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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Iansã: características e oferenda




Iansã é a aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios. Seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres: ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos por onde evoluirão de forma menos “emocional”.

Iansã, em seu primeiro elemento é ar e forma com Ogum um par energético onde ele rege o pólo positivo e é passivo pois suas irradiações magnéticas são retas. 

Iansã é negativa e ativa, e suas irradiações magnéticas são circulares ou espiraladas.

Observem que Iansã se irradia de formas diferentes: é cósmica (ativa) e é o orixá que ocupa o pólo negativo da linha elemental pura do ar, onde polariza com Ogum. Já em seu segundo elemento ela polariza com Xangô, e atua como o pólo ativo da linha da Justiça, que é uma das sete irradiações divinas.

Na linha da Justiça, Iansã é seu aspecto móvel e Xangô é seu aspecto assentado ou imutável, pois ela atua na transformação dos seres através de seus magnetismos negativos.

Iansã aplica a Lei nos campos da Justiça e é extremamente ativa. Uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-Lei e, com um de seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência, para, só então, redirecioná-lo numa outra linha de evolução, que o aquietará e facilitará sua caminhada pela linha reta da evolução.

As energias irradiadas por Iansã densificam o mental, diminuindo seu magnetismo, e estimulam o emocional, acelerando suas vibrações.

Com isso, o ser se torna mais emotivo e mais facilmente é redirecionado. Mas quando não é possível reconduzi-lo à linha reta da evolução, então uma de suas sete intermediárias cósmicas, que atuam em seus aspectos negativos, paralisam o ser e o retém em um dos campos de esgotamento mental, emocional e energético, até que ele tenha sido esgotado de seu negativismo e tenha descarregado todo o seu emocional desvirtuado e viciado.

Nossa amada mãe Iansã possui vinte e uma Iansãs intermediárias, que são assim distribuídas:

- Sete atuam junto aos pólos magnéticos irradiantes e auxiliam os orixás regentes dos pólos positivos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo os princípios da Justiça Divina, recorrendo aos aspectos positivos da orixá planetária Iansã.

- Sete atuam junto aos pólos magnéticos absorventes e auxiliam os orixás regentes dos pólos negativos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo seus princípios, recorrendo aos aspectos negativos da orixá planetária Iansã.

- Sete atuam nas faixas neutras das dimensões planetárias, onde, regidas pelos princípios da Lei, ou direcionam os seres para as faixas vibratórias positivas ou os direcionam para as faixas negativas.

Enfim, são vinte e uma orixás Iansãs intermediárias aplicadoras da Lei nas Sete Linhas de Umbanda.

Como seus campos preferenciais de atuação são os religiosos, não é de se estranhar que nossa amada mãe Iansã intermediária para a linha da Fé nos campos do Tempo seja confundida com a própria Oiá, já que é ela quem envia ao tempo os eguns fora-da-Lei no campo da religiosidade.


Iansã do Tempo, não tenham dúvidas, tem um vasto campo de ação e colhe os espíritos desvirtuados nas coisas da Fé, enviando-os ao Tempo onde serão esgotados. Mas, não tenham dúvidas, antes ela tenta reequilibrá-los e redirecioná-los, só optando por enviá-los a um campo onde o magnetismo os esvazia quando vê que um esgotamento total em todos os sete sentidos é necessário. E isto o Tempo faz muito bem!

Já Iansã Bale, do Bale, ou das Almas, é outra intermediária de nossa mãe maior Iansã que é muito solicitada e muito conhecida, porque atua preferencialmente sobre os espíritos que desvirtuam os princípios da Lei que dão sustentação à vida e, como vida é geração e Omulu atua no pólo negativo da linha da Geração, então ela envia aos domínios de Tatá Omulu todos os espíritos que atentaram contra a vida de seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina. Logo, seu campo escuro localiza-se nos domínios do orixá Omulu, que rege sobre o lado de “baixo” do campo santo.

Mas também são muito conhecidas as Iansãs intermediárias Sete Pedreiras, dos Raios, do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (Iansã pura). As outras assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das irradiações inclinadas dos outros orixás, quando surgem as Iansãs irradiantes e multicoloridas. Temos:

  • uma Iansã do Ar.
  • uma Iansã Cristalina.
  • uma Iansã Mineral.
  • uma Iansã Vegetal.
  • uma Iansã Ígnea.
  • uma Iansã Telúrica.
  • uma Iansã Aquática.

Bom, só por esta amostra dos múltiplos aspectos de nossa amada regente feminina do ar, já deu para se ter uma idéia do imenso campo de ação do mistério “Iansã”.

O fato é que ela aplica a Lei nos campos da Justiça Divina e transforma os seres desequilibrados com suas irradiações espiraladas, que o fazem girar até que tenham descarregado seus emocionais desvirtuados e suas consciências desordenadas!

Não vamos nos alongar mais, pois muito já foi dito e escrito sobre a “Senhora dos Ventos”.

Oferenda: Velas brancas, amarelas e vermelhas; champagne branca, licor de menta e de anis ou de cereja; rosas e palmas amarelas, tudo depositado no campo aberto, pedreiras, beira-mar, cachoeiras, etc.
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Fonte: internet. Trechos extraídos do livro “O Código da Umbanda” de Rubens Saraceni - Imagem: "Iansã": escultura de Tati Monteiro localizada no Parque da Catacumba, Rio de Janeiro (Foto: Eurico Zimbres)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Iemanjá, a Rainha do Mar

"Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta."
Jorge Amado


É uma das rainhas das águas, sendo as duas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes; e o mar, sua morada, local onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos. 

Em Cuba, é conhecida por Yemayá e também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.

