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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Exercício do Livre-arbítrio (Racionalismo Cristão)

O exercício pleno do livre-arbítrio segundo o Racionalismo Cristão


Casa Chefe do Racionalismo Cristão no Rio de Janeiro (Brasil)


"A verdade às vezes fere mas desperta o indivíduo do mundo das ilusões e traz mais disciplina, harmonia e sentido à sua vida e ao seu lar.

Há muita gente que está habituada a que lhe falem ao paladar e por isso não gosta da Verdade que o Racionalismo Cristão explana em suas Casas, com o fito exclusivo de esclarecer e livrar da ignorância as criaturas. Esta Doutrina se impõe pela Verdade, ela procura esclarecer e elevar, espiritualmente, as criaturas. Aqueles que explanam os seus princípios não se desviam da disciplina e tudo fazem para que a humanidade desperte para uma nova vida e se revolte contra o embuste e a hipocrisia que têm causado tantos males. Os explanadores do Racionalismo Cristão dizem verdades que nem sempre agradam, isto porque a verdade fere, mas cura. Ferindo, obriga a criatura a sentir a vida e a raciocinar melhor. Quantas e quantas vezes daqui saem criaturas que foram feridas pela verdade, mas, ao chegarem à sua casa e rememorando fatos, recordando casos passados, chegam à conclusão de que houve razão no que aqui foi dito e daí em diante passam ser outras e criam disciplina nos seus lares.

O Racionalismo Cristão quer a humanidade esclarecida, consciente daquilo que é e do que deve ser para combater a fraqueza espiritual, porque esta é a causa dos maiores males que a atacam. Uma vez esclarecida, saberá dar combate à mentira, porque ela foi sempre um cancro a corroer o moral da humanidade. Combata-se o fanatismo, seja ele qual for. O fanático dá má nota de sua inteligência, atesta pouco raciocínio e nenhuma compreensão. A criatura esclarecida não pode ser fanática; ela tudo vê, tudo observa e analisa com inteligência e raciocínio. O fanatismo enfraquece o espírito, desnorteia o livre-arbítrio e a vontade.

A criatura fanática não tem vontade, aceita aquilo que "a", "b" e "c" lhe impingem, aceita como certo aquilo que os seus mentores lhe dizem. O Racionalismo Cristão quer que a criatura pense e raciocine. No Racionalismo Cristão a criança tem liberdade para raciocinar e poder dizer aos pais aquilo que sente, não há coação por parte dos pais esclarecidos. O Racionalismo Cristão quer o adulto com sua personalidade, sabendo o que quer e como deve pensar e agir, sendo o responsável pelos seus atos.

Se o mundo caminha para o progresso espiritual e se há muito progresso material, por que razão não dar à criatura a liberdade de pensar, de deduzir, de tirar as suas conclusões, de desvendar os chamados mistérios, de conhecer a fundo os dogmas, para, enfim, ter a certeza da Verdade?


O Racionalismo Cristão deseja despertar a humanidade, seja ela religiosa ou não, tenha tido uma educação religiosa ou não, tudo isso pouco nos importa. Se ela quiser aceitar, sem ofensa, sem se escandalizar, sem medo do inferno, sem se espantar com aquilo que ouve, que aceite; se não quiser, que continue ignorante, mas de uma coisa estamos certos; é que ela dirá sempre que no Redentor existe uma Doutrina diferente, uma Doutrina que diz a Verdade sem receio, com desassombro, que diz o que sente e que, portanto, é digna da consideração e do respeito de todos.

Eis o que nós desejamos que sintam, e como não fazemos obra só para o presente, mas, sim, para o futuro, esperamos que aqueles espíritos que hoje vêm reencarnando, aqueles espíritos que já dão demonstração da sua inteligência, da sua sagacidade, esperteza, discernimento e até de uma certa independência, aproveitem as lições que damos, as lições que outros continuarão a dar, para compreenderem e viverem melhor do que aqueles que, na época presente, apesar de inteligentes, apesar de certa cultura, desprezam.

