A Umbanda é uma religião brasileira que sintetiza vários elementos das religiões africanas e cristãs, porém sem ser definida por eles. Formada no início do século XX no sudeste do Brasil a partir da síntese com movimentos religiosos como o Candomblé, o Catolicismo e o Espiritismo. Após pouco mais de 100 anos de fundação da Umbanda pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas . . .
Essa religião cresceu e se diversificou, dando origem a diferentes vertentes que têm a mesma essência por base: a manifestação dos espíritos para a caridade. O surgimento dessas diferentes vertentes é conseqüência do grau com que as características de outras práticas religiosas e/ou místicas foram absorvidas pela Umbanda em sua expansão pelo Brasil, reforçando o sincretismo que a originou e que ainda hoje é sua principal marca. A "Umbanda mística" é uma das mais antigas vertentes, fruto da umbandização de antigas casas de Macumbas, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada. É a vertente mais aberta a novidades e adota as práticas místicas e religiosas que mais lhe convêm, podendo, inclusive, associar aquelas de duas ou mais religiões. A seguir os principais Orixás e linhas dessa vertente da amada e popular Umbanda, religião nascida em solo brasileiro que com apenas pouco mais de um século de existência, extraoficialmente já tem mais de 20 milhões de seguidores em todo mundo. A Umbanda possui sete cultos diferentes, chamados “linhas”, que se distinguem: 1. Pelas energias cósmicas que são identificados como orixás ou "santos" que os presidem ou lideram os cultos; 2. Pelos tipos de Espíritos actuantes em suas sessões, chamadas Giras, representados em seus santuários, os Congás. 3. Pelos trabalhos (ou Giras, como chamam os iniciados), de direita e de esquerda. Temos as Sete Linhas da Umbanda "de Direita" e as Sete Linhas da Quimbanda "de esquerda". Os cultos, "de Direita" ou seja, que trabalham com magia branca, "do bem" recorrem ao auxílio, à manifestação de Espíritos de santos católicos, Pretos-Velhos e Pretas-Velhas. Os cultos "de Esquerda", utilizados pela Umbanda "oficial" para equilíbrio e proteção de seus trabalhos e, em geral, relegados ao domínio da Quimbanda, praticam a magia branca e também negra (para quebrar quaisquer energias negativas) através dos Exús, Pombas-Giras e Malandros... Aqui cabe um relevante observação: magia é magia, é um instrumento que pode ser usado para prática do bem ou para objetivos escusos, cabe aos Exus exercer papel de guardiões astrais, combatendo tais práticas e garantindo que os que usam a magia para o mal recebam seu carma, seu pagamento na devida moeda.
As Sete Linhas de Umbanda, são elas e suas respectivas Falanges, de maneira geral e amplamente aceita:
I. LINHA DE OXALÁ Falanges: 1. Santo António; 2. São Cosme e Damião ("espíritos-crianças", não necessariamente infantes mas, antes, Espíritos com mentalidade infantil); 3. Santa Rita: 4. Santa Catarina; 5. Santo Expedito; 6. São Francisco de Assis. Esta Linha dedica-se a desmanchar trabalhos de magia. II. LINHA DE IEMANJÁ Falanges: 1. Ondinas de Nana; 2. Caboclas do Mar; 3. Indaiá dos Rios; 4. Iara dos Marinheiros; 5. Tarimã das Caluga-Caluguinhas da Estrela Guia. III. LINHA DO ORIENTE Falanges: Hindus, árabes, chineses e outros orientais além de europeus. Dedicados à medicina. IV. LINHA DE OXÓSSI Falanges: 1. Urubatão; 2. Araribóia; 3. Caboclo das Sete Encruzilhadas, 4. Águia Branca. Indígenas, caboclos, são curandeiros que protegem contra magia e ministram passes, prescrevem ervas medicinais em preparados para banhos, defumações ou uso tópico. Estes preparados são chamados amacys. V. LINHA DE XANGÔ Falanges: 1. Iansã; 2. Caboclo do Sol; 3. Caboclo da Lua; 4. Caboclo Pedra Branca; 5. Caboclo do Vento; 6. Caboclo Treme Terra. Pela característica do orixá que dá nome à linha, supõe-se que actue em casos de problemas judiciais, demandas, litígios.
VI. LINHA DE OGUM Falanges: 1. Ogum Beira-Mar; 2. Ogum-Iara; 3. Ogum-Megê; 4. Ogum Rompe-Mato. Estas falanges tratam das brigas, das situações de disputa pessoal, discórdias. VII. LINHA AFRICANA Falanges: 1. Povo da Costa; 2. Pai Francisco; 3. Povo do Congo; 4. Povo de Angola; 5. Povo de Luanda; 6. Povo de Cabinda; 7. Povo da Guiné. Esta falange dedica-se à prática do bem em geral e, ao que tudo indica, dentro da confusa divisão das Linhas e Falanges, esta linha africana possivelmente inclui a chamada Falange ou seria dos Pretos-Velhos e a das Almas. Panteão das Falanges e Seus Atributos Como se pode ver na denominação das Falanges, a Umbanda tem em comum com Candomblé a crença em Orixás. Porém, rejeitando a africanidade, os umbandistas não consideram Orixás como deuses, mas como "vibrações originais" emanadas da Consciência Suprema, Deus, naqueles tempos remotos da criação do Universo e do Planeta Terra. Na verdade, um conceito muito parecido com o dos Odus que, no Candomblé são as energias de onde provêm os Orixás, estes sim, deuses. Sobre a palavra Orixá, muitos autores da Umbanda, como Eduardo Parra, negam sua raiz africana e vão buscar a etimologia no Egito e na Índia: "O termo Orixá e o nome dos respectivos Orixás deriva-se da Índia, do Egipto e de povos mais antigos. Na África esses termos foram conservados em Nagô... O vocábulo antigo Arashá significa O Senhor da Luz, equivale aos Orishis dos Brâmanes e aos Orixás africanos, que em Yorubá significa: O Senhor da Cabeça, ou seja, do princípio espiritual ou Luz. Enquanto que Exu também tem o nome de Obara, o senhor do corpo ou Treva." E aqui subentende-se corpo = matéria = treva. Na Umbanda, os Orixás (Senhores de Cabeça), que são sete, como as Falanges, são o topo de uma Hierarquia que se desdobra e outros sete "orixás-menores" (Espíritos Superiores) que são chefes de Legiões; Legiões que se dividem em Falanges e sub-falanges, que também possuem chefes e entidades chefes de Grupamentos. Em um plano mais inferior actuam entidades denominadas "capangueiros", palavra que faz pensar algum tipo de polícia astral ou tropa de choque espiritual... Aos Orixás maiores, as tais "vibrações originais" são atribuídos nomes africanos compostos pela junção de nomes de anjos conhecidos da teologia judaica:
Gabarael: Oxalá / Odudwa
Samael: Ogum / Obá
Ismael: Oxossi / Ossaim
Mikael: Xangô / Oyá [Yansan / Mesan / Orun]
Yramael: Yorimá / Nanãn Burucum
Yoriel: Yori / Oxum
Rafael: Yemanjá / Oxumaré
Entre os chefes de Falanges começam a aparecer os caboclos, tidos como orixás menores e representantes dos maiores; caboclos que se multiplicam em uma lista quase infinita. Os representantes dos Orixás maiores são: 1. Urubatão da Guia - representante de Oxalá 2. Guaraci - intermediário para Ogum 3. Guarani - intermediário para Oxossi 4. Aymoré - intermediário para Xangô 5. Tupi - intermediário para Yorimá 6. Ubiratan - intermediário para Yori 7. Ubirajara - intermediário para Yemanjá E o "elenco" de caboclos continua entre os guias: Caboclo Águia Branca; caboclo Poty; Caboclo Itinguçu; Caboclo Girassol; Caboclo Nuvem Branca; Caboclo Guarantan etc… Outros, são caboclos protectores: Guaraná, Malembá, Água Branca, Águas Claras, Jacutinga, Lírio Branco, Folha Branca, Ibitan e outros mais. Além disso, para cada Orixá Superior e cada Orixá menor existem inúmeras correlações que são utilizadas nas práticas rituais das Giras: minerais, figuras geométricas, signos zodiacais, dias da semana, horas vibratórias, perfumes, flores, ervas que são usadas em banhos, remédios e defumações, cores e arcanjos tutores.
