"Eu sou tudo o que foi, é, e será, e meu véu nenhum mortal levantou até agora."
~Inscrição no antigo templo da Deusa Ísis, em Saís, capital do Antigo Egito durante a XXIV dinastia.
Osíris entrega a Ísis o 'Ank', símbolo da vida eterna
14 de maio, na mitologia egípcia, é Dia de Ísis; ocasião em que era comemorado o encontro dessa deusa com os restos mortais de seu amado Osíris. Ísis (em egípcio: Auset) foi uma deusa da mitologia egípcia, cuja adoração se estendeu por todas as partes do mundo greco-romano.
Foi cultuada como modelo da mãe e da esposa ideais, protetora da natureza e da magia. Era a amiga dos escravos, pescadores, artesãos, oprimidos, assim como a que escutava as preces dos opulentos, das donzelas, aristocratas e governantes. (WITT, R. E.. Isis in the Ancient World. 1997. p. 7.)
Ísis é a deusa da maternidade e da fertilidade Os primeiros registros escritos acerca de sua adoração surgem pouco depois de 2500 a.C., durante a V dinastia egípcia. A deusa Ísis, mãe de Horus, foi a primeira filha de Geb, o deus da Terra, e de Nut, a deusa do Firmamento, e nasceu no quarto dia intercalar.
Durante algum tempo Ísis e Hator ostentaram a mesma cobertura para a cabeça. Em mitos posteriores sobre Ísis, ela teve um irmão, Osíris, que veio a tornar-se seu marido, tendo se afirmado que ela havia concebido Horus. Ísis contribuiu para a ressurreição de Osiris quando ele foi assassinado por Seth.
As suas habilidades mágicas devolveram a vida a Osíris após ela ter reunido as diferentes partes do corpo dele que tinham sido despedaçadas e espalhadas sobre a Terra por Seth.(IONS, Veronica. Egyptian Mythology. Paul Hamlyn, 1968.)Esse mito veio a tornar-se muito importante nas crenças religiosas egípcias.
Ísis também foi conhecida como a deusa da simplicidade, protetora dos mortos e deusa das crianças de quem "todos os começos" surgiram, e foi a Senhora dos eventos mágicos e da natureza. Em mitos posteriores, os antigos egípcios acreditaram que as cheias anuais do rio Nilo ocorriam por causa das suas lágrimas de tristeza pela morte de seu marido, Osíris. Esse evento, da morte de Osíris e seu renascimento, foi revivido anualmente em rituais. Consequentemente, a adoração a Ísis estendeu-se a todas as partes do mundo greco-romano, perdurando até à supressão do paganismo na Era Cristã. (CHADWICK, Henry. The Church in Ancient Society: From Galilee to Gregory the Great. Oxford University Press, 2003. p. 526)
"ela é tanto sábia quanto amante da sabedoria; como o seu nome parece denotar que, mais do que qualquer outro, o saber e o conhecimento pertencem a ela." ~Plutarco
"Você me vê aqui, Lúcio, em resposta à sua oração. Eu sou a natureza, Mãe universal, senhora de todos os elementos, filha primordial do tempo, soberana de todas as coisas espirituais, rainha dos mortos, também rainha dos imortais, a manifestação única de todos os deuses e deusas que são, o meu comando governa as alturas brilhantes dos Céus, a salutar brisa do mar. Embora eu seja adorada em muitos aspectos, conhecidos por nomes incontáveis alguns me conhecem como Juno, alguns como Belona os egípcios que se destacam no aprendizado e culto antigo me chamam pelo meu verdadeiro nome. Rainha Ísis."~Apuleio, escritor romano, em "O Asno de Ouro"
Títulos
No Livro dos Mortos Ísis encontra-se referida com os seguintes títulos:
"Aquela que dá origem ao Céu e à Terra"
"Aquela que conhece o órfão"
"Aquela que conhece a aranha viúva"
"Aquela que procura justiça para os pobres"
"Aquela que procura abrigo para as pessoas fracas"
Outros dos muitos títulos de ísis, são:
"Rainha do Céu
Mãe dos Deuses"
"Aquela que é Todos
Senhora das Culturas Verdejantes"
"A mais brilhante no firmamento"
"Stella Maris"
"Grande Senhora da Magia"
"Senhora da Casa da Vida"
"Aquela que sabe fazer o uso correto do Coração"
"Doadora da Luz do Céu"
"Senhora das Palavras de Poder"
"Lua brilhante sobre o Mar"
Algumas orações místicas poderosas Orações são poderosas e algumas são muito pouco conhecidas. Essas são orações curtas, fáceis de decorar, e muito antigas. Procure ter uma ou duas decoradas e as outras no seu grimório, pois podem agir como oração de banimento, proteção e/ou defesa quando necessário. Para conhecer outras orações como essa, procure o livro "Místicos em Oração". 1. Oração de Manassés "Deus todo-poderoso, que está no céu; Deus de nossos ancestrais, de Abraão de Issac e Jacó e de seus honrados descendentes; Senhor que criou o céu e a terra com todos os seus atributos; que dominou o mar com a palavra e de Seu comando; que fechou as profundezas, selando-as com Seu terrível e glorioso nome. Infinito e insondável em Sua misericordia promessa. Pois é o Senhor altíssimo, de grande compaixão, paciente e rico em misericórdia, pesaroso pelos males do homem. O Senhor, conforme Sua grande bondade, prometeu arrependimento e perdão áqueles que pecaram e, na abundãncia de Sua compaixão, decretou o arrependimento para os pecadores a fim de que possam ser salvos. 2. Oração à Nut, a deusa do Céu "Óh Nut do largo passo, quando semeias a esmeralda, a malaquita, a turquesa como estrelas! Se tu és verde, eu também sou verde. Verde como uma planta viva." 3.Oração de abertura de alma "O porvir floresce ao meu encontro, visto que EU sou aquele que ilumina os milhões de anos que virão."
