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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Halloween, o Dia das Bruxas

"Noite de Samhain" José Antonio Gil Martínez*

"Conectado aos mais antigos cultos pagãos, a palavra “Halloween”, tem origem em tantas lendas e histórias que só podemos afirmar que é uma das mais pagãs festas “católicas” da atualidade. Em meados do século V d.C, foi declarado que o dia 31/10 seria reconhecido como o dia de todos os santos, pois nas antigas tradições pagãs ele era chamado “O grande buraco”, pois acreditava-se que neste dia o mundo dos vivos e dos mortos comunicavam-se.

Ainda temos informações esparsas de diversas fontes históricas – documentos dos séculos V e VIII – citando que o nome Halloween teria vindo vem da palavra hallowuinas, que seria o nome das guardiãs dos conhecimentos ocultos escandinavos.

Há várias lendas em volta do dia das bruxas


Em uma delas é que no dia 31 de outubro, um dia após o Dia do Corvo (dia 30 de outubro e que é considerado nas religiões pagãs o senhor e guardião do portal entre os vivos e os mortos) todos aqueles que morreram no ano anterior, voltariam a terra e poderiam tomar posse dos corpos vivos e fazer deles seu festim antes de voltarem a escuridão da morte. 

Assim, para assustar os mortos e impedir essa possessão, a população apagava sua fogueiras e velas, se vestiam com roupas assustadoras e andavam em volta das vilas para espantar os mortos que viessem vistá-los.

Embora essa prática fosse condenada pelos católicos – que acreditavam que os mortos só voltariam no Dia do Juízo. Sua prática contínua por séculos levou por fim a uma tentativa dos cristãos de assimilar a data, ao ser agregada no calendário cristão quando passou a ser definido o Dia de Finados (mortos) no dia 02 de novembro, mas isso não inibiu o Halloween e suas práticas.

Tanto é que no século 17, os irlandeses que imigraram aos Estados Unidos levaram essa tradição ao país que por fim a difundiu para o mundo todo. Hoje em dia até na Ásia o dia 31 é comemorado com “gostosuras ou travessuras”.

SIMBOLOGIAS

Abóbora iluminada com a vela

A vela dentro da abóbora, vem da antiga lenda irlandesa de Jack, o Lanterna, um beberrão, ardiloso que ludibriou o diabo por duas vezes e conseguiu que ele o deixasse em paz até sua morte, porém quando morreu, foi negado a ele sua entrada no céu, pois sua vida não era digna do paraíso e devido os problemas com o senhor do inferno ele também não pode entrar lá. Mas o diabo com dó de Jack, que foi condenado a vagar pela eternidade na escuridão, lhe deu uma lanterna para que pudesse caminhar na escuridão.


A vela foi colocada originalmente dentro de um nabo e permanece duradoura. Nos USA, foi substituído por uma abóbora que no novo país era mais abundante que o nabo na Irlanda.

Gostosuras ou travessuras (Trick or Treat)

No século IX, na Europa os católicos faziam oferendas aos parentes e conhecidos chamado de souling que significava almejar, e era comemorado no dia 02 de novembro (o Dia dos Mortos católico). Nesse dia parentes iam de casa em casa, pedindo os chamados “soul cakes” (bolo das almas) que eram feitos de groselha (não a bebida, a fruta). Para cada pedaço de bolo que a pessoa ganhava ela deveria orar para o parente do doador do bolo, pois acreditava-se que assim, ajudava-se os mortos a irem para o reino dos céus.

Com o passar do tempo, esse hábito foi cativando as crianças, e no Dia de Halloween adotou-se que além de se vestirem com fantasias para assustarem os mortos, elas também pediriam doces e àqueles que não dessem sofreriam com as travessuras.

Agora você se pergunta o que têm as bruxas com tudo isso?

As bruxas comemoram o Samhain, o ano novo celta. Ela marca o fim do verão e a entrada do ano novo, celebrando a colheita do ano todo e a renovação para o próximo.