*Para mais detalhes acerca desta hierarquia: “Ponto de Convergência: Fundamentos e Praticas de Umbanda” de Eduardo Parra.
"Ó Deus, criador do universo, que vos revelastes aos homens, através dos séculos, pela Sagrada Escritura, e levastes a vosso servo São Jerônimo a dedicar a sua vida ao estudo e à meditação da Bíblia, dai-me a graça de compreender com clareza a vossa palavra quando leio a Bíblia. São Jerônimo, iluminai e esclarecei a todos para que possamos compreender verdadeiramente as palavras contidas nas Escrituras. São Jerônimo, ajudai-nos a considerar o ensinamento que nos vem da Bíblia acima de qualquer outra doutrina, já que é a palavra e o ensinamento do próprio Deus. Fazei que todos os homens aceitem e sigam a orientação do nosso Pai comum expressa nas Sagradas Escrituras. Amém!"
São Jerônimo, rogai por nós que recorremos a Vós!
"Ó Senhor Deus que vos dignastes prover a vossa Igreja com o bem-aventurado Jerônimo, vosso confessor e doutor máximo na exposição das Sagradas Escrituras, nós vos rogamos que com o vosso auxílio, mediante a sua intercessão, possamos exercer tudo o que, com as boas obras e exemplo, ensinou. Por Nosso Senhor Jesus Cristo que vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém."
"Jerônimo santo,
Máxima luz da Igreja,
O vosso patrocínio,
Sempre nos proteja.
Rogai por nós a Deus eficazmente,
Jerônimo santo e forte.
Assisti-me agora e na hora da morte.
Que assim seja!"
Oração a São João Batista - (24 de junho)
"São João Batista, voz que clama no deserto: 'Endireitai os caminhos do Senhor...' Fazei penitência, porque no meio de vós está quem vós não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias”, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo”.
São João, pregador da penitência, rogai por nós.
São João, precursor do Messias, rogai por nós.
São João, alegria do povo, rogai por nós.
Que assim seja!"
Oração a São Pedro - (29 de junho)
"Gloriosíssimo São Pedro, creio que vós sois o fundamento da igreja, o pastor universal de todos os fiéis, o depositário das chaves do céu, o verdadeiro vigário de Jesus Cristo; e eu me glorio de ser vossa ovelha, vosso súdito e filho. Uma graça vos peço com toda a minha alma; guardai-me sempre unido a vós e fazei que antes me seja arrancado do peito o coração do que o amor e plena submissão que vos devo nos vossos sucessores, os Pontífices Romanos.
Viva e morra como filho vosso e filho da Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana.
Que assim seja!"
Xangô é sincretizado com:
São Jerônimo, São Pedro, e São João Batista.
Seu poder se manifesta na pedreira, é o Senhor da justiça. Seu símbolo é o machado de duas faces, significando que o machado tanto protege seus filhos das injustiças como os punem quando as cometem, bem como, a Estrela de 6 pontas cujo símbolo é em si o poder equilibrador do Universo. Nas muitas imagens de Xangô, ao seu lado sempre aparece um leão, que significa a justiça.
Xangô = São Jerônimo (São João Batista, São Pedro) COR: marrom Saudação: Kaô-Kabeciliê
AMALÁ: 7 velas marrons e 7 velas brancas, cerveja preta (mesmo [principio já explicado para Ogum e Oxóssi), camarão, quiabo, fitas marrom escuro e branca. Local de entrega: na pedreira ou sobre uma pedra grande e bonita, tabém sobre uma pedra ao lado de uma cascata ou cachoeira.
ERVAS: (Banho de descarrego): Folhas de Limoeiro – Erva Moura – Erva Lírio – Folhas de Café – Folhas de Mangueira – Erva de Xangô.
Lenda de Xangô
"Quando Deus Criou os Estados exteriores da Criação, o primeiro foi o vazio (Exu), o segundo estado foi o Espaço em si mesmo (Oxalá) e o terceiro Estado da Criação exterior foi o equilíbrio de tudo e de todos (Xangô).
Como em Olorum, não se pode dizer quem foi o primeiro a ser exteriorizados nós umbandistas preferimos amá-los e ponto final.
Tudo trata-se de ângulos de visões religiosas, pois o poder de Olorum que equilibra todo o Universo que faz par com o estado purificador (Kali-yê), é chamado de Xangô na religião umbandista, ou seja, na Umbanda não o adoramos como um deus com características humanas, mas sim, como o poder equilibrador de Olorum manifestado em seu exterior. "
História de São Jerônimo
"São Jerónimo, Jerônimo na ortografia brasileira, (Strídon, cerca de 347 — Belém, 30 de setembro de 419/420), de seu nome completo Eusebius Sophronius Hieronymus, é conhecido sobretudo como tradutor da Bíblia do grego antigo e do hebraico para o latim.
É o padroeiro dos bibliotecários e dos tradutores.
A edição de São Jerónimo, a "Vulgata", é ainda o texto bíblico oficial da Igreja Católica Romana, que o reconhece como Padre da Igreja (um dos fundadores do dogma católico) e ainda doutor da Igreja.
Nasceu em Strídon, na fronteira entre a Panónia e a Dalmácia (motivo pelo qual também é chamado de Jerónimo de Strídon), no segundo quarto do século IV e faleceu perto de Belém, em sua cela, próximo à gruta da Natividade. A Vulgata foi publicada cerca de 400 d.C., poucos anos depois de Teodósio I ter feito do Cristianismo a religião oficial do Império Romano (391)."
