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Mostrando postagens com marcador entidades de Umbanda. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Umbanda não é religião de adivinhação




"O Espírito quando é evoluído ele é livre feito um vento é tão leve feito uma pena que flutua livremente sem preocupação. 

Não estou preso há um chapéu de palha. Não estou preso há uma toalha. Não estou preso há um cachimbo. Não estou preso há uma bengala. 

Não estou preso em um toco de madeira. 

As correntes já se quebraram não ando curvado e com uma bola de ferro presa aos meus pés.

O espírito quando evoluído ele é livre sabe que já não pertence a este plano espiritual chamado terra e não se apega a essas energias. Uma entidade de Umbanda usa esses apetrechos apenas como forma de trabalho para o ritual Umbandista. 

Muitas das vezes o preto velho que ta sentado no toco não é preto muito menos velho e muito menos foi escravo, mas respeita o ritual de trabalho e se plasma nessa forma para se manifestar e passar seus ensinamentos.

Para chegar ao patamar de um guia espiritual de Umbanda é preciso estar desapegado de todo tipo de energia material que existe na Terra. 

Só preciso para trabalho um coração honesto e verdadeiro disposto a praticar a caridade e fazer o bem somente isso nada além do que esses conceitos pedindo ao meu aparelho muita transparência, verdade , estudo, disciplina e humildade."

Pai Joaquim de Angola

terça-feira, 1 de junho de 2010

Oração à Cabocla Jurema

"Juremá, Linda Cabocla de Pena
Rainha da Macaiá 
Ouve o meu Clamor. 
Jurema me livra dos perigos e das maldades 
Ô Cabocla, tu que és Rainha da folha
Nunca me deixe em falta 
Que o teu bodoque seja sempre certeiro
Contra os que tentarem me destruir.
Jurema caminha comigo, ô Cabocla 
E me ajuda nesta jornada da Terra. 
Jurema que a sua força,
junto com vosso Pai Caboclo Tupinambá 
Me acompanhe hoje e sempre 
Em nome de Zambi, 
Salve a Cabocla Jurema! 
Okê Juremá!"

A Jurema - Sua Importância



"O nome 'Jurema' vem do tupi-guarani: Ju, significa 'espinho' e Remá, 'cheiro ruim'. A jurema é uma planta da família da leguminosas. Os frutos das plantas leguminosas são vagens. Existem várias espécies de jurema, como por exemplo: Jureminha, Jurema Branca, Jurema Preta, Jurema da Pedra e Jurema Mirim.

Esta planta tem muita importância no culto espiritual dos caboclos e nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, tanto que dá nome a um culto chamado de 'Culto à Jurema'.

Esse culto deve-se ao fato de que os nossos índios enterravam seus mortos junto a raiz da jurema. Daí passavam a cultuar esses mortos para que eles evoluíssem espiritualmente e habitassem o tronco da jurema ajudando a todos da tribo em suas necessidades.

No Nordeste, este culto recebeu outros nomes como: Toré, Curicurí Praiá e Juremado. Mas, o culto de caboclo não ficou restrito apenas ao índio brasileiro. Os negros de origem banto incorporaram os caboclos aos seus cultos e passaram a chamar este culto de 'Candomblé de Caboclo' ou 'Samba de Caboclo'.

Nos Juremados, o mestre utiliza-se de um maracá, espécie de chocalho e de um cachimbo feito às vezes de pinhão-roxo para soprar fumaça para à esquerda ou para a direita.

A jurema é utilizada para tomar banho de descarga com suas folhas. Serve como defumador para cura de dor de dente, doenças sexualmente transmissíveis, insônia, nervos, dores de cabeça. Faz ainda: figas, patuás, rosários. Utiliza-se para fazer rezas com suas folhas contra mau-olhado e olho-grande.

Serve ainda para fazer um dos maiores fundamentos do Culto à Jurema, que é uma bebida à base de infusão das folhas da jurema, com casca do tronco e da raiz misturado com mel de abelha, garapa de cana-de-açúcar e cachaça. Essa é a bebida preferida dos Encantados que baixam no Toré e no Culto à Jurema."

