Pomba Gira Sabe Tudo;
Pomba Gira Valente;
Pomba Gira Taberneira;
Pomba Gira Remelexo;
Pomba Gira Puxadeira;
Pomba Gira Pingonheira;
Pomba Gira Explosiva;
Pomba Gira Beiçola;
Pomba Gira Assobiadeira;
Pomba Gira Lava Trapos;
Pomba Gira da Favela;
Pomba Gira da Luxúria;
Pomba Gira Gulosa;
Pomba Gira Invejosa;
Pomba Gira Pintora;
Pomba Gira Bate Punha
Pomba Gira Assobiadeira;
Pomba Gira Lava Trapos,

E assim por diante...



No caso de Guardião:

Exú Trapaceiro;
Exú Tagarela;
Exu Lambada;
Exú Fracalhão;
Exú Gostoso;
Exú Falador;
Exú Suspiro;
Exú Come Tuia;
Exú Acadêmico;
Exú Galhofeiro;
Exú Arruaça;
Exú Alegria;
Exú Cheira-Cheira;
Exú Malandrinho;
Exú Encrenca;
Exú Topada;
Exú Rola-Rola;
Exú Rola Dura;
Exú Amarra-pé;
Exú Risada;
Exú Pé de Valsa;
Exú Mexe-Mexe;
Exú Pisa Macio;
Exú Vale Ouro;
Exú Vertigem;
Exú Cospe-Cospe;
Exú Vital;
Exu Come-Fogo;
Exú Corneta;
Exú Baderna;
Exú Trapalhada;
Exú Cortezão;
Exú Trapaceiro;
Exú Some-Some;
Exú Renegado;
Exú Capeta;
Exú Vagaroso;
Exú Desengano;
Exú Faiscador;
Exú Grinalda;
Exú Malandro;
Exú Esfarrapado;
Exú Clareza;
Exú Bexiga;
Exú Bordoada;
Exú Requenquela;
Exú 'Omolú'*;

E assim por diante...



* Obs: No caso de Exu Omulú, porque será que não existe então um Exu Ogum, Exu Oxossi, Exu Xangô, Exu Oxalá?

Nesse caso específico, houve uma massificação no sentido de se considerar o Orixá Omulú como Exu, pelo seu campo de atuação, que seria a morte, e ter sua energia ligada pelos encarnados, ao cemitério.

Então observam que a manifestação de uma entidade com nome de Exu Omulú, ou é um espírito atrasado que assim aje (quiumba), ou é a mente ignorante do médium (animismo).

E assim por diante...

No caso de se passarem por Guias Espirituais, com certeza utilizarão nomes simbólicos que representam condições humanas degradantes, como:

Caboclo da Saia Curta
Caboclo da Pá Virada
Preto Velho Beiçudo
Preta Velha Barriguda
Baiano 7 Facadas
Baiano da Morte Certeira
Baiano Cabra Macho
Baiana Risca Faca
Boiadeiro Lascado
Boiadeiro Pé de Boi
Boiadeiro Laço da Morte
Marinheiro da Morte
Marinheiro da Cana Forte
Marinheiro do Rum
Cigano da Sorte Grande
Cigano da Azaração
Cigana Mendinga

E assim por diante...



Então. É fácil identificá-los, pois utilizam nomes esdrúxulos, horrorosos, que nos remetem a coisas ruins, e que nada tem há ver com a espiritualidade superior e muito menos com nomes simbólicos que representam os Poderes Reinantes do Divino Criador.

Obs: Dificilmente encontraremos quiumbas se passando por Caboclos, Pretos Velhos, Crianças ou Linha do Oriente.

Já os Baianos, Boiadeiros, Marinheiros e Ciganos, favorecem aos médiuns incautos a presença de quiumbas mistificando, pelo fato de terem o arquétipo totalmente desvirtuados pelos humanos.

É só observar. É simples verificar a presença de um quiumba em algum médium. Tudo o que for desonesto, desamor, desunião, invigilância aos preceitos ensinados pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, personalismos, egocentrismo, egolatrias, sexo, falta de moral e etc..., com certeza estará na presença de um quiumba.

Cuidado meus irmãos. Não caiam nessa armadilha. Quando um quiumba se agarra vibratoriamente em um médium, dificilmente largarão aqueles que os alimentam com negatividade, dando-lhes guarida por afinidade.

Fonte: tópico do fórum da RBU (Rede Brasileira de Umbanda).

Trecho extraído do livro: AS HIERARQUIAS ESPIRITUAIS DE TRABALHO NA UMBANDA – FORMAS DE APRESENTAÇÃO E ATUAÇÃO DOS GUIAS ESPIRITUAIS NA UMBANDA – Pai Juruá - no prelo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Pomba Gira




por Rubens Saraceni

Na Umbanda, a entidade espiritual que se manifesta incorporada em suas médiuns está fundamentada num arquétipo desenvolvido à partir da entidade Bombogira, originária do culto Angola.

