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terça-feira, 3 de abril de 2018

O Feitiço da Lua – Mês de Abril




O livro "O Feitiço da Lua", é um relato da jornada mística da bruxa e escritora brasileira Márcia Frazão, através do seu depoimento de encontros e desencontros vividos. 

Partindo da filosofia de suas ancestrais, em especial sua avó Vitalina e sua bisavó Luíza, Márcia nos mostra os segredos da "Grande Senhora" e apresenta as 12 Luas - dos antepassados, da busca do conhecimento, do olho interior, das vozes do mundo, do contar histórias, dos labirintos, das sereias, da loba, da risada de Afrodite, da cura, dos sonhos, de contar as bênçãos e da serpente.

Na obra, cada mês é acompanhado de um calendário para se reverenciar as grandes deusas da Magia e da Sabedoria. A seguir reproduzo informações contidas no livro referentes ao mês de abril e sua respectiva Lua.

Também conhecida como: Lua da Colheita, Lua do Derramamento, Winterfylleth  Aproximação do Inverno), Windermanob (Mês da Vindima), Mês da Folha Caída, Mês dos Dez Frios, Lua da Mudança de Estação.

Espírito da Natureza: fadas das nevascas e das plantas.

Ervas: madressilva, acrimônia, Hissopo.

Cores: prata, cinza-azulado.

Flores: lótus, jasmim, nenúfar.

Essências: lírio florentino, olíbano.

Pedras: pérola, selenita, ágata branca.

Árvore: carvalho, acácia, freixo.

Animais: besouro, tartaruga, golfinho, baleia.

Aves: íbis, estorninho, andorinha.

Deidades: Khepe, Atena, Juno, Hel, Holda, Cerridwen, Néftis, Vênus.

Fluxo de Poder: energia relaxada; preparação, sucesso. Trabalho de sonhos adivinhação, meditação sobre objetivos e planos, especialmente espirituais.

Dia
Mês
Celebração
01
04
- Dia em que em Roma se iniciava o mês dedicado à adoração de Vênus: deusa da beleza, amor e sexualidade.
- Dia em que os árabes celebravam Al-Lat: deusa lunar mãe de todos os deuses.
- Dia em que os gauleses celebravam Blodewedd: deusa protetora dos amantes.
02
04
- Dia em que os antigos portugueses realizaram a festa em celebração de A-Ma: deusa lunar, protetora dos mares e pescados.
- Dia em que os esquimós celebram a deusa sedna: protetora dos mares e senhora dos mistérios da vida e da morte.
03
04
- Dia em que a Cereália, festa das sementes e da abundância, dedicada à deusa Flora: senhora da vegetação.
04
04
- Dia em que os antigos romanos celebravam a Magalésia de Cibele, deusa das cavernas e da terra.
- Dia em que os apaches celebravam a Mulher das Transformações: deusa que representa a Grande Mãe Terra. 
05
04
- Dia em que os antigos romanos celebravam a deusa Fortuna: senhora da abundância e do destino.
06
04
- Dia em que na China se celebra o Ching-Ming, dedicado a Kwan-Yin: deusa protetora dos homens.
07
04
- Dia em que os romanos celebravam a festa de Blajini, quando oferendas são feitas para o espírito das águas do mundo dos mortos.
08
04
- Dia em que os antigos gregos celebravam a Mounichia, festival dedicado à deusa Ártemis.
09
04
- Dia em que os antigos romanos celebravam Bellona, deusa da diplomacia e da guerra.
10
04
- Dia em que os antigos babilônios celebravam a deusa Bau:protetora da noite.
- Neste dia também celebramos a Ops: antiga deusa romana, que dá aos homens a opulência e frutos da terra.
11
04
- Dia em que os antigos habitantes da Armênia celebravam Anahit: deusa da lua, do amor e do nascimento.
- Na tradição dos antigos persas, este dia pertencia a deusa Kista: doadora do conhecimento espiritual. 
12
04
- Dia em que Taiwan celebra a deusa Chu-Si-Niu-Niu, mãe de todos os seres e aquela que da proteção as mulheres na hora do parto.
- Neste dia, os antigos gregos honravam Ilítia: deusa protetora dos partos.
13
04
- Dia em que no Japão celebra-se Kamo-Tama-Yori-Hime, festa comemora o casamento sagrado entre deus O-yama-kui-no-kami e a deusa Kamo-tama-yori-hime.
Desta união resulta o nascimento de Kami: a criança divina.
14
04
- Dia em que na Índia se celebra o início do festival de Maryamma: deusa senhora
de todos os mares.
- Dia em que os antigos deuses honravam Marah: deusa protetora das águas salgadas.
15
04
- Dia em que os antigos romanos celebravam a Fordicália, festival dedicado a Telleus Mater: a Grande Mãe Terra.
16
04
- Dia em que os antigos astecas honravam a deusa Coatlicue: criadora de todos os seres e senhora dos mistérios da morte.
- É também o dia em que os antigos caldeus honravam Levanah: deusa lunar, protetora do princípio feminino e senhora das águas.
17
04
- Dia em que os aborígines da Austrália honravam Wonambi: deusa-serpente do arco-íris.
18
04
- Dia em que na Índia celebrava-se Rava-Navami, festival consagrado aos deus Rama e à deusa Sita. 
19
04
- Dia em que Bali celebra o princípio feminino, ornamentando os templos com frutas e flores.
- Neste dia, os antigos povos tutônicos celebravam Freya: deusa da fertilidade e do amor.
20
04
- Dia em que se inicia o signo astrológico de Touro dedicado ao divino casal Hathor e Ísis.
- Dia em que os antigos gregos honravam Selenem a deusa da Lua.
21
04
- Dia em que os antigos romanos celebravam a Parília. festadedicada à deusa Pales: senhora das florestas e dos campos.
22
04
- Dia em que os egípcios honravam a deusa Neith, uma das mais antigas divindades egípcias, essência da comunidade tribal, protetorados trabalhos manuais e da indústria.
23
04
- Dia em que na Síria celebrava Pire, festival da deusa Astarte: doadora a fertilidade e senhora dos mistérios do amor.
24
04
- Neste dia, os antigos mexicanos celebravam Mayahuel: deusa senhora da Terra e da noite.
- Dia em que os antigos romanos celebravam Vinalia riorade Vênus, festa do vinho consagrado a deusa do amor e da beleza.
25
04
- Dia em que os antigos romanos festejavam a Robigália, festa consagrada a Robigo: deusa do milho e da colheita.
26
04
- Dia em que em Serra Leo se comemora o ano-novo, onde são honradas todas as deusas das águas e da fertilidade. 
- Neste dia, os antigos finlandeses honravam a Ilmatar, mãe das águas, deusa da criação, filha do deus do ar Ilma. 

