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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Halloween, o Dia das Bruxas

"Noite de Samhain" José Antonio Gil Martínez*

"Conectado aos mais antigos cultos pagãos, a palavra “Halloween”, tem origem em tantas lendas e histórias que só podemos afirmar que é uma das mais pagãs festas “católicas” da atualidade. Em meados do século V d.C, foi declarado que o dia 31/10 seria reconhecido como o dia de todos os santos, pois nas antigas tradições pagãs ele era chamado “O grande buraco”, pois acreditava-se que neste dia o mundo dos vivos e dos mortos comunicavam-se.

Ainda temos informações esparsas de diversas fontes históricas – documentos dos séculos V e VIII – citando que o nome Halloween teria vindo vem da palavra hallowuinas, que seria o nome das guardiãs dos conhecimentos ocultos escandinavos.

Há várias lendas em volta do dia das bruxas


Em uma delas é que no dia 31 de outubro, um dia após o Dia do Corvo (dia 30 de outubro e que é considerado nas religiões pagãs o senhor e guardião do portal entre os vivos e os mortos) todos aqueles que morreram no ano anterior, voltariam a terra e poderiam tomar posse dos corpos vivos e fazer deles seu festim antes de voltarem a escuridão da morte. 

Assim, para assustar os mortos e impedir essa possessão, a população apagava sua fogueiras e velas, se vestiam com roupas assustadoras e andavam em volta das vilas para espantar os mortos que viessem vistá-los.

Embora essa prática fosse condenada pelos católicos – que acreditavam que os mortos só voltariam no Dia do Juízo. Sua prática contínua por séculos levou por fim a uma tentativa dos cristãos de assimilar a data, ao ser agregada no calendário cristão quando passou a ser definido o Dia de Finados (mortos) no dia 02 de novembro, mas isso não inibiu o Halloween e suas práticas.

Tanto é que no século 17, os irlandeses que imigraram aos Estados Unidos levaram essa tradição ao país que por fim a difundiu para o mundo todo. Hoje em dia até na Ásia o dia 31 é comemorado com “gostosuras ou travessuras”.

SIMBOLOGIAS

Abóbora iluminada com a vela

A vela dentro da abóbora, vem da antiga lenda irlandesa de Jack, o Lanterna, um beberrão, ardiloso que ludibriou o diabo por duas vezes e conseguiu que ele o deixasse em paz até sua morte, porém quando morreu, foi negado a ele sua entrada no céu, pois sua vida não era digna do paraíso e devido os problemas com o senhor do inferno ele também não pode entrar lá. Mas o diabo com dó de Jack, que foi condenado a vagar pela eternidade na escuridão, lhe deu uma lanterna para que pudesse caminhar na escuridão.


A vela foi colocada originalmente dentro de um nabo e permanece duradoura. Nos USA, foi substituído por uma abóbora que no novo país era mais abundante que o nabo na Irlanda.

Gostosuras ou travessuras (Trick or Treat)

No século IX, na Europa os católicos faziam oferendas aos parentes e conhecidos chamado de souling que significava almejar, e era comemorado no dia 02 de novembro (o Dia dos Mortos católico). Nesse dia parentes iam de casa em casa, pedindo os chamados “soul cakes” (bolo das almas) que eram feitos de groselha (não a bebida, a fruta). Para cada pedaço de bolo que a pessoa ganhava ela deveria orar para o parente do doador do bolo, pois acreditava-se que assim, ajudava-se os mortos a irem para o reino dos céus.

Com o passar do tempo, esse hábito foi cativando as crianças, e no Dia de Halloween adotou-se que além de se vestirem com fantasias para assustarem os mortos, elas também pediriam doces e àqueles que não dessem sofreriam com as travessuras.

Agora você se pergunta o que têm as bruxas com tudo isso?

As bruxas comemoram o Samhain, o ano novo celta. Ela marca o fim do verão e a entrada do ano novo, celebrando a colheita do ano todo e a renovação para o próximo.

Mas nas tradições católicas, que procuravam colocar as antigas tradições na ótica do “diabo”, dizia-se que nessa data as bruxas chegavam em sua vassouras para a festa em que o diabo era o anfitrião, voavam em volta da lua, gritavam, riam e amaldiçoavam a todos que encontravam.

Essa crença dizia que se você encontrasse uma bruxa, deveria virar sua roupa do avesso, para a maldição ou feitiço, não te pegar. E como o gato preto sempre foi associado as bruxas, nessa época diziam que eles carregavam os espíritos dos mortos e se um gato preto cruzar o seu caminho, volte por onde veio, porque se avançar terá má-sorte na certa.

Enfim…

Uma coisa é certa, é uma festa de terror com muito bom humor. Nessa data colocamos todos os "demoninhos" para fora e brincamos sejamos adultos ou crianças.