4. Oração à deusa Ísis
"Ó Ísis! Mãe do Cosmo, raiz do amor, tronco, capulho, folha, flor e semente de tudo o que existe. A ti força da natureza conjuramos. Chamamos a Rainha do Espaço e da Noite... e beijando seus olhos amorosos, bebendo o orvalho de seus lábios, respirando o doce aroma de seu corpo, nós exclamamos:
Ó, Nut! Tu, eterna deidade do céu, que és a Alma Primordial, que és o que já foi e o que será. Ísis, a quem nenhum mortal levantou o véu. Quando tu estiveres sob as estrelas irradiantes do noturno e profundo céu do deserto, com pureza de coração e na chama da serpente, te chamamos:
RAM-IO... RAM-IO... RAM-IO..."
SIMPATIA DO ANTIGO EGITO PARA VENCER DIFICULDADES DA VIDA A DOIS Costure um pedaço de tecido vermelho com linha da mesma cor, formando um saquinho. Dentro dele, coloque uma miniatura de pirâmide, um galhinho de arruda e 13 pétalas de rosas vermelhas. Feche o seu patuá com uma fita branca e carregue-o com você, na bolsa ou na carteira. Ele dará poder e energia para que consiga mostrar a verdade ao seu companheiro. E protegerá a sua relação!
____ Observação: As conjurações são antiquíssimas e têm como finalidade descarregar os corpos internos de todas as larvas astrais e mentais, influências negativas, más impressões, fixações, tanto externas quanto internas. Conjure de todo coração a deusa mãe Ísis nos casos de fadiga excessiva, dores de cabeça intermitentes, calafrios, tonturas, perturbações no apetite, dores inexplicáveis, perda de memória, tristeza, depressão, ansiedade, medo de ficar sozinho e outros medos inexplicáveis. Independente de sua fé, é importante sempre consultar um médico se sentir algum desses sintomas. Saúde é coisa séria! Que a poderosa Ísis lhe abençoe, lhe dê alegrias, saúde, vida longa e próspera...
Na Mitologia Chinesa Tin Han é a deusa que protege os pescadores e navegante.
Protetora dos que trabalham no mar ou tiram dele seu sustento.
Diz a tradição que nesse dia, quem não puder estar perto do mar, entre em contato com a deusa jogando pétalas de flores numa bacia com água salgada. A água, especialmente a do mar, possui um poder inacreditável para ajudar a equilibrar nossas emoções.
Nomes como também é conhecida Mazu (媽祖, literally "Mother-Ancestor"), or Mazu-po (媽祖婆, "Elder Lady Mazu"), transcribed as Matsu in Wade-Giles Tian Hou or Tianhou (天后, literally "Heavenly Empress" or "Heavenly Queen") or Tin Hau in Cantonese Tian Fei (天妃, literally "Heavenly Princess Consort"), pronounced as Tenpi in Japanese A-Ma or A-Po (阿媽, 阿婆, "Grandmother") Tianshang Shengmu orTianhou Shengmu (天上聖母, 天后聖母, both meaning "Heavenly Holy Mother").
Most Northern Chinese use the first title, whereas most persons from Southern China use the second title. Thiên Hậu Thánh Mẫu or bà Thiên Hậu in Vietnamese
Existem 1 500 Templos em sua honra. espalhados por 26 países.
Carna é uma divindade romana cuja identidade se confunde com Cardea. Na Roma Antiga sua festa era celebrada em 1º de julho. Carna, Cardea ou Carda, é uma das ninfas da mitologia romana, deusa romana da dobradiça (do latim cardo, cardinis), das portas romanas que usavam dobradiças com pivô.