Odoyá Mãe Iemanjá, Senhora da calunga grande, rainha do mar. Sincretizada com Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora dos Navegantes, é a grande Mãe de toda vida na Terra. As cerimônias em sua homenagem são comumente feitas à beira-mar, as oferendas podem ser feitas na areia ou colocadas em um barquinho que é solto após passar (pular) por 7 ondas. Suas cores são o azul claro e branco, sua bebida é a sidra, espumante e champanhe. 

A mais tradicional Festa de Iemanjá acontece em Salvador, capital da Bahia, tem lugar na praia do Rio Vermelho todo dia 2 de Fevereiro. No Sul é sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes, lá recebe uma das maiores homenagens feitas à Orixá, no mesmo dia da Santa católica (02/02). Na mesma data, Iemanjá também é cultuada em diversas outras praias brasileiras, onde lhe são ofertadas velas e flores, lançadas ao mar em pequenos barcos artesanais. Na verdade suas festividades e homenagens começam logo após o Natal e se estendem por todo mês de janeiro do ano seguinte em todo Brasil. Na praia de Copacabana as comemorações de Iemanjá marcam a passagem de ano e podem ser vistas também por toda orla marítima do Rio de Janeiro.

Qualidades ~ Candomblé: Yemowô - que na África é mulher de Oxalá, Iyamassê - é a mãe de Sàngó, Yewa - rio africano paralelo ao rio Ògún e que frequentemente é confundido em algumas lendas com Iemanjá, Olossa - lagoa africana na qual desaguam os rios Yewa e Ògún, Iemanjá Ogunté - que casa com Ògún Alagbedé, Iemanjá Asèssu - muito voluntariosa e respeitável, Iemanjá Saba ou Assabá - está sempre fiando algodão é a mais jovem.

IEMANJÁ = Santa Maria, Nossa Senhora
COR: azul 
DIA: 2 de fevereiro (31 de dezembro / 1 de janeiro)
DIA DA SEMANA: Sábado
METAL: prata e prateados
SÍMBOLOS: abebé prateado, alfange, agadá, obé, peixe, couraça, adê, braceletes, e pulseiras
AMALÁ: 7 velas brancas e 7 azuis, champanhe, manjar branco, rosas brancas ou outro tipo de flor branca. Local da entrega: Na praia. 
ERVAS (banho de descarrego): Pata de Vaca, Folhas de Lágrima de N. Senhora, Erva Quaresma, Trevo e chapéu de couro, Alfazema.


Arquétipo: (Do livro "Orixás - Pierre Fatumbi Verger - Editora Corrupio")

Tomamos emprestada a descrição do arquétipo de Iemanjá a Lydia Cabrera, sua filha, certamente a mais competente de todas aquelas que nos foi dado o prazer de conhecer: "As filhas (e filhos) de Iemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. 

Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Elas têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto". 

No arquétipo psicológico, segundo o livro 'Os Orixás', publicado pela Editora Três, expandem-se as características insinuadas pela descrição dos mitos e lendas de Iemanjá. Também fica fácil entender os conceitos principais se mantivermos a comparação com o Orixá Oxum. Como os filhos da mãe da água doce, os de Iemanjá, também gostam de luxo, das jóias caras e dos tecidos vistosos. Gostam de viver num ambiente confortável e, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa sofisticação em suas casas, se comparadas com as demais da comunidade de que fazem parte. 

Enquanto os filhos de Oxum são diplomatas e sinuosos, os de Iemanjá se mostram mais diretos. São capazes de fazer chantagens emocionais, mas nunca diabólicas. A força e a determinação fazem parte de seus caracteres básicos, assim como o sentido da amizade e do companheirismo. Como são pessoas presas ao arquétipo da mãe, a família e os filhos têm grande importância na vida dos filhos de Iemanjá. A relação com eles pode ser carinhosa, mas nunca esquecendo conceitos tradicionais como respeito e principalmente hierarquia. 


São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, inconsciente ancestral, e costumam, por isso casar ou associar-se cedo. Não apreciam as viagens, detestam os hotéis, preferindo casas onde rapidamente possam repetir os mecanismos e os quase ritos que fazem do cotidiano. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas obcecadas pela própria carreira, sem grandes planos para atividades a longo prazo, a não ser quando se trata do futuro de filhos e entes próximos.

Todos esses dados nos apresentam uma figura um pouco rígida, refratária a mudanças, apreciadora do cotidiano. Ao mesmo tempo, indicam alguém doce, carinhoso, sentimentalmente envolvente e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros. Mas nem tudo são qualidades em Iemanjá, como em nenhum Orixá. Seu caráter pode levar o filho desse Orixá a ter uma tendência a tentar concertar a vida dos que o cercam - o destino de todos estariam sob sua responsabilidade. Ela é mãe de todos nós.

Os filhos de Iemanjá são bons conhecedores da natureza humana, analíticos, demoram um pouco pra confiar em alguém. Quando aceitam uma pessoa no seu círculo íntimo de amigos, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a; seja nos erros ou acertos, tendo grande capacidade de perdoar as pequenas falhas humanas. Se um(a) filho(a) de Iemanjá guarda rancor ou tem sentimentos negativos para com outra pessoa, é melhor se afastar e esquecer. A mãe de toda vida terrena repudia violência, desamor, vingança, ódio e qualquer sentimento negativo entre seus filhos.

 Lenda de Iemanjá 
 segundo o Candomblé 



Iemanjá era a filha de Olokum, a deusa do mar. Em Ifé, ela tornou-se a esposa de Olofin-Odudua, com o qual teve dez filhos, estas crianças receberam nomes simbólicos e todos tornaram-se orixás. Um deles foi chamado de Oxumaré, o Arco-Íris, “aguele-que-se-desloca-com-a-chuva-e-revela-seus-segredos”. De tanto amamentar seus filhos, os seios de Iemanjá tornaram-se imensos. 