Fonte: Retirado do livro "O feitiço da lua", da Márcia Frazão


quarta-feira, 14 de maio de 2014

14 de Maio: Dia de Ísis, deusa egípcia da maternidade e fertilidade

  "Eu sou tudo o que foi, é, e será, e meu véu nenhum mortal levantou até agora." 
~Inscrição no antigo templo da Deusa Ísis, em Saís, capital do Antigo Egito durante a XXIV dinastia. 

Osíris entrega a Ísis o 'Ank', símbolo da vida eterna


14 de maio, na mitologia egípcia, é Dia de Ísis; ocasião em que era comemorado o encontro dessa deusa com os restos mortais de seu amado Osíris. Ísis (em egípcio: Auset) foi uma deusa da mitologia egípcia, cuja adoração se estendeu por todas as partes do mundo greco-romano.

Foi cultuada como modelo da mãe e da esposa ideais, protetora da natureza e da magia. Era a amiga dos escravos, pescadores, artesãos, oprimidos, assim como a que escutava as preces dos opulentos, das donzelas, aristocratas e governantes. (WITT, R. E.. Isis in the Ancient World. 1997. p. 7.)

Ísis é a deusa da maternidade e da fertilidade

Os primeiros registros escritos acerca de sua adoração surgem pouco depois de 2500 a.C., durante a V dinastia egípcia. A deusa Ísis, mãe de Horus, foi a primeira filha de Geb, o deus da Terra, e de Nut, a deusa do Firmamento, e nasceu no quarto dia intercalar.

Durante algum tempo Ísis e Hator ostentaram a mesma cobertura para a cabeça. Em mitos posteriores sobre Ísis, ela teve um irmão, Osíris, que veio a tornar-se seu marido, tendo se afirmado que ela havia concebido Horus. Ísis contribuiu para a ressurreição de Osiris quando ele foi assassinado por Seth.

As suas habilidades mágicas devolveram a vida a Osíris após ela ter reunido as diferentes partes do corpo dele que tinham sido despedaçadas e espalhadas sobre a Terra por Seth. (IONS, Veronica. Egyptian Mythology. Paul Hamlyn, 1968.) Esse mito veio a tornar-se muito importante nas crenças religiosas egípcias.

Ísis também foi conhecida como a deusa da simplicidade, protetora dos mortos e deusa das crianças de quem "todos os começos" surgiram, e foi a Senhora dos eventos mágicos e da natureza. Em mitos posteriores, os antigos egípcios acreditaram que as cheias anuais do rio Nilo ocorriam por causa das suas lágrimas de tristeza pela morte de seu marido, Osíris. Esse evento, da morte de Osíris e seu renascimento, foi revivido anualmente em rituais. Consequentemente, a adoração a Ísis estendeu-se a todas as partes do mundo greco-romano, perdurando até à supressão do paganismo na Era Cristã. (CHADWICK, Henry. The Church in Ancient Society: From Galilee to Gregory the Great. Oxford University Press, 2003. p. 526) 

"ela é tanto sábia quanto amante da sabedoria; como o seu nome parece denotar que, mais do que qualquer outro, o saber e o conhecimento pertencem a ela." ~Plutarco

"Você me vê aqui, Lúcio, em resposta à sua oração. Eu sou a natureza, Mãe universal, senhora de todos os elementos, filha primordial do tempo, soberana de todas as coisas espirituais, rainha dos mortos, também rainha dos imortais, a manifestação única de todos os deuses e deusas que são, o meu comando governa as alturas brilhantes dos Céus, a salutar brisa do mar. Embora eu seja adorada em muitos aspectos, conhecidos por nomes incontáveis alguns me conhecem como Juno, alguns como Belona os egípcios que se destacam no aprendizado e culto antigo me chamam pelo meu verdadeiro nome.  Rainha Ísis." ~Apuleio, escritor romano, em "O Asno de Ouro"



Títulos 

No Livro dos Mortos Ísis encontra-se referida com os seguintes títulos: 

"Aquela que dá origem ao Céu e à Terra"
"Aquela que conhece o órfão"
"Aquela que conhece a aranha viúva"
"Aquela que procura justiça para os pobres"
"Aquela que procura abrigo para as pessoas fracas"

Outros dos muitos títulos de ísis, são: 

"Rainha do Céu Mãe dos Deuses"
"Aquela que é Todos Senhora das Culturas Verdejantes"
"A mais brilhante no firmamento"
"Stella Maris"
"Grande Senhora da Magia"
"Senhora da Casa da Vida"
"Aquela que sabe fazer o uso correto do Coração"
"Doadora da Luz do Céu"
"Senhora das Palavras de Poder"
"Lua brilhante sobre o Mar"

Algumas orações místicas poderosas

Orações são poderosas e algumas são muito pouco conhecidas. Essas são orações curtas, fáceis de decorar, e muito antigas. Procure ter uma ou duas decoradas e as outras no seu grimório, pois podem agir como oração de banimento, proteção e/ou defesa quando necessário. Para conhecer outras orações como essa, procure o livro "Místicos em Oração".

1. 
Oração de Manassés

"Deus todo-poderoso, que está no céu; Deus de nossos ancestrais, de Abraão de Issac e Jacó e de seus honrados descendentes; Senhor que criou o céu e a terra com todos os seus atributos; que dominou o mar com a palavra e de Seu comando; que fechou as profundezas, selando-as com Seu terrível e glorioso nome. Infinito e insondável em Sua misericordia promessa. Pois é o Senhor altíssimo, de grande compaixão, paciente e rico em misericórdia, pesaroso pelos males do homem. O Senhor, conforme Sua grande bondade, prometeu arrependimento e perdão áqueles que pecaram e, na abundãncia de Sua compaixão, decretou o arrependimento para os pecadores a fim de que possam ser salvos.

