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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Como realizar uma sessão espírita, channeling e círculos espírita

Instruções para realização de uma sessão espírita fechada, sem participação de assistência, seguido a metodologia da astróloga, 
paranormal e escritora "New Age" norte-americana Gerina Dunwich:


As sessões espíritas podem ser realizadas tanto de dia quanto de noite. Contudo, uma sessão espírita á mais eficiente quando conduzida numa sala escurecida, iluminada apenas por uma vela acesa, ou por uma pequena lâmpada de óleo que deve ser colocada no centro de uma mesa. 

Deverá na sala onde ocorre a sessão espírita, existir uma mesa, a volta da qual sentam-se os participantes. A mesa deverá ser preferencialmente de forma redonda ou oval, e a sala deve ser bem ventilada. Não devem existir nessa sala, onde ocorre a sessão espírita, quaisquer objetos de vidro ou minerais, uma vez que se acredita que tais materiais podem constituir um obstáculo á recepção de certo tipo de espíritos.

A sessão deve ser conduzida numa hora onde não ocorram quaisquer interrupções do mundo exterior. Telefones, televisões, rádios e todo o tipo de aparelho eletronico devem ser desligados, pois alguns deles podem constituir motivo de interrupção ou desconcentração da sessão espírita, ao passo que outros podem gerar emissões energéticas que venham a interferir com as presenças espirituais invocadas, perturbando a comunicação com os espíritos. O ambiente deve ser confortável, e o mais silencioso e sereno possível.


Um fator que contribui também de forma determinante para o sucesso de uma sessão espírita, é a atitude mental positiva da parte das pessoas que nela participam. Não se pede a que quem participe numa sessão espírita que adote uma postura de fervor religioso, contudo ir a uma sessão espírita com a mesma atitude de quem visita um zoológico, para ver macacos, ou vai a um circo para ver palhaços, não é a atitude correta mediante o fenomeno em questão. É por isso imperativa uma atitude positiva e de seriedade para a ocorrência dos fenomenos espirituais. Se algum dos participantes é inexperiente, ou de pouca fé, ou nunca viu os fenomenos espirituais em questão e por isso ainda é um tanto cético, não há qualquer problema nisso. Contudo, pede-se-lhe apenas respeito pelos procedimentos que irão ser realizados, e, sempre, uma atitude positiva.

As sessões espíritas devem ser conduzidas por um mínimo de 3 pessoas, e recomenda-se, por questões de segurança, um limite máximo de 12 pessoas.

Ao menos uma das pessoas participantes na sessão espírita, deve ser médium, ou ter a capacidade de fazer um channeling, isto é, conseguir realizar contato direto com o mundo dos espíritos.

Recomenda-se também evitar que duas pessoas com forte mediunidade participarem da mesma sessão espírita, pois se uma delas hospedarem uma entidade espiritual adversa, oposta ou contraria a força de que a outra pessoa é receptora, pode ocorrer um conflito, com consequências dolorosas e por vezes mesmo trágicas.

Também não devem participar em sessões espírita: pessoas com coração fraco, pessoas facilmente emocionáveis e com um estado psicológico fragilizado, pessoas sofrendo de depressões, distúrbios mentais ou outras patologias psicológicas, e em geral pessoas com uma saúde física ou mental debilitada. Crianças pequenas também não devem participar em sessões espírita. Não devem igualmente participar em sessões espírita pessoas marcadamente cépticas ou com atitudes muito negativas quanto a fenomenos espirituais e religiosos. Jamais deve a sessão ser conduzida com pessoas que se encontrem sob a influência de drogas ou álcool.

É recomendável que a sessão seja documentada, a fim que sejam produzidas provas objetivas dos fenomenos ocorridos durante a mesma. Para tal, recomenda-se o uso de um gravador, a fim de que todas as ocorrências sejam registradas, ou então de um observador externo a sessão, que não interferindo de nenhuma forma, registe todos os eventos ocorridos.


Todos os participantes devem estar sentados confortavelmente em redor da mesa, dando entre si as mãos, e dessa forma realizando um círculo vivo.

Alguns médiuns afirmam contudo, que para que o círculo espírita seja eficientemente realizado, nao é necessário que as pessoas estejam de mãos dadas, mas apenas que coloquem as suas mãos de palmas abertas sobre a mesa.

Uma vez iniciada a sessão espírita, o circulo jamais deve ser quebrado em circunstância alguma. Quebrar o circulo no decorrer de uma sessão espírita, mais que interromper a comunicação com o mundo dos mortos, pode causar graves lesões ao médium, se este se encontrar em transe profundo e for repentinamente trazido de volta. Contudo, em casos da ocorrência de indisposições durante a sessão espírita, é recomendável que a mesma seja imediatamente interrompida, sempre na medida do possível salvaguardando a protecção da integridade física e espiritual do médium.