É uma coisa natural e que a nós, absolutamente, não surpreende. É natural, porque, felizmente, aquilo que se grava em criança, dificilmente se esquece, e os adultos de hoje tiveram, naturalmente, quem gravasse nos seus espíritos isso, respondendo àquele ditado conhecido que diz que "ensinar em criança é gravar em mármore", o que é um fato. E esses tiveram, naturalmente, quem lhes gravasse nesse mármore aqueles princípios que não podem esquecer e que eles sentem eternamente e que dificilmente serão expurgados do mármore da sua memória.

Se muitas coisas que dizemos, se muitas lições verdadeiras que aqui são ditas não são bem recebidas, estamos certos de, no futuro, aqueles espíritos a que já nos referimos, irão aproveitá-las e muito, porque viverão despidos dessa ignorância, viverão, portanto, independentes, argutos e perspicazes, porque não aceitarão mais aquilo que não tenha explicação racional e científica, aquilo que a sua inteligência, que o seu raciocínio, que os seus sentimentos sãos, repilam.

O Racionalismo Cristão é uma Doutrina diferente e que muita gente não compreende, disso temos a certeza. Para nos compreenderem é preciso levarem a mente longe, é preciso pôr de lado todo o misticismo, todo o fanatismo, toda a vaidade, todo o preconceito; enquanto isso não se der, não seremos bem compreendidos, assim como não o serão os nossos Princípios. É por isso que aconselhamos àqueles que vêm às nossas Casas para que formem ambiente para os espíritos que virão encarnar no seu meio, para que eles possam, assim, encontrar facilidade para melhor compreenderem e melhor se aprofundarem no estudo da vida."

Fonte: LUIZ DE MATTOS - CLÁSSICOS DO RACIONALISMO CRISTÃO - Volume 1 - 2ª edição - Centro Redentor - Rio de Janeiro - 2001.
Outras obras do Autor: Pela Verdade, 9ª ed. - Vibrações da Inteligência Universal, 9ª edição.
Imagem: Casa Chefe do Racionalismo Cristão no Rio de Janeiro (Brasil) - Clique aqui e saiba o quê é o Racionalismo Cristão

"O Racionalismo Cristão é a codificação, em termos racionais e científicos, da verdadeira doutrina de Jesus, ou seja, dos ensinamentos do Jesus histórico, que nada tem a ver com o Cristo místico da teologia e dos dogmas, criado pela religião."


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A MULHER



Uma questão espiritual. Contra a obsessão, é preciso ter um espírito forte, força de vontade.

Nem sempre os fenômenos da obsessão e desobsessão são agradáveis à assistência, mas eles são muitas vezes necessários, não só para que a assistência verifique a ação psíquica maléfica, agindo sobre as criaturas de espírito descontrolado, indefesas, como também para servirem de exemplo àqueles que se deixam facilmente avassalar. É isso uma questão espiritual. 

Quando uma criatura se sente mal ou presume que vai se sentir mal e começa a sentir os fenômenos íntimos de atuação, se ela possui um espírito de vontade forte, reage, não se entrega, está em si essa reação e em ninguém mais. O espírito encarnado só se entrega aos obsessores quando quer; quando ele não quer e, sobretudo, quando ele tem a noção do ridículo, quando ele não quer fazer figura triste, ele reage e não fica atuado e empolgado pelos obsessores. Está, portanto, na criatura o deixar-se atuar ou não.

Há criaturas que, por se irritarem e desconhecerem a ação do astral inferior, são tomadas de surpresa e isto ainda se desculpa; mas há outras criaturas que fazem da atuação um hábito e esse hábito é mau e perigoso, além de revelar um ser um tanto displicente. Aprendam, portanto, a reagir, porque médiuns são todos os seres; médiuns são o próprio cavalo e o cão; mas a mediunidade só tem expansão e só há guarida quando se quer. A léria de que é preciso desenvolver a mediunidade para que as criaturas se curem de ataques e de atuações nós não a admitimos.

O que é preciso é a criatura esclarecer-se, isso sim, porque o desenvolver a mediunidade não lhe dá garantia nenhuma. É preciso que ela saiba que, se possui mediunidade mais desenvolvida do que outras pessoas, a sua obrigação é esclarecer-se bem para saber se conter, para saber estar em todo e qualquer lugar, sem se deixar atuar. Sabendo conter-se, não se deixando empolgar –porque as atuações são um veículo para atração dos espíritos inferiores e, portanto, dos causadores da obsessão – não chegará à representação de papéis tristes. A atuação é um mal, e as criaturas quando se irritam são quase sempre avassaladas. 