Nos cultos tradicionais oriundos da Nigéria não havia a entidade Pombagira ou um Orixá que a fundamentasse.

Mas, quando da vinda dos nigerianos para o Brasil (isto por volta de 1800), estes aqui encontram-se com outros povos e culturas religiosas e assimilam a poderosa Bombogira angolana que, muito rapidamente, conquistou o respeito dos adoradores dos Orixás.

Com o passar do tempo a formosa e provocativa Bombogira conquistou um grau análogo ao de Exu e muitos passaram a chamá-la de Exu Feminino ou de mulher dele.

Mas ela, marota e astuta como só ela é, foi logo dizendo que era mulher de sete exus, uma para cada dia da semana, e, com isso, garantiu sua condição de superioridade e de independência.

Na verdade, num tempo em que as mulheres eram tratadas como inferiores aos homens e eram vítimas de maus tratos por parte dos seus companheiros, que só as queriam para lavar, passar, cozinhar e cuidar dos filhos, eis que uma entidade feminina baixava e extravasava o ‘eu interior’ feminino reprimido à força e dava vazão à sensualidade e à feminilidade subjugadoras do machismo, até dos mais inveterados machistas.

Pombagira foi logo no início de sua incorporação dizendo ao que viera e construiu um arquétipo forte, poderoso e subjugador do machismo ostentado por Exu e por todos os homens, vaidosos de sua força e poder sobre as mulheres.

Pombagira construiu o arquétipo da mulher livre das convenções sociais, liberal e liberada, exibicionista e provocante, insinuante e desbocada, sensual e libidinosa, quebrando todas as convenções que ensinavam que todos os espíritos tinham que ser certinhos e incorporarem de forma sisuda, respeitável e aceitável pelas pessoas e por membros de uma sociedade repressora da feminilidade.

Ela foi logo se apresentando como a “moça” da rua, apreciadora de um bom champagne e de uma saborosa cigarrilha, de batom e de lenços vermelhos provocantes.

“O batom realça os meus lábios, o rouge e os pós ressaltam minha condição de mulher livre e liberada de convenções sociais”.

Escrachada e provocativa, ela mexeu com o imaginário popular e muitos a associaram à mulher da rua, à rameira oferecida, e ela não só não foi contra essa associação como até confirmou: “É isso mesmo”!



E todos se quedaram diante dela, de sua beleza, feminilidade e liberalidade, e como que encantados por sua força, conseguiram abrir-lhe o íntimo e confessarem-lhe que eram infelizes porque não tinham coragem de ser como elas.

Aí punham para fora seus recalques, suas frustrações, suas mágoas, tristezas e ressentimentos com os do sexo oposto.

E a todos ela ouviu com compreensão e a ninguém negou seus conselhos e sua ajuda num campo que domina como ninguém mais é capaz.

Sua desenvoltura e seu poder fascinam até os mais introvertidos que, diante dela, se abrem e confessam suas necessidades.

Quem não iria admirar e amar arquétipo tão humano e tão liberalizado de sentimentos reprimidos à custa de muito sofrimento?

Pombagira é isto. É um dos mistérios do nosso divino criador que rege sobre a sexualidade feminina. Critiquem-na os que se sentirem ofendidos com seu poderoso charme e poder de fascinação.

Amem-na e respeitem-na os que entendem que o arquétipo é liberador da feminilidade tão reprimida na nossa sociedade patriarcal onde a mulher é vista e tida para a cama e a mesa.

Mas ela foi logo dizendo: “Cama, só para o meu deleite e mesa, só se for regada a muito champagne e dos bons!

Com isso feito, críticas contrárias à parte, o fato é que o arquétipo se impôs e muita gente já foi auxiliada pelas “Moças da Rua”, as companheiras de Exu.

A espiritualidade superior que arquitetou a Umbanda sinalizou à todos que não estava fechada para ninguém e que, tac como Cristo havia feito, também acolheria a mulher infiel, mal amada, frustrada e decepcionada com o sexo oposto e não encobriria com uma suposta religiosidade a hipocrisia das pessoas que, “por baixo dos panos”, o que gostam mesmo é de tudo o que a Pombagira representa com seu poderoso arquétipo.

Aos hipócritas e aos falsos puritanos, pombagira mostra-lhes que, no íntimo, ela é a mulher de seus sonhos… ou pesadelos, provocando-o e desmascarando seu falso moralismo, seu pudor e seu constrangimento diante de algo que o assusta e o ameaça em sua posição de dominador.

Esse arquétipo forte e poderoso já pôs por terra muito falso moralismo, libertando muitas pessoas que, se Freud tivesse conhecido, não teria sido tão atormentado com suas descobertas sobre a personalidade oculta dos seres humanos.

Mas para azar dele e sorte nossa, a Umbanda tem nas suas Pombagiras, ótimas psicólogas que, logo de cara, vão dando o diagnóstico e receitando os procedimentos para a cura das repressões e depressões íntimas.

Afinal, em se tratando de coisas íntimas e de intimidades, nesse campo ela é mestra e tem muito a nos ensinar.