O poeta Ovídio Augusto associou-a à outra deusa arcaica chamada Carna, cujo festival era celebrado durante as Calendas de Junho, ele também lhe deu os nomes alternativos de Cranê ou Cranea, uma ninfa. A fusão que Ovídio fez das deusas provavelmente tenha sido apenas uma invenção poética sua¹, entretanto também tem se discutido se o nome Carna poderia ser uma forma contraída de Cardina², observou-se que no mínimo, em Ovídio, suas tradições eram congruentes³.
Representação alegórica dos quatro estações (Horae) e figuras menores atendente que ladeiam uma porta dupla romana, que representa a entrada para a vida após a morte. A arte decora um sarcófago de meados do século 3 d.C.
Cardea e portas
Na polêmica cristã dos Padres da Igreja, Cardea está associada a duas divindades de outra forma desconhecidos que presidem portas: Forculus, de Fores, "porta", plural em forma, porque portas duplas eram comuns em edifícios públicos e residências da elite (domus) e Limentinus, de limen, Liminis, "limiar".
Santo Agostinho ridiculariza a trivialidade aparente desses "pequenos deuses" em um de seus "ataques contra a multidão de deuses," observou que, enquanto um porteiro é adequado para uma família humana, os deuses romanos exigiam três: "...evidentemente Forculus não pode assistir a dobradiça eo limiar ao mesmo tempo...".
Estudos modernos apontam para que este conjunto particular de divindades pertence a rituais de marcação fora do espaço sagrado e fixar os limites, os desenvolvimentos religiosos hipoteticamente ter ocorrido durante a transição da pecuária para uma sociedade agrária. Entre as divindades romanas deste tipo, Terminus era o mais importante.
Stefan Weinstock conjecturou que estas três divindades da entrada tinha um lugar na cosmologia como os Terrestres Ianitores, "porteiros da terra", guardando a passagem para a esfera terrestre. No esquema apresentado por Marciano Capella, os Terrestres Ianitores são colocados na região de 16 entre as divindades dos níveis mais baixos, enquanto Janus, por excelência divina porteiro, é colocado na região 1.
Este acordo pode representar o coeli ianuae (as portas do paraíso), as duas portas dos céus identificadas com os solstícios. Isidoro de Sevilha (560-636), disse que há duas ianuae coeli, uma no nascente (ou seja, no oriente) e outra no poente (ocidente) : "O avanço do Sol vem a partir do portão um, por outro lado, ele recua." A definição de Isidoro é imediatamente seguida por uma explicação dos cardiais (plural de cardo), os pivôs norte-sul do eixo em que a esfera do mundo gira. Estes são análogos aos das dobradiças superior e de fundo de rotação de uma porta romana.
Além do significado de "dobradiça de porta", o cardo foi também encontra conceito fundamental no levantamento e planejamento da cidade romana. O cardo era a rua principal norte-sul da cidade, o levantamento do qual participaram os procedimentos augural que o espaço alinhado terrestre e celeste. O cardo foi também um princípio no layout do acampamento do exército romano de marcha, os portões eram alinhados com os pontos cardeais, demarcando o terreno do mesmo.
Carna, a carne e o feijão-calendas
As calendas, no antigo calendário romano, eram o primeiro dia de cada mês quando ocorria a Lua nova. Macróbio (séc V) diz que o nome de Carna foi derivado de caro, carnis, "carne, carne de alimentos", ("carnal" e "carnívora"), e que ela era a guardiã do coração e das partes vitais do corpo humano. O poder de evitar energias vampíricas, que Ovídio atribuía à Cardea-Carna, provavelmente pertencia a Carna, enquanto os encantos fixados nos batentes das casas são justamente de Cardea. Carna era reverenciada com um dia de festa, marcado no calendário como nefastus, ou seja, era um feriado quando não havia assembléia ou corte convocada para a data.
Puré de feijão e banha de porco - um prato que talvez possa ser comparado hoje com feijão frito ou hoppinjohn - era oferecido a ela como res divinae e, assim, o dia foi conhecido como o Kalendae fabariae, o feijão-calendas, pois neste momento a colheita do feijão estava amadurecida. Os feijões ttinham reconhecidas propriedades mágico-religiosos na Grécia e na Roma antiga, além de sua importância como alimento.
William Warde Fowler levou Carna a ser uma deusa ancestral, cujo culto não foi revivido na inovação ou reforma religiosa e, portanto, havia caído no esquecimento até o final da República Romana. Auguste Bouché-Leclercq considerou Carna uma deusa da saúde. Sua natureza ilusória é indicada pelas conjecturas acadêmicas radicalmente divergentes que a mencionam: "ela era considerada uma divindade ctônica por Wissowa, uma deusa lunar por Pettazzoni, um feijão-deusa por Latte, e padroeira da digestão por Dumézil".