2. Oração à Nut, a deusa do Céu

"Óh Nut do largo passo, quando semeias a esmeralda, a malaquita, a turquesa como estrelas! Se tu és verde, eu também sou verde. Verde como uma planta viva."

3. Oração de abertura de alma

"O porvir floresce ao meu encontro, visto que EU sou aquele que ilumina os milhões de anos que virão."

4. Oração à deusa Ísis

"Ó Ísis! Mãe do Cosmo, raiz do amor, tronco, capulho, folha, flor e semente de tudo o que existe. A ti força da natureza conjuramos. Chamamos a Rainha do Espaço e da Noite... e beijando seus olhos amorosos, bebendo o orvalho de seus lábios, respirando o doce aroma de seu corpo, nós exclamamos:

Ó, Nut! Tu, eterna deidade do céu, que és a Alma Primordial, que és o que já foi e o que será. Ísis, a quem nenhum mortal levantou o véu. Quando tu estiveres sob as estrelas irradiantes do noturno e profundo céu do deserto, com pureza de coração e na chama da serpente, te chamamos:

RAM-IO... RAM-IO... RAM-IO..."


SIMPATIA DO ANTIGO EGITO PARA VENCER DIFICULDADES DA VIDA A DOIS

Costure um pedaço de tecido vermelho com linha da mesma cor, formando um saquinho. Dentro dele, coloque uma miniatura de pirâmide, um galhinho de arruda e 13 pétalas de rosas vermelhas. Feche o seu patuá com uma fita branca e carregue-o com você, na bolsa ou na carteira. Ele dará poder e energia para que consiga mostrar a verdade ao seu companheiro. E protegerá a sua relação!
____
Observação: As conjurações são antiquíssimas e têm como finalidade descarregar os corpos internos de todas as larvas astrais e mentais, influências negativas, más impressões, fixações, tanto externas quanto internas. Conjure de todo coração a deusa mãe Ísis nos casos de fadiga excessiva, dores de cabeça intermitentes, calafrios, tonturas, perturbações no apetite, dores inexplicáveis, perda de memória, tristeza, depressão, ansiedade, medo de ficar sozinho e outros medos inexplicáveis. Independente de sua fé, é importante sempre consultar um médico se sentir algum desses sintomas. Saúde é coisa séria! Que a poderosa Ísis lhe abençoe, lhe dê alegrias, saúde, vida longa e próspera...



sábado, 10 de maio de 2014

10 de Maio :: Dia de Tin Han



Na Mitologia Chinesa Tin Han é a deusa que protege os pescadores e navegante. Protetora dos que trabalham no mar ou tiram dele seu sustento.

Diz a tradição que nesse dia, quem não puder estar perto do mar, entre em contato com a deusa jogando pétalas de flores numa bacia com água salgada. A água, especialmente a do mar, possui um poder inacreditável para ajudar a equilibrar nossas emoções. 

Nomes como também é conhecida

Mazu (媽祖, literally "Mother-Ancestor"), or Mazu-po (媽祖婆, "Elder Lady Mazu"), transcribed as Matsu in Wade-Giles

Tian Hou or Tianhou (天后, literally "Heavenly Empress" or "Heavenly Queen") or Tin Hau in Cantonese

Tian Fei (天妃, literally "Heavenly Princess Consort"), pronounced as Tenpi in Japanese
A-Ma or A-Po (阿媽, 阿婆, "Grandmother")

Tianshang Shengmu orTianhou Shengmu (天上聖母, 天后聖母, both meaning "Heavenly Holy Mother").
Most Northern Chinese use the first title, whereas most persons from Southern China use the second title.

Thiên Hậu Thánh Mẫu or bà Thiên Hậu in Vietnamese

Existem 1 500 Templos em sua honra. espalhados por 26 países.


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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Felicitas, deusa romana da sorte e da fortuna



Felicitas e seus 7 filhos,
p/ Hartmann Schedel (1440-1514)
Na mitologia romana, Felicitas (que significa "boa sorte" ou "fortuna") era a deusa ou personificação de boa sorte e sucesso. Ela desempenhou um papel importante na religião de Roma, durante o império, e era frequentemente retratada em moedas. Ela se tornou um símbolo importante da riqueza e prosperidade do império romano.

Felicitas era desconhecida antes de meados do século II a.C., quando um templo foi dedicado a ela no Velabrum, no Campo de Marte, por Lucius Licinius Lucullus, usando o saque de sua campanha na Espanha (151-150 a.C.). O templo foi destruído por um incêndio durante o reinado de Claudius e nunca foi reconstruído.

Outro templo, dedicado a deusa Felicitas, foi planejado por Júlio César e erguido por Marcus Emílio Lépido, na Cúria Hostília, em Roma, após sua morte. O templo havia sido restaurado por Lucius Cornelius Sulla, mas demolido por César em 44 a.C. Este templo já não existia na época de Adriano, e sua localização, provavelmente, está sob a igreja de Igreja de Santi Luca e Martina.

A palavra felicitas "sorte", é também a origem da palavra e do nome "felicidade", feliz, afortunado.¹ Em um sentido  mais amplo seria a ausência de todo o mal, e vivência plena do bem. Em geral, "felicitas" seria  um estado humano de satisfação devido à própria situação do mundo, relacionando-se a este  significado assuntos profissionais, financeiros, familiares, sociais, de saúde, entre outros. 


Por essa relação com a situação, a noção de felicidade "felicitas" se difere do significado de  "beatitude", outra palavra também originária do latim, que seria o ideal da felicidade  independente da relação do homem com o mundo e, por isso, limitada à esfera contemplativa,  divina, religiosa ou espiritual. Assim o arquétipo da deusa Felicitas está diretamente ligado ao estado de felicidade humana.