Cansada da sua estadia em Ifé, Iemanjá fugiu na direção do “entardecer-da-terra”, como os iorubas designam o Oeste, chegando a Abeokutá. Ao norte de Abeokutá, vivia Okerê, rei de Xaki. Iemanjá continuava muito bonita. Okerê desejou-a e propôs-lhe casamento. Iemanjá aceitou mas, impondo uma condição, disse-lhe: “Jamais você ridicularizará da imensidão dos meus seios.” Mas, um dia, ele bebeu vinho de palma em excesso. Voltou para casa bêbado e titubeante. Ele não sabia mais o que fazia. Ele não sabia mais o que dizia. Tropeçando em Iemanjá, esta chamou-o de bêbado e imprestável. Okerê, vexado, gritou: “Você, com seus seios compridos e balançantes! Você, com seus seios grandes e trêmulos!” Iemanjá, ofendida, fugiu em disparada.

Certa vez, antes do seu primeiro casamento, Iemanjá recebera de sua mãe, Olokum, uma garrafa contendo uma poção mágica pois, dissera-lhe esta: “Nunca se sabe o que pode acontecer amanhã. Em caso de necessidade, quebre a garrafa, jogando-a no chão.” Em sua fuga, Iemanjá tropeçou e caiu, a garrafa quebrou-se e dela nasceu um rio. As águas tumultuadas deste rio levaram Iemanjá em direção ao oceano, residência de sua mãe Olokum. Okerê, contrariado, queria impedir a fuga de sua mulher. 

Querendo barrar-lhe o caminho, ele transformou-se numa colina, chamada, ainda hoje, Okerê, e colocou-se no seu caminho, Iemanjá quis passar pela direita, Okerê deslocou-se para a direita, Iemanjá quis passar pela esquerda, Okerê deslocou-se para a esquerda. Iemanjá vendo assim bloqueado seu caminho para a casa materna, chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos. Xangô veio com dignidade e seguro do seu poder, Ele pediu uma oferenda de um carneiro e quatro galos, um prato de “amalá”, preparado com farinha de inhame, e um prato de “gbeguiri”, feito com feijão e cebola e declarou que, no dia seguinte, Iemanjá encontraria por onde passar. 

Nesse dia, Xangô desfez todos os nós que prendiam as amarras da chuva, começaram a aparecer nuvens dos lados da manhã e da tarde do dia, começaram a aparecer nuvens da direita e da esquerda do dia e quando todas elas estavam reunidas, chegou Xangô com seu raio. Ouviu-se então: "Kakara rá rá rá" … Ele havia lançado seu raio sobre a colina Okere. Ela abriu-se em duas e, "suichchchch" … Iemanjá foi-se para o mar de sua mãe Olokum, aí ficou e recusa-se, desde então, a voltar em terra.





Seus filhos chamam-na e saúdam-na: 

“Odo Iyá, a Mãe do rio, ela não volta mais.
Iemanjá, a rainha das águas, que usa roupas cobertas de pérola.”
Ela tem filhos no mundo inteiro. 
Iemanjá está em todo lugar onde o mar vem bater-se com suas ondas espumantes.
Seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la.
Odô Iyá, Iemanjá, Ataramagbá
Ajejê lodô! Ajejê nilê!
“Mãe das águas, Iemanjá, que estendeu-se ao longe na amplidão. 
Paz nas águas! Paz na casa!”

 Oração de Iemanjá para abrir caminhos 

"Salve, Estrela do Mar, deusa poderosíssima, mãe e advogada de todos os que navegam no mar agitado da vida!

À vossa valiosa proteção confia-nos o vosso séquito de auxiliares, sereias, ninfas, caboclas do mar, para serem nossas guias, protetoras, consolo e alento durante as tempestades da vida terrestre.

Refugiamo-nos cheios de confiança e fé em vossa aura e manto vibratório.

Seja nossa guia, seja nosso farol, seja sempre nossa brilhante estrela divina que nos orienta, a fim de que nunca pereçamos nem nos falte rumo da rota segura que nos fará desviar dos escolhos do mar agitado da vida material.

Aceitai a minha devoção humilde como símbolo de meu carinho e esperança, para que eu possa trilhar o caminho vital com a mente limpa e o corpo sem os fluídos negativos que possam dificultar minhas atividades. 


Odoyá! Assim seja!"

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ORAÇÕES CATÓLICAS À IEMANJÁ (NOSSA SENHORA)
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 Nossa Senhora dos Navegantes 

"Ó Nossa Senhora dos Navegantes, Mãe de Deus criador do céu, da terra, dos rios, lagos e mares; protegei-me em todas as minhas viagens. 

Que ventos, tempestades, borrascas, raios e ressacas, não perturbem a minha embarcação e que monstro nenhum, nem incidentes imprevistos causem alteração e atraso à minha viagem, nem me desviem da rota traçada. 

Virgem Maria, Senhora dos Navegantes, minha vida é a travessia de um mar furioso. As tentações, os fracassos e as desilusões são ondas impetuosas que ameaçam afundar minha frágil embarcação no abismo do desânimo e do desespero. 

Nossa Senhora dos Navegantes, nas horas de perigo eu penso em vós e o medo desaparece; o ânimo e a disposição de lutar e de vencer tornam a me fortalecer. Com a vossa proteção e a bênção de vosso Filho, a embarcação da minha vida há de ancorar segura e tranqüila no porto da eternidade.

Nossa Senhora dos Navegantes, Rogai Por Nós!"