Carna e a magia, por Ovídeo
O mito das origens explica o que diz Ovídio: por que um ramo ou galho é usado para repelir tristezas... noxas, "danos maléficos", das portas (Fores). Por isso é necessário? Porque há gananciosas criaturas aladas prontas para voar para dentro e sugar o sangue de crianças jovens que ainda dormem, tomando apenas leite materno.
Ovídio descreve essas criaturas (6,131-142) como tendo uma cabeça grande, olhos proeminentes, e bicos adaptados para arrebatar e carregar; suas asas são brancas, e suas garras são como ganchos. A elas era dado o nome de striges, ou strix, como uma coruja ou ave de mau agouro, com denominação provavelmente derivada do verbo strideo, stridere, "grito".
Ao mesmo tempo, Ovídio diz que eles são as criaturas aladas que o atormentam quando só, roubando a comida de sua mesa - isto é, as Harpias. Eles são um "composto desconcertante" que lembra as imagens desenhadas em certos comprimidos de maldição, um dos quais mostra um "coração de Hécate em festa", que corresponde a descrição de Ovídio.
O próprio poeta enfatiza que é difícil dizer o que elas realmente são, se eles nasceram como aves, ou se tinha sido transformadas por um encantamento (carmen, foi a palavra que Ovídio acabou usado para descrevê-la por sua própria conta). Ele, então, glosa carmen como: "uma canção anciã de Marsi" (neniaque … Marsa …anūs)
Referências: 1- Carole E. Newlands, Playing with Time: Ovid and the Fasti (Cornell University Press, 1995) p. 14; William Warde Fowler, The Roman Festivals of the Period of the Republic (London, 1908) p. 131. 2- Thomas Keightley, Ovid's Fasti (London, 1848, 2nd edition), p. 210. 3- Christopher Michael McDonough, "Carna, Proca, and the Strix on the Kalends of June," Transactions of the American Philological Association 127 (1997), p. 330. Wikipédia em língua inglesa
Nanã é a mãe primeira de toda humanidade, conforme a lenda o homem após várias tentativas de usar diversos materiais, foi feito do barro «lodo primordial das matérias na crosta terrestre», e soprado a vida em suas narinas por Oxalá, sendo que a única restrição de Nanã foi para quando este homem morresse a sua matéria seria devolvida aos seus domínios. É sincretizada com Sant’Ana; a avó de Jesus , dona das águas paradas, das chuvas e dos pântanos, ela decanta em seus domínios toda as matérias impuras dos homens, preparando assim a limpeza do espírito para próxima reencarnação.
É um Orixá feminino de origem daomeana; dependendo da região e do dialeto Nanã é conhecida por uma série de nomes, entretanto em Dahomey «hoje Benin, país da região ocidental da África», mais especificamente na cidade de Domê onde está localizado seu principal templo, é conhecida como Nanã Buruku ou Nanã Burukê.
Ela representa o dogbê «vida» e a doku «morte». Segundo conta a lenda Nanã acolhe em seu ventre os ghedes «mortos» e os prepara para o leko «renascimento». Essa dualidade é representada por Nanã nos pântanos e águas profundas, seus domínios, nos quais a mistura da água «vida» e da terra «morte», forma o lodo. O pântano, o lodo ou a lama, foi o local escolhido por Nanã como local de aglutinação de sua vibratória cósmica original aqui na Terra. O elemento de Nanã serve como um portal entre as dimensões dos encarnados e a dos desencarnados.
Nanã Burukê é uma Orixá ancestral e aparece em diversos mitos como co-criadora do mundo «no mesmo patamar de Oxalá e de Olorum». É uma das esposas de Oxalá «ao lado de Iemanjá» e em muitas regiões brasileiras recebe o carinhoso apelido de Vovó. Tem como atributos a fecundidade, a riqueza e o ciclo de morte e renascimento. Conhecida como "Senhora dos Pantanos", Nanã é a Grande Mãe, responsável pelo sopro da vida e consequentemente a morte. Seu domínio é a lama, mistura de terra e água que simboliza a origem da vida. No sincretismo religioso, está associada a Santa Ana, mãe de Maria.
Nanã sempre conduz os seres humanos com muita seriedade, justiça e determinação. Seus cânticos são súplicas para que a morte seja mantida afastada e que a vida seja preservada. Nanã está sempre no principio de tudo, estando ligada ao aspecto da formação das questões humanas, de um indivíduo e sua essência; é relacionada também, frequentemente, aos abismos, tomando então o caráter do inconsciente, dos atavismos humanos. O Axé da vibratória cósmica original de Nanã ainda pode ser encontrado no uso das cerâmicas, iniciado durante o período neolítico, momento em que o homem começou a se desenvolver culturalmente.
No Brasil, os escravos africanos introduziram com muito êxito suas divindades, como a Deusa Nanã, Oyá, Oxum, dentre outras de matriz africana. Essas religiões, originárias no continente mãe, incluem a possessão por parte dos deuses, conhecida popularmente como incorporação. Quando Nanã se manifesta é saudada pelos gritos de Salúbã!