E as bruxas, tanto das antigas quanto das novas tradições, em todo mundo celebram essa data fantástica em volta de fogueiras, colocando seus pedidos no caldeirão, para mais um ano que vai começar."


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Fonte: web:http://www.patywitch.blogspot.pt (reprodução) - Imagem: "Feliz noche de Samhain a todos" José Antonio Gil Martínez (CC-BY-2.0)

sábado, 24 de julho de 2010

Magias e mistério das lunações ★ Bruxas Angelicais


por Clara Luz

"A Lua está para a Terra como a criança está para a mãe, a flor para o jardim, o pássaro para o ninho...

A Lua tem quatro fases, e cada fase dura mais ou menos sete dias. Cada mês, portanto, tem uma Lua. Para os Magos, Anjos e para as Bruxas, a Lua tem tantas faces e fases quantas são as variantes das Personalidades.

De modo geral, e para fins mágicos e didáticos, existem treze Luas. Fins didáticos dos Magos e... dos ditos "Normais", são doze as Luas; assim, falarei aqui sobre as doze.

A Lua Crescente é o antigo sinal das antigas Magas e das Sacerdotisas celtas e, ainda hoje, é usado por Magas de Alta linhagem. Esta Lua, em qualquer mês, é sempre sinal de progresso material e crescimento espiritual.

☪ Os meses mais espiritualizados são: março, maio, setembro, dezembro.

☪ Meses intermediários: outubro, novembro, fevereiro.

☪ Meses da prosperidade: os demais meses, com especial atenção para janeiro por ser o primeiro mês do ano, e agosto por causa das crendices e superstições da Terra.

Em agosto, mês regido pelos Arcanjos e por Rafael, em virtude do signo de Virgem, tanto as Luas quanto os Arcanjos e as fadas, enfim, Céu e Terra se desdobram em espalhar consolações e bálsamos, essências e luzes para afastar ou espantar as energias negativas, as vibrações densas, jogadas sobre ele por total desconhecimento, ou por distorsão da verdade. Agosto: mês das interrogações, das exclamações... agosto! Mês de Iemanjá, dos poderosos Arcanjos...

Lua Nova: Núpcias, concepção, renovação, celebrações... Lua Nova:Sol-Lua! Lua-Nova, de onde vem o Mistério do Sopro da Vida! Lua-Nova: Céu cheio de estrelas! Inspiração para novas idéias, novos empreendimentos, novos sonhos... novos seres. A força desta Lua induz às revelações. Ela determina o começo do calendário por ter sido, durante este período, que tiveram início as previsões.

A chegada da Primavera anunciava o início do ano

Na Babilônia, estudava-se o Céu a cada anoitecer até a Lua-Crescente ser vista pela primeira vez. Eram 11 dias de Rituais Religiosos, culminando com a Lua-Cheia.

No calendário Egípcio, o início do mês se dava após a Lua Balsâmica, isto é, no último momento em que a referida Lua era vista e geralmente era antes do nascer do Sol!

São estas relações entre as datas com a Lua-Cheia que imprimem às Lunações um conteúdo mágico, cerimonial, antes mesmo dos Estudos. A Natureza sábia, perfeita, já se incumbia de oferecer, num ritual de harmonia e de beleza, informações preciosas a respeito das qualidades de um determinado momento da vida.


O calendário tem uma relação estreita com a produção agrícola, principal atividade daquela época

A Mesopotâmia abrigava muitos povos, que se guiavam pela Lua. A divisão em 4 partes do mês lunar dá origem ao sistema dos dias sagrados. O sétimo, o décimo quarto, o vigésimo primeiro, o vigésimo oitavo e o décimo nono, este último anômalo, eram considerados especiais, significativos, perigosos. Nestes dias, os videntes não faziam previsões, nem os médicos visitavam os doentes. O conceito sagrado do sábado do Velho Testamento foi derivado da Mesopotâmia e dos seus dias especiais.

O décimo quarto dia, Lua-Cheia, era considerado o mais sagrado, o mais mágico e, por isto, era reservado para descansar, meditar, orar... Era considerado o dia da gratidão; talvez esta gratidão se devesse às seguintes razões: Uma noite muito iluminada que, por seu brilho e por sua luz, favorecia encontros, rituais e celebrações... Era uma noite especial, um ambiente especial, tudo especial. Neste período, era costume acontecer eclipses. Neles se buscavam sinalizações no Céu, que falassem do futuro.

A Lua-Cheia é a culminância do ciclo das Lunações. Ela é a Noite Iluminada, a máxima difusão da Luz Solar no Céu Estrelado. Conforme as antigas tradições, a cada mês, durante este período, acontece uma transmissão de energias, e assim podemos nos contactar melhor com as fontes Cósmicas dos signos. Estas forças que brotam continuamente das doze qualidades básicas do e no sétimo dia, a Luz do Sol no Plenilúnio, iluminando a Noite, simboliza a consciência, clareando as motivações inconscientes.