Moeda Romana (Valeriano)
com a Efígie de Felicitas
Um dos pontos mais importantes que dominava os debates de Sócrates (470-399 a.C.), bem  como o desenvolvimento das filosofias de Platão (427-347 a.C.) e Aristóteles (384-322 a.C.),  ainda na antiga Grécia, foi o questionamento de "como viver bem?" ou, em outras palavras, a  busca de respostas para a questão "como ser feliz?". 

Desde os primórdios da filosofia  ocidental até a atualidade tais questões estão intrinsecamente presentes na vida cotidiana de  todos os indivíduos e de todas as sociedades e, por esta fundamental razão, é a característica  ou vocação comum que une toda a humanidade. Alma Felicitas!² Lembre-se sempre que a verdadeira felicidade parte de dentro para fora, ela só pode ser achada dentro de cada um de nós. Por mais que se busque a felicidade na matéria, a felicidade não é material, é um estado de espírito.

A felicidade está muitas vezes bem mais próxima de nós do que imaginamos! Diga em voz alta três vezes: "Chamo até mim a grandiosa Felicitas, Deusa da felicidade! Estenda suas bençãos sobre este lar e sobre aqueles que aqui moram. Gratidão!"

Diz a tradição que para atrair os favores e simpatia da deusa Felicitas para dentro de seu lar, pode-se acender uma vela azul próxima a janela, evocando a felicidade. Se dinheiro não traz a felicidade, a felicidade pode trazer dinheiro. Lembre-se sempre que a verdadeira felicidade parte de dentro para fora, ela só pode ser achada dentro de cada um de nós. Por mais que se busque a felicidade na matéria, a felicidade não é material, é um estado de espírito.

Fonte/Referências: 
1- Tradução livre de: http://en.wikipedia.org/wiki/Felicitas
2- Felicitas | Descrição: http://www.felicitas.com.br/felicitas_descricao.html

sábado, 6 de agosto de 2011

Tan Hill, a divindade do fogo na mitologia Celta



Divindade do fogo na mitologia Celta. Seu dia é comemorado em 6 de agosto.

A maioria dos antigos festivais Celtas eram rituais do fogo.


O termo celta tan ou teine é utilizado ainda hoje em muitos topônimos britânicos, como Tan Hill, que significa Colina de Fogo.

O fogo nos dá luz e calor em noites frias, é usado para cozinhar alimentos, derreter e forjar o metal, dentre tantas coisas, representa também o princípio fundamental da energia pura.

RITUAL PARA TAN HILL

Acenda três velas vermelhas formando um triângulo, ficando você no centro. Peça a ajuda de Tan Hill para atrair os favores das salamandras. Jogue nas chamas das três velas um pouco de purpurina ou glitter, dizendo:

"Assim como esta chama cresce, tudo o que eu fizer crescerá. Assim como a chama aquece, tudo o que eu fizer aquecerá o coração das pessoas. Assim seja feito."¹

1- FEU, Eddie Van. Diário Vida e Magia 2010. Rio de Janeiro: Linhas Tortas, 2009.

sábado, 23 de julho de 2011

Deuses e Deusas da Mitologia Egípcia

Deuses e deusas do panteão mitológico egípcio

Panteão das divindades cultuadas no Egito Antigo



a pedidos...

Os deuses do antigo Egito foram faraós que reinaram no período pré-dinástico. Assim, os mitos foram inspirados em histórias que aconteceram de verdade, milhares de anos antes de sua criação. Para a cultura do antigo Egito o casamento consanguíneo tinha o sentido de complementaridade, unir céu e terra, seco e úmido, por essa razão diversos deuses eram irmãos que se casavam entre si. Osíris foi o primeiro Faraó e, que com o passar do tempo foi divinizado. Seu reinado em vida marcou uma época de prosperidade e ao morrer passou a ser o soberano do reino dos mortos.

Os deuses egípcios eram representados ora sob forma humana, ora sob forma de animais, considerados sagrados. A seguir as principais deidades do panteão egípcio:

Amon, Rá, Atom

Atom é o deus da origem do universo, associado com a serpente e também com o sol negro. Amon era o deus de chifres associado ao carneiro, cuja simbologia esta relacionada com o signo astrológico de capricórnio. Amon - amon, Ammon, etc - era também representado por um ganso. Foi o deus que originou todas as coisas, deus da vida, associado ao Sol. Amon significa ‘o oculto’, ou ‘aquele que é ,(ou está), oculto’. No Egito estas 3 divindades acabaram constituindo uma santa trindade divina - análoga à que os cristãos muito mais tarde defenderam na sua religião monoteísta - e constituíram apenas 1 única deidade : aquele que originou todos os deuses e que era pai de todos os deuses.

Amon é Zeus para os Gregos e Júpiter para os Romanos, o Deus dos deuses, o rei de todos os deuses. Segundo a mitologia do Antigo Egito, no inicio havia apenas águas primordiais, e delas nasceram Atum. Atum masturbou-se e o seu sêmen ao ser derramado pelas águas, deu origem aos deuses e homens, assim como toda a restante criação.

Amonet

Por alguns encarada como o principio feminino de Amon, por outros como a primeira mulher de Amon.

Mut

A segunda esposa da Amon e mãe adotiva de Konshu.

Konshu

Deus da lua, do tempo e do conhecimento

Maat

Filha de Amon, esposa do seu irmão Tot, era aquela que participava nos julgamentos dos que faleciam. No Amenti - tribunal das almas situado nas esferas celestes - Maat era aquela que colocava uma pena num dos pratos da balança onde era decidido o destino da alma de quem se apresentava a julgamento apos a morte.

No outro prato da balança, Osíris colocava o coração do falecido. Se os pratos permanecessem em equilíbrio, a alma do falecido estava salva e ele festejaria com os espíritos de morte, para depois partir para a morada dos deuses, ou reencarnar. Se o seu coração pesasse mais que a pena de Maat, esta levaria a alma do morto para os infernos onde Ammut a devoraria em agonia eterna, ate que essa alma deixasse de existir para sempre. Maat era a deusa do equilíbrio e da justiça.

Ammut

Deusa do inferno, que devorava as almas que foram condenadas em ‘Amenti’, até que elas deixassem de existir para sempre.

Tot

Filho de Amon, marido de Maat. Era o escriba dos deuses, o deus da aprendizagem e da sabedoria relacionada com o oculto, a magia, o sobrenatural.