O culto de iniciação dos "filhos" de Nanã, no Candomblé, requer uma série de cuidados especiais, tanto aqui no Brasil como na África. Durante um período é necessário abster-se de sexo, bebidas alcoólicas, qualquer tipo de droga ou vício. Nesse período são realizados vários "ebós" na casa do santo. Na África as mulheres menstruadas são impedidas de entrar em seu templo ou fazer comida de santo. Segundo a tradição do Candomblé, Nanã fala que a bogami «menstruação» é sangue impuro, proibindo as mulheres de cozinharem para seus maridos quando estiverem menstruadas.
Nanã Buruku
Nanã Buruku está associada com as Onze Energias cósmicas e é íntima delas compreendidas na religião da Umbanda. É denominada como a "Avó de todos os Orixás". Nada acontece sem que ela tenha conhecimento, sempre presente, desde a criação incessante do universo até o desenrolar contínuo da atividade existencial de todos os seres e elementos que compõem o organismo vivo do nosso planeta. Soma-se com outras Energias para, juntas, comporem a forma mais sutil e perspicaz Orixá: Oxumaré que personifica a curva do arco-íris.
Na Umbanda, Nanã é configurada pelos fiéis e "filhos de cabeça" como sendo fisicamente uma senhora sempre curvada pelo peso das eras e cujo rosto nunca é visto, porque está sempre encoberto. Sua imagem está projetada na figura de um devoto que canta e dança em seu louvor, mimeticamente, como se embalasse uma criança. Outras vezes com as mãos juntas como se socasse um pilão. Sua postura em muito se parece com o orixá Omolú «Abaluaiê» com o qual parte e reparte suas próprias vibrações preferenciais e idiossincrásicas.
É conhecida também por: Bukuú «Togo», Naná Buluku «Benin, ex-Daomé», Borokô «candomblés de caboclo», Tobossi «fantiashanti», Kerê-Kerê «Angola e Congo» e mais as variantes Naná, Nanã, Nanã Buruquê, Buruku, Ananburuquê, Anaburuku, Naná Buku, Naná Brukung e, na língua yoruba como Nanã Buruiku.
Mitologia Fon
Na mitologia Fon, Nanã Buruku, ou Buluku, gerou os gêmeos Lisa e Mawu. Mawu era a Lua, que teve força ao longo da noite e viveu no oeste. Lisa era o Sol, que fez sua morada no Leste. Quando existia um eclipse dizia-se que Mawu e Lisa estavam fazendo amor. Mawu-Lisa criaram todo o Universo e os Voduns juntos. Eles eclipsaram várias vezes e tiveram no total sete casais de gêmeos «sempre um masculino e o outro feminino». Mawu e Lisa chamaram seu filhos e os enviaram à Terra como os primeiros habitantes e para que esses os ajudassem a governar a Terra, deram a cada um uma atribuição. Os principais Voduns são: Loko – Gu – Heviossô – Sakpatá – Dan – Agbê – Águé – Ayizan – Agassu - Legba e Fa.
Com o nascimento desses filhos, Nana criou a dualidade que daria o equilíbrio ao mundo e aos seres viventes. Mawu é o princípio feminino, a fertilidade, a suavidade, a compreensão, a ponderação, a reconciliação e o perdão. Já Lisa é o princípio masculino, o julgador, a impaciência, a força cósmica que castiga os homens errados e os corrige, a seriedade. Ele está sempre atento para que as leis de Mawu sejam cumpridas. Os fons, ao chegarem no Brasil, eram chamados de "Jejes", implantaram aqui o seu culto, baseado na rica, complexa e elevada Mitologia Fon. Sua entrada no em nosso país ocorreu em meados do século XVII.
Lendas
Existe uma série de lendas conhecidas, outras não, sobre esta Orixá ancestral. Diz a primeira lenda que, quando Olorum «Deus» encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, Oxalá tentou vários caminhos. Tentou fazer o Homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o Homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o Homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada. Foi então que Nanã veio em seu socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é Nanã. Oxalá criou o Homem, o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos Orixás povoou a terra.
Mas tem um dia que o homem tem que morrer. O seu corpo tem que voltar a terra, voltar a natureza de Nanã. Nanã deu a matéria no começo, mas quer de volta no final tudo o que é seu.Essa lenda descreve a natureza de Nanã como a Grande Mãe de onde tudo nasce e tudo retorna.
Outra lenda conta que Nanã foi conquistar o reino de Oxalá e acabou sendo conquistada por ele. Entretanto, o Orixá amava muito sua esposa, Yemanjá, e jamais se envolveria com Nanã. Essa então, o embriagou e o seduziu, engravidando. Desse ato adúltero nasceu Obaluaiê, uma criança muito feia e deformada que foi abandonada no mar. Yemanjá o encontrou meio morto e todo mordido por caranguejos e o cuidou até que ficasse curado. Para esconder as cicatrizes que permaneceram em seu corpo, ele foi coberto de palha. Assim cresceu Obaluaiê, sempre coberto por palhas, escondendo-se das pessoas, taciturno e compenetrado, sempre sério e até mal-humorado.