Mas nas tradições católicas, que procuravam colocar as antigas tradições na ótica do “diabo”, dizia-se que nessa data as bruxas chegavam em sua vassouras para a festa em que o diabo era o anfitrião, voavam em volta da lua, gritavam, riam e amaldiçoavam a todos que encontravam.

Essa crença dizia que se você encontrasse uma bruxa, deveria virar sua roupa do avesso, para a maldição ou feitiço, não te pegar. E como o gato preto sempre foi associado as bruxas, nessa época diziam que eles carregavam os espíritos dos mortos e se um gato preto cruzar o seu caminho, volte por onde veio, porque se avançar terá má-sorte na certa.

Enfim…

Uma coisa é certa, é uma festa de terror com muito bom humor. Nessa data colocamos todos os "demoninhos" para fora e brincamos sejamos adultos ou crianças.

E as bruxas, tanto das antigas quanto das novas tradições, em todo mundo celebram essa data fantástica em volta de fogueiras, colocando seus pedidos no caldeirão, para mais um ano que vai começar."


    ____
Fonte: web:http://www.patywitch.blogspot.pt (reprodução) - Imagem: "Feliz noche de Samhain a todos" José Antonio Gil Martínez (CC-BY-2.0)

terça-feira, 3 de abril de 2018

O Feitiço da Lua – Mês de Abril




O livro "O Feitiço da Lua", é um relato da jornada mística da bruxa e escritora brasileira Márcia Frazão, através do seu depoimento de encontros e desencontros vividos. 

Partindo da filosofia de suas ancestrais, em especial sua avó Vitalina e sua bisavó Luíza, Márcia nos mostra os segredos da "Grande Senhora" e apresenta as 12 Luas - dos antepassados, da busca do conhecimento, do olho interior, das vozes do mundo, do contar histórias, dos labirintos, das sereias, da loba, da risada de Afrodite, da cura, dos sonhos, de contar as bênçãos e da serpente.

Na obra, cada mês é acompanhado de um calendário para se reverenciar as grandes deusas da Magia e da Sabedoria. A seguir reproduzo informações contidas no livro referentes ao mês de abril e sua respectiva Lua.

Também conhecida como: Lua da Colheita, Lua do Derramamento, Winterfylleth  Aproximação do Inverno), Windermanob (Mês da Vindima), Mês da Folha Caída, Mês dos Dez Frios, Lua da Mudança de Estação.

Espírito da Natureza: fadas das nevascas e das plantas.

Ervas: madressilva, acrimônia, Hissopo.

Cores: prata, cinza-azulado.

Flores: lótus, jasmim, nenúfar.

Essências: lírio florentino, olíbano.

Pedras: pérola, selenita, ágata branca.

Árvore: carvalho, acácia, freixo.

Animais: besouro, tartaruga, golfinho, baleia.

Aves: íbis, estorninho, andorinha.

Deidades: Khepe, Atena, Juno, Hel, Holda, Cerridwen, Néftis, Vênus.

Fluxo de Poder: energia relaxada; preparação, sucesso. Trabalho de sonhos adivinhação, meditação sobre objetivos e planos, especialmente espirituais.

