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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Carna :: 1º de Julho




Carna é uma divindade romana cuja identidade se confunde com Cardea. Na Roma Antiga sua festa era celebrada em 1º de julho. Carna, Cardea ou Carda, é uma das ninfas da mitologia romana, deusa romana da dobradiça (do latim cardo, cardinis), das portas romanas que usavam dobradiças com pivô. 

O poeta Ovídio Augusto associou-a à outra deusa arcaica chamada Carna, cujo festival era celebrado durante as Calendas de Junho, ele também lhe deu os nomes alternativos de Cranê ou Cranea, uma ninfa. A fusão que Ovídio fez das deusas provavelmente tenha sido apenas uma invenção poética sua¹, entretanto também tem se discutido se o nome Carna poderia ser uma forma contraída de Cardina², observou-se que no mínimo, em Ovídio, suas tradições eram congruentes³.

Representação alegórica dos quatro estações (Horae) e figuras menores atendente que ladeiam uma porta dupla romana, que representa a entrada para a vida após a morte. A arte decora um sarcófago de meados do século 3 d.C.

Cardea e portas

Na polêmica cristã dos Padres da Igreja, Cardea está associada a duas divindades de outra forma desconhecidos que presidem portas: Forculus, de Fores, "porta", plural em forma, porque portas duplas eram comuns em edifícios públicos e residências da elite (domus) e Limentinus, de limen, Liminis, "limiar".

Santo Agostinho ridiculariza a trivialidade aparente desses "pequenos deuses" em um de seus "ataques contra a multidão de deuses," observou que, enquanto um porteiro é adequado para uma família humana, os deuses romanos exigiam três: "...evidentemente Forculus não pode assistir a dobradiça eo limiar ao mesmo tempo...". 

Estudos modernos apontam para que este conjunto particular de divindades pertence a rituais de marcação fora do espaço sagrado e fixar os limites, os desenvolvimentos religiosos hipoteticamente ter ocorrido durante a transição da pecuária para uma sociedade agrária. Entre as divindades romanas deste tipo, Terminus era o mais importante. 


Stefan Weinstock conjecturou que estas três divindades da entrada tinha um lugar na cosmologia como os Terrestres Ianitores, "porteiros da terra", guardando a passagem para a esfera terrestre. No esquema apresentado por Marciano Capella, os Terrestres Ianitores são colocados na região de 16 entre as divindades dos níveis mais baixos, enquanto Janus, por excelência divina porteiro, é colocado na região 1.

Este acordo pode representar o coeli ianuae (as portas do paraíso), as duas portas dos céus identificadas com os solstícios. Isidoro de Sevilha (560-636), disse que há duas ianuae coeli, uma no nascente (ou seja, no oriente) e outra no poente (ocidente) : "O avanço do Sol vem a partir do portão um, por outro lado, ele recua." A definição de Isidoro é imediatamente seguida por uma explicação dos cardiais (plural de cardo), os pivôs norte-sul do eixo em que a esfera do mundo gira. Estes são análogos aos das dobradiças superior e de fundo de rotação de uma porta romana. 


Além do significado de "dobradiça de porta", o cardo foi também encontra conceito fundamental no levantamento e planejamento da cidade romana. O cardo era a rua principal norte-sul da cidade, o levantamento do qual participaram os procedimentos augural que o espaço alinhado terrestre e celeste. O cardo foi também um princípio no layout do acampamento do exército romano de marcha, os portões eram alinhados com os pontos cardeais, demarcando o terreno do mesmo.

Carna, a carne e o feijão-calendas

As calendas, no antigo calendário romano, eram o primeiro dia de cada mês quando ocorria a Lua nova. Macróbio (séc V) diz que o nome de Carna foi derivado de caro, carnis, "carne, carne de alimentos", ("carnal" e "carnívora"), e que ela era a guardiã do coração e das partes vitais do corpo humano. O poder de evitar energias vampíricas, que Ovídio atribuía à Cardea-Carna, provavelmente pertencia a Carna, enquanto os encantos fixados nos batentes das casas são justamente de Cardea. Carna era reverenciada com um dia de festa, marcado no calendário como nefastus, ou seja, era um feriado quando não havia assembléia ou corte convocada para a data. 

Puré de feijão e banha de porco - um prato que talvez possa ser comparado hoje com feijão frito ou hoppinjohn - era oferecido a ela como res divinae e, assim, o dia foi conhecido como o Kalendae fabariae, o feijão-calendas, pois neste momento a colheita do feijão estava amadurecida. Os feijões ttinham reconhecidas propriedades mágico-religiosos na Grécia e na Roma antiga, além de sua importância como alimento.

William Warde Fowler levou Carna a ser uma deusa ancestral, cujo culto não foi revivido na inovação ou reforma religiosa e, portanto, havia caído no esquecimento até o final da República Romana. Auguste Bouché-Leclercq considerou Carna uma deusa da saúde. Sua natureza ilusória é indicada pelas conjecturas acadêmicas radicalmente divergentes que a mencionam: "ela era considerada uma divindade ctônica por Wissowa, uma deusa lunar por Pettazzoni, um feijão-deusa por Latte, e padroeira da digestão por Dumézil".