Oxalá tem poder supremo sobre a Terra e todos os assuntos espirituais do universo, estando presente em toda e qualquer ação, pensamento ou trabalho positivo.
É o Orixá da paz interior e sua vibração age por todo o corpo em especial na parte psíquica. Seus elementos são a atmosfera, o ar, o céu.
“O Natal começou no coração de Deus. Só está completo quando alcançar o coração do homem.”
Na Umbanda, religião nascida no Brasil, apenas mudando o nome, Jesus Cristo é Oxalá. Nela comemoramos o Natal com Oxalá, criando assim um ambiente de boas energias, atraindo a vibração de Oxalá para renovar e fortalecer nossas energias.
As vibrações que recebemos no dia de Oxalá - 25 de Dezembro - nos limpam de energias indesejáveis, que possam ter nos influenciado durante o ano que se finda, e nos preparam para o Ano Novo que se aproxima.
É hora de renovar nossas energias, espirituais e psíquicas, nos preparando para as conquistas que vamos alcançar no ano que vai nascer.
Preparando sua casa
O recomendado é na véspera do Natal é preparar sua casa para receber a vibração positiva emanada por Oxalá.
Para harmonizar o ambiente, o ideal é que antes de começarmos a receber as pessoas, para as comemorações natalinas, incensemos o ambiente. Lembre-se de que um dos presentes recebidos por Jesus em seu nascimento foi o incenso. No mais, queimar incenso é uma das formas mais simples e eficazes de purificar a energia de qualquer local.
Use aromas agradáveis, leves e suaves, nada com cheiro muito forte que pode até provocar enjoo, crises de espirro ou até dor de cabeça em algumas pessoas. O elemento de Oxalá é o ar, por isso sua vibração flui melhor em lugares com aromas leves; sutis, nada em excesso, para que haja harmonia com a natureza.
A quantidade não importa, o importante é utilizar os elementos certos, sem exagero, e preparar tudo com amor e carinho.
Aromas
Incenso de rosas brancas, benjoim, sândalo branco, mirra, alecrim, alfazema e guiné são alguns dos mais recomendados. eles são compostos por materiais aromáticos, bióticos, que harmonizam perfeitamente com a ocasião; com a vibração de Oxalá.
O "incenso" refere-se à substância em si, mais do que o cheiro que ela produz. Ele é usado em cerimônias religiosas, rituais de purificação, aromaterapias , meditação, para a criação de um estado de espírito, e para mascarar algum mau odor. O uso do incenso se originou no Antigo Egito, onde as resinas de goma e resinas oleosas de árvores aromáticas foram importadas das costas da Arábia e Somália para serem usadas em cerimônias religiosas.
Outra sugestão, se você puder dispor de um turíbulo ou defumador, é usar alecrim seco para fazer uma defumação em todos os cômodos de sua casa. Além do alecrim: benjoim, arruda, alfazema e guiné também são uma boa pedida. Defume os quatro cantos e o centro de cada ambiente, sempre vindo da parede de trás em direção a porta.
Comece pelos cômodos do fundo da casa ou apartamento e caminhando para a entrada, onde deve aguardar esfriar e apagar por completo o braseiro e depois despachar no lixo. Se prefere mesmo usar o incenso proceda da mesma forma. Incensar e defumar é a mesma coisa.
Que tal tomar um banho de descarrego?
Você também pode tomar um banho de descarrego de Oxalá. Para fazer o banho use, sempre em número ímpar, qualquer uma das seguintes evas:
Rosa branca, Guiné, Poejo, Camomila, Chapéu de Couro, Erva de Bicho, Cravo, Coentro, Gerânio Branco, Arruda, Erva Cidreira, Erva de S. João, Alecrim do Mato, Hortelã, Alevante, Boldo (Erva de Oxalá), Folhas de Girassol, Folhas de Bambu, Flores Brancas em geral.
Uma dica boa, para escolher quais ervas usar em seu banho, é usar dentre as ervas citadas primeiro as que você tiver mais fácil acesso e depois as quais você mais sentir afinidade. Use as ervas sempre em número ímpar (1,3,5,7,9...). Use sempre sua intuição, não tenha dúvidas de que ela é um eficiente canal de comunicação com o mundo espiritual.
No preparo podemos optar por fazer uma infusão, se forem ervas secas, ou macera-las em água se as ervas forem verdes, vai da escolha de cada um. Use sempre água bem limpa, de rio lajeado, fonte natural, mineral, filtrada, da torneira, tanto faz desde que seja cristalina e inodora. Depois de preparar o banho de descarrego, coe, coloque em uma vasilha e reserve.
Após o banho de asseio, seque o corpo normalmente, em seguida derrame gentilmente o banho de descarrego na parte frontal de seu corpo, do pescoço para baixo e depois deixe secar naturalmente, se quiser pode inclusive já se vestir logo em seguida, mesmo com o corpo molhado pelo banho de descarga.
Amalá, a oferenda para Oxalá
As oferendas para agradar aos Orixás são muito populares no Brasil, e na época do Natal é o momento certo de fazer aquele agrado especial para Oxalá. Na Umbanda essa oferenda é conhecida por Amalá, que é uma entrega de elementos para que o Orixá possa trabalhar em nosso auxílio. Normalmente é ofertada comida, bebida, vela e demais elementos para o Orixá.
É importante você ter certeza de que está entregando, através no Amalá, os elementos correspondentes ao Orixá. Os elementos entregues criam um campo de força que gera a energia necessária para que os espíritos trabalhem, nos planos espirituais, psíquicos e materiais, em benefício do pedido.
Lembre-se, a quantidade não importa. O importante é entregar os elementos certos e preparar tudo com amor e carinho. Quando acendemos uma vela ao Orixá, nós criamos um campo de força, entrando em sintonia com a energia cósmica do Orixá e espíritos benfazejos que o servem.
Os elementos do Amalá são: 14 velas brancas, água mineral, canjica branca dentro de alguidar de louça branca e flores brancas. O local da entrega, para você deitar seu Amalá, deve ser um lugar bonito e cheio de paz, como uma colina descampada, ou junto de uma entrega para Iemanjá, na praia.
Para sua segurança, sempre que for fazer uma entrega leve alguém conhecido, para ficar de olho ao redor enquanto você se concentra na sua oferenda. Assim você pode se concentrar melhor e deitar o Amalá com tranquilidade.
Outra coisa, o Santo recebe a entrega, as velas queimam, as bebidas evaporam, as flores se reintegram à natureza... Não deixe lixo no local em que fizer sua entrega! Quando for escolher os elementos que vai usar use sempre materiais biodegradáveis.
Recebendo Oxalá com velas, flores e uma casa perfumada
Distribua velas brancas na decoração da mesa, para iluminar a ceia e dar um toque mágico ao seu Natal. Use sua criatividade e bole arranjos misturando flores, folhas de pinheiro, galhos, etc. Deixe tudo perfeito para que sua noite de Natal seja de muita Luz. Se desejar usar outras cores de velas veja as dicas aqui.