Sechtat

Filha de Tot e Maat, era a deusa da sabedoria na forma da ciência: astronomia, matemática, medicina, arquitetura, etc.

Madset

Filha de Tot e Maat, era tal como a sua mãe, uma deusa associada á Justiça

Hator

Deusa do feminino, da fertilidade, da sexualidade, do amor, da embriaguez, da prostituição, da felicidade, da prosperidade material e boas bênçãos aos humanos . Era uma das deusas mais reverenciadas na antiguidade e o seu templo um dos mais belos do antigo Egito. O seu culto era realizado não só através de devoção espiritual, mas também através de rituais sexuais, nomeadamente através da prostituição sagrada.

Hator era a consorte dos faraós e acreditava-se que era ela que escolhia quem ocupava esse cargo divino, pois apenas um seu escolhido e amante seria elevado á condição de faraó. Por isso, embora todo o faraó possuísse esposas humanas, ele teria igualmente de ser amante desta deusa. Os sacerdotes de Hator, ao contrário do que sucedia com outros os deuses, mantiveram os conhecimentos sobre esta deusa em grande segredo, transmitindo apenas aos iniciados, de mestres para discípulos, pelo que mais saber sobre esta deusa se perdeu nos tempos.


Geb

Filho de Chu e Tefnut - estes por sua vez emanados de Atum quando o rei dos deuses gerou a criação - ele casado com Nuit e é o deus da terra e da morte. Era ele que impedia os espíritos maus de partir deste mundo e as conduzia ás entranhas da terra, os aprisionando. Este deus era também responsável pelo estímulo ao lado material da vida.

Nuit

Também como Geb - do qual é irmã - esta divindade é filha de Chu e Tefnut, ( estes por sua vez emanados de Atum quando o rei dos deuses gerou a criação), e é esposa de Geb. Ela é a deusa dos céus, aquela que fica com os espíritos - excetuando os espíritos maus que o seu marido Gab automaticamente aprisiona na terra - e os conduz ás esferas celestes. Ali, eles serão julgados em Amenti.

Isis

Deusa mãe e do amor, filha de Geb e Nuit, irmã e esposa de Osíris. Quando Seth matou e esquartejou Osíris, Isis procurou pelos pedaços do corpo do seu marido e usando magia, (com a ajuda da sua irmã Neftis), ela ressuscitou o corpo desse e logo fez amor com ele, assim concebendo Horus, aquele que se vingaria da atrocidade cometida contra o seu pai.

Osíris

Filho de Geb e Nuit, irmão e marido de Isis, era o deus que procedia ao julgamento das almas dos que morreram, juntamente com Maat. A Osíris foi concedido o poder de governar sobre o mundo terreno. Seth, seu irmão, ficou ciumento e invejoso porque apenas lhe tinha sido concedido poder sobre os desertos, enquanto que o seu irmão governava sobre toda a restante terra. Osíris é por isso vítima de Seth que lhe dirige um golpe para destroná-lo; durante um banquete oferecido pelo seu irmão Seth, Osíris é atacado por 72 demônios ao serviço de Seth e acaba esquartejado em 16 pedaços. A sua esposa Isis, (com a ajuda da sua irmã Neftis), procurou e reuniu todos os pedaços, reconstituindo-lhe o corpo através da magia e fazendo amor com ele, gerando assim Horus, o seu filho que o haveria de vingar contra Seth. Conjuntamente com Isis, é igualmente um deus de fertilidade e prosperidade.

Seth

Filho de Geb e Nuit, irmão e esposo de Neftis. Seth era o espírito do mal, sendo que apenas lhe foi concedido o poder de governar os desertos. Seth era o deus das tempestades, da violência, do ciúme, da inveja, da sodomia, da impureza, etc. Seth habitava no deserto e era rei de demônios. Seth invejou o reino do seu irmão Osíris e jurou usurpar-lhe o trono. Assim, Seth matou o seu irmão, esquartejando-lhe o corpo e fazendo para sempre escravo da morte. Seth ocupou o trono do seu irmão, ate que Horus realizou a sua vingança, expulsando Seth deste mundo, exilando-o novamente nos desertos e nas tempestades.

Neftis

Filha de Geb e Nuit era irmã e esposa de Seth. Era a rainha dos desertos e deusa da morte. Não gostava verdadeiramente do seu marido Seth, e chegou mesma a metamorfosear-se na figura de Isis - sua irmã - assim enganando Osíris e copulando com ele, sendo que dessa relação nasceu Anúbis, deus dos embalsamamentos e dos funerais. Neftis significa 'senhora da casa' ou 'senhora do castelo', ou 'senhora do palácio', e ela era na verdade a rainha dos desertos, ou seja, da casa onde habitava o espírito do mal: Seth. Neftis era por isso deusa dos desertos e de todas as suas criaturas, assim como da noite, das trevas e da morte, ao mesmo tempo em que era representada como uma belíssima mulher, uma sedutora irresistível e por vezes lasciva, que podia assumir a forma que bem quisesse para copular com quem bem desejasse, tal como fez com Osíris.

Anúbis

Filho de Neftis e Osíris, é o deus dos funerais. È também o deus guardião dos cemitérios, e a entidade que conduz as almas dos mortos ao tribunal denominado ‘Amenti’, onde as almas dos falecidos serão julgadas por Osíris e Maat.

Horus

Filho de Isis e Osíris, é um deus da vida e da morte, pois foi gerado pela sua mãe que é deusa da vida, e pelo seu pai um deus da fertilidade aprisionado pela morte. Horus foi ocultado de Seth ate estar preparado para vingar a traição de que o seu pai Osíris foi vitima ás mãos de Seth, que o esquartejou durante um banquete que lhe havia oferecido através de 72 demônios e assim o tornou escravo da morte para lhe usurpar o torno. Osíris combateu Seth, lutando pelo trono do seu pai. Teria perdido a luta, sendo que foi sodomizado por Seth que assim pretendeu selar e provar a sua superioridade e a sua vitória sobre Horus. Seth depositou o seu sêmen dentro de Horus, para depois o apresentar em tribunal aos outros deuses e confirmar diante dos olhos de todos eles a sua indisputável vitória. Confirmando que Horus se tinha transformado num seu servo por via da submissão.