Um dia, caminhando pelo mundo, sentiu fome e pediu às pessoas de uma aldeia por onde passava que lhe dessem comida e água. Mas as pessoas, assustadas com o homem coberto desde a cabeça com palhas, expulsaram-no da aldeia e não lhe deram nada. Obaluaiê, triste e angustiado saiu do povoado e continuou pelos arredores, observando as pessoas.
Durante este tempo os dias esquentaram, o sol queimou as plantações, as mulheres ficaram estéreis, as crianças cheias de varíola, os homens doentes. Acreditando que o desconhecido coberto de palha amaldiçoara o lugar, imploraram seu perdão e pediram que ele novamente pisasse na terra seca. Ainda com fome e sede, Obaluaiê atendeu ao pedido dos moradores do lugar e novamente entrou na aldeia, fazendo com que todo o mal acabasse. Então homens o alimentaram e lhe deram de beber, rendendo-lhe muitas homenagens. Foi quando Obaluaiê disse que jamais negassem alimento e água a quem quer fosse, tivesse a aparência que tivesse.
Chegando à sua terra, Obaluaiê encontrou uma imensa festa dos Orixás. Como não se sentia bem entrando numa festa coberto de palhas, ficou observando pelas frestas da casa. Neste momento Yansã, a deusa dos ventos, o viu nesta situação e, com seus ventos levantou as palhas, deixando que todos vissem um belo homem, já sem nenhuma marca, forte, cheio de energia e virilidade e dançou com ele noite adentro. A partir deste dia, Obaluaiê e Yansã-Balé se uniram contra o poder da morte, das doenças e dos espíritos dos mortos, evitando desgraças aconteçam aos homens.
Essa lenda nos aconselha a nunca negar auxílio, qualquer que seja, às pessoas que nos procuram. Além disso, nos diz para termos esperança, pois "não há mal que sempre dure..." e sempre há um recomeço, mesmo após um grande e penoso sofrimento.
Já outra lenda do Candomblé afirma que Nanã era esposa de Ogum e ocupava o cargo de juíza no Daomé. Só julgava os homens, sendo muito respeitada pelas mulheres que eram consideradas deusas. Ela morava numa bela casa com jardim. Quando alguém apresentava alguma reclamação sobre seu marido, ela amarrava a pessoa numa arvore e pediu aos eguns para assustá-la. Certa noite, Yansã reclamou de Ogum e ele foi amarrado no jardim. A noite, conseguiu escapulir e foi falar com Ifá. A situação não podia continuar e, assim, ficou acertado que Oxalá tiraria os poderes de Nanã.
Ele se aproximou e ofereceu a ela suco de igbin, um tipo de caramujo. Ao beber o preparado, Nanã adormeceu. Oxalá então se vestiu de mulher e, imitando o jeito de Nanã, pediu aos eguns que fossem embora de seu jardim para sempre. Quando Nanã acordou e percebeu o que Oxalá tinha feito, obrigou-o a tomar o mesmo preparado de igbin e seduziu o Orixá. Oxalá saiu correndo e contou para Ogum o que havia acontecido. Indignado, este cortou relações com Nanã. E é por isso que nas oferendas a Nanã não é usado nenhum objeto de metal.
Existe ainda outra lenda, originada também na África, segundo a qual, durante uma reunião os Orixás aclamaram Ogum como o mais importante deles. Nanã, não se conformando em ser derrotada por ele, assumiu que não mais usaria os utensílios de metal criados pelo Orixá guerreiro «escudos e lanças de guerra, facas e setas para caça e pesca». Seria por este motivo a recusa de Nanã em aceitar oferendas em que se apresentem objetos de metal. Essa lenda vem ao encontro à tese de alguns historiadores, que afirmam ser a origem do nome, da Deusa Nanã, anterior a Idade do Ferro.
Disputa entre Nanã Buruku e Ogum
por Pierre Fatumbi Verger*
"Nanã Buruku é uma velhíssima divindade das águas, vinda de muito longe e há muito tempo. Ogum é um poderoso chefe guerreiro que anda sempre à frente dos outros Imalés. Um dia eles vão a uma reunião. É a reunião dos duzentos Imalés da direita e dos quatrocentos Imalés da esquerda. Eles discutem sobre os seus poderes. Eles falam muito sobre Obatalá, aquele que criou os seres humanos. Eles falam muito sobre Orunmilá, o senhor do destino dos homens.Eles falam sobre Exu:
-"Ah! É um importante mensageiro!"