Sempre é bom colocar um copo ou taça com água ao lado da vela, como quando acendemos uma vela para nosso Anjo-da-Guarda. Nunca deixe cigarros ou bebidas alcólicas próximos as velas que você acende dentro da sua casa, assim você evita atrair energias indesejáveis.
Para manter perfumada sua recepção de Natal, deixando o ambiente leve, receptivo, cheiroso, a dica é utilize aromatizadores. Para a ocasião são recomendadas essências como: aloés, almíscar, lírio, rosa, alecrim ou jasmim, ou ainda novamente os incensos, especialmente nos banheiros. Só não exagere, para não deixar o ambiente com odor muito carregado... Veja aqui quais são os Óleos Essenciais mais populares e suas propriedades místicas.
As flores brancas são perfeitas para a decoração de Natal, pois, além de serem as preferidas de Oxalá, purificam a energia do ambiente, ao tempo que atraem energias espirituais positivas e afastam energias negativas, trazendo ainda mais leveza à sua festa.
Estando tudo pronto, recite uma oração ao divino pai Oxalá, convidando-o à sua ceia, para que adentre ao seu lar. Peça por proteção e paz em seu Natal, rogue por bençãos sem fim para você, para sua família e seus entes queridos. Também existe uma tradição, adotada por muitas famílias, e que é do agrado de Oxalá, o de preparar um bolo, para cantar parabéns para Jesus Cristo antes da Ceia de Natal. Axé!
Oração de Natal com Oxalá
"Peço Vossa presença neste Natal! Oxalá abençoa minha casa com equilíbrio e paz. Que todos que visitarem minha casa sintam Sua presença calma e serena. Ilumina este ambiente para que todos que aqui venham sintam-se em harmonia com o Criador. Que assim seja!"
Oxalá é o Orixá criador do mundo e da espécie humana, sincretizado com Jesus Cristo, pode-se dizer que representa a santíssima trindade cultuada pela Igreja Católica. No Candomblé apresenta-se de duas maneiras: moço – chamado Oxaguian, e velho – chamado Oxalufan. Na Umbanda Oxalá é cultuado sem desdobramentos, como Orixá Maior, absoluto, abaixo somente de Zambi, o Deus supremo e inatingível. A cor de Oxaguiam é o branco levemente mesclado com azul, a de Oxalufam é somente branco. O dia consagrado para ambos é a sexta-feira. A saudação para louvar o Pai Oxalá é:
Oxalá é cultuado na Umbanda, Quimbanda, Omolokô, Candomblé, dentre outras religiões de matriz africana, como o maior e mais respeitado de todos os Orixás. Oxalá simboliza a paz, é calmo, sereno, pacificador; é o criador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertence o olho que tudo vê. Os filhos de Oxalá, ou seja, as pessoas que têm este Orixá como pai-de-cabeça, são calmas, responsáveis, reservadas e de muita confiança. Seus ideais são levados até o fim, mesmo que todas as pessoas sejam contrárias a suas opiniões e projetos. Os filhos de Oxalá têm um forte espírito de liderança e tem fama de não gostarem de ser contrariados. São muito dedicados, caprichosos e prezam manter sempre tudo em ordem, com limpeza, beleza e carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitados, afinal se dá o que se recebe. Oxalá tem sincretismo com o Senhor do Bonfim na Bahia, ou seja, Jesus Cristo. Isso aconteceu, acredita-se, devido ao fato de os jesuítas terem imposto a fé cristã aos africanos trazidos como escravos ao Brasil, bem como as nações indígenas naturais de nosso país, houve então esta associação natural com a imagem do Santo Católico como forma de resistência a conversão forçada. Por este mesmo motivo existe a crença na qual as datas dos festejos dos Orixás, coincidem com as dos Santos católicos. As imagens dos Santos confundem-se hoje com as dos Orixás, não se sabendo onde começa um, e onde termina o outro. Porém, dentro do Terreiro, ao som dos atabaques, quem incorpora são os Orixás. Pode-se puxar um ponto usando-se, por exemplo, o nome de São Jorge, mas quem monta no "cavalo" é Ogum. As imagens católicas são cultuadas como Orixás, baseados em seus elementos, como: a Luz de Oxalá, a água salgada de Yemanjá, o ferro de Ogum, a água doce de Oxum, as matas de Oxóssi, a pedra de Xangô, as chuvas, ventos e tempestades de Yansã. Os Orixás também são cultuados nos assentamentos, local no qual é colocada uma parte da essência do médium e parte da essência do Orixá no momento do Amassí. A vibração natural de Oxalá é a Fé, primeira razão do movimento do Universo, campo de atuação primeiro regendo a religiosidade dos seres. A vibratória cósmica originária de Oxalá é de natureza elemental cristalina, cuja presença se encontra em todas as outras vibrações cósmicas ancestrais. Segundo textos antigos o significado do nome Cristo significa cristal, ou cristalino; esta é a referência de todos os mestres da luz que encarnaram na matéria para guiar a humanidade. Suas ondas magnetizadoras despertam a ética e iluminação filosófica nos seres, ou seja a base das religiões, algumas dessas ondas chegam até os nossos olhos cruzadas, fator que tornou o símbolo da cruz como referência ao mestre Jesus Cristo.
"Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensarás publicamente. E, orando, não useis de vãs repetições, como os genitos, que pensam que por muito falarem serão ouvidos".Mateus 6:6,7
OXÁGUIAM OXALÁ OXALUFAN SENHOR DO MUNDO
ALMA DE CRISTO
"Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas escondei-me.
Não permitais que eu me separe de vós.
Do espírito maligno defendei-me.
Na hora da passagem, chamai-me.
E mandai-me ir para vós.
Para que com os vossos santos vos louve
Por todos os séculos dos séculos.
Que Assim Seja!"
"Alegrai-vos na esperança, sede paciente na tribulação, perseverai na oração;"Romanos 12:12
Prece de Cáritas
"Deus, nosso Pai, que sois todo poder e bondade.
Dai a força aqueles que passam pela provação.
Dai a luz aquele que procura a verdade.
Ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.
Deus! Daí ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai! Daí ao culpado o arrependimento, ao Espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai. Senhor! Que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes. Piedade Senhor, para aqueles que não Vos conhecem, esperança para aqueles que sofrem. Que Vossa bondade permita aos Espíritos consoladores, derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé. Deus! Um raio, uma faísca de Vosso divino amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor. Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos de braços abertos. Ó poder! Ó bondade! Ó beleza! Ó perfeição! e queremos de alguma sorte merecer a Vossa misericórdia.
Deus! Dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós, dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão, dai-nos a simplicidade que fará das nossas almas um espelho onde há de se refletir a Vossa divina imagem. Que Assim Seja."