Contudo, Isis usou magia para fazer o sêmen desaparecer do corpo de Horus e aparecer no corpo de Seth. Seth sofreu assim um rude golpe e grande humilhação, sendo que o tribunal deliberou a sua derrota e o condenou ao exílio nos desertos de onde ele tinha vindo. Horus recuperou o trono do seu pai Osíris, e vingou-se de Seth, castrando-o para depois o expulsar deste mundo. A religião da antiguidade Egípcia acreditava por isso que foi através de Horus que Seth - o mal - foi expulso deste mundo e habita apenas nos seus domínios do maligno.





segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mitologia Celta: conheça as deusas celtas

Pedra Celta pré-histórica, na localidade de Draguignan, Provença, França  (Wikimedia Commons)


"Celtas é a designação dada a um conjunto de povos, organizados em múltiplas tribos, pertencentes a família linguística indo-européia que se espalhou pela maior parte do oeste da Europa a partir do segundo milenio antes de Cristo. A primeira referência literária aos celtas (Κελτοί) foi feita pelo historiador grego Hecateu de Mileto no século VI a.C.

Boa parte da população da Europa ocidental pertencia às etnias celtas até a eventual conquista daqueles territórios pelo Império Romano. Organizavam-se em tribos, que ocupavam o território desde a península Ibérica até a Anatólia. A maioria dos povos celtas foi conquistada, e mais tarde integrada, pelos romanos, embora o modo de vida Celta tenha sobrevivido em grande parte do território por eles ocupado.

Existiam diversos grupos celtas compostos de várias tribos, entre eles os bretões, os gauleses, os escotos, os eburões, os batavos, os belgas, os gálatas, os trinovantes e os caledônios. Muitos destes grupos deram origem ao nome das províncias romanas na Europa, as quais que mais tarde batizaram alguns dos estados-nações medievais e modernos da Europa.

Os celtas são considerados os introdutores da metalurgia do ferro na Europa, dando origem naquele continente a Idade do Ferro. Do ponto de vista da independência política, grupos celtas perpetuaram-se pelo menos até ao século XVII na Irlanda, país onde por seu isolamento, melhor se preservaram as tradições de origem celta.

Outras regiões europeias que também se identificam com a cultura celta são o País de Gales, a Cornualha, a Gália, o norte de Portugal e a Galiza. Nestas regiões os traços linguísticos celtas sobrevivem nos topônimos, nalgumas formas linguísticas, no folclore e nas tradições.

A influência cultural celta, que jamais desapareceu, tem mesmo experimentado um ciclo de expansão em sua antiga zona de influência, com o aparecimento de música de inspiração celta e no reviver de muitos usos e costumes conhecidas hoje como Celtismo.

DEUSAS CELTAS


Abnoba: Deusa da Floresta negra (Forêt-Noire, Schwarzwald).

Aine: Aine é uma deusa primária da Irlanda, soberana da terra e do sol, associada ao Sostício de Verão, que sobreviveu na forma de uma Fada Rainha. Seu nome significa: prazer, alegria, esplendor. Ela é irmã gêmea de Grian, a Rainha dos Elfos e era também considerada um dos aspectos da Deusa Mãe dos celtas Ana, Anu, Danu ou Don. Juntas Grian e Aine, alternavam-se como Deusas do Sol Crescente e Minguante da Roda do Ano, trocando de lugar a cada solstício.

Os pagãos acreditam que na entrada do Solstício de Verão, todos os Povos pequenos vêm a Terra em grande quantidade, pois é um período de equilíbrio entre Luz e Trevas. Se estiver em paz com eles, acredita-se que, ao ficar de pé no centro de um anel-das-fadas é possível vê-los. É um período excelente para fazer amizade com as fadas e outros seres do gênero.

Rainha dos reinos encantados e mulher do Lado, ela é a Deusa do amor, da fertilidade e do desejo. É filha de Dannann, e esposa e algumas vezes filha de Manannan Mac Liir, e mãe de Earl Gerald. Como feiticeira poderosa, seus símbolos mágicos são "A égua vermelha", plantações férteis, o gado e o ganso selvagem.

Existem duas colinas, perto de Lough Gur, consagradas à Deusa, onde ainda hoje ocorrem ritos em honra a fada Aine. Uma, a três milhas a sudoeste, é chamada Knockaine, em homenagem a esta deusa. Nessa colina possui uma pedra que dá inspiração poética a seus devotos meritórios e a loucura à aqueles que são por Ela rejeitados.

Esta é uma Deusa-Fada que segundo a tradição celta ajudava os viajantes perdidos nos bosques irlandeses. Diziam que para chamá-la bastava bater três vezes no tronco de uma árvore com flores brancas. Sempre que se sentir "perdido", faça o mesmo, chame por Aine batendo três vezes no tronco de uma árvore de flores brancas. Ela não vai tardar em ajudar.

Andrasta: Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo de que foi identificado com Marte (deus da guerra) romano.

Arduina: Deusa de Ardennes. Foi identificada pelos romanos como Diana, a Ártemis grega.

Arianrhod: Ela é a guardiã da "roda de prata" que circunda as estrelas, considerada símbolo do tempo e do carma. É igualmente deusa da reencarnação, da Lua Cheia dos namorados e a Grande mãe Frutuosa.

Arianrhod aparece no Mabinogion, uma coleção de relatos escritos entre o século XI e XIII d.C., como filha do deus Don e mãe dos gêmeos Lleu Llow Gyffes e Dylan.

Esta deusa é a figura primal de poder e autoridade feminina, considerada a Deusa dos Ancestrais Celtas. Vive em um reino estelar, Caer Arianrhod, na constelação Corona Borealis, com suas sacerdotisas e de lá decide o destino dos mortos, carregando-os para a Lua ou para a sua constelação.

É também uma deusa da fertilidade e de tudo que é eterno. O espírito de Arianrhod é símbolo de profecia e sonhos. Ela controla a dimensão do tempo. O viajante que a seguir deve estar com o coração e a mente aberta para seus ensinamentos. Convide-a para ajudar-lhe com dificuldades passadas e para contatar o povo das estrelas.