Eles falam muita coisa a respeito de Ogum. Eles dizem:
-"É graças a seus instrumentos que nós podemos viver. Declaramos que é o mais importante entre nós!"
Nanã Buruku contesta, então:
-"Não digam isso. Que importância tem, então, os trabalhos que ele realiza?"
Os demais Orixás respondem:
-"É graças a seus instrumentos que trabalhamos pelo nosso alimento. É graças a seus instrumentos que cultivamos os campos. São eles que utilizamos para esquartejar os animais".
Nanã concluiu que não renderá homenagem a Ogum
-"Porque não haverá um outro Imalé mais importante?"
Ogum diz:
-"Ah!Ah! Considerando que todos os outros Imalés me rendem homenagem, me parece justo, Nanã, que você também o faça."
Nanã responde que não reconhece sua superioridade. Ambos discutem por muito tempo...
Ogum perguntando:
-"Você pretende que seja dispensável?".
Nanã garantindo que isto ela podia afirmar dez vezes
Ogum diz então:
"Muito bem! Você vai saber que sou indispensável para todas as coisas".
Nanã, por sua vez, declara que, a partir daquele dia, ele não utilizará, absolutamente nada, fabricado por Ogum e, ainda assim, poderá tudo realizar
Ogum questiona:
-"Como você o fará? Você não sabe que sou o proprietário de todos os metais? Estanho, chumbo, ferro, cobre. Eu os possuo todos".
Os filhos de Nanã eram caçadores. Para matar um animal eles passaram a se servir de um pedaço de pau, afiado em forma de faca, para esquartejá-lo. Os animais oferecidos a Nanã são mortos e decepados com instrumentos de madeira. Não se pode utilizar faca de metal para cortar sua carne, por causa da disputa que, desde aquele dia, opôs Ogum a Nanã".
*Lenda do livro "Lendas Africanas dos Orixás" de Pierre Fatumbi Verger, pgs. 62-64
Nanã, a Deusa
a partir do texto de Rosane Volpatto
Nanã é uma Deusa que nos remete às origens da raça humana, era muito provavelmente cultuada já na pré-história, período no qual não havia distinção alguma entre a Deusa que atrai a vida e a que atrai a morte, mas ambas se experimentam como uma unidade, através da Grande Mãe que engloba a totalidade da vida e da morte. A figura da Deusa transforma a experiência da morte em renascimento à outra dimensão. Foi na pré-história que surgiu a compreensão que certas sementes podiam ser convertidas em trigo e depois transformados em pão, e que certos animais, quando domesticados, poderiam prover leite e carne para alimentação e peles e ossos para roupas, adornos e ferramentas . Foi a época em que surgiu um novo espírito de cooperação consciente entre os seres humanos e a natureza.
Os povos deste período realizaram uma analogia de suas vidas com as das sementes que, plantadas na terra, incubavam e voltavam a emergir como grão verde ou dourado. Os rituais que evocavam o nascimento, que chorava a morte e que celebravam o renascimento da raiz mostram o quanto era vital essa analogia para a imaginação humana, pois situava a regeneração como o núcleo da vida. A fonte secreta da vida estava agora escondida nas profundezas da terra «útero da Deusa». Os seres humanos agora nascem dela, se alimentam dela e são acolhidos por ela.
As inumeráveis formas de cerâmica neolítica revelam o alcance imaginativo dos povos, que refletiam sobre o mistério do nascimento associando-o ao mais amplo mistério do nascimento de toda a vida mediante o "Corpo" da Deusa. As imagens da Deusa a mostram como o portal ou umbral através da qual penetra vida ou abandona esse mundo.
Toda a Grande Mãe - segundo Carl Jung - personifica o nosso inconsciente, portanto, um aspecto gerador, protetor e positivo, apesar do seu lado devorador e negativo. Todo o tipo de medo, como o medo da morte, do desconhecido, do novo, está ligado ao medo do inconsciente. O inconsciente, como a Grande Mãe, é a fonte primordial da criação, mas se o fascínio dela for forte demais, ela é o poder oculto que, em certas ocasiões, impede o livre desenvolvimento da comunicação normal. Mas, se encararmos essa realidade básica, podemos desistir de sermos tão agradáveis aos imperativos ideais do mundo patriarcal e atingirmos uma base sólida, de onde tudo isso parece irrelevante.
Dos tempos pré-históricos – por volta de trinta mil anos antes da era cristã - provém a Vênus Negra de Lespugue, entalhada numa presa de mamute, agora preservada no Musée de l'Homme, em Paris. Por ser anterior a uma época em que não existia conhecimento algum de agricultura, ela é mais do que terra, ela é a própria Vida. Em Tindari, na costa do Mediterrâneo no leste da Sicília, uma estátua negra da Nossa Senhora possui a inscrição: "nigra sum sed formoso", ou seja, "Sou negra, porém formosa", do Cântico de Salomão 1,5. A Virgem Negra também é encontrada na França, na Espanha, na Suíça e na Polonia. Alguns estudiosos dizem que as primeiras versões da Bíblia mostravam Asherah , a Deusa da Fertilidade, uma entidade poderosa e que seria a esposa de Deus.