Carna e a magia, por Ovídeo

O mito das origens explica o que diz Ovídio: por que um ramo ou galho é usado para repelir tristezas... noxas, "danos maléficos", das portas (Fores). Por isso é necessário? Porque há gananciosas criaturas aladas prontas para voar para dentro e sugar o sangue de crianças jovens que ainda dormem, tomando apenas leite materno.

Ovídio descreve essas criaturas (6,131-142) como tendo uma cabeça grande, olhos proeminentes, e bicos adaptados para arrebatar e carregar; suas asas são brancas, e suas garras são como ganchos. A elas era dado o nome de striges, ou strix, como uma coruja ou ave de mau agouro, com denominação provavelmente derivada do verbo strideo, stridere, "grito". 

Ao mesmo tempo, Ovídio diz que eles são as criaturas aladas que o atormentam quando só, roubando a comida de sua mesa - isto é, as Harpias. Eles são um "composto desconcertante" que lembra as imagens desenhadas em certos comprimidos de maldição, um dos quais mostra um "coração de Hécate em festa", que corresponde a descrição de Ovídio. 

O próprio poeta enfatiza que é difícil dizer o que elas realmente são, se eles nasceram como aves, ou se tinha sido transformadas por um encantamento (carmen, foi a palavra que Ovídio acabou usado para descrevê-la por sua própria conta). Ele, então, glosa carmen como: "uma canção anciã de Marsi" (neniaque … Marsa …anūs)

Referências:
1- Carole E. Newlands, Playing with Time: Ovid and the Fasti (Cornell University Press, 1995) p. 14; William Warde Fowler, The Roman Festivals of the Period of the Republic (London, 1908) p. 131.
2- Thomas Keightley, Ovid's Fasti (London, 1848, 2nd edition), p. 210.
3- Christopher Michael McDonough, "Carna, Proca, and the Strix on the Kalends of June," Transactions of the American Philological Association 127 (1997), p. 330.
Wikipédia em língua inglesa

domingo, 15 de janeiro de 2012

Carmentália :: O dia em que os Oráculos não podem mentir



O Festival da Carmentália é uma festividade que remonta o antigo Império Romano realizada em honra de Carmenta, a ninfa das profecias. Segundo Plutarco, esta festa foi instituída quando houve a fusão da cultura dos romanos com os sabinos.¹

Segundo alguns autores, Carmenta era uma das Parcas, associada ao nascimento humano, e era, por isso, adorada pelas mães, porém, segundo outros, ela era Nicostrata, a esposa de Evandro da Arcádia, e, por ser uma profetisa e declamar oráculos em versos, foi chamada de Carmenta, pois carmina é a palavra romana para versos.² 

Outra interpretação é que Carmenta signifique ruim da cabeça, por causa do estado de êxtase durante a inspiração, formada por carere (falta de) e mens (mente).²

De acordo com Ovídio, Carmentis era a mãe de Evandro.³

É realizado tradicionalmente no dia 15 de janeiro ³ que é um dia excelente para consultar qualquer tipo de oráculo, pois dizem que neste dia eles não podem mentir.

Referências
1. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Rômulo, 21.1
2. a b Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Rômulo, 21.2
3. a b Ovídio, Fasti, 15 de Janeiro, (Kal. Feb. 15)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre:  Festival da Carmentália
O dia 15 de Janeiro também é o 'Dia da Wikipédia', que foi fundada em 15 de Janeiro de 2001

sábado, 15 de maio de 2010

Deusa Maia ::: 15 de maio ::: Goddess Maia ::: May 15

Maia (do grego dórico Μαία), na mitologia grega era uma das sete irmãs que, fugindo do gigante Órion, se transformaram na constelação das Plêiades. Era uma ninfa. Com Zeus teve Hermes, o belo mensageiro dos Deuses. Maia e Hermes temiam a fúria de Hera, por ciúmes de Zeus. Porém, em vez de serem odiados, os dois conseguiram a simpatia de Hera. A Maia era consagrado o dia 15 de maio. Na tradição romana, Maia talvez seja outra, diferente dessa ninfa da Arcádia, a que personificava o despertar da natureza na primavera e que viria a se transformar na mentora de Mercúrio.

Ela é deusa da fecundidade, e da projeção da energia vital. Maia era à ninfa que personificava os lugares frios. Maia também é filha de Atlas e Plêione.

Na mitologia romana, Maia era identificada como Maia Maiestas (também chamada de Fauna, Bona Dea - a "Boa Deusa" - e Ops), uma deusa, que pode ser equivalente à uma velha deusa da Primavera dos primeiros povos itálicos. O mês de maio foi nomeado em sua honra; o primeiro e o décimo quinto dias de maio eram sagrados para ela. No primeiro de maio, o flamen de Vulcano sacrificava-se uma porca grávida, um sacrifício adequado também para uma deusa da terra como a Bona Dea: a porca podia ser substituída por uma em forma de bolacha.