Na Tradição Avalônica ela corresponde ao elemento Fogo e seu chakra correspondente é o cardíaco. Já na tradição celta esta deusa apresenta três aspectos: donzela, mãe e crone, representando os três estágios da vida de uma mulher.

A Arianrhod é atribuído os poderes da coruja, que através de seus olhos vê o subconsciente da alma humana. A coruja é um pássaro nocturno que simboliza a morte, renovação, sabedoria, a magia da lua e as iniciações.

Armid: Airmid é a Deusa da Cura dos celtas. É filha de Daincecht, avô de Lugh, e possuía quatro irmãos: Miach, Cian, Cethe e Cu.

Lugh foi o guerreiro que tinha uma lança mágica que disparava fogo e rugia e libertou o rei Nuada e os Tuatha Dé Danann das mãos dos Formori, os demônios da noite que tinham um só olho. Nuada perdeu sua mão direita durante um combate e, para que pudesse continuar a ser rei, ele precisava estar inteiro, então, o médico Dianchecht construiu uma maravilhosa prótese de prata, o que rendeu a Nuada o apelido de "Mão de Prata".

A estória da Deusa Airmid inicia-se quando faz uma visita ao castelo do rei Nuada.

Conta-se que os portões do castelo do rei Nuada era guardado por um homem que não tinha um dos olhos e trazia escondido em sua capa um gato. Quando Airmid e seu irmão Miach, em visita ao castelo, apresentaram-se como curandeiros, o tal homem pediu-lhes para reconstituir o olho perdido. Os deusemédicos concordaram e transplantaram o olho do gato para o espaço do olho vazio do porteiro. Entretanto, não tinham como mudar as características do olho do animal. Sendo assim, a noite ele ficava aberto em busca de caça e durante o dia fechava-se exausto. Mas o porteiro ficou muito feliz por ter novamente os dois olhos.


Banba, Eriu e Fodla:Trio de deusas filhas de Fiachna que personificam o Espírito da Irlanda.

Blodeuwedd: Seu nome foi traduzido como "flor branca", sendo representada, muitas vezes, com um lírio branco nas cerimônias de iniciação celtas de Gales. Criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser esposa de Lleu, foi transformada em coruja por causa do seu adultério e da conspiração para a morte do marido. Aspecto virginal da Deusa Tríplice dos galeses, Blodeuwed tinha por símbolo uma coruja. Seu domínio é o das flores, sabedoria, mistérios lunares e iniciações.

Boann: Deusa da água e da fertilidade, seu animal sagrado é a vaca branca.

Branwen: Irmã de Bran e esposa do rei irlandês Matholwch. Vênus dos Mares do Norte, filha de Llyr, uma das três matriarcas da Grã-Bretanha. Branwen é chamada Dama do Lago, sendo a deusa do amor e da beleza no panteão galês.

Brigit: Irmã do deus Oengus, o Cupido irlandês, divindade do amor. Brigit é uma deusa tríplice, a menos que haja três irmãs com o mesmo nome. É venerada pelos poetas, ferreiros e pelos médicos. Enquanto deusa das estações do ano, seu culto se celebrava no
primeiro dia de fevereiro, dia do Imbolc, a grande festa de purificação.

Cerridwen / Ceridwen / Caridwen: Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e A Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy, e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. Há uma lenda que diz que o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento.

Cliodna: Deusa da beleza e do Outro mundo, mais tarde se tornou uma Rainha-fada.

Cuchulainn: As aventuras de Cuchulainn (diz-se Cu-hu-lim) constituem a epopéia principal do ciclo heróico de Ulster. Ao nascer, chamava-se Setanta; era filho de Dechtiré, irmã do rei Conchobar, casada com Sualtan, o profeta. Seu pais verdadeiro, porém, era o deus Lug, mito solar dos Tuatha Dê Danann. Foi criado entre os demais filhos dos vassalos e guerreiros do rei. Com sete anos matou o terrível cão de guarda de Culann, chefe dos ferreiros de Ulster; vem daí o nome Cuchulainn, "Cão de Culann". O menino possuia uma força incrível e, quando dominado pela ira, lançava calor intenso e suas feições transformavam-se, pavorosamente. Algum tempo depois de matar o cão, massacrou três guerreiros mágicos gigantes, que tinham desafiado os nobres do Ramo Vermelho (uma milícia ou ordem primitiva de cavaleria de Usler, provavelmente). Depois, mandam-no para Scâthach, a Rainha das Trevas, epônima da ilha Skye, onde conclui sua educação. A feiticeira ensina a ele a arte da magia. Antes de voltar para casa, decide matar uma inimiga de sua professora, a amazona Aiffé, uma mortal. Não só a derrota mas deixa-a grávida. Volta, assim, para Ulster, munido de armas prodigiosas. Pouco tempo passado, se apaixona por Emer (diz-se Avair), filha de Forgall Manach, mágico poderoso. Este não permite o relacionamento; Cuchulainn, então, rapta-a, depois de ter matado toda a guarnição e o pai da moça. Neste período é que as grandes batalhas e aventuras tomam lugar.

Dama Branca: Conhecida em todos os países celtas, era identificada como Macha, Rainha dos Mortos, a forma idosa da Deusa. Simbolizava a morte e a destruição. Algumas lendas chamam-na de Banshee, aquela que traz a morte.

Dana: Segundo uma lenda, Dana nasceu em uma Clã de Dançarinos que viviam ao longo do rio Alu. Seu nome foi escolhido por sua avó, Kaila, Sacerdotisa do Clã. Foi ela que sonhou com uma barca carregando seu povo por mares e rios até chegarem em uma ilha, onde deveria construir um Templo, para que a paz e a abundância fossem asseguradas. Ao despertar, Danu relatou seu sonho ao conselho e a grande viagem começou então a ser planejada.

Também conhecida como Danu, é a maior Deusa Mãe da mitologia celta. Seu nome "Dan", significa conhecimento, tendo sido preservada na mitologia galesa como a deusa Don, enquanto que outras fontes equipararam-na à deusa Anu. Na Ibéria, a divindade suprema do panteão celta é considerada a senhora da luz e do fogo. Era ela que garantia a segurança maetrial, a proteção e a justiça. Dana ou Danu também é conhecida por outros nomes: Almha, Becuma, Birog, ou Buan-ann, de acordo com o lugar de seu culto.