Não poderia portanto ser essa Nossa Senhora negra a mais antiga das imagens da Deusa?
Há historiadores que postulam que da figura da Deusa Negra procedem todas as demais. Apesar de que a humanidade surgiu no noroeste da África, é possível que os temas dominantes que se repetem nos mitos e nos rituais de todo o mundo só se desenvolveram quando os povoadores já haviam trasladado à outras regiões. Historiadores negros do século XX, como John G. Jackson, afirmam que os povos africanos da costa foram consumados marinheiros e exploradores que levaram à Ásia, Europa, América e Oceania a cultura matriarcal da Deusa. Portanto, as virgens negras presentes na Europa, que são interpretadas como representantes da "lua escura" ou ainda, uma "escura faceta" psicológica da Deusa, não são mais do que vestígios da época em a Deusa era realmente negra.
É inegável a vastíssima contribuição da cultura africana na cultura, na religião e nos costumes aqui do Brasil. Nada mais fácil sentir essa contribuição no que tange as religiões que hoje são afro-brasileiras. Deusas como Yemanjá, Yansã, Oxum, Nanã entre muitas outras também importantes, são muito populares em nosso meio, mas sempre é bom acrescentarmos um pouco mais de conhecimento sobre elas. Sem nos atermos em questionamentos religiosos, essas Deusas Mães, estão presentes e ativas em nossas vidas, para não nos deixar esquecer que o melhor dos caminhos é o do coração e o da fé. Todas elas simbolizam a força maior, a fagulha divina dentro de nós, a energia que flui dos próprios processos da vida e do viver.
Esse conceito da Deusa como processo de vida conduz a outro aspecto da espiritualidade feminina contemporânea, observado entre muitos grupos e indivíduos. Trata-se do sentido da conexão direta com a vida. Muitos são os que pensam que não estamos no topo da natureza, e sim, "somos" a natureza. Esse senso de Unidade, aflora constantemente em conversas e escritos. Isso nos ajuda a compreender que aquilo que poderíamos considerar simplesmente como compaixão ou apoio ou simpatia é o resultado do sentir, intuitivo, dessa ligação direta com a unidade. Essa sensação de Unidade com toda a vida leva muitas mulheres, de forma bastante natural, a uma compreensão direta do motivo pelo qual o sexismo, o racismo e outros "ismos" que criam uma sensação de separação, de "nós e os outros", realmente não fazem sentido.
Dia da semana: sábado ~ Festa: 26/07 ~ Sincretismo:Santa Ana ~ Cor: roxo ou branco com traços azuis ou roxos ~ Partes do corpo: protege a barriga, útero, a parte genital feminina e as mulheres gestantes ~ Comida: Mugunzá; Ebô ~ Símbolo: Ìbírí (feixe de nervura de dendezeiro envolto, que carrega na mão, com uma das pontas voltada para baixo, simbolizando a vida que retorna) ~ Saudação: Salubã Nanã! ("Dona do pote da Terra!") ~ Comando da falange de Nanã: Cabocla Janaína ~ Representação no ponto riscado: uma cruz ~ Amalá: caruru sem azeite e bem temperado ~ Planeta regente: Lua (no quarto crescente) e Mercúrio ~ Ervas para banho e defumação: agapanto lilás, avenca, cipreste, manacá, quaresma, alfavaca, mariazinha, mãe-boa, sempre-viva roxa, erva de passarinho, cajá, mutamba, dama da noite, entre outras ~ Flores: as que tenham preferencialmente a tonalidade lilás ou roxa ~ Frutos: melão, melancia, abacaxi, banana da terra, graviola, pêssego, jaca, maçã, entre outras ~ Bebidas: Água da chuva, suco das frutas acima mencionadas, bebida feita com ervas e folhas do próprio Orixá e champanhe ~ Local preferido: Nas nuvens ou na junção das águas da chuva com o lodo, solo barrento, pantano e águas profundas onde a luz natural não penetra.
Arquétipo: As filhas e filhos de Nanã são conservadores e presos aos padrões convencionais estabelecidos pelos homens. Passam aos outros a aparência de serem calmos, mudando rapidamente de comportamento, tornando-se guerreiros e agressivos; quando então, podem ser perigosos, o que assusta as pessoas. Levam seu ponto de vista às últimas consequencias, tornando teimosia. Quando mães, são apegadas aos filhos e muito protetoras. São ciumentas e possessivas. Exigem atenção e respeito, são pouco alegres e não gostam de muita brincadeira. Os filhos deste grande Orixá são majestosos e seguros nas ações e procuram sempre o caminho da sabedoria e da justiça.
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