 Nossa Senhora do Perpétuo Socorro 

"Ó Senhora do Perpétuo Socorro, mostrai-nos que sois verdadeiramente nossa Mãe, obtendo-me o seguinte benefício: (faz-se o pedido) e a graça de usar dela para a glória de Deus e a salvação de minha alma.

Ó glorioso Santo Afonso, que por vossa confiança na bem-aventurada Virgem conseguistes tantos favores e tão perfeitamente provastes, em vossos admiráveis escritos, que todas as graças nos vêm de Deus pela intercessão de Maria, alcançai-me a mais terna confiança para com nossa Mãe do Perpétuo Socorro e rogai-lhe, com instância, que me conceda o favor que reclamo de seu poder e bondade maternal.

Eterno Pai, em nome de Jesus e pela intercessão de nossa Mãe do Perpétuo Socorro e de Santo Afonso, peço-vos que me atendais para vossa glória e bem da minha alma. ASSIM SEJA."
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 Nossa Senhora da Piedade 

"Prostrado aos vossos pés, ó grande Rainha dos céus, vos venero e confesso que sois filha do divino Pai, Mãe do Verbo divino e Esposa do Espírito Santo. Sois cheia de graça, de virtude e de dons celestes, sois templo puríssimo da Santíssima Trindade. Sois a tesoureira e despenseira de suas misericórdias. 

Sendo vosso puríssimo coração cheio de caridade, de doçura e de ternura para conosco, pecadores, por isso vos chamamos mãe da divina Piedade. Por isso, com grande confiança me apresento a vós, mãe amorosíssima, aflito e angustiado, e vos peço fazer-me experimentar a caridade com que me amastes, concedendo-me a graça... se for conforme a divina vontade e para meu proveito. 

Volvei, vos suplico, os vossos puríssimos olhos a mim e a todos os meus próximos. Recordai-vos, terníssima mãe, que somos vossos filhos redimidos com o preciosíssimo sangue de vosso Unigênito. Dignai-vos rogar incessantemente à Santíssima Trindade, a fim de que nos conceda as graças com as quais os justos se santificam e os pecadores se convertem. 

Rogai, mãe amorosíssima, esta graça pela infinita bondade de Deus, pelos méritos de vosso santíssimo Filho, pela solicitude com que o servistes, pelo amor com que amastes, pelas lágrimas que derramastes e pela dor que sofrestes em sua paixão. 

Alcançai-nos o grande dom que todo o mundo forme um povo e uma Igreja, que dê glória, honra e agradecimento à Santíssima Trindade a vós que sois a medianeira. Esta graça nos conceda o poder do Pai, a sabedoria do Filho e a virtude do Espírito Santo. Assim seja."

 Nossa Senhora Aparecida 
(Para pedir uma graça - Reze 3 dias seguidos, em caso extremo fazer em 3 horas)

"Querida Mãe Nossa Senhora Aparecida,
Vós que nos amais e nos guiais todos os dias,
vós que sois a mais bela das Mães,
a quem eu amo de todo o meu coração.
Eu vos peço mais uma vez que me ajudeis a alcançar uma graça...
Sei que me ajudareis e sei que me acompanhareis sempre,
até a hora da minha morte. AMÉM."



terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Xangô, Orixá da justiça, Senhor das pedreiras

 A São Jerônimo 
★ Festa: 30 de setembro


"Ó Deus, criador do universo, que vos revelastes aos homens, através dos séculos, pela Sagrada Escritura, e levastes a vosso servo São Jerônimo a dedicar a sua vida ao estudo e à meditação da Bíblia, dai-me a graça de compreender com clareza a vossa palavra quando leio a Bíblia. São Jerônimo, iluminai e esclarecei a todos para que possamos compreender verdadeiramente as palavras contidas nas Escrituras. São Jerônimo, ajudai-nos a considerar o ensinamento que nos vem da Bíblia acima de qualquer outra doutrina, já que é a palavra e o ensinamento do próprio Deus. Fazei que todos os homens aceitem e sigam a orientação do nosso Pai comum expressa nas Sagradas Escrituras. Amém!"

São Jerônimo, rogai por nós que recorremos a Vós!


"Ó Senhor Deus que vos dignastes prover a vossa Igreja com o bem-aventurado Jerônimo, vosso confessor e doutor máximo na exposição das Sagradas Escrituras, nós vos rogamos que com o vosso auxílio, mediante a sua intercessão, possamos exercer tudo o que, com as boas obras e exemplo, ensinou. Por Nosso Senhor Jesus Cristo que vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém."

"Jerônimo santo,
Máxima luz da Igreja,
O vosso patrocínio,
Sempre nos proteja.
Rogai por nós a Deus eficazmente,
Jerônimo santo e forte.
Assisti-me agora e na hora da morte.

Que assim seja!"

 Oração a São João Batista - (24 de junho) 


"São João Batista, voz que clama no deserto: 

'Endireitai os caminhos do Senhor...'

Fazei penitência, porque no meio de vós está quem vós não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias”, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: 

“Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo”.

São João, pregador da penitência, rogai por nós. 
São João, precursor do Messias, rogai por nós. 
São João, alegria do povo, rogai por nós.

Que assim seja!"
 Oração a São Pedro - (29 de junho) 
 

"Gloriosíssimo São Pedro, creio que vós sois o fundamento da igreja, o pastor universal de todos os fiéis, o depositário das chaves do céu, o verdadeiro vigário de Jesus Cristo; e eu me glorio de ser vossa ovelha, vosso súdito e filho. 

Uma graça vos peço com toda a minha alma; guardai-me sempre unido a vós e fazei que antes me seja arrancado do peito o coração do que o amor e plena submissão que vos devo nos vossos sucessores, os Pontífices Romanos. 