A sessão deve ser iniciada com a recitação do Salmo 23:

"Deus é o meu pastor
Nada me faltará
Em verdes pastagens me faz repousar
Para fontes tranquilas me conduz
E restaura as minhas forças
Ele me guia por bons caminhos por causa do seu Nome
Embora eu caminhe por vale tenebroso
Nenhum mal temerei pois está junto de mim
O teu bastão e o seu cajado deixam-me tranquilo
Diante de mim preparas a mesa
Á frente dos meus opressores
Unges a minha cabeço com óleo
E a minha taça transborda
Sim, felicidade e amor me acompanham
Todos os dias da minha vida
A minha morada é a casa de Deus
Por dias sem fim"

As pessoas que participam na sessão espírita, devem concentrar-se séria e fortemente na pessoa falecida que desejam contactar. Caso desejem, podem colocar uma fotografia da pessoa falecida sobre a mesa, se tal facilitar o processo de concentração nessa pessoa.


Ao chamar pelo espírito, deve-se ser paciente. Aguarde por uma resposta com serenidade e com tempo. Por vezes, pode demorar um bom tempo ate que os espíritos sejam contactados com sucesso, ao passo que noutras vezes os espíritos podem aparecer quase automaticamente. Isso sucede, pois o espírito com quem se deseja contactar pode não querer ser contactado, ou pode estar a sofrer algumas dificuldades em fazer-se ouvir.

Se o espírito não quiser falar ou ser contactado, não ocorrerá nenhum contato. Também o estado emocional, físico e de saúde do médium pode influenciar o sucesso ou insucesso de uma sessão espírita. Se o médium estiver incapacitado de se concentrar adequadamente devido a constantes interrupções, ou a um estado psicológico perturbado, ou por estar a sofrer de um padecimento físico, ou por se encontrar sob demasiado stress, então a sessão poderá não ter sucesso.

Na sua ação de channeling, o médium pode ser auxiliado por um ajudante ou guia espiritual.

Alguns médiuns da atualidade usam este sistema, até porque representa uma espécie de proteção.

O 'ajudante' é o espírito com quem o médium estabelece contato. É com ele que o médium falará durante toda a sessão, sendo que cabe a esse 'espírito ajudante' dialogar com os outros espíritos invocados e depois transmitir as mensagens ao médium. Dessa forma, o médium apenas comunica diretamente com o seu guia, evitando assim ser invadido e possuído por todos os diferentes espíritos participantes na sessão, o que pode não apenas ser extremamente esgotante, como mesmo e por vezes extremamente perigoso.


Frequentemente, o sinal de contato com um espírito pode ocorrer na forma de sons audíveis, a descida abrupta de temperatura na sala, (frio súbito), a sensação de uma brisa de vento inexplicável, ou a chama da vela que arderá num brilho mais azulado, ou tremeluzindo rapidamente, ou ardendo mais alto. Em alguns casos, o espírito invocado poderá mesmo fazer-se ouvir numa voz incorpórea, ou manifestar-se visivelmente. Podem tambem ocorrer fenomenos análogos aos de poltergeist, com objetos que se deslocam sem que ninguém lhes toque, ou objetos que levitem.

Quando um espírito é contactado com sucesso, deve-se convencionar com ele um sistema de respostas simples, facilmente perceptível e que não induza em erros de interpretação, assim como que funcione na base de perguntas e respostas facultadas através de 'sim' ou 'não'.

Quando um espírito é contactado, deve-se também começar o dialogo com um pequeno conjunto de 'perguntas-teste', que assegurem que o espírito ali presente é efetivamente o espírito invocado, e não um qualquer outro espírito que haja intervido no processo.


É de importância fundamental que o controle da sessão espírita esteja sempre nas mãos do médium, e jamais lhe escape. Caso a sessão comece a fugir de controle, todas as luzes devem ser imediatamente acesas, a vela deve ser apagada e o circulo deve ser rapidamente quebrado, a fim que o processo espiritual de contato seja interrompido sem mais demoras.

Uma sessão nunca deve demorar menos de 1 hora, nem deve execeder as 2 horas.

Uma vez concluída a sessão, o médium deve agradecer aos espíritos invocados, e educadamente instrui-lo no sentido de regressar ao mundo dos espíritos. Apenas depois de assim estar feito, deve o circulo ser quebrado e a vela apagada.

obs.: Por questões de segurança, jamais tente realizar um sessão espírita sem a presença de um médim experiente

Fontes bibliográficas:
"A Witch's Guide to Ghost and the Supernatural", by Gerina Dunwich - Bíblia Sagrada – Pia Sociedade


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A MULHER



Uma questão espiritual. Contra a obsessão, é preciso ter um espírito forte, força de vontade.

Nem sempre os fenômenos da obsessão e desobsessão são agradáveis à assistência, mas eles são muitas vezes necessários, não só para que a assistência verifique a ação psíquica maléfica, agindo sobre as criaturas de espírito descontrolado, indefesas, como também para servirem de exemplo àqueles que se deixam facilmente avassalar. É isso uma questão espiritual. 