Evitar, portanto, o avassalamento e a irritação é a obrigação de todas as criaturas. A criatura deve saber se conter, deve impor-se às obsessões com toda a energia. É uma questão de educação espiritual e nada mais. É por isso que nós recomendamos àqueles que têm enfermos psíquicos, ou criaturas que se deixam atuar, que saibam ser enérgicos, que saibam se impor com calma e energia, e é com essa calma e essa energia imposta a tais criaturas que se consegue a normalização dos enfermos da alma.


Vir às nossas Sessões, passar pelas limpezas psíquicas é necessário, mas também é necessário que a criatura reaja, para não se deixar avassalar novamente, não se habituar a ser atuada, porque é bastante incômodo e nada elegante, e, infelizmente, são as senhoras que mais se prestam a esse papel. Nós sabemos que é bem desagradável esse dever para as criaturas que possuem enfermos psíquicos, mas têm elas por obrigação impor-se às criaturas enfermas, fazendo-as criar energia, brio, para que saibam se conter, para que saibam se dominar e vencerem a si mesmas, a fim de saberem, sobretudo, pôr em ação a sua vontade somente para o bem, não se deixando atuar, pois podem deixar de o fazer se o quiserem. 

Basta se reeducarem, basta terem uma vida normal, evitar tudo que as possa prejudicar, quer moral, quer espiritualmente, tendo o tempo sempre ocupado, não se irritando, criando um ambiente de calma e de tranqüilidade, procurando ter disciplina, tendo o seu espírito sempre ocupado com coisas úteis, vivendo uma vida sã, produtiva e jamais levar vida displicente.

Todos podem ser felizes, todos podem levar uma vida normal, uma vez que tenham as suas distrações, trabalhando, lutando, mas procurando dar ao espírito aquilo de que ele carece para se manter sempre em equilíbrio, raciocinando com acerto, e não se entregando a espíritos obsessores, transformando o lar num inferno, causando intranqüilidades, desgraças e dissabores constantes. Aprendam a ser mulheres, tenham a coragem e o valor necessários para saberem se conter, para saberem se conduzir na vida, porque a mulher muito pode fazer em prol da humanidade. É a mulher que muitas vezes concorre para a sua desgraça e infelicidade, causando também a infelicidade e a desgraça do seu homem, por não saber se dominar, por não saber se conter, e daí, as preocupações, os desgostos, e assim, não pode ser feliz um lar, mas, sim e somente, infeliz.

Não se admite a infidelidade do homem ou da mulher, mas há mulheres que concorrem para essa infidelidade, para a sua própria desgraça, por não saberem tratar do seu corpo convenientemente, a fim de serem mulheres sadias, tornando o lar feliz. Todo homem tem prazer em lutar, em ganhar para dar conforto ao lar quando possui uma mulher zeladora do seu lar, cuidadosa e carinhosa para com o marido e os filhos. A mulher deve ter brio, deve procurar ser mulher na extensão máxima do termo, procurando construir a felicidade, que muitas vezes está nas suas mãos, mas a deixa fugir com as suas fraquezas e debilidades, o que não se admite. Aprendam, portanto, a ser mulheres, saibam ser fortes, procurem ter coragem, procurem ser aquilo que devem ser, para poderem ser criaturas equilibradas."
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Fonte: LUIZ DE MATTOS - CLÁSSICOS DO RACIONALISMO CRISTÃO - Volume 1 - 2ª edição - Centro Redentor - Rio de Janeiro - 2001. - Outras obras do Autor: Pela Verdade, 9ª ed. - Vibrações da Inteligência Universal, 9ª edição.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Racionalismo Cristão contra a ignorância


"Combater a ignorância é um grande bem prestado à humanidade. A ignorância tem sido a única causa de todos os males que vêm corrompendo, obsedando e degradando os seres. O esclarecimento fortifica o ser, torna-o invencível, dá-lhe forças para combater, para livrar-se dos males terrenos e de todas as coisas que o possam deter no caminho da vida. Se todos soubessem dar valor às lições que oferece o Racionalismo Cristão, outro já seria o viver da humanidade.