Viva e morra como filho vosso e filho da Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana. 

Que assim seja!"




Xangô é sincretizado com: 

São Jerônimo, 
São Pedro, e
São João Batista.

Seu poder se manifesta na pedreira, é o Senhor da justiça. 

Seu símbolo é o machado de duas faces, significando que o machado tanto protege seus filhos das injustiças como os punem quando as cometem, bem como, a Estrela de 6 pontas cujo símbolo é em si o poder equilibrador do Universo. Nas muitas imagens de Xangô, ao seu lado sempre aparece um leão, que significa a justiça.


Xangô = São Jerônimo (São João Batista, São Pedro) 
COR: marrom
Saudação: Kaô-Kabeciliê 
AMALÁ: 7 velas marrons e 7 velas brancas, cerveja preta (mesmo [principio já explicado para Ogum e Oxóssi), camarão, quiabo, fitas marrom escuro e branca. Local de entrega: na pedreira ou sobre uma pedra grande e bonita, tabém sobre uma pedra ao lado de uma cascata ou cachoeira.
ERVAS: (Banho de descarrego):  Folhas de Limoeiro – Erva Moura – Erva Lírio – Folhas de Café – Folhas de Mangueira – Erva de Xangô.

 Lenda de Xangô 


"Quando Deus Criou os Estados exteriores da Criação, o primeiro foi o vazio (Exu), o segundo estado foi o Espaço em si mesmo (Oxalá) e o terceiro Estado da Criação exterior foi o equilíbrio de tudo e de todos (Xangô).

Como em Olorum, não se pode dizer quem foi o primeiro a ser exteriorizados  nós umbandistas preferimos amá-los e ponto final. 

Tudo trata-se de ângulos de visões religiosas, pois o poder de Olorum que equilibra todo o Universo que faz par com o estado purificador (Kali-yê), é chamado de Xangô na religião umbandista, ou seja, na Umbanda não o adoramos como um deus com características humanas, mas sim, como o poder equilibrador de Olorum manifestado em seu exterior. "

 História de São Jerônimo 


"São Jerónimo, Jerônimo na ortografia brasileira, (Strídon, cerca de 347 — Belém, 30 de setembro de 419/420), de seu nome completo Eusebius Sophronius Hieronymus, é conhecido sobretudo como tradutor da Bíblia do grego antigo e do hebraico para o latim.  

É o padroeiro dos bibliotecários e dos tradutores. 

A edição de São Jerónimo, a "Vulgata", é ainda o texto bíblico oficial da Igreja Católica Romana, que o reconhece como Padre da Igreja (um dos fundadores do dogma católico) e ainda doutor da Igreja. 

Nasceu em Strídon, na fronteira entre a Panónia e a Dalmácia (motivo pelo qual também é chamado de Jerónimo de Strídon), no segundo quarto do século IV e faleceu perto de Belém, em sua cela, próximo à gruta da Natividade. 

A Vulgata foi publicada cerca de 400 d.C., poucos anos depois de Teodósio I ter feito do Cristianismo a religião oficial do Império Romano (391)."

         



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Oxalá, o Orixá Criador da Terra


Oxalá é o Orixá criador do mundo e da espécie humana, sincretizado com Jesus Cristo, pode-se dizer que representa a santíssima trindade cultuada pela Igreja Católica. No Candomblé apresenta-se de duas maneiras: moço – chamado Oxaguian, e velho – chamado Oxalufan. Na Umbanda Oxalá é cultuado sem desdobramentos, como Orixá Maior, absoluto, abaixo somente de Zambi, o Deus supremo e inatingível. A cor de Oxaguiam é o branco levemente mesclado com azul, a de Oxalufam é somente branco. O dia consagrado para ambos é a sexta-feira. A saudação para louvar o Pai Oxalá é:


Oxalá é cultuado na Umbanda, Quimbanda, Omolokô, Candomblé, dentre outras religiões de matriz africana, como o maior e mais respeitado de todos os Orixás.

Oxalá simboliza a paz, é calmo, sereno, pacificador; é o criador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertence o olho que tudo vê. Os filhos de Oxalá, ou seja, as pessoas que têm este Orixá como pai-de-cabeça, são calmas, responsáveis, reservadas e de muita confiança. Seus ideais são levados até o fim, mesmo que todas as pessoas sejam contrárias a suas opiniões e projetos. Os filhos de Oxalá têm um forte espírito de liderança e tem fama de não gostarem de ser contrariados. São muito dedicados, caprichosos e prezam manter sempre tudo em ordem, com limpeza, beleza e carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitados, afinal se dá o que se recebe.

Oxalá tem sincretismo com o Senhor do Bonfim na Bahia, ou seja, Jesus Cristo. Isso aconteceu, acredita-se, devido ao fato de os jesuítas terem imposto a fé cristã aos africanos trazidos como escravos ao Brasil, bem como as nações indígenas naturais de nosso país, houve então esta associação natural com a imagem do Santo Católico como forma de resistência a conversão forçada. 

Por este mesmo motivo existe a crença na qual as datas dos festejos dos Orixás, coincidem com as dos Santos católicos. As imagens dos Santos confundem-se hoje com as dos Orixás, não se sabendo onde começa um, e onde termina o outro. Porém, dentro do Terreiro, ao som dos atabaques, quem incorpora são os Orixás. Pode-se puxar um ponto usando-se, por exemplo, o nome de São Jorge, mas quem monta no "cavalo" é Ogum. 

