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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Racionalismo Cristão contra a ignorância



"Combater a ignorância é um grande bem prestado à humanidade. A ignorância tem sido a única causa de todos os males que vêm corrompendo, obsedando e degradando os seres. O esclarecimento fortifica o ser, torna-o invencível, dá-lhe forças para combater, para livrar-se dos males terrenos e de todas as coisas que o possam deter no caminho da vida. Se todos soubessem dar valor às lições que oferece o Racionalismo Cristão, outro já seria o viver da humanidade.

Nesta Casa diz-se a Verdade, esclarecem-se os seres para que possam ter melhor noção da vida. A ignorância tem levado o homem à prática de atos, por vezes, irreparáveis. O Racionalismo Cristão levanta o moral das criaturas e leva-as para o cumprimento do dever. A verdade faz compreender os direitos terrenos, manda respeitar as leis e o próximo, defende a sua pessoa e a sua família. O Racionalismo Cristão, quando bem compreendido, é tal qual a mão amiga a levantar o ser para o cumprimento dos deveres morais e materiais. Aqui não se condena ninguém, nem tampouco se quer saber da religião que os seres professam ou a que raça pertencem. Queremos que o homem saiba caminhar por si, conhecendo-se como Força e Matéria.

Toda criatura humana deve ser forte, valorosa e destemida para enfrentar a luta pela vida tal qual se apresente. O medo é uma barreira fantástica que se levanta na frente do ser ignorante para acovardá-lo. O esclarecimento coloca o homem na altura de tudo enfrentar. Para o homem de caráter não há fantasias, ele sabe representar bem o seu papel na Terra e dá boas contas dos compromissos que o espírito assumiu ao descer à Terra, para evoluir, para progredir, para caminhar, enfim, no seu carro – o corpo.

O homem esclarecido nunca deve julgar-se sábio, nunca deverá ter essa vaidade, porque a vida é contínua, e se a vida continua pelo infinito, todos devem saber pensar, estudar e raciocinar como discípulos que são da Escola do mundo, devendo fazer bom uso das lições que forem recebendo. Todos devem procurar compreender bem o que explanamos, para que possam cumprir os seus deveres sem maiores sacrifícios, sem profundas dores morais, materiais e espirituais.


Há entre as criaturas muita incompreensão, muita falta de raciocínio e, por causa dessa incompreensão e dessa falta de raciocínio, é que há erros gravíssimos que com dificuldade são corrigidos numa encarnação. Todos são imperfeitos na Terra, basta serem espíritos que aqui se encontram em depuração. 

Mas as imperfeições devem ser reconhecidas para poderem ser corrigidas, e felizes daqueles que as reconhecem, porque estes têm facilidade de se aperfeiçoarem. Mas a vaidade que cega muitos espíritos, cria neles uma auréola de perfeição de tal forma que se sentem perfeitos e não admitem nem aceitam a mais leve observação. Alguns chegam até ao cúmulo de se julgarem superiores àqueles que de fato têm superioridade. Isso não é só ignorância, é pretensão e vaidade inqualificáveis.

Não julgamos ninguém perfeito, só reconhecemos as boas qualidades daqueles que, simples e modestos, as demonstram; portanto, não admitimos vaidosos nem pretensiosos ao serviço do Racionalismo Cristão. Quanto mais simples é a criatura, mais natural, mais à vontade ela se encontra e mais à vontade põe o seu semelhante. A pretensão torna as criaturas antipáticas, torna-as indesejáveis mesmo, ao passo que a simplicidade e a naturalidade as tornam queridas e admiradas.

A infelicidade humana tem por causa, justamente, a incompreensão das criaturas. Se todos fossem razoáveis e procurassem se compreender mutuamente, não querendo suplantar nem ser superiores uns aos outros, agindo com naturalidade, subindo com naturalidade, exercendo postos com naturalidade, autoridade, com modéstia e simplicidade, não haveria tanta incompreensão, não haveria tanta maldade.

O espírito vem encarnar para se depurar, para evoluir, para se tornar melhor; não vem para se envaidecer, para se tornar prepotente e orgulhoso, pois o orgulho é que leva as nações à guerra e ocasiona tantas desgraças e tantas infelicidades. Saiba a criatura impor-se pelo seu valor, mas não e nunca pretensiosamente."

Fonte: LUIZ DE MATTOS - CLÁSSICOS DO RACIONALISMO CRISTÃO - Volume 1 - 2ª edição - Centro Redentor - Rio de Janeiro - 2001.
Conheça melhor a filosofia do Racionalismo Cristão: http://www.racionalismo-cristao.org.br/

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