Para Alcançar os Doze Frutos
"Espírito Santo, amor eterno do Pai e do Filho, dignai-vos conceder-me os vossos doze frutos: o fruto da caridade, que me uma inteiramente convosco pelo amor; o fruto do gozo, que me encha de santa consolação; o fruto da paz, que produza em mim a tranqüilidade de alma; o fruto da paciência, que me faça sofrer tudo por amor de Jesus e Maria; o fruto da benignidade, que me levem a socorrer de boa vontade às necessidades dos que sofrem; o fruto da bondade, que me torne benfazejo e clemente a todos; o fruto da longanimidade, que me faça esperar com paciência em qualquer demora; o fruto da brandura, que me faça suportar com toda a mansidão o que o próximo tem de incômodo; o fruto da fé, que me faça crer firmemente na palavra de Deus; o fruto da modéstia, que regule todo o meu exterior; enfim os frutos da continência e castidade, que conservem minhas mãos inocentes e o meu coração limpo e imaculado.
Espírito divino, fazei que minha alma seja para sempre a vossa morada e o meu corpo o vosso sagrado templo. Habitai em mim e ficai comigo na terra para que eu mereça ver-vos eternamente no reino da glória. Que Assim Seja."
PRECES QUOTIDIANAS
Pai Nosso
"Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o Vosso nome; venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Amém."
Credo
"Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na Fé em Oxalá, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Que Assim Seja."
Ao Divino Espírito Santo
"Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da terra. Amém."
Oxalá = Jesus Cristo
COR: branca ♡ DIA DA SEMANA: Sexta-feira ♡ SAUDAÇÃO: Oxalá Babá! ♡
AMALÁ: 14 velas brancas, água mineral, canjica branca dentro de alguidar de louça branca, fitas e flores brancas. O local de entrega deve ser muito bonito e cheio de paz, como uma colina limpa, no local mais alto de uma cachoeira ou junto de uma entrega para Iemanjá, na praia.
ERVAS (Banho de descarrego): Poejo – Camomila – Chapéu de Couro – Erva de Bicho - Cravo – Coentro – Gerânio Branco – Arruda – Erva Cidreira – Era de S.João – Alecrim do Mato – Hortelã -Alevante – Erva de Oxalá (Boldo) – Folhas de Girassol – Folhas de Bambu.
Lenda de Oxalá
segundo o Candomblé
Olodumaré entregou a Oxalá o saco da criação para que ele criasse o mundo. Porém essa missão não lhe dava o direito de deixar de cumprir algumas obrigações para outros Orixás e Exu, aos quais ele deveria fazer alguns sacrifícios e oferendas. Oxalá se pôs a caminho apoiado em um grande cajado, o Paxorô. No momento que deveria ultrapassar a porta do além, encontrou-se com Exu que, descontente porque Oxalá se nega a fazer suas oferendas, resolveu vingar-se, provocando em Oxalá uma sede intensa. Oxalá não teve outro recurso senão o de furar a casca de um tronco de um dendezeiro para saciar sua sede. Era o vinho de palma o qual Oxalá bebeu intensamente, ficou bêbado, não sabia onde estava e caiu adormecido. Apareceu então Olófin-Odùduà que vendo o grande Orixá adormecido roubou-lhe o saco da criação e em seguida foi a procura de Olodumaré, para mostrar o que teria achado e contar em que estado Oxalá se encontrava. Olodumaré disse então que "se ele está nesse estado vá você Odùduà, vá você criar o mundo". Odùduà foi então em busca da criação e encontrou um universo em água, e aí deixou cair do saco o que estava dentro, era terra. Formou-se então um montinho que ultrapassou a superfície das águas. Então ele colocou a galinha cujo os pés tinham cinco garras, ela começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície da água, onde ciscava, cobria a água e a terra foi alargando cada vez mais, o que em Iorubá se diz IlÈnfè expressão que deu origem ao nome da cidade Ilê Ifé. Odùduà ali se estabeleceu, seguido pelos outros Orixás e tornou-se assim o rei da terra. Quando Oxalá acordou, não encontrou mais o saco da criação. Despeitado, procurou Olodumaré, que por sua vez proibiu, como castigo a Oxalá e toda sua família, de beber vinho de palma e de usar azeite de dendê. Mas como consolo lhe deu a tarefa de modelar no barro o corpo dor seres humanos, nos quais ele, Olodumaré insuflaria a vida."
FUNDAMENTOS
OXALÁ é o detentor do poder procriador masculino. Todas as suas representações incluem o branco. É um elemento fundamental dos primórdios, massa de ar e massa de água, a protoforma e a formação de todo o tipo de criaturas no AIYE e no ORUN.
Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do Panteon Africano. Simboliza a paz e o pai maior nas nossas nações na Religião Africana. Tem diversas representações como velho ou moço. É calmo, sereno, pacificador, é o criador, portanto respeitado por todos Orixás e por todas as nações. A Oxalá pertencem os olhos que vêem tudo. Sua cor é branca, sua conta é 8, 16, 32. No Rio Grande do Sul seu dia da semana é domingo e quarta feira Oxalá moço. Sua saudação é: Epaê Babá!
ARQUÉTIPO
As pessoas de Oxalá são calmas, responsáveis, reservadas e de muita confiança. Seus ideais são levados até o fim, mesmo que todas as pessoas sejam contrárias as suas opiniões e projetos. Gostam de dominar e liderar as pessoas. São muito dedicados, caprichosos, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza e carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitados.
Nanã é a mãe primeira de toda humanidade, conforme a lenda o homem após várias tentativas de usar diversos materiais, foi feito do barro «lodo primordial das matérias na crosta terrestre», e soprado a vida em suas narinas por Oxalá, sendo que a única restrição de Nanã foi para quando este homem morresse a sua matéria seria devolvida aos seus domínios. É sincretizada com Sant’Ana; a avó de Jesus , dona das águas paradas, das chuvas e dos pântanos, ela decanta em seus domínios toda as matérias impuras dos homens, preparando assim a limpeza do espírito para próxima reencarnação.
É um Orixá feminino de origem daomeana; dependendo da região e do dialeto Nanã é conhecida por uma série de nomes, entretanto em Dahomey «hoje Benin, país da região ocidental da África», mais especificamente na cidade de Domê onde está localizado seu principal templo, é conhecida como Nanã Buruku ou Nanã Burukê.
Ela representa o dogbê «vida» e a doku «morte». Segundo conta a lenda Nanã acolhe em seu ventre os ghedes «mortos» e os prepara para o leko «renascimento». Essa dualidade é representada por Nanã nos pântanos e águas profundas, seus domínios, nos quais a mistura da água «vida» e da terra «morte», forma o lodo. O pântano, o lodo ou a lama, foi o local escolhido por Nanã como local de aglutinação de sua vibratória cósmica original aqui na Terra. O elemento de Nanã serve como um portal entre as dimensões dos encarnados e a dos desencarnados.