Seus nomes, quando se apresentam, são simbólicos ou alusivos.

- Pombagira das Sete Encruzilhadas;

- Pombagira das Sete Praias;

- Pombagira das Sete Coroas;

- Pombagira das Sete Saias;

- Pombagira Dama da Noite;

- Pombagira Maria Molambo;

- Pombagira Maria Padilha;

- Pombagira das Almas;

- Pombagira dos Sete Véus;

- Pombagira Cigana; etc.

O simbolismo é típico da Umbanda porque na África, ele não existia e o seu arquétipo anterior era o de uma entidade feminina que iludia as pessoas e as levavam à perdição. Já na Umbanda, é o espírito que “baixa” em seu médium e, entre um gole de champagne e uma baforada de cigarrilha, orienta e ajuda a todos os que as respeitam e as amam, confiando-lhes seus segredos e suas necessidades. São ótimas psicólogas. E que psicólogas! 
“Salve as Moças da Rua!”


quinta-feira, 11 de junho de 2009

11 de junho - Pombagira



Pomba-gira (Pombagira), é Exu-mulher. É uma entidade da Quimbanda, linha de esquerda que completa a Umbanda no equilíbrio do Universo, como acontece na filosofia oriental sintetizada no Yin e Yang que representa o equilíbrio de forças opostas, complementares. 

Diferente da Umbanda, surgida em 1908 no Estado do Rio de Janeiro. A Quimbanda é de origem mais remota, africana e milenar, perdendo-se no passado pois ninguém sabe exatamente quando ela nasceu. Por este fato acontece o sincretismo das Deidades pagãs com os Exus e Pombagiras. Os romanos tiveram um vasto império no continente africano e devem ter influenciado esta ligação. Muito provável comemora-se o dia de Pombagira em 11 de junho devido a seu sincretismo com a Deusa Fortuna, filha de Júpiter. Na Roma antiga o dia de hoje era dedicado a esta Deusa, 13 dias depois acontecia um festival em sua homenagem, o Fors Fortuna. Hoje a Umbanda e a Quimbanda se completam, uma é continuação da outra.

Fortuna é a Deusa romana da sorte, seja ela boa ou má, e da esperança; por sua vez corresponde a divindade grega Tyche. Era representada com portando uma cornocópia e um timão, que simbolizavam a distribuição de bens e a direção da vida dos humanos. Em muitas imagens Fortuna era representada cega ou com uma venda sobre os olhos, pois a distribuição de seus desígnios é feita de forma aleatória. Pombagira também tem os mesmos desígnios, distribuir sorte, seja ela boa ou má, bens materiais, guiar ou desviar os humanos. Pombagira vibra cosmicamente na mesma frequencia da energia sexual pura e responde sempre a Exu. Cada Exu chefe de falange tem a seu serviço, além de outros 7 Exus, mais 7 Pombagiras; cada uma destas 7 entidades, por sua vez, tem outras sete e assim por diante, 7x7x7... formando as falanges.

Existem inúmeras falanges dessas entidades, que ajudam muitas pessoas nos terreiros de Umbanda; quando estes realizam seus trabalhos de esquerda. Nada mais justo que homenageá-las no dia de hoje com um pensamento, uma reverência, um agrado. Longe de querer afrontar o Corpus Christi dos católicos, religião pela qual os umbandistas tem o maior respeito, pois também acreditamos na passagem de Cristo (Oxalá) pela Terra, saudemos também hoje Exu-mulher. Laroiê Bombogira!

A oferenda para Pombagira é realizada em encruzilhadas de "T", na porta de Cemitérios, praias e matas... dependendo da entidade que se pretende fazer o agrado. Estas entregas são feitas com velas bicolres, vermelhas e pretas, ou brancas, vermelhas e pretas, geralmente em número de 1, 3 ou 7. Os amalás para Pombagira são acompanhados de champagne, vinhos, bebidas fortes como o gim, Bourbon e, em alguns casos pinga. A elas são oferecidos cigarrilhas e cigarros, rosas e cravos vermelhos, fita preta entrelaçada com vermelha, sempre em número e metragem ímpar; mel, licor de anis, espelhos, enfeites, jóias, bijuterias, batons, perfumes... enfim, tudo mais que uma mulher gosta e preza.

Saravá! Dona Maria Padilha, Rosa dos Ventos, Rainha das 7 Encruzilhadas, Pomba-Gira da Calunga, Pomba-Gira das Almas, Pomba-gira Cigana, Pomba-gira Maria Mulambo, Rosa Caveira, Dona Tata Caveira! Salve Maria da Gargalhada, e Dona Maria Quitéria! Saravá as Pombagiras da Calunga, das Almas, da Encruza e das Matas... Salve Exú! Saravá todas as Pombagiras! Salve as 7 Linhas da Umbanda, salve as 7 Linhas da Quimbanda! Seo Caveira, Laroiê Emojibá!

Na imagem a Deusa Fortuna e Pombagira Maria Mulambo

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