Quando uma criatura se sente mal ou presume que vai se sentir mal e começa a sentir os fenômenos íntimos de atuação, se ela possui um espírito de vontade forte, reage, não se entrega, está em si essa reação e em ninguém mais. O espírito encarnado só se entrega aos obsessores quando quer; quando ele não quer e, sobretudo, quando ele tem a noção do ridículo, quando ele não quer fazer figura triste, ele reage e não fica atuado e empolgado pelos obsessores. Está, portanto, na criatura o deixar-se atuar ou não.

Há criaturas que, por se irritarem e desconhecerem a ação do astral inferior, são tomadas de surpresa e isto ainda se desculpa; mas há outras criaturas que fazem da atuação um hábito e esse hábito é mau e perigoso, além de revelar um ser um tanto displicente. Aprendam, portanto, a reagir, porque médiuns são todos os seres; médiuns são o próprio cavalo e o cão; mas a mediunidade só tem expansão e só há guarida quando se quer. A léria de que é preciso desenvolver a mediunidade para que as criaturas se curem de ataques e de atuações nós não a admitimos.

O que é preciso é a criatura esclarecer-se, isso sim, porque o desenvolver a mediunidade não lhe dá garantia nenhuma. É preciso que ela saiba que, se possui mediunidade mais desenvolvida do que outras pessoas, a sua obrigação é esclarecer-se bem para saber se conter, para saber estar em todo e qualquer lugar, sem se deixar atuar. Sabendo conter-se, não se deixando empolgar –porque as atuações são um veículo para atração dos espíritos inferiores e, portanto, dos causadores da obsessão – não chegará à representação de papéis tristes. A atuação é um mal, e as criaturas quando se irritam são quase sempre avassaladas. 

Evitar, portanto, o avassalamento e a irritação é a obrigação de todas as criaturas. A criatura deve saber se conter, deve impor-se às obsessões com toda a energia. É uma questão de educação espiritual e nada mais. É por isso que nós recomendamos àqueles que têm enfermos psíquicos, ou criaturas que se deixam atuar, que saibam ser enérgicos, que saibam se impor com calma e energia, e é com essa calma e essa energia imposta a tais criaturas que se consegue a normalização dos enfermos da alma.


Vir às nossas Sessões, passar pelas limpezas psíquicas é necessário, mas também é necessário que a criatura reaja, para não se deixar avassalar novamente, não se habituar a ser atuada, porque é bastante incômodo e nada elegante, e, infelizmente, são as senhoras que mais se prestam a esse papel. Nós sabemos que é bem desagradável esse dever para as criaturas que possuem enfermos psíquicos, mas têm elas por obrigação impor-se às criaturas enfermas, fazendo-as criar energia, brio, para que saibam se conter, para que saibam se dominar e vencerem a si mesmas, a fim de saberem, sobretudo, pôr em ação a sua vontade somente para o bem, não se deixando atuar, pois podem deixar de o fazer se o quiserem. 

Basta se reeducarem, basta terem uma vida normal, evitar tudo que as possa prejudicar, quer moral, quer espiritualmente, tendo o tempo sempre ocupado, não se irritando, criando um ambiente de calma e de tranqüilidade, procurando ter disciplina, tendo o seu espírito sempre ocupado com coisas úteis, vivendo uma vida sã, produtiva e jamais levar vida displicente.

Todos podem ser felizes, todos podem levar uma vida normal, uma vez que tenham as suas distrações, trabalhando, lutando, mas procurando dar ao espírito aquilo de que ele carece para se manter sempre em equilíbrio, raciocinando com acerto, e não se entregando a espíritos obsessores, transformando o lar num inferno, causando intranqüilidades, desgraças e dissabores constantes. Aprendam a ser mulheres, tenham a coragem e o valor necessários para saberem se conter, para saberem se conduzir na vida, porque a mulher muito pode fazer em prol da humanidade. É a mulher que muitas vezes concorre para a sua desgraça e infelicidade, causando também a infelicidade e a desgraça do seu homem, por não saber se dominar, por não saber se conter, e daí, as preocupações, os desgostos, e assim, não pode ser feliz um lar, mas, sim e somente, infeliz.

Não se admite a infidelidade do homem ou da mulher, mas há mulheres que concorrem para essa infidelidade, para a sua própria desgraça, por não saberem tratar do seu corpo convenientemente, a fim de serem mulheres sadias, tornando o lar feliz. Todo homem tem prazer em lutar, em ganhar para dar conforto ao lar quando possui uma mulher zeladora do seu lar, cuidadosa e carinhosa para com o marido e os filhos. A mulher deve ter brio, deve procurar ser mulher na extensão máxima do termo, procurando construir a felicidade, que muitas vezes está nas suas mãos, mas a deixa fugir com as suas fraquezas e debilidades, o que não se admite. Aprendam, portanto, a ser mulheres, saibam ser fortes, procurem ter coragem, procurem ser aquilo que devem ser, para poderem ser criaturas equilibradas."
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Fonte: LUIZ DE MATTOS - CLÁSSICOS DO RACIONALISMO CRISTÃO - Volume 1 - 2ª edição - Centro Redentor - Rio de Janeiro - 2001. - Outras obras do Autor: Pela Verdade, 9ª ed. - Vibrações da Inteligência Universal, 9ª edição.

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