Nanã Burukê é uma Orixá ancestral e aparece em diversos mitos como co-criadora do mundo «no mesmo patamar de Oxalá e de Olorum». É uma das esposas de Oxalá «ao lado de Iemanjá» e em muitas regiões brasileiras recebe o carinhoso apelido de Vovó. Tem como atributos a fecundidade, a riqueza e o ciclo de morte e renascimento. Conhecida como "Senhora dos Pantanos", Nanã é a Grande Mãe, responsável pelo sopro da vida e consequentemente a morte. Seu domínio é a lama, mistura de terra e água que simboliza a origem da vida. No sincretismo religioso, está associada a Santa Ana, mãe de Maria.
Nanã sempre conduz os seres humanos com muita seriedade, justiça e determinação. Seus cânticos são súplicas para que a morte seja mantida afastada e que a vida seja preservada. Nanã está sempre no principio de tudo, estando ligada ao aspecto da formação das questões humanas, de um indivíduo e sua essência; é relacionada também, frequentemente, aos abismos, tomando então o caráter do inconsciente, dos atavismos humanos. O Axé da vibratória cósmica original de Nanã ainda pode ser encontrado no uso das cerâmicas, iniciado durante o período neolítico, momento em que o homem começou a se desenvolver culturalmente.
No Brasil, os escravos africanos introduziram com muito êxito suas divindades, como a Deusa Nanã, Oyá, Oxum, dentre outras de matriz africana. Essas religiões, originárias no continente mãe, incluem a possessão por parte dos deuses, conhecida popularmente como incorporação. Quando Nanã se manifesta é saudada pelos gritos de Salúbã!
O culto de iniciação dos "filhos" de Nanã, no Candomblé, requer uma série de cuidados especiais, tanto aqui no Brasil como na África. Durante um período é necessário abster-se de sexo, bebidas alcoólicas, qualquer tipo de droga ou vício. Nesse período são realizados vários "ebós" na casa do santo. Na África as mulheres menstruadas são impedidas de entrar em seu templo ou fazer comida de santo. Segundo a tradição do Candomblé, Nanã fala que a bogami «menstruação» é sangue impuro, proibindo as mulheres de cozinharem para seus maridos quando estiverem menstruadas.
Nanã Buruku
Nanã Buruku está associada com as Onze Energias cósmicas e é íntima delas compreendidas na religião da Umbanda. É denominada como a "Avó de todos os Orixás". Nada acontece sem que ela tenha conhecimento, sempre presente, desde a criação incessante do universo até o desenrolar contínuo da atividade existencial de todos os seres e elementos que compõem o organismo vivo do nosso planeta. Soma-se com outras Energias para, juntas, comporem a forma mais sutil e perspicaz Orixá: Oxumaré que personifica a curva do arco-íris.
Na Umbanda, Nanã é configurada pelos fiéis e "filhos de cabeça" como sendo fisicamente uma senhora sempre curvada pelo peso das eras e cujo rosto nunca é visto, porque está sempre encoberto. Sua imagem está projetada na figura de um devoto que canta e dança em seu louvor, mimeticamente, como se embalasse uma criança. Outras vezes com as mãos juntas como se socasse um pilão. Sua postura em muito se parece com o orixá Omolú «Abaluaiê» com o qual parte e reparte suas próprias vibrações preferenciais e idiossincrásicas.
É conhecida também por: Bukuú «Togo», Naná Buluku «Benin, ex-Daomé», Borokô «candomblés de caboclo», Tobossi «fantiashanti», Kerê-Kerê «Angola e Congo» e mais as variantes Naná, Nanã, Nanã Buruquê, Buruku, Ananburuquê, Anaburuku, Naná Buku, Naná Brukung e, na língua yoruba como Nanã Buruiku.
Mitologia Fon
Na mitologia Fon, Nanã Buruku, ou Buluku, gerou os gêmeos Lisa e Mawu. Mawu era a Lua, que teve força ao longo da noite e viveu no oeste. Lisa era o Sol, que fez sua morada no Leste. Quando existia um eclipse dizia-se que Mawu e Lisa estavam fazendo amor. Mawu-Lisa criaram todo o Universo e os Voduns juntos. Eles eclipsaram várias vezes e tiveram no total sete casais de gêmeos «sempre um masculino e o outro feminino». Mawu e Lisa chamaram seu filhos e os enviaram à Terra como os primeiros habitantes e para que esses os ajudassem a governar a Terra, deram a cada um uma atribuição. Os principais Voduns são: Loko – Gu – Heviossô – Sakpatá – Dan – Agbê – Águé – Ayizan – Agassu - Legba e Fa.
Com o nascimento desses filhos, Nana criou a dualidade que daria o equilíbrio ao mundo e aos seres viventes. Mawu é o princípio feminino, a fertilidade, a suavidade, a compreensão, a ponderação, a reconciliação e o perdão. Já Lisa é o princípio masculino, o julgador, a impaciência, a força cósmica que castiga os homens errados e os corrige, a seriedade. Ele está sempre atento para que as leis de Mawu sejam cumpridas. Os fons, ao chegarem no Brasil, eram chamados de "Jejes", implantaram aqui o seu culto, baseado na rica, complexa e elevada Mitologia Fon. Sua entrada no em nosso país ocorreu em meados do século XVII.
Lendas
Existe uma série de lendas conhecidas, outras não, sobre esta Orixá ancestral. Diz a primeira lenda que, quando Olorum «Deus» encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, Oxalá tentou vários caminhos. Tentou fazer o Homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o Homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o Homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada. Foi então que Nanã veio em seu socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é Nanã. Oxalá criou o Homem, o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos Orixás povoou a terra.
Mas tem um dia que o homem tem que morrer. O seu corpo tem que voltar a terra, voltar a natureza de Nanã. Nanã deu a matéria no começo, mas quer de volta no final tudo o que é seu.Essa lenda descreve a natureza de Nanã como a Grande Mãe de onde tudo nasce e tudo retorna.
Outra lenda conta que Nanã foi conquistar o reino de Oxalá e acabou sendo conquistada por ele. Entretanto, o Orixá amava muito sua esposa, Yemanjá, e jamais se envolveria com Nanã. Essa então, o embriagou e o seduziu, engravidando. Desse ato adúltero nasceu Obaluaiê, uma criança muito feia e deformada que foi abandonada no mar. Yemanjá o encontrou meio morto e todo mordido por caranguejos e o cuidou até que ficasse curado. Para esconder as cicatrizes que permaneceram em seu corpo, ele foi coberto de palha. Assim cresceu Obaluaiê, sempre coberto por palhas, escondendo-se das pessoas, taciturno e compenetrado, sempre sério e até mal-humorado.
Um dia, caminhando pelo mundo, sentiu fome e pediu às pessoas de uma aldeia por onde passava que lhe dessem comida e água. Mas as pessoas, assustadas com o homem coberto desde a cabeça com palhas, expulsaram-no da aldeia e não lhe deram nada. Obaluaiê, triste e angustiado saiu do povoado e continuou pelos arredores, observando as pessoas.