Dia
Mês
Celebração
01
04
- Dia em que em Roma se iniciava o mês dedicado à adoração de Vênus: deusa da beleza, amor e sexualidade.
- Dia em que os árabes celebravam Al-Lat: deusa lunar mãe de todos os deuses.
- Dia em que os gauleses celebravam Blodewedd: deusa protetora dos amantes.
02
04
- Dia em que os antigos portugueses realizaram a festa em celebração de A-Ma: deusa lunar, protetora dos mares e pescados.
- Dia em que os esquimós celebram a deusa sednaprotetora dos mares e senhora dos mistérios da vida e da morte.
03
04
- Dia em que a Cereália, festa das sementes e da abundância, dedicada à deusa Flora: senhora da vegetação.
04
04
- Dia em que os antigos romanos celebravam a Magalésia de Cibele, deusa das cavernas e da terra.
- Dia em que os apaches celebravam a Mulher das Transformações: deusa que representa a Grande Mãe Terra. 
05
04
- Dia em que os antigos romanos celebravam a deusa Fortuna: senhora da abundância e do destino.
06
04
- Dia em que na China se celebra o Ching-Ming, dedicado a Kwan-Yin: deusa protetora dos homens.
07
04
- Dia em que os romanos celebravam a festa de Blajini, quando oferendas são feitas para o espírito das águas do mundo dos mortos.
08
04
- Dia em que os antigos gregos celebravam a Mounichia, festival dedicado à deusa Ártemis.
09
04
- Dia em que os antigos romanos celebravam Bellona, deusa da diplomacia e da guerra.
10
04
- Dia em que os antigos babilônios celebravam a deusa Bau:protetora da noite.
- Neste dia também celebramos a Ops: antiga deusa romana, que dá aos homens a opulência e frutos da terra.
11
04
- Dia em que os antigos habitantes da Armênia celebravam Anahit: deusa da lua, do amor e do nascimento.
- Na tradição dos antigos persas, este dia pertencia a deusa Kista: doadora do conhecimento espiritual. 
12
04
- Dia em que Taiwan celebra a deusa Chu-Si-Niu-Niu, mãe de todos os seres e aquela que da proteção as mulheres na hora do parto.
- Neste dia, os antigos gregos honravam Ilítia: deusa protetora dos partos.
13
04
- Dia em que no Japão celebra-se Kamo-Tama-Yori-Hime, festa comemora o casamento sagrado entre deus O-yama-kui-no-kami e a deusa Kamo-tama-yori-hime.
Desta união resulta o nascimento de Kami: a criança divina.
14
04
- Dia em que na Índia se celebra o início do festival de Maryamma: deusa senhora
de todos os mares.
- Dia em que os antigos deuses honravam Marah: deusa protetora das águas salgadas.
15
04
- Dia em que os antigos romanos celebravam a Fordicália, festival dedicado a Telleus Mater: a Grande Mãe Terra.
16
04
- Dia em que os antigos astecas honravam a deusa Coatlicue: criadora de todos os seres e senhora dos mistérios da morte.
- É também o dia em que os antigos caldeus honravam Levanah: deusa lunar, protetora do princípio feminino e senhora das águas.
17
04
- Dia em que os aborígines da Austrália honravam Wonambideusa-serpente do arco-íris.
18
04
- Dia em que na Índia celebrava-se Rava-Navami, festival consagrado aos deus Rama e à deusa Sita. 
19
04
- Dia em que Bali celebra o princípio feminino, ornamentando os templos com frutas e flores.
- Neste dia, os antigos povos tutônicos celebravam Freya: deusa da fertilidade e do amor.
20
04
- Dia em que se inicia o signo astrológico de Touro dedicado ao divino casal Hathor e Ísis.
- Dia em que os antigos gregos honravam Selenem a deusa da Lua.
21
04
- Dia em que os antigos romanos celebravam a Paríliafestadedicada à deusa Pales: senhora das florestas e dos campos.
22
04
- Dia em que os egípcios honravam a deusa Neith, uma das mais antigas divindades egípcias, essência da comunidade tribal, protetorados trabalhos manuais e da indústria.
23
04
- Dia em que na Síria celebrava Pire, festival da deusa Astarte: doadora a fertilidade e senhora dos mistérios do amor.
24
04
- Neste dia, os antigos mexicanos celebravam Mayahuel: deusa senhora da Terra e da noite.
- Dia em que os antigos romanos celebravam Vinalia riorade Vênus, festa do vinho consagrado a deusa do amor e da beleza.
25
04
- Dia em que os antigos romanos festejavam a Robigália, festa consagrada a Robigo: deusa do milho e da colheita.
26
04
- Dia em que em Serra Leo se comemora o ano-novo, onde são honradas todas as deusas das águas e da fertilidade. 
- Neste dia, os antigos finlandeses honravam a Ilmatar, mãe das águas, deusa da criação, filha do deus do ar Ilma. 