Referências: Harry Thurston Peck, Harper's Dictionary of Classical Antiquities, 1898 / Encyclopaedia Britannica, 1911 / Wikipedia

MAIA was the eldest of the Pleiades, the seven nymphs of the constellation Pleiades. She was a shy goddess who dwelt alone in a cave near the peaks of Mount Kyllene in Arkadia where she secretly gave birth to a son by Zeus, the god Hermes. She also raised the boy Arkas in her cave, whose mother Kallisto had been transformed into a bear.

Aiskhylos apparently idenifies Maia "the nursing mother" with Gaia "the Earth." On several occassions he calls the earth-goddess Gaia Maia (Mother Earth) and pairs her with Hermes Khthonios ("of the Earth").

Maia
by Daphne Elliott

"The Pleiades" was the name given to the seven daughters of Atlas and Pleione. Maia was the eldest of the daughters, and said to be the most beautiful. Being shy, she lived quietly and alone in a cave on Mount Cyllene, in Arcadia. Zeus, however, discovered the beautiful young woman, and fell in love with her. He came to her cave at night, to make love to her away from the jealous eyes of his wife, Hera. As a result, Maia bore Zeus a son, Hermes.

When still an infant, Hermes stole some cattle from the god Apollo, and hid them in his mother's cave. When Apollo stormed into Maia's cave, she showed him the tiny baby to prove he could not have been the cattle thief. Apollo was not fooled, however, and angrily appealed to Zeus to punish Hermes. Zeus arbitrated by requiring Hermes to give back the cattle. During the feud, baby Hermes played the lyre, and Apollo was so enchanted by the music that he dropped the charges, and even gave some of the cattle to Hermes, as well as other gifts.

Some time later, Maia helped Zeus when Hera had caused the death of one of his other mistresses, Callisto, who had borne him a son, named Arcas. Zeus ordered Hermes to give Arcas to Maia to raise as her own, which she did. Arcas and Callisto were eventually placed in the sky, becoming the constellations Ursa Major and Ursa Minor (Big and Little Bear) to escape the wrath of the ever-jealous Hera.

Maia (wikipedia)

Vulcan and Maia, by Bartholomäus SprangerMaia[1] (pronounced /ˈmeɪ.ə/ or /ˈmaɪ.ə/; Greek: Μαῖα; Latin: Maia, "great") in Greek mythology, was the eldest of the Pleiades, the seven daughters of Atlas[2] and Pleione[3]. She and her sisters, born on Mount Cyllene in Arcadia, are sometimes called mountain goddesses, oreads, for Simonides of Ceos sang of "mountain Maia" (Maia oureias) "of the lively black eyes".[4] Maia was the oldest, most beautiful and shyest. Aeschylus repeatedly identified her with Gaia.

She and her sisters were pursued by Orion, and turned into doves to preserve their safety.[5] According to the Homeric Hymn to Hermes, Zeus in the dead of night secretly begot Hermes upon Maia, who avoided the company of the gods, in a cave of Cyllene. After giving birth to the baby, Maia wrapped him in blankets and went to sleep. The rapidly-maturing infant Hermes crawled away to Thessaly, where by nightfall of his first day he stole some of Apollo's cattle and invented a lyre. Maia refused to believe Apollo when he claimed Hermes was the thief and Zeus then sided with Apollo. Finally, Apollo exchanged the cattle for the lyre.

Maia also raised the infant Arcas[6] to protect him from Hera, who had turned his mother, Callisto, into a bear. Arcas is the eponym of Arcadia.

In Roman mythology, Maia was identified with Maia Maiestas (also called Fauna, Bona Dea (the 'Good Goddess') and Ops), a goddess who may be equivalent to an old Italic goddess of spring. The month of May was named for her;[7] the first and fifteenth of May were sacred to her. On the first of May the flamen of Vulcan sacrificed to her a pregnant sow,[8] an appropriate sacrifice also for an earth goddess such as Bona Dea: a sow-shaped wafer might be substituted. The goddess was accessible only to women; men were excluded from her precincts.

Notes:
1. The alternate spelling Maja uses long i between two vowels, similar to Pompeji or Sequoja.
2. Hesiod, Theogony 938; Hymn to Hermes
3. Pseudo-Apollodorus, Bibliotheke 3.110.
4. Simonides, Fragment 555.
5. Hesiod, Works and Days 619ff.
6. Pseudo-Apollodorus, Bibliotheke 3.101.
7. Ovid, Fasti v.73, makes it the month of the maiores, the "ancients": "The proof that May was the month of the maiores ('ancients' or 'old') lies in the fact that on the first day the Lares were honoured for the anniversary of their altar in their role of Praestites, 'protectors' of the city" observes Robert Turcan, The Gods of ancient Rome: religion in everyday life from archaic to imperial times 2000, p. 70.
8. See Ambrosius Theodosius Macrobius, Saturnalia I.12; Juvenal, Satires ii.86; Festus 68

References: Harry Thurston Peck, Harper's Dictionary of Classical Antiquities, 1898
Encyclopædia Britannica, 1911

Imagem/Image: Vulkan und Maia Artist: Spranger, Bartholomäus: Deutsch 1585 Current location Deutsch: Kunsthistorisches Museum, Gemäldegalerie

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