Durante este tempo os dias esquentaram, o sol queimou as plantações, as mulheres ficaram estéreis, as crianças cheias de varíola, os homens doentes. Acreditando que o desconhecido coberto de palha amaldiçoara o lugar, imploraram seu perdão e pediram que ele novamente pisasse na terra seca. Ainda com fome e sede, Obaluaiê atendeu ao pedido dos moradores do lugar e novamente entrou na aldeia, fazendo com que todo o mal acabasse. Então homens o alimentaram e lhe deram de beber, rendendo-lhe muitas homenagens. Foi quando Obaluaiê disse que jamais negassem alimento e água a quem quer fosse, tivesse a aparência que tivesse.
Chegando à sua terra, Obaluaiê encontrou uma imensa festa dos Orixás. Como não se sentia bem entrando numa festa coberto de palhas, ficou observando pelas frestas da casa. Neste momento Yansã, a deusa dos ventos, o viu nesta situação e, com seus ventos levantou as palhas, deixando que todos vissem um belo homem, já sem nenhuma marca, forte, cheio de energia e virilidade e dançou com ele noite adentro. A partir deste dia, Obaluaiê e Yansã-Balé se uniram contra o poder da morte, das doenças e dos espíritos dos mortos, evitando desgraças aconteçam aos homens.
Essa lenda nos aconselha a nunca negar auxílio, qualquer que seja, às pessoas que nos procuram. Além disso, nos diz para termos esperança, pois "não há mal que sempre dure..." e sempre há um recomeço, mesmo após um grande e penoso sofrimento.
Já outra lenda do Candomblé afirma que Nanã era esposa de Ogum e ocupava o cargo de juíza no Daomé. Só julgava os homens, sendo muito respeitada pelas mulheres que eram consideradas deusas. Ela morava numa bela casa com jardim. Quando alguém apresentava alguma reclamação sobre seu marido, ela amarrava a pessoa numa arvore e pediu aos eguns para assustá-la. Certa noite, Yansã reclamou de Ogum e ele foi amarrado no jardim. A noite, conseguiu escapulir e foi falar com Ifá. A situação não podia continuar e, assim, ficou acertado que Oxalá tiraria os poderes de Nanã.
Ele se aproximou e ofereceu a ela suco de igbin, um tipo de caramujo. Ao beber o preparado, Nanã adormeceu. Oxalá então se vestiu de mulher e, imitando o jeito de Nanã, pediu aos eguns que fossem embora de seu jardim para sempre. Quando Nanã acordou e percebeu o que Oxalá tinha feito, obrigou-o a tomar o mesmo preparado de igbin e seduziu o Orixá. Oxalá saiu correndo e contou para Ogum o que havia acontecido. Indignado, este cortou relações com Nanã. E é por isso que nas oferendas a Nanã não é usado nenhum objeto de metal.
Existe ainda outra lenda, originada também na África, segundo a qual, durante uma reunião os Orixás aclamaram Ogum como o mais importante deles. Nanã, não se conformando em ser derrotada por ele, assumiu que não mais usaria os utensílios de metal criados pelo Orixá guerreiro «escudos e lanças de guerra, facas e setas para caça e pesca». Seria por este motivo a recusa de Nanã em aceitar oferendas em que se apresentem objetos de metal. Essa lenda vem ao encontro à tese de alguns historiadores, que afirmam ser a origem do nome, da Deusa Nanã, anterior a Idade do Ferro.
Disputa entre Nanã Buruku e Ogum
por Pierre Fatumbi Verger*
"Nanã Buruku é uma velhíssima divindade das águas, vinda de muito longe e há muito tempo. Ogum é um poderoso chefe guerreiro que anda sempre à frente dos outros Imalés. Um dia eles vão a uma reunião. É a reunião dos duzentos Imalés da direita e dos quatrocentos Imalés da esquerda. Eles discutem sobre os seus poderes. Eles falam muito sobre Obatalá, aquele que criou os seres humanos. Eles falam muito sobre Orunmilá, o senhor do destino dos homens.Eles falam sobre Exu:
-"Ah! É um importante mensageiro!"
Eles falam muita coisa a respeito de Ogum. Eles dizem:
-"É graças a seus instrumentos que nós podemos viver. Declaramos que é o mais importante entre nós!"
Nanã Buruku contesta, então:
-"Não digam isso. Que importância tem, então, os trabalhos que ele realiza?"
Os demais Orixás respondem:
-"É graças a seus instrumentos que trabalhamos pelo nosso alimento. É graças a seus instrumentos que cultivamos os campos. São eles que utilizamos para esquartejar os animais".
Nanã concluiu que não renderá homenagem a Ogum
-"Porque não haverá um outro Imalé mais importante?"
Ogum diz:
-"Ah!Ah! Considerando que todos os outros Imalés me rendem homenagem, me parece justo, Nanã, que você também o faça."
Nanã responde que não reconhece sua superioridade. Ambos discutem por muito tempo...
Ogum perguntando:
-"Você pretende que seja dispensável?".
Nanã garantindo que isto ela podia afirmar dez vezes
Ogum diz então:
"Muito bem! Você vai saber que sou indispensável para todas as coisas".
Nanã, por sua vez, declara que, a partir daquele dia, ele não utilizará, absolutamente nada, fabricado por Ogum e, ainda assim, poderá tudo realizar
Ogum questiona:
-"Como você o fará? Você não sabe que sou o proprietário de todos os metais? Estanho, chumbo, ferro, cobre. Eu os possuo todos".
Os filhos de Nanã eram caçadores. Para matar um animal eles passaram a se servir de um pedaço de pau, afiado em forma de faca, para esquartejá-lo. Os animais oferecidos a Nanã são mortos e decepados com instrumentos de madeira. Não se pode utilizar faca de metal para cortar sua carne, por causa da disputa que, desde aquele dia, opôs Ogum a Nanã".
*Lenda do livro "Lendas Africanas dos Orixás" de Pierre Fatumbi Verger, pgs. 62-64
Nanã, a Deusa
a partir do texto de Rosane Volpatto
Nanã é uma Deusa que nos remete às origens da raça humana, era muito provavelmente cultuada já na pré-história, período no qual não havia distinção alguma entre a Deusa que atrai a vida e a que atrai a morte, mas ambas se experimentam como uma unidade, através da Grande Mãe que engloba a totalidade da vida e da morte. A figura da Deusa transforma a experiência da morte em renascimento à outra dimensão. Foi na pré-história que surgiu a compreensão que certas sementes podiam ser convertidas em trigo e depois transformados em pão, e que certos animais, quando domesticados, poderiam prover leite e carne para alimentação e peles e ossos para roupas, adornos e ferramentas . Foi a época em que surgiu um novo espírito de cooperação consciente entre os seres humanos e a natureza.