Fonte: Retirado do livro "O feitiço da lua", da Márcia Frazão


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Pequeno Glossário Wiccano


Adivinhação: a arte mágica de revelar o desconhecido por meio da interpretação de padrões ou símbolos aleatórios em instrumentos como nuvens, cartas de Tarot, chamas, fumaça. A Adivinhação contata a Mente Psíquica ao enganar ou iludir a Mente Consciente mediante Rituais e a observação ou manipulação de instrumentos. 

A Adivinhação não é necessária aos que atingem facilmente comunicação com a mente psíquica, apesar de estes poderem praticá-la.

Akasha: o quinto elemento, o poder espiritual onipresente que permeia o universo. A energia que forma os elementos.

Amuleto: um objeto carregado magicamente que afasta energias específicas, normalmente negativas. Em geral, um objeto de proteção. (Compare a talismã.)

Antigos, Os: termo wiccano geralmente usado para englobar todos os aspectos da Deusa e do Deus. Usei-o neste contexto no Livro de Sombras das Pedras Erguidas. Alguns Wiccanos o vêem como uma alternativa para Os Poderosos.

Arte, A: Wicca. Bruxaria. Magia Popular.

Athame: uma faca ritual Wiccana. Normalmente possui uma lâmina de dois fios e um cabo preto. O athame é utilizado para direcionar o Poder Pessoal durante Rituais. É raramente (quando o é) usado para cortes reais, físicos. O termo é de origem obscura, possui muitas variantes de grafia entre os Wiccanos e uma variedade ainda maior de pronúncias. Wiccanos da costa leste americana podem pronunciá-lo como "atâmi"; ouvi pela primeira vez como "átame" e depois "atáme". Por diversos motivos, hoje por mim desconhecidos, decidi substituir o termo "faca mágica" por athame no Livro de Sombras das Pedras Erguidas. Qualquer termo, ou apenas "faca" serve.

Banquete Simples, O: uma refeição Ritual compartilhada com a Deusa e com o Deus.

Beltane: festival Wiccano celebrado em 30 de Abril ou 1°de Maio no hemisfério norte e entre 29 de Outubro e 1 de Novembro no hemisfério sul (as tradições variam). É também conhecido como Maio, Roodmas, Noite de Valpíirgis, Cethsamhain. O Beltane celebra a união, o acasalamento ou o casamento simbólico da Deusa e do Deus, e é associado aos meses vindouros do verão.

Besom: vassoura.

Bolline: o punhal de cabo branco, usado em rituais Wiccanos e de magia com finalidade prática, como cortar ervas ou perfurar uma romã. Comparar com athame.

Bonequinha de Milho: uma figura, normalmente com formato humano, criada ao entrelaçar trigo ou outros grãos secos. Representa a fertilidade da Terra e a Deusa em antigos rituais agrícolas europeus e ainda é usada na Wicca. Bonequinhas de milho não são feitas de sabugos ou palha de milho. A palavra milho ("corn") originalmente referia-se a qualquer grão, e ainda o é, em muitos países de língua inglesa, com exceção dos Estados Unidos.

Bruxa: antigamente, um praticante europeu dos remanescentes da magia popular pré-cristã, especialmente a associada a ervas, cura, fontes, rios e pedras. Um praticante de Bruxaria. Depois, o significado deste termo foi deliberadamente alterado para designar seres dementes, perigosos, sobrenaturais que praticavam magia destrutiva e ameaçavam o cristianismo. Esta foi uma mudança política, monetária e sexista por parte da religião organizada, e não uma alteração na prática das bruxas. Este equivocado significado posterior ainda é aceite por muitos não-bruxos. Além disso, é, surpreendentemente, usado por alguns membros da Wicca para designarem-se a si mesmos.