Tinha que deixar por último a Lua Minguante, porque ela é muito injustiçada.


Posso afirmar que tal injustiça se deve à falta de conhecimento, única e exclusivamente, pois esta Lua é, por assim dizer, aquela que carrega nossas mágoas, que expulsa as energias negativas, que vem com a Lua-Nova quando as crianças nascem, porque se houver alguma perda, é ela quem encaminha a alma que não conseguiu penetrar no mundo. A Lua-Nova sai correndo, voando em busca de outras alegrias. A Lua é pequena, minguante, justamente porque transborda de compaixão, de tristeza, tanto que frequentemente precisa se reenergizar no ar, nas águas do rio, do mar, na própria Terra. Ela é assim como o vinagre, o sal grosso.

Há muitas magias eficazes que podemos fazer nesta lua; por exemplo: pedir para ela minguar uma doença, um relacionamento. A Lua-Minguante usa o anel da mártir, o anel da santa desconhecida.

Lunações: mistérios, segredos, sabedoria, marés das Luas. Procure estar em dia com as casas astrológicas; procure aprender mais sobre as Lunações. Procure, pois você reencontrará a Paz, a Harmonia, o Bem e saberá melhor usar suas energias e fazer suas Magias, que jamais deverão ser Negras! Jamais! Jamais!"



quarta-feira, 21 de julho de 2010

Ervas e Sonhos Proféticos



Gerina Dunwich (foto); uma astróloga e escritora, nascida em 27 de dezembro de 1959 em Illinois, Estados Unidos, explica, com clareza e concisão os princípios, práticas e rituais da bruxaria na atualidade. Um livro especialmente recomendado para os iniciantes no assunto é o compartilhado mais abaixo, nesta postagem, devido a praticidade e precisão de suas informações, segundo místicos e esotéricos que recomendam sua leitura:

A Magia nos Sonhos é tão antiga quanto a humanidade e sempre desempenha papel importante na Arte Wicca. Os sonhos são vistos como o presságio em que melhor podemos confiar, e, desde os primórdios da humanidade, Bruxos, sacerdotes e sacerdotizas pagãos e xamãs os têm utilizado para adivinhar o futuro. (O termo técnico usado para a arte e a prática da divinação pelos sonhos é oniromancia.)

Existem vários tipos diferentes de sonhos: pesadelos ou imagens torcidas que, muitas vezes, são causadas por pressões do ambiente ou por problemas físicos, sonhos causados por emoções suprimidas, experiências fora do corpo (também conhecidas como projeções astrais) e sonhos proféticos, que são sonhos vívidos relacionados a acontecimentos futuros.

Um número significativo de sonhos é de natureza profética, especialmente aqueles que acontecem três noites seguidas, de acordo com a tradição popular. Os sonhos proféticos, quando corretamente interpretados, podem revelar o futuro, tanto por quadros diretos como por simbolismo. Quando aparecem imagens sagradas ou transcedentais num sonho, chamamos de sonho elevado. Os sonhos telepáticos (também conhecidos como sonhos PES) são experiências nais quais aquele que sonha capta as energias do pensamento de outra pessoa ou espírito. (Sonhos dessa natureza em geral estão ligados a acontecimentos atuais.)

Os sonhos psíquicos contêm mensagens importantes, avisos e outras comunicações. Esse tipo particular de sonho é freqüentemente tão forte e profundo que acorda quem está sonhando. O sonho lúcido é aquele no qual a pessoa que sonha está consciente sabendo que está sonhando. Os sonhos são altamente simbólicos, sendo importante registrá-los num livro ou diário logo ao despertar para não os esquecer mais tarde. (Segundo certas superstições folclóricas, é considerado sorte alguém esquecer o sonho da noite anterior.) Após registrá-los (e também os pesadelos), você poderá estudá-los quanto a padrões e símbolos que se repetem e interpretá-los utilizando um dicionário de sonhos. 

Existem atualmente no mercado vários dicionários desse tipo, como também livros que os analisam. Encontram-se em quase todas as livrarias. Alguns contêm interpretações de simbologia onírica, outros, superstições e antigas crenças, e alguns a combinação de ambos os enfoques.

Essas ervas são tradicionalmente usadas pelos Bruxos nos travesseiros, para ter sonhos mágicos, ou em poções para induzir visões em sonhos proféticos:

língua-de-cobra
malmequer
agrimônia
visco
anis
artemísia
cânfora
cebola
quelidônia (menor)
hortelã-pimenta
canela
bolsa-de-pasto
margarida
rosa
azevinho
erva-de-são-joão
lúpulo
verbena
hera
vervena
verbena-limão
absinto
raiz de mandrágora
milefólio



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