As imagens católicas são cultuadas como Orixás, baseados em seus elementos, como: a Luz de Oxalá, a água salgada de Yemanjá, o ferro de Ogum, a água doce de Oxum, as matas de Oxóssi, a pedra de Xangô, as chuvas, ventos e tempestades de Yansã. Os Orixás também são cultuados nos assentamentos, local no qual é colocada uma parte da essência do médium e parte da essência do Orixá no momento do Amassí.

A vibração natural de Oxalá é a Fé, primeira razão do movimento do Universo, campo de atuação primeiro regendo a religiosidade dos seres. A vibratória cósmica originária de Oxalá é de natureza elemental cristalina, cuja presença se encontra em todas as outras vibrações cósmicas ancestrais. Segundo textos antigos o significado do nome Cristo significa cristal, ou cristalino; esta é a referência de todos os mestres da luz que encarnaram na matéria para guiar a humanidade. Suas ondas magnetizadoras despertam a ética e iluminação filosófica nos seres, ou seja a base das religiões, algumas dessas ondas chegam até os nossos olhos cruzadas, fator que tornou o símbolo da cruz como referência ao mestre Jesus Cristo.
"Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto,  te recompensarás publicamente. E, orando, não useis de vãs repetições, como os genitos, que pensam que por muito falarem serão ouvidos". Mateus 6:6,7
OXÁGUIAM OXALÁ OXALUFAN SENHOR DO MUNDO
ALMA DE CRISTO


"Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas escondei-me.
Não permitais que eu me separe de vós.
Do espírito maligno defendei-me.
Na hora da passagem, chamai-me.
E mandai-me ir para vós.
Para que com os vossos santos vos louve
Por todos os séculos dos séculos.
Que Assim Seja!"
"Alegrai-vos na esperança, sede paciente na tribulação, perseverai na oração;" Romanos 12:12

Prece de Cáritas

"Deus, nosso Pai, que sois todo poder e bondade.

Dai a força aqueles que passam pela provação.

Dai a luz aquele que procura a verdade.

Ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus! Daí ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai! Daí ao culpado o arrependimento, ao Espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai. Senhor! Que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes. Piedade Senhor, para aqueles que não Vos conhecem, esperança para aqueles que sofrem. Que Vossa bondade permita aos Espíritos consoladores, derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé. Deus! Um raio, uma faísca de Vosso divino amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor. Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos de braços abertos. Ó poder! Ó bondade! Ó beleza! Ó perfeição! e queremos de alguma sorte merecer a Vossa misericórdia.

Deus! Dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós, dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão, dai-nos a simplicidade que fará das nossas almas um espelho onde há de se refletir a Vossa divina imagem.  Que Assim Seja."

Para Alcançar os Doze Frutos


"Espírito Santo, amor eterno do Pai e do Filho, dignai-vos conceder-me os vossos doze frutos: o fruto da caridade, que me uma inteiramente convosco pelo amor; o fruto do gozo, que me encha de santa consolação; o fruto da paz, que produza em mim a tranqüilidade de alma; o fruto da paciência, que me faça sofrer tudo por amor de Jesus e Maria; o fruto da benignidade, que me levem a socorrer de boa vontade às necessidades dos que sofrem; o fruto da bondade, que me torne benfazejo e clemente a todos; o fruto da longanimidade, que me faça esperar com paciência em qualquer demora; o fruto da brandura, que me faça suportar com toda a mansidão o que o próximo tem de incômodo; o fruto da fé, que me faça crer firmemente na palavra de Deus; o fruto da modéstia, que regule todo o meu exterior; enfim os frutos da continência e castidade, que conservem minhas mãos inocentes e o meu coração limpo e imaculado.

Espírito divino, fazei que minha alma seja para sempre a vossa morada e o meu corpo o vosso sagrado templo. Habitai em mim e ficai comigo na terra para que eu mereça ver-vos eternamente no reino da glória.  Que Assim Seja."

PRECES QUOTIDIANAS

Pai Nosso

"Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o Vosso nome; venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Amém."

Credo

"Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na Fé em Oxalá, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna.   Que Assim Seja."

Ao Divino Espírito Santo

"Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da terra. Amém."


Oxalá = Jesus Cristo

COR: branca ♡ DIA DA SEMANA: Sexta-feira ♡ SAUDAÇÃO: Oxalá Babá! 

AMALÁ: 14 velas brancas, água mineral, canjica branca dentro de alguidar de louça branca, fitas e flores brancas. O local de entrega deve ser muito bonito e cheio de paz, como uma colina limpa, no local mais alto de uma cachoeira ou junto de uma entrega para Iemanjá, na praia.

ERVAS (Banho de descarrego): Poejo – Camomila – Chapéu de Couro – Erva de Bicho - Cravo – Coentro – Gerânio Branco – Arruda – Erva Cidreira – Era de S.João – Alecrim do Mato – Hortelã -Alevante – Erva de Oxalá (Boldo) – Folhas de Girassol – Folhas de Bambu.

Lenda de Oxalá
segundo o Candomblé


Olodumaré entregou a Oxalá o saco da criação para que ele criasse o mundo. Porém essa missão não lhe dava o direito de deixar de cumprir algumas obrigações para outros Orixás e Exu, aos quais ele deveria fazer alguns sacrifícios e oferendas. 

Oxalá se pôs a caminho apoiado em um grande cajado, o Paxorô.

No momento que deveria ultrapassar a porta do além, encontrou-se com Exu que, descontente porque Oxalá se nega a fazer suas oferendas, resolveu vingar-se, provocando em Oxalá uma sede intensa. 

Oxalá não teve outro recurso senão o de furar a casca de um tronco de um dendezeiro para saciar sua sede. Era o vinho de palma o qual Oxalá bebeu intensamente, ficou bêbado, não sabia onde estava e caiu adormecido. 