Bruxaria: a arte da Bruxa (Witchcraft = witch, "bruxa" + craft, "arte"). Magia, especialmente a que se utiliza do Poder Pessoal aliado às energias contidas em pedras, gemas, cores e outros objetos naturais. Enquanto esta pode ter nuances espirituais, a Bruxaria, por esta definição, não é uma religião. Contudo, alguns seguidores da Wicca usam este termo para designar sua religião.

Carregar: imbuir um objeto de Poder Pessoal. "Carregar é um ato de magia".

Círculo de Pedras: ver Círculo Mágico.

Círculo Mágico: uma esfera criada com Poder Pessoal, na qual são praticados rituais Wiccanos. O termo refere-se ao círculo que demarca a penetração da esfera no solo, pois esta se estende tanto acima como abaixo dele. Criado por meio da Visualização e da Magia.

Consciência Ritual: estado alterado de consciência específico, necessário para a prática bem-sucedida de magia. O mago o atinge por meio da visualização e do Ritual. Denota um estado no qual as mentes Consciente e Psíquica estão harmonizadas, o mago sente as energias, dá a elas propósito e as libera em direção ao objetivo mágico. É uma elevação dos sentidos, uma expansão da consciência para o mundo aparentemente não-físico, um elo com a natureza e com as forças por trás dos conceitos de Deidade.

Coven: grupo de Wiccanos, geralmente iniciático e dirigido por um ou dois líderes.

Dias de Poder: Ver Sabbat.

Elementos, Os: Terra, Ar, Fogo, Água. Essas quatro essências são os alicerces do universo. Tudo que existe (ou que tem potencial para existir) contém uma ou mais dessas energias. Os elementos vibram em nosso interior e estão também "espalhados" pelo mundo. Podem ser utilizados para gerar mudanças por meio da Magia. Os quatro elementos foram formados a partir da essência ou poder fundamental - Alhasha.

Encantamento: Ritual mágico, normalmente de natureza não religiosa e acompanhado de palavras vocalizadas.

Esbat: ritual wiccano, geralmente ocorrido na Lua Cheia.

Espíritos das Pedras, Os: energias elementais naturalmente inerentes às quatro direcções do Círculo Mágico, personificadas na tradição das Pedras Erguidas como os "Espíritos das Pedras". Associados aos Elementos.

Evocação: chamar espíritos ou outras entidades não-físicas, seja para aparições visíveis ou invisíveis. Comparar com Invocação.

Fogueira: um fogo aceso com propósitos rituais, geralmente fora de casa. Fogueiras são comuns durante o Yule, o Beltane e o Meio de Verão.

Incensário: um recipiente à prova de fogo, no qual o incenso é queimado. Simboliza o Elemento do Ar.


Iniciação: processo pelo qual um indivíduo é apresentado ou admitido em um grupo, interesse, habilidade ou religião. Iniciações podem constituir ocasiões rituais, mas também podem ocorrer espontaneamente.

Invocação: apelo ou pedido a uma força (ou forças) superior(es), como a Deusa e o Deus. Uma oração. A invocação é na verdade um método para estabelecer elos conscientes com os aspectos da Deusa e do Deus existentes em nosso interior. Essencialmente, portanto, podemos fazer com que apareçam ou se façam notar por meio da tomada de consciência deles.

Imbolc: festival Wiccano celebrado em 2 de Fevereiro no hemisfério norte e em 01 de Agosto no hemisfério sul, também conhecido como Candelária, Lupercália, Festa de Pã, Festa das Tochas, Festa da Luz Crescente, Oimelc, Dia de Brigit e muitos outros nomes. O Imbolc celebra os primeiros sinais da primavera e a recuperação da Deusa após dar a luz o Sol (o Deus) no Yule.

Kahuma: praticante do antigo sistema filosófico, científico e mágico do Havaí.

Livro de Sombras: um livro Wiccano de rituais, encantamentos e magia. Antes copiado à mão na iniciação, é atualmente fotocopiado ou datilografado em alguns covens. Não existe um Livro de Smbras "verdadeiro"; todos são relevantes para seus respectivos usuários.