Os povos deste período realizaram uma analogia de suas vidas com as das sementes que, plantadas na terra, incubavam e voltavam a emergir como grão verde ou dourado. Os rituais que evocavam o nascimento, que chorava a morte e que celebravam o renascimento da raiz mostram o quanto era vital essa analogia para a imaginação humana, pois situava a regeneração como o núcleo da vida. A fonte secreta da vida estava agora escondida nas profundezas da terra «útero da Deusa». Os seres humanos agora nascem dela, se alimentam dela e são acolhidos por ela.
As inumeráveis formas de cerâmica neolítica revelam o alcance imaginativo dos povos, que refletiam sobre o mistério do nascimento associando-o ao mais amplo mistério do nascimento de toda a vida mediante o "Corpo" da Deusa. As imagens da Deusa a mostram como o portal ou umbral através da qual penetra vida ou abandona esse mundo.
Toda a Grande Mãe - segundo Carl Jung - personifica o nosso inconsciente, portanto, um aspecto gerador, protetor e positivo, apesar do seu lado devorador e negativo. Todo o tipo de medo, como o medo da morte, do desconhecido, do novo, está ligado ao medo do inconsciente. O inconsciente, como a Grande Mãe, é a fonte primordial da criação, mas se o fascínio dela for forte demais, ela é o poder oculto que, em certas ocasiões, impede o livre desenvolvimento da comunicação normal. Mas, se encararmos essa realidade básica, podemos desistir de sermos tão agradáveis aos imperativos ideais do mundo patriarcal e atingirmos uma base sólida, de onde tudo isso parece irrelevante.
Dos tempos pré-históricos – por volta de trinta mil anos antes da era cristã - provém a Vênus Negra de Lespugue, entalhada numa presa de mamute, agora preservada no Musée de l'Homme, em Paris. Por ser anterior a uma época em que não existia conhecimento algum de agricultura, ela é mais do que terra, ela é a própria Vida. Em Tindari, na costa do Mediterrâneo no leste da Sicília, uma estátua negra da Nossa Senhora possui a inscrição: "nigra sum sed formoso", ou seja, "Sou negra, porém formosa", do Cântico de Salomão 1,5. A Virgem Negra também é encontrada na França, na Espanha, na Suíça e na Polonia. Alguns estudiosos dizem que as primeiras versões da Bíblia mostravam Asherah , a Deusa da Fertilidade, uma entidade poderosa e que seria a esposa de Deus.
Não poderia portanto ser essa Nossa Senhora negra a mais antiga das imagens da Deusa?
Há historiadores que postulam que da figura da Deusa Negra procedem todas as demais. Apesar de que a humanidade surgiu no noroeste da África, é possível que os temas dominantes que se repetem nos mitos e nos rituais de todo o mundo só se desenvolveram quando os povoadores já haviam trasladado à outras regiões. Historiadores negros do século XX, como John G. Jackson, afirmam que os povos africanos da costa foram consumados marinheiros e exploradores que levaram à Ásia, Europa, América e Oceania a cultura matriarcal da Deusa. Portanto, as virgens negras presentes na Europa, que são interpretadas como representantes da "lua escura" ou ainda, uma "escura faceta" psicológica da Deusa, não são mais do que vestígios da época em a Deusa era realmente negra.
É inegável a vastíssima contribuição da cultura africana na cultura, na religião e nos costumes aqui do Brasil. Nada mais fácil sentir essa contribuição no que tange as religiões que hoje são afro-brasileiras. Deusas como Yemanjá, Yansã, Oxum, Nanã entre muitas outras também importantes, são muito populares em nosso meio, mas sempre é bom acrescentarmos um pouco mais de conhecimento sobre elas. Sem nos atermos em questionamentos religiosos, essas Deusas Mães, estão presentes e ativas em nossas vidas, para não nos deixar esquecer que o melhor dos caminhos é o do coração e o da fé. Todas elas simbolizam a força maior, a fagulha divina dentro de nós, a energia que flui dos próprios processos da vida e do viver.
Esse conceito da Deusa como processo de vida conduz a outro aspecto da espiritualidade feminina contemporânea, observado entre muitos grupos e indivíduos. Trata-se do sentido da conexão direta com a vida. Muitos são os que pensam que não estamos no topo da natureza, e sim, "somos" a natureza. Esse senso de Unidade, aflora constantemente em conversas e escritos. Isso nos ajuda a compreender que aquilo que poderíamos considerar simplesmente como compaixão ou apoio ou simpatia é o resultado do sentir, intuitivo, dessa ligação direta com a unidade. Essa sensação de Unidade com toda a vida leva muitas mulheres, de forma bastante natural, a uma compreensão direta do motivo pelo qual o sexismo, o racismo e outros "ismos" que criam uma sensação de separação, de "nós e os outros", realmente não fazem sentido.
Dia da semana: sábado ~ Festa: 26/07 ~ Sincretismo:Santa Ana ~ Cor: roxo ou branco com traços azuis ou roxos ~ Partes do corpo: protege a barriga, útero, a parte genital feminina e as mulheres gestantes ~ Comida: Mugunzá; Ebô ~ Símbolo: Ìbírí (feixe de nervura de dendezeiro envolto, que carrega na mão, com uma das pontas voltada para baixo, simbolizando a vida que retorna) ~ Saudação: Salubã Nanã! ("Dona do pote da Terra!") ~ Comando da falange de Nanã: Cabocla Janaína ~ Representação no ponto riscado: uma cruz ~ Amalá: caruru sem azeite e bem temperado ~ Planeta regente: Lua (no quarto crescente) e Mercúrio ~ Ervas para banho e defumação: agapanto lilás, avenca, cipreste, manacá, quaresma, alfavaca, mariazinha, mãe-boa, sempre-viva roxa, erva de passarinho, cajá, mutamba, dama da noite, entre outras ~ Flores: as que tenham preferencialmente a tonalidade lilás ou roxa ~ Frutos: melão, melancia, abacaxi, banana da terra, graviola, pêssego, jaca, maçã, entre outras ~ Bebidas: Água da chuva, suco das frutas acima mencionadas, bebida feita com ervas e folhas do próprio Orixá e champanhe ~ Local preferido: Nas nuvens ou na junção das águas da chuva com o lodo, solo barrento, pantano e águas profundas onde a luz natural não penetra.
Arquétipo: As filhas e filhos de Nanã são conservadores e presos aos padrões convencionais estabelecidos pelos homens. Passam aos outros a aparência de serem calmos, mudando rapidamente de comportamento, tornando-se guerreiros e agressivos; quando então, podem ser perigosos, o que assusta as pessoas. Levam seu ponto de vista às últimas consequencias, tornando teimosia. Quando mães, são apegadas aos filhos e muito protetoras. São ciumentas e possessivas. Exigem atenção e respeito, são pouco alegres e não gostam de muita brincadeira. Os filhos deste grande Orixá são majestosos e seguros nas ações e procuram sempre o caminho da sabedoria e da justiça.
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