Apareceu então Olófin-Odùduà que vendo o grande Orixá adormecido roubou-lhe o saco da criação e em seguida foi a procura de Olodumaré, para mostrar o que teria achado e contar em que estado Oxalá se encontrava. Olodumaré disse então que "se ele está nesse estado vá você Odùduà, vá você criar o mundo". Odùduà foi então em busca da criação e encontrou um universo em água, e aí deixou cair do saco o que estava dentro, era terra. 

Formou-se então um montinho que ultrapassou a superfície das águas. Então ele colocou a galinha cujo os pés tinham cinco garras, ela começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície da água, onde ciscava, cobria a água e a terra foi alargando cada vez mais, o que em Iorubá se diz IlÈnfè expressão que deu origem ao nome da cidade Ilê Ifé. Odùduà ali se estabeleceu, seguido pelos outros Orixás e tornou-se assim o rei da terra. 

Quando Oxalá acordou, não encontrou mais o saco da criação. Despeitado, procurou Olodumaré, que por sua vez proibiu, como castigo a Oxalá e toda sua família, de beber vinho de palma e de usar azeite de dendê. Mas como consolo lhe deu a tarefa de modelar no barro o corpo dor seres humanos, nos quais ele, Olodumaré insuflaria a vida."

FUNDAMENTOS

OXALÁ é o detentor do poder procriador masculino. Todas as suas representações incluem o branco. É um elemento fundamental dos primórdios, massa de ar e massa de água, a protoforma e a formação de todo o tipo de criaturas no AIYE e no ORUN.

Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do Panteon Africano. Simboliza a paz e o pai maior nas nossas nações na Religião Africana. Tem diversas representações como velho ou moço. É calmo, sereno, pacificador, é o criador, portanto respeitado por todos Orixás e por todas as nações. A Oxalá pertencem os olhos que vêem tudo. Sua cor é branca, sua conta é 8, 16, 32. No Rio Grande do Sul seu dia da semana é domingo e quarta feira Oxalá moço. Sua saudação é: Epaê Babá!

ARQUÉTIPO

As pessoas de Oxalá são calmas, responsáveis, reservadas e de muita confiança. Seus ideais são levados até o fim, mesmo que todas as pessoas sejam contrárias as suas opiniões e projetos. Gostam de dominar e liderar as pessoas. São muito dedicados, caprichosos, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza e carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitados.

"Apenas mudando o nome, Jesus Cristo é Oxalá!"





terça-feira, 8 de agosto de 2017

Oração a Oxalá


"Ó poderoso Pai Oxalá, o maior dos Orixás, aspiração suprema dos desejos dos nossos corações, encaminhamos até a sua claridade, clareando todos os nossos passos no amanhecer de cada dia.

Que a luz, a eterna luz que o senhor derramou e derrama todos os dias, cubra a cabeça daqueles que a ti estão ligados numa corrente de fé e num só pensamento elevamos as nossas preces.

Oxalá nosso Pai, dai-nos a graça de chorarmos sinceramente nossas faltas cometidas, e com espírito de humildade, nos purificarmos através da fé e da caridade. Que nós consigamos limpar a morada dos nossos corações, desterrando tudo que é mundano, vício, ódio e, maldade, na certeza de que com toda esta humildade alcançaremos o Senhor.

Pai Oxalá, sabeis que a razão humana é fraca, e pode enganar-nos, mas a verdadeira fé não pode ser enganada.

Obrigado Pai Oxalá por tudo que o Senhor nos deu e nos dá. Esperamos todos unidos, que o senhor nos escolha para sermos mais alguns dos vossos íntimos amigos.

Assim seja!"
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Fonte: Blog "Umbanda em debate" | Originalmente publicado em www.ruadasflores.com

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Oxum, a Rainha da Água Doce

No sincretismo religioso brasileiro, apenas mudando o nome, Nossa Senhora da Conceição é Oxum. Rainha da água doce, das riquezas subterrâneas, dona dos rios, riachos, nascentes, mananciais, cascatas e cachoeiras... 

Ora Iê Iê Ô!




OXUM: (Oshun, Ọsun ou Oschun) na Mitologia Yoruba, é um Orixá feminino (Yabá), seu nome deriva do rio Ọsun que corre na Iorubalândia, na região nigeriana de Ijexá e Ijebu. 

Na Umbanda Orixá da Água Doce. Guardiã das minas de ouro e riquezas do sub-solo. Sincretiza-se com várias Nossas Senhoras, as representadas em imagens com querubins aos seus pés. 

O sincretizmo mais conhecido é o com Nossa Senhora Aparecida, Santa Luzia, Nossa Senhora dos Navegantes e Nossa Senhora da Conceição. 

SAUDAÇÃO: Orayê-yê mamãe Oxum no Candomblé e Aiê-iê-ô na Umbanda

COR: Amarelo

AMALÁ: (Oferenda para Oxum): 7 velas brancas e 7 amarelo claro, água mineral canjica branca, fitas amarelo claro e branca. Local de entrega na margem de um rio limpo e lajeado, ao lado de uma bela cascata ou cachoeira


ERVAS: (Banho de descarrego): Erva Cidreira – Gengibre – Camomila – Arnica –Trevo Azedo ou grande- Chuva de Ouro – Manjericona – Erva Santa Maria – Gengibre – Calêndula

ORAÇÃO: "Oh Mãe Oxum! Senhora dos rios e cascatas. Orixá das águas claras que lavam os males do mundo.  Deusa do Amor! Que o canto de suas águas embale meus sentimentos alimentando meu coração com as vibrações de paz e perdão. Senhora do ouro, clareia meus caminhos. Ora-ie-iê-Ô mamãe Oxum!"