Litha: o solstício de verão, geralmente em ou por volta de 21 de Junho no hemisfério norte e 21 de Dezembro no hemisfério sul. Um dos festivais Wiccanos e uma excelente noite para a prática de Magia. Assinala o ponto do ano no qual o sol está simbolicamente no ápice de seu poder, assim como o Deus. O dia mais longo do ano.

Lughnasadh: festival Wiccano celebrado em 1° de Agosto, no hemisfério norte e em 02 de Fevereiro no hemisfério sul, também conhecido como Véspera de Agosto, Lammas, Festa do Pão. Marca a primeira colheita, quando os frutos da terra são colhidos e armazenados para os meses escuros do Inverno, e quando o Deus também misteriosamente enfraquece à medida que os dias encurtam.

Mabon: em ou por volta de 21 de Setembro, no hemisfério norte e 21 de Março no hemisfério sul no equinócio de Outono, os Wiccanos celebram a Segunda colheita. A natureza está se preparando para o Inverno. Mabon é um vestígio de antigos festivais de colheita, os quais, de um modo ou outro, eram a um tempo praticamente universal entre os povos da Terra.

Magia: o movimento das energias naturais (como o poder pessoal para gerar as mudanças necessárias). A energia existe em todas as coisas – nós, plantas, pedras, cores, sons, movimentos. A magia é o processo de gerar ou aumentar essas energias, dando-lhes propósito e liberando-as. A magia é uma prática natural, e não sobrenatural, apesar de pouco compreendida.

Mal: aquilo que destrói a vida, é venenoso, destrutivo, ruim, perigoso.

Mão Projetiva, A: a mão geralmente usada em atividades manuais como escrever, descascar maçãs e discar telefones é simbolicamente considerada o ponto pelo qual o Poder Pessoal é enviado para fora do corpo. Em rituais, o poder pessoal é visualizado como jorrando da palma ou dos dedos da mão com diversos objetivos mágicos. É também a mão com a qual manuseamos instrumentos como o Athame. Pessoas ambidestras simplesmente escolhem que mão utilizar com este fim. Comparar com Mão Receptiva.

Mão Receptiva: a mão esquerda em pessoas destras, o inverso para canhotos. É a mão pela qual recebemos energia para nossos corpos. Comparar com Mão Projetiva. Meditação: reflexão, contemplação, voltar-se para dentro de si ou na direção da Deidade ou da natureza. Período de quietude no qual o praticante pode fixar-se em símbolos e pensamentos em particular ou ainda permitir que estes surjam livremente.

Megalito: um enorme monumento ou estrutura de pedra. Stonehenge talvez seja o mais conhecido exemplo de construções megalíticas.

Menir: uma pedra erguida provavelmente por povos antigos com fins religiosos, espirituais ou mágicos.

Mente Consciente: a metade analítica, material e racional de nossa consciência. A mente que trabalha durante cálculos, enquanto teorizamos ou lutamos com as idéias. Comparar a Mente Psíquica.

Mente Psíquica: o subconsciente ou inconsciente, pelo qual recebemos impulsos psíquicos. A mente psíquica atua quando dormimos, sonhamos e meditamos. É nosso contacto direto com a Deusa e com o Deus e o vasto mundo não-físico a nosso redor. Outros termos correlatos: adivinhação é um processo ritual que se utiliza da Mente Consciente para contatar a mente psíquica. Intuição é um termo usado para descrever informações psíquicas que atingem inesperadamente a mente consciente.

Neo-Pagão: literalmente, novo pagão. Membro, seguidor ou simpatizante de uma das recentemente formadas religiões pagãs que se espalham ao redor do mundo. Todos os Wiccanos são Pagãos, mas nem todos os pagãos são Wiccanos.