O "Anuário da Grande Mãe" de Mirella Faur, nos apresenta o dia 31 de março como o dia de celebrar esta deusa da prosperidade e abundância. Conta ainda, que os celtas neste dia, acreditavam que dava muito azar emprestar ou pegar dinheiro emprestado, por prejudicar os influxos da prosperidade. Uma antiga, mas eficaz simpatia, mandava congelar uma moeda, fazendo um encantamento para proteger os ganhos e evitar os gastos.

Os descendentes da Dana e seu consorte Bilé (Beli) eram conhecidos como os "Tuatha Dé Dannan" (povo da Deusa Dana), uma variação nórdica de Diana, que era adorada em bosques de carvalhos sagrados.O nome "Dana"é derivado da Palavra Céltica Dannuia ou Dannia. É significativo que o rio Danúbio leve seu nome, pois foi no Vale do Danúbio, que a civilização Celta se desenvolveu. A ligação Celta com o vale do rio Danúbio também é expressa em seu nome original. "Os filhos de Danu", ou "Os filhos de Don".

Dana é irmã de Math e seu filho é Gwydion. Sua filha é Arianrhod, que tem dois filhos, Dylan e Llew. Os dois outros filhos de Dana são Gobannon e Nudd.

É certo que Dana deveria ser considerada a Mãe dos Deuses, depois de ter lhes dado seu nome. Há várias interpretações do seu nome, sendo que uma delas é "Terra Molhada" e o mais poética, "Água do Céu".

Danu é uma das Dea Matronae da Irlanda e a Deusa da fertilidade. Seu símbolo mágico é um bastão.

Seu personagem foi cristianizado na figura de Santa Ana, mãe da Virgem Maria, pois sua existência é proveniente de uma antiga divindade indo-européia. Também é conhecida na Índia, como o nome de "Ana Purna" e em Roma toma o nome de "Anna Perenna".

Druantia: Na mitologia britânica, Druantia era a deusa druida do nascimento, sabedoria, morte e metempsicose. É a mãe do alfabeto das árvores irlandês.

Épona: "A Cavaleira" ou "A Amazona". É representada sempre a cavalo, sentada de lado, como as amazonas do século passado; na cabeça tras um diadema; ao seu lado vê-se uma jumenta ou um poldro, que, às vezes, é alimetado pela deusa. Seus atributos eram a cornucópia, uma pátera e frutos. Presidia, também, à fecundidade do solo, fertilizado pelas águas.

Elaine: Na mitologia celta, Elaine (Lily-Maid) era a deusa virgem da beleza e da lua.

Eriu / Erin: Filha do Dagda, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha de Dannan da Irlanda.

Flidais: Deusa da floresta, dos bosques e criaturas selvagens do povo irlandês. Viajava numa carruagem puxada por veados e tinha a capacidade de mudar de forma.

Mm: Na mitologia celta, Mm era a deusa do pensamento dos povos independentes do Norte.

Morgana: Morgana representa na lenda arturiana, a figura de uma Deusa Tríplice da morte, da ressureição e do nascimento, incorporando uma jovem e bela donzela, uma vigorosa mãe criadora ou uma bruxa portadora da morte. Sua comunidade consta de um total de nove sacerdotisas (Gliten, Tyrone, Mazoe, Glitonea, Cliten, Thitis, Thetis, Moronoe e Morgana) que, nos tempos romanos, habitavam uma ilha diante das costas da Bretanha. Falam também das nove donzelas que, no submundo galês, vigiam o caldeirão que Artur procura, como pressagiando a procura do Santo Graal. Morgana faz seu debut literário no poema de Godofredo de Monntouth intitulado "Vita Merlini", como feiticeira benigna. Mas sob a pressão religiosa, os autores a convertem em uma irmã bastarda do rei, ambígua, freqüentemente maliciosa, tutelada por Merlim, perturbadora e fonte de problemas.

Nenhum personagem feminino foi tão confusamente descrito e distorcido como Morgana ou Morgan Le Fay. A tradição cristã a apresenta como uma bruxa perversa que seduz seu irmão mais novo, Artur, e dele concebe o filho. Entretanto, nesta época, em outras tribos celtas, como em muitas outras culturas, o sangue real não se misturava e era muito comum casarem irmãos, sem que isso acarretasse o estigma do incesto.

Morgana e Artur tiveram um filho fruto de um Matrimônio Sagrado entre a Deusa (Morgana encarna como Sacerdotisa) e o futuro rei.

O "Matrimônio Sagrado" era um ritual, no qual a vida sexual da mulher era dedicada à própria Deusa através de um ato de prostituição executado no templo. Essas práticas parecem, sob o ponto de vista da nossa experiência puritana, meramente licenciosas. Mas não podemos ignorar que elas faziam parte de uma religião, ou seja, eram um meio de adaptação ao reino interior ou espiritual. Práticas religiosas são baseadas em uma necessidade psicológica. A necessidade interior ou espiritual era aqui projetada no mundo concreto e encontrada através de um ato simbólico Se os rituais de prostituição sagrada fossem examinados sob essa luz, torna-se evidente que todas as mulheres devessem, uma vez na vida, dar-se não a um homem em particular, mas à Deusa, a seu próprio instinto, ao princípio Eros que nela existia. Para a mulher, o significado da experiência devia residir na sua submissão ao instinto, não importando que forma a experiência lhe acontecesse.

Morrigan: Morrigan era a deusa celta da guerra e da morte.

Rhiannon: Grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protectora dos cavalos e das aves. Rege os encantamentos, a fertilidade e o submundo. Aparece sempre montando um veloz cavalo branco.

Rosmerta: Na mitologia celta gaulesa, deusa do fogo, calor, prosperidade e abundância.

Scathach / Scota / Scatha / Scath: Seu nome traduzia-se como A Sombra, Aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cu Chulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.

Sulis: Na mitologia celta, deusa de profecia, inspiração, sabedoria e morte."


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