Clique nos links abaixo para ver mais sobre cada Orixá:
   


sábado, 3 de dezembro de 2011

Iansã: 4 de dezembro



Deusa da espada de fogo, Iansã é a Rainha dos raios, dos ciclones, furacões, tufões, vendavais. Orixá do fogo, guerreira e poderosa. Mãe dos Eguns, guia dos Espíritos Desencarnados, Senhora dos Cemitérios.


Não é muito difícil depararmo-nos com a força da Natureza denominada Iansã (ou Oyá). Convivemos com ela, diariamente. Iansã é o vento, a brisa que alivia o calor. Iansã é também o calor, a quentura, o abafamento. É o tremular dos panos, das árvores, dos cabelos. É a lava vulcânica destruidora. Ela é o fogo, o incêndio, a devastação pelas chamas.

Oyá é o raio, a beleza deste fenômeno natural. É o seu poder. É a eletricidade. Iansã está presente no ato simples de acendermos uma lâmpada ou uma vela. Ela é o choque elétrico, a energia que gera o funcionamento de rádios, televisões, máquinas e outros aparelhos. Iansã é a energia viva, pulsante, vibrante.

Sentimos Iansã nos ventos fortes, nos deslocamentos dos objetos sem vida.

Oyá é também a senhora dos espíritos dos mortos, dos eguns, como se diz no Candomblé. É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma.

Iansã é a deusa dos cemitérios. Ela é a regente, juntamente com Omulu (ou Obaluaê), dos Campos Santos, pois comanda a falange dos eguns. Comanda também a falange dos Boiadeiros, encantados que são cultuados nas casas de Nação de Angola. Ela é sua rainha.

Como deus dos mortos, Iansã carrega consigo o eruxin, feito com rabo de cavalo, para impor respeito aos eguns, bem como a espada flamejante, que faz dela a guerreira do fogo.

Mitologia

Embora tenha sido esposa de Xangô, Iansã percorreu vários reinos e conviveu com vários reis. Foi paixão de Ogum, de Oxaguiam, de Exu, Conviveu e seduziu Oxossi, Logun-Edé e tentou, em vão, relacionar-se com Obaluaê. Sobre este assunto, a história conta que Iansã percorreu vários reinos usando sua inteligência, astúcia e sedução para aprender de tudo e conhecer igualmente a tudo.

Em Ire, terra de Ogum, foi a grande paixão do guerreiro. Aprendeu com ele o manuseio da espada e ganho deste o direito de usá-la. No auge da paixão Ogum , Iansã partiu, indo para Oxogbô, terra de Oxaguian. Conviveu e aprendeu o uso do escudo para se proteger de ataques inimigos, recebendo de Oxaguian o direito de usá-lo. Quando Oxaguian estava tomado pe paixão por Oyá, ela partiu.

Pelas estradas deparou-se com Exu. Com ele se relacionou e aprendeu os mistérios do fogo e da magia. No reino de Oxossi, seduziu o deus da caça, mesmo com os avisos de sua mulher, Oxum, que avisara ao marido do perigo dos encantos de Iansã. Todavia, com Oxossi, Oyá aprendeu a caçar, a tirar a pele do búfalo e se transformar naquele animal, com a ajuda da magia aprendida com Exu. Seduziu o jovem Logun-edé , filho de Oxossi e Oxum e com ele aprendeu a pescar.

Iansã partiu, então, para o reino de Obaluaê, pois queria descobrir seus mistérios e até mesmo conhecer seu rosto (conhecido apenas por Nanã – sua mãe – e Iemanjá, mãe de criação). Uma vez chegando ao reino de Obaluaê, Iansã tratou de insinuar-se:

- Como vai o Senhor das Chagas?

No que Obaluaê respondeu:

- O que Oyá quer em meu reino?

- Ser sua amiga, conhecer e aprender, somente isso. E para provar minha amizade, dançarei para você a dança dos ventos!

(Dança que, por sinal, Iansã usou para seduzir reis como Oxossi, Oxaguian e Ogum).

Durante horas Iansã dançou, sem emocionar ou, sequer, atrair a atenção de Obaluaê. Incapaz de seduzir Obaluaê, que jamais se relacionou com ninguém, Iansã então procurou apenas aprender, fosse o que fosse. Assim, dirigiu-se ao 'homem da palha';

- Obaluaê, com Ogum aprendi a usar a espada; com Oxaguian, o escudo; com Oxossi aprendi a caçar; com logun-edé a pescar; com Exu aprendi os mistérios do fogo. Falta-me apenas aprender algo contigo.

- Você quer aprender mesmo, Oyá? Então, ensinar-lhe como tratar dos mortos!

De inicio Iansã relutou, mas seu desejo de aprender foi mais forte e, com Obaluaê, aprendeu a conviver com os eguns e controlá-los.

Partiu, então Oyá, para o reino de Xangô. Lá, acreditava, teria o mais vaidoso dos reis e aprenderia a viver ricamente. Mas, ao chegar ao reino do deus do trovão, Iansã aprendeu muito mais que isso... aprendeu a amar verdadeiramente e com um paixão violenta, pois Xangô dividiu com ela os poderes do raio e deu a ela o seu coração.

O fogo é o elemento básico de Iansã. O fogo das paixões, o fogo a alegria, o fogo que queima. Iansã é o Orixá do fogo...

E aquele que dá uma conotação de vulgaridade a essa belíssima e importantíssima divindade africana, é digno de pena, e mais digno ainda, do perdão de Iansã.

Dia: quarta-feira
Data: 4 de dezembro (Sincretizada com Santa Bárbara)
Metal: Cobre
Cor: Marrom claro
Símbolos: espada de cobre e o eru (rabo de boi ou de búfalo)






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