Ostara: Ocorrendo no equinócio de primavera, por volta de 21 de Março, no hemisfério norte e 21 de Setembro no hemisfério sul. Ostara assinala o início da verdadeira primavera, astronômica, quando o gelo e a neve abrem caminho ao verde. Assim, é um festival de fogo e fertilidade, celebrando o retorno do sol, do Deus e da fertilidade da Terra (a Deusa).

Pagão: do latim paganus, morador do campo. Usado nos dias atuais como termo genérico para os seguidores da Wicca e de outras religiões mágicas, xamanísticas e politeístas. Naturalmente, os cristãos têm sua própria definição para esta palavra. Pode ser substituída por neo-pagão.


Pêndulo: aparelho divinatório que consiste em um cordão preso a um objeto pesado, como um cristal, uma raiz ou um anel. A ponta solta do cordão é segura com a mão, com o cotovelo apoiado em uma superfície plana e uma pergunta é lançada. O movimento do objeto pesado determina a resposta. Uma rotação indica sim, ou energia positiva. Um balançar de um lado a outro indica o oposto. (Há muitos métodos para decifrar os movimentos de um pêndulo; utilize os que se adequarem melhor.) É um instrumento que acessa a Mente Psíquica.

Pentagrama: objeto ritual (geralmente uma peça redonda de madeira, metal, cerâmica etc.) com inscrição, pintura ou entalhe de uma estrela de cinco pontas (pentagrama). Representa o Elemento da Terra.

Poder da Terra: energia existente em pedras, ervas, chamas, vento e outras coisas naturais. É o Poder Divino manifesto e pode ser utilizado durante a Magia para originar as mudanças necessárias. Compare com Poder Pessoal.

Poder Divino: a energia pura, não manifesta, existente na Deusa e no Deus. A força vital, a fonte primordial de todas as coisas. Comparar com Poder da Terra e Poder Pessoal.

Poderosos, Os: seres, deidades ou presenças comumente invocadas durante cerimônias Wiccanas para assistir ou proteger os rituais. Os Poderosos são considerados seres espiritualmente evoluídos, que já foram humanos, ou entidades espirituais criadas ou carregadas pela Deusa e pelo Deus para proteger a Terra e cuidar das quatro direções. Por vezes associados aos Elementos.

Poder Pessoal: energia que sustenta nossos corpos. Basicamente originada da Deusa e do Deus (ou melhor, do Poder por trás destes). Primeiro a absorvemos por meio de nossas mães biológicas dentro do útero para, depois, obtemo-la a partir dos alimentos, da água, da lua e do sol e de outros objetos naturais. Liberamos poder pessoal durante o stress, exercícios, sexo, gravidez e parto. A magia é geralmente um movimento de poder pessoal para um Fim específico.

Polaridade: o conceito de energias iguais, opostas. O yin/yang oriental é um exemplo perfeito. Yin é frio, yang é quente. Outros exemplos de polaridades: Deusa/Deus, noite/dia, lua/sol, nascimento/morte, luz/trevas, Mente Psíquica/Mente Consciente. Equilíbrio Universal.

Psiquismo: o ato de estar conscientemente psíquico, no qual a Mente Psíquica e o Consciente estão ligados e trabalhando em harmonia. A Consciência Ritual é uma forma de psiquismo.

Punhal de Cabo Branco: faca de corte normal, com lâmina afiada e cabo branco. Usada na Wicca para cortar ervas e frutas, fatiar pão no Banquete Simples e para outras funções - mas jamais para sacrifícios. Por vezes chamada de Bolline. Compare com Athame.

Punhal Mágico: ver Athame.

Ritual: cerimônia. Forma específica de movimentos, manipulação de objetos ou processos internos criados para produzir efeitos desejados. Na religião, rituais são praticados visando à união com o divino. Na Magia eles produzem um estado específico de consciência que permite ao mago mover energia em direção a objetivos necessários. Um Encantamento é um ritual de magia.

Runas: figuras em varetas, algumas das quais são remanescentes dos antigos alfabetos teutónicos. Outras são criptográficas. Esses símbolos estão outra vez sendo amplamente utilizados em Magia e Adivinhação.