Nesta Casa diz-se a Verdade, esclarecem-se os seres para que possam ter melhor noção da vida. A ignorância tem levado o homem à prática de atos, por vezes, irreparáveis. O Racionalismo Cristão levanta o moral das criaturas e leva-as para o cumprimento do dever. A verdade faz compreender os direitos terrenos, manda respeitar as leis e o próximo, defende a sua pessoa e a sua família. O Racionalismo Cristão, quando bem compreendido, é tal qual a mão amiga a levantar o ser para o cumprimento dos deveres morais e materiais. Aqui não se condena ninguém, nem tampouco se quer saber da religião que os seres professam ou a que raça pertencem. Queremos que o homem saiba caminhar por si, conhecendo-se como Força e Matéria.

Toda criatura humana deve ser forte, valorosa e destemida para enfrentar a luta pela vida tal qual se apresente. O medo é uma barreira fantástica que se levanta na frente do ser ignorante para acovardá-lo. O esclarecimento coloca o homem na altura de tudo enfrentar. Para o homem de caráter não há fantasias, ele sabe representar bem o seu papel na Terra e dá boas contas dos compromissos que o espírito assumiu ao descer à Terra, para evoluir, para progredir, para caminhar, enfim, no seu carro – o corpo.

O homem esclarecido nunca deve julgar-se sábio, nunca deverá ter essa vaidade, porque a vida é contínua, e se a vida continua pelo infinito, todos devem saber pensar, estudar e raciocinar como discípulos que são da Escola do mundo, devendo fazer bom uso das lições que forem recebendo. Todos devem procurar compreender bem o que explanamos, para que possam cumprir os seus deveres sem maiores sacrifícios, sem profundas dores morais, materiais e espirituais.


Há entre as criaturas muita incompreensão, muita falta de raciocínio e, por causa dessa incompreensão e dessa falta de raciocínio, é que há erros gravíssimos que com dificuldade são corrigidos numa encarnação. Todos são imperfeitos na Terra, basta serem espíritos que aqui se encontram em depuração. 

Mas as imperfeições devem ser reconhecidas para poderem ser corrigidas, e felizes daqueles que as reconhecem, porque estes têm facilidade de se aperfeiçoarem. Mas a vaidade que cega muitos espíritos, cria neles uma auréola de perfeição de tal forma que se sentem perfeitos e não admitem nem aceitam a mais leve observação. Alguns chegam até ao cúmulo de se julgarem superiores àqueles que de fato têm superioridade. Isso não é só ignorância, é pretensão e vaidade inqualificáveis.

Não julgamos ninguém perfeito, só reconhecemos as boas qualidades daqueles que, simples e modestos, as demonstram; portanto, não admitimos vaidosos nem pretensiosos ao serviço do Racionalismo Cristão. Quanto mais simples é a criatura, mais natural, mais à vontade ela se encontra e mais à vontade põe o seu semelhante. A pretensão torna as criaturas antipáticas, torna-as indesejáveis mesmo, ao passo que a simplicidade e a naturalidade as tornam queridas e admiradas.

A infelicidade humana tem por causa, justamente, a incompreensão das criaturas. Se todos fossem razoáveis e procurassem se compreender mutuamente, não querendo suplantar nem ser superiores uns aos outros, agindo com naturalidade, subindo com naturalidade, exercendo postos com naturalidade, autoridade, com modéstia e simplicidade, não haveria tanta incompreensão, não haveria tanta maldade.

O espírito vem encarnar para se depurar, para evoluir, para se tornar melhor; não vem para se envaidecer, para se tornar prepotente e orgulhoso, pois o orgulho é que leva as nações à guerra e ocasiona tantas desgraças e tantas infelicidades. Saiba a criatura impor-se pelo seu valor, mas não e nunca pretensiosamente."

Fonte: LUIZ DE MATTOS - CLÁSSICOS DO RACIONALISMO CRISTÃO - Volume 1 - 2ª edição - Centro Redentor - Rio de Janeiro - 2001. Conheça melhor a filosofia do Racionalismo Cristão: http://www.racionalismo-cristao.org.br/ 


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