Fonte: web:http://www.fietreca.org.br/umbanda.htm

quinta-feira, 11 de junho de 2009

11 de junho - Pombagira



Pomba-gira (Pombagira), é Exu-mulher. É uma entidade da Quimbanda, linha de esquerda que completa a Umbanda no equilíbrio do Universo, como acontece na filosofia oriental sintetizada no Yin e Yang que representa o equilíbrio de forças opostas, complementares. 

Diferente da Umbanda, surgida em 1908 no Estado do Rio de Janeiro. A Quimbanda é de origem mais remota, africana e milenar, perdendo-se no passado pois ninguém sabe exatamente quando ela nasceu. Por este fato acontece o sincretismo das Deidades pagãs com os Exus e Pombagiras. Os romanos tiveram um vasto império no continente africano e devem ter influenciado esta ligação. Muito provável comemora-se o dia de Pombagira em 11 de junho devido a seu sincretismo com a Deusa Fortuna, filha de Júpiter. Na Roma antiga o dia de hoje era dedicado a esta Deusa, 13 dias depois acontecia um festival em sua homenagem, o Fors Fortuna. Hoje a Umbanda e a Quimbanda se completam, uma é continuação da outra.

Fortuna é a Deusa romana da sorte, seja ela boa ou má, e da esperança; por sua vez corresponde a divindade grega Tyche. Era representada com portando uma cornocópia e um timão, que simbolizavam a distribuição de bens e a direção da vida dos humanos. Em muitas imagens Fortuna era representada cega ou com uma venda sobre os olhos, pois a distribuição de seus desígnios é feita de forma aleatória. Pombagira também tem os mesmos desígnios, distribuir sorte, seja ela boa ou má, bens materiais, guiar ou desviar os humanos. Pombagira vibra cosmicamente na mesma frequencia da energia sexual pura e responde sempre a Exu. Cada Exu chefe de falange tem a seu serviço, além de outros 7 Exus, mais 7 Pombagiras; cada uma destas 7 entidades, por sua vez, tem outras sete e assim por diante, 7x7x7... formando as falanges.

Existem inúmeras falanges dessas entidades, que ajudam muitas pessoas nos terreiros de Umbanda; quando estes realizam seus trabalhos de esquerda. Nada mais justo que homenageá-las no dia de hoje com um pensamento, uma reverência, um agrado. Longe de querer afrontar o Corpus Christi dos católicos, religião pela qual os umbandistas tem o maior respeito, pois também acreditamos na passagem de Cristo (Oxalá) pela Terra, saudemos também hoje Exu-mulher. Laroiê Bombogira!

A oferenda para Pombagira é realizada em encruzilhadas de "T", na porta de Cemitérios, praias e matas... dependendo da entidade que se pretende fazer o agrado. Estas entregas são feitas com velas bicolres, vermelhas e pretas, ou brancas, vermelhas e pretas, geralmente em número de 1, 3 ou 7. Os amalás para Pombagira são acompanhados de champagne, vinhos, bebidas fortes como o gim, Bourbon e, em alguns casos pinga. A elas são oferecidos cigarrilhas e cigarros, rosas e cravos vermelhos, fita preta entrelaçada com vermelha, sempre em número e metragem ímpar; mel, licor de anis, espelhos, enfeites, jóias, bijuterias, batons, perfumes... enfim, tudo mais que uma mulher gosta e preza.

Saravá! Dona Maria Padilha, Rosa dos Ventos, Rainha das 7 Encruzilhadas, Pomba-Gira da Calunga, Pomba-Gira das Almas, Pomba-gira Cigana, Pomba-gira Maria Mulambo, Rosa Caveira, Dona Tata Caveira! Salve Maria da Gargalhada, e Dona Maria Quitéria! Saravá as Pombagiras da Calunga, das Almas, da Encruza e das Matas... Salve Exú! Saravá todas as Pombagiras! Salve as 7 Linhas da Umbanda, salve as 7 Linhas da Quimbanda! Seo Caveira, Laroiê Emojibá!

Na imagem a Deusa Fortuna e Pombagira Maria Mulambo

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