Sabbat: um festival Wiccano. Ver Beltane, Imbolc, Lughnasadh, Mabon, Lith, Ostara, Samhain e Yule para descrições específicas.

Samhain: festival Wiccano celebrado em 31 de Outubro, no hemisfério norte e fins de Abril no hemisfério sul também conhecido como Véspera de Novembro, Halloween, Festa das Almas, Festa dos Mortos, Festa das Maçãs. O Samhain marca a morte simbólica do Deus Sol e Sua passagem para a "Terra dos Jovens", onde aguardará pelo renascimento da Deusa Mãe no Yule. Esta palavra celta é pronunciada pelos Wiccanos como "Sôuen" "Sú-uen"; "Sâm-háin"; "Sâmain", "Sávin" e outros modos (a pronúncia desta e de outras palavras tenta obedecer às regras de pronúncia da língua portuguesa, adaptadas aproximadamente pelo Tradutor). A primeira parece ser a preferida pela maioria dos Wiccanos.

Talismã: objeto, como uma ametista ou um cristal, ritualmente carregado com poder para atrair uma força ou uma energia específica a seu portador. Compare com Amuleto.

Tradição Wiccana: subgrupo específico da Wicca, organizado e estruturado, geralmente iniciático, com práticas rituais únicas. Muitas tradições possuem seus próprios Livros de Sombras e muitas podem não reconhecer membros de outras tradições como Wiccanos. A maioria das tradições é composta por um número de covens assim como por praticantes solitários.

Trilito: arco de pedra formado por duas pedras verticais com uma terceira apoiada sobre estas. Trilitos são encontrados em Stonehenge assim como na visualização do círculo no Livro de Sombras das Pedras Erguidas.

Visualização: processo de formação de imagens mentais. Visualização mágica consiste em formar imagens de objetivos desejados durante Rituais. A visualização também é utilizada para direcionar o Poder Pessoal e a energia natural durante a Magia com várias finalidades, incluindo a carga e a formação do Círculo Mágico. É função da Mente Consciente.

Wicca: religião pagã contemporânea, com raízes espirituais no xamanismo e nas mais antigas expressões de reverência à natureza. Entre seus principais motivos temos: reverência à Deusa e ao Deus; reencarnação; magia; observação de rituais na Lua cheia, em fenômenos astronômicos e agrícolas; templos esferóides, criados com Poder Pessoal, em que ocorrem os rituais.

Xamã: homem ou mulher que obteve conhecimento das dimensões mais sutis da Terra, normalmente mediante períodos de estados alterados de consciência. Vários tipos de Rituais permitem ao xamã romper o véu que separa o mundo físico do espiritual e assim vivenciar o mundo das energias. Este conhecimento concede ao xamã o poder de alterar seu mundo por meio da Magia.
Xamanismo: a prática dos xamãs, normalmente de natureza ritualística ou mágica, por vezes religiosa.

Yule: um festival Wiccano celebrado em ou por volta de 21 de Dezembro, no hemisfério norte e 21 de Junho no hemisfério sul assinalando o renascimento do Deus Sol a partir da Deusa Terra. Período de alegria e celebração durante a privação do Inverno. O Yule ocorre no solstício de Inverno. No hemisfério norte ocorre perto do Natal cristão, que incorporou seus símbolos.


1- Scott Cunningham nasceu em 27 de junho de 1956 e praticou Magia por mais de vinte anos. Cunningham escreveu mais de 50 livros abrangendo tanto o campo de ficção como de não-ficção, sendo que 16 de seus livros foram publicados pela editora americana Llewllyn Publications. Os livros de Scott refletem um amplo leque de interesses dentro da Nova Era, onde foi considerado um dos maiores expoentes da Magia Wicca. Após um longo período de doença, Scott deixou este plano no dia 28 de março de 1993, mas suas palavras ainda vivem em suas obras.

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